11.019 – Desenvolvimento – Brasil é o 6º com a energia mais cara do mundo


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Um ranking que mede o custo da energia para a indústria foi divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) no dia 9 de janeiro. Ele mostra que o custo desse insumo no Brasil é de 402,26 reais por MW-h. O valor é 46% superior à média internacional, de 275,74 por MW-h.
Entre os países analisados, a Índia apresenta o custo de energia elétrica mais alto (596,96 reais por MW-h). Em seguida vêm Itália (536,14 reais), Singapura (459,38 reais), Colômbia (414,10 reais), República Tcheca (408,91 reais) e Brasil (402,26 reais).
Em 2014, o Brasil ocupava a 11ª posição no ranking. Ou seja, as coisas pioraram por aqui.

10.947- Mega Byte – O Imprevisível que “colou” – O começo da internet no Brasil


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Vejamos como foi o histórico da internet aqui no Brasil que se iniciou em setembro de 1988. As conexões inicialmente foram feitas em setor acadêmico e somente anos depois foi destinada a usuários domésticos e empresas.
A internet no Brasil iniciou-se em setembro de 1988 quando no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado no Rio de Janeiro, conseguiu acesso à Bitnet, através de uma conexão de 9 600 bits por segundo estabelecida com a Universidade de Maryland.
Dois meses depois foi a vez da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também ligou-se à Bitnet, por meio de uma conexão com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago. Algum tempo depois, a Fapesp criou a rede ANSP (Academic Network at São Paulo), interligando a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Mais tarde, ligaram-se à ANSP a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).
Em maio de 1989, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também ligou-se à rede Bitnet, através da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), constituindo-se no terceiro ponto de acesso ao exterior. Em 1981 foi fundado o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), autônomo e apartidário o Ibase sempre teve como um de seus objetivos a disseminação de inframções a sociedade civil. Isso incluía a democratização do acesso às redes de computadores no país.
Em meados da década de 80, o Ibase integrou-se a um projeto internacional chamado Interdoc. Sua finalidade era o uso do correio eletrônico para o intercâmbio de informações entre ONGs (organizações não-governamentais) de todo o mundo. Participavam do projeto dezenas de entidades da África, América Latina, Ásia e Europa. Contudo, o uso desse sistema ainda era extremamente caro. Fazia-se necessário encontrar meios alternativos para facilitar essa conexão internacional e reduzir os custos de comunicação.
Alternex, um serviço internacional de mensagens e conferências eletrônicas pioneiro no país. Através do Alternex era possível trocar mensagens com diversos sistemas de correio eletrônico de todo o mundo, incluindo a Internet. O Alternex foi, portanto, o primeiro serviço brasileiro de acesso à Internet fora da comunidade acadêmica.
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Finalmente aberta ao usuário comum
A situação permaneceu assim até meados de 94, quando a Internet ultrapassou as fronteiras acadêmicas e começou a chegar ao ouvido de muitos brasileiros. No dia 17 de julho daquele ano, o jornal Folha de S.Paulo dedicou a edição dominical do seu caderno Mais! à “superinfovia do futuro”. E anunciava: “nasce uma nova forma de comunicação que ligará por computador milhões de pessoas em escala planetária”.
Quase no final de 94, o governo brasileiro – que até então pouco tinha feito pela Internet no Brasil – divulgava, através do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações, a intenção de investir na nova tecnologia. A criação da estrutura necessária para a exploração comercial da Internet ficou a cargo da Embratel e da RNP.
No final de 94, a Embratel iniciou seu serviço de acesso à Internet em caráter experimental. Cinco mil usuários foram escolhidos para testar o serviço. Alguns meses depois, em maio de 95, o acesso à Internet via Embratel começou a funcionar de modo definitivo. Mas a exclusividade da Embratel no serviço de acesso a usuários finais desagradou à iniciativa privada. Temia-se que a Embratel e outras empresas de telecomunicações dominassem o mercado, criando um monopólio estatal da Internet no Brasil
Diante disso, o Ministério das Comunicações tornou pública a posição do governo de que não haveria monopólio e que o mercado de serviços da Internet no Brasil seria o mais aberto possível.
Ainda nesta época, foi criado o Comitê Gestor Internet Brasil, com o objetivo de traçar os rumos da implantação, administração e uso da Internet no país. Participariam do Comitê Gestor membros do Ministério das Comunicações e do Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes de provedores e prestadores de serviços ligados à Internet e representantes de usuários e da comunidade acadêmica. O Comitê Gestor teria ainda como atribuições principais: fomentar o desenvolvimento de serviços da Internet no Brasil, recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais, além de coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços da Internet.
Apesar do mercado promissor, as coisas continuaram assim, meio capengas, por todo o ano de 95. A Embratel e o Ministério das Comunicações não facilitavam as iniciativas dos provedores privados: a estrutura necessária não estava totalmente implantada e havia indefinições sobre os preços a serem cobrados. Mesmo assim, uma dezena de provedores já operava até o final de 95 conectados à Internet através da Embratel. Outros, como a IBM e a Unisys, começaram a implantar suas próprias conexões internacionais.
O grande boom da rede aconteceu ao longo do ano de 1996. Um pouco pela melhoria nos serviços prestados pela Embratel, mas principalmente pelo crescimento natural do mercado, a Internet brasileira crescia vertiginosamente, tanto em número de usuários quanto de provedores e de serviços prestados através da rede.

10.827 – Atividades Econômicas – A Criação de Búfalos no Brasil


Os búfalos chegaram ao Brasil no final do século XIX (originados da Ásia, Europa e Caribe), alocados inicialmente na região norte e posteriormente espalhados para outras regiões do país (sul). Essa introdução foi muito mais pela curiosidade em relação aos animais que interesse em explorá-los economicamente.

bufalo grafico

O desenvolvimento da exploração econômica desses animais, despertou apenas na década de 80, onde alguns criadores passaram a avaliar e quantificar as características zootécnicas dos búfalos. Inicialmente os animais foram destinados à produção de carne, sendo posteriormente reconhecido também sua habilidade para a produção de leite (% de gordura do leite de búfala é maior que o do leite da vaca, o que gera um maior rendimento por exemplo para produção de queijo).

10.822 – Pesquisa Científica – Brasil investe pouco em Ciência


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Pelo menos é a conclusão da Revista Nature
Segundo ranking da revista “Nature”, o Brasil é um dos países com menor eficiência no gasto com ciência. Ele figura em 50º entre 53 avaliados, atrás de países como Irã, Paquistão e Ucrânia. O país, no quesito, só é melhor que Egito, Turquia e Malásia.
A medida é feita pela divisão do número de artigos publicados em 68 revistas científicas internacionais de alto prestígio pelo total de investimentos em pesquisa.
Em 2013, segundo a Nature, o Brasil publicou 670 artigos nessas revistas. Seu gasto com ciência e desenvolvimento é da ordem de US$ 30 bilhões ao ano.
Em comparação, o Chile publicou mais que o Brasil (717 artigos), gastando menos de US$ 2 bilhões, um desempenho muito bom. Israel publicou 1.008 artigos gastando cerca de US$ 9 bilhões.
O país mais eficiente é a Arábia Saudita, que tem conseguido um ótimo retorno com estudos da área de energia e gás. Publicou 288 artigos gastando, segundo o último dado disponível, cerca de US$ 500 milhões ao ano –os dados incluem dinheiro público e privado.
Como algumas revistas científicas especializadas em física publicam uma quantidade muito grande de artigos, a metodologia da “Nature”, que dá origem ao ranking , conta ainda com um fator de ponderação para corrigir essa distorção, entre outros ajustes metodológicos.
Assim, artigos de ciências biológicas e de química valem mais, para que países fortes em exatas não fiquem artificialmente melhor colocados.
Nem tudo é má notícia: o desempenho brasileiro –calculado para o ano de 2013– comparado ao de 2012 melhorou em 17,3%: o pais ocupa agora a 23ª posição no ranking geral –sem considerar a eficiência. Antes, o Brasil ocupava a 26º posição.
José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, avalia o desempenho como “inadequado perante a grandeza do país”, já que o Brasil, se tivesse um desempenho de acordo com sua economia, deveria figurar entre os sete melhores do mundo.
Rogério Meneghini, diretor científico do SciELO –banco virtual de dados bibliográficos–, avalia positivamente a iniciativa da “Nature”.
Segundo ele, o ranking cobre artigos de projeção muito grande, e que certamente terão em média um alto índice de citações –outra maneira de medir a relevância científica de um trabalho.
Em avaliações que analisam uma quantidade maior de revistas, a participação brasileira em porcentagem de artigos publicados está em 2,5%. No ranking da “Nature”, o país tem só 1,1% (13º lugar).
Em termos brutos, é o país com maior publicação científica da América Latina. Quando se analisa, porém, o volume de pesquisa produzido a cada mil pesquisadores, o Chile lidera a região com um índice cinco vezes maior que o do Brasil, que fica atrás também de México e Argentina.
O ranking da Nature também classifica as instituições por produtividade em pesquisa. Dentre as 200 melhores, não há nenhuma latino-americana. O ranking é liderado pela Academia Chinesa de Ciências, seguida por Harvard (EUA) e pela Sociedade Max Planck (Alemanha).
A universidade latino-americana mais bem colocada é a USP, também primeira colocada entre as universidades brasileiras no Ranking Universitário Folha. Ela aparece em 271º lugar na “Nature”, seguida por UFRJ (557º), Unesp (574º) e Unicamp (613º).
Krieger considera que a USP, assim como a ciência brasileira, precisa aumentar não só a quantidade, mas principalmente a qualidade de sua produção científica. Segundo ele, o Nature Index pode ser um bom indicador da qualidade da pesquisa nas áreas que ela avalia.

10.586 – (In) Justiça Social – Fortuna de bilionários corresponde a 8% do PIB do Brasil


dólar

Onde há injustiça há revolta:

A economia brasileira pode estar em recessão, mas o número de super-ricos no país cresce de forma exponencial. O Brasil somou 61 bilionários este ano e entrou para a lista dos dez países com o maior número de pessoas que fazem parte da elite da economia mundial. A fortuna de 182 bilhões de dólares dos integrantes do seleto grupo corresponde a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e é superior ao PIB de 100 diferentes países, incluindo Nova Zelândia, Bangladesh e Vietnã (a nova fronteira econômica asiática).
O Brasil subiu duas posições no ranking das economias com o maior número de bilionários, ocupando pela primeira vez a nona colocação, apontaram dados divulgados pelo banco UBS. O ranking contabiliza o número de pessoas com ativos e fortunas acima de 1 bilhão de dólares. O Brasil ganhou 11 novos bilionários em apenas um ano, o que representa um crescimento de 22%. O país soma mais bilionários que economias tradicionais, como França, Itália, Canadá e Japão.
São Paulo é a maior capital dos super-ricos da América Latina e a sexta maior capital do mundo, com 36 bilionários. Juntos acumulam patrimônio de 91 bilhões de dólares, sendo que 61% construíram a própria fortuna e 83% nasceram no Brasil. Um terço dos bilionários paulistanos, entretanto, nem sequer tem um título universitário.

10.334 – Investimento anual do Brasil em pesquisa científica é superior a duas Copas


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Enquanto os gastos do Brasil com a Copa do Mundo estão em R$ 25,6 bilhões, o investimento anual do país em pesquisa científica chega a R$ 59,4 bilhões (US$ 27 bilhões), somando as iniciativas pública e privada. A comparação foi feita pela revista Nature, que traz um panorama sobre a ciência sul-americana. De acordo com a publicação, o Brasil é o líder em publicações científicas na América do Sul, mas ainda perde para outros países no impacto dessas pesquisas e na quantidade de cientistas em relação à população total.
Com 40.306 publicações em 2013, o Brasil está bem à frente do segundo colocado, a Argentina, com 9.337 artigos. “Nos últimos 20 anos, a produção científica do Brasil aumentou em mais de cinco vezes, enquanto a economia quase triplicou em termos de poder de compra. O país detém mais de dois terços das publicações da América do Sul, mas é semelhante a Argentina, Uruguai e Chile em artigos per capita”, relata Richard Van Noorden, em seu artigo para a revista. Ele observa, porém, que a quantidade de pesquisa produzida no continente pode estar subestimada pelo fato de que muitos dos periódicos em que os cientistas desses países publicam seus artigos são excluídos das bases de dados que produzem as estimativas. Apesar de o Brasil deter o maior número de publicações, o Chile tem mais patentes e a Argentina vence na proporção entre habitantes que trabalham na ciência.
Um problema enfrentando pela pesquisa sul-americana é que ela não recebe muitas citações (quando outros artigos fazem referência a um determinado estudo), que são uma forma de medir o impacto da pesquisa. A média da América do Sul, assim como a do Brasil, está abaixo da mundial.
Em termos de investimento, o Brasil é o único país do continente que destina mais de 1% de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. Em 2010 a cifra foi de 1,16%, enquanto o líder mundial, Israel, investiu 4,35% de seu PIB, de acordo com dados do Banco Mundial.
COLABORAÇÃO INTERNACIONAL
Questionados pela Nature sobre qual tipo de ajuda internacional traria mais benefícios à ciência, pesquisadores sul-americanos apontaram dois fatores: a acolhida de estudantes da América do Sul em laboratórios de outros continentes e visitas de cientistas estrangeiros a laboratórios sul-americanos.
Apesar do fluxo de estudantes da América do Sul para os Estados Unidos e a Europa ter aumentado nos últimos anos, o Brasil ainda deixa a desejar: em 2013, menos de 11 mil graduandos e pós-graduandos foram para os Estados Unidos, número menor do que o do Vietnã e da Turquia. A soma de todos os estudantes da América Latina e do Caribe que foram ao país corresponde a menos de um terço dos pesquisadores enviados pela China.
Em uma seleção de exemplos de excelência na pesquisa, a revista escolheu no Brasil a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que em 2013 investiu 512 milhões no financiamento de pesquisas. Criada em 1960, a agência tem um orçamento anual correspondente a 1% do total da receita tributária do Estado. A revista destaca o investimento feito em pesquisa básica, de 37% do total. Cerca de 10% vai para infraestrutura e o restante para a pesquisa aplicada. Quase um terço do total é aplicado em pesquisa médica.

10.277 – Mega de Olho na Copa – Abertura


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É a segunda vez que este torneio é realizado no país, depois da Copa do Mundo FIFA de 1950. A competição está sendo disputada entre 12 de junho e 13 de julho e ocorrerá pela quinta vez na América do Sul, a primeira após 36 anos já que a Argentina acolheu o evento em 1978.
O Brasil foi a última sede de Copa do Mundo escolhida através da política de rodízio de continentes implementada pela FIFA, iniciado a partir da escolha da Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul.
As seleções nacionais de 31 países avançaram através de competições de qualificação, que começaram em junho de 2011, para participar com o país anfitrião, o Brasil, no torneio final. Um total de 64 jogos devem ser jogados em doze cidades de todo o Brasil em estádios novos ou reconstruídos, sendo que o torneio começa com uma fase de grupos. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, os jogos vão usar tecnologia na linha do gol.
Com o país anfitrião, todas as equipes campeãs do mundo desde a primeira Copa do Mundo, em 1930 (Uruguai, Itália, Alemanha, Inglaterra, Argentina, França e Espanha) se qualificaram para esta competição. A Espanha é o atual campeão, tendo derrotado os Países Baixos por 1-0 na final da Copa do Mundo de 2010 para ganhar seu primeiro título mundial. As quatro Copas do Mundo anteriores sediadas pela América do Sul foram todas ganhas por seleções sul-americanas.

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Na partida de estreia, de virada, o Brasil venceu a Croácia por 3×1
Iniciada com uma passeata, manifestação
contra a Copa do Mundo terminou em confusão em Porto Alegre; 13 pessoas foram detidas.
Próximos adversários, mexicanos dizem não temer o Brasil.
Antes de jogar contra os donos da casa, o México enfrenta a seleção de Camarões na sexta-feira (13), na Arena das Dunas em Natal.
Mesmo com o resultado de 3 a 1 sobre a Croácia, os mexicanos enxergaram problemas na defesa brasileira e excessivo nervosismo dos jogadores.

10.241 – Marketing Terrorista – Oportunistas marketeitos fazem campanhas difundindo falsas ideias


Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros....
Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros….

É verdade que os problemas sociais no Brasil e no mundo não foram resolvidos, e talvez jamais o sejam. Mas houveram avanços e hoje o grupo de indivíduos que passam fome no Brasil já é minoritário. Se limitam a casos de regiões distantes do norte e nordeste ou de pedintes marginalizados nas áreas metropolitanas, em geral usuários de crack, esses sim estão se expandindo de forma alarmante, mesmo apesar de diversas tentativas das autoridades locais de minimizar o problema.
Mas vejamos qual é o verdadeiro problema relacionado a alimentação:

Obesidade já mata mais gente do que fome
Um trabalho gigantesco, produzido por 500 cientistas de 300 instituições – que analisaram 187 países ao longo das últimas quatro décadas. É o Global Burden of Disease (“Peso Global das Doenças”), que acaba de ser publicado e é o maior estudo já realizado sobre a saúde da humanidade. Ele traz duas grandes conclusões. A boa é que a expectativa de vida aumentou em praticamente todo o mundo, e as mortes relacionadas à subnutrição caíram de 3,4 milhões, em 1990, para 1,4 milhão em 2010, último ano analisado pelo estudo. Em 1990, a subnutrição era a doença com maior “peso”, ou seja, aquela que mais tirava anos de vida saudável da humanidade. Agora, ela despencou para oitavo lugar. Mas a obesidade, eis a má notícia, subiu de décimo para sexto – e a má alimentação, com uma dieta pobre em nutrientes, aparece em quinto (os quatro maiores fatores de risco são pressão alta, tabagismo, uso de álcool e poluição). “As dietas pobres em frutas, verduras e grãos integrais têm impacto surpreendente”, escrevem os autores do estudo.
A pesquisa constatou que, entre 1990 e 2010, a expectativa de vida global dos homens subiu de 62,8 para 67,5 anos, e a das mulheres subiu de 68,1 para 73,3. Ou seja: as mulheres ampliaram em seis meses a vantagem que levam sobre os homens.
Mas nem todos os países evoluíram. Na Bielorússia, os homens perderam 1,4 ano por causa do aumento no consumo de álcool. E Lesoto, na África, viu sua expectativa de vida desabar – regrediu 12,2 anos entre os homens e 14,7 entre as mulheres – devido à epidemia de Aids.

10.149 – Abertura da Copa de 2014 – Brasil X Croácia


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Quando e onde: 12/6, às 17 horas, no Itaquerão, em São Paulo.
Por que assistir: Abertura da competição e estreia do Brasil, com o mundo inteiro de olho no início da primeira Copa disputada no país do futebol desde 1950. Só deve perder para a final em audiência.
Fique de olho: Em Neymar, a chave para o sucesso do Brasil no Mundial.
Em quem apostar: No Brasil, que não perde jogando no país desde 2002 – e que sofreu sua última derrota numa partida oficial disputada em casa há quase quatro décadas, na Copa América-1975.

10.065 – Brasil terá £ 27 milhões de fundo britânico para ciência e inovação


O governo britânico anuncia hoje a inclusão do Brasil entre os países que receberão cotas do Fundo Newton de apoio à ciência em países em desenvolvimento.
Programas brasileiros receberão um investimento de até £ 27 milhões (R$ 100 milhões), condicionado a um depósito de igual valor por parte de instituições nacionais. Um terço do valor já está assegurado por acordo com o Confap (Conselho Nacional de Fundações de Apoio à Pesquisa).
O dinheiro deverá ser repassado ao Brasil ao longo de três anos e será destinado a três diferentes fins: capacitação de profissionais, projetos de pesquisa e apoio à inovação.
O fundo pode bancar programas em qualquer área da ciência, mas prioriza temas ligados ao desenvolvimento, segundo Caroline Cowan, diretora de ciência e inovação da embaixada do Reino Unido. Ela cita bioeconomia, biodiversidade, segurança alimentar, mudanças climáticas, doenças negligenciadas e urbanismo como focos de interesse. O lançamento do fundo será hoje às 11h na reitoria da USP, com presença de George Osborne, ministro britânico de Finanças.

9787 – Anos 70 – Ditadura, Cultura e Ufanismo


ditadura

No contexto nacional, além das conquistas esportivas no automobilismo e no futebol, a década de 1970 também ficou marcada pela constante repressão aos organismos intelectuais e
artísticos e pelo crescimento da televisão no Brasil – reflexo de um período de contínuo avanço da Política Nacional de Desenvolvimento Econômico mantida pelos militares. Os
mecanismos criados pelo governo com a função de manter o controle sobre a produção cultural no país naquele momento foram responsáveis pela censura e pela repressão a diversos
trabalhos artísticos e produções culturais que estavam sendo realizados naquele instante.
Segundo Ridenti (2000), trata-se de um período envolvido pelo processo de “modernização conservadora da sociedade brasileira”, que procurou desenvolver uma política econômica de
desenvolvimento atrelando diversos setores da política nacional, inclusive políticas ligadas a produção e reprodução cultural, além de afirmar o Estado como financiador e elaborador de
produções artísticas e “leis protecionistas” a iniciativas nacionais.
Como podemos observar, Miceli (1984) aponta que já no pós 64 o governo militar procura voltar suas atenções à área cultural no país. Fato que faz surgir em 1966, durante o
governo de Castelo Branco, o Conselho Federal de Cultura – ligado ao Ministério de Educação e Cultura, MEC – que apresentava propostas a formulação de políticas culturais
para o Brasil e, futuramente, pretendia a elaboração do Plano Nacional de Cultura. Nesse
sentido, durante a década de 1970 foram contínuos os esforços do governo militar dirigidos a criação de políticas na área cultural que fossem adequadas ao modelo econômico que estava
sendo implantado no país. Entretanto, esse mecanismo, proposto por representantes do Conselho Federal de Cultura “representava uma espécie de retaguarda daquilo, que poderia
chamar de operação do Estado na área cultural”, pois, os diversos mecanismos criados pelos militares como forma de neutralizar os trabalhos artísticos que, até então, eram realizados
pelas forças “adversárias” do governo naquele instante, como a censura prévia de peças de teatro e filmes e as intervenções diretas nas diversas produções artísticas, também foram utilizados “na tentativa [do governo] assumir o controle do processo cultural no passo
seguinte” (COHN, 1984, p. 87).

9726 – Energia – Risco de Apagão, usinas trabalham no limite


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Depois do recorde de quarta-feira passada, ontem o Brasil registrou um novo recorde de consumo de energia. Foram 84 331 megawatts/hora, registrados às 15h32.
Entre os dias 21 de janeiro e ontem, ou seja, nos últimos quinze dias, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil.
O sistema elétrico está operando no limite. E as térmicas que seguram a barra nestes tempos de pouca chuva, calor excessivo e obras de infraestrutura atrasadas?
De acordo com dados do próprio governo, ontem a situação era explosiva. O Brasil tem 21.317 megawatts de capacidade instalada de termelétricas. Desse total, 5 094 megawatts estão em manutenção e 15 242 megawatts estão em operação.
Portanto, há uma sobra de magros 981 megawatts, o que em termos de geração é quase nada.

9718 – Geografia do Brasil – Fernando de Noronha


Baía dos Porcos
Baía dos Porcos

É um arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, formado por 21 ilhas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a nordeste da capital pernambucana, Recife. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17,017 km² e fica a 543 km da capital pernambucana.

Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 14 de outubro de 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 11,270 ha,6 para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos – o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O centro comercial em Noronha é Vila dos Remédios, mas não é considerada capital por ser a ilha um distrito estadual. A administração do parque nacional está atualmente a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O arquipélago foi invadido algumas vezes, nomeadamente em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelos holandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.
Nas divisões territoriais do Brasil datadas de 31 de dezembro de 1926 e 21 de dezembro de 1937, Fernando de Noronha aparece como distrito de Recife.
O Território Federal de Fernando de Noronha foi criado em 9 de fevereiro de 1942, pelo decreto-lei federal, de nº 4102, desmembrado do estado de Pernambuco. A entidade administrativa durou 46 anos, sendo extinta em 5 de outubro de 1988 e reincorporada ao seu estado de origem. A capital do território era Vila dos Remédios.

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Do Inferno ao Paraíso
Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 1737 a 1942, sendo que de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.
Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto.
O clima da ilha é o Tropical, do tipo As’, quente o ano todo, com chuvas concentradas entre fevereiro e julho. O clima da ilha possui uma amplitude térmica muito pequena, característica da região da linha do Equador. Nela foi registrada a menor amplitude térmica do mundo entre os anos 1912 – 1966, com mínima absoluta de 18.6°C e máxima de 30.2°C.

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é uma unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Criado em 1988, ocupa a maior parte do arquipélago e possui uma variedade de fauna e flora únicas. Ótimo local para turismo, porém, devido à fiscalização do ICMBio, algumas das ilhas têm a visitação controlada.
O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é uma unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Criado em 1988, ocupa a maior parte do arquipélago e possui uma variedade de fauna e flora únicas. Ótimo local para turismo, porém, devido à fiscalização do ICMBio, algumas das ilhas têm a visitação controlada.
Outra espécie invasiva é o lagarto localmente conhecido como teiú, originalmente introduzido para tentar controlar uma infestação de ratos. A ideia não funcionou, uma vez que os ratos são noturnos e o teju diurno. Atualmente o lagarto passou a ser considerado praga em vez dos ratos.

No arquipélago existe apenas uma única agência bancária do Banco Santander e um Banco Postal (BB) na agência dos Correios na Vila dos Remédios.
Fernando de Noronha é um local de mergulho recreativo de nível internacional. Com águas quentes ao seu redor, mergulhos a profundidade de 30 a 40 metros podem ser feitos agradavelmente sem necessidade de usar roupa de neoprene.
Próximo à ilha existe a possibilidade de se fazer um mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga, que repousa a 62 metros de profundidade, depois de ser afundada naquele ponto intencionalmente, após um acidente de navegação.
A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço.
Além disso, o arquipélago conta com interessantes pontos de mergulho livre, como a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró, dentre outros.
O arquipélago possui diversificada vida marinha, sendo comum observar diversas espécies de peixes recifais, tartarugas e eventualmente tubarões e golfinhos.

9635 – Ditadura Militar – Governo Médici


Como cantarolava o Sílvio Santos, " E o Médici, é coisa nossa"...
Como cantarolava o Sílvio Santos, ” E o Médici, é coisa nossa”…

Emílio Garrastazu Médici exerceu o vigésimo período de governo republicano, de 30/10/1969 a 15/03/1974. Militar, nasceu na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, e foi um dos simpatizantes do golpe militar de abril de 1964. Com o afastamento do segundo presidente da era militar, Arthur da Costa e Silva, seu nome foi indicado pelo Alto Comando do Exército à sucessão presidencial. Através de eleição indireta, foi eleito presidente da República em 1969.
Dois tópicos marcaram o governo do general Médici: no campo econômico, o progresso que o país avançou, permitindo ao regime conquistar seus maiores índices de popularidade. Por outro lado, a repressão aos opositores era cada vez mais intensa, em todos os aspectos, atingindo até mesmo a carta magna.
O chamado “milagre brasileiro” se deu a partir de uma conjuntura internacional favorável, onde uma expansão inédita da economia brasileira proporciona alguma melhora na vida do brasileiro médio. Esse “milagre” ficava expresso no crescimento do PIB, na estabilização dos índices inflacionários, da indústria, do emprego e do mercado interno.
No governo Médici, testemunhamos o auge das grandes obras do regime militar. Como exemplo, temos o Plano de Integração Nacional, que previa a construção das rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho. Em 1972 era inaugurada a refinaria de petróleo de Paulínia, em São Paulo, a maior do país. Em 1973, o Brasil assinou dois importantes acordos: com o Paraguai, para a construção da usina hidrelétrica de Itaipu. No ano seguinte, foi inaugurada a maior usina hidrelétrica da América do Sul, na Ilha Solteira, e a ponte Presidente Costa e Silva, ligando o Rio de Janeiro a Niterói; com a Bolívia era assinado o acordo para a construção de um gasoduto entre Santa Cruz de la Sierra e Paulínia.
Com o novo presidente entrara em vigor a emenda constitucional nº 1 (também conhecida como Constituição de 1969) que praticamente reescrevia a constituição de 1967, incorporando as medidas de exceção previstas no ato institucional nº 5 (AI-5). Tais mudanças eram apenas o aspecto jurídico de um período marcado por forte repressão política, da censura aos meios de comunicação e pelas denúncias de tortura aos presos políticos.

Parte da esquerda se fragmenta em várias organizações que optam pela luta armada, tanto no campo quanto na cidade. Dois focos de guerrilha rural se destacaram: Ribeira, em São Paulo, e Araguaia, no Pará. No caso da guerrilha urbana, predominam os assaltos a bancos e sequestro de diplomatas estrangeiros.

A resposta do governo consiste na transferência do comando das operações repressivas para a recém-criada Operação Bandeirantes (Oban), em São Paulo, que passou a se chamar Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), responsável pelas atividades dos Departamentos de Operações e Informações (DOIs). O número de torturados e mortos pelo aparato repressivo do regime atinge seu auge.

Antecessor: Junta Governativa Provisória de 1969.
Sucessor: Ernesto Geisel

042-Mega Memória – Um Brasil inundado e invadido


Em 1991, em SP, uma chuva pesada transformou a cidade num caos de proporções bíblicas. Vinte pessoas morreram, 100 desabrigados e milhões de pessoas levaram horas á fio para irem de seus empregos e escola para casa. No RJ domingo, dia 17 de março, 5 mil pessoas invadiram 980 apartamentos quase prontos que estavam fechados e desocupados há 8 anos. Mesmo nas mais ricas cidades do 1° mundo, nenhum estado se dá ao luxo de manter 980 apartamentos fechados por tanto tempo. Durante esse período, o Banco Central se entreteve no processo de liquidação do Grupo Delfim, responsável pelo empreendimento. Cada apartamento custava cerca de 25 milhões de cruzeiros, no dinheiro da época, equivalente a 80 mil reais hoje. A obra foi paralisada em 1983 e em seguida, os aluguéis na cidade explodiram. O déficit habitacional que era de 150 mil residências saltou para mais de 1 milhão e 1/5 da população carioca mora em favelas. No Recife, mais da metade da população vive em imóveis invadidos.