5854 – Geo-Política – Bomba Atômica no Irã


Segundo um relatório da ONU, os aiatolás iranianos estariam adaptando ogivas de seus mísseis para acomodar artefatos atômicos. O Irã anunciou que irá triplicar a produção de urânio enriquecido a 20%, concentração ainda muito aquém dos 90% necessários para produzir uma bomba atômica. O que vão fazer com tanto urânio a 20% é uma incógnita, já que eles já possuem combustível em excesso para fins pacíficos e gerar energia. Embora o governo desminta, fora dos comunicados oficiais, ninguém com alguma projeção política no Irã esconde os planos do país produzir uma bomba atômica. O programa nuclear iraniano não tem freio e nem marcha ré.

Um pouco +

O programa nuclear iraniano foi lançado na década de 1950, com a ajuda dos Estados Unidos, como parte do programa Átomos para a Paz. Após a Revolução Islâmica de 1979, o governo do Irã abandonou temporariamente o programa, mas acabou por voltar a lançá-lo, embora com menor assistência ocidental. O programa actual, administrado pela Organização de Energia Atômica do Irã, inclui diversos centros de pesquisa, uma mina de urânio, um reator nuclear e instalações de processamento de urânio que incluem uma central de enriquecimento.
Também não há previsão para completar o reator de Bushehr II, embora seja prevista a construção de 19 usinas nucleares.
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky declarou que “o Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos (…) Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos Estados Unidos, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido”.
Em discurso pronunciado a 11 de fevereiro de 2010, durante as comemorações do 31° aniversário da Revolução Islâmica, o presidente Ahmadinejad declarou que seu país havia iniciado a produção de urânio enriquecido a 20%, para uso civil.
O urânio enriquecido a 80% já é considerado weapons-grade, isto é, um nível adequado à fabricação de armas nucleares, embora bombas atômicas normalmente usem material enriquecido a 90% ou mais. Little Boy, a primeira bomba atômica a ser usada em uma guerra e que foi lançada pelos Estados Unidos contra a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, continha 64 quilos de urânio enriquecido a 80%.

2988 – Quantas bombas atômicas são necessárias para destruir o mundo?


Um dos clichês da Guerra Fria (1945-1989) era que os arsenais de EUA e URSS eram capazes de destruir a civilização várias vezes. Cientistas dos dois lados, entre eles o popular astrônomo Carl Sagan, já falecido, reforçavam as previsões catastróficas. Acontece que o pessoal exagerou um pouco: para varrer os vestígios do homem seriam necessárias 1,3 milhão de bombas-padrão atuais, com raio de destruição de 15 km2. Mesmo no auge da Guerra Fria, nunca houve mais que 5% do necessário. O arsenal atual dá bem para aniquilar as 100 maiores regiões metropolitanas do mundo. Ainda assim, restariam 19,1 milhões de km2 habitados por humanos. Sem falar que as pessoas provavelmente ocupariam novas áreas, que muitas se esconderiam em abrigos e que os ataques iriam dificultar a produção de novas bombas.

Então, não temos que temer um apocalipse nuclear total, é só fugir para o mato? Bem, algumas previsões dizem que 50 bombinhas como as de Hiroshima produziriam fumaça suficiente para ocultar a luz do Sol por meses, talvez anos. É um cenário que os cientistas chamam de inverno nuclear, mas que perdeu pontos quando os poços de petróleo em chamas da Guerra do Golfo (1991) não esfriaram o planeta. Cá entre nós, tomara que nunca precisemos saber quem está certo nessa história.
Felizmente, insuficiente
Poder de destruição das potências nucleares, em km²

COREIA DO NORTE + ÍNDIA + PAQUISTÃO + CHINA + ISRAEL + REINO UNIDO + FRANÇA = 15 MIL KM2

EUA – 150 MIL KM2

RÚSSIA -195 MIL KM2

TOTAL DO MUNDO EM 1985 – 975 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2000 – 500 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2009 – 360 MIL KM2
SUPERFÍCIE HABITADA – 19,5 MILHÕES DE KM2