7034 – Futurologia – E o Petróleo?


Um xeique sonhava com o seu Rolls-Royce puxado por dois camelos enquanto via a bomba de gasolina secar.
O suprimento de petróleo se formou em milênios, eras, éons, mas era consumido em séculos, década, anos. A conta era a seguinte: até 1990, haviam sido consumidos 650 bilhões de barris; restavam outros 950 bilhões descobertos. A produção acabaria atingindo um pico. Depois disso, só haveria queda.
Mas a realidade se mostrou diferente. As reservas provadas subiram para 1 653 bilhões de barris, em 2011, segundo a British Petrol. Hoje também se consegue fazer mais com menos energia (é só comparar o consumo do seu carro com o do primeiro carro do seu pai). E, por fim, nunca se investiu tanto em fontes alternativas de energia. E por que o cenário melhorou? Exatamente porque o petróleo vai acabar.
As fontes tradicionais de petróleo como os gigantescos campos no Oriente Médio devem parar de crescer em 2030, segundo a Agência Internacional de Energia. Isso numa época em que o consumo de petróleo terá aumentado 50%. A consequência natural é que o preço do petróleo aumente. E isso é bom para a exploração em reservas antigamente consideradas inviáveis.
Em 1993, o barril custava o equivalente a 27 dólares de hoje. Passados 20 anos, seu valor é 4 vezes maior – próximo ao preço de 1980, em plena crise do petróleo. Com uma etiqueta desse valor, já passou a valer a pena investir em tecnologia e infraestrutura para explorar reservas difíceis de alcançar, como os 70 bilhões a 100 bilhões de barris do pré-sal brasileiro, os mais de 100 bilhões de barris de petróleo extrapesado venezuelano, os 175 bilhões de barris nas areias de alcatrão canadense e os 90 bilhões de barris do Ártico. O resultado é que, em vez de um pico seguido por queda, deverá haver um teto ondulante, mantido pela exploração de reservas cada vez mais difíceis, mas viáveis por conta dos altos preços do petróleo.
Nas duas últimas décadas a matriz energética do mundo ganhou um gás. Literalmente. A oferta de gás natural aumentou tremendamente nos EUA, China, Austrália, Moçambique, Qatar e Tanzânia – 45% dela em reservas não convencionais, como o gás de xisto, que nos EUA subiram de 2% na década passada para 37% do total produzido. Lá, as reservas são suficientes para dois séculos.
O problema mais sério é que as fontes não convencionais de hidrocarbonetos são ainda mais poluentes. Para cada parte de petróleo tirado da areia de alcatrão canadense, por exemplo, são usadas outras 4 partes de água doce. Além de energia para derreter a coisa. E o fato de continuarmos a depender de hidrocarbonetos (e conseguir extraí-los) agrava o verdadeiro problema que encontraremos no futuro: a mudança climática

6991 – Marketing – Os Logos Mais Famosos


Os logotipos são como as ‘caras’ das empresas. Por isso, toda vez que uma companhia decide mudar o seu logo, isso envolve muito mais do que criar apenas um novo desenho. Isso significa também que há uma ‘indústria’ que vive disso – e ganhando muito bem. Porém, algumas das marcas mais famosas não gastaram nadinha para criar suas imagens. Você sabe quais delas investiram fortunas e quais tiveram gasto zero?

Pepsi

Quanto custou?
1.000.000 de dólares.
O novo logo da Pepsi foi desenhado pelo Grupo Arnell, uma reconhecida empresa de design e criação de marcas, em 2008. O preço citado acima inclui um pacote completo de renovação da marca, embora ninguém tenha reparado muito nisso. Dinheiro jogado fora?

Coca Cola

Quanto custou?
Nada.
O famoso logo da Coca-Cola foi criado por Frank Mason Robinson, em 1885. Na época, Mason era escriturário de John Pemberton, o criador da bebida, e teve a ideia de fazer o logo com a letra cursiva. A fonte usada, conhecida como Spencerian Script, foi desenvolvida no meio do século 19 e era a forma dominante da escrita à mão nos Estados Unidos na época.

Britsh Petrol

Quanto custou?
211.000.000 de dólares.
Redesenhado também no ano 2000, o logo da British Petrol custou uma verdadeira fortuna. A companhia multinacional de petróleo e gás queria lançar um novo conceito para a marca, depois de passar anos usando o escudo com as iniciais da empresa como logotipo. O novo logo, conhecido como “Helios”, o deus do Sol na Grécia Antiga, representaria a energia dinâmica em todas as suas formas. No preço acima, estão incluídos os custos de redesenhar o logo e também de substituir o símbolo em todos os veículos e locais da empresa.

Google

Quanto custou?
Nada.
O logo da empresa foi desenhado em 1998 por Sergey Brin, um dos próprios fundadores da companhia. Depois disso, sofreu algumas pequenas alterações, mas o conceito original se manteve intacto. O logotipo também ganha versões divertidas em datas especiais, que são chamadas de doodles. Na imagem acima, dá para ver o primeiro logo do Google e o seu logo atual.

Olimpíadas de Londres 2012

Quanto custou?
625.000 dólares.
Por quê?
Desenhado pela agência londrina de design de marcas Wolff Ollins, em 2007, o logo dos Jogos Olímpicos de Londres causou ~polêmica~. Teve gente que viu a suástica, pessoas em ato sexual e até a palavra “ZOR”.

Nike

Quanto custou?
35 dólares.
O logo da Nike, um dos mais fáceis de ser reconhecido, foi criado por Carolyn Davidson em 1975. O preço incluiu apenas o design do logo, que mais tarde foi sendo refinado. Mas, assim como o logotipo da Coca-Cola, ele manteve intacto o conceito original.