10.776 – Mito ou Realidade – Somos feitos de poeira de estrelas?


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Acredite: conforme os cientistas vão escavando os mistérios da realidade, fica cada vez mais evidente que parece haver uma profunda interdependência entre as coisas. Esta convicção, que já foi muitas vezes trazida à tona pela intuição humana, tem ganhado cada vez mais espaço na comunidade científica.

Somos todos poeira das estrelas
A frase, tornada famosa pelo astrônomo Carl Sagan, significa basicamente que todos os elementos que formam os seres humanos, os vegetais, as rochas e tudo o mais que existe no planeta foram formados há bilhões de anos, durante a explosão de estrelas a anos luz de distância daqui. É isso mesmo: elementos pesados como o ferro que corre no nosso sangue, ou o ouro que compõe as nossas jóias, só podem ser sintetizados na natureza em condições extremas de temperatura e pressão – ou seja, quando uma estrela morre e explode violentamente, virando uma supernova. O material formado, então, se espalha pelo espaço interestelar, podendo dar origem a novas estrelas e planetas.

Os átomos do seu corpo já pertenceram a outros seres vivos
A Terra é praticamente um sistema fechado – a matéria que existe aqui não escapa naturalmente para o espaço sideral. Logo, podemos concluir que todos os átomos existentes no planeta estiveram aqui desde o início, e circularam ao longo das eras por incontáveis ciclos químicos e biológicos. Isto quer dizer que os elementos que hoje compõem nossos corpos podem, perfeitamente, ter feito parte de um tiranossauro rex no passado, ou de uma árvore, uma pedra, ou até mesmo de outros seres humanos.

Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco
Quando olhamos para a exuberante biosfera que existe em nosso planeta, é difícil acreditar que, nos primórdios da vida, o único ser se resumia a um organismo unicelular. Ao longo de bilhões de anos de evolução, as espécies foram se diferenciando e se adaptando a diferentes ambientes. Mas, por mais distintas que pareçam, todas têm um grau de parentesco umas com as outras, sem exceção. Todas tiveram um ancestral comum em algum momento.

Quimicamente, animais e plantas se complementam
As árvores são nossas “primas”, e podem ser compreendidas como complexas fábricas naturais que sintetizam o gás carbônico, eliminando o oxigênio. No nosso caso, o processo é reverso – nós respiramos o oxigênio e expelimos gás carbônico. Podemos dizer então que os vegetais e os animais são, evolutivamente falando, perfeitos uns para os outros, e mantém uma relação de interdependência.

Seu corpo é perfeitamente adaptado para viver na Terra
Não apenas o corpo humano, mas todos os seres vivos do planeta, são minuciosamente moldados para sobreviver no ambiente terráqueo. Se vivêssemos em um lugar com maior gravidade, por exemplo, nossos músculos e estrutura óssea teriam de ser bem mais resistentes para aguentar a pressão. O implacável processo de seleção natural se encarrega de escolher as espécies mais aptas à sobrevivência. De certa forma, toda a vida que conhecemos tem a cara da Terra, porque é perfeita para ela.

No nível quântico, não existem objetos sólidos
Quando tocamos em qualquer objeto, sentimos claramente que se trata de algo sólido, palpável. No entanto, a sensação não passa de um engano de nossos sentidos: são apenas as nuvens de elétrons dos átomos de nossa pele interagindo com as nuvens eletrônicas do objeto. O que se pode chamar de sólido é o núcleo dos átomos, mas eles jamais se tocam. Os átomos são compostos quase que inteiramente de vazio.

– Partículas subatômicas podem estar conectadas mesmo a milhões de anos luz uma da outra
Não importa que uma das partículas esteja na Via Láctea e a outra na vizinha Andrômeda – se houver entre elas o chamado entrelaçamento quântico, uma é parte indissociável da outra. Elas se influenciam instantaneamente, superando até mesmo a velocidade da luz. Isto é possível pois o princípio sugere que a matéria universal esteja interligada por uma rede de “forças”, sobre a qual pouco conhecemos, que transcende até mesmo nossa concepção de tempo e espaço.
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8579 – Novo estudo coloca em xeque descoberta de planetas


Nem tudo que reluz é planeta. Um novo estudo acaba de colocar em xeque a descoberta de mundos ao redor de outras estrelas recém-nascidas. Tudo pode não passar de uma ilusão.
Antes que alguém se apavore e jogue no lixo sua coleção de planetas favoritos, é preciso enfatizar que isso afeta apenas uma ínfima parcela dos mundos extrassolares anunciados pelos cientistas.
A imensa maioria deles (cerca de 900), detectada por outros métodos, segue firme e forte. Os que foram afetados são aqueles inferidos pelo padrão de dispersão de gás e poeira num disco ao redor de estrelas jovens.
Sabe-se que planetas se formam em discos como esses, pela aglutinação crescente de grãos de poeira, até que se formem objetos suficientemente massivos para crescer por gravidade.
Em alguns dos discos já observados, os cientistas detectavam vãos –que até o momento eram explicados pela suposta presença de um planeta nas imediações.
Contudo, uma série de simulações feitas pelo brasileiro Wladimir Lyra (ganhador da bolsa Carl Sagan, da Nasa) e pelo americano Marc Kuchner mostra que as trilhas vazias podem surgir naturalmente, sem planeta nenhum.
Ambos trabalham em centros da Nasa (Lyra é do Laboratório de Propulsão a Jato, e Kuchner é do Centro Goddard de Voo Espacial) e seu estudo acaba de ser publicado na revista científica britânica “Nature”.
A dupla mostrou que, ao realizar simulações mais complexas, incluindo não só a poeira do sistema, mas também as pequenas quantidades de gás presentes, as trilhas vazias aparecem naturalmente.
“Encontramos uma instabilidade de aglutinação que organiza a poeira em anéis estreitos e excêntricos”, escreveram os dois em seu artigo.
É um achado importante, porque, embora os planetas inferidos a partir dos discos sejam poucos, eles eram tidos como a melhor pista da observação de formação planetária “ao vivo”, ajudando assim a esclarecer como se dá esse processo.
“Costuma-se usar a detecção desses anéis para sugerir a presença de planetas, e inferir sua massa e órbita”, disse Lyra à Folha. “Eu me ponho do lado cético e acreditarei no planeta apenas quando me mostrarem o dito cujo.”
O trabalho coloca em xeque, por exemplo, a sugestão de que há dois mundos de massa terrestre ao redor da estrela Formalhaut, a mais brilhante da constelação de Peixes.
A dupla, entretanto, é cautelosa em jogar no lixo a ideia dos planetas. “Nosso modelo, apesar de ter a vantagem de não precisar de planetas, precisa de gás. No caso de Formalhaut, não há gás detectado”, conta Lyra. “Mas isso pode ser porque gás é difícil de medir.”
O pesquisador ressalta que outros discos ao redor de estrelas como HD 61005 se encaixam melhor com o modelo novo, que dispensa planetas.

7643 – Missão Marte – O Mars Pathfinder


Foi uma missão espacial norte-americana lançada em meados de 1996 que tinha como objetivo principal enviar um robô para a superfície de Marte a fim de estudar melhor o planeta.
A Pathfinder (nave-mãe e módulo de pouso) usou um método inovador para entrar diretamente na atmosfera de Marte auxiliado por um pára-quedas supersônico, que reduziu sua velocidade de descida, e um conjunto de 24 airbags laterais para amaciar o impacto com o solo.
O pouso foi em 4 de julho de 1997 na planície de Ares Vallis, no hemisfério norte de Marte. O local exato do pouso foi batizado de “Memorial Carl Sagan”, em homenagem ao grande cientista e divulgador Carl Sagan (1934 -1996).
O robô explorador Sojourner passeou pela superfície de Marte recolhendo informações durante mais de um mês terrestre, no total foram obtidas 16.500 fotos a partir do módulo de pouso e 550 imagens do Sojourner.
A missão Mars Pathfinder é a segunda missão do programa de exploração espacial da NASA denominado de Programa Discovery. Que é um programa científico que estabeleceu metas para o desenvolvimento de missões de baixo custo para a pesquisa espacial.

7442 – Réplica da Terra em Marte


A ideia de “terraformar” o planeta Marte — transformá-lo em uma réplica da Terra — não é inteiramente nova. Ao longo dos últimos vinte anos, um poderoso time de escritores, entre os quais os celebrados Carl Sagan e James Lovelock, publicaram especulações sobre o que aconteceria se os ingredientes essenciais à vida, presentes em Marte, pudessem ser liberados e espalhados no meio ambiente marciano. A esse coro se reuniram as vozes de Christopher McKay e Owen Toon. do Centro de Pesquisas Ames, da NASA, e James Kasting, da Universidade do Estado da Pensilvânia. Os cientistas partem de um mundo inóspito, na melhor das hipóteses. Canais hidrográficos e outros traços na superfície sugerem que há 3,5 bilhões de anos Marte era quente, com água correndo sobre o chão e uma atmosfera relativamente densa.
Devido à maneira como os terrenos são estruturados, porém, uma parte da atmosfera provavelmente foi absorvida pelo solo e outra parte perdeu-se no espaço: a baixa gravidade marciana representa apenas 38% da terrestre e foi incapaz de reter o envelope de gases. A maior parte da água teria sido congelada no subsolo ou recuado para as calotas polares, o resto perdeu-se com o ar na forma de vapor. O planeta hoje em dia é essencialmente um árido e frígido deserto cor de ferrugem. A atmosfera é desanimadoramente tênue — sua espessura é 0,8% da terrestre — e se compõe de 95% de gás carbônico. As temperaturas médias marcianas atingem paralisantes 18 graus negativos, embora ao meio-dia subam para 75 graus positivos nas regiões equatoriais. O feito de dar vida a essa carcaça de mundo teria que ser realizado por meio de inúmeras etapas, e a primeira delas seria elevar sua temperatura.
Marte tem a desvantagem com relação à Terra de estar 1,52 vez mais longe do Sol. Isso significa que ele recebe somente 43% da luz que recebemos. Assim, mesmo em um mundo de atmosfera espessa, as coisas tendem a ficar incrivelmente frias.
No passado, os cientistas inventaram todo tipo de saídas para o dilema de aquecer Marte. Mas já existem os instrumentos mais eficientes e menos exóticos capazes de elevar a temperatura de um planeta: os gases causadores de efeito estufa.
Além das reservas de CO2 existentes na atmosfera e nas calotas polares de inverno, também se poderia encontrá-lo no solo. Nos seus antigos tempos de calor, a atmosfera marciana era provavelmente densa em gás carbônico, e isso significa que o solo atual pode estar saturado com aquele material. Em experiências de laboratório, um tipo de solo de nome palagonite, vermelho como o de Marte e encontrado nos vulcões havaianos, absorve prontamente as moléculas de CO2, ligando-se frouxamente a elas. Constatou-se que a elevação gradual da temperatura faz o gás ferver e deixar o solo que o havia absorvido. Quanto mais sobe a temperatura, mais gás escapa.Uma vez no ar, o CO2, passaria a trabalhar com os CFCs e a elevar a temperatura mais acentuadamente. O ciclo continuaria até que a temperatura global ficasse um pouco acima do ponto de congelamento. A essa altura, graças ao vagaroso aquecimento, as reservas de água começariam a liberar vapor, ampliando o efeito estufa.
Então, se o CO2 do solo estiver perto da superfície, talvez o planeta se aqueça em um século — praticamente do dia para a noite, em termos planetários. Mas se estiver em camadas profundas, o prazo pode se dilatar para 100 000 anos. Seja como for, só depois desse estágio Marte poderia sustentar umas poucas e vigorosas espécies vegetais. E ainda haveria sérios obstáculos. Mesmo quando Marte já tiver gás carbônico para alimentar plantas, o solo pode não lhes fornecer bastante nitrogênio na forma de sais, também decisivos para o metabolismo vegetal. Além disso. os cientistas teriam que usar micróbios para absorver os sais e repassar o elemento vital às plantas. A água é outro problema. Estudos recentes sugerem que Marte é muito mais úmido do que jamais se imaginou, a ponto de formar lagos ou mesmo oceanos assim que a temperatura começar a subir. Para quem pretende estimular a vida, a água é realmente um bom sinal — com exceção de um aspecto. O CO2, atmosférico, que tem afinidade pelo H2O passaria a se dissolver na água e a formar depósitos de calcário. Quanto mais tempo as duas substâncias permanecessem em contato, mais gás carbônico se perderia.
Na Terra, esse problema é resolvido pelo movimento dos continentes, que mergulham uns sob os outros e levam o calcário consigo. Ao longo dos milênios, o calor interno desfaz as rochas e devolve o CO2 ao ar pela boca dos vulcões. Em Marte, essa tarefa ficaria a cargo dos próprios terraformadores. Embora seja necessário preservar o gás carbônico atmosférico, certos processos que o destroem são altamente desejáveis. O metabolismo das plantas é um exemplo. Assim que os primeiros vegetais fossem introduzidos no ambiente marciano, começariam imediatamente a retirar CO2 do ar e a quebrá-lo em átomos de carbono e oxigênio.

7386 – Biosfera – O Planeta Azul


Você mora na periferia de uma cidade do interior. Em termos cósmicos, pelo menos. Sua casa é uma rocha cheia d’água que gira num cantinho da galáxia, bem longe do movimentado centro. O Sol, esse reator nuclear com diâmetro de 1,4 milhão de quilômetros, é só uma entre os 300 bilhões de estrelas da Via Láctea. Uma galáxia bem pacata, por sinal. A verdadeira megalópole deste pedaço do Universo é Andrômeda, nossa galáxia vizinha, com 1 trilhão de sóis.
Não, não estamos nada sozinhos no Cosmos. Além de Andrômeda, há pelo menos outros 125 bilhões de galáxias no Universo visível. E, se respeitarmos a lógica, o que não falta em cada uma delas são planetas, muitos planetas. Como disse o astrônomo Carl Sagan sobre a vida lá fora: “Deve haver bilhões de trilhões de mundos. Então por que só nós, jogados aqui num canto esquecido do Universo, seríamos afortunados?”
Outros vão mais longe e apostam que não só a vida é inevitável lá fora mas civilizações tão ou mais avançadas que a nossa também. Como já disse o físico de Harvard Paul Horowitz: “Vida inteligente no Universo? Garantido. Na nossa galáxia? Extremamente provável”.

Mas, voltando ao nosso planeta azul, você já teve a impressão de que o céu está menos azul? Não é impressão. Segundo um novo estudo, que analisou 3 250 medições atmosféricas feitas em diversas partes da Terra, isso realmente está acontecendo: nas regiões mais críticas, o céu está 20% menos azul do que na década de 1970. O efeito é provocado pelo excesso de aerossóis na atmosfera – uma camada de sujeira flutuante que junta moléculas de poeira, fuligem e dióxido de enxofre produzido por carros, indústrias e queimadas. Ou seja: além de provocar efeito estufa, a poluição já está modificando a luz que chega à Terra.
A luz do Sol é branca. Mas, quando entra na atmosfera terrestre, ela esbarra nas partículas que estão suspensas no ar (moléculas de oxigênio, nitrogênio e água) e se decompõe em várias cores. É por isso que, quando você olha para cima, vê um Sol amarelo e um céu azul. O amarelo e o azul são subprodutos da luz branca – eles foram separados e espalhados pelas moléculas da atmosfera. Só que os aerossóis alteram essa divisão. “Eles são muito pequenos, e conseguem rebater os raios do Sol como nenhum outro poluente”, explica o físico atmosférico Kaicun Wang, da Universidade de Maryland. Os aerossóis “seguram” os raios de luz azul lá em cima, impedindo que eles desçam e cheguem com plena força aos seus olhos. E aí o céu adquire um aspecto leitoso, menos azul.
A região mais afetada é o sul da Ásia, seguida por África, Oceania e América do Sul. Os pesquisadores também notaram um enfraquecimento no azul do céu dos EUA. A grande exceção é a Europa – onde desde a década de 1990 o céu está ficando mais azul (possivelmente porque os níveis de alguns poluentes tenham diminuído). Mas alguns cientistas especulam que os aerossóis possam ter também um efeito positivo. Como eles reduzem a quantidade de luz que chega à superfície terrestre, ajudariam a diminuir a temperatura global em até 1 grau. Um céu menos azul por uma Terra menos quente.

6930 – Contato – Livro


Contato é um livro de ficção científica escrito por Carl Sagan e publicado em 1985. Alguns dos traços da personalidade de Sagan ficam evidentes no carácter da protagonista, Ellie Arroway, do SETI. O livro discorre sobre muitos dos interesses do autor ao longo da sua vida, especialmente o primeiro contacto com extraterrestres. Uma adaptação foi feita para o cinema em 1997. Tanto o livro como o filme adaptado por Robert Zemeckis têm em comum a discussão entre razão e fé. O filme é razoavelmente fiel à ideia principal do livro. A ideia é a de que a ciência e a razão também podem ser meios através dos quais uma pessoa pode experimentar um fascínio sobre o Universo que as pessoas geralmente associam exclusivamente à religião e à fé.
Grandemente baseada na carreira do próprio Sagan, a história é uma defesa da Ciência. Uma ideia central ao livro é a de que a ciência e a razão também podem ser meios através dos quais uma pessoa pode experimentar um fascínio sobre o Universo que geralmente é associada exclusivamente à religião e à fé.
O livro foi adaptado para o cinema em 1997, sob a direção de Robert Zemeckis, onde foi protagonizado pela atriz Jodie Foster no papel da Dr.ª Eleanor Ann ‘Ellie’ Arroway.

6929 – Seriam os Deuses Astronautas 2


Seres extraterrestres estiveram na Terra na Antiguidade e estabeleceram comunicação com as sociedades humanas primitivas?
Um dos primeiros a divulgar amplamente a idéia de que podemos ter mantido contato com civilizações extraterrestres na Antiguidade foi curiosamente um dos mais conhecidos céticos. No livro “Vida Inteligente no Universo” (1966) o astrônomo Carl Sagan, em colaboração com o colega soviético Iosif Shklovsky dedica um capítulo inteiro para defender seriamente a possibilidade de um contato em eras passadas.
Já então a dupla indicou um possível deus astronauta: o enigmático personagem da mitologia suméria, Oannes. Quimera metade peixe, diz a lenda que a criatura surgiu no Golfo Pérsico por volta de 4.000AC e ensinou várias artes e ciências aos homens. Seriam os ecos longínquos do contato com um alienígena benevolente?
Talvez, apenas talvez. A dupla de cientistas foi sóbria e cautelosa ao deixar claro que eram apenas especulações sem comprovação. E é aqui que reside a diferença entre especulação e a enganação. Logo depois um hoteleiro suíço venderia exatamente as mesmas idéias como se fossem fatos comprovados, e o resto, como dizem, é história. Ou melhor, ficção vendida como história.
As supostas evidências que permitiriam o pulo de especulação para fato já foram exaustivamente exploradas ao longo das últimas décadas, e seria impossível abordar todas em detalhe neste espaço. Cada uma delas é um caso específico em que traficantes de mistérios nunca contam toda a história. Fiquemos então com a que, segundo o próprio cético Sagan seria uma das melhores evidências concretas de contatos na antiguidade.
São os rituais e lendas do povo Dogon na África. Coincidência ou não, esta tribo distante também fala da chegada de uma quimera peixe-serpente, chamada Nummo, vinda diretamente do sistema estelar de Sírio. Não apenas o mito faz referência astronômica ao sistema estelar, ele inclui alguns detalhes que só foram confirmados pela ciência no século passado. A especulação se torna subitamente sólida quando as “lendas” possuem elementos que apenas grandes telescópios – ou viajantes extraterrestres – poderiam conhecer. Seria este o caso perfeito? Pelo menos é o que enganadores vendem.
O que nunca contam é que a história não pára aí. Há algo muito estranho quando descobrimos que os Dogon acreditam que o Nummo foi crucificado (!) e ressuscitou, e que deve retornar uma segunda vez à Terra. Soa familiar? Demasiadamente familiar. Em verdade as lendas astronômicas Dogon mais extraordinárias têm uma única fonte, o antropólogo Marcel Griaule que manteve contato com a tribo nos anos 1930 e 40. Outros antropólogos em contato com a mesma tribo antes e depois falharam em confirmar as extraordinárias lendas.
Não se suspeita que Griaule inventou as histórias, mas é revelador que os supostos mitos ancestrais espelhem os mitos e conhecimentos do próprio europeu. Os supostos conhecimentos astronômicos Dogon também contêm alguns erros, idênticos aos da astronomia européia no início do século passado. Pelo visto a tribo Dogon não devia estar tão isolada dos europeus, e como Sagan notou, a civilização alienígena com conhecimentos astronômicos sofisticados em contato com os Dogon que o antropólogo descobriu era… sua própria civilização.

6686 – Nave Voyager faz 35 anos de viagens no limite do Sistema Solar


A sonda espacial Voyager-1, que acaba de completar 35 anos ainda na ativa, parecia estar prestes a celebrar um marco histórico: seu salto para o espaço interestelar.
Carregando um disco de ouro com imagens e sons da Terra e informações científicas, a nave marcou época por ser a primeira “mensagem na garrafa” cósmica enviada pelo nosso planeta -um recado para possíveis civilizações extraterrestres que derem a sorte de encontrá-la.
Agora, porém, cientistas estão em dúvida sobre sua localização -pode ser que ela ainda não esteja nas fronteiras do Sistema Solar, ao contrário do que se pensava.
O fenômeno que traça a fronteira entre a zona de influência do Sol e a exterior é o chamado vento solar: as partículas eletricamente carregadas emitidas por nossa estrela em alta velocidade.
Os cientistas da Voyager-1 achavam que a nave já tinha se aproximado da chamada heliopausa, onde o vento solar encontra o vento interestelar (vindo do resto da Via Láctea). Nessa fronteira, os dois se anulam.
Em abril de 2010, a nave parou de sentir o vento solar, e cientistas concluíram que a calmaria era sinal de que as partículas do Sol estavam sendo freadas pelas da região interestelar. A nave estaria exatamente na transição da heliopausa, prestes a saltar para fora do reino do Sol.
Para confirmar a descoberta, em 2011, os cientistas decidiram rotacionar a Voyager-1 para fazer mais medidas. Mesmo sendo incapaz de detectar o vento solar radial (vindo diretamente do Sol), a espaçonave deveria sentir o vento meridional (que ricocheteia na heliopausa e sopra perpendicularmente).
A tentativa, porém, foi em vão.
O célebre disco de ouro das Voyagers foi idealizado pelo astrônomo pop star Carl Sagan (1934-1996). O comitê reunido por ele fez de tudo para que as instruções para tocar o disco pudessem ser entendidas por qualquer criatura com conhecimento científico avançado, usando como unidade o período de uma transição dos átomos de hidrogênio -os mais comuns e “básicos” do Universo.
À velocidade atual, a pobre nave precisará de 17 mil anos -mais ou menos o tempo que nos separa do auge da Idade do Gelo- para viajar um ano-luz completo.

Um Pouco +
Com a criação da NASA a ciência teve condições de conhecer e explorar o espaço, e como as viagens tripuladas ainda são difíceis os cientistas investem em naves não tripuladas chamadas sondas, que visitam os planetas e seus respectivos satélites e nos enviam valiosas informações, mas um programa em especial me chama muito a atenção e desperta a minha curiosidade, trata-se do Programa Voyager, que lançou duas sondas denominadas Voyager 1 e Voyager 2, que neste exato momento estão viajando para além do nosso Sistema Solar a bilhões de quilômetros de distância, enviando dados a Terra e o mais fascinante, levando consigo saudações da humanidade a uma possível civilização inteligente que venha a recuperá-las algum dia.

O PROJETO
Os EUA se lançaram em um projeto denominado Marinner, que lançou algumas sondas, porém houve um corte de gastos e o projeto passou a ser chamado de Voyager, comandado pelo astrônomo Ed Stone, onde foram lançadas duas sondas.
Em 20 de agosto 1977, a bordo do foguete Titan III – Centaur, é enviada ao espaço a Voyager 2, tendo os cientistas aproveitado um raro alinhamento planetário que permitiu a inclusão de Saturno e Urano na missão. Logo após, em 05 de setembro do mesmo ano foi enviada ao espaço a Voyager 1 através de uma trajetória que permitia uma chegada mais rápida a Júpiter e Saturno.
Usando um recurso chamado assistência gravitacional, os cientistas conseguiram fazer com que as sondas utilizassem o movimento relativo e a gravidade dos planetas para impulsionar as sondas, a cada planeta visitado as sondas eram empurradas para frente atingindo assim os planetas exteriores do nosso sistema solar, fazendo um mapeamento quase que completo e inédito dos planetas que giram em torno nosso sol e muitos dos seus respectivos satélites.
Após 11 anos de uma viagem sem precedentes pelo nosso sistema solar a Voyager 1 começou sua jornada rumo ao espaço sideral, isso em 1988, a uma velocidade de 17 km/s. Já a Voyager 2 passou por Netuno em 1989 e, a uma velocidade de 15 Km/s também rumou para a fronteira do nosso sistema solar e se lançou na imensidão do espaço, onde os últimos raios de sol atingem as pequenas naves.
Após sua viagem pelo nosso sistema solar, antes de se lançar na imensidão do espaço, a Voyager 2 se vira pela última vez para nosso planeta, e se despedindo, tira essa última foto da Terra. Esse pequenino ponto azul é o nosso lar, nosso pequeno planeta, somos nós mesmos.
A missão ganhou um novo financiamento e passou a se chamar Missão Interestelar Voyager, tendo sido designados 10 cientistas que até hoje monitoram as sondas e analisam os dados enviados por elas de uma região completamente desconhecida pelo ser humano.
No ano de 2005 as sondas Voyager atingiram a marca de 14 bilhões de quilômetros percorridos, sendo que os dados enviados por elas demoravam cerca de 760 minutos para chegar até aqui.
A Voyager 1 está se dirigindo nesse momento em direção à estrela AC+79 3888, na constelação de Camelopardalis, ela irá levar 40. 000 anos para passar a uma distância de 1,6 anos-luz da estrela. Já a Voyager 2, daqui a 296.000 anos irá passar a 4,3 anos-luz de Sírius, a estrela mais brilhante do céu. Mas quando isso acontecer as sondas não estarão mais em funcionamento, já que em 2020 os geradores nucleares que alimentam as sondas não serão mais capazes de produzir energia elétrica para as Voyagers, e será o fim das comunicações com nossas mensageiras estelares.

Saudações Terráqueas

Com o fim das comunicações entre a Terra e as Voyagers em 2020 se dará o fim da missão mais espetacular do programa espacial americano em relação ao lançamento de sondas, porém o fim será para nós aqui neste pequeno planeta azul, pois as Voyager, ainda que silenciosas, levam consigo mensagens humanas para uma possível civilização inteligente que venham a resgatá-las algum dia.
A bordo das sondas está um disco fonográfico de 12 polegadas (similar aos LP de vinil), feitos de cobre e folheados em ouro idealizado pelo grande astrônomo Carl Sagan. Nele estão contidas 118 fotos do cotidiano na Terra, 90 minutos das mais variadas músicas e saudações de paz em 55 idiomas inclusive em português, que em nosso idioma leva a frase “Paz e Felicidade a todos”. Além desses arquivos há também ilustrações da localização da Terra, além de informações sobre a anatomia humana e o nosso genoma, e também instruções de como ter acesso as informações contidas no disco.

6226 – Criador de ‘Family Guy’ compra e doa estudos científicos de Carl Sagan


Série Cosmos,um dos legados de Carl Sagan

A Biblioteca do Congresso norte-americano anunciou na quarta-feira (27) ter adquirido estudos originais do cientista Carl Sagan, que levou questionamentos sobre a origem e os mistérios do Universo para dentro das casas de pessoas comuns com a série de TV “Cosmos”, exibida na década de 1980.
A aquisição, cujo preço não foi divulgado, só se tornou possível pela participação de Seth MacFarlane no processo. Ele é o criador dos desenhos “Family Guy”, “American Dad” e “The Cleveland Show”.
“Tudo que fiz foi assinar um cheque, mas foi algo que, para mim, valeu cada centavo”, comentou ele em entrevista.
O material é suficiente, disse a agência de notícias, para encher 800 gavetas. Há correspondências trocadas entre Sagan e seus colegas cientistas, além de rascunhos de artigos acadêmicos e de cenas do filme “Contato”, que foi baseado em um livro de ficção científica escrito por Sagan e rodado com Jodie Foster no papel principal.
O processo da compra teve um facilitador. MacFarlane conhece a viúva de Sagan, Ann Druyan. O primeiro contato foi durante um evento que colocou no mesmo local cientistas proeminentes e roteiristas e diretores de Hollywood.
A partir daí, os dois concordaram em dar seguimento ao mais famoso programa protagonizado por Sagan na TV, a série “Cosmos”, com MacFarlane como um dos produtores do projeto –as gravações devem começar ainda neste ano, com o astrofísico Neil deGrasse Tyson como apresentador. Tyson já tem alguma experiência televisiva, até do lado da comédia — já fez uma participação na série “The Big Bang Theory”, por exemplo.
Carl Sagan morreu em 1996, aos 62 anos. O cientistas contribuiu com a Nasa (agência espacial dos EUA) em vários projetos e realizou estudos sobre a possibilidade de vida extraterrestre.
Sagan também deu sua contribuição ao meio científico ao abordar temas atuais, como as mudanças climáticas globais, e foi coautor do artigo que cunhou o termo “inverno nuclear”, que defende a ideia de que o planeta seria coberto por nuvens espessas após uma guerra nuclear, o que afetaria toda a vida na Terra.

5180 – O Asteróide 2709-Sagan


Sagan (asteróide 2709) é um asteróide da cintura principal, a 2,0439765 UA. Possui uma excentricidade de 0,0690497 e um período orbital de 1 188,25 dias (3,25 anos).
Sagan tem uma velocidade orbital média de 20,10101786 km/s e uma inclinação de 2,73276º.
Este asteróide foi descoberto em 21 de Março de 1982 por Edward Bowell.
Seu nome é uma homenagem ao astrônomo e divulgador da ciência americano Carl Sagan.
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.
Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).
Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos (que foi transformada em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.
Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, que foi levado para as telas de cinema, posteriormente a sua morte. Sua última obra, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por ele enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan, Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.
Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950.

2756 – Livro contra a supertição e ignorância


Esgotado nas livrarias

Carl Sagan propôs exorcizar o demônio da falta de conhecimento sobre ciência.

Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).
Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos (que foi transformada em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.

Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, que foi levado para as telas de cinema, posteriormente a sua morte. Sua última obra, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por ele enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan, Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.

Ciência, para o astrônomo americano Carl Sagan, significava progresso e civilização. E ele achava que estamos longe do que seria o conhecimento científico ideal, conforme explica em seu último livro, The Demon-Haunted World (o mundo assombrado pelo demônio, traduzido para o português). Em sua opinião, não temos um sistema educacional eficiente e a divulgação das pesquisas pela imprensa é precária. Para Sagan, se o conhecimento não for estendido à maior parcela possível da população, a própria democracia política funcionará mal. No livro, ele usa seu estilo já conhecido, simples e direto. Diz que “não explicar a ciência é uma perversidade porque o desconhecimento induz à superstição e ao preconceito, que estão ganhando terreno. É o que ele chamava de mundo assombrado pelo demônio. Boa parte do livro consiste na análise cuidadosa de diversas idéias equivocadas, porém muito difundidas. Como a vontade de achar que os discos voadores visitam a Terra, a crença nos vários tipos de magia, forças sobrenaturais e seitas exóticas. Sagan discute pacientemente esses tópicos e defende o investimento em pesquisa, como a exploração espacial. Ele faz questão de dizer que seu livro é uma declaração de princípios, “refletindo meu amor de uma vida inteira pela ciência”.

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Mega Biografia – Carl Sagan



Seu livro Cosmos, lançado em 1980, se tornou o mais vendido de todos os tempos e a série de TV, assistida por meio bilhão de pessoas em 60 países. Acumulou vasto conhecimento sobre os planetas e ajudou a explicar diversos mistérios. Como o terrível calor de Vênus, que chega a 470°C, devido ao excesso de gás carbônico na atmosfera, ou a neblina púrpura do satélite de Saturno, Titã, causada pela presença de moléculas orgânicas.

Em 1939, um menino de 5 anos foi com os pais a feira mundial de NY ver uma exposição sobre tecnologias do futuro. Já adolescente, entrou numa biblioteca na mesma cidade e pediu um trabalho sobre estrelas e recebeu um livro com fotos de atrizes; teve que explicar que estava falando do céu. Em 1951, graças a uma bolsa de estudos, foi admitido na Universidade de Chicago. Nove anos depois, já Dr em astronomia e física foi assistente no laboratório de geneticista J Muller, Nobel de 1946. Nos anos 60 dava aula nas melhores universidades americanas. Em 1968, a Universidade de Cornell pos a sua disposição um laboratório de estudos espaciais onde ficou até morrer. Como conselheiro da Nasa, projetou experimentos cruciais em praticamente todas as expedições das sondas Mariner, Viking, Voyager, além de assessorar as expedições da Apolo rumo á Lua. Chegou a ser preso em nevada, numa manifestação de protesto contra testes nucleares. Também era contrário a construção de ônibus espaciais, a idéia de colocar estações espaciais em órbita e ao projeto “Guerra nas Estrelas”, cujo objetivo era armar satélites com artefatos nucleares. Ir a Lua para ele foi uma bobagem. Questionou missões tripuladas da nave Apolo, nas quais, além de caras, o objetivo era apenas derrotar os soviéticos na corrida espacial. Combatia a crença em discos voadores. A chance de um ser inteligente visitar a Terra é zero, já que se existem civilizações tecnológicas além da nossa, devem ser raríssimas e afinal “diante das imensas distâncias cósmicas, seria o cúmulo da coincidência duas delas se encontrarem”.

Que centro do universo, que nada!



Em 1989 a nave Voyager 2 passou perto de Netuno e tirou uma foto dos planetas mais próximos do Sol. Vista de lá a Terra é um pontinho azul. É sobre essa manchinha e os pequenos seres que a habitam que fala um livro do astrônomo já falecido Carl Sagan, autor da série Cosmos, com o título de Pálida Mancha Azul, cujo vídeo postamos em outro capítulo do ☻ Mega. Ele já deu o nome a um asteróide, o 2709 Sagan, e sua série Cosmos foi ao ar pela Rede Globo na década de 1980, aqui no Brasil. No livro ele fala do futuro do homem no espaço e da história da exploração espacial. Analisa as limitações humanas e a nossa incapacidade de observar e entender as coisas. Acaba com as esperanças de estarmos no centro do universo ou de sermos mais importantes que outras espécies. Em um dos capítulos imagina que uma nave vinda de fora do Sistema Solar estivesse procurando vida na Terra. O suposto ET precisaria se aproximar muito para identificar a espécie dominanante no planeta: os automóveis.