13.553 – Biologia – Este é o maior organismo vivo já encontrado


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Em 1998, um grupo de pesquisadores do Serviço Florestal dos EUA entrou na Floresta Nacional de Malheur para investigar a morte de várias árvores abeto, o famoso pinheirinho de Natal que cresce no Hemisfério Norte. O parque fica na região leste do estado de Oregon, nas Montanhas Azuis.
A área afetada foi identificada com a ajuda de fotografias aéreas e amostras de raízes de 112 árvores mortas ou que estavam prestes a morrer foram recolhidas. A análise delas mostrou que 108 estavam infectadas com o fungo Armillaria solidipes.
Este fungo cobre 9,6 km2, chegando a ter cerca de 3 km de extensão no maior ponto. Com base nos cálculos dos pesquisadores, o organismo está ali há 2,5 mil anos, mas alguns especialistas acreditam que ele esteja ali há 8 mil anos.
Este fungo gigante se espalha pelo sistema de raízes das árvores, matando-as lentamente. Por isso, não é apenas o maior organismo do mundo, mas também o mais mortal. Por algumas semanas em cada outono, o fungo aparece em aglomerados amarelados de corpo de frutificação e esporos, mas durante o resto do ano o micélio vegetativo fica escondido em uma camada fina branca embaixo da terra. É justamente quando está escondido que ele fica mais mortal.
As árvores costumam se beneficiar da presença de fungos em suas raízes, pois eles ajudam na movimentação de nutrientes no solo. Este tipo específico de fungo, porém, causa o apodrecimento das raízes, matando a árvore lentamente durante décadas. A árvore tenta lutar contra o fungo ao produzir uma seiva preta que escorre pela casca, mas esta é uma batalha perdida.
“As pessoas normalmente não pensam que cogumelos matam árvores. O fungo cresce ao redor da base da árvore e então mata todos os tecidos. Pode levar 20, 30, 50 anos antes que ela finalmente morra. Não há movimentação de água ou nutrientes para cima ou para baixo da árvore quando isso acontece”, explica um dos pesquisadores do Serviço Florestal, Greg Filip, ao Oregon Public Broadcasting.
fungo foi identificado pela primeira vez em 1988, e inicialmente acreditava-se que se tratava de vários organismos diferentes, mas experimentos mostraram que se tratava do mesmo organismo. Quando o micélio de fungos geneticamente idênticos se encontra, eles se unem e formam um indivíduo. Quando os genes dos fungos são diferentes, eles se rejeitam. Assim, os cientistas colocaram na mesma placa de Petri diferentes amostras recolhidas de diferentes pontos. O resultado foi que 61 deles tinham os mesmos genes.
Se todos esses cogumelos fossem reunidos e empilhados, eles pesariam até 31 toneladas. “Nunca vimos nada na literatura que sugere que qualquer outra coisa no mundo é maior em superfície”, diz Filip.
Esse cogumelo pode ser encontrado em outras partes dos EUA e na Europa, mas nenhum é tão grande quanto o encontrado em Oregon. “Quando você percebe que esse fungo se espalha entre 12 a 36 cm por ano e que temos alguma coisa tão grande assim, podemos calcular sua idade”, explica ele.
O fungo tem preocupado os lenhadores e madeireiras da região, que tentam encontrar uma forma de impedir seu crescimento. Eles já tentaram cortar árvores, cavar as raízes das plantas afetadas e em algumas áreas tentaram remover até a última fibra do fungo que eles encontraram. Este último método produziu o melhor resultado, já que mais pinheiros sobreviveram depois de serem plantados no solo tratado. Mesmo assim, esta técnica é cara e trabalhosa, e nunca será suficiente para eliminar o fungo todo da região.
Outra possível solução é encontrar uma espécie de pinheiro que sobreviva ao fungo e passar a plantar este tipo de árvore na região afetada. Pesquisadores do estado de Washington, vizinho ao norte de Oregon, estão pesquisando quais árvores são menos afetadas pelo fungo, já que o estado também está sofrendo com o problema. “Estamos procurando por uma árvore que possa crescer em sua presença. É besteira plantar a mesma espécie onde há infestação da doença”, diz Dan Omdal, do Departamento de Recursos Naturais de Washington.
O provável, porém, é que a atividade humana não influencie muito no crescimento do fungo, e ele continue existindo abaixo das florestas dos Estados Unidos e Europa por outros milhares de anos. [Odditycentral, BBC]

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13.379 – Quem foi Carl Von Linné?


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Carl von Linné ou Carolus Linnaeus, é muitas vezes chamado o pai da taxonomia.
Ele foi um cientista sueco que lançou as bases para o esquema moderno da taxonomia.
Seu sistema para nomear e classificação de organismos ainda está em uso ainda hoje (com algumas alterações).
Suas idéias sobre a classificação influenciaram gerações de biólogos durante e após a sua própria vida, mesmo aqueles que se opõem às raízes filosóficas e teológicas de sua obra.

Carl Von Linné – Vida

Nascimento: 23 de maio, 1707.

Morte: 10 de Janeiro de 1778

Carlos Lineu (ou Carl Von Linné, ou Carolus Linnaeus) nasceu em 23 de maio, 1707, no Stenbrohult, na província de Småland, no sul da Suécia e oi o fundador do sistema moderno de classificação científica dos organismos.
Seu pai era Nils Ingemarsson Linnaeus, um ministro da igreja e botânico amador; e sua mãe era Christina Brodersonia.
Quando criança, Lineu foi criado para ser da Igreja, como seu pai e seu avô materno foram, mas ele tinha muito pouco entusiasmo pela profissão.
Seu interesse em Botânica, no entanto, impressionou um médico de sua cidade, e foi mandado para estudar na Universidade de Lund, e transferido para a Universidade de Uppsala depois de um ano.
Durante este tempo, Lineu se convenceu que os estames e pistilos das flores seriam as bases para a classificação das plantas e ele escreveu um curto estudo sobre o assunto que lhe rendeu a posição de professor adjunto. Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala financiou a sua expedição para explorar a Lapônia, então praticamente desconhecida. O resultado disso foi o livro Flora Lapônica, publicado em 1737.
Depois disso, Lineu se mudou para o continente. Enquanto estava na Holanda ele conheceu Jan Frederick Gronovius e lhe mostrou o rascunho de seu trabalho em Taxonomia, o Sistema Natural. Nele, as desajeitadas descrições usadas anteriormente – physalis amno ramosissime ramis angulosis glabris foliis dentoserratis – haviam sido substituídas pelos concisos e hoje familiares nomes “Gênero-espécie” – Physalis angulata – e níveis superiores eram construídos de uma maneira simples e ordenada. Embora esse sistema, nomenclatura binomial, tenha sido criado pelos irmãos Bauhin, Lineu é afamado por tê-lo popularizado.
Lineu nomeou os taxa em formas que lhe pareciam pessoalmente do senso-comum, por exemplo, seres humanos são Homo sapiens (veja “sapiência”), mas ele também descreveu uma segunda espécie humana, Homo troglodytes (“homem das cavernas”, nome dado por ele ao chimpanzé, hoje em dia mais comumente colocado em outro gênero, como Pan troglodytes). O grupo Mammalia é nomeado por suas glândulas mamárias porque uma das definições de mamíferos é que eles amamentam seus filhotes (dentre todas as diferenças entre os mamíferos e outros animais, Lineu deve ter escolhido esta por suas idéias sobre a importância da maternidade. Ele também fez campanha contra a prática de mães de leite, declarando que mesmo aristocratas deveriam ter orgulho de amamentar os próprios filhos.).
Em 1739, Lineu se casou com Sara Morea, filha de um médico. Ele conseguiu a cadeira de Medicina em Uppsala dois anos depois, logo a trocando pela cadeira de Botânica. Ele continuou a trabalhar em suas classificações, extendendo-as para o reino dos animais e dos minerais. A última parte pode parecer estranha, mas a teoria da Evolução ainda não existia – e na verdade, o luterano Lineu ficaria horrorizado com ela – e portanto Lineu estava apenas tentando categorizar o mundo natural de uma forma conveniente. Ele foi sagrado cavaleiro em 1755, recebendo o nome de Carl Von Linné.
O jardim botânico original de Lineu ainda pode ser visto em Uppsala. Ele também originou a prática de se usar os glifos de ? – (lança e escudo) Marte e ? – (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
Lineu também foi instrumental no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, a qual tinha o 0° como ponto de congelamento da água e o 100° como o ponto de ebulição.
Sua figura pode ser encontrada nas atuais notas suecas de 100 krona.

Lineu foi um dos fundadores da Real Academia Sueca de Ciências, e faleceu em 10 de janeiro de 1778.
Carl Linné, conhecido por seu nome latinizado, Linnaeus, é considerado o pai da Taxonomia. Seu sistema de classificação, nomeando e ranqueando os organismos ainda encontra uso atualmente (amplamente modificado, é lógico).
Transferiu seu curso para a Universidade de Uppsala e gastava grande parte de seu tempo colecionando e estudando plantas, que eram sua paixão verdadeira. (Nota: no currículo de medicina daquela época, botânica era uma matéria importante, pois os médicos ministravam drogas obtidas de plantas medicinais…).
Linnaeus gostava tanto desta parte que, mesmo passando privações financeiras, organizou expedições botânicas e etnográficas na Lapônia e na região central da Suécia.
Em 1735 mudou-se para a Holanda para terminar o curso de medicina e continuar seus estudos. Neste mesmo ano publicou seu primeiro livro “Systema Naturae”. Apesar de continuar seus estudos de Taxonomia e Botânica, Carl ainda exercia a profissão de médico, tornando-se até médico da família Real Sueca.
Seus últimos anos de vida foram marcados pelo pessimismo e pela depressão. Morreu do coração em 1778…
O sistema criado por Linnaeus utilizava basicamente o sistema reprodutor das plantas como classificador, já os sistemas atuais seguem o modelo de John Ray (que utiliza várias evidências morfológicas de todo o organismo em todas as fases do desenvolvimento). A herança deixada por Linnaeus é a classificação hierárquica e o sistema de nomenclatura binomial (ex.: Homo sapiens)
Este sistema hierárquico agrupa os seres vivos em grupos cada vez mais abrangentes.

Por exemplo: O REINO animal contém a CLASSE dos vertebrados que contém a ORDEM dos primatas que contém o GENERO Homo e a ESPÉCIE Homo sapiens => esta é a localização do Homem.

Lineu foi evolucionista?
É verdade que ele abandonou suas primeiras idéias sobre a espécies, e é verdade que a hibridização produz novas espécies de plantas e, em alguns casos de animais. Porém para Lineu o processo de geração de novas espécies não era aberto nem ilimitado.
Qualquer nova espécie podiam ter se originado da primae speciei, a espécie original do Jardim do Éden, todavia formava parte do plano de criação de Deus, porque elas haviam estado sempre potencialmente presentes. Lineu notou a luta pela sobrevivência – uma vez disse que a Natureza era uma “tábua de açougueiro” e uma “guerra de todos contra todos”. O conceito de evolução aberta, não necessariamente governada por um Plano Divino e sem uma meta predeterminada, nunca ocorreu a Lineu; essa idéia o surpreendeu.
Principais Trabalhos de Lineu:

Sistema da Natureza, Leiden 1735; 10ª edição, Estocolmo 1758-9.
Biblioteca Botânica, Amsterdã 1736.
Fundamentos Botânicos, Amsterdã 1736.
Musa de Clifford, Leiden 1736.
Crítica Botânica, Leiden 1737.
Flora Lapônica, Amsterdã 1737.
Gêneros Vegetais, Leiden 1737; 5ª edição, Estocolmo.
Jardim Deleite do Clifford, Amsterdã 1737.
Horto do Clifford, Amsterdã 1738.
Ordens Vegetais (Classes Plantarum) Leiden 1738.
Flora sueca 1745 · Hortus uppsaliensis 1748
Filosofia Botânica 1751
Species plantarum 1753

Lineu deixou ao todo cerca de 180 trabalhos. Sua coleção botânica e biblioteca foi comprada (1783) a um seu filho, pelo médico inglês James Edward Smith, que fundou em Londres, em Burlington House, a Linnean Society (1788).

12.516 – Botânica – Árvore Dorme?


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Sim, as árvores também dormem. Em um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Ecológica de Tihany, na Hungria, um grupo de cientistas observou que os galhos ficam mais caídos no período noturno, como se elas dessem uma bela descansada enquanto o sol não está.
Para estudar a soneca vegetal, os pesquisadores queriam medir o quanto os galhos relaxam para baixo. O problema é que usar uma câmera com flash estava fora de questão, porque a luz poderia influenciar os resultados. Por isso, eles escanearam com laser duas árvores no escuro em intervalos de dez minutos desde o por do sol até o amanhecer.
Todo o processo foi feito com muito cuidado para que nada além da luz do sol interferisse no estudo: eles escolheram árvores em lugares com climas bem diferentes – uma na Austrália, outra na Finlândia -, realizaram o experimento na noite do equinócio (data em que o dia tem a mesma duração que a noite) e evitaram lugares com vento e chuva.
Comparados, as 154 imagens – 77 para cada árvore – mostraram que os galhos ficaram 10 cm mais caídos durante a noite, e voltaram ao normal assim que os primeiros raios de sol surgiram no horizonte. É como se a planta ficasse dormindo a noite toda e só acordasse de manhã (muito mais do que nós, humanos).

12.165 -Nasa apresenta fotos da 1ª flor nascida na Estação Espacial Internacional


A Nasa (agência espacial americana) apresentou as fotos da primeira flor que cresceu na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) como parte de um experimento de dois anos para cultivar plantas no espaço.
Apesar dos astronautas já terem conseguido plantar alfaces e outros vegetais em sua horta espacial, esta é a primeira vez que as flores, do gênero das zinias, se abrem fora da gravidade da Terra.
O astronauta americano Scott Kelly celebrou o feito no Twitter com uma mensagem na qual comemorava “a estreia da primeira flor nascida no espaço”.
As plantas também começaram a sofrer quando um fungo apareceu nelas, resultado da alta umidade na ISS.
No entanto, Kelly conseguiu devolver o brio às zinias, que agora são consideradas as primeiras flores que completaram o ciclo de crescimento no espaço até seu florescimento.
Desde meados de 2014, a ISS administra um pequeno “centro de vegetais” para permitir o cultivo em pequena escala de plantas para experimentos.
Este projeto tem como objetivo obter informação sobre a resposta das plantas em microgravidade e para futuras missões a Marte, que deverão saber como racionar água ao máximo e os possíveis problemas que podem surgir dentro dos módulos espaciais.
Em 2012, o astronauta Don Pettit conseguiu fazer crescer plantas de abobrinha, girassol e brócolis em rudimentares bolsas de plástico, em um experimento pessoal que assentou as bases deste novo jardim espacial.

12.122 – Curiosidades – A árvore mais antiga do mundo


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Apelidada de “Velha Tjikko” em homenagem à husky de estimação de Kullman, o pesquisador que a encontrou, a árvore mais antiga do mundo, descoberta em 2004, continua viva e crescendo normalmente. Sua idade, estimada em 9.500 anos, foi descoberta por meio de testes com carbono-14. Desde então, Tjikko vem sendo acompanhada regularmente por pesquisadores da região.
De acordo com Kullman, o tronco da árvore, uma pícea-norueguesa, revela que sua estatura baixinha (“praticamente um bonsai”) foi determinante para sua longevidade: “árvores grandes não vivem tudo isso”, constatou o estudioso de Tjikko.

12.005 -Nutrição – Planta que substitui sal combate tumores


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Uma pequena planta descoberta em Santa Catarina pode substituir o sal de cozinha de uma maneira muito mais saudável.
O sal verde, um pó extraído que lembra a cor do óregano, é da espécie Sarcocornia ambigua. Ele possui três vezes menos cloreto de sódio que o sal comum, um dos vilões da pressão alta. Pesquisas alegam que este sal verde pode combater o envelhecimento das células, o colesterol e alguns tumores.
A planta foi descoberta há 10 anos e agora pesquisadores da Epagri e da Universidade Federal de Santa Catarina estudam como ela poderia produzir sal em escala comercial. Há registros da Sarcocornia ambigua em alguns pontos do litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
De acordo com pesquisadores, a plantinha está presente em uma região de transição entre mangue e mar, o que poderia explicar o sabor salgado do pó extraído.
Os estudos em relação aos benefícios da planta mostraram que suas qualidades são muito promissoras. O grande desafio é como e onde plantar a espécie em quantidade para atender uma escala comercial e chegar ao mercado. Os pesquisadores estimam que são necessários mais três anos de estudos, que ainda não têm data para começar.

11.584 – Ambiente – Orquídeas de pedra, uma impressionante vitória da teimosia sobre a adversidade


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As orquídeas que se ancoram nas rochas escaldantes da Chapada Diamantina – uma ponta da Serra do Espinhaço, que rasga a terra da Bahia até Minas Gerais – são obstinadas além dos limites.
Bravas e exuberantes, florescem com quase nada de alimento e água, conjugando o vigor com a beleza. Ao contrário das outras espécies da família – que cravam suas raízes na segurança da terra úmida ou se apegam à sombra fresca de um tronco de árvore –, elas se agarram às pequenas reentrâncias da pedra áspera e resistem. “As raízes aproveitam um pouco da água de chuva que escorre pela rocha e a acumulam nos caules”, explica o botânico Fábio de Barros, chefe do orquidário do Instituto de Botânica de São Paulo. São flores de pedra.
Abelhas não vêem bem as cores, mas são atraídas por desenhos. São elas que espalham o pólen de algumas orquídeas (como esta Cyrtopodium fedmundoi ). É para atraí-las que ela tem pintinhas coloridas
Os caules grossos das flores de pedra garantem o armazenamento de água. A cor avermelhada (desta Cattleya elongata) reflete os raios quentes do sol
As flores se adaptam à falta d’água. Mas, na chapada, também chove forte. Elas suportam o excesso de umidade e aproveitam para acumular o líquido.
As soluções da natureza para estocar água são engenhosas. Os caules das orquídeas da chapada são mais espessos, para guardar mais líquido. Parecem cacto do deserto. Mas armazenar só não basta. Como qualquer planta, elas precisam de gás carbônico para a fotossíntese, isto é, absorver gás carbônico do ar e liberar oxigênio. Só que, se abrissem de dia os seus estômatos – as células por onde entram os gases –, deixariam escapar água. “Para evitar isso”, diz o botânico Gilberto Kerbauy, da Universidade de São Paulo, “elas se abrem somente à noite.” O gás fica preso até a manhã seguinte, à espera do sol, que fornece energia para a fotossíntese.

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Acostumadas aos maus-tratos do sertão, essas flores são duras de matar. Além de resistir ao calor de uma região que alterna longos períodos de calor e estio com chuvas torrenciais, elas não só sobrevivem às queimadas como tiram proveito delas. As folhas formam uma capa que protege os brotos das labaredas. Elas queimam, eles não. Assim que as chamas passam, as orquídeas começam a florescer com força redobrada. “É uma estratégia única para aproveitar as condições adversas”, observa Fábio de Barros. As novas flores atraem insetos e aves que espalham as sementes em lugares antes ocupados pela vegetação destruída pelas chamas. E tudo recomeça.
As queimadas varrem a chapada todo ano. As orquídeas, assim como muitas plantas do cerrado, aprenderam a resistir ao fogo e a se beneficiar dele.
Note como as folhas desta variedade cor-de-rosa de Cattleya elongata fazem sombra sobre a flor.
Uma espécie não classificada do gênero Encyclia. A chapada está cheia de espécies desconhecidas.

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11.186 – Botânica – Plantas para ambientes fechados que limpam o ar da casa


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As tintas, móveis, vidros e tecidos que estão presentes na nossa decoração e os produtos utilizados na limpeza liberam produtos químicos. Os mais comuns são benzeno, xileno, aldeído e tricloroetileno. Isso não é um problema para ambientes bem ventilados (se bem que…em cidades poluídas como São Paulo, com índices de qualidade do ar sempre tão críticos, ambientes bem ventilados também têm quantidade razoável de resíduos químicos vindos de outras fontes).

As plantas são purificadores naturais do ar. Então, mesmo em ambientes menos ventilados, é possível cultivar determinadas espécies que ajudem a reduzir a toxidade. O Calendário do Jardim, elaborado pelo São Paulo Garden Club, sugere algumas espécies. Todas se adaptam bem com pouquíssima exposição ao sol e também pouca rega (a luminosidade, no entanto, é sempre importante!).

CLOROFITO
O Clorofito precisa de muita luz e de pouca exposição ao sol (no inverno). Regue diariamente no verão, mas modere nos dias frios.

DRACENA
A Dracena não pede sol. Mas não gosta de lugares muito frios. Deixe-a em local iluminado e regue diariamente (sem encharcar o solo).

FILODENDRO PACOVÁ
O Filodendro Pacová gosta de lugares quentes (nada de ar condicionado forte para eles) e pede iluminação durante uma parte do dia (manhã ou tarde). Como originalmente os Filodendros são epífitas, plante-o em solo enriquecido com fertilizante orgânico ou sobre xaxim. E só regue quando perceber que o substrato está secando.

LÍRIO DA PAZ
O Lírio da Paz não pode ficar em vaso seco. Pede regas diárias em períodos mais áridos e regas a cada dois dias em períodos mais úmidos. A cada seis meses adube a terra e removas as folhas mortas e secas.

SAMAMBAIA
As samambaias não gostam de incidência direta de sol – basta receberem luminosidade em parte do dia. As regas devem ser diárias, mas o xaxim nunca deve ficar encharcado. Em dias quentes borrife água em suas folhas. Evite posicionar a samambaia em local em que haja corrente de vento.

10.706 – Botânica – Superplanta faz mais fotossíntese


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A fotossíntese é uma das invenções mais fascinantes da natureza. A vida na Terra só existe graças a esse processo, que transforma luz e CO2 em oxigênio e glicose. Mas, agora, a engenhosidade humana pode ter descoberto um jeito de turbiná-lo: com a criação de uma planta que faz 30% mais fotossíntese. O supervegetal foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts*, e é uma versão modificada de plantas do gênero Arabidopsis. Ela absorve mais luz e CO2, libera mais oxigênio e produz mais energia que as plantas comuns. Tudo graças à nanotecnologia. Os cientistas injetaram nanopartículas de dióxido de cério (um metal raro) nos cloroplastos – as estruturas da planta que fazem a fotossíntese. Essas partículas de metal facilitaram o fluxo de elétrons dentro do vegetal, acelerando a fotossíntese. Aparentemente, a injeção não provocou efeitos nocivos às plantas.
A ideia, para o futuro, é criar grandes usinas só com superplantas. Elas sugariam muito CO2 do ar, o que ajudaria a brecar o aquecimento global. E também usariam a energia do Sol para produzir glicose (que depois poderia ser convertida em eletricidade para uso humano). “Essa técnica tem potencial para melhorar muito a coleta de energia solar”, afirma o engenheiro químico Michael Strano, líder do estudo. O trabalho tem gerado polêmica na comunidade científica, pois não revela todos os detalhes envolvidos no processo (talvez porque o MIT pretenda patenteá-lo). Mas pode ser o início de algo revolucionário.

10.697 – Atmosfera da Terra – Plantas captam mais gás carbônico do que se imaginava


O conjunto de todos os ecossistemas
O conjunto de todos os ecossistemas

As plantas absorvem 16% mais gás carbônico do que se imaginava, ajudando de maneira ainda melhor na diminuição de poluentes na atmosfera. Um estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), com novos cálculos mostrando como se dá o ciclo do CO2 nas folhas, mostra que durante dois séculos os cientistas subestimaram a capacidade das plantas em captar a substância.
Analisando a lenta dispersão do carbono nos tecidos vegetais das plantas, os pesquisadores concluíram que mais gás é usado pelas plantas do que os modelos anteriores previam. Entre 1901 e 2010, as plantas captaram não 915 bilhões de toneladas de CO2, mas 1.057 bilhões de toneladas, um aumento de 16%. Isso explicaria por que as contas entre a quantidade de dióxido de carbono emitido pelos continentes e o volume presente na atmosfera costumam ser tão diferentes, mesmo descontada a absorção das plantas — os cientistas subestimavam sua capacidade de “puxar” os poluentes do ar.
Cerca de metade do CO2 produzido é absorvido pelos oceanos ou vegetais e, por isso, é importante estimar corretamente as taxas de captação de cada organismo. “Essa descoberta mostra que a biosfera terrestre contemporânea tem menos CO2 do que imaginávamos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

10.097 – Cientistas criam planta biônica que absorve 30% a mais de luz


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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou a criação da primeira planta biônica, uma combinação que reúne nanotecnologia e biologia. De acordo com o trabalho, publicado na Nature Materials, as estruturas originais da planta estão entrelaçadas por nanomateriais e até sensores químicos. Ainda de acordo com o artigo, a nova planta pode absorver 30% a mais de luz solar.
Os pesquisadores, desta forma, conseguiram integrar os nanotubos de carbono, uma estrutura alótropica do carbono (o mesmo que o diamante ou grafite), com uma alta condutividade elétrica e flexibilidade, no cloroplasto, uma organela onde ocorre a fotossíntese. O aumento da performance da planta na fotossíntese era, inclusive, um dos objetivos traçados pra este experimento. A pesquisa, financiada, em parte, pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, não termina por aqui. Entre outras possíveis aplicações também existe a ideia de incorporar um material vegetal que poderia agir como sensor sobre os níveis de óxido nítrico e servir como alerta para a poluição do meio ambiente.

10.024 – A Neurobiologia das Plantas


A pesquisa de neurobiologia no Brasil é muito recente, porém já algum tempo tem sido realizada em vários países. Na USP já foram realizadas pesquisas que constatam que as plantas tem auto consciência e interagem não apenas na superfície como também nas raízes. Elas conseguem competir no meio ambiente com outros microrganismos e reconhecem entre si, as do mesmo fenótipo e genótipo. Existe uma sinalização elétrica celular e intracelular que age como mecanismo de transmissão de informações entre as plantas, sofrendo interferência do crescimento de raízes da mesma espécie e também de outras espécies.
A experiência em resumo foi o seguinte: retiraram o ápice principal, deixando-se apenas 2 raízes por planta. As plantas foram colocadas em duas condições diferentes, sob competição e sem competição; os experimentos foram realizados numa câmera em crescimento de fatores bióticos e abióticos controlados.

Foram formadas por três junções e em cada junção foi colocada uma planta que teve sua raiz dividida em dois vasos , casa vaso com 2 raízes diferentes, provocando assim a competição entre as plantas. Observou-se crescimento diferenciado mostrando que as plantas detectam a presença de outras plantas vizinhas que competem por recursos mesmo aquelas que tem alto grau de parentesco. Pode ser observado que as plantas conseguem então, discriminar através de suas raízes quem é ela e quem é outra, podendo com isso existir um processador de informações em plantas. Não há logicamente um complexo sistema nervoso, mas uma rede neural.

Alguns estudiosos relatam que em experiências com plantas, foi constatado que as plantas reagem como os seres humanos, possuindo emoções e mostrando alegria, medo, angústia e depressão. Reagem a pensamentos sobre seu bem-estar e simpatizam-se com seres humanos que as cultivam. Os céticos dizem que estas impressões são meramente fantasias, porém Peter Tom Kis e Christofer, publicaram o livro “A vida secreta das planta”, Harper & Row, New York, 400 páginas que se tornou um best-seller mundial. Em outros países também tem-se verificado respostas ligando a planta à um polígrafo de última geração que acarretou em um pico no polígrafo um momento antes do cientista atacá-la com uma tesoura, porém para conseguir fatos consistentes, essa experiência precisará ser realizada diversas vezes para que haja credibilidade no âmbito científicos. Porém foi realmente uma vitória conseguir uma detecção como uma forma de leitura de pensamento, sabendo que aquele cientista com a tesoura, iria agredi-la, mas toda comunidade científica está muito otimista com os resultado alcançados e reunirão esforços para confirmarem que as plantas não são meras absorvedoras do solo, e sim um organismo vivo e consciente.

9871 – Botânica – Como uma semente evolui até virar árvore?


A semente – óvulo maduro e fecundado da planta – inicia o crescimento absorvendo água do solo e consumindo reservas próprias de nutrientes. Quando as primeiras folhas aparecem, a planta passa a gerar nutrientes pela fotossíntese, absorvendo água, luz e gás carbônico do ambiente. Árvore é o nome dado a vegetações lenhosas de grande porte, com mais de 3 metros de altura e formadas por raiz, caule, ramos e folhas. Elas são classificadas em angiospermas (quando dão flores e as sementes são protegidas por um fruto) e gimnospermas (plantas sem frutos e cujas sementes não têm proteção). Estima-se que existam cerca de 100 mil espécies de árvores, o que representa 25% de todos os organismos vegetais do planeta, atualmente.
Evaporação de água pelas folhas estimula a subida de minerais capturados pela raiz
A árvore começa a “nascer” quando ocorre a germinação e as três partes principais da semente entram em ação:

O tegumento protege o conteúdo interno;
O embrião é formado por microestruturas,como a radícula (ou raiz embrionária) e os cotilédones, que darão origem às primeiras folhas;

O endosperma é um tecido de reserva nutricional
Sob condições favoráveis de água, temperatura e luz, o embrião deixa o estado de latência e começa a se desenvolver. A semente absorve água do solo e aumenta de volume. Esse crescimento faz a casca se romper e a radícula, estrutura que dá origem à raiz, alonga-se em direção ao solo.
O passo seguinte é o desenvolvimento da plântula, nome dado pelos botânicos à planta jovem, ainda incapaz de fazer fotossíntese. Nessa etapa, a raiz se alonga e se ramifica terra adentro para fixar a árvore ao solo.
Quase ao mesmo tempo, desenvolvem-se as partes aéreas como o caule e os cotilédones. Também chamados de “primeiras folhas”, eles são ricos em nutrientes e alimentam a plântula na fase inicial de crescimento, quando ela ainda não tem folhas verdadeiras, capazes de realizar a fotossíntese.

Na fotossíntese,a luz solar é absorvida pelos cloroplastos – microestruturas que armazenam clorofila, substância que dá cor verde às folhas. A clorofila e a energia solar transformam, por meio de reações químicas, a água captada pela raiz e o gás carbônico (CO2) retirado da atmosfera em glicose e outros nutrientes.
Pequenos poros das folhas se abrem para capturar CO2 e perdem água por evaporação. Para compensar a desidratação, a água absorvida pela raiz, rica em sais minerais como potássio, fósforo e nitrogênio, viaja até o alto da planta por um conjunto de tecidos e vasos chamado xilema.
Enquanto o xilema leva água e minerais para as folhas, o floema distribui a seiva que “alimenta” toda a planta. A seiva é um líquido formado por açúcares, aminoácidos e ácidos orgânicos resultantes da fotossíntese.
O engrossamento do tronco e dos galhos ocorre quando as células do câmbio vascular se multiplicam, gerando o xilema e o floema. As células mortas do xilema formam as fibras do cerne – tecido que sustenta a planta. A clorofila se acumula nos tecidos mais internos e o caule deixa de ser verde.

9534 – Botânica – O Exertismo ou Enxertia


(do latim, insertare, inserir, introduzir, enxertar)
É uma técnica de melhoramento genético que consiste em implantar parte de uma planta viva em outra planta de igual ou diferente espécie, com a finalidade de propagar determinadas variedades. Nesse processo, a planta introduzida (enxerto) tem a função de fornecer as melhores características aos frutos, ao passo que a planta receptora (porta-enxerto) é responsável pelo suporte e pelo abastecimento de água e nutrientes essenciais.
Normalmente, a enxertia é feita por dois métodos diferentes, que são a garfagem e a borbulhia (ou escudagem). Na enxertia por garfagem, a parte superior da planta mais rústica (porta-enxerto) é cortada para receber o enxerto, que é uma porção da planta mais nobre. Trata-se do método mais utilizado por ser relativamente mais fácil de executar, porém, pode ser desvantajoso porque se o enxerto não vingar, a muda é perdida.
A segunda técnica de mais utilizada de enxertia é a borbulhia, que consiste em retirar um pedaço da casca da planta que se deseja propagar e implantá-lo na muda de uma variedade rústica, que pode ser da mesma espécie ou de espécies aproximadas. Se houver sucesso na prática, dentro de pouco tempo já se obtém uma espécie com características melhoradas para cultivo.
De um modo geral, o que mais dificulta a prática da enxertia é a operação. Esse processo é muito minucioso, para trazer bons resultados são necessários cuidados especiais e bastante conhecimento e experiência de quem desenvolve. Além disso, o nível de dificuldade de execução da técnica pode aumentar de acordo com a espécie, o que requer uma mão de obra ainda mais qualificada, encarecendo o processo.
A enxertia tem sido muito empregada na disseminação de espécies frutíferas, como é o caso da laranja da baía, também conhecida como laranja de umbigo. Essa variedade surgiu no estado da Bahia de forma espontânea no início do século XIX, por meio de mutação cromossômica. Desde então, a laranja da baía enxertada em outras variedades, para que suas qualidades sejam preservadas. Ela não produz sementes (meiose anormal), tem um sabor adocicado, polpa consistente e granulada, casca grossa e suas flores são usadas para extração de perfumes.
Para desenvolver o melhoramento genético é preciso obter o fenótipo desejado e, ainda, disseminar o genótipo que condiciona essa característica. Os processos sexuais de vegetais e animais domésticos, no entanto, dificulta a propagação de variedades melhoradas, pois, a cada nova geração, ocorre uma nova mistura de genes por meio da segregação e da recombinação gênica. Assim, a enxertia é uma forma de resolver esse problema, já que se trata de uma reprodução assexuada.

9533 – Botânica – O que é Fotoblastismo?


A ação da luz sobre o processo de germinação recebe o nome de fotoblastimo (do grego, photos, luz, e blástos, broto). Algumas sementes necessitam de luz para germinar, por isso, são chamadas de fotoblásticas positivas, outras, no entanto, não apresentam tal necessidade, sendo denominadas fotoblásticas negativas.
A capacidade de resposta das plantas a estímulos luminosos está associada ao fitocromo, uma proteína presente nas células vegetais. Essa proteína participa ativamente na germinação da semente de determinadas variedades: as sementes fotoblásticas positivas dependem da ação da luz porque, nelas a germinação é desencadeada pelo fitocromo Pfr (fitocromo vermelho longo), que é formado através da absorção da luz.
A dependência de um estímulo luminoso para a germinação é um valor adaptativo de sementes pequenas. A semente de alface, por exemplo, é muito pequena e suas reservas nutritivas também são baixas, por isso, devem ser plantadas perto da superfície do solo para germinar e começar a produção do seu próprio alimento o mais rápido possível.
Por outro lado, as sementes de muitas espécies são fotoblásticas negativas. Nesses casos, a luz inibe a germinação das sementes, fazendo com que as mesmas germinem satisfatoriamente no escuro ou quando plantadas mais profundamente no solo. A semente do Cucumis anguria, popularmente conhecido como maxixe, é uma espécie fotoblástica negativa.
Além das sementes fotoblásticas positivas e negativas, existem, ainda , as fotoblásticas neutras, que germinam tanto na presença quanto na ausência de luz. O milho e a aroeira são exemplos de espécies fotoblásticas neutras.
Entretanto, os fotoblastimos positivo, negativo e neutro não podem ser considerados como fatores invariáveis, visto que a resposta a estímulos luminosos de uma semente pode sofrer mudanças ao longo do tempo. As sementes secas não apresentam sensibilidade à luz, o que pode ser um indício alterações bioquímicas associadas a essa resposta. Sabe-se ainda, que se um tipo de semente for submetido a variações de períodos claros e escuros, passará a germinar satisfatoriamente sob a ausência de luz.

9392 – Botânica – A Cânfora


Nativa das regiões do Extremo Oriente, a canforeira é uma planta medicinal, cujo nome científico é Cinnamomum camphora. Da seiva dessa planta é extraída a cânfora, composto químico de fórmula C10H16O, de cor branca cristalina, aroma característico, sabor levemente amargo, volátil à temperatura ambiente, pertencente à família das cetonas.
A extração da cânfora é feita através da destilação a vapor de partes da canforeira, como a madeira do tronco, galhos e folhas. Também é possível obter essa substância a partir da oxidação do alfa-pineno, composto orgânico que faz parte do grupo dos terpenos.
A cânfora é pouco solúvel em água, mas dissolve-se facilmente em álcool, éter e outros solventes orgânicos. Devido ao forte aroma, a solução de cânfora e álcool pode ser utilizada como repelente de insetos, principalmente traças e baratas.
No final do século XIX, a cânfora passou a ser usada na produção do celuloide, matéria prima na fabricação películas e filmes fotográficos. Na indústria química, utiliza-se a essência de cânfora na produção de pólvora, sabonetes, cremes, loções e outros cosméticos para conferir um aroma agradável e camuflar o odor de determinados ingredientes.
Desde a Idade Antiga, a cânfora é conhecida e aplicada à Medicina. A substância detém diversas propriedades terapêuticas:
é antisséptica e, por isso, usada no tratamento de frieiras, ferimentos e na produção de sabões;
sob a forma de solução alcoólica, é muito utilizada para o tratamento de contusões , dores musculares, artrite e reumatismo, devido às características anestésicas e levemente analgésicas;
atua sobre sistema respiratório, melhorando os movimentos de respiração sem interferir no ritmo;
é expectorante, indicada no tratamento de tosses, resfriados e bronquite;
estimula a ação do músculo cardíaco e reforça a sístole, o que beneficia a circulação sanguínea;
pelas propriedades estimulantes, age o sistema nervoso central, aliviando o estresse;
também é usada no controle de hemorragias do útero e como vermífugo natural, dentre muitas outras aplicações
O uso da cânfora deve ser feito de forma moderada, a superexposição a essa substância pode causar efeitos adversos, como, convulsões, vômitos e febre , principalmente em crianças, que são mais susceptíveis.

9387 – Nutrição – As Sementes de Girassol


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São aquénios de Helianthus annuus que, secos e salgados, consomem-se como aperitivo, descascando a casca externa ou pericarpo. Existem poucas variedades de sementes de girassol, dependendo do cultivar da planta. Além de se empregar na alimentação humana, algumas delas usam-se na alimentação animal, especialmente de aves.
Elas são fonte de vitamina E, cálcio e fósforo. Quantidade de nutrientes, a cada 100 gramas: calorias: 570; fibras: 6,05 gramas; gordura monoinsaturada: 6,03 gramas; vitamina A: 5,0 microgramas; potássio: 689 miligramas; magnésio: 354 miligramas.
O óleo de girassol é um importante aliado no combate ao colesterol.
Os girassóis são plantas originárias da América do Norte cultivada pelos povos indígenas para alimentação, foram domesticadas por volta do ano 1000 a.C.
Francisco Pizarro encontrou diversos objetos incas e imagens moldadas em ouro que fazem referência aos girassóis como seu deus do Sol. O Girassol recebe esse nome porque sua flor acompanha a trajetória do sol, do nascente ao poente.
A semente do girassol tem sido utilizada no Brasil na produção de biodiesel.

9310 – Por que os galhos das árvores são para cima se a gravidade puxa tudo para baixo?


Isso acontece graças a um hormônio que a árvore possui, chamado auxina. Essa substância é a responsável por fazer os galhos crescerem na direção contrária à da gravidade. A auxina estimula o alongamento do caule e dos galhos das plantas, acelerando o crescimento deles para cima.

Trata-se de hormônios que conduzem o alongamento celular diferencial e funcionam como reguladores da redução dos vegetais. São sintetizados principalmente pelos meristemas apicais caulinares e em épocas pré-históricas foliares, nas folhas jovens e nas sementes em desenvolvimento e se espalham até as outras zonas da planta, principalmente para a base, onde se estabelece um gradiente de concentração.
Tal contração da auxina é realizada através do parênquima que rodeia os vasos condutores. Em condições de estresse há uma baixa síntese de auxina e um aumento de auxinas “unidas”. A aplicação de auxinas em uma planta induz que haja síntese de auxinas naturais no tecido, e ainda pode ocorrer quando houver a indução de outros hormônios. Altas doses de auxina podem estimular a síntese de etileno e causar efeitos negativos no crescimento ou até a morte do tecido.As auxinas são reconhecidas como um hormônio muito importante para o desenvolvimento das plantas e sua utilização comercial na agricultura tem sido muito limitada em relação a outros hormônios. Em geral, as plantas tratadas com auxinas mostram respostas significativas em seu crescimento vegetativo e também em certos processos onde se observam efeitos diretos, como por exemplo, na reprodução sexual, no amadurecimento e crescimento do fruto, em ações herbicidas e outros.

9253 – Mega Notícias – Planta que brilha no escuro gera polêmica


Você gostaria de ter uma planta que brilha no escuro? Mais de 8 mil pessoas disseram que sim – e doaram dinheiro para o Glowing Plant Project, um projeto que quer criar e vender uma planta capaz de emitir luz. Uma versão modificada da Arabidopsis thaliana, que receberá genes de alguma criatura produtora de luz, como uma libélula. Isso é considerado tecnicamente plausível. Mas a possibilidade gerou protestos de cientistas. Há receio de que a planta possa se multiplicar de forma descontrolada, interferir com outras espécies e causar problemas ecológicos.

8879 – Mega Cientistas – Carl von Linné


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Carolus Linnaeus, em português Carlos Lineu, e em sueco após nobilitação Carl von Linné (Råshult, Kronoberg, 23 de maio de 1707 — Uppsala, 10 de janeiro de 1778) foi um botânico, zoólogo e médico sueco, criador da nomenclatura binomial e da classificação científica, sendo assim considerado o “pai da taxonomia moderna”. Foi um dos fundadores da Academia Real das Ciências da Suécia. Lineu participou também no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, passando o valor de 0° para o ponto de fusão da água e 100° para o ponto de ebulição.
Lineu era o botânico mais reconhecido da sua época, sendo também conhecido pelos seus dotes literários. O filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau enviou-lhe a mensagem: “Diga-lhe que não conheço maior homem no mundo.”1 ; o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe escreveu: “Além de Shakespeare e Spinoza, não conheço ninguém entre os que já não se encontram entre nós que me tenha influenciado mais”.
O autor sueco August Strindberg escreveu: “Lineu era na realidade um poeta que por acaso se tornou um naturalista”.
Lineu era o mais velho de cinco irmãos (três mulheres e um rapaz, Samuel) e o seu pai, Nils, era o vigário de Stenbrohult, em Kronoberg. Quando criança, Lineu foi criado para ser da Igreja, como seu pai e seu avô materno haviam sido, mas ele tinha muito pouco entusiasmo pela profissão. Nils passou, no entanto, o seu interesse em plantas para o seu filho.
Em ?, em Växjö e passou para o ensino secundário em ?. Os seus resultados escolares eram insuficientes para prosseguir estudos clérigos; no entanto, seu interesse em Botânica impressionou um médico de sua cidade, Johan Rothman, e Lineu foi então mandado para estudar Medicina na Universidade de Lund em 1727.3 Em Lund, instalou-se na casa do médico Kilian Stobaeus, de quem adquiriu conhecimentos em Medicina e ciências naturais.
Transferiu-se para a Universidade de Uppsala um ano depois.5 6 A sua estada em Uppsala tornou-se viável graças ao apoio financeiro do clérigo Olof Celsius (tio do cientista Anders Celsius), que o apresentou a Olof Rudbeck filho, professor de medicina na universidade; este acolheu Lineu na sua casa.
Lineu tomou conhecimento também com o professor de medicina Lars Roberg.
Lineu passou os sete anos seguintes em Uppsala, interrompendo a estada apenas para as suas viagens à Lapónia (1732) e Dalarna (1734).
Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala cedeu todos os seus fundos para financiar a sua expedição para explorar a Lapônia, então praticamente desconhecida. O resultado dessa viagem foi o livro Flora lapponica, publicado em 1737. Durante sua viagem à Lapônia, Lineu conheceu e descreveu em seus diários um jogo tradicional da família tafl, o Tablut, sendo por esse motivo o Tablut o exemplo melhor documentado de toda essa família de jogos. Lineu iniciou a viagem, que durou cinco meses e em que percorreu mais de dois mil quilómetros, indo até Luleå e atravessando o sistema montanhoso interior até chegar à costa atlântica norueguesa, voltando depois pela mesma via e descendo pela costa do golfo da Bótnia na Finlândia; regressou então a Uppsala viajando através do arquipélago de Åland.
Lineu nomeou os taxa em formas que lhe pareciam pessoalmente do senso-comum, por exemplo, seres humanos são Homo sapiens (de “sapiência”), mas ele também descreveu uma segunda espécie humana, Homo troglodytes (“homem das cavernas”, nome dado por ele ao chimpanzé, hoje em dia mais comumente colocado em outro gênero, Pan). A classe Mammalia foi nomeada por suas glândulas mamárias porque uma das definições de mamíferos é que eles amamentam seus filhotes.
Lineu permaneceu nos Países Baixos durante um ano, tendo ido então a Londres em 1736. Visitou a Universidade de Oxford e conheceu diversas personalidades da comunidade científica, como o médico Hans Sloane e os botânicos Philip Miller e Johann Jacob Dillenius. Após alguns meses, Lineu voltou a Amsterdão, onde continuou a impressão do seu livro Genera Plantarum, o ponto de partida para o seu sistema de taxonomia.
Voltou à Suécia em 1738, onde praticou medicina (especializando-se no tratamento da sífilis) e leccionou em Estocolmo até ser nomeado professor em Uppsala em 1741. No jardim botânico da Universidade de Uppsala, Lineu organizou as plantas de acordo com o seu sistema de classificação, com a ajuda do arquitecto Carl Hårleman. O jardim botânico original de Lineu ainda pode ser visto em Uppsala. Ele também originou a prática de se usar os glifos de ♂ – (lança e escudo) Marte e ♀ – (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
Em 1739, Lineu se casou com Sara Lisa Moraea, filha de um médico, com quem havia noivado cinco anos. Do casamento nasceram sete filhos: Carolus, Elisabeth, Sara Magdalena, Lovisa, Sara Christina, Johannes e Sophie. Destes, só cinco chegaram à idade adulta, quatro raparigas e Carolus, o único a quem foi permitido estudar e formar-se em botânica. Nesse mesmo ano, Lineu co-fundou a Academia Real das Ciências da Suécia (Kungliga vetenskapsakademien). Ele conseguiu a cadeira de Medicina em Uppsala dois anos depois, logo a trocando pela cadeira de Botânica. Ele continuou a trabalhar em suas classificações, estendendo-as para o reino dos animais e dos minerais. A teoria da evolução ainda não existia, e Lineu estava apenas tentando categorizar o mundo natural de uma forma conveniente. Durante este período, Lineu tomou conta dos jardins botânicos da Universidade e foi por diversas vezes vice-chanceler desta, além de presidente da Academia Real que havia ajudado a fundar.
Em 1745, Lineu decidiu inverter a escala de Celsius, desenhando o termómetro da forma como é conhecido na actualidade: 0° correspondendo ao ponto de fusão do gelo e 100° ao ponto de ebulição da água (Anders Celsius havia inventado a escala, mas de forma invertida, com o ponto de ebulição mais baixo que o de fusão).
O rei Adolfo Frederico concedeu um título nobiliárquico a Lineu em 1757, tendo Lineu tomado o nome von Linné em 1761, e assinando frequentemente Carl Linné.

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Últimos anos
Lineu continuou os seus estudos botânicos depois da obtenção do seu título nobre, tendo mantido correspondência com diversas personalidades de todo o mundo. Por exemplo, Catarina II da Rússia enviou-lhe sementes do seu país.
Os últimos anos de vida de Lineu foram afectados por problemas de saúde: sofria de gota e dores de dentes.8 Sofreu um primeiro acidente vascular cerebral em 1774 e um segundo um ano mais tarde, que inutilizou o lado direito do seu corpo. Faleceu em 10 de Janeiro de 1778, durante uma cerimónia religiosa na catedral de Uppsala, onde foi sepultado.
Após a sua morte, as colecções de Sinvaldo foram vendidas pela sua esposa a um inglês, Sir James Edward Smith, em 1784, sendo actualmente mantidas pela Linnean Society, em Londres.
Lineu é conhecido na Suécia pelo nome Carl von Linné e em inglês por Carl Linnaeus. O seu nome totalmente latinizado, Carolus Linnaeus, foi-lhe atribuído após nobilitação em 1757, devido ao seu estatuto académico,3 é traduzido para português como Carlos Lineu. Sem esse estatuto, Lineu ter-se-ia chamado Carl Nilsson (“filho de Nils”). Na literatura científica, é utilizada a abreviatura “L.” para identificar Lineu como o autor da descrição de determinado taxon.
Numa competição, Lineu identificou-se como “Carl Nelin”, um criptónimo de “Carl Nilsson/Linné”.3 Ao longo dos tempos, Lineu recebeu diversas alcunhas, como “Princeps botanicorum” (“o príncipe dos botânicos”), “o segundo Adão” ou “o Plínio do Norte”.
Existem cerca de duzentos descendentes de Lineu, mas nenhum com o nome “von Linné” por descenderem apenas de duas filhas (Carl von Linné filho não teve descendentes).
Escreveu as suas principais obras científicas em latim, mas os seus diários de viagem e cartas em sueco são considerados os seus melhores trabalhos do ponto de vista literário.9 Entre estes encontram-se os relatórios das viagens a Öland e Gotland (Öländska och Gothländska resor, 1745), a Västergötland (Wästgöta Resa, 1747) e à Escânia (Skånska resa, 1751).
Lineu enviou estudantes seus a diversos locais no mundo, incluindo as Índias Orientais, China, Japão e Ártico; os jovens enviaram descrições de espécies animais e vegetais, além de amostras de espécimens, de volta. Alguns desses enviados não voltaram, tendo falecido de doenças ou em assaltos em zonas problemáticas, e sofrido problemas mentais e físicos que impossibilitaram o seu regresso à Suécia.