+14 mil – História – Como surgiu o Dia do Trabalho?


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O Dia do Trabalho teve origem na cidade de Chicago (EUA), quando milhares de operários, organizados pela Federação Americana do Trabalho, organizaram um grande paralisação. A greve teve inicio no dia 1º de maio de 1886, sendo que nesse mesmo dia foi iniciada uma greve geral que paralisou os Estados Unidos.
As condições de trabalho a que os trabalhadores eram sujeitados eram desumanas, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, onde também estouravam greves constantemente. A jornada de trabalho era de treze horas (no mínimo) chegando a até 17 horas. A reivindicação dos trabalhadores em Chicago era a diminuição da jornada de trabalho para 8 horas.
No dia 3 de maio, terceiro dia de paralisação, trabalhadores e policiais entraram em confronto, que acabou com um saldo de 50 feridos, centenas de prisões e 6 mortes. No dia seguinte, outro confronto aconteceu, resultando em mais feridos, presos e mortos. Os acontecimentos daquele início de maio receberam o nome de Revolta de Haymarket. Os líderes do movimento foram presos e responsabilizados pelas mortes. Alguns foram condenados a forca, outros a prisão perpétua.
Em junho de 1889, a Segunda Internacional (organização sindical), realizada em Paris, decidiu instituir o Dia Mundial do Trabalho, como forma de homenagear os trabalhadores mortos na Revolta de Haymarket, e para que todos os anos, nesse dia, os trabalhadores pudessem fazer suas reivindicações, como a redução da jornada de trabalho para 8 horas.
A França foi o primeiro país a legalizar o dia 1º de maio como o Dia do Trabalho, em 1919. Nessa mesma ocasião, a jornada de trabalho foi estabelecida em 8 horas.
No Brasil, são relatadas comemorações do dia do trabalho desde 1895, mas somente em 1925 a data foi legalizada pelo então presidente Artur Bernardes, quando passou a ser feriado nacional. A partir de 1930, com Getúlio Vargas na presidência, o dia 1º de maio passou a ser o dia do anúncio de medidas favoráveis aos trabalhadores, como o estabelecimento do salário mínimo, medida divulgada em 1º de maio de 1940.
Em alguns países, como EUA e Austrália, o Dia do Trabalho é comemorado em outras datas.

13.935 – Preso no passado ou aberto ao futuro? Socialismo Permanece Ainda como Alternativa contra o Capitalismo Selvagem


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Em certo momento, a alternativa socialista parecia invencível, destinada à vitória universal. Não foi o que aconteceu. Ao contrário: o socialismo, embora ainda vivo, está moribundo. Pode-se considerá-lo uma perspectiva, uma experiência aberta para o futuro da humanidade?
O socialismo contemporâneo surgiu na esteira das revoluções americana e francesa, em fins do século XVIII. “Todos os homens nascem livres e iguais e têm o direito de lutar pela felicidade” – a frase revolucionária suscitou um tsunami político e social. Entretanto, permaneceram as desigualdades sociais, de gênero e a escravidão. Milhões de seres humanos continuaram sendo considerados inferiores, destinados a serem “civilizados” ou vítimas de genocídio, como aconteceu com os povos nativos da América, da África e da Ásia. À aristocracia do sangue, fundada na hereditariedade, sucedeu uma outra, burguesa, baseada na propriedade privada dos bens de produção. Foi da esperança de vencer a burguesia que nasceu o socialismo.
Mas nem todos os socialistas defendiam as mesmas propostas. Surgiram duas grandes vias, a da revolução e a da reforma, embora não houvesse muralhas intransponíveis entre elas. Na perspectiva revolucionária, os privilegiados haveriam de resistir pela força, e somente por ela seriam vencidos. A partir daí, bifurcavam-se novamente os caminhos. Para uns, como Mikhail Bakunin (1814-1876), tratava-se de incentivar a mudança social. Ela viria como uma “destruição criadora”, suscitando a Anarquia, uma ordem baseada na inexistência do Estado. Em outro registro, defendido por nomes como Gracchus Babeuf (1760-1797) e Auguste Blanqui (1805-1881), propunha-se uma organização clandestina capaz de, num momento de convulsão social, tomar o Estado e transformar a sociedade através de uma ditadura revolucionária. Com o tempo, as liberdades seriam estendidas a todos.
A perspectiva reformista não acreditava na eficácia da violência: as ideias socialistas avançariam devagar, ganhando as consciências. As lutas sindicais e a universalização do voto ocupariam um lugar central. A primeira demonstração desta proposta foi o Movimento Cartista, na Inglaterra, nos anos 1840.
Em 1848, uma onda revolucionária percorreu a Europa, suscitando as questões da independência nacional, da democracia e do socialismo. Surgiu, então, uma nova tendência, liderada por Karl Marx (1818-1883). Compartilhava a ideia da violência e da tomada do poder do Estado para aplicar o programa revolucionário, mas apresentava uma novidade: considerava-se portadora de um novo tipo de socialismo, científico. A associação entre ciência e política tinha uma evidente lógica autoritária, mas isto só se tornaria claro mais tarde.
Naquele momento, explicitou-se o caráter internacional do capitalismo, da burguesia triunfante e de sua ideologia, o liberalismo. O socialismo também definia-se como internacional. Em 1864, formou-se a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que durou pouco tempo, minada pelas querelas entre Marx e Bakunin, pela repressão desencadeada após a derrota da Comuna de Paris, em 1871, e pela força do nacionalismo, que empolgava as camadas populares.
Nas últimas décadas do século XIX, o capitalismo internacional mudaria de patamar, através de uma grande revolução científica e tecnológica. Liderados pelos bancos (capitalismo financeiro), apareceram os grandes monopólios, concentrando imensos contingentes de trabalhadores. Surgiu o proletariado, que se tornaria a principal base social e política das propostas socialistas. Formaram-se partidos de massa, muitos referenciados nas ideias de Marx. Tratava-se de combinar, de forma original, reforma e revolução, lutas nacionais e articulação internacional, socialismo e democracia. Tomou corpo, então, a social-democracia, estabelecendo um sinal de igualdade entre as duas ideias: só haveria socialismo com democracia. À nova Internacional Socialista, fundada em 1889, caberia o papel de coordenar os diversos partidos nacionais.
Entretanto, a social-democracia foi capturada pelo nacionalismo e pelo reformismo. Sob sua liderança, os trabalhadores ganharam proteção social, direito de voto e liberdades democráticas, integrando-se como cidadãos às instituições políticas e sociais. Daí veio a concepção reformista de que o socialismo se imporia através de uma transição pacífica, por efeito da força crescente das organizações sindicais, das políticas social-democratas e das sucessivas crises econômicas geradas pelo capitalismo. O socialismo triunfaria nos centros capitalistas importantes – a Europa e os Estados Unidos – e depois se estenderia para o resto do mundo, sob a liderança do proletariado internacional e de suas organizações. A eventual irrupção de uma guerra apressaria o advento do socialismo, pois os partidos social-democratas se levantariam contra ela, realizando a esperada revolução.
A Primeira Grande Guerra, entre 1914 e 1918, dissolveria estas esperanças. Salvo exceções, os partidos proletários socialistas aderiram à defesa dos respectivos Estados nacionais. O internacionalismo e a revolução saíram do radar. No entanto, a partir de 1917, depois de milhões de mortos, começaram a eclodir revoltas entre trabalhadores e soldados, exigindo o fim do conflito. O processo tomou força na Rússia, que já era uma potência, ainda que essencialmente agrária. O desastre provocado pelo confronto alcançou ali proporções devastadoras, impulsionando a revolta social.
Em fevereiro de 1917, em Petrogrado, capital da Rússia, manifestações contra a autocracia e pelo fim da guerra levaram à queda do tsar. Instaurou-se um governo provisório e abriu-se uma conjuntura de efervescência social. Trabalhadores e soldados organizaram-se em conselhos, os sovietes. Camponeses formaram comitês agrários. As nações não russas oprimidas revoltaram-se. A convergência destes múltiplos movimentos ensejou uma outra revolução, em outubro. Vitoriosa em Petrogrado, estendeu-se pelo país.
Várias tendências socialistas participaram do processo, mas destacou-se uma ala do partido social-democrata russo: os bolcheviques, discípulos de Marx e liderados por Lenin (1870-1924) e Trotsky (1879-1940). Mais bem organizados, ousados e determinados, apostando que uma revolução vitoriosa na Rússia empolgaria o continente europeu, estabeleceram um novo governo, apoiado nos sovietes urbanos e nos comitês agrários. Seguiu-se uma guerra civil, entre 1918 e 1921, ao fim da qual venceram os revolucionários. Mas o país ficou inteiramente destruído e, para piorar, a experiência não se estendeu à Europa.
A revolução não surgiu onde os socialistas a esperavam – nos principais centros capitalistas, com fortes classes operárias, sindicatos, partidos socialistas de massa e tradições de liberdade. Venceu num país que, embora relativamente forte do ponto de vista militar, era ainda agrário e atrasado em relação às grandes potências europeias, arrasado pela guerra, sem valores democráticos e governado por um pequeno partido, centralizado e militarizado que, para se manter no poder, recorreu à ditadura revolucionária.
A certeza de que eram os únicos a ter a compreensão científica da História, combinada com tradições místicas do messianismo russo, fez dos bolcheviques uma eficiente e temível máquina política. Sem contar com apoio internacional, empreenderam, a partir de 1929, uma nova revolução, através do Estado e sob liderança de Joseph Stalin (1878-1953): pela violência, coletivizaram a terra, que fora distribuída pelas famílias camponesas depois da revolução, e industrializaram o país de maneira planificada, universalizando os serviços de educação e saúde. A ditadura revolucionária radicalizou-se, alcançando com prisões, deportações e execuções todos os que se opuseram (ou foram acusados de se opor) aos desígnios do Estado.
Ao longo dos anos 1930, enquanto os países capitalistas afundavam na crise econômica iniciada em 1929, a União Soviética conhecia um gigantesco desenvolvimento, tornando-se uma potência econômica e militar. A Segunda Guerra Mundial confirmaria esta mutação. O nazi-fascismo seria vencido por uma Grande Aliança, mas o papel da URSS foi decisivo, tendo ela suportado os maiores custos materiais e humanos provocados pelo conflito. Em 1945, no fim da guerra, era imenso o prestígio da União Soviética. Sua economia planificada inspirava políticas em todo o mundo. Muitos criticavam o Estado ditatorial, até entre os socialistas, mas havia no ar expectativas de aberturas democráticas.
A URSS já não se encontrava isolada: o socialismo estendera-se por quase um terço do mundo. Na Europa central, foi implantado pela ocupação dos exércitos soviéticos. No Extremo Oriente, as guerras nacionais camponesas, dirigidas pelos comunistas contra os exércitos japoneses, impuseram o socialismo na China, no norte da Coreia e do Vietnã. Repetia-se, numa escala mais vasta, o que já se verificara com a revolução russa: o socialismo aparecia num contexto de guerras, em sociedades agrárias e empreendido por ditaduras revolucionárias.
Seguiu-se, entre 1946 e 1991, a bipolarização do mundo, na chamada Guerra Fria. Nos anos 1970, a URSS parecia um ator incontornável nas relações internacionais. Mas já então se avolumavam críticas à sua economia: ineficiência, excessivo centralismo e estatismo, despesas militares exageradas. Do ponto de vista político, a ditadura perdia legitimidade. O socialismo ainda era capaz de mobilizar tanques e aviões, mas já não inspirava a própria população, sobretudo os jovens. A tentativa de autorreforma, nos anos 80, conduziu, de modo fulminante e inesperado, ao fim do socialismo soviético e à desagregação do país.
Era o fim de um ciclo. A China se afastou radicalmente do socialismo: a combinação que ali se efetua, entre capitalismo e dirigismo estatal, com a manutenção de uma rigorosa ditadura política, causa perplexidade e é um desafio à imaginação. O mesmo se verifica, em menor escala, no Vietnã, unificado em 1975, depois de uma longa e devastadora guerra. A Coreia do Norte é uma sinistra caricatura. E Cuba conserva sua independência muito mais pelas reservas nacionalistas de sua revolução do que pelas aspirações e pelos valores socialistas. O nacionalismo radical na África, no mundo muçulmano e na Ásia, perdendo o grande aliado, desagregou-se ou se orientou em outras direções, distantes das concepções inspiradas na experiência soviética.
O modelo socialista soviético está bem morto e é difícil imaginar sua ressurreição. Pela grandeza que chegou a assumir, sua derrocada provocou uma profunda crise de credibilidade nos valores socialistas, não apenas entre os adeptos, mas também entre os críticos.
Como aventura humana, porém, o socialismo não necessariamente se encerrou. Tem a seu favor as contradições agudas que o capitalismo continua a operar, evidenciando desigualdades gritantes e destrutivas. Elas são uma fonte recorrente de estímulo para que sejam pensadas alternativas que valorizem a igualdade e a liberdade.
Estão dadas as bases para pensar o socialismo como uma experiência aberta para o futuro da humanidade. Superadas as ilusões cientificistas, ela pode ser empreendida através da luta política, que é sempre imprevisível mas da qual os socialistas dependem para persuadir as gentes, democraticamente, a respeito da validade e da superioridade de suas propostas.
Neste sentido, continuam vigentes as referências das grandes revoluções de fins do século XVIII, quando esta aventura humana teve início. Se os homens não foram livres e iguais nos padrões do socialismo soviético, nunca poderão ser livres e iguais sob regimes capitalistas.

13.800 – Economia – Financial Times: Brasil é um ‘Robin Hood às avessas’


CAPeTALISMO
O Financial Times trata de desbastar ilusões sobre o resultado das eleições de outubro. Quem quer que vença a disputa pelo Palácio do Planalto terá de enfrentar duas crises interligadas: o déficit fiscal e o sistema de gastos públicos que segue a lógica inversa da do lendário Robin Hood.
O quadro apresentado pelo artigo não deixa espaço para ideias mágicas e soluções de curto prazo expostas por alguns candidatos à Presidência nesta campanha. O Brasil, apesar dos esforços de ajuste fiscal, tem um déficit orçamentário de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) e “corre o risco de cair em um novo pântano” se o seu futuro governo não controlar os gastos públicos.
Os gastos públicos são alvos de especial detalhamento no artigo, em especial pelas “prioridades perversas” adotadas pelo governo brasileiro. Destinado a leitores de todo o mundo, sobretudo aos investidores, o texto explica que os gastos do governo com salários de servidores e aposentadorias e pensões são tão elevados que o país perdeu sua capacidade de investir em Saúde, infraestrutura e até na “manutenção de alguns de seus melhores museus”.
Esta pitada de ironia é uma referência ao incêndio que devastou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, cuja imagem abre o artigo e expõe as mazelas brasileiras na área fiscal. O texto cita a conclusão da economista Rozane Siqueira, da Universidade Federal de Pernambuco, de que o gasto público no Brasil é “completamente irracional”.
“Com uma boa parte do que conta como gasto social indo para a classe média alta, ela descreve o governo como uma forma de ‘Robin Hood às avessas’”, menciona o artigo, referindo-se ao lendário bandoleiro medieval, que roubava dos ricos para distribuir aos pobres.
O texto destaca que a crise brasileira não se deve à falta de receitas. No Brasil, é bem sabido que a carga tributária é uma das maiores do mundo, equivalente hoje a 32% do PIB. Mas a repartição do bolo causa estranheza aos autores do texto: 31% da receita vai para os 10% mais pobres, e 23%, para os mais ricos. No Reino Unido, exemplificam eles, 92% da receita vai para os mais pobres, e 2%, para os mais ricos.
Lógica semelhante é replicada no sistema de aposentadorias e pensões, com apenas 2% da receita seguindo para os 20% mais pobres. O texto aponta a extravagância desse sistema para o setor público, com aposentadoria média de R$ 18.065 mensais para juízes e de R$ 26.823 para funcionários do legislativo. Mas não menciona a aposentadoria para trabalhadores do setor privado paga pelo INSS, de R$ 954 a R$ 5.531 mensais.
Em outro aspecto dos gastos públicos, o artigo explica que os benefícios e isenções fiscais concedidos para diferentes setores produtivos custam ao Tesouro R$ 290 bilhões – 20% das receitas do governo federal. Mas cita também as linhas de financiamento subsidiadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que muito beneficiaram setores com capacidade de buscar crédito no exterior e que não resultaram ganhos de investimento e de produtividade.
O artigo expõe e critica a “popular ideia de que o Estado deva ser generoso” e que, além de dar benefícios fiscais e financiamentos subsidiados, deva também agradar os segmentos populares. Como exemplo, menciona a meia entrada em cinemas, teatros, shows e outros eventos como meio de estimular a audiência de jovens, idosos e outros beneficiados, determinada pelo Planalto.
“Todo mundo sempre pega algo”, diz a economista Zeina Latif, da XP Investimentos, ao FT.
O artigo aborda ainda como essa visão do Estado tem transbordado em casos de corrupção, como nos investigados pela operação Lava Jato. “Ambos os governos, os democraticamente eleitos e os militares, se entregaram a aqueles interesses especiais ao longo dos anos, mas as pressões no orçamento foram exacerbadas durante o período de 13 anos em que o esquerdista Partido dos Trabalhadores ocupou a Presidência, de 2002 a 2016″, diz o texto.
Direita versus esquerda
O artigo explicita o esforço de seus autores em não entrar no discurso político polarizado do Brasil, em especial nesta etapa pré-eleitoral. Mas não deixa de mencionar o namoro do mercado financeiro com o candidato de direita Jair Bolsonaro (PSL), “ignorando sua admiração pela ditadura militar do Brasil e pelas corporações policiais”.
Também acentua, em um quadro sobre a disputa entre direita e esquerda, as decisões políticas da então presidente Dilma Rousseff, que levaram a economia brasileira a uma contração de 7% do PIB entre 2015 e 2016.
Nesse espaço, ressalta que Fernando Haddad, substituto de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do PT, ecoa as políticas adotadas por Rousseff, e que o também esquerdista Ciro Gomes (PDT) “propôs políticas intervencionistas que também alarmaram os investidores”. Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e os demais candidatos não foram citados.

13.422 – Capitalismo Selvagem no Cinema – O Mercador de Veneza


O mercador

Enredo:
Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio (Joseph Fiennes) pede a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre ao judeu Shylock (Al Pacino), que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição absurda: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria carne a Shylock. A notícia de que seus navios naufragaram deixa Antonio em uma situação complicada, com o caso sendo levado à corte para que se defina se a condição será mesmo executada.

Direção: Michael Radford
Elenco: Al Pacino, Jeremy Irons, Joseph Fiennes mais
Gêneros Drama, Romance
Nacionalidades EUA, Itália, Luxemburgo, Reino Unido
– Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2004.
– O orçamento de
O Mercador de Veneza
foi de US$ 30 milhões.

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Al Pacino Atividades > Ator, Diretor, Produtor
Nome de nascimento > Alfredo James Pacino
Nacionalidade > Americano
Nascimento > 25 de abril de 1940 (Cidade de Nova York, Nova York, EUA)
Idade > 77 anos

13.359 – Economia: Se a moda pega – Devedor de aluguel poderá ter salário penhorado para pagar dívida


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Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) abre precedente para a possibilidade de penhora de um percentual do salário das pessoas com aluguel em atraso. Até então o salário o salário só poderia ser penhorado para pagamento da pensão alimentícia em atraso. Mas o STJ permitiu a penhora de 10% do rendimento do devedor.
“O objetivo da decisão é permitir que a pessoa, ainda que devedora, não seja colocada em uma situação que mitigue a sua sobrevivência e da sua família, mas que o locador também não saia prejudicado”, afirma Maria Victoria Costa, sócia-fundadora do escritório Costa Marfori Advogados, especializada em Direito Civil.
Mas a decisão não abrange todos os casos em que ocorrem atrasos, segundo ela. A decisão estende a interpretação do artigo que impedia a penhora do salário. Nesse caso, o devedor estava há 10 anos sem se pronunciar e tinha um bom salário, mas não dá para penhorar de uma pessoa que ganha um salário mínimo”.
Segundo a advogada, essa possibilidade de penhora existe em outros países, como a Argentina, e juízes de São Paulo e Rio de Janeiro já vinham relativizando a lei “desde que não afrontasse a dignidade da pessoa”.
Dados mais recentes do Tribunal de Justiça mostram um aumento de 33,4% no número de ações envolvendo contratos de aluguéis no estado de São Paulo. Em fevereiro de 2017 foram registrados 1.566 processos contra 1.174 em 2016. Do total de casos, 87,9% estão relacionados a ações por falta de pagamento de aluguel.
A possibilidade de penhorar o salário em caso de dívidas de aluguel havia sido proposto no ano passado na elaboração do novo Código de Processo Civil, mas refutado pelo relator, de acordo com Maria. Antes disso, a proposta também foi vetada pelo ex-presidente Lula.

11.028 – Ei Barão, cadê meu Tutu? – Em ano de economia fraca, lucro do Bradesco sobe 26,5% em 2014


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No capitalismo é assim: Ricos cada vez mais ricos.

O lucro líquido ajustado do Bradesco, segundo maior banco no Brasil, cresceu quase 25,6% em 2014, ao somar 15,089 bilhões de reais. Excluindo itens não recorrentes (ajustado), o lucro somou 15,359 bilhões de reais, aumento de 25,9% ante 2013. O bom resultado em um ano bem fraco para a atividade econômica do Brasil se deve, em partes, ao último trimestre do ano passado, quando o banco obteve lucro líquido de 3,993 bilhões de reais, alta dequase 30% na comparação anual. Excluindo itens não recorrentes, o lucro somou 4,132 bilhões de reais, alta de 29,2%, nos últimos três meses do ano.
Entre outubro e dezembro, o resultado foi apoiado em maiores margens com crédito, robusta alta em seguros e menos despesas com provisões para calotes, embora o crédito tenha crescido abaixo do previsto. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro recorrente de 3,971 bilhões de reais no último trimestre.

“O lucro líquido ajustado (do ano) é composto por 10,953 bilhões das atividades financeiras, correspondendo a 71,3% do total, e por 4,406 bilhões gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização ou 28,7% do total”, destaca o Bradesco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Sem ajustes, o lucro foi um pouco menor: 15,089 bilhões de reais.
O resultado positivo veio mesmo com o fraco desempenho no crédito, cujo estoque cresceu apenas 6,5% no ano, a 455,127 bilhões de reais – a previsão inicial era de aumento de 10% a 14%. A carteira para pessoa física evoluiu 8,2%, enquanto a corporativa aumentou em 5,8%. Diante do atual cenário de fraca atividade econômica do país, o Bradesco previu para 2015 um crescimento de 5% a 9% de seu estoque de financiamentos em 2015.
O foco na qualidade da carteira e na rentabilidade, porém, surtiu resultado. O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, fechou o trimestre em 3,5%, no mesmo nível de um ano antes e abaixo dos 3,6% no trimestre anterior. Com isso, as despesas com provisões do Bradesco para perdas com calotes caíram 1,2% na comparação com o segundo trimestre, para 3,307 bilhões de reais.
As receitas do banco com tarifas e serviços cresceram 11,7% em 12 meses, para 5,84 bilhões de reais. E a emissão de prêmios de seguros deu um salto de 38% em apenas 3 meses, para 17,8 bilhões de reais.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 20,1%, declínio de 0,3 ponto porcentual sobre o trimestre anterior, mas alta de 2,1 pontos sobre 12 meses.

8484 – Especulação Imobiliária – O metro quadrado em SP e Rio já é mais caro que em muitas capitais europeias


Nova York – US$ 11 mil
Paris – US$ 10,8 mil
Tóquio – US$ 9,4 mil
Rio – US$ 3,7 mil
São Paulo – US$ 3,5 mil
Los Angeles – US$ 3,3 mil
Viena – US$ 3,4 mil
Bruxelas – US$ 3,2 mil
Madri – US$ 3,1 mil
Lisboa – US$ 2,6 mil
Buenos Aires – US$ 1,4 mil

*Preço médio do metro quadrado em bairros centrais em prédios erguidos após 1980. Fonte: UBS

7247 – Natal, dos sonhos à realidade


A única celebração cristã com direito a fogos de artifício e contagem regressiva já era uma festa antes de o aniversariante da noite nascer. E hoje o Natal é a data mais querida do capitalismo, que movimenta bilhões até em países onde Jesus Cristo é menos conhecido que o Papai Noel.

ANIVERSÁRIO SEM DATA Zero. Esse é o número de textos bíblicos que revelam a data do nascimento de Jesus.
7 (A.C) & 7 (D.C) são anos prováveis para o nascimento do Messias, segundo historiadores. Mas o dia exato é uma incógnita.
Em 104 (d.c.) um bispo determinou que o nascimento de Cristo havia ocorrido entre 17 e 25 DE DEZEMBRO. Era para coincidir com a época das saturnais, um carnaval romano.
336 (d.c.) foi o primeiro ano em que comemoraram o Natal em 25 de dezembro.
Seu endereço tradicional é na cidade de Rovaniemi, capital da Lapônia, na Finlândia. As cartas enviadas para ele ficam expostas num parque temático.
Rovaniemi recebe 600 mil cartas para o Papai Noel por ano.
FIN-96930 é o CEP do Papai Noel.
17 séculos, é a idade aproximada do Papai Noel. Ou, pelo menos, do homem que inspirou a lenda: são Nicolau, que viveu no século 4 na atual Turquia.
Há 300 anos holandeses levaram o culto a são Nicolau (Sinter Klaas na língua deles) para os EUA. Daí o “Santa Claus” gringo.
2,5 bilhões é o número de casas que Papai Noel teria de visitar para presentear todas as famílias do mundo.
O bom, e esforçado, velhinho teria de percorrer 50 milhões de quilômetros.

QUEM ACREDITA EM PAPAI NOEL

85% das crianças de 4 anos

65% das crianças com 6 anos

25% das crianças de 8 anos

E ele tem mais de 50 nomes, incluindo:

Pai Natal em português de Portugal

Père Noël em francês

Dede Moroz Pai da Neve, em russo

Sion Corn Velho da Chaminé, em galês

Capitalismo Selvagem:
180 MIL vagas foram abertas em shoppings brasileiros em 2009 para as vendas de Natal.
Sinal de que o trenó da crise econômica passou voando: o número de vagas é 25% maior que o de 2008.
As vendas nos supermercados devem aumentar em até 7,4%
Os brasileiros devoram 44 mil toneladas de panetone por ano. 71% só no estado de São Paulo.
Este ano, as compras de Natal movimentarão R$ 224 bilhões.
Isso dá 8,5% do PIB brasileiro
Durante 28 anos o Natal foi proibido em Cuba. Fidel baniu Noel da ilha entre 1969 e 1997.
Os americanos gastam, em média, US$ 835 em presentes durante o Natal.
É mais que a renda anual média de um morador da Somália, de US$ 600.

19/1 é o dia de Natal para os 6 milhões de cristãos da Igreja Ortodoxa Armênia.
7/1 é data para os 265 milhões de cristãos da Igreja Ortodoxa Oriental.
25/12 vale para o “resto”: 1,3 bilhão de católicos e protestantes.
160 países transformaram o Natal em feriado – até alguns com poucos cristãos, como Índia e Paquistão.

7111 – Sociologia e Urbanismo – Urbanização de favelas deve valorizar o espaço público


Processos de urbanização de favelas devem dar importância para a criação de lugares públicos para a integração social da comunidade. A indicação vem de um estudo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. A arquiteta Marcia Grosbaum elaborou uma matriz de indicadores de avaliação, uma espécie de programa com pontos que devem ser abordados durante a elaboração de um projeto de urbanização.
As cinco propostas que compõem a matriz são: inserção social, inserção ambiental, áreas de encontro e lazer, dinâmica de uso dos espaços públicos, inserção da moradia e inserção urbana. Cada um deles especifica os indicadores importantes a serem considerados, como por exemplo no item “inserção social” o de atentar para o vínculo que os moradores da favela têm com a terra, para a oferta de serviços públicos no entorno e para a qualidade e abrangência de seus atendimentos.
As áreas de favelas se caracterizam por serem densamente e precariamente ocupadas. Cada vez mais verticalizadas e insalubres, essas áreas não passam por um progresso que regule essa ocupação. Isso faz com que beiras de córregos, áreas de risco e áreas públicas também sejam alvo dessa população que, sem alternativa de moradia digna, por causa do capitalismo selvagem e da especulação imobiliária que nos referimos em outro capítulo, migra para a periferia. Nesse processo, áreas de convívio público e de troca de relações sociais se perdem.
Como exemplos de alternativas encontradas na comunidade, podemos citar canaletas que viraram piscininhas, áreas de nascentes que, em vez de serem cobertas e encanadas, foram transformadas em fontes que integram praças, dentre diversos outros.
Esse trabalho, que é complexo e envolve diversas disciplinas, tem de ser coordenado pelo urbanista. A matriz é pensada para esse profissional, como um roteiro que ele pode seguir para repensar a estrutura das favelas e tentar solucionar os problemas da disposição dos seus espaços públicos.

6661 – Mega Opinião – Especulação Imobiliária e Capitalismo Selvagem


Os bairros com boa infra-estrutura não são para os de classe social menos favorecida, em São Paulo. Neles só moram ricos ou mendigos. Classe mais baixa socialmente apenas trabalham, indo dormir na cada vez mais inflada periferia.
Bairros como Brooklim, Vila Olímpia, Itaim Bibi, Pinheiros, região da Berrini, Jardins, mais parecem ilhas de prosperidade, onde só se vê almofadinhas engravatados, Shoppings, escritórios de luxo, barzinhos, clínicas de estética, etc, muito longe da realidade da maioria da população, que ralmente produz a riqueza, mas não tem acesso a ela e dificilmente o terá, já que o modelo econômico adotado em boa parte da economia mundial é o capitalismo selvagem.
Imóveis
Os aluguéis e os preços dos imóveis dispararam por causa da especulação imobiliária.Os condomínios brotam da noite para o dia.
Especulação imobiliária é a compra ou aquisição de bens imóveis com a finalidade de vendê-los ou alugá-los posteriormente, na expectativa de que seu valor de mercado aumente durante o lapso de tempo decorrido.
Se uma pessoa, empresa, ou grupo de pessoas ou empresas compra imóveis, em grandes áreas ou quantidades e numa mesma região, isto reduz a oferta de imóveis no lugar, e, por consequência, há um aumento artificial dos preços de todos os imóveis daquela região (segundo a lei de oferta e procura).
A expressão tem conotação pejorativa, por deixar implícito que o comprador do imóvel não irá utilizá-lo para fins produtivos ou habitacionais, e ainda retira de outras pessoas, de menor poder aquisitivo e portanto mais necessitadas, a possibilidade de fazê-lo.
No Brasil, o Estatuto das cidades pretende regular a especulação imobiliária.

Projetos
Há poucos dias, manifestantes se reuniram no bairro de Santa Ifigênia, centro da capital paulista, para protestar contra o projeto de privatização da revitalização do Nova Luz. Comerciantes e moradores exigem uma negociação com a Prefeitura de São Paulo antes da aprovação final do projeto.
Enquanto o Nova Luz encontra resistência dos moradores do centro da cidade, nas periferias outra favela foi destruída pelo fogo. Desta vez o incêndio destruiu 100 barracos na Vila Prudente e deixou cerca de 600 pessoas desabrigadas. Era o terceiro incêndio ocorrido em agosto e o 27º do ano, segundo informações da Defesa Civil.

Corrupção
No mesmo dia, a grande imprensa publica duas notícias que se complementam. A primeira é que, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, 62% dos habitantes de São Paulo não tem condições de comprar uma casa, e que 33% das famílias brasileiras são sem teto ou não tem moradia adequada, o que segundo o último levantamento do IBGE é ainda pior (43% das habitações brasileiras seriam inadequadas).
A outra notícia é que um Diretor da gestão Kassab, que entre 2005 e 2012 foi responsável por aprovar obras imobiliárias na cidade de São Paulo, adquiriu nesse período mais de 100 imóveis, no valor de mais de R$ 50 milhões. E isso declarando no imposto de renda uma renda mensal de R$ 20 mil!
Eis aí o milagre da “multiplicação dos imóveis”, junto ao repetido milagre de enriquecer ainda mais os endinheirados, e de jogar a população em condições terríveis de existência.

Capitalismo selvagem é um termo que se refere à fase do capitalismo na época da revolução industrial (século XVIII), quando as condições de trabalho das classes trabalhadoras eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas. Hoje emprega-se a locução “capitalismo selvagem” para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais que dominam vários mercados ou países, com o apoio dos governos. Este segundo conceito também é ligado à ausência de sustentabilidade no modelo de capitalismo dos dias de hoje.
Passaram-se os séculos e nada mudou…

6356 – Capitalismo Selvagem – Qual Profissão Paga Mais?


Quem atua em alguma profissão e insiste, só se for por amor ou falta de opção.
O melhor caminho é abrir uma empresa, porque você não ficará limitado pelos salários do mercado, explica o consultor de carreiras Eliseu Ordakowski, que tem um emprego e certamente será mais pobre que você.
Quando se trabalha para uma organização, ela enriquece enquanto você tem um teto remuneratório. No empreendedorismo, o céu é o limite”, diz o consultor. Não esqueça que empresas também podem quebrar.
Mas se você prefere ter um emprego, o mais indicado é cursar Administração e assumir um posto de presidente. De acordo com a última Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho Online, divulgada em maio, hoje o maior salário do Brasil é de presidente administrativo, com média nacional estimada em R$ 53.905,33.
Se chegar ao cargo de presidente é muito difícil, outra maneira é partir para a medicina. Segundo a pesquisa, o profissional de nível superior mais bem pago do país é o oftalmologista, com média salarial de R$ 10.980,67.
Outra dica para encontrar quais as profissões mais bem pagas é ficar de olho nos setores mais aquecidos da economia.
O setor petroquímico no Brasil, até pouco tempo não era um setor fomentado aqui. Muitos profissionais dessa área saíram do Brasil e hoje o país está trazendo essas pessoas de volta justamente pela carência de profissionais nesse segmento. Por isso, eles estão sendo muito bem remunerados”.
Seja qual for a carreira, siga o conselho de Chris Gardner, o sem-teto que tornou-se milionário e inspirou o papel de Will Smith no filme À Procura da Felicidade: “Encontre algo que você ame tanto fazer que você espere o sol nascer só para poder fazer de novo”, disse em entrevista à revista Forbes.
Mas não será por dinheiro, assim como eu escrevo o ☻ Mega.

5377 – Capitalismo – Eles tem o rei na barriga


Casa de Bill Gates

Um dos homens mais ricos do mundo mora em um palácio maior que o Estado do Vaticano, em Roma. O sultão de Brunei, que atende pelo nome de Hajji Hassanal Bolkiah Muhizzaddin Waddaulah, não mediu esforços nem dinheiro para erguer, na cidade de Bandar Seri Begawano, a maior residência particular do mundo. -RConcluído em 1984 depois de consumir 480 milhões de dólares, o palácio, batizado de Istana Nurul Iman, tem nada menos que 1 788 cômodos, 257 banheiros e uma garagem subterrânea que acomoda toda a coleção de 165 Rollsoyce e 63 Mercedes Benz de Hajji. Na frente da mansão, um lago artificial reflete sua arquitetura digna de um conto de Sherazade. Ah! Nos fundos há também um zoológico particular com centenas de espécies de animais. A fortuna pessoal do sultão desse pequeno país árabe – que tem a sorte de ter uma imensa bacia de petróleo no seu subsolo – é avaliada em 40 bilhões de dólares. Os cômodos da casa de Hajji são tomados por obras de arte – Renoir e Gauguin são seus pintores favoritos – e decorados com vasos da dinastia Ming. Seu avião particular, um Boeing 747, passou por uma reforma de 10 milhões de dólares para poder acomodar móveis Luís XIV e uma banheira de hidromassagem.
• A casa mais inteligente do mundo pertence a Bill Gates, o dono da Microsoft. Com um custo de 55 milhões de dólares, levou sete anos para ser finalizada e conta com um sistema totalmente informatizado de comandos internos.
• A maior residência subterrânea dos tempos modernos é a Underhill, que fica em Holme, West Yorkshire, na Inglaterra, com uma área interna de 325 metros quadrados.

4069 – Ecologia & Capitalismo Selvagem: O que são os créditos de carbono?


Paga quem polui

Com a assinatura de Rússia e Canadá, a expectativa acerca do funcionamento do Protocolo de Kyoto tomou novo fôlego, especialmente no que diz respeito aos mecanismos de controle da emissão de carbono na atmosfera. Pelo acordo, as empresas sediadas nos 39 países obrigados a diminuir sua emissão poderão continuar a fazê-lo em troca de financiamentos à geração de energia renovável ou ao replantio de florestas nos países em desenvolvimento – os chamados projetos de emissão evitada. Em 2012, quando o protocolo prevê um acerto de contas do compromisso de reduzir em 5,2% as emissões em relação aos níveis de 1990, quem possuir esses títulos poderá usá-los para abater uma parte do déficit.
O chamado mercado de carbono funciona assim: a diretoria da CDM (sigla em inglês para Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), formada por representantes dos países signatários de Kyoto, avalia a quantidade de carbono que deixará de ser lançada no ambiente. Esse volume é que vai determinar a quantos créditos as empresas investidoras terão direito, ou seja, quanto dióxido de carbono elas podem lançar na atmosfera. Quem quiser poluir mais tem que comprar créditos de quem está poluindo menos que a sua cota. Os projetos certificados pelo CDM emitirão títulos negociáveis nas bolsas de valores. Todo o processo será acompanhado por auditores independentes.
O Banco Mundial vem testando esse modelo há dois anos, com a operação do PCF (versão em inglês para o Protótipo do Fundo de Carbono.
O fundo, com captações da ordem de 180 milhões de dólares até hoje, já financiou 14 compras de lotes de carbono e vai adquirir mais oito, até o final deste ano. A tonelada de carbono está custando, atualmente, cerca de 5 dólares. Os valores aplicados até agora foram responsáveis por uma emissão evitada de 36 milhões de toneladas de gás na atmosfera. Ou seja: para poluírem o ar nos países mais ricos, as empresas têm que ajudar a limpar o céu dos países mais pobres. Os projetos foram financiados no Chile, Uganda, Lituânia, África do Sul e Usbequistão, entre outros. O Brasil anunciou um acordo com a Alemanha para a substituição de gasolina por álcool como combustível, numa espécie de reedição do Proálcool. O projeto é um dos primeiros a captar recursos do mercado de carbono no país.
Outra forma de obter os créditos é patrocinar diretamente iniciativas ambientais que visem a reduzir a emissão de gás carbônico. A montadora francesa Peugeot alocou 11 milhões de dólares no projeto do Poço de Carbono, na região de Juruena (MT), com o objetivo de reconstituir a biodiversidade numa área de cerca de 12 mil hectares. O trabalho se estenderá por 40 anos e dará à empresa um crédito de emissão de 183 mil toneladas do gás, por ano.
País – CHILE
Projeto – Energia renovável de Chacabuquito
Descrição – Substituição da energia gerada por carvão e gás por fontes de energia renovável a um custo menor
Investimento – US$ 3,5 milhões
Emissão evitada (em 20 anos) – 2,8 milhões de toneladas

País – UGANDA
Projeto – Energia hidrelelétrica a oeste do rio Nilo
Descrição – O aproveitamento do potencial hidrelétrico do Nilo permitirá a substituição de usinas de geração termelétrica a petróleo, grandes emissoras de CO2
Investimento – US$ 3 milhões
Emissão evitada (em 20 anos) – 2 milhões de toneladas

País – USBEQUISTÃO
Projeto – Aquecimento do distrito de Tashkent
Descrição – A modernização do sistema de aquecimento da cidade também permitirá menos emissões
Investimento – US$ 6,8 milhões
Emissão evitada (em 20 anos) – 4 milhões de toneladas

Leia Também “Processo de Industrialização, prós e contras”, aqui mesmo no ☻ Mega

3689 – Capitalismo – As Maiores Fortunas do Mundo


Bill Gates, fundador da Microsoft, caiu do 1º para o 3º lugar na lista das pessoas mais ricas do mundo, eleitas pela revista Forbes. Foi ultrapassado por Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, 3º lugar em 2007, e pelo mexicano Carlos Slim Helou, da Telmex, que manteve a 2ª posição.
No Brasil
O primeiro brasileiro da lista é Antonio Ermírio de Moraes, do Conselho de Administração do Grupo Votorantim, em 77º lugar, com patrimônio de US$ 10 bilhões. O empresário Eike Batista entrou pela primeira vez para a lista de bilionários e se posicionou no 142º lugar da relação. Abílio Diniz está em 605° com 2 bilhões.
Onde estão as fortunas?
Pela primeira vez o número de bilionários da Forbes supera os mil: são 1.125 magnatas. Os EUA são de longe o país com maior número deles, 469. Mas, em grande parte, os novos nomes da lista vieram de países emergentes.
Na ordem: EUA, Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina.

3574 – Advogado do Diabo – O capitalismo é Bom?


É o sistema econômico mais compatível com a liberdade do ser humano. Não conheço sociedade que apresente liberdade política e que não tenha um mercado livre. Com o capitalismo, o consumidor é protegido pela presença de outros vendedores com quem pode negociar. O vendedor é protegido por outros consumidores a quem pode vender e o empregado é protegido devido aos outros empregadores para quem pode trabalhar.
Milton Friedman, americano, Prêmio Nobel de Economia em 1986, no livro Capitalismo e Liberdade (Abril Cultural, 1984).

Não. O capitalismo é uma religião fanática, intolerante e dogmática com 3 divindades: a Moeda, o Mercado e o Capital. É um culto que tem suas igrejas (as bolsas de valores), seus Santos Ofícios (FMI, OMC, etc.) e exige terríveis sacrifícios humanos ao transformar tudo em mercadoria.
Michael Löwy, cientista social brasileiro, marxista, diretor do Instituto de Ciências Políticas de Paris.

O capitalismo é amoral. A lógica do mercado é a lei da oferta e da procura, que não tem nada a ver com juízos de valor. Devemos aceitar o capitalismo? Sim, pois não temos nada melhor para pôr em seu lugar. Mas esse não é um motivo para nos pormos de joelhos diante dele.
André Comte-Sponville, filósofo francês, no livro O Capitalismo é moral?

3455 – Livro – Capitalismo Selvagem


Não é estranho um monte de gente começar a trabalhar sem parar, reunir enormes riquezas e não gastar nada em proveito próprio? Pois foi o que aconteceu no século 15 com os puritanos, religião que crescia então na Inglaterra. Pouca gente sabe os detalhes dessa história, mas todos conhecem o resultado: o capitalismo. Essa é a teoria do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920), que revolucionou as explicações sobre a economia moderna nesse livro. A obra acaba de ser reeditada em uma compilação de duas versões: a primeira, publicada entre 1904 e 1905 em uma revista científica alemã, e a segunda, de 1920, ampliada e revista pelo próprio autor. A nova edição, organizada pelo sociólogo da USP Antônio Flávio Pierucci, traz um glossário e uma lista de expressões de tradução equivocada em outras edições. Leitura essencial para entender a atualidade.
• As aspas em “espírito” preservam ao pé da letra o título do texto original publicado na revista alemã. “Aspas de cautela e ao mesmo tempo de ênfase”, escreve na apresentação o sociólogo Antônio Flávio Pierucci.
• O Marxismo, muito em voga na época da publicação do livro, explicava a maior parte da vida social a partir da economia. Para Weber, a religião pode ser às vezes ainda mais relevante.
• O maior capítulo da obra, “Os fundamentos religiosos da ascese intramundana”, descreve a história e os princípios de algumas religiões protestantes. É legal, mas pode ser pulado pelos leitores mais apressados. O resto é só filé.
• Weber criou conceitos que até hoje são repetidos em vários círculos acadêmicos. O principal deles é o “tipo ideal” – uma espécie de exemplo tão perfeito que não existe na realidade, mas ajuda a entender um assunto.
A ÉTICA PROTESTANTE E O “ESPÍRITO” DO CAPITALISMO
Edição de Antônio Flávio Pierucci – Max Weber

2174-Capitalismo Selvagem: A Família Rockefeller


O que pode estar por trás da fortuna dos Rockfeller?

Por Carlos Rossi
A fortuna de uma única família suplanta o PIB de alguns pequenos países, este é o mundo em que vivemos, de um capitalismo selvagem que gera problemas sociais e descontentamento geral e está muito longe de soluções.
A família Rockefeller, renomada família de Cleveland que através de John D. Rockefeller (1839-1937) (“Sênior”) e seu irmão William Rockefeller (1841-1922), são uma família tradicional americana no setor industrial e bancário, de origem germano-americana que fez a maior fortuna privada do mundo na indústria petrolífera durante o final dos séculos XIX e início do século XX, principalmente através da Standard Oil Company. A família também é conhecido pela sua longa associação com interesse financeiro no Chase Manhattan Bank, hoje JP Morgan Chase e pela Rockfeller Military controlada atualmente por Andre Rockfeller Pisycreft na qual tem a Lockheed Martin como subsidiária.
No que tange à riqueza que está em causa, John D. Rockefeller negou a ter a fortuna de US$ 10.000.000.000. No entanto, em 29 de setembro de 1916 (designadamente anos após o desmembramento de seu império Standard Oil pelo Supremo Tribunal em 1911), ele passou oficialmente essa marca e se tornou o homem mais rico que já viveu, ultrapassando de longe a fortuna do segundo mais rica, Andrew Carnegie.
Ele deu afastado mais de metade desse montante ao longo do seu tempo de vida, US$ 540 milhões (em termos de dólares daquela época), e se tornou o maior benfeitor leigos na história da medicina. O filho dele, “Junior” também doou mais de US$ 537 milhões durante o seu tempo de vida, elevando o total de filantropia apenas duas gerações da família a mais de US$ 1 bilhão a partir de 1860 a 1960. Somado a isso, o New York Times declarou em um relatório, em novembro de 2006 que David Rockefeller ‘’teria’’ montante total da caridade para cerca de US$ 900 milhões ao longo de sua vida.
A associação de ligações pessoais e sociais dos diferentes membros da família são enormes, tanto na América e em todo o mundo, incluindo os políticos, realeza, figuras públicas, e chefe da missão de empresários que ‘’teriam participado’’. Notáveis figuras através da Standard Oil sozinhas têm incluído Henry Flagler e Henry H. Rogers. Contemporânea valores incluem Henry Kissinger, Nelson Mandela, Richard Parsons (presidente e CEO da Time Warner), C. Fred Bergsten, Peter G. Peterson (presidente sênior do Blackstone Group), e Paul Volcker.
O nome Rockefeller é impresso em numerosas localidades em todo os Estados Unidos, mais notavelmente na cidade de Nova Iorque, mas também em Cleveland, onde a família têm suas raízes:
‘’O Rockefeller Center’’ – Um marco 19-prédio de 22 acres no centro de Manhattan instituída pelo Junior: Mais antiga casa construída a partir de 1930-1939; Nova seção construída durante a década de 1960-1970;
‘’A Rockefeller University’’ – Renomeado em 1965, este é o prêmio Nobel distinguiu graduação / pós-graduação (anteriormente o Instituto de Investigação Médica Rockefeller, criada pela Senior em 1901);
’’A Fundação Rockefeller’’ – Fundado em 1913, esta é a famosa entidade filantrópica criada pela Sênior e Júnior;
’’O Fundo Rockefeller Brothers’’ – Fundado em 1940 pela terceira geração de cinco filhos e uma filha de Junior;
’’O Fundo Family Rockefeller’’ – Fundado em 1967 por membros da família da quarta geração;
’’O Grupo Rockefeller’’ – Um privados de gestão familiar, desenvolvimento imobiliário empresa sediada em Nova York que inicialmente detida, construídas e geridas Rockefeller Center, é agora totalmente detida pela Mitsubishi Estate Co. Ltd.;
’’A Rockefeller Research Laboratories Building’’ – Um importante centro de pesquisa em câncer de que foi criado em 1986 e nomeado após Laurance, esta situa-se no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center;
’’O Rockefeller Center’’ – Lar dos Estudantes Internacionais Serviços de escritório e departamento de filosofia, política e direito da Universidade Estadual de Nova York em Binghamton;
’’A Capela Rockefeller’’ – Concluída em 1928, este é o edifício mais alto no campus da Universidade de Chicago, criada em 1889 por Sênior;
’’A Rockefeller Hall’’ – Criada pela Senior em 1906, este edifício alberga a Case Western Reserve University Physics Department;
’’A Rockefeller Hall’’ – Criada pela Sênior e concluída em 1906, este edifício alberga a Universidade Cornell Physics Department;
’’A Rockefeller Hall’’ – Criada pela Senior em 1887, que concedeu um Vassar College $ 100000 ($ 2,34 milhões em dólares) para construir subsídio adicional, tão necessária palestra espaço. O custo final da instalação foi de US $ 99,998.75. Ela agora abriga salas multi-usos e departamentais escritórios para a ciência política, filosofia e matemática;
Há crenças de que a Família Rockfeller pertence a sociedade secreta dos Illuminati, e esta seja uma das 13 famílias que governam acima dos governos do mundo, citando suas regras e tentado criar uma Nova Ordem Mundial de união e escravismo religioso.
David Rockefeller admitiu em sua autobiografia, intitulada “Memoirs”, conspirar por um governo mundial, com uma estrutura política e ecônomica integrada.
O que a família Rockefeller tem a ver com ETs?
O filantropo americano Laurance Rockefeller, que morreu no ano passado, aos 94 anos, era um aficionado por assuntos ufológicos. Neto do bilionário do petróleo John D. Rockefeller, Laurance patrocinou, em meados dos anos 90, uma pesquisa para trazer à tona tudo o que se sabia sobre óvnis. O relatório teve tiragem limitadíssima – mil exemplares, distribuídos apenas a chefes de Estado e líderes mundiais. Pessoas que tiveram acesso ao estudo afirmam que ele não trouxe nenhum achado espetacular, mas o sigilo que cercou sua divulgação alimentou várias especulações, como a de que teriam sido descobertas fortes evidências da visita de ETs. Alguns paranóicos vão mais longe e dizem que a família Rockefeller, por ser uma das mais ricas e poderosas do planeta, teria sido escolhida pelos visitantes alienígenas como interlocutora em sua conversação com os terráqueos.

A Revolução Industrial e o Capitalismo Selvagem


Neste período e em seguida, foram transferidas grandes massas das populações rurais para as cidades onde não existiam habitações suficientes. Construíram-se os slums habitado pelo operariado mal nutrido e explorado, entre 12 e 16 horas de trabalho diário, inclusive crianças. Essa miséria estimulou uma visão revolucionária. Na Inglaterra, por volta de 1820, foram destruídas algumas máquinas. Em 1831 houve a sangrenta revolta dos tecelões de seda de Lion; a primeira revolta propriamente socialista na Europa. Na Alemanha, embora industrialmente atrasada, a nova indústria textil roubou o pão da miserável indústria doméstica dos tecelões da Silésia. Resultado: a revolta de 1844. Um jovem alemão nessa época, Karl Marx, propôs uma transformação não apenas filosófica, mas concreta e econômica do universo. Realizou um manifesto comunista em 1848, baseando-se na crítica minunciosa da burguesia e no mecanismo de sua economia. Ao contrário do que Marx predisse (ele previa a miséria), o padrão de vida dos operários não piorou, pois graças a ações organizadas, foram realizadas concessões. A história moderna do socialismo começou em 1869 com a fundação do Partido Social Democrata Alemão. Foi designado o dia 1° de maio foi designado como festa internacional e data em que se reinvindicaria em todos os países o dia de trabalho de 8 horas, que foi conquistado.

Processo de Industrialização, prós e contras – Progresso X Poluição e Capitalismo selvagem


Industrialização:
Neste processo, diminui o n° absoluto de pessoas ocupadas em atividades como agricultura, pesca e extração mineral. Surgiram recentemente grandes parques industriais, como países do leste asiático Hong Kong, Singapura, Coréia do sul e Taiwan, os chamados “tigres asiáticos” e, em menor escala, Brasil, México, Malásia e Tailândia. Embora seja considerado um processo desejável, por criar empregos para as crescentes parcelas da população que não encontram subsistência no campo, surgem também problemas associados á urbanização maciça e a poluição ambiental e com o excesso de oferta de mão de obra , surge o capitalismo selvagem.

038-Automação – A nova revolução industrial


Subproduto do capitalismo selvagem industrial a automação não é tão recente. No ano de 1964, uns 10 empregados operavam certa máquina que fazia peças para o motor de um automóvel, que 10 anos antes, 400 homens trabalhavam nela. 14 operadores atendiam as máquinas de soprar vidro, que produziam 90% de todas as lâmpadas de vidro dos EUA. 2 trabalhadores produziam 1000 rádios por dia, produto de 200 trabalhadores poucos anos antes. Já nessa época, em Cal Tech, um computador rudimentar calculava em 3 horas os resultados de milhões de cálculos requeridos para traçar a evolução do Sol através de seus 4,5 bilhões de anos. Esses são apenas alguns exemplos de um problema que aumentaria com o passar dos anos e décadas. Sindicalistas americanos se opunham a automação e em 14 de novembro de 1963, afirmaram em assembléia, que ela era uma maldição para a sociedade, podendo conduzir a nação a uma catástrofe. O objetivo do capitalismo selvagem é o lucro cada vez maior com um custo menor, isso significa menos trabalhadores.