13.505 – Mega Memória Futebol – Há 40 anos, Corinthians era campeão paulista depois de 23 anos


palhinha
Palhinha, contratado por causa da Libertadores, carregaria o time nas costas

O dia 13 de outubro de 1977 está na cabeça de todo torcedor do Corinthians, seja aquele que viveu aquele momento, seja aquela que nasceu depois. A data marcou o fim de um sofrimento corintiano que durou 23 anos: desde 1954 a equipe não conquistava um título de expressão, o Campeonato Paulista. Com Oswaldo Brandão de técnico em 1977 e um gol de Basílio, a vitória sobre a Ponte Preta colocou fim à falta de títulos.

O Corinthians fez um primeiro turno fraco e foi eliminado no fase de grupos. No segundo turno, se recuperou e garantiu vaga no turno decisivo. Com o primeiro lugar em um grupo com São Paulo, Portuguesa e Guarani, fez a final contra a Ponte Preta, campeã do outro grupo.
A decisão seria em duas ou três partidas no Morumbi. Na primeira, vitória de 1 a 0 para o Corinthians (gol de Palhinha). Na segunda, com 138.032 pagantes, recorde de público no estádio até hoje, um empate daria o título aos corintianos, por terem um ponto extra pela melhor campanha geral. A Ponte Preta venceu por 2 a 1 (gols de Dicá e Rui Rei, e Vaguinho, pelo Corinthians), adiando a decisão para a terceira e decisiva partida, no dia 13 de outubro. O título veio com gol de Basílio, aos 37 minutos do segundo tempo, colocando fim ao doloroso jejum.
Basílio jogou no Corinthians de 1975 a 1981. Atuou em 253 jogos e marcou 29 gols. Foi campeão paulista também em 1979, ao lado de Sócrates e Palhinha. Assumiu o cargo de técnico em 1987, 1989, 1990 e 1992.

Curiosidades: Um ex santista, o ponta esquerda Edu, que esteva na seleção brasileira na Copa de 70 e jogava no Santos ao lado de Pelé ajudou com seus dribles desconcertantes na campanha do Corínthians para o título de 1977. Outro grande nome da campanha foi o atacante Palhinha vindo do Cruzeiro e comprado com a ajuda de um multirão da torcida. Ele veio para reforçar o time na sua primeira participação na Copa Libetadores da América.

5644 – Almanaque – Mega Goleiros – Leão, uma fera no gol


Um verdadeiro leão!

Jogava muito!

Ribeirão Preto, 11 de julho de 1949) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Atualmente,(2012) dirige o São Paulo pela 2ª vez.
Iniciou sua carreira de goleiro nas categorias de base do São José e depois foi para o Comercial FC, de Ribeirão Preto, onde tornou-se profissional. No ano de 1968 Leão transferiu-se para o Palmeiras. Assumiu a posição nas redes pouco depois de chegar, devido a contusão do goleiro titular. A partir daí, foram dez anos de glórias no clube, ganhando inclusive o bi Campeonato Brasileiro de 1972/73. Muitos o consideram um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos.
Jogou 105 vezes pela Seleção Brasileira. Foi reserva na Copa do Mundo de 1970 aos 21 anos de idade. Após aquele Mundial, Leão tornou-se titular absoluto da Seleção de 1971 a 1979. Disputou as Copas do Mundo de 1974, 1978 — permaneceu 457 minutos sem levar gol — e 1986, injustamente na reserva.

Como treinador
Começou sua carreira de técnico em 1987, sendo Campeão Brasileiro pelo Sport. Em 1997 dirigiu o Atlético Mineiro, sagrando-se campeão da Copa Centenário de Belo Horizonte e da extinta Copa Conmebol em jogo conturbado contra o Club Atlético Lanús, na Argentina. Em 1998 voltou a conquistar a Copa Conmebol, desta vez pelo Santos. Seu auge como treinador até hoje foi a segunda passagem pelo Santos, clube ao qual voltou após rápida e conturbada passagem pela Seleção Brasileira. Levou o time ao título brasileiro de 2002, que tirou o clube da fila de 18 anos sem uma grande conquista. Ainda foi vice-campeão brasileiro e vice-campeão da Copa Libertadores em 2003. Saiu em 2004 e foi para o Cruzeiro.
Ainda no mesmo ano foi para o São Paulo, onde conquistou seu último título, o Campeonato Paulista de 2005 e levou o clube à final da Copa Libertadores da América do mesmo ano, que conquistaria mais tarde o título com Paulo Autuori no comando, substituindo Leão que na oportunidade foi para o Vissel Kobe, do Japão, onde teve uma curta passagem de apenas quatro partidas. Depois, assumiu o comando do Palmeiras em 18 de julho de 2005. Foi demitido em 2006 após uma má sequência de resultados, havendo suspeita de ter sido “derrubado” pelos jogadores.
Após breve passagem pelo São Caetano em 2006, Leão assume como técnico do Corinthians, até então último colocado no Campeonato Brasileiro de 2006, e consegue fazer o time terminar na 9ª colocação. Em 3 de abril de 2007, Leão e Corinthians entraram em acordo e o técnico deixou o clube, devido a má campanha do clube no Campeonato Paulista.

Em 27 de julho, acerta com o Atlético Mineiro, levando o time à Copa Sul-Americana de 2008.
Em 15 de dezembro de 2007, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, anunciou a volta de Emerson Leão ao clube, onde se apresentou dois dias depois. Foi a terceira passagem do técnico pela Vila Belmiro.
Mas no dia 27 de maio de 2008, após a eliminação do Santos diante do América (México), pela Libertadores, e da goleada sofrida contra o Cruzeiro (4×0), no Campeonato Brasileiro, Leão, não suportando os maus resultados e as críticas, deixou o comando do time.
Em 2009 assumiu o Atletico Mineiro mais uma vez, e mesmo com um bom desempenho não resistiu a uma goleada para seu maior rival na final do Campeonato Mineiro de 2009, e um mau resultado frente ao Vitória pela Copa do Brasil de 2009.[6] Foi contratado pelo Sport Club do Recife em 3 de junho de 2009 para a temporada de 2009.
Após três vitórias, dois empates e cinco derrotas em apenas um mês e 22 dias a frente do time pernambucano, Emerson Leão foi demitido do Sport após empate contra o Náutico e polêmica sobre uma suposta contratação do atacante Marcelo Ramos.

Em abril de 2010, acertou com o Goiás.Três meses depois, em 21 de julho de 2010, envolveu-se numa polêmica num jogo contra o Vitória, no Barradão. Após o final da partida, Leão agrediu um repórter de uma emissora de rádio local e chegou a receber voz de prisão. Porém, o treinador foi liberado após prestar depoimento.
Em 27 de agosto, após 9 partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro e com o Goiás na última colocação, Leão pediu demissão do clube esmeraldino.
Em 24 de outubro de 2011, Emerson Leão assina contrato para dirigir o São Paulo pela segunda vez.1] O técnico tentará repetir o excelente desempenho que teve no Tricolor Paulista em sua primeira passagem.
Títulos como jogador:
Comercial F.C.
Copa Ribeirão Preto: 1967.
Palmeiras
Campeonato Brasileiro: 1969,1972,1973
Campeonato Paulista: 1972,1974,1976
Troféu Ramón de Carranza: 1969, 1974, 1975
Grêmio
Campeonato Brasileiro: 1981
Campeonato Gaúcho: 1980
Corinthians
Campeonato Paulista: 1983
Brasil
Copa do Mundo: 1970
Títulos como treinador:
Sport
Campeonato Brasileiro – 1987
Campeonato Pernambucano – 2000
Atlético MG
Copa Conmebol – 1997
Copa Centenário de Belo Horizonte – 1997
Santos
Copa Conmebol – 1998
Campeonato Brasileiro – 2002
São Paulo
Campeonato Paulista – 2005
Tokyo Verdy
1992 – Copa Kanagawa (Verdy Kawasaki)
1996 – Copa do Imperador (Verdy Kawasaki)

Curiosidades:

No vídeo acima, a derrota para o Guarani perdendo o título brasileiro não foi nenhum demérito. Esta lendária formação do Guarani talvez tenha sido o melhor time do Guarani de todos os tempos.
Quando jogador suas camisas eram bem diferentes, com estampas chamativas ou listradas com as cores do time que defendia. Quando jogou no Corínthians usava uma camisa zebrada de preto e branco.
É o 2º jogador que mais atuou com a camisa do Palmeiras, ficando atrás apenas de Ademir da Guia, “O Divino”, que atuou 901 vezes. Leão esteve presente em 617 partidas defendendo o gol do Verdão.
É casado com uma psicóloga e tem duas filhas.
Na final da Copa Conmebol em 1997, dirigindo o time do Atlético Mineiro contra o Club Atlético Lanús, Leão teve um osso da face fraturado como resultado de uma violenta briga dentro de campo entre os integrantes das duas equipes, iniciada pelos argentinos. O então técnico atleticano foi atigindo covardemente pelas costas por um dirigente argentino que portava um soco inglês. Apesar disso Leão ficou com o título e teve boa recuperação.
No Corinthians, Leão entrou em choque com os jogadores argentinos do time: Sebastián Domínguez, Javier Mascherano e, principalmente, Tévez. O motivo foi uma declaração do técnico dizendo que não gostava de argentinos. O conflito chegou ao auge quando Leão tirou a faixa de capitão de Tévez sob a alegação de que não entendia o que o jogador portenho falava. Foi a desculpa que Tévez precisava para sair do clube e ir para a equipe inglesa West Ham.
Após a queda do Corinthians para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2 de dezembro de 2007, muito se falou sobre a responsabilidade do antigo dirigente corinthiano, Kia Joorabchian, presidente da firma MSI, nesse fato. Kia não só se eximiu da responsabilidade como também jogou a culpa em outras pessoas como, por exemplo, seu desafeto, Emerson Leão.

Leão nos dias de hoje