13.951 -☻Mega Polêmica Bíblica


bíblia
Das páginas da Bíblia para o ☻Mega

TROCA DE ESPOSAS

LIVRO – Gênesis, capítulo 21, versículos 1-14

QUESTÃO – Ciúme e vingança

O patriarca Abraão, sua mulher, Sara, e a escrava Agar viveram um triângulo amoroso complicado. Sara era estéril e, ao passar dos 70 anos, sugeriu ao marido que tomasse uma nova esposa. Agar foi a escolhida e deu à luz Ismael, mas Sara se arrependeu. Engravidou 14 anos depois, teve Isaac e, enciumada, exigiu a expulsão da rival e do filho dela. Supostamente, a briga rende até hoje: Ismael teria dado origem ao povo árabe, e Isaac, ao povo judeu.

Adultério, vingança e assassinato
A história de João Batista, primo de Jesus, vale como alerta: cuidado onde você mete seu bedelho. João reprovava o caso entre Herodes Antipas, rei da Galileia, e a cunhada dele, Herodias. No aniversário do monarca, sua enteada Salomé o presenteou com uma dança sensual. Em troca, Herodes prometeu a ela o que quisesse. Ela não hesitou: exigiu a cabeça de João numa bandeja.

Sofrimento desnecessário
Às vezes, para ensinar uma lição, Deus pode propor testes de fé bem árduos. Foi o que rolou com Jó, um homem justo e íntegro. Satanás apostou com Deus que, se Jó perdesse suas riquezas, voltaria-se contra o Criador. Deus topou. Autorizou que seu adversário lançasse várias pragas contra Jó: ele perdeu os filhos, teve os bens roubados e ficou coberto de úlceras. Mas nunca blasfemou contra os céus. Sensibilizado, Deus restituiu, em dobro, tudo o que possuía.

Genocídio
Guerras com motivações religiosas sempre causaram polêmica. Mas não na Bíblia. A mais sangrenta, do bisneto do rei Salomão, Asa, contra o monarca etíope Zara, matou mais de 1 milhão de pessoas! E com a bênção divina: “É em teu nome que marchamos contra essa multidão!”, clamou Asa antes de atacar com apenas metade de seu exército.

Sexo e assassinato
Nos tempos bíblicos, era comum a prática do levirato: quando um homem morria sem herdeiros, seu irmão casava-se com a viúva e seus filhos eram considerados descendentes do morto. Mas nem todos aprovavam a ideia. Onã se rebelou e, em vez de engravidar a cunhada Tamar, praticava o coito interrompido, ou seja, “derramava seu sêmen por terra”. Deus não gostou e tirou sua vida. Foi daí que surgiu o termo “onanismo”, sinônimo de masturbação.
Sexo
Abraão pediu a um servo para achar uma mulher para seu filho Isaac, como era costume. O curioso é que o acordo foi selado conforme a tradição: o servo colocou “a mão sob a coxa” de Abraão – ou, dizem os estudiosos, segurou seus testículos. Isso porque a circuncisão (remoção da pele sobre o pênis) era sinal da aliança divina (“testículo” vem do latim testis, que também originou “testemunha”).

Poligamia
Salomão entrou para a história como um homem inteligente e justo. Mas ele tinha outros atributos. Segundo a Bíblia, o filho de Davi teria tido 700 esposas. E, por fora, ainda pegava mais 300 concubinas. Segundo historiadores, o harém devia-se, em parte, aos casamentos com estrangeiras por motivos diplomáticos. Entre as esposas, havia gente de todos os lugares: hititas, moabitas, edomitas…

Fratricídio
Irmãos nunca se deram muito bem na Bíblia – vide casos como Caim e Abel, Isaac e Ismael e Esaú e Jacó. Mas o maior fratricida das escrituras é Abimelec. Para assumir o trono, o filho de Gedeão matou ou mandou matar 69 de seus 70 irmãos. Só o caçula, Joatão, escapou – e isso porque fugiu. Mas o reinado de Abimelec não durou. Três anos depois, morreu ao levar uma pedrada na cabeça.

Incesto
Revoltado com as bizarrices sexuais que rolavam em Sodoma e Gomorra, Deus destruiu ambas as cidades. Ló, sobrinho de Abraão que morava em Sodoma, conseguiu escapar com suas duas filhas e se escondeu em uma caverna. Certas de que eram as últimas mulheres da Terra, as jovens tomaram uma atitude chocante: encheram a cara do pai de vinho e mantiveram relações sexuais com ele por duas noites seguidas. Do incesto, nasceram Moab e Ben-Ami.

Crueldade
Você acha que seu sogro é barra pesada? É porque não conheceu o patriarca Saul. Sua filha caçula, Mical, estava apaixonada por Davi. Só que Saul considerava o futuro genro um rival na luta pelo poder central entre Judá e as tribos do norte. Para impedir o matrimônio, o velho teve uma ideia: pedir um dote de casamento que Davi não conseguiria pagar. Exigiu então 100 prepúcios (aquela pele que cobre a extremidade do pênis) de soldados filisteus. O rapaz deve ter estranhado, mas, em vez de 100, trouxe logo 200. Sem alternativa, Saul teve de entregar a mão da filha.

13.150 – Espiritismo – Por que a Bíblia proíbe invocar os mortos?


espiritismo e biblia
O que diz os evangélicos:

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).
Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).
A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:
“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31). Portanto, invocar espíritos é uma prática condenada na Bíblia.

O que diz o Espiritismo
O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem os evangélicos, é DESCONHECER as Escrituras.
A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.
Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição;
nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.
Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.
Havia na lei moisaica duas partes:
1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8 : 13 – Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24 : 17, 19, 20

17 – Quem matar alguém será morto.

19 – Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20 – fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5 : 38 – 40

38 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 – Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;

40 – e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Levítico 20 : 10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8 : 3 – 11

3 – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,

4 – disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.

5 – E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?

6 – Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 – Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.

8 – E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 – Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 – Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

12.594 – Religião – Adão e Eva


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Atualmente, vários pesquisadores bíblicos, teólogos e religiosos admitem que as informações contidas no Antigo Testamento foram traduzidas, em grande parte, por uma linguagem simbólica, metafórica. Assim, torna-se difícil interpretá-la literalmente. A própria Ciência vem comprovando fatos que contradizem uma versão literal das Sagradas Escrituras, como a questão da criação do mundo em seis dias, que na verdade, cientificamente, corresponderiam a seis eras geológicas.
Assim, a história de Adão e Eva, narrada tanto na Bíblia quanto no Alcorão, refere-se a um suposto casal primordial criado por Deus, os primeiros seres a habitarem o Planeta, o homem criado do barro e a mulher, sua metade complementar, gerada de uma costela extraída dele. Mas, na realidade, este seria mais um símbolo judaico-cristão e islâmico. A palavra ‘Adão’ vem do hebraico Adam, significando ‘ser humano, humanidade’, portanto dificilmente se referiria a um homem específico.
Há algumas hipóteses levantadas por estudiosos, segundo as quais ‘Adão’ poderia ser o nome do ser mais antigo já conhecido; denominar um clã, ou seja, um grupo liderado somente por homens; ou nomear um agrupamento coletivo predominantemente masculino. Há mais um dado curioso que reforça a simbologia bíblica. A expressão Adam nasce de outro termo hebraico, ADaMaH, que denota ‘terra fértil’. Sob esta roupagem esta palavra intensifica seu significado, porque a fertilidade desperta imagens de cultivo, coleta dos frutos da semeadura, alimento, sobrevivência. Esta questão era crucial nos primeiros tempos da Humanidade, tanto assim que eram muito difundidas nesta época as divindades ligadas à fertilidade.
Da mesma forma a palavra ‘Eva’ também não representava uma mulher em especial, pois ela vem do hebraico HaVVaH, ‘mãe dos viventes’, associada também ao verbo HaYaH, com o sentido de ‘viver’. Muitos estudiosos realizaram com este termo o mesmo processo acima descrito, supondo que ele pode se referir ao nome da primeira mulher a existir entre nós; ao título de um clã feminino ou ao cognome de um conjunto coletivo composto principalmente por mulheres.
Segundo os textos sagrados, este casal teria sido gerado à imagem e semelhança de Deus, preparados para deter o poder absoluto do Planeta. Eva representaria o papel reservado à mulher, de auxiliar do masculino, a quem completaria ao tornar-se uma única carne com ele, o que já indica a espécie de ligação que deve existir entre ambos.
Mas, na verdade, Eva não teria se comportado como mera coadjuvante, pois assume o papel principal ao ser seduzida pela serpente e comer o fruto proibido da árvore do conhecimento, o qual ela também oferece a Adão, e lhes propicia assim distinguir entre o bem e o mal, ou seja, lhes oferece o caminho da luz, que significa esclarecimento, conhecimento. Ao conquistar o livre-arbítrio, o poder da escolha, o Homem se torna responsável por seu destino, e com certeza o peso desta obrigação o retira para sempre do Paraíso, que poderia facilmente ser comparado ao estágio da infância, quando o ser ainda não detém o saber e a conseqüente necessidade de responder legalmente por seus atos.
É assim que a Humanidade herda o pecado original, supostamente cometido por Adão e Eva, condenada assim à imperfeição, à morte e à busca da redenção. Embora a Igreja Católica aceite a Teoria da Evolução, pois é um território científico, que não atinge as questões de fé, ela não admite a existência inicial de vários casais que teriam gerado a espécie humana como a conhecemos. Mas vários estudiosos, até mesmo alguns padres, como o conhecido Padre Zezinho e o teólogo Padre Cleodon, defendem hoje o sentido alegórico do casal Adão e Eva.
O teólogo questiona essa narrativa do ponto de vista lógico, seguindo pesquisas históricas que levantam inclusive a hipótese de um grupo designado Adão ter encontrado um agrupamento feminino intitulado Eva, e ambos terem interagido, se reproduzido, formado uma descendência.
Sob o ponto de vista judaico, o Homem, por ser gerado à imagem do Criador, seria uma espécie de microcosmo das forças criadoras, tese da qual se origina a Cabala. Segundo Maimônides, o Homem é o único ser criado por Deus a deter o livre-arbítrio, qualidade vista como uma virtude divina. Esta visão acredita em um plano primordial realizado por Deus, um molde adaptado ao corpo do primeiro Homem, conhecido como Adam Kadmon.

12.486 – Religião – A Torre de Babel Existiu?


Torre-de-Babel
Um artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, no mês passado, abre uma discussão sobre a veracidade da passagem bíblica de Gênesis 11 que fala sobre a Torre de Babel. Ela teria existido ou não?
A descoberta em 1952, em Jericó, na Palestina, de uma torre de 8,5 metros seria a prova de que de fato a passagem bíblica estava certa, esse edifício seria um dos primeiros arranha-céus da história da humanidade e poderia ter sido construído para servir ao povo de proteção contra invasões ou como espaço para observação de astros e estrelas.
A recente pesquisa aponta para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais – inundações, no caso – e abrigar os sacerdotes, na época os reis, contra elas.
Vere Gordon Childe, filólogo australiano especializado em arqueologia e autor da teoria da revolução neolítica (a Idade da Pedra também é conhecida como Período Neolítico) afirma que a mudança da população saiu da Mesopotâmia, hoje Iraque, (onde a civilização teve inicio e também onde foram inventadas a roda, a escrita e a agricultura) para Jericó devido as mudanças climáticas. Ali, fundaram um dos assentamentos urbanos mais antigos da Terra. Elas teriam chegado lá trazendo na memória um trauma de seus ascendentes, a catástrofe diluviana.
Atualmente, já foram encontradas 31 ruínas de torres na Mesopotâmia. A de Jericó é a única naquela cidade. E o muro em torno dela está estruturado como uma espécie de dique.
O livro de Gênesis relata que um grupo de pessoas vindo do Oriente habitou um vale em Sinar, hoje Iraque, e ergueu uma torre. Para punir a ousadia desses humanos que queriam tocar os céus, Deus fez com que eles falassem idiomas diferentes, tornando impossível a comunicação entre eles e os obrigando a migrar para outros lugares da Terra. Babel, em hebraico, significa confundir.
Um tablete de argila com escrita cuneiforme – um dos primeiros textos da humanidade, datado de 2500 a. C., encontrado no Iraque e traduzido em 1872 – traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “…seu coração se tornou mal… Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas… o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.”
Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a. C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua… o deus Enki, senhor da abundância… e o líder dos deuses… mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma.”
A “Bíblia”, portanto, seria um elo entre a história da Torre de Jericó e as construções anteriores na Mesopotâmia. “Há elementos históricos para supor que algum tipo de dilúvio de proporções catastróficas ocorreu de fato, assim como uma Torre Babel”, diz o arqueólogo Rodrigo Pereira da Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A história da “Bíblia” tem plausividade arqueológica e histórica.”
Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese argumenta que a veracidade bíblica não se sustenta pela ciência, mas pela fé. Para ele, um especialista em história das religiões, o autor de Gênesis, diante da multiplicidade de línguas e com os olhos repletos de religiosidade, lançou mão de uma narrativa que passa pela realidade para entender o mundo que o cercava. “Não estou invalidando o discurso bíblico, mas prefiro seguir a linha de pensamento dos teólogos alemães da primeira metade do século XIX.
Influenciados pelo racionalismo, eles acreditam que o dilúvio, a Torre de Babel, Caim e Abel, Adão e Eva são formas de exprimir um Deus agindo do ponto de vista literário.” O novo propósito atribuído à construção da Torre de Jericó pela dupla Liran e Barkai, da Universidade de Tel-Aviv, publicado na conceituada revista inglesa de arqueologia “Antiquity”, aproxima o contexto cultural com a Torre de Babel bíblica e abre espaço, se não para a certeza, para a possibilidade histórica de uma passagem das Sagradas Escrituras.

12.025 – Arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade bíblica de Sodoma


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Depois de passarem doze anos escavando a região do monte Tall el-Hammam, na Jordânia, arqueólogos afirmam ter finalmente encontrado o que procuravam – a mítica cidade bíblica de Sodoma. Para quem não se lembra, a narrativa da Bíblia afirma que Sodoma, junto de Gomorra, teria sido destruída pela ira de Deus devido às práticas pecaminosas de seus habitantes. Tanto que a palavra “sodomia” vem daí. As escavações foram organizadas por uma equipe de pesquisadores da Universidade Trinity Southwest, do Novo México, e lideradas pelo arqueólogo Steven Collins.
O local foi selecionado por ser o maior de toda a região sul do Vale do Rio Jordão, com cerca de cinco a dez vezes o tamanho das antigas cidades-estado que ficavam nos arredores. “Cheguei à conclusão de que, se alguém quisesse achar Sodoma, deveria procurar pela maior cidade que existiu naquela área durante a Idade do Bronze, no tempo de Abraão”, disse o arqueólogo. Ele explica que, antes de sua pesquisa, os mapas que mostram a região naquela época longínqua eram bem incompletos.
A localização era privilegiada por proporcionar fácil acesso a grandes reservatórios de água – o Rio Jordão e também o Mar Morto. A proximidade de importantes rotas comerciais também ajuda a explicar o fato de a suposta Sodoma ter prosperado por volta dos anos 3500 e 1450 antes de Cristo. No entanto, o pesquisador afirma que no final da Idade do Bronze, a gigantesca cidade-estado foi misteriosamente evacuada e permaneceu sendo uma terra desolada por cerca de 700 anos, até voltar a ser povoada e florescer novamente. Se a causa foi mesmo a tal “ira de Deus”, provavelmente jamais saberemos.
A equipe comparou os objetos encontrados naquele sítio arqueológico com o das outras ruínas do entorno que datam da mesma época e não teve dúvidas de que se tratava da lendária cidade bíblica. Os achados foram desenterrados a cerca de quatro metros da superfície atual de Tall el-Hammam, profundidade que corresponde ao estrato da Idade do Bronze.
As dimensões e a opulência do povoado que eles encontraram são impressionantes. Na Antiguidade, a cidade era dividida em dois distritos principais e ostentava muralhas com uma altura que variava entre cinco e dez metros e tinha uma grossura de sete metros. A construção exigiu milhões de tijolos e certamente foi erguida pelo trabalho árduo de incontáveis operários.
Evidências de grandes portões e torres indicam que as fortificações de Sodoma durante a Idade do Bronze eram ainda mais expressivas do que se pensava. Também existiam ali diversas praças conectadas por vielas além de construções sofisticadas. “O sistema defensivo era impressionante e formidável, seu objetivo era proteger as casas dos cidadãos mais abastados da cidade, incluindo o palácio do rei, assim como templos e outros edifícios administrativos”.

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11.700 – Possíveis explicações científicas para famosos fenômenos bíblicos


A Bíblia é um importante registro histórico. Independentemente do caráter “místico”, ela sempre foi levada em consideração pela ciência, para estudo. Portanto, não seria estranho se cientistas tentassem explicar, dentro de sua visão de mundo, o que pode ter acarretado alguns fenômenos bíblicos que fogem à compreensão humana.
Golias poderia ter tido acromegalia
O gigante Golias foi o famoso guerreiro filisteu que intimidou israelitas no Vale de Elah, durante os 40 dias de combate. O único desafiante do gigante foi Davi, armado com uma vara e um estilingue. Todos sabemos o desfecho da história: Davi acertou a pedra entre os olhos de Golias e saiu vitorioso da batalha. Porém, o que poderia ter causado o gigantismo de Golias?
Segundo o jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro David And Goliath: Underdogs, Misfits, And The Art Of Battling Giants (Davi e Golias: Azarões, Desajustados e a Arte de Lutar Contra Gigantes, em tradução livre), tudo indica que ele sofria de acromegalia, condição da glândula pituitária que interfere no crescimento. Uma das provas é a visão afetada de Golias, associada ao transtorno. Ele vê Davi duplicado, na passagem: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?”.
O estilingue de Davi não era primitivo e, devido à densidade maior da rocha utilizada, a arma, segundo Gladwell, “tinha poder de fogo mais ou menos igual ao de um revólver calibre .45”. Seria fácil, dessa forma, derrotar um adversário deficiente munido de uma espada e uma lança.

Terremotos seriam a “ira de Deus”
A “ira de Deus” destruiu completamente algumas cidades durante o Velho Testamento. Jericó foi a primeira, com suas construções derrubadas após a conquista da terra prometida pelos israelitas.
O mesmo aconteceu com Sodoma e Gomorra, destruídas por uma chuva de fogo e enxofre. Porém, há uma explicação muito simples para os acontecimentos: terremotos. A cidade de Jericó estava em uma área instável, com muita atividade sísmica, de acordo com Amos Nur, geofísico da Universidade de Stanford, na Inglaterra. “Essa combinação, a destruição de Jericó e a interrupção do Jordão, é tão típica de terremotos nessa região que resta pouca dúvida sobre a realidade de tais eventos no tempo de Josué”, disse o pesquisador.
Pela lógica, se o muro da cidade que se quer invadir começa a cair por conta de um terremoto, claro que a invasão seria a opção óbvia. Sodoma e Gomorra também estariam em uma área de atividade sísmica ao longo do Mar Morto, com evidências encontradas pelo antropólogo forense Mike Finnegan. Um terremoto pode ter desestabilizado o solo, e a pressão sobre depósitos subterrâneos de asfalto causaram uma explosão e incêndios na superfície, criando uma chuva de fogo.

Jesus pode ter caminhado sobre a água por conta de uma camada de gelo
Há uma passagem bíblica em que Jesus, para resgatar seus discípulos, atravessou o Mar da Galileia andando sobre a água.
A ciência acredita que Jesus pode ter caminhado sobre uma camada de gelo, após um estudo de cientistas americanos e israelenses revelar que as nascentes salgadas próximas ao local descrito na Bíblia, tinha períodos de frio que duravam centenas de anos, podendo criar pedaços de gelo próximas à superfície do Mar da Galileia, quase invisíveis à uma longa distância. Segundo Doron Nof, professor de Oceanografia Física na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, a possibilidade de as camadas de gelo serem as responsáveis pela passagem bíblica é “muito alta”.

ressurreição

“Ressurreição” poderia acontecer por falta de conhecimento médico
“E as sepulturas foram abertas, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”.
Essa é uma passagem Novo Testamento, em Mateus 27:52. Parece estranho, mas até relativamente pouco tempo atrás muitos mortos se levantavam em seus funerais. William Tebb, no início do século 20, reuniu em um livro 219 casos de pessoas que acordaram em seu enterro, 149 casos de enterros prematuros, 10 casos de corpos dissecados que não estavam mortos e 2 casos de embalsamento iniciado da mesma forma errônea.
Ainda hoje, existem casos do tipo, incluindo o de um rapaz que acordou, em janeiro deste ano, em um necrotério, 15 horas depois de ser declarado morto por ingestão de inseticida.

pragas

As dez pragas do Egito podem ter sido apenas um desastre ambiental
De acordo com a Bíblia, Deus enviou dez pragas ao Egito para punir o faraó que não libertou os hebreus, liderados por Moisés. A água transformou-se em sangue e houve invasão de rãs, piolhos, gafanhotos e moscas, o gado ficou doente, sarnas viraram úlceras, chuva, granizo, trevas e a morte de todos os primogênitos no Egito.
Muitos cientistas acreditam que as dez pragas foram o resultado de uma série de desastres ambientais. Climatologistas estudaram a composição de estalagmites em cavernas egípcias, determinando que Ramsés II foi faraó em um período de clima quente e úmido, com uma mudança drástica em seguida.
O Nilo acabou diminuído e uma bactéria de água doce invadiu a região, deixando as águas vermelhas, como mostra o vídeo a seguir. O mesmo problema pode ter acarretado na invasão dos animais. Vale lembrar que os insetos podem espalhar doenças, justificando os problemas com o gado e as sarnas.
Como explicar as trevas, o granizo, os gafanhotos e a morte dos primogênitos? De acordo com a física atmosférica Nadine von Blohm, foi por conta de “uma das maiores erupções vulcânicas da história humana”. Um vulcão grego localizado a 600 km do Egito, chamado Thera, combinou sua atividade com trovoadas de tempestades causando as terríveis tempestades de granizo e as cinzas que causaram as trevas. A umidade gerada teria aumentado a população de gafanhotos, segundo o biólogo Siro Trevisanato.
Todos os problemas anteriores foram combinados, contaminando o abastecimento de alimentos. A primeira vítima seria o primogênito de cada família, por conta de um ditado popular da antiguidade que dizia que eles deveriam sempre receber a primeira porção da comida.

11.240 – Religião – O que era o Tabernáculo


Tab Lugar Santo e Santíssimo

A palavra tabernáculo vem do latim tabernaculum, “tenda”, “cabana” ou “barraca” e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os israelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, משכן, “moradia”, (local da Divina morada). Também se denominava mow’ed, מוֹעֵד, “Tenda da Reunião”. Era composto de três dependências: Átrio Exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos.
Os objetos sagrados que acompanhavam o tabernáculo eram:
No Átrio Exterior
Altar do Holocausto – onde eram oferecidos os sacrifícios a Deus.
Bacia – Onde os Sacerdotes lavavam os pés e as mãos simbolizando uma purificação para entrar no Santo Lugar.
No Santo Lugar
Altar do incenso – Localizado do lado oposto a entrada, no fundo, pouco antes do véu que separava do Santo dos Santos. Era usado para se queimar incenso pela manhã e à tarde pelos sacerdotes.
Mesa dos Pães da Proposição – Ficava logo à direita da entrada. Tinha esse nome pois todo Sábado eram colocados 12 pães, simbolizando as 12 tribos de Israel em cima dela.
Candelabro de Ouro – À esquerda da entrada, com sete hastes. Era diariamente enchido com o melhor azeite, pelos sacerdotes para que ele nunca se apagasse, Somente enquanto estava sendo levado.
Santo dos Santos
O Véu – Cortina que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos.
Arca da Aliança – Simbolizava a Presença de Deus e carregava as Tábuas da Lei – os 10 Mandamentos – a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná (alimento mandado por Deus no deserto). Era a peça mais santa do Tabernáculo.
Propiciatório – Nada mais do que a tampa da Arca. Era o lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.
Tabernáculo pode também designar o sacrário, um pequeno cofre colocado sobre o altar das Igrejas onde são guardadas a píxide ou a custódia, onde está a Eucaristia.

9443 – Mega Bloco – Bíblia, um livro de 30 séculos


Biblia Veja

Ele moldou culturas e civilizações e essa força permanece nos dias de hoje, mesmo depois de 30 séculos após serem escritos os primeiros manuscritos.

Um livro histórico, sagrado, ou apenas uma ferramenta em que diversos grupos possam manejar em busca de poder e supremacia?
A Religião nunca deixou de ser a força motriz dos rumos da história do homem.
Um nova-iorquino nascido em uma família sem nenhuma inclinação religiosa tentou seguir a Bíblia ao pé da letra, novo e velho testamento.
Ele lançou um livro chamado “O Ano de Viver Biblicamente”. Lançado em 2007: suou frio para apedrejar um adúltero, como manda o Velho Testamento, cultivou uma barba que teimava em guardar vestígios das últimas refeições e deixou de contar as mentirinhas sociais que ajudam na civilização, se passando por malcriado. O livro, é claro, é um golpe publicitário, mas é também uma experiência curiosa. Seria possível viver hoje como se vivia a 3200 anos atrás?
Alguns judeus e evangélicos acham que sim. Mas não há hoje nenhuma comunidade religiosa judaica ou cristã que endosse a barbárie do apedrejamento.
Traduções e tradições tem deturpado o conceito contemporâneo do que é ser justo e civilizado. Estilos radicalmente contrastantes são ditos por comentaristas bíblicos como por exemplo um Jacó teatral e um frio Judá, em relação aos filhos. Justapondo reações é um juízo sobre dois personagens.
Para ateus e agnósticos, uma boa razão para ler a Bíblia é que mesmo quem não cre, compartilha a mesma herança que os que creem.
Um intricado mosaico no que toca as possibilidades de interpretação.

A Bíblia para os judeus
Antigo Testamento, é uma expressão cristã. Os judeus chamam tais textos compostos entre os séculos 12 aC e 2 aC de Tanakh, um acrônimo para as 3 partes de sua Bíblia:

Torá ou os livros da Lei, subdividida em Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Nevim, ou os livros dos profetas, subdivididos em Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Profetas Menores.

Ketuvim, ou os chamados poéticos, que se subdividem em Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Ruth, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Ezra, Crônicas.

Para os Católicos
Contém todos os livros aceitos pelso judeus, embora a sua ordem de interpretação e ênfase possa variar.
O Antigo Testamento católico tem alguns livros chamados de deuterocanônicos, são eles:

Tobias, Judite,1Macabeus, Sabedoria, Sirácides ou Eclesiástico, Baruque, Acréscimos Gregos a Esther, Acréscimos Gregos a Daniel.

As Igrejas Ortodoxas Grega e Russa reconhecem outros livros deuterocanônicos ainda: 3Macabeus, 1Esdras e Oração de Manasseh, além do Salmo 151.

O Novo Testamento
Um volume de 5 tradições judaicas e cristã é composto por 27 livros:

Os Evangelhos sinópticos de Marcos, Mateus, Lucas e João, mais os Atos dos Apóstolos.
As Epístolas Paulinas, ou as cartas em que São Paulo, um judeu das classes altas que perseguia os cristãos até se converter à sua religião, se dirige aos romanos, aos coríntios e ao tessalônicos, entre outros.
As Epístolas Gerais ou Judaicas, entre as quais, o Apocalipse de S. João.

Para os Protestantes:
Parece-se mais com a Tanakh judaica que com o velho testamento da Bíblia católica, já que a maioria dos ramos protestantes e evangélicos não aceitam os livros deuterocanônicos como parte de sua doutrina. Para eles, tais livros são apócrifos, ou seja, destituídos de autoridade e legitimidade canônica.

9429 – Apocalipse – A Crença no Fim do Mundo


No ano 1000 se derivava da interpretação literal de um dos mais obscuros textos bíblicos, o Apocalipse de S.João. Em 954, um pequeno tratado anti-Cristo, da autoria de Adson Abade, previa o fim do mundo depois de todos os reinos estarem separados do Império Romano, ao qual haviam estado antes submetidos.

Não adianta chorar, acender uma vela e rezar. Nem fritar o cérebro tentando imaginar um jeito milagroso de impedir o inevitável: a vida na Terra vai acabar. É o que garantem os conspirólogos do fim do mundo. A principal dúvida sobre a extinção da humanidade é quando isso vai acontecer. A resposta mais provável é: a qualquer hora.
Uma das teorias escatológicas mais aterradoras – talvez por já estarmos no meio do processo – é a do superaquecimento da Terra. O vilão, neste caso atende pelo nome de efeito estufa. A atmosfera, a camada de ar que envolve a Terra, funciona como um cobertor que retém o calor do Sol e mantém o planeta aquecido. Sem ela, aqui seria um lugar muito frio. Mas, com a emissão de cada vez maiores quantidades de dióxido de carbono e a destruição das florestas, a temperatura média na Terra está aumentando consideravelmente.
Até aí, nada muito alarmante. O problema é que, com o calor, as calotas polares podem derreter e emitir mais gás carbônico. Como? Liberando-o de dentro de bolhas que estão congeladas nas geleiras. Com isso, o calor aumentaria ainda mais. O superaquecimento também liberaria bilhões de toneladas de outro gás responsável pelo efeito estufa, o metano, existente em determinadas rochas. Percebeu o efeito dominó? Quanto mais gases tóxicos na atmosfera, mais o planeta esquenta.
O resultado seria catastrófico: cidades inteiras seriam inundadas, países sumiriam do mapa, tornados e furacões violentíssimos devastariam o que encontrassem pela frente. As plantações secariam e haveria fome. A economia entraria em colapso. Guerras poderiam eclodir nesse cenário caótico de pouca comida. E, quanto mais seco o planeta, mais quente ele ficaria. Até que a superfície da Terra ficasse parecida com a de Vênus – onde a vida, exceto talvez algumas bactérias, é incapaz de vingar. As simulações climáticas feitas em computador por cientistas do apocalipse são quase unânimes: o nosso tempo estará esgotado lá pelo ano 2050.

Ameaças ao Planeta Azul:

Buraco negro à solta
Um buraco negro nada mais é do que uma região no espaço cujo campo gravitacional é tão forte que nada consegue escapar dele – nem mesmo a luz. Por essa razão, o “enxergamos” com uma imensa região escura. Normalmente, um buraco negro não fica por aí passeando no Universo. Mas os conspirólogos advertem: eles têm capacidade para isso – e podem chegar até nós, engolindo nosso pobre planeta.

Que os raios gama não nos partam
O Universo é bombardeado por explosões gigantescas todos os dias. Em segundos, uma energia igual à que o Sol emite durante sua vida toda é liberada nesses fenômenos. O resultado das explosões é uma quantidade absurda de raios gama – a mais poderosa radiação do Universo. As estrelas causadoras dos raios gama existem na nossa parte da galáxia. Se (ou quando) esses raios atingirem a Terra, seria como se uma bomba que arrasou a cidade de Hiroshima em 1945 explodisse em cada pedaço do planeta – ao mesmo tempo!

O Cinturão de Kuiper
É uma região situada em algum ponto entre os planetas Netuno e Plutão. É uma espécie de depósito de rochas geladas. Estima-se que haja pelo menos 70 000 desses objetos ali – alguns bem grandinhos. O problema de um deles bater na Terra nem é a parte mais perigosa da história. O que amedronta os cientistas é que os corpos celestes podem ser arremessados em direção ao Sol e explodir. Se isso acontecer, sua poeira seria atraída pela gravidade do Sol e o tamparia, deixando nosso planetinha sem luz nem calor.

O colapso do vácuo quântico

A física quântica estuda as supermicropartículas que constituem a matéria do Universo. Pois se matéria e energia são quase a mesma coisa (lembra-se de E=mc2?), a quantidade de energia existente nessas partículas é imensa. E é justamente um experimento desse tipo que pode dar bem errado. Explorar o vácuo quântico pode iniciar uma terrível reação em cadeia, liberando uma quantidade de energia incomensurável. A explosão seria suficiente para acabar com metade do sistema solar.

9369 – Por que 666 é considerado o número da besta?


Porque na Bíblia (texto de João, no capítulo 13 do livro Apocalipse) ele é citado como o “número do monstro”. O documento descreve uma besta-fera parecida com um dragão, com chifres de cordeiro, poderes maléficos e características violentas e ameaçadoras.
Segundo interpretações de estudiosos, o 666 seria o código secreto com que os cristãos do primeiro século poderiam identificar o Anticristo – um monstro humanizado que viria ao mundo para dominá-lo e tocar o terror. Sua chegada seria anunciada, de acordo com os escritos, com a abertura do sexto selo, o tocar da sexta trombeta e o derramamento da sexta taça. Ainda segundo especialistas em teologia, não dá para ter certeza de que o número original era 666 pois em manuscritos muito antigos do Apocalipse, ele aparecia como 616.

Outras Interpretações:
– A profecia da besta menciona “um sinal na mão direita ou na testa”, o que deu margem para associá-la a Hitler e ao gesto da saudação nazista.

– No livro de Zacarias, na Bíblia, há um trecho que diz que dois terços (2/3 é igual a 0,666…) dos habitantes da terra serão exterminados.

8986 – Civilizações Antigas – A Cidade de Nívive


Nivive mapa
Nivive mapa

Os montículos antigos de Nínive, Kouyunjik e Nabī Yūnus, estão localizados num nível da planície perto da confluência do rio Tigre e Khosr com uma área de 1800 acres circunscrita por uma muralha de tijolos de 12 kilômetros. Esse espaço extensivo inteiro é hoje uma imensa área de ruínas sobreposta em partes pelos novos subúrbios da cidade de Mosul.
Nínive era uma junção importante para as rotas comerciais cruzando o Tigre. Ocupando uma posição central na grande estrada entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico, assim unindo o Oriente e o Ocidente, recebia a riqueza que fluía de várias fontes, tornando-se logo uma das maiores cidades antigas da região.
Textos do período helenístico e outros posteriores ofereceram um epônimo, Ninus, como o fundador de Nínive. A Nínive histórica é mencionada por volta do século XVIII a. C. como um centro de adoração a Ishtar, cujo culto foi responsável pela antiga importância da cidade. A estátua da deusa foi enviada ao faraó Amenófis III do Egito no século XIV a.C., por ordens do rei de Mitanni. A cidade de Nínive foi vassala do reino de Mitanni até meados do século XIV a.C., quando os reis assírios de Assur a capturaram.
Foi Senaqueribe quem fez de Nínive uma verdadeira cidade magnificente (c. 700 a.C.). Ele projetou novas estradas e quadras e construiu o famoso “palácio sem rival”, cujo plano tem sido quas inteiramente recuperado e tem dimensões totais de cerca de 503 metros. Ele continha pelo menos 80 salas, muitas das quais eram preenchidas de esculturas. Um largo número de tabletes cuneiformes foram encontrados no palácio. A fundação sólida foi feita de blocos de calcário e tijolos de barro; tinha 22 metros de altura. No total, as fundações eram feitas de aproximadamente 2680000 metros cúbicos de tijolos (aproximadamente 160 milhões de tijolos). As paredes no topo, feitas de tijolos de barro, eram uma altura adicional de 20 metros. Algumas da principais entradas eram ladeadas por figuras colossais de pedra em portas pesando cerca de 30000 quilos; entre elas estavam leões alados ou touros, com cabeça de homem. Esses eram transportados de pedreiras em Balatai e tinham de ser elevados 20 metros uma vez que chegavam ao local, presumivelmente por uma rampa. Existiam também 3000 metros de painéis de pedra entalhados em baixo relevo, que incluíam registros pictóricos documentando cada passo da construção, incluindo a entalhação das estátuas e o seu transporte numa barcaça. Uma figura mostra 44 homens rebocando uma estátua colossal. A escultura mostra três homens dirigindo a operação enquanto se apóiam no Colosso. Uma vez que as estátuas chegavam a sua destinação a escultura final era feita. A maior parte das estátuas pesava entre 9000 e 27000 quilos.
As esculturas em pedra nas paredes incluem cenas de batalhas, empalamentos e cenas dos homens de Senaqueribe desfilando os despojos de guerra diante dele. O rei também se vangloriou de suas conquistas: ele escreveu de Babilônia “Seus habitantes, jovens e velhos, eu não poupei, e com seus corpos eu preenchi as estradas da cidade.” Ele escreveu posteriormente sobre uma batalha em Lachish “E Ezequias de Judá, que não se submeteu ao meu jugo… Ele eu tranquei em Jerusalém, sua cidade real, como um pássaro enjaulado. Impostos na terra eu impus sobre ele, e todos vindos dos portões dessa cidade foram obrigados a pagar por seu crime. Suas cidades que eu saqueei eu cortei de sua terra”.
A grandeza de Nínive teve duração curta. Por volta do ano 633 a.C. o Segundo império Assírio começou a mostrar sinais de fraquezas, e Nínive foi atacada pelos medas, que por volta do ano 625 a.C., aliaram-se aos caldeus e sussianos, e a atacaram novamente. Nínive caiu em 612 a.C., e foi arrasada até o chão. O povo na cidade, que não pôde escapar para as últimas fortalezas assírias no oeste, foi massacrado ou deportado. Muitos esqueletos não enterrados foram encontrados por arqueólogos no sítio. O Império Assírio então acabou, e os Medas e Babilônios dividiram suas províncias entre si.
Seguindo a derrota em 612 a.C., o local permaneceu desocupado por séculos até o período Sassânida. A cidade é mencionada novamente na Batalha de Nínive de 627 d.C., que foi um combate entre o Império Romano do Oriente e o Império Sassânida travado nas proximidades da cidade antiga. Desde a conquista árabe em 637 d.C. (veja Conquista islâmica da Pérsia) até os tempos modernos, a cidade de Mosul na margem oposta do rio Tigre se tornou a sucessora da antiga Nínive.

Na Bíblia, Nínive é primeiramente mencionada em Gênesis 10:11: “Ashur deixou aquela terra e construiu Nínive”. Algumas traduções modernas interpretam Ashur no hebraico deste verso como o país “Assíria” antes que uma pessoal, assim fazendo Nimrod o construtor de Nínive.
Apesar do livro de Reis e o livro das crônicas falarem bastante sobre o Império Assírio, Nínive não é notada até os dias de Jonas, quando é descrita (Jonas 3:3; 4:11) como uma “cidade excessivamente grande com três dias de jornada”, provavelmente em circuito. Isso daria uma circunferência de aproximadamente 100 kilometros. É também possível que se tomasse três dias para cobrir todas a proximidade andando, o que iria estar de acordo com o tamanho da Antiga Nínive. As ruínas de Kouynjik (Nimrud), Karamles e Khorsada formam os quatro cantos de um quadrângulo irregular. As ruínas de Nínive, com toda a área incluindo o paralelolgrama que elas formam por linhas desenhadas de uma a outra, são geralmente vistas como consistindo desses quatro cantos. O livro de Jonas retrata Nínive como uma cidade cruel merecedora da destruição. Deus manda Jonas para profetizar contra a cidade, e os ninivitas se arrependem. Como resultado, Deus poupa a cidade; quando Jonas protesta contra isso, Deus afirma que ele está demonstrando piedade pela população que ignora a diferença entre o certo e o errado.)
Após a Guerra do Golfo, as esculturas dos palácios que estavam sendo escavados foram pilhadas. Todas as equipes de pesquisa européias deixaram o Iraque durante a invasão deste pelos Estados Unidos, país de maioria protestante, suspendendo por tempo indeterminado as escavações ao longo dos rios Tigre e Eufrates, em lugares como Uruk, Assur, Nimrud e Nínive.
Nínive está na lista dos 100 sítios históricos mundiais que estão mais ameaçados, elaborada pelo movimento World Monuments Watch (Observatório dos Monumentos Mundiais). Mossul, por exemplo, foi bombardeada intensamente para destruir plataformas de lançamento de mísseis iraquianos. Nesta cidade está a mesquita Nur ad-Din, construída em 1170 e, muito próximo dela, os restos de Nínive, que é o maior sítio arqueológico de todo o Oriente, com 750 hectares.

7994 – Bíblia – O Profeta Elias


Profeta Elias

Foi um profeta no Reino da Samaria durante o reinado de Acabe (século IX a.C.), de acordo com os Livros dos Reis.
Elias defendeu o culto de Yahweh contra o culto popular a Baal; ele ressuscitou um homem; fez fogo cair do céu e subiu ao paraíso num redemoinho (acompanhado por uma carruagem e cavalos de fogo ou montado nela). No livro de Malaquias, o retorno de Elias é profetizado: “antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor,” fazendo dele um precursor do Messias e da escatologia em várias religiões que reverenciam a Bíblia hebraica. Referências a Elias são feitas no Talmud, Mishnah, Novo Testamento e Corão.
No judaísmo, o nome de Elias é invocado no ritual Havdalah semanal que marca o final do Shabat, e Elias é invocado em outros costumes judaicos, entre eles o Sêder de Pessach e do brit milá (ritual de circuncisão). Ele aparece em várias histórias na literatura rabínica e no Hagadá, incluindo o Talmude Babilônico.
No cristianismo, o Novo Testamento descreve como Jesus e João Batista são comparados a Elias (em algumas ocasiões, considerados por alguns como manifestações de Elias) e como se deu a transfiguração de Jesus, onde Elias aparece ao lado de Moisés.
No Islã, o Alcorão descreve Elias como um grande profeta e justo de Deus, e quem poderosamente pregou contra a adoração de Baal.
Elias também é uma figura em várias tradições folclóricas. Na Macedônia, Sérvia, Bulgária e Romênia, ele é conhecido como “Elias, o que faz trovejar” e no folclore é responsável por tempestades de verão, granizo, chuva, trovão e orvalho.
Em várias representações da crucificação e do martírio de Jesus, é dito que nos últimos momentos de Cristo na cruz , ele tem uma visão e começa a esbravejar o nome do profeta “Elias!” ao que os sacerdotes dos fariseus que observavam tudo diziam: “vejam, ele invoca o nome do profeta Elias”.

Veja também em outro capítulo a mega polêmica: Elias era João Batista?

7757 – Planeta Terra – A Bíblia já pregava a sustentabilidade


Religiões à parte, não dá para negar que o texto bíblico influenciou – e ainda influencia – os rumos da civilização ocidental, especialmente em termos de valores. E também é verdade que, ao longo de tanto tempo, o “Livro Sagrado” foi interpretado e traduzido de diversas maneiras, inclusive com certos interesses por trás dos termos escolhidos.
O texto do Gênesis diz que Eva foi feita ao lado de Adão e ao mesmo tempo que ele, e não de sua costela. Talvez o machismo e a violência contra as mulheres não estivessem tão presentes na sociedade, ainda hoje, se essa interpretação tivesse sido difundida pelos cristãos.
A proposta inicial de Deus era a de que os homens fossem vegetarianos, segundo a passagem que só se refere aos vegetais para saciar a fome do homem. A Amazônia agradece a tradução e adverte que bois não combinam com florestas.
O termo lmemshelet, traduzido como “dominar”, na realidade quer dizer apenas “governar”. A palavra muda completamente o entendimento sobre as relações de poder estabelecidas pela humanidade nos últimos mais de 2 mil anos.
Isso também vale para a relação dos seres humanos com as plantas e os animais. Deus explica a Adão sobre a Lei de Causa e Efeito (muito antes de alguém pensar no filme “O Segredo”!!!) e o orienta a cuidar da Terra e de todos os seus seres vivos e a ser responsável pelo clima, o ar e os mares.
Outro ponto que, apesar de não ter a ver com sustentabilidade, é muito útil que se torne público é o fato de que o celibato era condenado e o sexo, visto como uma maneira divina de dar continuidade à vida.

7660 – Bíblia – Quem foi Betsabá?


Ela teve a seus pés o Rei Davi, que matou o gigante Golias. O tão esperado messias de que fala a Bíblia, a ele estava reservada a tarefa de devolver a Israel a glória dos tempos do rei Davi. Calcula-se que ele tenha reinado por volta de 1000 aC.
Conta o Velho Testamento que Davi, depois de tirar uma sesta, avistou do seu palácio uma mulher muito formosa tomando banho. Era Betsabá.
Davi pediu que a trouxessem ao palácio e teve relacionamento com ela, que engravidou. O único detalhe é que ela era casada com outro homem, o pobre Urias, uma das maiores vítimas bíblicas da luxúria alheia. O rei então tentou remediar a situação chamando Urias e mandando ele ir para casa. Lá Betsabá levaria Urias para a cama e tudo estaria resolvido. Só que Urias se recusou.
Davi pediu então a Joab, chefe do Exército, que pusessem Urias no lugar onde a guerra contra os amonitas fosse mais violenta. Urias então foi ferido e morreu. Passado o luto, ela tornou-se oficialmente a mulher de Davi, segundo o relato, a 8ª. A criança em gestação que motivou a morte do marido não durou muito. Ela teve ainda outro filho com Davi: Salomão. Betsabá influenciou na sucessão do trono de Davi e o destino também. Os filhos de Davi que estariam à frente de Salomão na linha do trono foram caindo um a um. Já na velhice, o corpo cansado de Davi encontrou calor e conforto numa jovem chamada Abisague. Mas nada que se comparasse com a tórrida, adúltera, sangrenta paixão que sentiu pela mulher que , certo dia, nos seus jovens tempos, viu do terraço de seu palácio, banhar-se.

6742 – Mega Polêmica Bíblica – Jesus Cristo teve filhos?


São quase 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo. É o número 1 nas listas de best-sellers em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Brasil. Hollywood já prepara uma versão cinematográfica da obra, tachada por alguns críticos como o “Harry Potter dos adultos”. Trata-se de O Código Da Vinci, escrito pelo inglês Dan Brown, de 38 anos.
A trama do maior sucesso editorial do ano se desenrola a partir do assassinato, dentro do Museu do Louvre, em Paris, de seu curador, Jacques Saunierè (um dos líderes do Priorato de Sião, sociedade secreta fundada antes da crucificação de Jesus Cristo). Pouco antes de morrer, Saunierè teria elucidado uma mensagem cifrada no quadro A Santa Ceia, de Leonardo da Vinci – um segredo capaz de abalar a Igreja Católica e todo o mundo ocidental.
A bela criptógrafa francesa Sophie Neveu e Robert Langdon, professor de simbologia em Harvard, tentam desvendar o segredo. No caminho, os dois cruzam com outras sociedades secretas, como a Opus Dei e os Cavaleiros Templários. A dupla de investigadores faz descobertas surpreendentes: que Jesus foi casado com Maria Madalena e teve dois filhos; que sua divindade foi votada no Conselho de Nicéia, no início do século 4; que os quatro evangelhos da Bíblia foram escolhidos entre 80 outros evangelhos porque consideravam Jesus divino, e os demais foram suprimidos pelo imperador romano Constantino no ano 325.
Trata-se, claro, de uma bela trama policial criada por Dan Brown. No entanto, ela é baseada em teorias conspiratórias aceitas e estudadas no mundo real por muita gente, maluca ou sã. Entramos agora no terreno da “maior conspiração de todos os tempos”. A figura-chave nessa intrincada armação é Maria Madalena. De acordo com a Bíblia e as aulas de catecismo, Maria Madalena foi uma prostituta que, arrependida, resolveu seguir Jesus Cristo e os apóstolos, até ser perdoada de seus pecados pelo filho de Deus. Os conspirólogos afirmam, no entanto, que na verdade, ela foi casada com Jesus Cristo, com quem teria tido dois filhos – Sara e Tiago. Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947 numa caverna de Qumran, na Palestina, confirmariam a tese de que Jesus se casou e teve filhos com Madalena, gerando uma linhagem que teria o direito sagrado de reinar sobre a França e Israel. Esses documentos, porém, nunca foram exibidos em público e estão de posse do Vaticano.
Depois da crucificação de Jesus, Maria Madalena e seus filhos teriam fugido para uma comunidade judaica no sul da França. No polêmico e confuso livro Rex Deux, de Marilyn Hopkins, Graham Simmans e Tim Wallace-Murphy, a teoria vai além, dizendo que Madalena chegou à França só com uma criança, Sara, enquanto Tiago foi para a Escócia com José de Arimatéia, o homem que recolheu num cálice o sangue de Jesus crucificado.
Seria essa a razão de existirem na França tantas igrejas em homenagem à Maria Madalena. Uma delas fica na cidade de Rennes-Le-Château, no sul do país. Em 1891, o padre da cidade, chamado Berenger Saunière (atente para a semelhança entre esse sobrenome e o do personagem de O Código Da Vinci) decidiu reformar a igreja consagrada a Maria Madalena, construída em 1059 e já deteriorada pelo tempo. O padre levantou uma grana na comunidade e iniciou as obras. Ao retirar a pedra do altar principal, percebeu que as colunas que o sustentavam eram ocas. Dentro de uma delas havia quatro pergaminhos escritos em latim. Dois deles continham genealogias e datavam de 1244 e 1644. Os outros dois eram transcrições do Novo Testamento e traziam duas mensagens secretas. A primeira mensagem dizia: “A Dagoberto II, Rei, e a Sião, pertence esse tesouro e ele está aqui morto”.
Outra cena mostra o corpo de Jesus sendo retirado secretamente da tumba durante a noite. Saunière mandou gravar em latim, no pórtico da igreja, a inscrição “Este lugar é terrível”. Teorias conspiratórias afirmam que o padre encontrou documentos que confirmam a existência da linhagem secreta de Jesus e os usou para chantagear o Vaticano.
Mas recuemos um pouco no tempo. Na França, Sara e outros supostos descendentes de Jesus e Madalena se misturaram à linhagem real francesa, dando origem à dinastia merovíngia. E é a partir daí que a história ganha corpo – e complexidade.
Os reis merovíngios governaram grande parte da França e da Alemanha entre os séculos 6 e 7. O fundador da dinastia se chamava Mérovée, que, segundo a literatura esotérica, era filho de uma princesa com uma criatura marinha – na verdade, essa criatura fantástica seria uma alusão à suposta linhagem secreta de Jesus e Madalena, antepassados dos merovíngios.
Segundo os conspirólogos, a Igreja Católica temia que, se essa linhagem crescesse, o segredo de Jesus e Madalena fosse revelado, levando o mundo a questionar a doutrina católica (e a crença em um Messias divino puro). No entanto, os merovíngios foram aumentando e fundaram Paris (isso é fato). Apavorado, o Vaticano financiou várias missões na França para eliminar todos os membros da dinastia. Essas missões seriam chamadas de Graal – daí, a busca pelo Santo Graal.
O Priorato de Sião fez parte da Ordem dos Cavaleiros Templários até 1188, quando se separaram. O Priorato de Sião sobreviveu ao extermínio dos Templários na sexta-feira 13 de 1307 e está ativo até hoje. Seus objetivos atuais são defender os documentos sobre o Santo Graal, a tumba de Maria Madalena e os poucos membros da linhagem merovíngia real que sobreviveram até os tempos modernos – ou melhor, a linhagem de Cristo. Figuras históricas como Leonardo da Vinci, Victor Hugo, Sandro Botticelli, Clau-de Debussy e Isaac Newton fizeram parte dessa fraternidade (isso é fato e pode ser comprovado por meio de pergaminhos chamados Os Dossiês Secretos, descobertos em 1975 pela Biblioteca Nacional da França).
OS TEMPLÁRIOS
A Ordem dos Cavaleiros Templários, do qual o priorato supostamente fez parte, foi criada em 1118 para proteger as rotas de peregrinação e comércio que ligavam Jerusalém à Europa. Foi o primeiro exército uniformizado e regular a surgir no Ocidente depois da queda do Império Romano. Os Cavaleiros Templários eram financiados pela Igreja e logo se tornaram ricos proprietários de terras, o que gerou a cobiça do rei da França, Felipe, o Belo, que acusou-os de heresia e os queimou na tal sexta-feira, 13. A desculpa era de que os cavaleiros cultuavam um demônio de três cabeças (lembra-se de Asmodeus?) – que, segundo os conspirólogos, nada mais era do que a cabeça embalsamada de Jesus Cristo encontrada pelos cavaleiros nas ruínas do Templo de Salomão. Outras teorias dizem que, durante as escavações nas ruínas, os cavaleiros teriam achado a Arca da Aliança e descoberto toda a verdade sobre o Santo Graal. Por isso, tinham que ser exterminados.
Na mitologia cristã, o Graal aparece em dois momentos: primeiro, é usado na celebração da Santa Ceia e, depois, para recolher o sangue de Jesus Cristo na crucificação. Alguns teólogos acreditam que o cálice ficou com José de Arimatéia, que o enterrou na cidade de Glastonbury, na Inglaterra. Conspirólogos dizem que o cálice, na verdade, ficou com Maria Madalena, que o levou para a França. Mas a teoria mais aceita pelos conspirólogos é a de que o Graal não é um objeto, mas sim a tal linhagem de Cristo. Em muitos manuscritos antigos, o cálice é chamado de sangreal, que significaria “sangue real”. Para saber a verdadeira resposta a esse mistério, só mesmo encontrado o Santo Graal.

A Igreja contra O Código Da Vinci
Católicos e protestantes se unem contra as teses conspiratórias do livro do inglês Dan Brown
O sucesso de O Código da Vinci vem incomodando as igrejas cristãs. Membros do clero e estudiosos da Bíblia publicaram vários estudos rebatendo o livro de Dan Brown. Somente entre abril e maio desse ano, mais de dez livros foram lançados com a intenção de combater O Código Da Vinci. Igrejas americanas estão oferecendo folhetos e guias de estudos a quem o livro de Brown possa ter levado a questionar sua fé, além de promover palestras e sermões sobre o assunto. Chegaram a tachar o Código Da Vinci de “conspiratório”!
Protestantes evangélicos e católicos romanos o definiram como “mais uma infiltração de guerreiros culturais liberais”. A Opus Dei, prelazia do Vaticano ultraconservadora, acusada recentemente de praticar lavagem cerebral, coerção e uma estranha prática chamada “mortificação corporal”, é retratada por Brown como uma seita sádica e sinistra. Em nota, a Opus Dei respondeu que “seria irresponsável formar opinião sobre a prelazia baseada na leitura desse livro”. Recentemente, a Opus Dei inaugurou sua sede em Nova York, uma obra estimada em 47 milhões de dólares.
O escritor inglês Dan Brown, que, com essa polêmica toda, vem ganhando cada vez mais dinheiro, não está nem aí para a reação do clero. “Controvérsia e diálogo são saudáveis para a religião como um todo. A religião só tem um inimigo, a apatia, e o debate passional é um antídoto soberbo”.

6741 – Arqueologia – ☻ Mega Notícias


Foi descoberta numa caverna no sul da França, uma caleção de obras de arte da Era Paleolítica, que talvez seja a mais antiga já encontrada.
Os manuscritos do Mar Morto serão estudados pela análise genética.

Google e Museu de Israel disponibilizam Pergaminhos do Mar Morto na internet

Mais de 2 mil anos depois de terem sido escritos e mais de 50 anos depois de terem sido encontrados em cavernas de Qumran, situadas na fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, os famosos Pergaminhos do Mar Morto estão agora disponíveis online graças a um projeto entre o Museu de Israel e o Google. Agora é possível olhar o documento de perto o suficiente para perceber detalhes do couro usado para a escrita (provavelmente cabras ou ovelhas), sem a preocupação de estragá-los.
Cinco manuscritos foram disponibilizados nesta semana, incluindo o livro bíblico do profeta Isaías. A tecnologia do Google permite fazer uma busca por passagens específicas e as traduz na hora para o inglês. A meta agora é construir o primeiro banco de dados abrangente e pesquisável da coleção inteira de pergaminhos.

Você sabe tudo sobre a Bíblia?
Compilados pelos Essênios, uma seita de judeus apocalípticos que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70 d.C., os manuscritos são a versão mais antiga do texto bíblico – sendo mil anos anteriores ao texto original da Bíblia Hebraica usado pelos judeus atualmente. Estão ali compiladas partes das Escrituras Hebraicas, livros apócrifos e escritos com princípios da própria seita.

Biólogos e químicos americanos estão pesquisando como os homens das cavernas conseguiam tinta para desenhar nas rochas.
Figuras esculpidas num templo grego começam a ser decifradas.

6231 – A Bíblia ao pé da letra


O Velho Testamento deixa claro que as mulheres deveriam ser funcionárias de seus maridos. Funcionárias mesmo: não só com deveres, mas com direitos também. Se uma esposa fosse “demitida” pelo parceiro, por exemplo, podia ganhar uma carta de recomendação, que a moça podia usar como trunfo na hora de tentar uma vaga de mulher de outro sujeito.
Não é exagero falar em “vaga”: um homem podia ter tantas esposas quanto quisesse (ou melhor: quanto pudesse adquirir e sustentar). A poligamia era a regra. Tanto que o primeiro caso aparece logo no capítulo 4 do primeiro livro da Bíblia: “E tomou Lameque para si duas mulheres” (Gênesis).
A situação era tão comum que vários dos personagens mais importantes do Antigo Testamento viviam com mais de uma esposa sob o mesmo teto. Abraão acolhe uma segunda mulher a pedido de Sara, sua número 1, que não conseguia ter filhos. Depois a própria Sara dá à luz Isaac, enquanto a escrava Hagar tem Ismael. Nota: a tradição considera o primeiro como pai de todos os judeus e o segundo, patriarca dos povos árabes.

O caso de Jacó, filho de Isaac e também patriarca de todos os judeus, é o mais conhecido: ele casa com as irmãs Lea e Raquel, filhas de Labão. E compra o dote delas trabalhando no pastoreio do sogro por 14 anos – 7 anos de labuta por cada esposa.

Mas nunca na história do Livro Sagrado houve maior predador matrimonial que Salomão, o rei: foram 700 esposas. Setecentas de papel passado, já que o sábio soberano ainda mantinha 300 concubinas. E tudo isso sem pílula nem camisinha… Por isso mesmo o Deuterônimo traz regras para a distribuição de bens entre filhos de diferentes mulheres – os rebentos de mães com mais milhagem em anos de casamento ganham mais. E os primogênitos também. Mas por quê, afinal, a poligamia era a regra lá atrás? “Provavelmente porque havia mais mulheres do que homens entre os judeus, que com frequência estavam envolvidos em guerras violentas. A poligamia, então, era uma forma de garantir a manutenção da população”, diz o historiador Richard Friedman, professor de estudos judaicos da Universidade da Geórgia. “Além disso, uma mulher solteira tinha pouquíssimas alternativas para sobreviver, a não ser se prostituir. Quando um único homem é provedor de várias mulheres, essa questão acaba minimizada.”
O Novo Testamento não cita tantos exemplos de poligamia, mas sugere que ela ainda era comum no século 1. Jesus não toca no assunto, mas, em duas cartas, são Paulo recomenda que os líderes da nova comunidade cristã tenham apenas uma esposa porque “assim eles teriam mais tempo para dedicar aos fiéis”. “O cristianismo só refuta a poligamia quando se aproxima do poder em Roma, que proibia a poligamia”, afirma Brettler. Como escreve santo Agostinho no século 5, “em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar outra esposa”.
Escravas também tinham direitos: se um homem casava com uma de suas servas, só poderia se divorciar se vendesse a mulher para outro senhor. Bom para a mulher, já que evita a situação constrangedora de trabalhar para o ex – e de graça… Menos “feminista” é outra lei bíblica: quando um homem morre e deixa uma viúva, seu irmão deve casar com ela, para garantir que o patrimônio da família não se perca. O adultério, adivinhe, é crime – pudera: no Brasil mesmo era crime até 2005 (detenção de 15 dias a 6 meses, segundo o artigo 240 do Código Penal). A diferença é que lá a pena era de morte mesmo – para ambos os envolvidos na relação sexual fora da lei.

Mais brando é são Paulo, que dá orientações para o dia a dia do casal. Ele até diz que os homens são a cabeça da relação, mas pede que os maridos respeitem as esposas. Um grande salto para nas regras de matrimônio da Antiguidade.

Além de polígamo, qualquer homem podia ter amantes, contanto que oficiais. Eram as concubinas. Jacó trabalhou 14 anos pela posse de suas duas mulheres – mas ganhou duas concubinas de bônus pelos bons serviços prestados. Uma série de regras estabelece como deve ser a vida sexual também: toda mulher tem de se casar virgem, ou então poderá ser dispensada pelo marido – por outro lado, se o marido acusar falsamente a esposa de não ter casado casta, deve permanecer com ela até o fim da vida. Para comprovar sua pureza, a acusada devia apresentar testemunhas dispostas a defender a limpidez do passado dela. As leis sexuais, enfim, eram bem abrangentes: “Quem tiver relações com um animal deve ser morto”, diz o Êxodo. E masturbação também não pode. Como diz o sutil são Paulo: “A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao marido. E o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à esposa”. “O sexo na Bíblia é cheio de contradições”, diz o arqueólogo Michael Coogan, autor de God and Sex (Deus e o Sexo). “É de se desconfiar que fossem realmente levados a sério naquela época.”

A ética comercial do Livro Sagrado tem regras simples: não roubar nem trapacear no peso ou fazer nada que prejudique a outra parte. A cobrança de juros também é proibida. As ordens se repetem ao longo da Bíblia, sempre em tom firme: “Não tomarás dele juros nem ganho” (Levítico), “Não emprestando com usura, e não recebendo mais do que emprestou” (Ezequiel). E isso numa época em que a grande moeda corrente eram sacos de grãos. O fato é que a restrição à cobrança de juros é mais antiga do que a Bíblia. As leis da Babilônia, codificadas mil anos antes, já impunham tetos na cobrança de juros, provavelmente para evitar que os mais espertos enriquecessem à custa de empobrecer o resto da sociedade. Jesus, inclusive, radicaliza. Não só condena os juros como também a cobrança do principal (a quantia emprestada inicialmente): “E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso?” (Lucas). Cristo, aliás, dá muita atenção à cobiça. “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus, 6:24), diz. E pede que seus seguidores façam como os lírios-do-campo, que recebem proteção e alimento da divindade sem precisar trabalhar. Também diz, para desespero de um fiel cheio de posses, um de seus maiores hits verbais: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus”. Mas existe uma exceção na política bíblica de juros: nos casos em que o empréstimo é concedido a um não-judeu (“um estranho”, nas palavras do Deuterônimo), é permitido praticar a usura. Até por isso os judeus se tornaram os grandes banqueiros da Idade Média.

Mas a parte mais humanista nas relações de trabalho previstas na Bíblia é uma regra para os fazendeiros: sempre deixar sem colher as plantações das bordas do terreno. Para quê? Para que as pessoas mais pobres, sem-terra, possam aproveitar essa parte.

O álcool nem sempre foi consumido com moderação na Bíblia. A palavra “vinho” é citada mais de 200 vezes, e os porres são frequentes: Ló é embebedado pelas filhas e Amnon, filho de Davi, está mais pra lá do que pra cá quando é assassinado por ordem de seu irmão Absalão – a quem interessar: foi pelo crime de ter estuprado a própria irmã, Tamar. “Os sacerdotes são orientados a não beber antes de entrar no templo, e o álcool é relacionado à perda de controle pessoal e da capacidade de diferenciar o bem do mal. Mas nada no texto bíblico proíbe o consumo”, diz historiador Marc Zvi Brettler.

A medicina bíblica é obcecada por manchas na pele – uma preocupação muito compreensível para um povo que vivia no deserto, sob um sol escaldante. Os líderes religiosos é que faziam o papel de médicos. “Quando um homem tiver na pele inchação ou pústula, então será levado a Arão ou a um de seus filhos, os sacerdotes” (Levítico).

Os sacerdotes avaliavam pessoalmente cada caso suspeito, seguindo as regras estabelecidas por Deus, transmitidas a Moisés e transcritas no Livro Sagrado. Primeiro, passar azeite sobre o ferimento (o mesmo produto também é recomendado para lavar os cabelos). Depois de uma semana, no retorno da consulta, vem o diagnóstico definitivo: se o pelo sobre a mancha estiver mais claro, e a ferida estiver mais funda do que a pele, o doente tem lepra.
A partir desse momento, a vítima não tem mais espaço na comunidade. É obrigada a andar pelas ruas, anunciando sua condição para evitar que desavisados entrem em contato com o doente e também sejam contaminados. Ocasionalmente, profetas conseguiam curar leprosos. No Novo Testamento, os sacerdotes cristãos são indicados para curar todo tipo de doença. “A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (Tiago).
A Bíblia também orienta na educação dos filhos. Eles devem ser apresentados a Deus recém-nascidos e, no caso dos meninos, circuncidados no oitavo dia de vida. Ao longo da infância, os pais têm a obrigação de repassar a eles a palavra de Javé. Já o Novo Testamento é mais pedagógico, digamos assim: enfatiza a educação pelo bom exemplo dos pais, para que os jovens respeitem a Deus e se comportem corretamente por vontade própria, e não porque foram forçados. Criar adultos calmos e centrados também é importante. “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios). Quando não funcionar, o Antigo Testamento indica que um bastão flexível deve ser usado para bater nos desobedientes (no Brasil, seu uso poderá trazer problemas com a Justiça caso seja aprovada a Lei da Palmada). O objeto tem até nome, vara da correção, e é indicado para qualquer situação em que o pai considere que a criança não seguiu suas instruções.

Sobre a Homossexualidade
O amor entre homens era punido com a morte – a não ser que você fosse o rei Davi. Os livros Samuel I e Samuel II contam a história da amizade entre ele e Jonatã, filho do rei Saul, antecessor de Davi e candidato natural ao trono de Israel. Davi acaba escolhido para a sucessão, mas isso não abala o relacionamento dos dois. Está escrito: “A alma de Jonatã se ligou com a alma de Davi. E Jonatã o amou, como à sua própria alma” (Samuel I). Em outra passagem, Jonatã tira todas as roupas, entrega a Davi e se deita com ele. “E inclinou-se 3 vezes, e beijaram-se um ao outro” (Samuel I). “Esse relato incomoda os intérpretes tradicionais da Bíblia, que tentam explicar a relação como uma forte amizade, e o beijo como um costume comum entre homens”, diz o historiador finlandês Martii Nissinen, da Universidade de Helsinki e autor de Homoeroticism in the Biblical World (Homoerotismo no Mundo Bíblico). “Mas é difícil negar a referência à homossexualidade nesse caso, mesmo que a lei judaica a proíba expressamente.” Em mais de uma ocasião, os relacionamentos entre homens são chamados de “abominação” e “pecado contra Javé”. Para alguns especialistas, o Antigo Testamento também sugere um relacionamento homossexual entre duas mulheres, Noemi e sua nora Rute. Está no livro de Rute um trecho em que ela diz a Noemi: “Aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu.” Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada”.

Muito sangue jorra na Bíblia. Abraão é orientado a sacrificar seu próprio filho Isaac a Javé – e teria obedecido, caso um anjo não aparecesse no último minuto dizendo era tudo um teste para sua fé. Além disso, durante os 40 dias em que detalha suas regras ao patriarca, Deus exige uma série de sacrifícios de animais.

Os rituais são descritos com grande riqueza de detalhes. Moisés manda matar e drenar 12 bois. O sangue é colocado numa tina. Metade é lançada no altar e o resto sobre a multidão. Carneiros abatidos são esfregados no corpo de fiéis, que seguram seus rins nas mãos para oferecê-los a Javé. Pedaços de bichos são queimados sobre o altar. Era uma forma de trocar favores com os deuses. Por isso mesmo, o sacrifício de animais existe em praticamente todas as culturas da Antiguidade. “O sangue é o maior símbolo da vida.
Sequestro, adultério, homossexualidade, prostituição… Tudo isso dava pena de morte. Até fazer sexo com uma virgem poderia custar a vida do “criminoso”. Esse caso, aliás, é um labirinto jurídico: se um homem transar com uma virgem dentro de uma cidade, os dois morrem; se for no campo, só ele. A lógica é que, dentro da cidade, alguém ouviria a virgem gritando por socorro caso o sexo não fosse consentido. Se ninguém ouviu é porque ela não gritou, supõe a lei. E se não gritou é porque cometeu um crime também – o de consentir. No campo é diferente: não dá para saber se ela gritou ou não. Na dúvida, então, morre só o homem.

Matar também dava em pena de morte, claro: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu” (Gênesis). Adorar outros deuses também trazia problemas sérios, já que é sinal de desobediência a um mandamento fundamental: “Não terás outros deuses diante de mim”. Moisés chega a mandar matar 3 mil judeus por causa disso.

O Levítico também manda matar prostitutas a pedradas, a não ser que a moça de vida fácil seja filha de um sacerdote. Aí a punição é pior: “Com fogo será queimada”. A regra seria fortemente contestada por Jesus, com a famosa frase que salvou Maria Madalena: “Aquele que não tem pecado atire a primeira pedra”. Ainda assim, nem todos os autores do Novo Testamento parecem concordar com a recomendação de Cristo. As cartas de são Paulo, por exemplo, defendem o respeito à lei romana, que autoriza o apedrejamento a prostitutas.

Como o Antigo Testamento não aceita o aborto, é crime provocá-lo, mesmo que por acidente, mas a pena depende da gravidade da situação. Se dois homens brigarem e, no meio do quebra-pau, ferirem sem querer uma mulher grávida que estava por perto e provocarem a morte do feto, os dois vão pagar uma indenização estabelecida pelo marido – que perdeu um bem precioso, seu herdeiro. Agora, se a mãe ficar gravemente ferida ou morrer, então vale a famosa lei do Talião – “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe” (Êxodo). Em geral, a pena de morte por apedrejamento não precisava ser julgada pelos sacerdotes. A maioria dos crimes recebia a punição na hora, diante de um grupo de pessoas que presenciaram a cena ou que estavam por perto da cena do crime e foram informadas. Mas também existem regras mais amenas, estas, sim, negociadas dentro dos tribunais e com direito a defesa do acusado. Por exemplo: o Antigo Testamento estabelece que toda mulher menstruada é tão impura que até mesmo os lugares onde ela se senta devem ser evitados. Se um homem encostar na esposa, na mãe ou na irmã nesse período do mês, ele não pode sair de casa por sete dias. E, se fizer isso, pode ter de pagar uma multa.

Em caso de roubo e furto ou qualquer outro prejuízo ao patrimônio alheio, como matar por acidente o cabrito do vizinho, a pena é o pagamento de 4 vezes o valor do bem que foi levado ou destruído. Se a pessoa que cometeu a infração não tivesse condições de pagar, podia ser vendida como escrava.
Tudo isso, é claro, são aspectos de uma vida cotidiana que não existe mais. Mas com a mensagem essencial dos textos sagrados é diferente. E essa mensagem pode ser resumida em uma frase, que também ecoa em todas as grandes religiões da Terra: não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você. Ou mais ainda, como Jesus diz no Evangelho de Mateus: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós”. Está aí uma recomendação impossível de refutar. E que geralmente traz ótimos resultados.

5858 – Ciência X Religião – Museu criacionista nos EUA defende a criação do mundo de acordo com a Bíblia


Enquanto chega ao Brasil a mostra “Darwin – A Descoberta do Homem e a Revolucionária Teoria que Mudou o Mundo”, o primeiro museu criacionista abre as portas para o público, em Kentucky, nos EUA e esquenta o debate com os evolucionistas. Há dois anos, a exposição de Darwin no Museu de História Natural de Nova York recebeu críticas de cristãos criacionistas, apoiados pelo presidente George W. Bush – que defendeu o ensino da versão bíblica da criação do mundo em escolas do país.
Inaugurado no dia 28 de maio, o Creation Museum é um projeto de US$27 milhões idealizado pelo grupo Answers in Genesis (Respostas na Gênese), que promove a leitura literal da Bíblia sobre a criação do mundo. “O museu vai se opôr aos de história natural da evolução, que colocam incontáveis mentes contra a Bíblia”, disse a Galileu o co-fundador do museu Mark Looy.
A idéia é usar alta tecnologia, efeitos especiais e dinossauros mecânicos para mostrar que, na versão criacionista da história humana, “a ciência confirma todas as passagens bíblicas”, de Adão e Eva à arca de Noé. Mas o grande destaque é a exibição de homens pré-históricos vivendo com dinossauros, o que a geologia contemporânea considera impossível, já que a existência das duas espécies está separada por 60 milhões de anos.
“Nenhum cientista estava lá para ver os dinossauros morrerem. Só acharam os ossos, que não tinham etiquetas com idades”, afirma Looy, ignorando a datação por carbono 14. Assim, além de terem vivido entre os humanos, um par de dinos também teria sido salvo do dilúvio. E como Noé teria conseguido a façanha? “Os continentes só surgiram como conseqüência da grande enchente, antes eles eram uma coisa só”, diz Looy.

5663 – Ets na Bíblia? – Ezequiel e suas carroças voadoras


O Velho Testamento registra uma cena espetacular, que hoje seria interpretada pelos ufólogos como um típico caso de aparição de um Ovni (objeto voador não-identificado). O profeta Ezequiel descreve uma carroça com rodas de fogo que desceu dos céus até ele. Esta visão foi amplamente difundida pelo escritor Erich von Däniken em seu livro Eram os Deuses Astronautas? como uma prova irrefutável de que a Terra tem sido visitada por alienígenas desde tempos remotos. À luz do conhecimento científico atual, é fácil deduzir que Ezequiel teve uma ilusão de ótica causada pelo reflexo da luz do sol em cristais de água na atmosfera.
Na Idade Média, quando se incendiavam pessoas por qualquer motivo, várias mulheres foram mortas por terem visões estranhas. É claro que, na época da Inquisição, ninguém dizia ter contatos com seres extra-terrestres. Acreditava-se em duendes, fadas e demônios. Os ETs ainda não tinham sido inventados. Naves espaciais tripuladas por alienígenas só despontaram no imaginário coletivo no fim do século passado. Foi naquela época que surgiram, nos Estados Unidos, os relatos sobre estranhos objetos voadores, em geral dotados de asas e hélices. Claro, na época ainda não havia aviões. Existia, isto sim, um crescente interesse pelo tema das “máquinas voadoras”. Era uma época de avanços prodigiosos na tecnologia dos balões e dos dirigíveis, como o famoso Zepelin. A invenção de um aparelho voador mais pesado do que o ar já era tida como iminente. Em outras palavras, a expectativa de ver aeronaves nos céus americanos favorecia que as pessoas realmente as “vissem”.
Muitos ufólogos admitem que a maior parte dos objetos relatados como Ovnis podem ser descartados como enganos ou fraudes. A polêmica se concentra sobre um pequeno resíduo, algo como 2% de casos insolúveis. As pessoas que acreditam em discos voadores encaram esses casos sem explicação como provas da existência de Ovnis e de visitas extraterrestres. Elas simplesmente não conseguem explicar as ocorrências de outra maneira. Os cientistas se recusam a acreditar em ETs até que apareçam provas realmente convincentes.

5605 – Livro – A Bíblia, o 1°, o mais vendido e o mais lido


O maior best seller de todos os tempos

Uma Bíblia de 641 páginas foi o primeiro livro impresso pelo alemão Johan Gutemberg. Ele inventou a técnica da impressão provavelmente em 1453, mas só completou seu primeiro livro em 1455. Para imprimir cada página Gutemberg precisou forjar letras em chumbo e depois arranjá-las uma a uma, manualmente, para formar painéis com palavras compondo linhas. Para piorar seu trabalho, o estilo de escrita da época era a gótica, com letras cheias de volteios. Uma vez impressa uma página, era preciso deixá-la secar para depois imprimir no verso. Foram feitos cerca de 300 exemplares, mas nem todos eram iguais – alguns tinham as letras iniciais de cada capítulo caprichosamente pintadas à mão. Gutemberg, filho de um alto funcionário da Casa da Moeda da região da Mogúncia (Alemanha), teve a idéia de criar a imprensa ao ver moedas serem cunhadas. A invenção é considerada uma das mais importantes da história da humanidade pelas profundas mudanças que provocou na difusão do conhecimento no mundo inteiro.

• A Bíblia também é o livro mais vendido. Somente de 1815 a 1998 foram comercializados 3,88 bilhões de exemplares no mundo inteiro.
• O escritor mais rico do mundo é Stephen King, autor de Carrie, a Estranha, com uma fortuna avaliada em 84 milhões de dólares.
• O americano Tom Clancy recebeu o maior adiantamento já oferecido a um escritor. Ele embolsou 75 milhões de dólares pelo compromisso de escrever dois livros para a Editora Penguin.
O primeiro texto de ficção com autoria reconhecida foi composto por uma mulher chamada Enheduanna há 4 000 anos. Ela era a sacerdotisa de Ur, capital da civilização mesopotâmica, que se desenvolveu onde hoje fica o sudeste do Iraque. Enheduanna era a mais alta autoridade mesopotâmica e escreveu um longo poema épico dedicado à deusa Innana. Luta por poder, agonia, êxtase e louvor fazem parte da poesia, descoberta no começo do século XX e que hoje está sendo estudada na Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos. O texto foi escrito no alfabeto cuneiforme e gravado em pequenos tabletes de argila. O retrato da deusa, profundamente humano e cheio de nuanças psicológicas, fala de uma mulher doce e amorosa, mas que também é capaz de se transformar numa pessoa feroz e cruel.

• A primeira forma de escrita inventada pelo homem foi a cuneiforme, gravada em tabletes de argila, criada pelos babilônios há mais de 4 000 anos onde hoje é o Iraque.