13.616 – Peixe considerado o mais raro do mundo teve sua população Aumentada nos oceanos


peixe raro
O Thymichthys politus, ou simplesmente peixe-mão-vermelha, pensado como sendo o mais raro do mundo – mais isso até recentemente, quando os cientistas conheciam apenas 20-40 membros de sua população. No entanto, após uma descoberta casual feita pela Reef Life Survey, verificou-se que seus cardumes dobraram, segundo informações da Science Alert.
Antes da recente descoberta, a única população conhecida da espécie vivia na costa sudoeste da bacia de Frederick Henry, na Tasmânia. Já o novo clã vive em uma área diferente, que não foi divulgada para que proteção e gerenciamento dos peixes. Tudo o que se sabe é que eles foram encontrados vivendo em uma área de cerca de 50 metros de profundidade.
No entanto, para os pesquisadores, encontrar um novo grupo é emocionante, dada a raridade da espécie e possibilidade de aumentar ainda mais sua população, que era estimada em algo entre 20 e 40 peixes.
Mas, a raridade do peixe-mão-vermelha não é a única coisa impressionante sobre a espécie. Como o próprio nome indica, o peixe tem curiosos apêndices que se parecem com mãos, que usam para se movimentar ao redor no fundo do oceano.
Agora, o título de peixe mais raro do mundo poderá ser dado a um primo de espécie do T. politus, o peixe-mão-de-Ziebell, que não é avistado há mais de uma década, embora os pesquisadores temam que tenha sido extinto.

12.481 – Biodiversidade – Conhecemos apenas 0,0001% das espécies do planeta


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O planeta teria 1 trilhão de organismos

Para chegar a essa conclusão, os biólogos responsáveis pela pesquisa construíram uma base de dados usando mais de 35 mil análises de figuras microscópicas e não-microscópicas, acumulando 5.6 milhões de espécies de todos os continentes e mares do mundo, com exceção da Antártida.
“Estimar o número de espécies da Terra é um dos maiores desafios da biologia”, disse Jay T. Lennon, pesquisador da Universidade de Indiana e um dos membros da equipe que escreveu o estudo. “Nosso estudo combina os maiores bancos de dados de modelos ecológicos disponíveis. Esta grande quantidade de informação nos deu uma estimativa rigorosa do número de espécies microbiais no planeta”, concluiu.
Obviamente, esta não é a primeira tentativa de estimar a quantidade de espécies do planeta, mas, desta vez, devidos aos inúmeros e imensos avanços tecnológicos, a pesquisa deve receber alguma credibilidade entre a comunidade científica. “Estimativas antigas praticamente ignoravam os microrganismos. Até recentemente, havia poucas ferramentas que pudessem estimar com credibilidade o número de espécies microbiais que vivem em nosso ecossistema, mas, hoje, o advento da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA fornece uma quantidade de informações sem precedentes”, explicou Lennon.
Para ajudar a entender o tamanho do avanço científico, Lennon explica: “Antes da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA, acreditávamos que um grama de solo tinha cem tipos de microrganismos, hoje, sabemos que pode armazenar até um bilhão de organismos”.
A pesquisa é elucidativa, mas os próprios pesquisadores ainda a tratam com cautela, já que ainda estamos dando os primeiros passos na análise de organismos microscópios. “Nosso estudo sugere que há mais espécies microbiais em nosso planeta do que estrelas em nossa galáxia. É preciso termos calma e frieza com os resultados, mas isso mudará de uma vez por todas o que sabemos sobre a árvore da vida”, afirmou o pesquisador.

11.758 – Biologia – “Plâncton-monstro”: nova teoria explica antiga extinção em massa na Terra


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Uma das extinções em massa de organismos vivos mais antigas da história planetária, a do Ordoviciano-Siluriano, que ocorreu há 420 milhões de anos, pode ter sido causada pelo esgotamento de oxigênio nos oceanos e pela presença de metais nocivos em suas águas, de acordo com o trabalho de uma equipe científica.
Essa nova teoria, que contempla pela primeira vez a anóxia (falta de oxigênio) global nos oceanos como fator determinante nas extinções em massa, supera todas as hipóteses feitas anteriormente, que relacionavam o desaparecimento de 85% das espécies do período Ordoviciano aos eventos glaciais e às mudanças na composição atmosférica.
As novas conclusões surgem a partir de um estudo do plâncton, achado em fósseis na Líbia, os quais pertenciam ao período Siluriano tardio. Cientistas da Universidade de Gante, na Bélgica, focaram especificamente nos Chitinozoa, nos quais encontraram más formações coincidentes com altas concentrações de metais, como chumbo, manganês, alumínio e cobre, entre muitos outros. Os especialistas chamaram essas irregularidades de “mudanças teratológicas” (do grego “theratos”, que significa “monstro”).
Dessa forma, o envenenamento da água com metais teria causado inicialmente mudanças no plâncton, afetando, posteriormente, um número grande de organismo vivos. Atualmente, verifica-se um crescimento anormal de organismos aquosos com um nível alto de toxinas metálicas, o que poderá ser o indício de uma aproximação aos níveis da última extinção em massa do Ordoviciano-Siluriano.

11.656 – Biodiversidade – Homem é inocente na extinção de grandes mamíferos


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Muitos cientistas costumam culpar o ser humano pela extinção dos mamíferos gigantes da Era do Gelo, mas um grupo de pesquisadores da Austrália e dos EUA resolveu pedir um novo julgamento, por assim dizer. Eles afirmam que o júri deveria ter condenado o clima, e não o homem, como principal causador da catástrofe.
A equipe liderada por Alan Cooper, da Universidade de Adelaide, publicou suas conclusões na revista “Science”. Para o grupo, o fim da megafauna (termo que designa os mamíferos grandalhões) foi acontecendo aos pouquinhos, durante os vários períodos curtos de aquecimento brusco que pontuaram a fase final do Pleistoceno, ou Era Glacial.
Embora a ideia de que o clima tenha desempenhado um papel importante no sumiço dos gigantes pleistocênicos já circule há tempos, muita gente tinha dificuldade de aceitar essa hipótese.
Havia dados arqueológicos mostrando que alguns dos primeiros americanos caçavam espécies da megafauna. Tais dados sugeriam um efeito devastador da ação humana sobre essas espécies, que nunca tinham visto um caçador da nossa espécie na vida e que, portanto, não tinham evoluído para ter medo do ser humano.
O novo estudo, porém, compilou uma enorme massa de dados para tentar mostrar que o cenário real é muito mais complexo. Suas principais ferramentas foram o carbono-14 (variante instável do elemento químico carbono, usada para datar matéria orgânica com até dezenas de milhares de anos) e o DNA obtido a partir do esqueleto de animais extintos.
Cooper conseguiu correlacionar a idade dos esqueletos com um registro da bacia de Cariaco, no litoral da Venezuela. Essa bacia contém sedimentos marinhos resultantes da morte de micro-organismos do oceano, formando uma espécie de “cebola” temporal bastante precisa –cada camada da “cebola” corresponde a um ano.
A composição dessas camadas de sedimentos registra as oscilações do clima ao longo dos anos em sua composição química. Em tese, isso significa que, se um osso de mamute e uma camada de sedimentos possuem a mesma datação de carbono-14, é possível saber se o bicho morreu numa fase de clima mais quente ou mais frio.
A segunda metade do quebra-cabeça são as análises de DNA. Os cientistas não usam mais só ossos para saber quais espécies viveram no passado. E eles verificaram que havia uma diversidade consideravelmente maior de megamamíferos do que se imaginava.
Com as datações precisas e o DNA, é possível ver que extinções de linhagens da megafauna aconteceram o tempo todo ao longo das últimas dezenas de milhares de anos da Era do Gelo. Aliás, não exatamente o tempo todo: elas se concentram nos períodos relativamente curtos de aquecimento brusco.
“Não sabemos exatamente como essas extinções aconteceram, mas elas podem ter surgido a partir das mudanças na vegetação trazidas pelo aquecimento”, propõe ele.
A ação humana teria sido o “golpe de misericórdia”, abalando ainda mais populações já fragilizadas pelas alterações climáticas.
O principal ponto fraco do trabalho na “Science” é a falta de dados sobre a América do Sul. “Sabemos que, na América do Sul, já havia extinções locais de populações de gonfotéridos [parentes extintos dos elefantes] há pelo menos 66 mil anos”.
“O ajuste dos dados não parece ser tão bom quanto eles afirmam”, ressalva Mario Cozzuol, paleontólogo da UFMG. Outra crítica do pesquisador é que o artigo da “Science” ignora trabalhos que já vinham mostrado a correlação entre períodos quentes do Pleistoceno e reduções da megafauna.
“Períodos quentes, com expansão da vegetação densa, tipo florestas, teriam reduzido a população, visto que animais de grande porte preferem ambientes abertos.”
A megafauna do pleistoceno
Esse termo costuma ser usado para designar os mamíferos de grande porte que sumiram do planeta no fim do Pleistoceno (a Era do Gelo)
Durante décadas, descobertas como a presença de lanças de pedra (ao lado) em meio aos esqueletos de mamutes nos EUA levou os cientistas a postular a tese do “overkill”, segundo a qual caçadores humanos teriam exterminado rapidamente a megafauna. Os animais, por terem evoluído longe dosseres humanos, seriam incapazes de sentir medo instintivo de nossa espécie

Convivência
Não há um padrão único de extinção –as espécies vão desaparecendo de forma lenta e individualizada, em alguns casos após longa convivência com humanos,o que invalida ideia do “overkill”

Aquecimento
Há uma correlação forteentre períodos de aquecimento súbito do clima e extinções. Em regiões como o Brasil, por exemplo, mais calor significou mais chuva, levando ao surgimento de florestas fechadas, enquanto os grandes mamíferos estavam adaptados a ambientes abertos

O novo estudo
Pesquisadores da Austrália e dos EUA mapearam o vaivém das alterações do clima e as datas de desaparecimento das diferentes espécies da megafauna nos últimos 56 mil anos

11.630 – Biologia – Última fêmea de espécie de tartaruga-gigante não consegue se reproduzir


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A última fêmea de uma espécie de tartaruga-gigante asiática (Rafetus swinhoei) está com cem anos –e não consegue se reproduzir. Se ela morrer, a espécie estará extinta.
Há meses pesquisadores da Turtle Survival Alliance (TSA), entidade que busca promover a sobrevivência das tartarugas pelo mundo, tentam inseminar artificialmente o animal. Na última tentativa, ela finalmente colocou 89 ovos, mas todos eram estéreis.
Os cientistas vão tentar novamente. Mas eles não sabem direito o que está acontecendo. “Estamos fazendo um voo no escuro”, disse Rick Hudson, presidente da TSA. “Estamos aprendendo sobre a reprodução da espécie conforme vamos tentando.”
Ele explica que o sistema reprodutivo dessa espécie de tartaruga é muito complexo, muito mais do que o o dos seres humanos. “É bizarro de se ver. São muitos tentáculos e apêndices. Não sabemos direito”, afirmou Hudson ao site da revista “Scientific American”. Nunca antes foi feita uma inseminação em tartarugas da espécie.
Há ainda um desafio logístico: é preciso coletar e armazenar sêmen de tartaruga. O doador é um macho que também têm quase 100 anos –estima-se que a expectativa de vida das tartarugas-gigantes não seja muito maior do que isso, mas nem esse número os cientistas sabem ao certo.
Restam apenas quatro indivíduos da espécie no mundo. Além da fêmea e do macho que doou o esperma, ambos moradores do zoológico de Suzhou, na China, há outros dois machos no Vietnam.
A angústia do biológicos e veterinários começou já há alguns anos. Eles colocavam as duas tartarugas para cruzar. Elas até faziam isso, mas nada de filhotes…
Os cientistas começaram a tentar entender o que estava acontecendo. Decidiam coletar espermatozoides do macho para avaliar se eles eram viáveis (a fêmea, aparentemente, é saudável).
Aí surgiu outro problema na epopeia desses especialistas em tartarugas: como coletar o sêmen do macho?
Alguém então teve a ideia de eletrocutar o animal após sedá-lo. Isso poderia levar o bicho a uma ereção e à ejaculação. O método, conhecido como eletroejaculação, que consiste em inserir um eletrodo no ânus, é bem tradicional e utilizado em diversas espécies, como touros e até seres humanos.
Uma parte dos cientistas discordou, afirmando que seria imprudente expor um macho com idade tão avançada a descargas elétricas –ele poderia morrer. A maioria, porém, decidiu que era um risco a se correr e que não havia outra alternativa.
O procedimento deu certo e, com a ereção, eles descobriram que a tartaruga tinha um pênis danificado.
Eles especulam que o estrago pode ter sido causado por uma luta com outro macho décadas atrás –muitas décadas, porque as brigas são coisa de machos jovens. O estrago bloqueava a inseminação natural, mas o esperma era viável.

11.480 – Ecologia e Tecnologia – O APP da Biodiversidade


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Não importa onde você esteja, o Map of Life (MOL), Mapa da Vida em tradução literal, pode dizer quais espécies de animais e plantas vivem próximas a você com base na localização do seu celular. Em vez de procurar por centenas de páginas em um guia impresso, naturalistas podem ter um guia de campo digital feito sob medida para a sua localização através de um aplicativo.
O MOL*, projeto da Universidade de Yale em parceria com a Nasa, eBird, Google, entre outros, acabou de lançar um aplicativo que integra fontes diferentes de dados de distribuição das espécies pelo mundo. Mapas de área de distribuição, pontos de ocorrência e áreas de proteção são fornecidos pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês), GBIF (Sistema Global de Informação sobre a Biodiversidade, na sigla em inglês) entre outras instituições.
Ao acessar o aplicativo, você fornece sua localização e uma lista de espécies com área de ocorrência próxima ao lugar onde você se encontra aparece na tela do celular. Todos os dados são gerenciados, checados, armazenados e podem ser acessados via cloud hosting (sistema baseado na tecnologia de computação em nuvem que permite que um número ilimitado de máquinas funcionem como um sistema).
Fotos ajudam a identificar o animal ou planta e textos fornecem informações sobre as espécies. O usuário também pode criar listas pessoais de observação, contribuir com pesquisas científicas e projetos de conservação e ajudar a atualizar informações sobre a biodiversidade local.
“O aplicativo coloca uma parte significativa do nosso conhecimento global sobre a biodiversidade na palma da sua mão, e permite que você descubra e se conecte com a biodiversidade em um lugar, onde quer que esteja”, disse Walter Jetz, professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Yale e coordenador do MOL, em entrevista para o site YaleNews. Segundo Jetz, os guias de campo em forma de livros estão ultrapassados. O MOL é uma ferramenta que permite se conectar com a biodiversidade de uma forma mais eficiente e emocionante. “Esta vasta informação, personalizada para o lugar onde estamos, pode mudar a forma como identificamos e aprendemos sobre as coisas que vemos quando viajamos, caminhamos na mata, ou pisamos no nosso próprio quintal.”
O MOL está disponível em cinco idiomas (ainda não existe em português, mas as espécies da nossa fauna podem ser encontradas) para smartphones iPhone e Android. Para obter mais informações e baixar o aplicativo visite o site do Map of Life.

11.205 – Último tigre da China Vira Churrasco


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A imprensa chinesa noticiou no fim de dezembro de 2013, que um cidadão foi condenado a doze anos de prisão por crime ambiental. Seu delito foi matar a tiros – e comer, em animada companhia de amigos – o que se acredita ser o último exemplar que restava na China do tigre da Indochina. A última vez que se viu essa subespécie de tigre em território chinês foi em 2007. Testemunhas afirmam que o animal morto era o mesmo avistado naquela ocasião. Duas outras subespécies de tigre subsistem na China (uma delas, o tigre do sul da China, com menos de vinte exemplares). O tigre da Indochina está agora restrito a cinco países do Sudeste Asiático. O condenado alega que atirou no animal em legítima defesa, mas admitiu ter feito churrasco do felino. Na medicina chinesa tradicional, persistem crendices como a que atribui poderes terapêuticos a órgãos de certos animais. Os testículos do tigre são recomendados como uma iguaria afrodisíaca.

11.151 – Espécime raro de tubarão nunca visto antes é capturado na Austrália


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Pescadores que trabalhavam nas águas do sudeste australiano capturaram um espécime raro do tubarão-babado, conhecido como o “fóssil-vivo”, pois remonta a 80 milhões de anos. A cabeça e a cauda dessa espécie são semelhantes às de um tubarão comum; no entanto, ele possui 300 dentes, divididos em 25 fileiras, e seu corpo é mais parecido com o de uma enguia gigante.
O espécime capturado, de dois metros de comprimento, foi encontrado nas proximidades do lago Entrance, no estado australiano de Victoria. Simon Boag, da SETFIA (Associação da Indústria de Pesca com Rede do Sudeste), afirmou que é a primeira vez que esse animal é visto. “De fato, parece ter 80 milhões de anos. Tem um aspecto pré-histórico, parece de outro tempo”, acrescentou.
Cientistas da CSIRO (Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial) confirmaram que se trata de um tubarão-babado, espécie conhecida dentro do meio acadêmico, mas raramente vista por pescadores. Apesar de o animal ser encontrado em profundidades superiores a 1200 metros, o espécime em questão foi capturado a 700 metros abaixo da superfície aquática.

11.102 – Biodiversidade – EUA anunciam plano para salvar borboleta-monarca


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A borboleta-monarca vive uma situação alarmante: desde 1996, 970 milhões delas desapareceram na América do Norte. Estima-se que as populações desse inseto tenham diminuído de um bilhão para cerca de 30 milhões atualmente. O dado foi divulgado pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U.S. Fish and Wildlife Service) na segunda-feira.

A queda é decorrente da aplicação de herbicidas nas plantas asclépias, que funcionam como maternidades para essas borboletas, além de sua casa e fonte de alimentos. Toda primavera, esses animais fazem uma migração do México para o Canadá que leva seis gerações para ser concluída.
O governo americano anunciou que 3,2 milhões de dólares serão destinados a salvar os insetos. Deles, 2 milhões de dólares serão empregados em projetos para aumentar o número de asclépias nas principais rotas de migração das borboletas.

O Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem está avaliando uma petição feita pelo Centro de Diversidade Biológica para listar a borboleta-monarca como uma espécie ameaçada que necessita de proteção especial para sobreviver.
As abelhas também vêm sofrendo baixas nos últimos tempos, devido a um fenômeno conhecido como síndrome do colapso da colônia, ainda não totalmente explicado. Acredita-se que ele possa ter relação com pesticidas do tipo neonicotinoide, absorvidos por todas as partes das plantas. As suspeitas levaram a União Europeia a banir, a partir de julho de 2013, o uso desses pesticidas em algumas culturas por um período de dois anos, apesar dos protestos de produtores agrícolas e de multinacionais químicas e agroalimentícias.

10.849 – Biodiversidade – Descoberta nova espécie de peixe em poça de água doce no sul do Brasil


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O Austrolebias bagual, que ainda não recebeu nome popular, foi encontrado em uma área de apenas um hectare no Pampa gaúcho, em Encruzilhada do Sul, interior do Rio Grande do Sul.
Da família Rivulidae, a nova espécie identificada tem somente cinco centímetros e possui padrão de colorido único nos machos – a nadadeira dorsal apresenta manchas negras na vertical e o corpo marrom claro acinzentado também tem o mesmo tom de listras.
A descoberta foi divulgada pela publicação internacional AQUA – International Journal of Ichthyology. O Austrolebias bagual pertence ao grupo chamado de “peixes anuais”, que têm ciclo de vida regido pelo clima. Por viverem em poças temporárias, os indivíduos adultos morrem a cada vez que a seca atinge a região. Mas as fêmeas depositam os ovos na terra.
“Quando as poças secam, ocorre uma pausa no desenvolvimento dos embriões, conhecida como diapausa. Apenas quando volta a chover e o ambiente se torna favorável, os ovos voltam a se desenvolver e eclodem”, explica Matheus Volcan, pesquisador e vice-coordenador do Instituto Pró-Pampa.
Segundo a pesquisa, que teve apoio da Fundação Boticário, a bacia do Rio Camaquã, onde o Austrolebias bagual foi descoberto, ainda é pouco estudada e por isso sua biodiversidade é desconhecida. “Marcamos o início de um processo de ampliação do conhecimento. Queremos definir regiões prioritárias e propor ações de conservação para as espécies”.
Apesar da boa notícia, os cientistas revelam que a nova espécie já sofre risco de extinção. Os peixes de água doce estão entre os mais ameaçados, devido ao aumento de períodos de seca e a formação de poças e lagoas. Além disso, o crescimento de áreas agrícolas no Rio Grande do Sul torna os animais ainda mais vulneráveis.
Este foi justamente um dos motivos para a escolha do nome Austrolebias bagual. Os gaúchos costumam usar o termo “bagual” para se referir a pessoas corajosas e destemidas. A torcida agora é que o peixinho valente consiga sobreviver e se procriar num planeta cada vez mais quente.

10.795 – Biodiversidade – A Biopirataria


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Trata-se da exploração ou apropriação ilegal de recursos da fauna e da flora e do conhecimento das comunidades tradicionais.
O conceito de biopirataria surgiu em 1992 com a “Convenção Sobre Diversidade Biológica” apresentada na Eco92. Desde então, a biopirataria vem sendo tema de infindáveis discussões sobre a apropriação indébita por parte de grandes laboratórios farmacêuticos internacionais dos conhecimentos adquiridos por povos indígenas, quilombolas e outros, acerca das propriedades terapêuticas ou comerciais de produtos da fauna e da flora de diversos países, ou de seus princípios ativos utilizados para a confecção de medicamentos.
Existem normas internacionais, como os tratados sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (OMC – Organização Mundial do Comércio) que permitem aos pesquisadores patentear descobertas feitas através de pesquisas em outros países desde que estes tenham participação nos lucros obtidos com as descobertas. Entretanto, são inúmeros os casos em que a patente é feita, mas o país de origem sequer chega a ver a cor do dinheiro.
A biopirataria acontece em qualquer país do mundo que possua recursos naturais com potencial de comercialização e poucos investimentos em pesquisa e regulamentação, principalmente relacionada a medicamentos. Mas no Brasil o tema ganha uma dimensão enorme devido ao fato de este ser o país com a maior biodiversidade do planeta e de que aqui ainda há um potencial muito grande e inexplorado. Estima-se que o Brasil perca cerca mais de 5 bilhões de dólares por ano com o tráfico de animais, produtos da flora e de conhecimentos das comunidades tradicionais.
Geralmente associa-se a biopirataria com as indústrias farmacêuticas e princípios ativos de medicamentos. Mas, embora esse comércio movimente as maiores cifras (o mercado de remédios baseados em plantas medicinais lucra algo em torno de U$400 bilhões por ano; e do Brasil saem anualmente e de forma ilegal, mais de 20 mil extratos de plantas nativas), ele não é a única forma de exploração. A extração ilegal de madeira também figura como biopirataria.

Infelizmente, a reação brasileira ainda é incipiente. Por enquanto há apenas uma Medida Provisória (N. 2.186) sobre o assunto, criada logo após a conclusão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de 2003 que investigou a biopirataria no Brasil, porém sem grandes sucessos. Entretanto, é difícil dizer se essa MP ajudou ou piorou ainda mais a situação. A biopirataria ainda não é considerada como crime e a partir da MP o acesso a qualquer recurso genético depende da autorização da União. Ou seja, a MP não pune os praticantes da biopirataria e ainda tornou mais difícil o acesso dos pesquisadores brasileiros aos recursos genéticos.
Alguns dos recursos brasileiros pirateados por indústrias de outros países são os seguintes: o caso mais clássico é o do açaí, que chegou a ser patenteado pela empresa japonesa K. K. Eyela Corporation, mas que devido à pressão de diversas ONGs e da mídia, teve sua patente caçada pelo governo japonês (isso depois de mais de um ano…); o segundo caso famoso é o do veneno de jararaca que teve o princípio ativo descoberto por um brasileiro. Mas o registro acabou sendo feito por uma empresa americana (Squibb) que usou o trabalho e patentou a produção de um medicamento contra a hipertensão (o Captopril) nos anos 70.
No primeiro caso houve sucesso (mesmo que demorado) porque a patente havia sido feita recentemente, após a Convenção Sobre Diversidade Biológica. Mas, nos casos como o segundo, em que as patentes são antigas as chances de que isso ocorra são praticamente nulas e, como a maior parte dos recursos biopirateados vai para grandes e multimilionárias empresas e ainda não há legislação no Brasil que defina a biopirataria como crime, recorrer acaba sendo uma ação dispendiosa e quase sempre infrutífera.

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10.775 – Mega Bloco – Biodiversidade


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Já foram descritas pelos biólogos cerca de 1,4 milhão de espécies diferentes, mas esse número aumenta a cada ano.
Risco de Extinção:
Da admiração à preocupação. Boa parte da vida do planeta que ainda é desconhecida, pode estar sendo extinta. O desmatamento é um dos principais motivos. A destruição de um ambiente consequentemente destrói os seres vivos que dele dependiam.
A Mata Atlântica é um exemplo típico. Estima-se que somente nos últimos 35 anos, ela tenha perdido cerca de 50 mil espécies, o que dá 4 espécies extintas por dia.
A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
O problema é tão grave, sobretudo na amazônia, que em breve, estaremos medindo a taxa de extinção por hora e não mais por ano.

Vida na floresta tropical
Elas são consideradas o centro da biodiversidade. Estima-se que que cerca da metade de todas as espécies de seres vivos que existem se concentrem no que resta dessas florestas.
Numa floresta tropical podem existir milhões de espécies desconhecidas, vivendo em seus diferentes ambientes: ao, água e solo.
A partir de uma única planta leguminosa na Reserva Tambopata , no Peru, foram recuperadas 43 espécies de formigas, o mesmo que a fauna inteira de formigas das Ilhas Britânicas. Peter Ashton encontrou 700 espécies de árvores em 10 lugares selecionados de um hectare cada, em Bornéu; o mesmo que em toda a América do Norte.

10.695 – Ciências Biológicas – Conceitos de Biodiversidade


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De todas as espécies atualmente conhecidas, a maioria é formada por insetos. Eles representam cerca de 50% de todas as espécies conhecidas. Depois vêm os outros animais, fungos, vegetais, protozoários e bactérias. Os vírus, apesar da polêmica vista em capítulos anteriores, também entram nessa contagem.
Plantas e insetos: uma vida comum
Existirem mais insetos e plantas não é mera coincidência, pois estes interagem de várias formas, dependendo uns dos outros. O que é chamado em Biologia de co-evolução. O grande grupo de insetos depende das plantas para se alimentar. Eles consomem as suas folhas, frutos, flores, caule ou raízes. Usam as plantas como abrigo ou habitat. Uma considerável parcela de espécies de plantas dependem dos insetos para carregarem o seu pólen de uma flor a outra, auxiliando na reprodução. Outras dependem dos pássaros. Também dependem que alguns besouros decomponham tecidos mortos, o que torna os minerais novamente disponíveis no solo, que por sua vez são reabsorvidos pelas plantas. O desaparecimento de insetos da Terra pode provocar um caos, provavelmente, as plantas que produzem flores também desapareceriam na sequência. A mesma situação ocorreria com muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos, cuja alimentação depende direta ou indiretamente dos insetos. Poucas espécies sobreviveriam.
5 ou 100 Milhões?
1.400.000 é o número conhecido, imagine o desconhecido.
Quase nada se conhece por exemplo de fungos, bactérias e protozoários, que são grupos de seres vivos pouco estudados.
Mesmo entre animais e vegetais, o que se conhece é muito pouco. O número de espécies estimado pela biologia varia muito, mas todos concordam que há muito a descobrir.
A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.
Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
Não há uma definição consensual de biodiversidade. Uma definição é: “medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas”. Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é “totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região”. Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética – diversidade dos genes em uma espécie.
diversidade de espécies – diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas – diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
Para os biólogos geneticistas, a biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
Para os ecólogos, a biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótipo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que a cultura humana tem sido determinada pela biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
Um “ponto crítico” (hot spot) de biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos
Alguns deles:
O Brasil tem 1/5 da biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5000 de vertebrados, 10-15 milhões de insectos, milhões de microorganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais.

10.681 – Biodiversidade – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização.
Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) diz que as abelhas são fundamentais para a humanidade. Só não dá para cravar um prazo para a extinção – nossa e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões.

Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso. Entenda porque:
1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor;
2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem;
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica;
4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.

10.146 – Biologia – Animais extintos que deixaram saudades


Você sabia que 99% das espécies que já passaram pela Terra estão extintas? Apesar da enorme biodiversidade do planeta, o que temos hoje é apenas uma pequena amostra de tudo o que já passou por aqui ao longo da história. De dinossauros e mamíferos gigantes, espécies incríveis já foram extintas. Muitas por causas naturais, outras por ação do homem. Conheça alguns dos animais mais incríveis que já habitaram o planeta.

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Tigre-dente-de-sabre
Smilodon é um gênero extinto de felídeo da subfamília Machairodontinae. É o mais conhecido dos tigres-dente-de-sabre e viveu na América do Norte durante o Pleistoceno (há entre 2,5 milhões e 10 mil anos). Vários fósseis foram encontrados em La Brea. Três espécies do gênero são conhecidas, e os portes deles variam.
Acima de tudo, o smilodon era mais robusto do que qualquer felídeo moderno, com membros anteriores excepcionalmente desenvolvidos e com longos caninos. Sua mandíbula tinha uma abertura maior que a dos felídeos modernos e os caninos superiores eram compridos e frágeis, sendo adaptados a um ataque preciso. Tais atributos fizeram do smilodon um caçador especializado em grandes herbívoros como bisões e camelos.
O smilodon provavelmente viveu em habitats florestados que permitia formar emboscadas. Sua preferência em caçar grandes mamíferos pode ter sido causa de sua extinção. Existe discussão se as espécies do gênero eram animais sociais. Comparações entre respostas de predadores vocalizações de perigo e a prevalência de feridas cicatrizadas sugerem que era um animal social, enquanto que seu pequeno cérebro sugeria que era um animal solitário. Alguns fósseis mostram sinais de Espondilite anquilosante, traumas e artrite. O smilodon foi extinto há 10 000 anos.

10.128 – Biologia – Agora é tarde…Veja as próximas extinções


Cágado Astrochelys yniphora
Esse é simplesmente o cágado mais raro do mundo. Nativo de Madagascar, há apenas 300 desses animais no mundo inteiro. Em 2013, 10% de toda a população de Astrochelys yniphora do mundo foi encontrada na mala de um contrabandista.

lince

Lince-ibérico
Em 2004 havia apenas 100 linces-ibéricos adultos – os nascidos em cativeiro estão voltando para a natureza, em uma tentativa de repovoamento. Hoje há apenas 300 desses animais vivos, o que representa um risco extremo de extinção.

Rinoceronte-de-sumatra
Essa é a menor espécie de rinoceronte, atingindo no máximo um metro de altura. A extinção desses animais tem a ver com a venda de seus chifres, que chegam a valer US$ 30 mil por kg. Apenas 200 estão vivos atualmente.

Prolemur simus
Esse mamífero se alimenta de bambu, que contém cianeto, substância venenosa. Não se sabe, ainda, como esses animais sobrevivem ao alimento que consomem. Até 1986 acreditava-se que eles estavam extintos, mas cerca de 100 animais ainda estão na natureza. Só não se sabe por quanto tempo.

tigre sumatra

Tigre-de-sumatra
Em média 40 desses animais são mortos por humanos todos os anos na Sumatra. Em 1978, mil desses tigres estavam vivos. O número hoje caiu para 400.

Leopardo-de-amur
Com apenas 30 leopardos-de-amur no planeta, a reprodução está ainda mais difícil devido à endogamia, que nada mais é do que o sistema de acasalamento entre animais relacionados pela ascendência, aparentados. As fêmeas dão à luz apenas um bebê de cada vez.

Rã-pintada-da-palestina
Não foi vista por 60 anos até 2011. Cientistas acreditam que apenas 14 dessas rãs ainda existam no mundo. A espécie mais próxima a ela morreu há 15 mil anos.

Ambystoma mexicanum
Essa salamandra era tida como totalmente extinta até que duas delas foram vistas recentemente, neste ano. Esse animal tem a capacidade de regeneração de membros e, também por isso, é considerado superimportante para pesquisas científicas.

Rafetus swinhoei
Essa é simplesmente a maior tartaruga de água doce do mundo e apenas quatro delas estão vivas.

golfinho chines

Golfinho-lacustre-chinês
A espécie foi declarada extinta em 2006 e, em 2007, alguns sinais levaram a crer que alguns desses golfinhos ainda existam, mas o número é pequeno demais para repovoar o meio ambiente.

9942 – Biodiversidade – Planeta Terra tem mais de 8 milhões de espécies


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Estudo identifica que mais de 85% dos animais e plantas existentes são desconhecidos. Muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem encontradas.
Elefantes-marinhos em Palmer Station, Antártida. Censo da Vida Marinha identificou que 86% das espécies que vivem na terra e 91% das que vivem no mar ainda não foram estudadas. Foto: Daniel Costa, Universidade da Califórnia
A diversidade da vida é uma das características mais marcantes do nosso planeta, mas até hoje pesquisadores e cientistas não conseguiram precisar a quantidade de plantas e animais existentes na Terra. Um estudo produzido pelo Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países, apresenta a mais recente tentativa de estimar quantas espécies existem no mundo. Segundo o estudo, o total chegaria a 8,7 milhões, com uma margem de erro de 1,3 milhão para mais ou para menos.

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A biodiversidade possui três grandes níveis:
1) Diversidade genética – os indivíduos de uma mesma espécie não são geneticamente idênticos entre si. Cada indivíduo possui uma combinação única de genes que fazem com que alguns sejam mais altos e outros mais baixos, alguns possuam os olhos azuis enquanto outros os tenham castanhos, tenham o nariz chato ou pontiagudo. As diferenças genéticas fazem com que a Terra possua uma grande variedade de vida.
2) Diversidade orgânica – os cientistas agrupam os indivíduos que possuem uma história evolutiva comum em espécies. Possuir a mesma história evolutiva faz com que cada espécie possua características únicas que não são compartilhadas com outros seres vivos. Os cientistas já identificaram cerca de 1,75 milhões de espécies. Contudo, eles estão somente no começo. Algumas estimativas apontam que podem existir entre 10 a 30 milhões de espécies na Terra.
3) Diversidade ecológica – As populações da mesma espécie e de espécies diferentes interagem entre si formando comunidades; essas comunidades interagem com o ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que formam os biomas. Desertos, florestas, oceanos, são tipos de biomas. Cada um deles possui vários tipos de ecossistemas, os quais possuem espécies únicas. Quando um ecossistema é ameaçado todas as suas espécies também são ameaçadas.

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Por que a biodiversidade é importante?
Qual é o valor de um metro cúbico de água liberado pela Floresta Amazônica, por evaporação, que retorna em forma de chuva, mantendo o clima úmido da região? Qual é o valor dos nutrientes acumulados nos troncos e nas cascas de árvores centenárias? Quais seriam os prejuízos provocados pelos incêndios na Amazônia se estes não se apagassem nas margens das florestas? Quanto vale um quilo de carbono que deixa de ser liberado para a atmosfera por estar estocado em suas florestas? Estas perguntas estão relacionadas ao valor do que pode ser chamado “serviço ecológico” fornecido pela floresta Amazônica. A importância desses serviços fica clara quando se projeta um cenário de “Amazônia desmatada”. Se a maior parte da vasta extensão de floresta existente hoje fosse removida, além do desaparecimento de número enorme de espécies, a atmosfera da Terra passaria a ter muito mais gás carbônico, agravando o efeito estufa e o conseqüente aquecimento global. Portanto, a biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza por ser responsável pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas. Além disso, a biodiversidade é fonte de imenso potencial econômico por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras, florestais e também a base da indústria da biotecnologia, ou seja, da fabricação de remédios, cosméticos, enzimas industriais, hormônios, sementes agrícolas. Portanto, a biodiversidade possui, além do seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo… Com tamanha importância, é preciso conhecer e evitar a perda da biodiversidade!

Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
A perda da biodiversidade envolve aspectos sociais, econômicos, culturais e científicos. A situação é particularmente grave na região tropical. Populações humanas crescentes e pressões econômicas estão levando a uma ampla conversão das florestas tropicais em um mosaico de habitats alterados por ação humana. Como resultado da pressão de ocupação humana, a Mata Atlântica ficou reduzida a menos de 10% da vegetação original. Os principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade são:

Perda e fragmentação dos habitats;
Introdução de espécies e doenças exóticas;
Exploração excessiva de espécies de plantas e de animais;
Uso de híbridos e monoculturas na agroindústria e nos programas de reflorestamento;
Contaminação do solo, água e atmosfera por poluentes;
Mudanças climáticas.

9827 – Pesquisadores descobrem 169 espécies na Amazônia


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Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi anunciaram nesta terça-feira a descoberta de 169 novas espécies da fauna e da flora amazônica. O levantamento foi concluído após quatro anos de trabalho.
Entre os achados, estão catorze plantas e 155 animais, sendo a maioria (112) de aracnídeos. Há ainda doze espécies de peixes, dez de aves, dez de anfíbios, seis de répteis, quatro de dípteros (grupo dos mosquitos e moscas) e um mamífero — um pequeno primata.
Segundo os pesquisadores, o fato de haver muito mais invertebrados entre as espécies de animais descobertas não é uma surpresa, já que eles ocorrem em maior quantidade na natureza. As descobertas nessa área sempre foram mais lentas, tanto pelas inúmeras dificuldades em estudar animais tão diminutos quanto pelo pouco interesse do público em espécies que não estão claramente à vista.
Entre os animais maiores descritos, destaca-se um novo macaco, o Mico rondoni, que, como o nome leva a entender, existe somente em Rondônia, na área entre os Rios Mamoré, Madeira e Ji-Paraná. Por muito tempo ele foi confundido com outra espécie, o Mico emiliae, que vive no Pará. A nova espécie está ameaçada pelo desmatamento no Estado.

9750 – Curiosidades – Cobras Voadoras


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Cobras voadoras parecem dignas de um filme de terror, mas algumas espécies são capazes de planar e assumem a forma de discos voadores em pleno ar, segundo um novo estudo.
Publicado na última edição do Journal of Experimental Biology, o estudo analisa como as cobras do gênero Chrysopelea são capazes de flutuar a até 30 metros do solo em seus habitats, nas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Pouco venenosas, elas preferem fugir a lutar.
Para se mover entre as árvores ou escapar de predadores, elas se lançam no ar de qualquer ponto fixo, flexionando as costelas antes de começar a planar. Em seguida, esticam e achatam o corpo, formando um semicírculo, segundo o co-autor do estudo, Jake Socha, pesquisador da Faculdade de Engenharia do Instituto de Tecnologia da Virgínia.
Para o estudo, Socha e seus colegas primeiro observaram as cobras em ação. De longe, elas pareciam rastejar. ”Elas pareciam nadar, transformando o corpo todo em uma superfície aerodinâmica”, explica o pesquisador.
Para determinar o que estava acontecendo de perto, os pesquisadores usaram uma impressora 3D para produzir um molde com o mesmo corte transversal do corpo da serpente. Em seguida, eles o colocaram em um tanque cheio d´água, que fluía sobre uma superfície em formato de cobra.
Embora a água seja muito mais densa do que o ar, Socha explicou que eles conseguiram recriar com precisão as condições que as cobras enfrentam enquanto planam. A água fluiu sobre o modelo com uma variação específica de velocidade, entre 20 e 50cm/s.
Ao inclinarem ligeiramente o modelo, os pesquisadores descobriram que, na maioria dos ângulos, o corpo da serpente gerou uma força de ascensão suficiente para explicar seu impressionante planeio. Mas quando o molde foi achatado, a turbulência gerada pela força de sucção o puxava para baixo.
“Talvez a cobra mantenha uma parte do corpo achatada como mecanismo de controle de voo”, especula Socha, explicando que as contorções podem ajudar os répteis a se adaptar às forças que agem sobre seu corpo, permitindo um voo mais preciso.
O modelo, no entanto, não explica completamente como as cobras conseguem planar durante tanto tempo.
“Se você fizer um cálculo aproximado da força de ascensão em relação à razão de planeio do animal real, ele parece se sair melhor que o modelo”, explica Socha. “Então, apesar termos produzido uma ascensão maior do que esperávamos, o planeio do molde não foi igual ao das cobras. Isso indica que elas estão gerando algum efeito aerodinâmico que não conseguimos reproduzir”.
Depois de desvendar totalmente a técnica das cobras, os pesquisadores pretendem usá-la para projetar minúsculos robôs aéreos para missões de busca e salvamento, capazes de se infiltrar em lugares inacessíveis a dispositivos maiores e seres humanos.

9747 – Biodiversidade – Alerta: As abelhas em perigo


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Dois terços dos alimentos que nós ingerimos são cultivados com a ajuda das abelhas. Na busca de pólen, sua refeição, esses insetos polinizam plantações de frutas, legumes e grãos. Em tempos em que a escassez mundial de comida é pauta das autoridades no assunto – como a recomendação da ONU para consumir mais insetos – a perspectiva de ficar sem a ajuda desses seres no abastecimento alimentar seria alarmante. E é o que está acontecendo.
Em 2006, apicultores nos Estados Unidos começaram a notar que suas colônias de abelhas estavam desaparecendo. Cientistas investigaram e comprovaram o fenômeno, que foi batizado de colony collapse disorder (síndrome do colapso da colônia, CCD). Sete anos depois, o sumiço continua: no inverno de 2012 para 2013, dado mais recente, 31% das abelhas americanas deixaram de existir.
O fenômeno se repetiu na Europa, onde, segundo um levantamento do Coloss, rede de cientistas de mais de 60 países que estuda o sumiço das abelhas, algumas regiões perderam até 53% de suas colônias nos últimos anos. Japão, China e o Brasil também reportaram problemas – apicultores de Santa Catarina relataram que um terço das 300.000 abelhas do Estado bateu asas em 2012.
A escassez de polinizadores já afeta alguns cultivos. Em 2013, a queda na produção elevou o preço das amêndoas nos Estados Unidos em 43% em relação ao ano anterior, segundo informações do jornal The Telegraph. Pelo mesmo motivo, o quilo da oleaginosa na Espanha, outro produtor, chegou a quase 8 euros – o mais alto desde 2005. Na França, as vítimas foram as cerejas, que passaram a ser cultivadas na Austrália, menos afetada pela falta de abelhas. No Brasil, segundo especialistas, a redução de insetos afetou a plantação de maçãs, embora as perdas não tenham sido quantificadas. “Se o problema continuar, o modelo atual de fazendas vai se tornar insustentável. O custo de produção vai subir para o produtor e para o consumidor final, de modo que diversos fazendeiros podem acabar deixando a atividade”, afirma o físico brasileiro Paulo de Souza, estudioso do tema na Organização Nacional de Pesquisa Científica e Industrial da Austrália.
A causa do sumiço é um mistério que intriga os pesquisadores, a começar pelo fato de os corpos dos insetos não serem encontrados nas colmeias ou arredores. Os animais desaparecem sem deixar rastros, e os especialistas acreditam que o motivo seja uma espécie de curto-circuito no sistema de localização das abelhas, fazendo com que elas se percam. A diversidade de espécies e as peculiaridades de cada país dificultam a investigação sobre o extermínio.

Entre os principais motivos apontados está o uso de pesticidas, especialmente os neonicotinoides, uma das classes mais utilizadas por agricultores. “Os neonicotinoides têm uma segurança grande com relação aos mamíferos, principalmente o homem, por isso são bastante utilizados. O problema é que eles afetam não apenas os insetos que são considerados pragas, mas os polinizadores também”.
As suspeitas levaram a União Europeia a banir os neonicotinoides por um período de dois anos, iniciado em julho de 2013, apesar dos protestos de produtores agrícolas e as multinacionais químicas e agroalimentícias. Nesse intervalo, será avaliado o impacto da proibição na agricultura e nas abelhas, para se decidir se a regra será mantida por mais tempo. “A medida é radical, mas necessária”, diz Paulo de Souza. “Foi uma medida de precaução, mesmo critério adotado na criação do Protocolo de Kyoto.”
Pragas – Além dos pesticidas, vírus, fungos, bactérias e outros parasitas são apontados como vilões. O principal é o ácaro Varroa destructor, que se agarra às abelhas, suga sua hemolinfa (o “sangue” dos insetos) e pode transmitir vírus aos animais.
A Austrália é, atualmente, o único país do planeta que ainda não foi atingido pelo Varroa. Para manter o status de abelhas mais saudáveis existentes, cuidados relativos à biossegurança foram adotados por lá. Segundo Souza, todos os aeroportos contam com cães especialistas em farejar frutas na bagagem dos passageiros, norma que evita a contaminação mesmo entre os Estados australianos.