14.149 – Câncer de Mama – Diagnóstico


mama diagnostico
O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. E os dados sobre essa doença são contrastantes: enquanto ela é uma das principais causas de morte de mulheres, também é o tipo de câncer com a maior taxa de cura. O que separa um resultado de outro é, naturalmente, o diagnóstico precoce.
Hoje, o autoexame das mamas e a mamografia são prevenções efetivas, que buscam pequenos nódulos indicativos do início do problema. Agora, porém, médicos querem tornar o diagnóstico mais simples, prático e preciso: segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, um exame de sangue poderia detectar um câncer de mama 5 anos antes de aparecerem os sinais detectados pelos exames atuais.
A lógica do estudo foi não focar nas concentrações de células cancerígenas, que são justamente o que causam o nódulo, mas sim nos antígenos produzidos por elas. Antígeno, vale lembrar, é toda substância que desencadeia uma resposta imune do organismo, ativando nosso sistema de defesa.
A hipótese dos pesquisadores era que as células cancerígenas, desde quando são muito poucas, já produzem proteínas que agem como antígenos – os chamados TAAs (tumour-associated antigens). Detectar no sangue os anticorpos desencadeados por esses antígenos seria uma forma mais prática de detectar o câncer de mama em estágio inicial.
Para testar essa hipótese, a equipe coletou amostras de sangue de 90 pacientes recém-diagnosticados com câncer de mama e 90 amostras de pacientes sem o problema, para servir como grupo de controle.
Usando uma tecnologia de triagem chamada protein microarray, os cientistas conseguiram rastrear as amostras de sangue quanto à presença de anticorpos desencadeados por 40 TAAs associados ao câncer de mama. Identificaram a doença em 37% das amostras de sangue colhidas de pacientes com câncer de mama, e constaram a ausência de câncer em 79% das amostras do grupo controle. Parece um índice ruim, mas é um resultado satisfatório para uma primeira pesquisa.
“Conseguimos detectar o câncer com razoável precisão, identificando esses anticorpos no sangue. Conforme o teste fique mais acurado, abre-se a possibilidade de usar um simples exame de sangue para o diagnóstico precoce dessa doença”, afirmou Daniyah Alfattani, um os autores do estudo. Segundo os cientistas, os anticorpos desencadeados por antígenos produzidos por células cancerígenas podem estar presentes no sangue desde muito antes da grande multiplicação de células doentes começar, ou seja, desde antes da própria formação do câncer.
Se esses resultados se repetirem em próximos exames, isso seria nada menos que uma revolução. Tanto que essas primeiras conclusões do estudo, apresentados na Conferência Nacional de Câncer em Glasgow, na Escócia, foram tidas como preliminares, e estão sendo encarados com cautela pela comunidade científica.
Mas a equipe de Nottingham está confiante: neste exato momento, os cientistas estão testando amostras de sangue de 800 pacientes.

10.840 – Medicina Preventiva – Outubro Rosa 2015


O mês de outubro é dedicado exclusivamente a prevenção do câncer de mama. Conhecido por “Outubro Rosa”, neste mês todas as mulheres entre 40 a 69 anos de idade são estimuladas a fazer o exame mamográfico. Se você não está nessa faixa etária, informe suas amigas, familiares e conhecidos para conscientizar essa prática simples e que salva milhares de vidas!
Prevenção e diagnóstico do câncer de mama
Outubro Rosa é uma campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de outubro dirigida à sociedade e às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Ela se destinada as associadas titulares e dependentes da CELGMED com idade acima de 40 anos. Quem aderir à campanha realizará exame de mamografia irá detectar o risco, ou identificar, a doença.

11.444 – Cientistas podem ter encontrado uma maneira de evitar que o câncer de mama se espalhe para os ossos


metastase ossea
Não se pode subestimar nenhuma alternativa na luta contra essa doença.
Isso representa um avanço que poderia melhorar as taxas de sobrevivência de milhares de pacientes. E ainda mais empolgante, eles também encontraram um medicamento existente que pode impedir que a metástase aconteça em camundongos.
A equipe descobriu que antes de um tumor se espalhar, ele libera uma enzima que começa a quebrar o tecido ósseo, acarretando na formação de buracos, preparando-os para a chegada das células cancerígenas. Eles agora esperam que, ao bloquear esta enzima, conhecida como lisil oxidase ou LOX, possam ser capazes de interromper a progressão da doença em alguns pacientes.
Na publicação, divulgada na revista Nature, os pesquisadores explicam que os resultados poderiam ajudar as quase 12.000 pessoas no Reino Unido, 40.000 nos EUA, e 3.000 na Austrália, que morrem de câncer de mama anualmente. A maior parte dessas mortes ocorrem após a doença se espalhar para outras partes do corpo, em um processo conhecido como metástase. Em cerca de 85% destes casos, a estrutura óssea é o primeiro local de ataque do câncer de mama.
“Estamos realmente animados com os nossos resultados, que mostram que os tumores de câncer de mama enviam sinais para destruir o osso antes das células cancerígenas chegarem lá, preparando o local para a chegada das células”, disse um dos principais pesquisadores do estudo, Alison Gartland, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. “Este é um importante progresso na luta contra a metástase do câncer de mama e essas descobertas podem levar a novos tratamentos para interromper tumores de mama secundários que crescem no osso, aumentando as chances de sobrevivência em milhares de pacientes”.
Os pesquisadores também mostraram que, em ratos, uma classe de drogas chamadas bisfosfonatos, que são usados ​​para tratar a perda de massa óssea em pacientes com osteoporose, foi capaz de evitar que os buracos se formassem nos ossos, interrompendo a propagação do câncer de mama.
A descoberta se aplica apenas à cerca de um terço dos pacientes que têm estrogênio receptor negativo (ER negativo) de câncer de mama, tornando particularmente difícil o tratamento para os médicos.
“O próximo passo é descobrir exatamente como o tumor secretado com a LOX interage com as células ósseas, sendo capaz de desenvolver novos medicamentos para evitar a formação de lesões ósseas e metástase do câncer”, disse Gartland. A pesquisa também poderia levar a novos tratamentos para debilitantes de condições ósseas.

10.677 – Saúde – Outubro Rosa: ação de prevenção ao câncer de mama


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O câncer de mama é a segunda maior causa de morte entre as brasileiras. Dados do Ministério da Saúde apontam que, anualmente, surgem cerca de 50 mil novos casos da doença no país. No entanto, quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura da paciente.
Para conscientizar a população a respeito do assunto, criou-se nos Estados Unidos, na década de 1990, o movimento internacional Outubro Rosa. A iniciativa é comemorada de diferentes formas ao redor do mundo por governos, empresas e terceiro setor, mas o objetivo é o mesmo: alertar as mulheres a respeito da importância do autoexame, em todas as idades, e da realização da mamografia, após os 40 anos.
No Brasil, o Outubro Rosa começou a ser celebrado em 2008, por iniciativa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Por aqui, além de uma vasta programação promovida por governos, empresas e organizações, o movimento é marcado pela iluminação rosa de fachadas de vários monumentos do país. Entre eles:
– o Congresso Nacional, em Brasília;
– o Palácio Municipal, em Vitória;
– o Elevador Lacerda, em Salvador;
– o Palácio da Redenção, em João Pessoa;
– as fontes do Ibirapuera, em São Paulo;
– a Arena da Amazônia, em Manaus;
– o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro;
– o Jardim Botânico de Curitiba e
– a barragem da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres brasileiras, se desconsiderarmos os tumores de pele. Em 2013, estima-se que o Brasil tenha registrado mais de 52 mil novos casos da doença.

10.080 – Medicina – Combatendo o câncer de mama


cartaz-cancer-mama

A mão da mulher desliza sobre o seio, durante o banho. Ela percebe um pequeno caroço na altura da axila. O nódulo parece ter o tamanho de um grão de feijão. “Será câncer?” A hipótese a deixa tão assustada que ela evita tocar na mama novamente. Pensa na família, na turma do escritório, nos projetos para o futuro. Lembra-se dos momentos de tristeza pelos quais já passou. “Vou morrer? Terei de tirar meu seio? Por que isso está acontecendo comigo?”, angustia-se. Marca uma consulta com um mastologista, o médico especialista em doenças de mama, mas se vê tentada a esconder o caroço de si mesma e dos demais. “É tão pequeno”, consola-se. “Talvez seja apenas um cisto.”
Não se trata de uma cena incomum. Anualmente, cerca de um milhão de mulheres em todo o mundo descobre que está com câncer de mama, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a cada ano são diagnosticados, em média, 31 500 novos casos da doença, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Parte deles, felizmente, ainda em estágio inicial. Como o caso da atriz Patrícia Pillar, que viveu, no final do ano passado, uma situação parecida àquela descrita no parágrafo anterior. Patrícia descobriu um tumor de 1,5 centímetro. Teve de passar por uma cirurgia, retirando cerca de um quarto do seio esquerdo, além de se submeter a sessões de quimioterapia para evitar que células malignas se espalhassem pelo corpo.
Um dos principais responsáveis pela mortalidade feminina, em especial no meio urbano, o câncer de mama hoje é visto como um inimigo que pode ser vencido, graças ao aprimoramento dos diagnósticos e aos tratamentos menos agressivos. “Durante décadas, o tempo de vida de uma mulher com câncer de mama não passava de dez anos. Atualmente, mesmo que tenha ocorrido metástase, as pacientes vivem mais e melhor”.
As causas para o aparecimento do câncer no seio ainda não são totalmente conhecidas. Sabe-se que a combinação de mutações genéticas, estilo de vida e influência ambiental pode levar, sem uma razão específica, a mudanças no funcionamento dos genes das células mamárias. Com isso, a dinâmica dessas células é alterada e elas passam a se multiplicar de maneira descontrolada. “Em média, são necessárias quatro ou cinco mutações em nossos genes para transformar uma célula mamária benigna e normal em câncer”, diz a oncologista Julie Gralow, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
Você pode passar a vida inteira com uma mutação genética sem, necessariamente, desenvolver um tumor. O problema é quando ela ocorre em duas categorias específicas de genes: nos oncogenes, que são causadores de câncer, ou nos genes supressores de tumor, responsáveis por prevenir qualquer alteração no DNA e conter o crescimento celular descontrolado. Cientistas identificaram um novo gene supressor relacionado ao câncer de mama, o CHEK2, cujas mutações causam 1% dos casos.) O organismo se mantém sadio se os genes supressores de tumor vencem a batalha contra os oncogenes. O câncer é, justamente, a inversão dos resultados dessa guerra.
Os especialistas se perguntam que fatores poderiam disparar essa alteração de comando. Eles já sabem que algumas características favorecem o aparecimento de um tumor no seio.
Fazem parte do grupo de risco mulheres que estão sob uma exposição mais longa à ação do estrógeno: aquelas que tiveram sua primeira menstruação muito cedo e entram tardiamente na menopausa, as que engravidaram pela primeira vez depois dos 30 anos ou, ainda, as que chegam à meia-idade sem filhos. “O amadurecimento total das células mamárias só ocorre com as mudanças orgânicas trazidas pela gravidez e pela amamentação.
O estilo de vida também desempenha um papel importante. Alimentação com base em comidas gordurosas e carnes vermelhas e sedentarismo também propiciam o aparecimento do câncer. Mas as células malignas não escolhem este ou aquele organismo para aparecer e se alastrar.
Entre 5% e 10% dos casos são hereditários. Aqui cabe uma ressalva: apesar de ser considerado uma doença tipicamente feminina, o câncer de mama atinge cerca de 1% de todos os homens do planeta. Outros tantos, mesmo sem apresentar a doença, são portadores de mutações nos genes que levam ao câncer e podem passá-los aos filhos e filhas. No início da década de 1990, os cientistas identificaram dois desses genes: o BRCA 1 e o BRCA 2 (a sigla vem de breast cancer, que quer dizer “câncer de mama”, em inglês). Ambos atuam como supressores de tumor, consertando alterações no DNA. “São dois dos maiores genes do genoma humano e as proteínas que fabricam interagem com vários outros produtos da célula”, diz o geneticista Carlos Moreira Filho, da Universidade de São Paulo.
Existe um consenso entre os especialistas de que a mulher não morre de câncer de mama, mas com câncer de mama. A causa da morte é a metástase, que leva a doença aos órgãos vitais, como o fígado, o pulmão, a coluna e o cérebro. Como os seios são uma região muito vascularizada, as células malignas podem seguir pelos vasos sangüíneos ou linfáticos para outras partes do corpo. Se o tumor for identificado precocemente, as chances de essas células malignas se espalharem diminui. E pode-se falar até em cura, quando o tratamento consegue afastar de vez o risco de recidiva (a volta da doença) ou de metástase. Com a precisão cada vez maior das técnicas de diagnóstico e procedimentos mais efetivos e menos mutilantes, já é possível, sim, vencer o câncer no seio.
“Uma célula maligna leva de sete a dez anos para se tornar um carcinoma com 1 centímetro de diâmetro”, diz o mastologista Mário Mourão Netto. Esse é o tamanho mínimo do tumor que o auto-exame das mamas ou o exame clínico, realizado pelo médico, consegue detectar. Para encontrar tumores menores, que ainda não são palpáveis e, assim, evitar o perigo de metástase (mesmo em pequena escala), os especialistas optam pela mamografia, que consegue identificar nódulos malignos do tamanho de uma ervilha, com 5 milímetros. Trata-se de um exame recomendado para mulheres com mais idade, cujas mamas já apresentam um volume considerável de gordura, o que facilita a visualização do tumor. Para as mais jovens, que ainda não chegaram aos 40 anos, os médicos indicam a ultra-sonografia.
Estudos recentes realizados nos Estados Unidos demonstraram que a mamografia apresenta uma margem de até 15% de erro e pode acusar um falso resultado positivo para alterações mamárias benignas, como os cistos. “Mesmo assim, continua sendo o melhor exame para rastrear o câncer de mama em seus estágios iniciais”, diz Carmen Wolgien. Com a tecnologia de alta resolução, fica ainda mais fácil reconhecer tumores minúsculos. A OMS divulgou, no início de 2002, um comunicado atestando que a mamografia realmente pode ter prevenido 35% dos casos de morte por câncer de mama em mulheres com idades entre 50 e 69 anos.
A nova técnica para evitar uma mutilação desnecessária é simples. O oncologista injeta um corante no tumor, antes da cirurgia, e a substância migra para o primeiro linfonodo da axila. Esse linfonodo é retirado. Se estiver livre de comprometimento, não há necessidade de esvaziar a axila. “Hoje a extensão anatômica de uma mastectomia é menor”, diz Mourão Netto. “A cirurgia foi aprimorada e os médicos procuram conservar estruturas móveis da axila, como os nervos sensitivos e motores.”
A tendência é justamente oferecer às pacientes tratamentos menos agressivos, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. A reconstrução da mama, que, em determinados casos, pode ser feita imediatamente depois da mastectomia, tem apresentado resultados excelentes. Estão em estudo, também, novas drogas, com efeitos colaterais mais suaves. O objetivo, a curto prazo, é cuidar de cada mulher de acordo com as características do seu tumor. Para isso, os cientistas buscam saber mais sobre as alterações genéticas que transformam uma célula normal em uma maligna.
Uma das pesquisas que ganha força atualmente em laboratórios da Europa, dos Estados Unidos e também do Brasil é o teste que revela o perfil molecular dos tumores de mama, isto é, que indica quais genes estão em atividade e quais aqueles que, por uma razão ou por outra, encontram-se “desligados”. Os cientistas usam a técnica dos microarrays, que são lâminas de vidro com o DNA de milhares de genes vindos de tecidos normais e cancerosos. São genes de pacientes que têm um pequeno tumor, mas que ainda não apresentaram metástase. As seqüências de DNA são marcadas por fluorescência, com cores diferentes para células normais e malignas, o que ajuda a identificar os genes ativos e inativos.
Para mulheres de alto risco, que têm parentes de primeiro grau com câncer no seio mas ainda não apresentam tumor, já existe o tratamento com o tamoxifeno, droga que imita os hormônios naturais, reduz em 52% a incidência de câncer no seio e também evita recidivas. Outra opção, mais radical e menos difundida no Brasil, é a mastectomia total para aquelas mulheres cujos exames genéticos indicam uma probabilidade muito alta de ocorrência de câncer. Com a retirada cirúrgica das mamas, há 99% de segurança de manter a doença bem longe. O problema aqui são as seqüelas psicológicas dessa medida e o seu impacto na qualidade de vida da paciente.
No dia-a-dia, vale a pena incluir alguns hábitos preventivos, além do auto-exame das mamas, recomendado para mulheres a partir dos 20 anos. “Existe uma boa evidência de que exercícios físicos e a manutenção do peso reduzem o risco de câncer de mama e que a ingestão excessiva de álcool aumenta as chances de ter a doença”, afirma Julie Gralow. A alimentação também merece atenção especial. Já foi comprovado que uma dieta rica em fibras e com pouca gordura pode reduzir as taxas hormonais em até 20%.
Além dos cuidados físicos, a mulher também deve prestar atenção nas próprias emoções. Está cada vez mais evidente que o câncer de mama tem um componente psicológico bastante forte, presente tanto na facilitação do aparecimento do tumor quanto na resposta ao tratamento. “As emoções têm ligação direta com o sistema imunológico”.

Técnicas inovadoras prometem revolucionar a batalha contra o câncer de mama
VACINA
Uma equipe de médicos liderada pelo austríaco Christoph Zielinski, da Universidade de Viena, está desenvolvendo uma vacina para o câncer de mama. Ela poderia ser usada tanto na prevenção da doença, em mulheres com risco elevado, quanto no tratamento de tumores existentes. Começará a ser testada em um ano

ENDOSCOPIA
Os tumores poderão ser examinados com uma câmera de fibra óptica em miniatura, inserida através do mamilo até os ductos mamários. A expectativa é de que os cirurgiões possam utilizar esse tipo de sonda também para tratar o câncer de mama – o que provavelmente deve acontecer em menos de cinco anos

RADIAÇÃO DIRIGIDA
Depois da retirada de uma parte do seio, numa lumpectomia, uma sonda com cristal sensível à radioatividade é colocada diretamente no local em que estava o tumor. Esse tipo de cirurgia pode detectar as metástases ocultas, tumores inferiores a 1 milímetro que não são percebidos mesmo pelos exames mais sofisticados

EXTRAÇÃO
Em vez de uma cirurgia para tirar o tecido canceroso, os tumores poderão ser congelados ou vaporizados com raios laser ou ondas radioativas de alta freqüência por uma sonda, inserida através de uma pequena incisão no seio. A técnica já é usada para tumores de fígado. Testes para câncer de mama estão em andamento

TERAPIA VASCULAR
O objetivo é parar a gênese da multiplicação das células cancerosas, eliminando as células dos vasos sangüíneos que alimentam o tumor e facilitando a ação das drogas. Com a engenharia genética, fabricam-se proteínas capazes de se ligar ao revestimento vascular e acabar com a nutrição dos tumores. Em teste
Anatomia de um tumor
Conheça a evolução de um carcinoma, o tipo mais comum de câncer de mama
ESTÁGIO PRÉ-CANCEROSO
Normal
As células da parede do ducto crescem ordenadamente e são bem diferenciadas

Hiperplasia típica
Crescimento das células que compõem o ducto ou o lóbulo sem características de malignidade. Chance mínima de evoluir para câncer.

Hiperplasia atípica
Crescimento anormal das células ductais ou lobulares, com alterações nos genes, e que pode predispor ao câncer de mama

ESTÁGIO 0
Carcinoma in situ, podendo ter microcalcificações

Definição
As células que se parecem com câncer, mas ainda não invadiram o tecido próximo, são chamadas de carcinoma in situ (câncer confinado ao ducto ou ao lóbulo)

Opções
Pacientes cujas lesões estão restritas ao tecido epitelial podem ser tratados com lumpectomia – retirada de parte da mama – e radioterapia

Perspectivas
Dificilmente alguém morre de câncer de mama depois de cinco anos de tratamento para o carcinoma nesse estágio

ESTÁGIO I
Carcinoma invasivo, restrito à mama

Definição
Algumas células malignas escapam do tumor, que pode chegar a 2 centímetros. Há possibilidade de micrometástase

Opções
Lumpectomia ou mastectomia, além de radioterapia. Os nódulos linfáticos são analisados. Quimioterapia pode ser recomendada

Perspectivas
Até 95% das mulheres vivem bem depois de cinco anos de tratamento

ESTÁGIO II
Invasivo, presente na mama e nos gânglios linfáticos

Definição
A maioria dos tumores nessa categoria mede de 2 a 5 centímetros, mas não necessariamente se espalharam. Linfonodos podem ter sido atingidos

Opções
Lumpectomia ou mastectomia e radioterapia. A quimioterapia pode ser indicada para os casos em que o tumor chegou aos linfonodos

Perspectivas
Conforme o tamanho do tumor e das características dele, 88% das mulheres vivem ao menos cinco anos depois do diagnóstico

ESTÁGIO III
Invasivo e loco-regional

Definição
Tumores acima de 5 centímetros. Já houve metástase. Além dos linfonodos, podem ter sido atingidas também regiões contíguas, como musculatura torácica e pele

Opções
Mastectomia e radiação. Quimioterapia em todos os casos. Terapia hormonal para tumores que respondem ao estrógeno

Perspectivas
Em torno de 55% das mulheres vivem ao menos cinco anos depois do diagnóstico

ESTÁGIO IV
Invasivo, com metástase à distância

Definição
Existem tumores secundários em outros órgãos do corpo, como fígado, ossos, pulmões e cérebro

Opções
Cirurgia ou radioterapia para remover ou tentar conter alguns tumores. Quimioterapia. A tentativa é amenizar os sintomas e prolongar a vida

Perspectivas
Estudos indicam, em média, uma expectativa de vida de 18 a 24 meses. Perto de 20% das mulheres vivem ao menos cinco anos depois do diagnóstico

ONDE ELE APARECE
O câncer pode surgir em qualquer área do seio, mas é mais comum no quadrante superior, que tem mais tecido mamário. Há um tipo de tumor, chamado Doença de Paget, que aparece no mamilo e é, muitas vezes, confundido com uma dermatite
A mamografia pode salvar a sua vida?
Durante os dois últimos anos, o debate sobre a eficácia da mamografia de rotina agitou o meio científico internacional. Pesquisadores dinamarqueses analisaram estudos prévios sobre os benefícios do exame e concluíram que o uso da mamografia não diminui significativamente o risco de as mulheres morrerem de câncer de mama. A comunidade médica argumentou que vários estudos revistos pelos dinamarqueses eram de 30 anos atrás, quando os métodos de diagnóstico e tratamento não tinham a sofisticação dos atuais.
Controvérsias à parte, uma expectativa muito grande ronda a mamografia de rotina, mesmo que o exame deixe de apontar de 10% a 15% dos tumores de mama. “Não serve para mulheres abaixo de 40 anos, a não ser em situações especiais, como casos de hereditariedade”, diz a mastologista Elisabeth de Mesquita, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O índice de overdiagnose também é alto. Pesquisas indicam que somente de 2% a 11% das anormalidades encontradas num exame de rotina vão se tornar, de fato, câncer. “A mamografia faz com que pessoas sem câncer se submetam a biópsias e procedimentos cirúrgicos desnecessários”, diz a oncologista Julie Gralow, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
Tumores minúsculos e não-invasivos, que talvez não progredissem a ponto de se tornarem sintomáticos, são tratados com cirurgia e, algumas vezes, com radiação ou terapia hormonal. “É sempre possível que, nesses casos, os efeitos colaterais desses tratamentos sejam piores que os benefícios que possam trazer”, diz Julie. Mas isso não tira os méritos da mamografia. “O exame pode não aumentar a expectativa de vida para uma paciente específica”, diz Elisabeth. “Mas, se, num grupo de muitas mulheres, a mamografia encontra um tumor em fase inicial, pode salvar uma vida.”

9746 – Anvisa libera medicamento que trata câncer sem queda de cabelo


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no país.
O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.
“”A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro””, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como “cavalo de troia”.
Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de cem brasileiras. “”Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento”.
Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. ““Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado””, afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.
Coordenadora da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria del Pilar Estevez classificou a droga como uma opção “interessante” de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. ““A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes”.
A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa em janeiro, mas o medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.

Coma pouco:
Uma dieta com poucas calorias pode potencializar os efeitos do tratamento contra o câncer. Essa foi a conclusão de uma pesquisa divulgada no periódico “Blood”. Segundo os pesquisadores, ao ingerir menos calorias, a quantidade de nutrientes disponíveis para as células se torna menor. Assim, o metabolismo fica mais lento e a produção de algumas proteínas acaba sendo limitada, entre elas, uma associada ao surgimento de diversos tipos de câncer.

9537 – Veterinária – Animais podem ter câncer?


Essa é uma das principais causas de morte entre os bichos em cativeiro. Isso porque a doença é comum em mascotes mais velhas, e a expectativa de vida dos animais (tanto domésticos quanto de zoológicos) aumentou com a melhora dos recursos e dos cuidados que eles têm. Da mesma maneira, o tratamento contra o câncer também se aprimorou e utiliza os mesmos métodos aplicados em seres humanos. Os custos variam muito para cada caso, podendo chegar a R$ 4 mil em um mês, com cirurgia e exames. A quimioterapia sozinha exige cerca R$ 1,5 mil mensais. A cura é possível, mas geralmente o objetivo é só prolongar a vida do bichinho com qualidade.

Câncer de mama
Comum em fêmeas, está ligado aos hormônios. A melhor prevenção é castrar o bichinho o quanto antes, de preferência até o segundo cio. É fácil de perceber, pois aumenta o volume na região da mama e cria nódulos. O tratamento é feito com cirurgia aliada à quimio. Às vezes, só a operação já cura;

Câncer de pele
Assim como nos humanos, a doença pode vir da exposição à radiação solar – por isso, existem filtros solares especiais para os bichos. Os de pelo branco têm mais chances de pegar. Sintomas incluem a formação de nódulos e feridas. Há diversos subtipos, e a chance de cura varia. A maioria é tratada com cirurgia;

Tumor Venéreo Transmissível
É bem comum no Brasil pela falta de hábito de castrar os animais. Só atinge cães e passa de um a outro por cópula ou contato social. Os indícios são secreções com sangue, aumento de volume nos genitais e excesso de lambedura. Para tratar, utilizam-se quimioterapia e cirurgia, e a chance de cura é alta;

Linfoma
Alguns dos sintomas são apatia, perda de peso e falta de apetite. A causa para cães é desconhecida. Já para gatos, o câncer pode estar relacionado a uma contaminação viral (prevenida com vacinas). O tratamento é feito só com quimioterapia, que aumenta o tempo de vida. Mas só 5% se curam.
As chances de sucesso no tratamento do câncer de mama são boas (mais para cachorras do que para gatas);
É comum que o câncer de pele aconteça em regiões de pelo curto, como barriga, focinho e orelha.

9461 – Tatuagem 3D ajuda a reconstruir mamas de mulheres que tiveram câncer


Mulheres cujas mamas foram reconstruídas após o câncer têm agora uma nova aliada no resgate da autoestima: a tatuagem tridimensional da aréola e do mamilo que, de tão real, chega a enganar os mais desavisados.
A técnica consiste em fazer um retrato da aréola, com uma mistura de cores para que o desenho fique de acordo com o tom da pele.
Um jogo de luz e sombra cria a ilusão da existência dos mamilos e dos tubérculos de Montgomery (pequenos carocinhos ao redor da aréola).
A fisioterapeuta Tarsila Sakamoto, que se especializou em tatuar aréolas, conta que muitas mulheres com as mamas reconstruídas só voltam a mostrar os seios para os maridos ou namorados após a tatuagem.
Muitas mulheres chegam aos estúdios encaminhadas pelos próprios cirurgiões. O preço da tatuagem depende da complexidade do trabalho.
Pode variar entre R$ 200 e R$ 1.000. A durabilidade chega a dez anos ou mais.
Refazer a aréola e o mamilo é a última etapa na longa trajetória das mulheres que enfrentam o câncer de mama.
Após a reconstrução das mamas, normalmente feita a partir de músculos e gordura do abdome, os novos peitos ficam sem aréola e mamilo.
Ao fim desse processo, a mulher pode optar por reconstruir o mamilo (com a própria pele do peito) e colori-lo juntamente com a aréola ou só tatuá-lo em 3D.

8416 – Remédio para osteoporose evita crescimento do câncer de mama


Pesquisadores americanos descobriram que um remédio já aprovado na Europa e usado no tratamento contra a osteoporose é capaz de impedir o crescimento dos tumores na mama. Segundo esses especialistas, o bazedoxifene é benéfico mesmo nos casos em que o câncer se tornou resistente às terapias específicas para a doença. A descoberta faz parte de um estudo apresentado durante o encontro anual da Sociedade Endócrina, que acontece até esta terça-feira em San Franciso, Estados Unidos.
Sabe-se que o crescimento dos tumores da mama depende do estrógeno, que serve como um ‘alimento’ às células cancerígenas. Para que alimente os tumores, o hormônio precisa se ligar a receptores de estrógeno localizados no núcleo dessas células. Tratamentos comuns contra o câncer de mama incluem drogas que bloqueiam a ação do estrógeno e evitam que as células cancerígenas cresçam. O tamoxifeno é um exemplo desses medicamentos – tais remédios se ligam aos receptores de estrógeno nas células cancerígenas, ocupando o lugar que seria do hormônio e impedindo que o estrógeno alimente o tumor.
A nova pesquisa, feita no Instituto de Câncer Duke, estudou a ação do bazedoxifene em cultura de células animais e descobriu que esse medicamento tem ação semelhante ao tamoxifeno. Porém, a droga possui outra propriedade: a capacidade de destruir o receptor de estrógeno presente nas células cancerígenas da mama. “Pelo fato de a droga remover o receptor, ela diminui a propensão do câncer se tornar resistente ao remédio, já que o alvo é destruído”, disse Suzanne Wardell, uma das autoras da pesquisa.
Segundo o estudo, esse efeito foi observado inclusive em células cancerígenas da mama que haviam desenvolvido resistência a tratamentos comuns contra a doença, como o tamoxifeno. Atualmente, pacientes com a doença que desenvolvem resistência a esses medicamentos costumam receber tratamento quimioterápico.

8339 – Descoberta a Origem do Câncer de Mama


Em sua essência, o câncer é uma célula entre milhões de outras que começa a funcionar mal. No caso do câncer de mama, na maioria das vezes essa célula maligna fica nos dutos que levam o leite da glândula mamária até o mamilo. Mas, por que ali e não em outra parte? O que há nesta região?
David Gilley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e Connie Eaves, do Laboratório Terry Fox da Agência para o Câncer em Vancouver, no Canadá, ficaram perplexos ao descobrir a resposta.
Em seu estudo, publicado na revista especializada Stem Cell Reports, eles explicam como descobriram que todas as mulheres – propensas ou não a desenvolver câncer de mama – têm uma classe particular de células-mãe com telômeros (estruturas que formam as extremidades do cromossomo) extremamente curtos.
Os cientistas se deram conta de que estes cromossomos, com as extremidades tão pequenas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer.
Diferentemente de muitos estudos sobre o câncer, a investigação se deu em mulheres normais que doaram seus tecidos após terem se submetido a uma operação de redução de seios por razões estéticas.
“O que procurávamos eram possíveis vulnerabilidades em células normais que fizeram com que se tornassem malignas”, explicou Gilley à BBC Mundo.

Prevenção
Eles explicam que as células-mãe se dividem em células chamadas de diferenciadas ou finais, que, por sua vez formam o ducto mamário. E é nessas células em que se origina o câncer de mama, afirmam os especialistas.
Eles observaram que quando os telômeros dessas células finais perdem sua função – que é a de manter a estrutura do cromossomo, evitando que suas extremidades se juntem ou combinem com os outros – pode ocorrer é “um verdadeiro caos” no ciclo celular que se segue.
Apesar de todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, nem todas desenvolvem câncer de mama. Em alguns casos, porém, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna, explica Gilley.
Para os especialistas, o estudo lhes permite entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que sirvam de parâmetros para exames a partir de amostras de tecidos e sangue, e poder monitorar todas as mulheres, especialmente as que têm alto risco de desenvolver o câncer.

8295 – Tia de Angelina Jolie morre de câncer de mama


A norte-americana Debbie Martin, tia de Angelina Jolie, morreu de câncer de mama no último domingo (26-05-2013), informou um hospital da Califórnia, quase duas semanas após a atriz ter anunciado que passou por uma mastectomia dupla por ter herdado um alto risco de câncer de mama.
Debbie, irmã mais nova da mãe de Jolie, morreu aos 61 anos no hospital Palomar Medical Center, em Escondido, perto da cidade de San Diego.
O viúvo, Ron Martin, disse à emissora britânica Sky News que sua mulher tinha o mesmo gene defeituoso BRCA1, como Angelina Jolie.
A mãe de Jolie, Marcheline Bertrand, também foi diagnosticada com câncer de mama e morreu em 2007, aos 56 anos.
Em 14 de maio, a atriz revelou em um artigo no jornal “The New York Times” que havia se submetido a uma mastectomia dupla e disse esperar que sua história inspirasse outras mulheres que enfrentam a doença.
Jolie, de 37 anos, escreveu que passou pela operação, em parte, para tranquilizar seus seis filhos que ela não morreria de câncer como sua própria mãe.
“Muitas vezes falamos de ‘mãe da mamãe’, e eu me vejo tentando explicar a doença que a levou para longe de nós. Eles perguntaram se o mesmo poderia acontecer comigo”, escreveu. “Eu sempre lhes disse para não se preocupar, mas a verdade é que eu carrego um gene ‘defeituoso’.”
A atriz, que ganhou o Oscar de coadjuvante por seu papel no filme de 1999 “Garota, Interrompida”, disse que optou pela cirurgia depois que seus médicos estimaram que ela tinha 87% de risco de câncer de mama e 50% de risco de câncer de ovário, devido a uma mutação genética herdada da mãe.

8210 – Câncer de Mama – O Caso Angelina Jolie


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Recentemente, a atriz americana Angelina Jolie revelou que passou por uma cirurgia de retirada e reconstrução de suas mamas, entre os meses de fevereiro e abril, depois que ela descobriu, a partir de um teste genético, que o seu risco de ter câncer de mama era de 87%. O procedimento foi uma escolha da atriz e foi feito como forma de prevenção, já que ela ainda não apresentava a doença. “Eu quis escrever isso para dizer às outras mulheres que a decisão de fazer a mastectomia não foi fácil. Mas eu estou muito feliz que eu a fiz. Minhas chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87% para 5%. Eu posso dizer aos meus filhos que eles não precisam ter medo de me perder para o câncer de mama”, afirmou Angelina no texto My Medical Choice (Minha escolha médica), publicado no jornal The New York Times.
O teste genético feito por Angelina detectou, em seu DNA, uma mutação no gene BRCA1. A partir dos dados do exame, os médicos estimaram que a atriz, além de correr um risco de 87% de ter câncer de mama, também apresentava 50% de chances de ter um câncer de ovário. Quando uma pessoa não tem câncer, mas sim um alto risco de desenvolver a doença, fica a critério do paciente optar ou não por se submeter à cirurgia de remoção das mamas. No caso de Angelina, foi feita uma mastectomia dupla, quando os dois seios são removidos. “Uma vez que eu soube que essa era a minha realidade, eu decidi ser proativa e minimizar o risco o máximo possível. Eu tomei a decisão de fazer uma dupla mastectomia preventiva. Eu comecei com os seios, pois o meu risco de câncer de mama é maior do que o meu risco de câncer de ovário”, disse a atriz.
Segundo José Luiz Bevilacqua, mastologista e cirurgião oncológico do Hospital Sírio-Libanês, em casos como esse, a opção pelo processo cirúrgico deve ser muito discutida com a paciente. “Trata-se de um procedimento que não está isento de riscos. Pode ocorrer necrose da pele ou infecção da prótese. Além disso, o resultado estético não é o mesmo de uma cirurgia plástica”, afirma. De acordo com o médico, a idade ideal para que a mulher se submeta ao procedimento de remoção das mamas é por volta de 30 a 40 anos. “Acima dos 50, o benefício desse procedimento tão complexo pode ser questionável.” A mastectomia apresenta um benefício de cerca de 90% na redução dos riscos — podendo chegar até 100% em alguns casos.
Existem alguns medicamentos que também podem ser utilizados para a finalidade de redução de riscos e pessoas com mutações genéticas. Alguns inclusive só podem ser utilizados em pacientes que estão na menopausa, o que pode ser útil para mulheres mais velhas, que não se beneficiariam tanto com a cirurgia. Segundo Bevilacqua, o benefício desses remédios é, em média, de 50%.
Análise genética
O teste genético feito por Angelina Jolie e que detectou seu alto risco de desenvolver câncer está disponível no Brasil. Porém, esse exame, além de muito caro (cerca de 7.000 reais) não deve ser aplicado em todos os pacientes. “Esse teste é indicado no caso de mulheres que tenham tido câncer de mama quando jovens ou que apresentem histórico de vários casos de câncer de mama ou de ovário na família. Nesses casos específicos, vale a pena fazer o exame para identificar se, na família, o câncer tem uma origem hereditária e para identificar se a paciente possui determinada mutação genética”.Se o exame mostrar a mutação, estimamos o risco da doença e com isso fornecemos à paciente as possibilidades de redução dessa probabilidade.” A mãe de Angelina Jolie, Marcheline Bertrand, morreu em 2007, aos 56 anos, depois de lutar por 10 anos contra o câncer de mama.
De acordo com Achatz, caso uma paciente que apresente um alto risco de câncer de mama opte por não retirar as mamas, ela deve ser frequentemente examinada para que o médico tenha controle sobre o possível surgimento e a progressão da doença. “Nesses, casos, geralmente a paciente faz, por exemplo, uma mamografia em janeiro e uma ressonância em julho todos os anos. Assim, ela nunca fica mais do que seis meses sem ser examinada.”
O caso do câncer de ovário, no entanto, é mais complicado. Isso porque, diferentemente do câncer de mama, é muito difícil que o de ovário seja detectado precocemente. “E quando essa doença é diagnosticada tardiamente, os resultados dos tratamentos já não são tão bons. A única alternativa em casos de o teste detectar alto risco desse câncer, então, é a retirada do ovário.
Recomenda-se que a partir dos 40 anos de idade, todas as mulheres façam uma mamografia anual e tenham as mamas analisadas durante a consulta médica. Quem tem histórico familiar da doença deve incluir no checkup a ressonância magnética, que permite uma análise mais profunda das mamas.

8133 – Remédio reduz em 38% risco de ter câncer de mama


Uma revisão de estudos com dados de mais de 83 mil mulheres apontou que moduladores hormonais reduzem em 38% o aparecimento do tumor em mulheres saudáveis com alto e médio risco de desenvolver a doença.
Trata-se da primeira análise de estudos clínicos envolvendo esses remédios, que evitam que o estrogênio faça as células da mama se multiplicarem no caso de tumores de mama hormonais. Cerca de 70% dos tumores têm esse perfil.
As drogas podem ser indicadas se a mulher, mesmo saudável, tiver histórico importante de doença na família, lesões precursoras do câncer e/ou mutações genéticas que aumentam a chance de desenvolvê-lo.
Em geral, o tratamento é oferecido a mulheres que estão na pós-menopausa.
Segundo os autores da pesquisa, publicada hoje na revista médica inglesa “Lancet”, já se sabia que esses remédios reduziam o risco de câncer de mama em mulheres com risco elevado da doença, mas a duração do efeito protetor das drogas era desconhecida.
O novo trabalho agora confirma o benefício por pelo menos cinco anos depois do fim do tratamento.
Neste mês, o US Preventive Services Task Force, grupo de pesquisadores ligado ao governo americano, recomendou que os médicos ofereçam esses remédios a mulheres com alto probabilidade de ter câncer e baixo risco de desenvolver derrames e coágulos –possíveis efeitos colaterais dessa drogas.
No Brasil, segundo Max Mano, oncologista do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), esse tratamento é pouco usado, ainda que sua frequência seja maior do que na Europa.
No setor privado, porém, a profilaxia é discutida rotineiramente, segundo Artur Katz, coordenador de Oncologia Clínica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
“Com mulheres que têm alto risco de ter a doença, temos a obrigação de discutir, caso a caso, os prós e contras do tratamento.”
Ele afirma que há quem prefira usar a medicação, ser acompanhada de perto ou até fazer a retirada das mamas.
Toxidade
Apesar da conhecida eficácia das drogas, há um receio em prescrever os moduladores hormonais por causa dos seus efeitos colaterais.
O novo estudo aponta que mulheres que usaram a mais conhecida dessas drogas, o tamoxifeno, tiveram uma incidência maior de câncer de endométrio do que as que receberam placebo.
Além disso, os quatro medicamentos analisados aumentaram a ocorrência de trombose.
“O risco do câncer de útero é estatisticamente real, mas é o fator que menos assusta porque a doença tende a ser pouco agressiva e é descoberta precocemente. Um derrame ou uma trombose preocupam mais porque não mandam aviso”, diz Katz.
Mas, segundo Max Mano, a quimioprevenção ainda é controversa.
“O remédio não dá a garantia de prevenção, ele reduz a chance. E, para isso, você expõe uma mulher saudável ao risco de ter outras doenças como efeito colateral. Tem que colocar na balança pra ver se vale a pena.”

cancer de mama

7684 – Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama


Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.
Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo –droga já usada no país para outros fins.
A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.
A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente –característica de até 70% do total dos casos.
O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%.”
O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês. Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça.
Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada. Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação.
Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja
incorporado à rede pública.

6118 – Medicina – Há associação entre câncer de mama e os níveis de melatonina?


Dados experimentais obtidos de animais sugerem a existência de um papel protetor por parte do hormônio da glândula pineal, a melatonina, no que tange ao desenvolvimento dos tumores da mama. Estudos realizados até o momento não forneceram informações consistentes que sustentem tal hipótese em humanos. Pesquisadores da Universidade de Oxford e do Guy’s Hospital, no Reino Unido, investigaram a associação entre baixos níveis de melatonina e o aumento do risco de ocorrência de câncer de mama em mulheres inglesas. Publicados no periódico Journal of the National Cancer Institute, os resultados encontrados a partir de análises de radioimunoensaios não evidenciam associação entre os níveis de melatonina e o risco para câncer de mama.

6014 – Genética – O gene do câncer de mama


Uma geneticista da Universidade da Califórnia, provou em 1990, que o gene do câncer de mama estava em algum lugar do cromossomo 17. Fez isso demosntrando que existiam alterações nesse cromossomo em centenas de pacientes com o câncer no seio e nos ovários, sendo que algumas dessas mulheres apresentavam os 2 tumores ao mesmo tempo. A partir daí, a cientista não cansou de procurar o gene culpado. Mesmo sem ter encontrado o endereço exato, ela foi reconhecida pelo mérito de ter lançado a corrida atrás do BRCA1.

Marie-Claire King

Ela é professora da Universidade de Washington , onde ela estuda as genética e interação da genética e as influências ambientais sobre as condições humanas, tais como HIV e lúpus , hereditário a surdez, e também câncer de mama e câncer de ovário.
King começou sua carreira com uma licenciatura em matemática (cum laude) da Faculdade Carleton . Ela completou seu doutorado em 1973 na Universidade da Califórnia, Berkeley em genética, após seu conselheiro Allan Wilson convenceu a mudar de matemática para a genética. Em seu trabalho de doutorado em Berkeley (1973), ela demonstrou por meio de análise de proteínas comparativa que chimpanzés e humanos são 99% geneticamente idênticos, um achado que surpreendeu o público na época, revolucionou a biologia evolutiva, e hoje é de conhecimento comum.
A descoberta do “gene do câncer de mama” revolucionou o estudo de inúmeras outras doenças comuns; antes e durante 16 anos de trabalho de King sobre este projeto, a maioria dos cientistas tinha desrespeitado as suas ideias sobre a interacção da genética com a doença humana complexa.

6008 – Medicina – Câncer de Mama


Nos EUA, a cada 3 minutos é detectado um tumor de mama. Só lá são180 mil novos casos por ano.
No Brasil, a cada 24 minutos surge alguma paciente com tal tipo de câncer. Aqui são 22 mil novos casos por ano.
Sinais de alerta: Aparecimento de nódulos nos seios e alterações que persistem, tais como inchaço ou retração das mamas ou mesmo irritações na pele ao seu redor.
A probabilidade de desenvolver a doença aumenta com a idade, principalmente quando existem outros episódios na família. Mulheres que entraram na menopausa com mais de 50 anos de idade ou que nunca tiveram filhos também tem mais chances de adoecer.
A partir dos 20 anos, as mulheres devem se auto-examinar, apalpando as mamas em busca de nódulos, uma vez por mês, na primeira semana após o fim da menstruação. Depois dos 40 anos é preciso fazer um exame de mamografia todo o ano.

Tratamento – Quando é pequeno, o tumor pode ser isolado e arrancado numa cirurgia.Tumores maiores, porém, exigem a retirada de boa parte ou de toda a mama, que pode ser reconstituída numa plástica mais tarde. De qualquer forma, tais operações são combinadas com rádio e quimioterapia.
Nos últimos 40 anos, a incidência de cura subiu de 78 para 93%, quando o diagnóstico é feito em estágios iniciais.

4726 – Identificado o ponto fraco do câncer de mama


Folha Ciência

Uma nova pesquisa diz ter mostrado que as mitocôndrias (as usinas de energia das células) são, ao mesmo tempo, a base da existência do câncer e o calcanhar de aquiles da doença.
É uma afirmação grandiosa, que ainda precisa de mais estudos para ser comprovada, mas o trabalho coordenado por Michael Lisanti, da Universidade Thomas Jefferson (EUA), traz dados intrigantes sobre a ação dos tumores –um comportamento que tem algo de vampiresco.
Usando amostras de cânceres de mama, cercadas de tecido saudável, não afetado pelo tumor, os cientistas verificaram que as células tumorais aparentemente estavam “sugando” as sadias, usando-as como combustível para suas mitocôndrias.
Esses “pulmões” celulares são responsáveis por usar o oxigênio para produzir energia.
Em laboratório, os pesquisadores americanos buscaram, nas células tumorais e nas suas vizinhas sadias, sinais das substâncias produzidas pelas mitocôndrias.
O que eles viram é que, enquanto as células de câncer apresentavam marcas de altíssima atividade das mitocôndrias, as sadias no entorno estavam quase ou totalmente paradas, com pouca ação mitocondrial.
Além disso, as células sem a doença estavam repletas de substâncias químicas que indicavam um “desmanche” celular. Era como se elas estivessem se desmontando e mandando matérias-primas para as células cancerosas.
Por isso, a pesquisa compara a relação entre os dois tipos de célula à interação entre um parasita e seu hospedeiro –com o câncer no papel parasitário, claro.
A estratégia óbvia para acabar com a brincadeira envolveria o uso de drogas que inibam a atividade das mitocôndrias, já que elas afetariam o tumor seletivamente.
Por sorte, esse tipo de remédio já existe, sendo usado contra diabetes, por exemplo. Se o estudo estiver correto, não deve ser muito difícil levar a ideia para os hospitais.
A pesquisa está na revista científica “Cell Cycle”.

4343 – Radioterapia contra o câncer de mama


Um estudo com mais de 10 mil pacientes com câncer de mama mostra que o uso de radioterapia após a cirurgia corta pela metade o risco de volta do tumor em dez anos.
Apenas 30% dos cânceres vêm de genes herdados
A pesquisa foi publicada hoje na revista médica inglesa “Lancet”.
O trabalho, o maior já feito até agora sobre o tema, reúne dados de mulheres que participaram de 17 estudos sobre radioterapia após a realização da cirurgia que conserva as mamas. Uma outra opção é fazer a retirada total.
Após os dez anos da pesquisa, 35% das mulheres que não fizeram radioterapia sofreram uma volta do tumor.
Nas que fizeram o tratamento, 19% voltaram a ter a doença em algum momento.
Segundo os autores, o trabalho mostra que a radioterapia reduz a mortalidade por câncer de mama, porque mata focos microscópicos do tumor que podem causar sua volta ou uma metástase.
O câncer é hereditário?
Nesta segunda-feira, o pai do ator Reynaldo Gianecchini, 38, que faz tratamento contra um câncer linfático, morreu em consequência de um tumor no pâncreas.
O caso do pai, que tinha 72 anos, e do filho enfrentando a doença ao mesmo tempo pode indicar um componente hereditário da doença.
Mas só uma minoria dos tumores têm causas hereditárias. De acordo com um oncologista coordenador da unidade de aconselhamento genético do Hospital Sírio-Libanês, só 30% dos tumores são determinados por um conjunto de genes herdados da família.
Do total, em torno de 5% estão ligados a mutações específicas. Os médicos já conhecem algumas dessas mutações em trechos de DNA definidos. As mutações nos genes chamados de BRCA1 e 2, por exemplo, estão fortemente ligadas a tumores de mama, ovário, pele e pâncreas.
Quem tem esse tipo de mutação carrega o que os médicos chamam de síndrome. A de Lynch, por exemplo, causa tumores no intestino. Outras, como a de Li-Fraumeni, dão origem a vários tipos de tumor na mesma família.
Testes desse tipo só estão disponíveis na rede privada. Para saber quais são os pacientes que precisam desse tipo de teste, os médicos observam alguns sinais: o número de pessoas na família que tiveram câncer; o número de familiares que tiveram o mesmo tipo de tumor; se há pessoas em que a doença apareceu cedo (câncer de mama antes dos 40 anos, por exemplo) e se uma pessoa teve dois tipos diferentes de tumor em seguida ou em dois lados do corpo de forma independente.
Quando os médicos encontram um caso de risco, é possível tomar medidas preventivas, de acordo com a síndrome que a pessoa tem.
Uma das principais providências é aumentar a frequência de exames periódicos, como colonoscopias, mamografias e testes para tumor de próstata, dependendo da região do corpo que estiver em risco. O aumento da atividade física também é uma estratégia importante.
Alguns remédios podem ser usados para evitar tumores. O tamoxifeno, que interfere na atividade do hormônio feminino estrogênio, por exemplo, reduz o risco de câncer de mama. A aspirina, em doses baixas, pode prevenir o tumor de intestino.
Em casos de alto risco, o médico pode recomendar uma cirurgia preventiva, como a retirada parcial ou total das mamas, do intestino ou da tireoide, por exemplo.

3789 – Câncer de Mama – Sentença Genética


O gene causador de tumores nos seios ficou conhecido, sendo assim mais fácil prevenir a doença que ataca uma a cada 8 mulheres no mundo. Finalmente foi reconhecida a porção de DNA culpada pela doença.
5% já nascem com o DNA defeituoso. Nas demais, o defeito pode aparecer mais tarde, provocados por fatores como radiação. Sabia-se que o gene associado ao câncer de mama estava em algum lugar na metade inferior do cromosso o 17 e também que mulheres com mutações nessa região tem 85% de chance de desenvolver a doença. Era preciso vasculhar uma molécula de DNA com milhões de sub-unidades; os chamados pares de base e daí saber qual o grupo de pares formando um gene seria o famoso BRCA 1. Foi examinado amostras de sangue de pessoas pertencentes a família com grandes incidências de câncer. Num futuro próximo, qualquer mulher poderá saber se carrega ou não tal gene, com um simples exame de sangue, mas nada garante evitar o câncer, ao menos por enquanto. É necessário saber também o que ativa o gene que também é suspeito de causar o câncer de ovário.