12.509 – Como funciona o carregamento sem fio de carros elétricos?


carro sem fio

Atualmente, algumas empresas já produzem carros elétricos em larga escala. A Nissan e a Tesla são duas delas, embora os modelos elétricos da empresa ainda não sejam vendidos no Brasil. Na Formula E, além disso, os Safety Cars, que entram na pista em caso de acidentes, também possuem motores híbridos (que usam tanto eletricidade quanto combustíveis fósseis). Graças a uma tecnologia da Qualcomm, eles conseguem se recarregar sem a necessidade de uma conexão com fios.
A tecnologia, chamada de Qualcomm Halo Wirelesse Electric Vehicle Charging, carrega o veículo por meio de ressonância magnética. Para transferir energia, ela utiliza um tapete instalado no solo que se conecta a outro tapete instalado no veículo, carregando o motor.
Cada hora de carregamento do motor do BMW i8 utilizado permite que ele percorra um total de 37 quilômetros usando apenas o motor elétrico. Essa técnica é fruto, porém, de uma longa história de evolução da eletricidade, dos motores elétricos e do carregamento sem fio.

Movido a eletricidade
Embora pensemos nos carros elétricos como algo recente, o primeiro motor elétrico de corrente foi criado em 1835 nos Estados Unidos por Thomas Davenport. A invenção fez sucesso e, em 1900, cerca de 28% dos carros fabricados nos EUA eram movidos a eletricidade.
Após esse ano, no entanto, a indústria dos automóveis começou a ser dominada pelos combustíveis fósseis, e a tecnologia dos motores elétricos ficou em segundo plano. O primeiro carro híbrido completo seria construído apenas em 1972, pelo novaiorquino Victor Wouk.

Carregamento sem fio
A tecnologia de transferência de eletricidade sem fio, por sua vez, foi demonstrada pela primeira vez em 1891, pelo revolucionário pesquisador Nikola Tesla. Mas passaram-se quase cem anos até que ela fosse pela primeira vez testada em um carro elétrico: isso aconteceu em 1988, quando a Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, produziu o primeiro carro carregado dessa maneira.
Carregamento desse tipo seria incorporado a alguns ônibus de Auckland, em 1996. Em 2002, seria a vez da cidade de Turin, na Itália, integrar carregamento sem fio aos seus ônibus. Essa mesma tecnologia seria desenvolvida pela empresa HaloIPT em 2010. A empresa demonstrou nesse ano em Londres um sistema de carregamento elétrico sem fio para carros, e no ano seguinte foi comprada pela Qualcomm.

Atualmente
A Qualcomm continuou a desenvolver a tecnologia após a compra da Halo, e conseguiu dobrar a potência dos carregadores de 3,7kW para 7,4kW. É esse tipo de carregamento que move os Safety Cars da Formula E atualmente.
Os motores híbridos não ficam devendo nada aos motores de combustão em termos de potência. Os BMW i8 que são usados na Fórmula E, por exemplo, têm 362 cavalos de potência, velocidade máxima de cerca de 250 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100km/h em 4,4 segundos.
Ele não é o único carro elétrico com um motor invejável. Em março, a empresa Genovation apresentou um Corvette modificado com motor elétrico que chegou a mais de 300 quilômetros por hora e bateu o récorde para carros desse tipo.

12.094- Automóvel – O Carro Elétrico Chegou


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Os carros elétricos são uma aposta antiga – e ponha antiga nisso. Os primeiros protótipos surgiram em 1832, antes mesmo de começarem os testes com automóveis movidos a gasolina. Em 1890, o químico escocês William Morrison apresentou uma versão capaz de transportar seis pessoas, a uma velocidade de 20 quilômetros por hora. Só que, para operar, ele precisava de 24 baterias de 14 quilos cada uma, que demoravam dez horas para ser carregadas. A evidente falta de praticidade fez com que essas versões não vingassem – abrindo espaço para a indústria automobilística que conhecemos. Nas duas últimas décadas, porém, voltaram as apostas nos veículos elétricos. São dois os motivos: 1) os avanços tecnológicos começaram a barateá-los e torná-los eficazes; 2) as preocupações conservacionistas transformaram o petróleo no grande inimigo do meio ambiente. Esses fatores instigaram a busca por alternativas mais, digamos, “verdes”. Mesmo assim, os elétricos pareciam não vingar. Sempre faltava algo. Ou eram caros demais, ou a bateria não aguentava viagens longas. Este 2015, no entanto, está terminando como um ano de triunfo para os carros elétricos. A explicação: eles provaram, como nunca, que não só são opções sustentáveis, como podem ser mais econômicos e eficientes do que os movidos a gasolina.
À frente da transição dos veículos a combustão para os elétricos está o empreendedor sul-africano Elon Musk. Apelidado de Homem de Ferro da vida real, pelo perfil que mescla genialidade com um comportamento de playboy, similar ao do super-herói dos quadrinhos e filmes hollywoodianos, Musk se considera um obcecado. Com sua SpaceX, pretende retomar o ritmo da exploração espacial. Com a So­larCity, quer encerrar as atividades das usinas de carvão e tornar a energia solar a principal fonte para o fornecimento de eletricidade nos Estados Unidos. E, com a Tesla, protagoniza a ascensão dos carros elétricos. “Novas tecnologias levam três gerações para se tornar populares. Estamos na segunda da Tesla. Na próxima, teremos veículos elétricos que custarão o mesmo que os atuais modelos populares a gasolina”, afirmou Musk recentemente. “Há um gerador enorme em cima de nós, que é o Sol. Garanto que ele será a fonte primária de energia da civilização em no máximo dezoito anos.”
Hoje, o modelo mais em conta do Tesla S não é nada em conta: sai por cerca de 70 000 dólares nos Estados Unidos. Contudo, a meta é reduzir esse preço para menos de 30 000 dólares até 2020. A concorrência também impulsiona o mercado. Existem versões elétricas de praticamente todas as principais fabricantes. A General Motors, por exemplo, apresentou em janeiro passado o Bolt EV, 100% elétrico, compacto, criado para já custar menos de 40 000 dólares e cujas vendas começam em 2016. Em breve, as concessionárias contarão com automóveis desse tipo dos mais variados modelos. Também neste ano, a Audi mostrou como será seu SUV elétrico, ainda sem preço definido, que chegará às lojas em 2018. Para acelerar a transição para os carros sustentáveis, Musk adotou uma política rara para um executivo do seu calibre. “Erramos ao brigar por patentes”, constatou. “A Tesla não terá tempo de desenvolver, sozinha, versões mais acessíveis ao público.” Por isso, Musk optou por abrir a startups, ou mesmo à concorrência, segredos técnicos de sua empresa. Assim, pretende impulsionar o setor.
A principal fronteira tecnológica a ser transposta para garantir a evolução dos elétricos é o desenvolvimento de baterias mais baratas e eficazes. Nesse quesito, a Tesla deu um largo passo em 2015 ao apresentar o Powerwall. Trata-se de um carregador que pode ser movido a energia solar, utilizado para alimentar casas ou – e este é o foco – carros elétricos. Ainda em pré-venda, custa cerca de 3 000 dólares, mede 1,30 metro e, com 100 quilos, pode ser acoplado, por exemplo, à parede de uma garagem. Com isso, tem-se, pela primeira vez, uma forma prática de recarregar os automóveis.
Aliás, realizar isso já sai mais em conta que depender de gasolina. Por serem três vezes mais eficientes no aproveitamento da energia gerada, os elétricos podem ser até 75% mais econômicos. Espera-se, ainda, que a balança penda cada vez mais para o lado dos veículos verdes. Além de se tornarem cada vez mais eficientes e econômicos, eles serão bem menos danosos à natureza. Os meios de transporte são responsáveis por cerca de 20% do consumo global de energia e 25% da emissão de dióxido de carbono – sendo esta uma das principais contribuições para o agravamento das mudanças climáticas que afetam o planeta. Com a transição, esse cenário, que culminaria em um desastre ambiental, pode ser revertido. Diz Musk: “Quando um objetivo é importante o suficiente, você faz tudo para chegar a ele mesmo que as chances não estejam a seu favor”.

11.257 – Mega Polêmica – Caros e escassos, carros elétricos são mito


A princípio, dá para dizer que os motores elétricos são eficientes. Eles têm boa potência. São silenciosos. Dispensam peças para dissipar gás de escapamento e calor (como o radiador que você tem no seu carro). E geram energia que pode ser aproveitada por outras partes do carro, como o sistema de freios. Mas também não podemos nos esquecer dos problemas que a eletricidade traz. Baterias são pesadas e caras. Células de combustível, que poderiam mover o carro a hidrogênio, ainda não são comercialmente viáveis. E os modelos híbridos, que juntam um motor elétrico com um motor de combustão (a gasolina ou álcool, por exemplo), são mais pesados, caros e complexos, justamente por combinar duas fontes de energia – o que acaba com a maioria dos ganhos de eficiência que o carro teria.
Ainda assim, os carros elétricos estão em destaque em países como EUA e Japão. Já começaram a surgir os modelos que podem rodar só com baterias, recarregados em tomadas, como o Nissan Leaf. Mas vale lembrar: com o Leaf, você só dirigiria por 117 quilômetros antes de a bateria acabar, segundo aferição da Agência de Proteção Ambiental dos EUA. E pagaria por ele 50% mais do que por um carro similar a gasolina. Daria para usar o Leaf como um carro para ir ao trabalho, ao parque próximo, para distâncias curtas. Mas pouca gente gostaria de ter um carro desse como o único veículo da família.
Mesmo que os elétricos se popularizem, precisamos de pelo menos uma década para alcançar uma produção em série. Hoje não há fábricas de peças em número suficiente para abastecer o mercado. Se as vendas de elétricos alcançarem 1 milhão de veículos por ano em 2020, como alguns prevêem, isso representará apenas entre 6% e 7% do mercado total.
Enquanto isso, os motores a gasolina e diesel estão se aprimorando. Novas tecnologias têm aliviado o impacto causado pelos veículos – como a direção elétrica, que consome menos energia que a hidráulica. E sistemas que permitem que o motor desligue sozinho enquanto o carro está parado. Isso tem reduzido a vantagem dos elétricos no quesito sustentabilidade. Carros como o Leaf podem ser mais eficientes na teoria, mas também desperdiçam energia, como no carregamento da bateria. Além disso, a maioria da eletricidade é gerada usando carvão, o que aumenta o impacto no ambiente. Quando (se) energia solar, eólica e nuclear se tornarem fontes mais populares de energia, talvez o prejuízo ambiental seja menor, mas esse é um futuro distante.
Os brasileiros contam com muita energia hidrelétrica, o que torna os elétricos uma opção realmente sustentável. Mas vocês também têm biocombustíveis. O Brasil e outros países podem reduzir sua emissão de carbono sem recorrer a tecnologias exóticas.

11.045 – Transporte – Carro elétrico pode poluir mais que um a gasolina


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Os veículos 100% elétricos são limpos, mas, dependendo da matéria-prima usada para gerar eletricidade, o mocinho pode virar bandido. Um estudo realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que o carro a gasolina pode ser até mais limpo, caso o país onde ele rode recorra a combustíveis fósseis para gerar energia. “Nesse caso, a vantagem dos elétricos se resume a evitar a concentração de gases tóxicos nos centros urbanos”, diz Roberto Brandão, pesquisador do grupo de estudos do setor elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Na China e na Índia, que usam carvão mineral para gerar quase 70% da energia, o desempenho do veículo elétrico foi desanimador, chegando a poluir mais do que um a combustão. Nos países em que a fonte energética é menos poluente, o carro ecológico vale a pena. Na França, que usa energia nuclear, considerada limpa na geração de CO2, o carro a bateria se saiu bem. O mesmo vale para o Brasil. “Mais de 80% da energia nacional vem de hidrelétricas. Portanto, os elétricos aqui são limpos de verdade”, diz Margaret Groff, coordenadora do projeto de veículo elétrico da usina de Itaipu.

10.559 – China vai gastar U$ 16 bilhões para incentivar carros elétricos


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A China está planejando investir U$ 16 bilhões em financiamento para construir estações de carga de veículos elétricos e incentivar a demanda por aqueles movidos com todos os tipos de tecnologia verde, de acordo com fonte governamental.

As políticas serão anunciadas em breve. A fonte não quis fornecer detalhes sobre o plano, sobre sua duração ou se as estações de carga serão compatíveis com os carros fabricados pela Tesla. Seu sócio majoritário, o visionário Elon Musk, visitou este ano o país para reuniões com autoridades do governo, de olho nas possibilidades de um mercado de enorme potencial.

O aumento do financiamento estatal vai ajudar em muito as montadoras preocupadas com o comportamento dos consumidores, em relação a preços, confiabilidade e conveniência dos veículos elétricos. E o setor vai contar ainda com incentivo fiscais anunciados pela China, o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, em mais uma medida para combater a poluição.

“Terá de ser um processo gradual, para aumentar tanto as vendas dos carros quanto o número de estações de carga. Os veículos ainda não são muito atraentes quando comparados a carros convencionais,” disse Ashvin Chotai, diretor da empresa de pesquisa de mercado Intelligence Automotive Asia.

Os incentivos irão cobrir também outras tecnologias verdes, como plug-ins híbridos e a de células de combustível. E daqui por diante a frota oficial terá de adotá-los.

O governo considera ainda incluir outras empresas que não as montadoras na fabricação de  carros elétricos para aumentar a produção e a competitividade, segundo informou em junho o Centro de Pesquisa de Tecnologia Automotiva da China, segundo o Tree Hugger.

8752 – Custou Mas Chegou – O Carro Elétrico Finalmente vai Estreiar no Brasil


Até recentemente só havia no Brasil 3 modelos de veículos que podiam ser movidos a eletricidade e todos com preços exorbitantes. Eram eles o Mercedes-Benz Classe S400, o Ford Fusion e o Porsche Cayene. Eram 300 mil unidades vendidas somados os 3. Mas agora chegou o Toyota Prius. Alimentado pela energia cinética produzida pelo movimento de suas rodas, usa apenas a propulsão elétrica na partida e em velocidades abaixo de 50 km por hora. Acima disso, começa a consumir gasolina. Como resultado, roda 25 km com um com um litro, 1/3 do consumo de um carro convencional do mesmo porte e emite também 40% a menos de gases poluentes. Já está presente em 70 países. A Toyota pretende vender esse ano 1000 unidades no Brasil. O preço ainda está salgado: 120 mil reais, o triplo do que custa nos EUA. De qualquer maneira, já é um grande passo para reduzir a poluição.

Toyota Prius 2010

Um Pouco +
A Toyota oficializou o início das vendas no Brasil do modelo híbrido Prius. O modelo chega por R$ 120.830. O modelo que foi lançado mundialmente em 1997 e está em sua terceira geração. O híbrido é importado do Japão e tem 3 anos de garantia. Os primeiros modelos começam a chegar neste mês às lojas, mas como muitas concessionárias vão trabalhar apenas com encomendas, as entregas começaram em março.
A montadora pretende vender mil unidades do Prius ao ano e tem como foco o público “jovem”. O Ford Fusion Hybrid, vendido desde 2010 no Brasil, não chega a ter 5% desse montante e custa R$ 133.900. Segundo a Toyota, cerca de 3,5 milhões de unidades já foram adquiridas por consumidores, principalmente em mercados como Estados Unidos, Europa e Japão.
O Brasil recebe a terceira geração do híbrido, lançada no Japão em 2009, que passou por uma reestilização e foi apresentada no Salão de Tóquio, em dezembro passado.
O carro é equipado com dois motores, um a combustão e outro elétrico. O motor 1.8 a combustão é movido por gasolina e possui quatro cilindros em linha. Com estrutura muito compacta, este motor se destaca por dispensar a utilização de uma correia auxiliar para mover outros componentes do veículo, como o compressor do ar-condicionado, a bomba de água e a assistência elétrica da direção, que funcionam com a eletricidade gerada pela potência do sistema de baterias, colaborando para a redução do consumo de combustível.
O motor elétrico, por sua vez, possui potência de 650 Volts e é dotado de corrente elétrica alternada trifásica e funciona em sincronia com o motor a combustão, para potencializar o desempenho em altas velocidades e impulsionar as rodas quando o veículo estiver funcionando exclusivamente no modo elétrico. A potência combinada dos motores é de 138cv.
O híbrido reúne ainda diversas formas de economia de combustível. A tecnologia Toyota Hybrid Synergy Drive utiliza uma potente bateria autônoma, que alimenta o motor elétrico, com potência máxima de 27 kW. Isso permite que em trechos urbanos com velocidade até 50km/h, em média, apenas o motor elétrico seja acionado, o que significa que nenhuma gota de combustível está sendo utilizada. Para velocidades superiores, os motores elétrico e a gasolina trabalham em conjunto, com média de consumo de combustível de 25 km/l.
Modos de direção
Visando a máxima economia de combustível, o Prius permite ao motorista selecionar quatro modos de condução, Normal (usa os dois motores), EV (só usa o motor elétrico), Eco (redução no consumo de combustível entre 8% e 20%) e PWR (resposta de aceleração até 25% superior) para otimizar a dirigibilidade de acordo com as necessidades do momento.
Por dispensar carga externa, ou seja, não ser carregado na tomada, o Prius que chega ao Brasil tem diversas formas de acumular energia. A principal delas são os freios regenerativos que permitem acúmulo de energia a cada frenagem realizada pelo condutor. Quando o veículo desacelera ou o freio é acionado, o motor elétrico funciona como um gerador, convertendo a energia cinética em energia elétrica, carregando tanto a bateria híbrida quanto a bateria regular do Prius. Este sistema é particularmente mais efetivo em tráfego urbano, onde as acelerações e frenagem são mais frequentes.
Números ‘ecológicos’
De acordo com a montadora, a tecnologia Hybrid Synergy Drive empregada no Prius produz aproximadamente 44% menos CO2 em comparação com um veículo convencional da mesma cilindrada. Além disso, 95% do Prius é recuperável, 85% é reciclável e 95% dos componentes da bateria de alta voltagem podem ser reutilizados.

8473 – Automóvel – Fabricante de carros elétricos anuncia sistema para troca de bateria em 90 segundos


A Tesla Motors, empresa que produz carros elétricos de luxo e é queridinha de celebridades politicamente corretas, como George Clooney, anunciou na última sexta-feira um avanço tecnológico que deve contornar um dos maiores problemas apontados pelos usuários de seus produtos: a demora na recarga das baterias.
Em um evento que reuniu donos de carros, o presidente da empresa, Elon Musk, demonstrou o funcionamento de uma nova tecnologia de troca de baterias. Em vez de esperar até 40 minutos para que a recarga esteja completa, os proprietários poderão simplesmente trocar uma bateria vazia por uma cheia em um processo que não demora mais do que 90 segundos.
Elon Musk é um empresário e cientista sul-africano conhecido pela ousadia de seus negócios. Além da Tesla Motors, ele fundou a SolarCity, para a instalação de painéis solares em todo os EUA, e a Space X, companhia que produz foguetes para missões privadas.
A novidade anunciada por Musk é uma tentativa de superar um dos problemas que atrapalham a popularização dos carros elétricos. A bateria do modelo Tesla S pode ser carregada de graça em qualquer um dos pontos de recarga da empresa, mas a troca demora cerca de 40 minutos. Se o usuário decidir fazer o mesmo em casa, a operação pode demorar mais de 9 horas. A partir de agora, ele poderá decidir pagar pela nova bateria, que é feita instantaneamente. Segundo o site da Forbes, a troca deve custar entre 60 e 80 dólares e estará disponível até o final de 2013.

No evento em que anunciou a tecnologia, Elon Musk demonstrou que, no tempo que um carro a gasolina leva para encher o tanque, é possível realizar duas trocas de bateria. “Esperamos que isso, finalmente, convença as pessoas de que os carros elétricos são o futuro”, afirmou o empreendedor.
A medida é um passo importante para popularizar os carros elétricos, que, apesar de serem apontados como os veículos do futuro, ainda não decolaram em vendas. Alguns problemas importantes, no entanto, continuam momentaneamente sem solução: segundo os consumidores, o carro elétrico é muito caro — o Tesla S, por exemplo, custa de 62.400 a 87.400 dólares — e suas baterias duram pouco tempo.

7718 – Transporte – O Carro Elétrico


Erro – Ter trocado os motores elétricos, que equipavam a maioria dos carros no fim do século 19, pelos movidos a gasolina e diesel pelos cartéis do petróleo e da indústria automotiva.
Consequências – Problemas de saúde decorrentes do aumento da poluição, aquecimento global provocado pela maior liberação de CO2 na atmosfera e 100 anos de atraso na adaptação das cidades para frotas de veículos elétricos.
Pouco ou nada poluentes e muito mais silenciosos, os carros equipados com motor elétrico nunca estiveram tão na moda. Nunca mesmo? Quase ninguém sabe que essa tecnologia não tem nada de novidade. O automóvel elétrico foi inventado em 1830, assim como a célula combustível de hidrogênio. Em 1900, cerca de 90% dos táxis de Nova York eram movidos a eletricidade e milhões de pessoas andavam de bondinhos elétricos no mundo todo, inclusive no Brasil.
Ora: se o transporte individual e coletivo um dia já foi elétrico, por que hoje impera o motor a combustão, com todos os problemas ambientais e de saúde pública que a queima de combustíveis fósseis como a gasolina e o óleo diesel provoca? Resposta: por causa de manobras feitas pelos cartéis do transporte e do petróleo.
No final do século 19, quase todos os carros dos EUA eram elétricos. Eles integravam o monopólio da empresa EVC, dona de táxis e estações de recarga”, diz o jornalista. No início do século 20, porém, a EVC uniu-se às montadoras de automóveis a gasolina e formou a Associação de Fabricantes de Automóveis Licenciados, (Alam em inglês) – um monopólio que controlava a produção tanto de carros elétricos quanto de veículos a combustão.
O interesse das indústrias na substituição dos motores elétricos pelos a combustão era duplo: primeiro, atender à crescente demanda dos consumidores por carros mais velozes e potentes (leia mais no quadro abaixo); consequentemente, vender automóveis mais caros.
Nos anos 30, o lobby do motor a combustão voltou-se contra a segunda vítima: o transporte coletivo. Dessa vez, a ação partiu da montadora General Motors, que liderou uma conspiração para acabar com os ônibus elétricos dos EUA.
O fim das linhas elétricas ocorreu em 40 cidades americanas. Até que, em 1949, a GM e suas aliadas acabaram sendo acusadas de conspiração pelo governo. Foram condenadas. Mas era tarde. Naquela altura, o mundo já tinha se rendido aos motores a combustão.

NEW YORK TIMES

• Há 102 anos, em 1911, um editorial do periódico americano dizia o seguinte: “O carro elétrico já é reconhecido há tempos como a solução ideal porque é mais limpo, mais silencioso e muito mais econômico”.

Estatísticas alarmantes

• O setor de transportes responde hoje por 22% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) – um dos vilões do aquecimento global.

• No Reino Unido, a poluição do ar – provocada em boa parte pelos automóveis a gasolina e diesel – causa aproximadamente 50 mil mortes por ano.

• Na França, a fumaça preta liberada pelo escapamento de veículos de passeio, ônibus e caminhões mata mais que os acidentes de trânsito.

• Em Belo Horizonte (MG), a poluição gerada pelos carros mata quase 400 pessoas por ano – média superior a uma morte por dia.

• Na cidade de São Paulo, o ar é quase 3x mais “pesado” que o limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo os especialistas, jamais teremos uma frota mundial totalmente elétrica

O interesse de consumidores e montadoras de automóveis na troca do motor a combustão pelo elétrico agora é cada vez maior. Mas, segundo os especialistas, uma frota mundial totalmente elétrica não passa de utopia. Os mais otimistas dizem que ainda serão necessários pelo menos mais 10 ou 20 anos para que os modelos movidos a eletricidade conquistem uma fatia minimamente significativa de mercado.
O primeiro obstáculo é o preço – as baterias mais avançadas, de lítio, custam em média US$ 50 mil. O segundo é a autonomia – hoje, elas não passam de 300 quilômetros entre uma recarga e outra. “A gasolina tem 80 vezes mais densidade energética que a melhor bateria de lítio”, explica o jornalista americano Robert Bryce, autor do livro Power Hungry – The Myths of Green Energy and the Real Fuels of the Future (“Fome de Energia – Os Mitos da Energia Verde e os Verdadeiros Combustíveis do Futuro”, sem tradução para o português). Em outras palavras: apenas um litro do combustível fóssil rende 80 vezes mais energia que uma bateria de peso equivalente.
Há também o problema da infraestrutura. Para que os carros elétricos se tornem viáveis, será necessário instalar pontos de recarga não apenas em diferentes pontos da cidade, mas também nas estradas e, principalmente, na casa das pessoas. “Acontece que a criação dessa infraestrutura, hoje, ainda é incrivelmente cara”.

6180 – Tecnologia – Carro elétrico sem fio


As grandes companhias automobilísticas buscam novas soluções a cada dia para ganhar consumidores cada vez mais conscientes e exigentes em termos de níveis de poluição, emissões de carbono e eficiência energética.
Dessa vez, a Nissan saiu na frente e desenvolve o carro elétrico recarregável sem fio. Ele funciona a partir da indução eletromagnética entre duas bobinas, uma colocada em baixo do carro e outra no chão. Três horas são o suficiente para que o veículo esteja pronto para mais um rolê.
A vantagem é que será mais fácil recarregar o carro em estacionamentos e garagens e não apenas em casa. E a empresa cogita a possibilidade de haver bobinas embutidas nas avenidas e rodovias, de modo que os veículos possam ser recarregados enquanto estão em movimento.
A invenção ainda não tem data para ser lançada oficialmente no mercado, mas os engenheiros garantem que o procedimento será simples e barato.