9888 – Mega Memória – As Figurinhas Carimbadas


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Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil na década de 40 e traziam jogadores de futebol. Logo, colecionar a foto de seus ídolos virou mania entre os meninos. Foi nessa época que nasceram termos que, ainda hoje, fazem parte do nosso vocabulário, como “figurinha difícil” (algo árduo e trabalhoso) e “trocar figurinha” (conversar).
Nos anos 60, surgiram as figurinhas carimbadas que podiam ser trocadas por prêmios. Alguns álbuns davam prêmios a cada página completada. Abrir um pacotinho era uma emoção: eram duas ou três chances em cada envelope. Os prêmios acabaram proibidos depois de denúncias de que as empresas simplesmente não imprimiam algumas figurinhas. Para as repetidas, a solução era trocar com os amigos ou jogar bafo.
Em 1976, surgiram as figurinhas autocolantes, o que aumentou muito as vendas. Nas décadas de 80 e 90 ficaram populares os álbuns de personagens e filmes de cinema e da tevê.

Carros de Corrida (1969)
Mickey e Donald apresentavam a história do automobilismo. Na pista, máquinas possantes como o Porsche 1965 e a biografia de pilotos como Emerson Fittipaldi e Chico Landi
Superman (1979)
O mais legal do álbum era a última página, em que várias figurinhas formavam um pôster do herói. Nas outras 30 apareciam cenas do filme, os personagens e o nome dos atores
Galeria Walt Disney (1976)
A grande novidade eram as figurinhas autocolantes. Muita gente decorava cadernos, agendas e estojos, deixando álbuns vazios. Outra razão do sucesso foi o fato de atrair a atenção de meninos, meninas e adultos
Chapinhas de Ouro (1979)
Inesquecível álbum de figurinhas redondas e metálicas. Dá para imaginar como o álbum ficava pesado depois de colar as 211 chapinhas que, apesar do nome, eram de aço? O difícil era jogar bafo com figurinhas tão pesadas
Brasil CampeÃo (1958)
Pelé, Zagalo, Garrincha e todos os craques da seleção campeã do mundo na Suécia. Eram apenas 24 figurinhas e o álbum foi lançado depois da conquista
Guerra nas Estrelas (1978)
As figurinhas reproduziam as cenas e tinha um texto que narrava a história, assim o álbum completo parecia com uma fotonovela estrelada por Luke Skywalker e Darth Vader
Turma do Paulistinha (1980)
500 cruzeiros em notas fiscais valiam um pacote com dez figurinhas e o álbum completo dava direito a concorrer a prêmios: entre eles, uma Belina e um Dodge Polara. Só foi lançado em São Paulo
Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
Além da galeria de personagens, havia uma história em branco para preencher com figurinhas em transfix (lembra aquele plastiquinho que você raspava com a unha de um lado e o desenho saía do outro?)
Amar É … (1982)
Um casal peladinho definia o amor com uma frase romântica: “Amar é … dividir tudo, mesmo um saquinho de pipoca ou percorrer a nave da igreja em direção ao altar”. Os cenários, cabelos e roupas dos personagens mudavam de acordo com a frase
Bem me quer (1982)
“Você pediu minha mão e levou meu coração.” As figurinhas com o casal de namoradinhos e frases adocicadas ficaram famosas entre meninas do mundo todo. A australiana Sarah Kay se transformou em celebridade internacional por causa delas
Campeonato Brasileiro (1990)
Além da tabela com todos os jogos, havia fichas completas dos jogadores dos 20 times que disputavam o torneio. Foram vendidas mais de 300 milhões de figurinhas. O número foi superado pelo álbum do campeonato de 1994: 335 milhões, até hoje um recorde
Ping Pong Espanha 82 (1982)
Algumas seleções vinham completas, com fotos de todos os jogadores (a do Brasil tinha até gente que não foi para a Copa). Outras, como El Salvador e Nova Zelândia, vinham pela metade. Mas até hoje tem gente que se lembra do goleiro Arzu, de Honduras
Pokémon (1999, 2001 E 2002)
Os esquisitos personagens japoneses protagonizaram três álbuns. Juntos, eles venderam 280 milhões de figurinhas
Por onde anda Sarah Kay?
A artista ainda mora na mesma casa em Sydney, onde há 20 anos criou o casalzinho apaixonado que virou febre mundial. Ela, que criou os personagens para entreter os filhos Adam e Allison, hoje ganha a vida licenciando seus desenhos para fabricantes de cartões e bonecas.
Truques do bafo
As regras do jogo eram variáveis, o que acabava gerando polêmica. Bater com a palma das mãos ao lado do monte para que o vento virasse as figurinhas valia no meu prédio, mas na escola era considerado crime. Porém lamber ou passar a mão no rosto suado para que as figurinhas grudassem era sempre proibido.

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1. Brasil Campeão (1958)
2. Carros de Corrida (1969)
3. Galeria Walt Disney (1976)
4. Guerra nas Estrelas (1978)
5. Superman (1979)
6. Chapinhas de Ouro (1979)
7. Turma do Paulistinha (1980)
8. Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
9. Turma da Mônica (1981)
10. Tex Willer (1981)
11. Bem me quer (1982)
12. Ping Pong Espanha 82 (1982)
13. Amar É … (1982)
14. Olimpíadas de 84 (1984)
15. Rainbow Brite (1984)
16. Bebês Moranguinho (1987)
17. Campeonato Brasileiro (1990)
18. PokÊmon (1999, 2001 e 2002)

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5644 – Almanaque – Mega Goleiros – Leão, uma fera no gol


Um verdadeiro leão!

Jogava muito!

Ribeirão Preto, 11 de julho de 1949) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Atualmente,(2012) dirige o São Paulo pela 2ª vez.
Iniciou sua carreira de goleiro nas categorias de base do São José e depois foi para o Comercial FC, de Ribeirão Preto, onde tornou-se profissional. No ano de 1968 Leão transferiu-se para o Palmeiras. Assumiu a posição nas redes pouco depois de chegar, devido a contusão do goleiro titular. A partir daí, foram dez anos de glórias no clube, ganhando inclusive o bi Campeonato Brasileiro de 1972/73. Muitos o consideram um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos.
Jogou 105 vezes pela Seleção Brasileira. Foi reserva na Copa do Mundo de 1970 aos 21 anos de idade. Após aquele Mundial, Leão tornou-se titular absoluto da Seleção de 1971 a 1979. Disputou as Copas do Mundo de 1974, 1978 — permaneceu 457 minutos sem levar gol — e 1986, injustamente na reserva.

Como treinador
Começou sua carreira de técnico em 1987, sendo Campeão Brasileiro pelo Sport. Em 1997 dirigiu o Atlético Mineiro, sagrando-se campeão da Copa Centenário de Belo Horizonte e da extinta Copa Conmebol em jogo conturbado contra o Club Atlético Lanús, na Argentina. Em 1998 voltou a conquistar a Copa Conmebol, desta vez pelo Santos. Seu auge como treinador até hoje foi a segunda passagem pelo Santos, clube ao qual voltou após rápida e conturbada passagem pela Seleção Brasileira. Levou o time ao título brasileiro de 2002, que tirou o clube da fila de 18 anos sem uma grande conquista. Ainda foi vice-campeão brasileiro e vice-campeão da Copa Libertadores em 2003. Saiu em 2004 e foi para o Cruzeiro.
Ainda no mesmo ano foi para o São Paulo, onde conquistou seu último título, o Campeonato Paulista de 2005 e levou o clube à final da Copa Libertadores da América do mesmo ano, que conquistaria mais tarde o título com Paulo Autuori no comando, substituindo Leão que na oportunidade foi para o Vissel Kobe, do Japão, onde teve uma curta passagem de apenas quatro partidas. Depois, assumiu o comando do Palmeiras em 18 de julho de 2005. Foi demitido em 2006 após uma má sequência de resultados, havendo suspeita de ter sido “derrubado” pelos jogadores.
Após breve passagem pelo São Caetano em 2006, Leão assume como técnico do Corinthians, até então último colocado no Campeonato Brasileiro de 2006, e consegue fazer o time terminar na 9ª colocação. Em 3 de abril de 2007, Leão e Corinthians entraram em acordo e o técnico deixou o clube, devido a má campanha do clube no Campeonato Paulista.

Em 27 de julho, acerta com o Atlético Mineiro, levando o time à Copa Sul-Americana de 2008.
Em 15 de dezembro de 2007, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, anunciou a volta de Emerson Leão ao clube, onde se apresentou dois dias depois. Foi a terceira passagem do técnico pela Vila Belmiro.
Mas no dia 27 de maio de 2008, após a eliminação do Santos diante do América (México), pela Libertadores, e da goleada sofrida contra o Cruzeiro (4×0), no Campeonato Brasileiro, Leão, não suportando os maus resultados e as críticas, deixou o comando do time.
Em 2009 assumiu o Atletico Mineiro mais uma vez, e mesmo com um bom desempenho não resistiu a uma goleada para seu maior rival na final do Campeonato Mineiro de 2009, e um mau resultado frente ao Vitória pela Copa do Brasil de 2009.[6] Foi contratado pelo Sport Club do Recife em 3 de junho de 2009 para a temporada de 2009.
Após três vitórias, dois empates e cinco derrotas em apenas um mês e 22 dias a frente do time pernambucano, Emerson Leão foi demitido do Sport após empate contra o Náutico e polêmica sobre uma suposta contratação do atacante Marcelo Ramos.

Em abril de 2010, acertou com o Goiás.Três meses depois, em 21 de julho de 2010, envolveu-se numa polêmica num jogo contra o Vitória, no Barradão. Após o final da partida, Leão agrediu um repórter de uma emissora de rádio local e chegou a receber voz de prisão. Porém, o treinador foi liberado após prestar depoimento.
Em 27 de agosto, após 9 partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro e com o Goiás na última colocação, Leão pediu demissão do clube esmeraldino.
Em 24 de outubro de 2011, Emerson Leão assina contrato para dirigir o São Paulo pela segunda vez.1] O técnico tentará repetir o excelente desempenho que teve no Tricolor Paulista em sua primeira passagem.
Títulos como jogador:
Comercial F.C.
Copa Ribeirão Preto: 1967.
Palmeiras
Campeonato Brasileiro: 1969,1972,1973
Campeonato Paulista: 1972,1974,1976
Troféu Ramón de Carranza: 1969, 1974, 1975
Grêmio
Campeonato Brasileiro: 1981
Campeonato Gaúcho: 1980
Corinthians
Campeonato Paulista: 1983
Brasil
Copa do Mundo: 1970
Títulos como treinador:
Sport
Campeonato Brasileiro – 1987
Campeonato Pernambucano – 2000
Atlético MG
Copa Conmebol – 1997
Copa Centenário de Belo Horizonte – 1997
Santos
Copa Conmebol – 1998
Campeonato Brasileiro – 2002
São Paulo
Campeonato Paulista – 2005
Tokyo Verdy
1992 – Copa Kanagawa (Verdy Kawasaki)
1996 – Copa do Imperador (Verdy Kawasaki)

Curiosidades:

No vídeo acima, a derrota para o Guarani perdendo o título brasileiro não foi nenhum demérito. Esta lendária formação do Guarani talvez tenha sido o melhor time do Guarani de todos os tempos.
Quando jogador suas camisas eram bem diferentes, com estampas chamativas ou listradas com as cores do time que defendia. Quando jogou no Corínthians usava uma camisa zebrada de preto e branco.
É o 2º jogador que mais atuou com a camisa do Palmeiras, ficando atrás apenas de Ademir da Guia, “O Divino”, que atuou 901 vezes. Leão esteve presente em 617 partidas defendendo o gol do Verdão.
É casado com uma psicóloga e tem duas filhas.
Na final da Copa Conmebol em 1997, dirigindo o time do Atlético Mineiro contra o Club Atlético Lanús, Leão teve um osso da face fraturado como resultado de uma violenta briga dentro de campo entre os integrantes das duas equipes, iniciada pelos argentinos. O então técnico atleticano foi atigindo covardemente pelas costas por um dirigente argentino que portava um soco inglês. Apesar disso Leão ficou com o título e teve boa recuperação.
No Corinthians, Leão entrou em choque com os jogadores argentinos do time: Sebastián Domínguez, Javier Mascherano e, principalmente, Tévez. O motivo foi uma declaração do técnico dizendo que não gostava de argentinos. O conflito chegou ao auge quando Leão tirou a faixa de capitão de Tévez sob a alegação de que não entendia o que o jogador portenho falava. Foi a desculpa que Tévez precisava para sair do clube e ir para a equipe inglesa West Ham.
Após a queda do Corinthians para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2 de dezembro de 2007, muito se falou sobre a responsabilidade do antigo dirigente corinthiano, Kia Joorabchian, presidente da firma MSI, nesse fato. Kia não só se eximiu da responsabilidade como também jogou a culpa em outras pessoas como, por exemplo, seu desafeto, Emerson Leão.

Leão nos dias de hoje