13.879 – Medicina – O que é o Micro AVC?


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Formalmente conhecido como Ataque Isquêmico Transitório (AIT), o mini-AVC, de acordo com a American Heart Association e American Stroke Association, é um episódio transitório de disfunção neurológica causada por focos de isquemia (restrição do fluxo de sangue e oxigênio) no cérebro, medula espinal ou retina, sem que haja, de fato, um “AVC completo”.
Em outras palavras, o AIT surge quando uma região do sistema nervoso, normalmente o cérebro, sofre uma relevante, porém temporária, redução do fluxo sanguíneo. No entanto, o problema é insuficiente para causar morte do tecido cerebral.
É importante lembrar que, apesar de ser conhecido como “mini-AVC”, o AIT e AVC são doenças completamente diferentes, apesar de apresentarem fisiopatologia semelhante e afetarem o mesmo grupo de risco (acima dos 55 anos, histórico de doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, etc). Contudo, é mais correto chamá-lo de pré-AVC, uma vez que o problema deve ser encarado como um aviso de que algo está errado com a circulação sanguínea no cérebro.
squemia temporária, fazendo com que o órgão receba menos sangue e oxigênio. Então, com menos oxigênio disponível, os neurônios não conseguem desempenhar suas funções, resultando em sintomas neurológicos.

Essa diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro pode ocorrer por três razões:

1- Embolia cerebral (AIT embólico): causado por um coágulo, oriundo do coração ou artéria carótida, que viaja até o cérebro e obstrui o fluxo de uma artéria cerebral.

2- Aterosclerose de uma artéria cerebral (AIT lacunar): causada por obstruções relacionadas a placas de colesterol alojadas na parede de uma artéria cerebral.

3- Estenose da artéria carótida (AIT por baixo fluxo): fluxo sanguíneo na carótida é severamente reduzido como consequência de aterosclerose ou dissecção da própria artéria.
Sintomas
Os sinais e sintomas variam de acordo com a artéria acometida, tamanho da região afetada e mecanismo fisiopatológico por trás da isquemia. No entanto, a sintomatologia geral pode incluir:

– Perda de força em toda uma metade do corpo

– Dificuldade para falar ou articular as palavras

– Dificuldade para entender o que os outros dizem

– Incapacidade de reconhecer a própria doença

– Fraqueza ou dormência nos membros, face ou língua

– Tontura e desequilíbrio.

– Movimentos abruptos

– Visão dupla

– Perda total ou parcial da visão em um dos olhos

– Queda da pálpebra

– Incapacidade de olhar para cima

– Dor de cabeça súbita e intensa

– Dificuldade para andar
– Perda da audição

– Amnésia
Tratamento
Embora não exista um tratamento específico para o AIT, uma vez que os sintomas normalmente desaparecem de maneira espontânea após um período de tempo, os cuidados são voltados para a prevenção de um AVC.
As estratégias atuais de prevenção incluem a administração de remédios para controlar a pressão arterial, redução dos níveis de colesterol, terapia antitrombótica e uma modificação severa de estilo de vida, que pode incluir mudança de dieta, abandono do álcool e cigarro e a prática de exercícios físicos.

12.665 – Droga que dissolve coágulos de AVC tem eficácia comprovada


Cientistas da Austrália, China, Nova Zelândia e Brasil se uniram numa pesquisa e confirmaram a eficácia do trombolítico de rtPA (ou Alteplase), no tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral.O trabalho foi para avaliar a segurança do tratamento com drogas trombolíticas  – medicamentos para dissolver coágulos – que era colocado em cheque pelo risco de sangramento no cérebro. No Brasil, o estudo foi coordenado pelos professores Octávio Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e Sheila Cristina Ouriques Martins, coordenadora do Programa de AVC do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.

Além de confirmar a eficácia do medicamento no tratamento do AVC, as pesquisas mostraram que uma dose mais baixa do medicamento – 0,6 mg/kg de peso, ante 0,9 mg/kg de peso que é a dose padrão – leva à redução de aproximadamente um terço dos casos de complicações hemorrágicas.

E, após 90 dias de tratamento com dosagem menor da medicação, os cientistas observaram ainda redução da morte de pacientes.

“Esse benefício adicional em segurança com a dose reduzida só foi ofuscado por um pequeno aumento dos casos que permanecem com sequelas residuais do AVC em 3 meses”.

Os pesquisadores relatam que para cada mil pacientes tratados com a dose reduzida, 41 apresentaram mais sequelas residuais do AVC (ajuda para se vestir ou andar) em comparação com a dose padrão.

Porém, 19 pessoas a menos morreram com esta dose reduzida. “Por este motivo, a dose convencional, 0,9 mg/kg, deve continuar sendo a mais utilizada na rotina”, avaliam.

Segurança

Mesmo com os problemas enfrentados com a dose reduzida, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma ainda mais segura de tratar os pacientes com AVC.

“Um dos achados secundários do estudo foi que o risco de sangramento parece ser maior em pacientes que já estavam usando remédios antiplaquetários como a aspirina. Nestes casos, o uso da dose reduzida seria uma opção mais segura e com eficácia semelhante em relação a dose convencional”, relata Pontes-Neto.

Para os pesquisadores, estes resultados podem ampliar a segurança e favorecer a administração do tratamento trombolítico para AVC no País.

“Atualmente menos de 2% dos pacientes com AVC isquêmico são tratados com trombolíticos no Brasil, e o acesso a este tratamento precisa ser ampliado. Com os resultados do estudo multicêntrico, a dose convencional ainda deve continuar sendo a padrão, porém agora temos a opção de oferecer este tratamento com ainda mais segurança em pacientes que apresentam alto risco de sangramento”, afirma Pontes-Neto.

Custo

O professor lembra que, com a utilização de menor dose do medicamento para parte dos pacientes, o custo do tratamento diminui, “facilitando a utilização em maior escala no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em países onde o tratamento ainda é muito caro.”

Os coordenadores brasileiros também são pesquisadores da Rede Nacional de Pesquisa em AVC.

O estudo teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde e foi conduzido totalmente independente da indústria farmacêutica.

A coordenação mundial do estudo foi do professor Craig Anderson, do George Institute da Austrália.  Os resultados acabam de ser publicados no principal jornal científico na área médica no mundo, o New England Journal of Medicine.

11.044 – Excesso de álcool na meia-idade aumenta risco de derrame


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Beber mais de duas doses de álcool por dia na meia-idade, entre os 40 e os 60 anos, aumenta a probabilidade de sofrer um derrame mais do que fatores de risco tradicionais, como hipertensão e diabetes. A conclusão é de um estudo publicado na quinta-feira no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração.
Pesquisadores analisaram dados de 11.644 gêmeos suecos, acompanhados por 43 anos. Eles compararam o impacto do álcool entre pessoas que bebiam pouco (menos de metade de uma dose por dia) a muito (mais de duas doses diárias).
Quase 30% dos participantes tiveram derrame. Entre gêmeos idênticos, aqueles que sofreram um AVC bebiam mais do que seus irmãos que não sofreram, sugerindo que o derrame não estava condicionado à genética e ao estilo de vida na infância e adolescência.
Os autores descobriram que os indivíduos que bebiam muito tinham 34% mais risco de sofrer um derrame do que aqueles que bebiam pouco. Para homens na meia-idade, o alto consumo de álcool também se mostrou um maior fator de risco para AVC do que hipertensão e diabetes. Por volta dos 75 anos, porém, a tendência se inverteu: o diabetes e a pressão alta passaram a ser os maiores vilões do derrame.

11.043 – Saúde – Dicas para evitar o AVC


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Controlar a hipertensão
A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. “O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos”, afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.
Exercitar-se
A prática de atividades físicas pode ajudar no controle do peso, na saúde do coração e na redução do risco de diabetes, hipertensão arterial e formação de coágulos sanguíneos — condições que podem levar ao derrame. Assim, exercitar-se melhora diversos fatores que aumentam o risco de AVC.
Monitorar o peso
A obesidade e o sobrepeso podem desencadear hipertensão e diabetes, fatores de risco do AVC. “Quem está acima do peso tem maior probabilidade de sofrer um derrame”, diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e nível de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.
Reduzir o colesterol
Altos níveis de LDL (conhecido como colesterol “ruim”) no sangue favorecem a aterosclerose, que se caracteriza pela formação de placas de gordura nas paredes das artérias. A doença estreita e enrijece esses vasos e dificulta o fluxo sanguíneo. A lesão na parede das artérias pode, ainda, levar à formação de coágulos e, logo, ao AVC isquêmico. Uma dieta saudável e pobre em gorduras saturadas e trans ajuda a proteger a saúde cardiovascular.
Seguir uma dieta balanceada
Alimentar-se bem é crucial para controlar o peso, a hipertensão, o diabetes e o colesterol. De acordo com Adriana Conforto, os três principais mandamentos de uma dieta anti-AVC são ingerir sal moderadamente (isto é, consumir no máximo 3 colheres [café] rasas por dia), comer oito a dez porções de frutas, verduras e legumes diariamente e, por fim, manter distância de alimentos gordurosos, principalmente aqueles com altos níveis de gorduras saturadas — como frituras e manteiga.
Manter a saúde cardíaca em dia
Doenças cardíacas podem formar coágulos no sangue e levar ao AVC isquêmico. São exemplos de moléstias relacionadas ao derrame a fibrilação atrial crônica, que é quando o coração bate num ritmo anormal e irregular, e a trombose coronariana, na qual uma artéria é bloqueada por um coágulo. A fibrilação atrial costuma ser controlada com medicamentos anticoagulantes e a trombose coronariana, popularmente conhecida como infarto do miocárdio, com antiagregantes. “Sobreviventes de um infarto do miocárdio podem ter mais placas de gordura pelo corpo, que levam aos coágulos. Esses trombos podem causar tanto um novo infarto, quanto um AVC. A diferença entre os dois é a localização da obstrução arterial”, explica Álvaro Pentagna, neurologista do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.
Para as mulheres
O estrogênio, hormônio presente na pílula, estimula a formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Apenas o uso do anticoncepcional, porém, não eleva significativamente o risco do derrame. “Quando a mulher já tem um histórico de enxaquecas com aura, aquela que prejudica a visão nas crises, e toma anticoncepcional, precisa ficar atenta ao risco de AVC. Essas duas situações elevam a probabilidade de formação de coágulos”.

10.894 – Neurologia – Stent pode diminuir sequelas do derrame


O uso do stent pode ser um tratamento eficaz nos casos graves de AVC isquêmico, aqueles causados por um coágulo que obstrui uma artéria cerebral, e evitar as sequelas do derrame. Uma pesquisa holandesa publicada na quarta-feira no periódico The New England Journal of Medicine afirma que essa técnica de cirurgia endovascular pode salvar o tecido cerebral do paciente, permitindo que muitos tenham uma vida independente depois do AVC.
O stent é um pequeno tubo, geralmente metálico, que é introduzido na artéria obstruída por meio de um cateter e auxilia na remoção do coágulo causador do derrame.
Participaram do estudo 500 pacientes que sofreram de um derrame. Cerca de 90% deles fizeram o tratamento convencional com remédios trombolíticos, que desfazem o coágulo. Dos que tomaram a droga, metade também foi submetida a um segundo tratamento, como a cirurgia endovascular, até seis horas depois de ocorrer o AVC.
Os pesquisadores constataram que um em cada cinco pacientes que apenas tomou o trombolítico conseguiu ter uma vida normal depois do derrame. Já entre aqueles que foram submetidos ao procedimento cirúrgico, um em três seguiu a vida normalmente depois do derrame.
A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. “O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos”, afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.
Este não é o primeiro estudo a analisar a eficácia das técnicas endovasculares para a remoção de um coágulo cerebral. Mas é o primeiro a demonstrar resultados satisfatórios, provavelmente por ter sido feito na Holanda, um país pequeno e com boa infraestrutura de saúde.
A técnica já é utilizada em hospitais para pacientes que chegam entre 4h30 e 6h depois dos primeiros sintomas do AVC. Trata-se, porém, de um procedimento caro, que não está disponível na maioria dos hospitais brasileiros por falta de recursos e equipe. Além disso, o paciente tem que ser socorrido rapidamente, o que não acontece na maioria dos casos.

10.879 – Neurologia – Sofre com lapsos de memória? Então previna-se contra o AVC


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Um dos possíveis danos deixados pelo acidente vascular cerebral (AVC) são problemas de memória. Agora, pesquisadores sugerem que o efeito contrário também pode acontecer: lapsos de memória podem indicar que o indivíduo possui um risco alto de sofrer um derrame.
A conclusão faz parte de um estudo feito na Universidade de Roterdã, na Holanda, e publicado na revista científica Stroke. A pesquisa se baseou nos dados de 9 152 pessoas com mais de 55 anos que foram submetidas a testes de memória e de saúde mental entre os anos de 1990 e 1993 e novamente entre 2000 e 2001.
Desde o início do estudo e até 2012, houve 1 134 casos de AVC entre os participantes. Os pesquisadores observaram uma relação entre queixas de problemas de memória e probabilidade mais elevada de derrame nos anos seguintes. Surpreendentemente, o maior risco, de 38%, foi observado entre pessoas com os maiores níveis de escolaridade.
A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. “O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos”, afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.
A obesidade e o sobrepeso podem desencadear hipertensão e diabetes, fatores de risco do AVC. “Quem está acima do peso tem maior probabilidade de sofrer um derrame”, diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e nível de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

10.741 – Saúde – Campanha em Sampa deu orientações sobre AVC


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Quarta feira, dia 29 de outubro foi o dia mundial de combate ao AVC –acidente vascular cerebral–, doença que em dois terços dos casos deixa sequelas.
Para alertar a população para os riscos e características do AVC, a iniciativa, “Assine Contra o AVC” orientará a população nesta quarta (29), das 7h às 13h30, em dois pontos da cidade de São Paulo: no vão livre do Masp, na avenida Paulista, e na estação de metrô Barra Funda.
A doença afeta mais mulheres do que homens e está relacionada a fatores de risco como hipertensão arterial elevada, fumo, colesterol elevado e diabetes.
Entre as primeiros sinais e sintomas que podem ser observados no paciente estão a fala “enrolada”, a perda de força muscular de um braço ou perna, desmaios e alterações transitórias ou progressivas dos sentidos.
Na suspeita de AVC, atendimento especializado deve ser procurado.
Uma das causas da modalidade mais comum do AVC –a isquêmica– é uma arritmia cardíaca chamada de fibrilação atrial.
Com a arritmia, uma condição silenciosa, é mais fácil que um coágulo vá parar nos vasos sanguíneos do cérebro, provocando a interrupção total ou parcial do fluxo de sangue –a chamada isquemia– que culmina no AVC.
Segundo Ricardo Pavanello, cardiologista do Hospital do Coração, para tratar e até mesmo prevenir esse tipo de AVC –que é mais comum nos idosos– pode ser prescrito, de acordo com avaliação e indicação médica, um anticoagulante.
O anticoagulante tem por finalidade “quebrar” o coágulo ou mesmo impedir sua formação, permitindo o adequado fluxo sanguíneo no cérebro.
A fibrilação pode ser percebida ao se investigar a pulsação do paciente, ou mesmo com um eletrocardiograma, exame rápido, barato e amplamente disponível.

9769 – Além do tombo, o coice…-Oscilação de temperatura pode elevar risco de AVC


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Mudanças climáticas — especificamente dias mais frios, mais úmidos e grandes oscilações de temperatura — podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Foi o que concluiu um novo estudo feito na Faculdade de Saúde Pública da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e apresentado nesta quarta-feira durante a Conferência Internacional de Derrame, em San Diego, na Califórnia.
A pesquisa foi baseada nos dados de 151 130 casos de internações por AVC registrados entre 2010 e 2011 em diferentes hospitais dos Estados Unidos. Os autores também recolheram informações sobre as temperaturas registradas nas regiões dos hospitais no mesmo período.
De acordo com o estudo, cada aumento de 5ºC na diferença entre a temperatura mais alta e a mais baixa registrada em um dia elevou o risco de hospitalização por AVC em 6%. Além disso, o número de internações por derrame foi maior em dias muito frios e úmidos (o estudo não determinou quais temperaturas configuram esses dias frios).
Segundo a epidemiologista Judith Lichtman, coordenadora do estudo, os vasos sanguíneos tendem a contrair com o frio, o que pode aumentar a pressão arterial e levar ao AVC. Além disso, temperaturas extremas podem desencadear uma reação de stress no corpo, que libera substâncias capazes de engrossar o sangue, aumentando a probabilidade de coagulação.

9499 – Pílula à base de tomate pode evitar ataque cardíaco e AVC


Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estão estudando os efeitos de uma pílula à base de substâncias encontradas no tomate que pode reduzir danos causados por doenças cardiovasculares.
Trata-se do suplemento alimentar Ateronon, produzido pela CamNutra (Biociências Nutracêuticas de Cambridge), e vendido na Inglaterra. Essas pílulas contêm a substância licopeno, encontrada no tomate, que dá cor avermelhada aos alimentos e possui efeito antioxidante, ou seja, protege as células dos danos causados pelos radicais livres e, assim, retarda o envelhecimento celular.
De acordo com os pesquisadores, o Ateronon melhorou a função das células do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, aumentando a flexibilidade dos vasos em até 50%.
Para Ian Wilkinson, diretor da unidade de testes clínicos da Universidade de Cambridge, os resultados têm grande potencial, mas serão necessários novos estudos para descobrir se as melhoras causadas pelo Ateronon podem significar uma redução da quantidade de ataques cardíacos e derrames.
David Fitzmaurice, professor de clínica geral da Universidade de Birmingham, acredita que, se comprovado o efeito nas células do endotélio, esse medicamento poderia ter efeito benéfico sobre as doenças inflamatórias, como artrite, diabetes e até câncer.
AVC — Um estudo de 2012, realizado pela Universidade do Leste da Finlândia, relacionou a quantidade de licopeno presente no sangue com uma menor chance de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC). O risco chegou a ser 55% menor para as pessoas que apresentaram maiores níveis da substância.

9498 – Saúde – Ansiedade aumenta risco de sofrer derrame


Ansiosos, é bom redobrar o cuidado.

Pela primeira vez, um estudo científico provou que a ansiedade crônica é suficiente para aumentar o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Em pesquisas anteriores, o derrame esteve associado a uma combinação de ansiedade e depressão. A descoberta foi relatada em um artigo publicado no periódico Stroke, mantido pela Associação Americana do Coração.
Os pesquisadores acompanharam 6 019 pessoas que tinham entre 25 e 74 anos no início do estudo. Durante 22 anos, os voluntários realizaram exames médicos e responderam a questionários sobre ansiedade. No fim da experiência, os cientistas concluíram que o risco de os indivíduos mais ansiosos sofrerem um AVC é 33% maior.
Segundo os responsáveis pelo trabalho, os níveis elevados de hormônios relacionados ao stress, a frequência cardíaca e a pressão arterial dos ansiosos podem explicar o resultado do estudo. Além disso, quem sofre de ansiedade crônica é mais propenso a manter hábitos prejudiciais à saúde cardíaca, como fumar e não praticar exercícios físicos regularmente.
Maya Lambiase, principal autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, explica que sentir ansiedade em alguns momentos da vida é normal — o perigo começa quando a sensação se torna cotidiana. “Ansiedade muito grande ou crônica pode impactar o sistema vascular da pessoa depois de alguns anos”.

9173 – Cuidado: Aumento de 25% no número de casos de AVC entre pessoas com idades entre 20 e 64 anos ao longo dos últimos 20 anos


Nova análise, publicada na revista The Lancet, encontra um surpreendente aumento de 25% no número de casos de AVC entre pessoas com idades entre 20 e 64 anos ao longo dos últimos 20 anos. Os resultados vêm da primeira análise abrangente e comparativa do ônus regional e específico de cada país em relação aos acidentes vasculares cerebrais, entre 1990 e 2010.
Embora o AVC seja a segunda principal causa de morte em todo o mundo, não existe uma avaliação abrangente e comparativa da incidência, prevalência, mortalidade, invalidez e tendências epidemiológicas para a maioria das regiões. Na presente pesquisa foram utilizados dados do Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study 2010 (GBD 2010) para estimar os encargos globais e regionais dos acidentes vasculares cerebrais durante 1990-2010.
Os pesquisadores procuraram dados do Medline, Embase, LILACS, Scopus, PubMed, Science Direct, Global Health Database, biblioteca da Organização Mundial de Saúde (OMS) e bases de dados regionais da OMS de 1990-2012 para identificar estudos relevantes publicados entre 1990 e 2010. Foram calculadas as estimativas regionais e específicas de cada país para incidência de AVC, prevalência, mortalidade, incapacidade em anos de vida perdidos por faixa etária (<75 anos, ≥75 anos e no total) e nível de renda do país (alta, baixa e média rendas) para 1990, 2005 e 2010.
Foram incluídos 119 estudos (58 de países de alta renda e 61 de países de baixa renda ou de renda média). De 1990 a 2010, a incidência de acidente vascular cerebral por idade padronizada diminuiu significativamente em 12% nos países de alta renda e aumentou em 12% nos países de renda média e baixa, embora não de forma significativa. As taxas de mortalidade diminuíram significativamente tanto nos países de alta renda (37%, 31-41) quanto nos países de renda baixa e média (20%, 15-30). Em 2010, o número absoluto de pessoas com primeiro AVC (16,9 milhões), sobreviventes de AVC (33 milhões), mortes relacionadas ao acidente vascular cerebral (5,9 milhões) e anos de incapacidade era alto e tinha aumentado significativamente desde 1990 (aumento de 40%, 46%, 20% e 16%, respectivamente), com as maiores taxas em países de baixa e média rendas. Em 2010, 5,2 milhões (31%) dos AVCs tinham ocorrido em crianças (<20 anos) e adultos jovens e de meia-idade (20-64 anos), para os quais as crianças e adultos jovens e de meia-idade, de países de baixa e média rendas, contribuíram com quase 74.000 (89%) e quatro milhões (78%), respectivamente. Além disso, observou-se diferenças geográficas significativas nas taxas de AVC entre as diferentes regiões e países estudados. Mais de 62% dos novos AVCs; 69,8% dos acidentes vasculares cerebrais prevalentes; 45,5% das mortes por AVC e 71,7% dos anos de incapacidade por causa de AVCs foram em pessoas com menos de 75 anos.
Embora as taxas de mortalidade por AVC por idade padronizada tenham diminuído em todo o mundo nas últimas duas décadas, o número absoluto de pessoas que sofrem um acidente vascular cerebral a cada ano, sobreviventes de AVC, mortes relacionadas ao AVC e a carga global geral de incapacidade ligada ao AVC é grande e crescente. Mais estudos são necessários para melhorar a compreensão dos determinantes do AVC e das suas consequências em todo o mundo e para estabelecer as causas das disparidades e as mudanças nas tendências do AVC entre países de diferentes níveis de renda.

8585 – Medicina – A epilepsia parcial contínua


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Refere-se a um tipo raro de transtorno encefálico, no qual o indivíduo acometido experimenta convulsões epilépticas motoras (mioclonias) focais recorrentes (face e mãos), repetindo-se a cada poucos segundos ou minutos, podendo persistir por dias ou anos.
Este distúrbio é mais comum na infância e na velhice, porém pode surgir em qualquer fase da vida. As causas são diversas envolvendo lesões cerebrais, como as ocorridas num acidente vascular cerebral (AVC), processos inflamatórios na região cortical (encefalite de Rasmussen), possivelmente decorrente de infecções virais, edema ou desordens autoimunes. Outros fatores que talvez desencadeiem este transtorno são os genéticos, infecções por outros agentes, que não virais (como fungos e bactérias), e problemas no desenvolvimento do encéfalo.
O diagnóstico é feito com base no histórico e quadro clínico apresentado pelo paciente. Exames imagiológicos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis no fechamento do diagnóstico.
É importante identificar o fator desencadeante da epilepsia parcial contínua, pois isso auxilia muito no estabelecimento de um tratamento adequado. O tratamento pode incluir cirurgia (hemisferectomia), quimioterapia e/ou radioterapia. Fármacos anticonvulsivantes também podem ser utilizados.

8577 – Medicina – A síndrome de Pusher


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Trata-se de uma alteração no controle postural de portadores de hemiparesia depois de um acidente vascular cerebral (AVC).
Foi primeiramente descrita por Davies, em 1996, em pacientes portadores de hemiparesia esquerda relacionada à heminegligência visuoespacial e anosgnosia decorrente de um AVC.
Ainda gera muita controvérsia a relação aos casos em que a alteração do controle postural se apresenta clinicamente como síndrome de Pusher.
Indivíduos com esta síndrome apresentam dificuldade em manter o equilíbrio postural e controle do tronco quando parados e em movimento, bem como dificuldade em manter o alinhamento corpóreo. Ao invés de tentarem sustentar seus hemicorpos paréticos, encaminham-se em direção ao lado parético utilizando o lado do corpo não afetado. Em situações de estática, direcionam o seu corpo para a lateral. Quando tentam naturalmente corrigir sua posição, sentem insegurança e medo de cair.
Além de estar ligada a alterações visuoespaciais e lesões de hemisfério direito, esta síndrome pode estar relacionada a lesões de hemisfério esquerdo e em indivíduos sem outras alterações percepto cognitivas.
O diagnóstico é feito com base no histórico e exame clínico do paciente. Exames de imagem como tomografia computadorizada podem ser úteis, evidenciando lesões em algum dos lobos parietais.
O tratamento da síndrome de Pusher ainda gera muita discussão. É possível que a melhor forma de tratar estes pacientes é induzir a percepção da posição errada na qual seu corpo se encontra, apontando a diferença entre o efeito do movimento utilizando um referencial vertical que ele percebe (errada), e o efeito do movimento utilizando a referência fornecida pelo indivíduo que o está tratando (certa). Os exercícios devem ser individualizados e a estratégia terapêutica mais adequada para o paciente com este transtorno deve ser escolhida baseada na percepção de verticalidade individual, e o mais precocemente possível.

8466 – Medicina – Combinação de remédios é melhor do que aspirina sozinha para evitar AVC


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É comum que pessoas que já sofreram algum acidente vascular cerebral (AVC) sejam tratadas com aspirina para evitar coágulos no sangue e, assim, diminuir o risco de um segundo derrame. Um teste clínico realizado na China, porém, demonstrou que combinar a droga com outro medicamento usado para evitar coágulos é melhor do que a aspirina sozinha para reduzir o risco de AVC.
Pessoas que acabam de sofrer um AVC e que são submetidas a uma terapia que combina aspirina e clopidogrel têm um risco um terço menor de sofrer um outro derrame em comparação com pacientes submetidos a um tratamento baseado somente em aspirina.
Segundo a pesquisa, publicada na revista The New England Journal of Medicine, a terapia combinada reduziu em um terço o risco de derrame em pacientes que já haviam sofrido um em comparação com o tratamento baseado na aspirina.
As conclusões fazem parte da terceira fase do teste clínico chinês em torno da terapia combinada para a prevenção do AVC. A pesquisa foi denominada de CHANCE (sigla que significa Clopidogrel em Pacientes com Alto Risco de Eventos Vasculares Cerebrais Agudos Não Incapacitantes). Um teste similar a esse está sendo realizado nos Estados Unidos. Caso os resultados sejam confirmados, os especialistas acreditam que a combinação do medicamento clopidogrel (Plavix) com a aspirina pode mudar o padrão de cuidado a pacientes com um alto risco de sofrer um segundo derrame.
O trabalho chinês foi feito com 5.170 pacientes que sofreram um AVC. Até 24 horas depois de o evento cardiovascular ter ocorrido, essas pessoas passaram a ser tratadas com aspirina ou então com a combinação de aspirina e clopidogrel. De acordo com os resultados, 11,7% daquelas que fizeram uso somente de aspirina sofreram um AVC nos três meses seguintes ao início do tratamento. Essa prevalência foi de 8,2% entre o grupo submetido à terapia combinada.
“Os resultados foram surpreendentes”, diz Claiborne Johnston, professor de Neurologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e um dos autores do estudo. Johnston também coordena a pesquisa que está sendo feita nos Estados Unidos sobre o assunto.

8286 – Medicina – Tratamento com células-tronco ajuda na recuperação de pacientes que tiveram AVC


O primeiro teste clínico de um tratamento com células-tronco para vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) apresentou resultados positivos. Realizado pela Universidade de Glasgow, na Inglaterra, o estudo será apresentado durante a Conferência Europeia sobre Derrame.
De acordo com Keith Muir, pesquisador que está liderando o estudo, os nove pacientes que receberam o tratamento não tiveram efeitos adversos. Além disso, cinco deles apresentaram uma melhora de leve a moderada nas funções cognitiva e motora — equilíbrio, mobilidade e força nas mãos. Com isso, houve aumento na capacidade desses pacientes de realizar tarefas do dia-a-dia de forma independente.
Muir afirmou que os resultados ultrapassaram suas expectativas. Ele ressalta, porém, que ainda é difícil saber o quanto dessa melhora se deve exclusivamente ao tratamento, ou se pode ter havido algum tipo de efeito placebo.
Os nove participantes do estudo tinham de 60 a 80 anos e haviam sofrido derrames de seis meses a cinco anos antes do início do tratamento. Eles tiveram células-tronco neurais injetadas diretamente na parte do cérebro que sofreu danos relacionados ao AVC.
A segunda fase dos testes clínicos, que tem por objetivo avaliar a eficácia do tratamento, deve ter início no segundo semestre deste ano. A ideia é que ela envolva inicialmente cerca de 20 pacientes que tenham sofrido um AVC há poucas semanas. Para que o estudo em torno de um novo tratamento seja concluído, é necessário que ele passe por três fases de testes clínicos.

8251- Medicina – O que causa o estrabismo?


Um adulto, que nunca foi estrábico, pode desenvolver a enfermidade por doenças metabólicas (diabetes e distúrbios da tireoide), hipertensão arterial, AVC, alta miopia, traumatismo cranioencefálico etc. A boa notícia é que muitos dos casos podem ser revertidos com tratamento. Já o estrabismo que afeta crianças ainda é um mistério para a medicina. Acredita-se que a deficiência seja causada por um desarranjo no desenvolvimento dos sistemas ocular e cerebral, além de fatores hereditários, tumores, paralisia cerebral e outros distúrbios neurológicos.

Tipos:
Vertical
Quando um olho fica mais baixo do que o outro

Convergente
Os olhos se alinham bem próximos ao nariz

Divergente
Quando os olhos se voltam para os cantos de fora

O estrabismo ocorre quando os mecanismos corticais cerebrais são afetados por doenças ou traumas. Eles controlam os movimentos dos olhos para mantê-los paralelos – o que é fundamental para que as imagens captadas sejam iguais e sincronizadas.

Se há uma alteração, os olhos se desviam e se deslocam para direções diferentes. Sem o paralelismo, a pessoa não consegue enxergar a mesma imagem com os dois olhos, tendo uma visão dupla. Todos os objetos parecem chapados e sem profundidade.

Antes de iniciar o tratamento, é preciso tratar a doença que causou o estrabismo para que o problema não se repita. cirurgia e óculos são as opções mais utilizadas em adultos. Em crianças, a prioridade é corrigir a visão dos dois olhos antes de melhorar a estética.

Concomitante
O ângulo de desvio dos olhos é permanente e constante em todas as direções do olhar.

Intermitente
Quando o desvio dos olhos aparece de vez em quando.

Latente
Só aparece com algum tipo de estímulo e é diagnosticado apenas com exames oculares.
Mesmo que o paciente se submeta a tratamento e o estrabismo não seja mais aparente, ele sempre terá um pequeno desvio ocular.

8104 – Nutrição – Comer mais potássio e menos sal protege o coração


MEDICINA simbolo
Novos estudos concluem que o potássio, encontrado em vegetais frescos, ajuda a reduzir a pressão alta e o risco de AVC. E, para especialistas, redução do consumo de sal deve ser ainda maior do que a proposta pela OMS.
Uma série de estudos publicados recentemente no site da revista British Medical Journal (BMJ) reforçou que reduzir o consumo de sódio ajuda a evitar problemas cardíacos — e ainda revelou que ingerir maiores quantidades de potássio, encontrado principalmente em frutas, verduras e legumes frescos, também propicia esse benefício. De acordo com as conclusões de um deles, uma alta ingestão de potássio pode diminuir em até 24% o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Uma das pesquisas divulgadas pela revista, que se concentrou em avaliar os efeitos do potássio sobre a saúde, foi feita por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é uma revisão de 33 trabalhos sobre o assunto. Os resultados do estudo mostraram que consumir de três a quatro gramas de potássio por dia já é o suficiente para reduzir a pressão arterial e pode diminuir o risco de um derrame cerebral.
De acordo com o artigo, o potássio é fundamental para o funcionamento das células. Cada vez mais, as pessoas deixam de consumir o nutriente em quantidades adequadas, já que os alimentos industrializados reduzem os níveis de potássio na comida. Por isso, quanto mais alimentos frescos forem consumidos, maiores níveis do nutriente uma pessoa vai ingerir. Fontes ricas em potássio incluem alimentos como feijão, ervilhas, couve, espinafre, banana e mamão.
Outra pesquisa publicada pelo BMJ reforçou as recomendações da OMS de que reduzir o consumo diário de sódio é fundamental para proteger a saúde do coração, mas indicou que essa diminuição deva ser ainda maior do que a proposta pelo órgão de saúde.
Segundo a OMS, a população mundial consome, em média, de 9 a 12 gramas de sal por dia, o equivalente a entre 3,6 e 4,8 gramas de sódio. Para o órgão, o ideal é que sejam ingeridos não mais do que cinco gramas de sal diariamente. Porém, de acordo com esse estudo, que foi feito na Universidade de Londres Queen Mary, embora a redução proposta pela OMS ajude a controlar a pressão arterial das pessoas, esse benefício pode ser ainda maior se as pessoas passarem a consumir, no máximo, três gramas de sal ao dia. Essa pesquisa foi feita com base na revisão de 34 estudos realizados anteriormente.
Assunto em evidência — A OMS elegeu a hipertensão como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, que acontece em 7 de abril. Segundo o órgão, a doença causa 9,4 milhões de mortes todos os anos no mundo e é responsável por 45% de todas as mortes por ataque cardíaco e 51% dar mortes por AVC registradas globalmente. Um estudo publicado em 2012 na revista The Lancet revelou que a pressão alta é o principal fator de risco à saúde da população mundial — há 20 anos, a doença ocupava o quarto lugar nesse quesito, ficando atrás do baixo peso infantil, da poluição dentro de casa e do tabagismo.
Redução de três gramas no consumo diário de sal já seria suficiente para salvar milhares de vidas:
De acordo com a pesquisa, uma redução de três gramas de sal na ingestão diária resultaria na prevenção de 8.000 mortes por derrame e de 12.000 óbitos por doença coronariana por ano no Reino Unido.
Uma redução similar nos Estados Unidos resultaria em 120.000 menos casos de doenças cardíacas, 66.000 derrames e 99.000 ataques cardíacos a menos por ano. De acordo com o estudo, com a prevenção seriam economiazados 24 bilhões por ano com assistência médica.
A Organização Mundial da Saúde possui uma missão global para reduzir o consumo de sal para menos de 5 gramas por pessoa até 2025. O consumo de sal em alguns países, porém, supera muito esse número. Estima-se que o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia.
Para Cappuccio, apenas a mudança de comportamento das pessoas não é suficiente para mudar essa realidade porque, segundo ele, grande quantidade do sal é adicionada ao produto antes mesmo de ele ser vendido. “A indústria alimentícia contribui para a epidemia de doenças cardiovasculares. Essa responsabilidade precisa ser reconhecida”, diz Cappuccio.
Em julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde lançaram a campanha Menos Sal. Sua Saúde Agradece!, que busca reduzir o consumo de sal do brasileiro. A proposta é conscientizar a população sobre os problemas causados à saúde pela ingestão excessiva de sal.

7919 – Café e chá verde reduzem o risco de AVC


Foi o que concluiu um novo estudo feito no Japão. Essa pesquisa mostrou, por exemplo, que beber uma xícara de café por dia já é suficiente para diminuir em 20% a chance de derrame cerebral. O trabalho completo foi publicado nesta quinta-feira no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração.
A pesquisa analisou os hábitos alimentares de mais de 82.000 pessoas entre 45 e 74 anos de idade ao longo de 13 anos. De acordo com os resultados, o risco de derrame cerebral é 14% menor para quem bebe de duas a três xícaras de chá verde diariamente em comparação com quem não consome a bebida. Além disso, a análise, que foi desenvolvida na Universidade de Osaka, concluiu que beber uma xícara de café ou duas de chá verde por dia pode diminuir em 32% o risco de hemorragia cerebral. Segundo os autores do estudo, 13% dos casos de AVC ocorrem em decorrência de hemorragia no cérebro.

As conclusões apresentadas pela pesquisa foram obtidas após os dados serem ajustados de acordo com fatores como idade, sexo, tabagismo, consumo de bebida alcoólica, peso, alimentação e níveis de atividade física. Embora o estudo tenha sido feito com um grande número de pessoas, os pesquisadores não conseguiram explicar os mecanismos biológicos pelos quais o chá verde e o café atuam no organismo, mas acreditam que as substancias antioxidantes presentes nas bebidas ajudam a provocar esse benefício observado.

Pesquisadores:
Yoshihiro Kokubo, Hiroyasu Iso, Isao Saito, Kazumasa Yamagishi, Hiroshi Yatsuya, Junko Ishihara, Manami Inoue e Shoichiro Tsugane,

Instituição: Universidade da Osaka, Japão

7181 – Acidentes – O Afogamento


É a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo. No Brasil, as características do clima, a vasta rede hidrográfica e o tamanho do litoral representam fatores de risco importantes para os afogamentos.
Segundo dados levantados pela Secretária da Saúde paulista, em 2010, só no Estado de São Paulo foram registradas 931 mortes por afogamento.
O afogamento ocorre, em geral, por asfixia em virtude da aspiração de líquido,
que obstrui as vias aéreas e é responsável por alterações nas trocas gasosas, que levam à hipoxemia (insuficiência das taxas de oxigênio no sangue) e acidose metabólica.
A asfixia pode ser provocada inicialmente por laringoespasmo, quando a pessoa, diante de uma situação de afogamento, prende a respiração e debate-se de maneira descoordenada até que, não conseguindo permanecer sem respirar, involuntariamente aspira grande quantidade de água e encharca os pulmões. Em 10% a 15% dos casos de afogamento, o espasmo é tão violento que impede a entrada não só de água, mas também de ar e a morte ocorre em poucos minutos.
Afogamento primário – é considerado um trauma provocado por uma situação inesperada que foge ao controle da pessoa. Sabendo ou não nadar, ela pode ser arrastada pela correnteza, por exemplo;
Afogamento secundário – ocorre como consequência do consumo de drogas, especialmente de álcool (o álcool é a principal causa de morte por afogamento em adultos), crises agudas de doenças, como infarto do miocárdio, AVC e convulsões. Pode ocorrer também em razão de traumatismos cranianos e de coluna decorrentes de mergulho em águas rasas, hiperventilação voluntária antes dos mergulhos livres, doença da descompressão nos mergulhos profundos, hipotermia e exaustão.
É importante considerar como causa de afogamento secundário a “síndrome de imersão”, popularmente conhecida como choque térmico. Ela pode ser desencadeada pela imersão em água com temperatura muito abaixo da temperatura do corpo da pessoa que mergulha.
Algumas pesquisas revelam que o risco de desenvolver essa síndrome diminui se, antes de entrar na água, a pessoa molhar a face, a nuca e a cabeça.
Os sintomas variam de acordo com a gravidade do caso, e estão associados ao tempo de submersão, à temperatura da água, ao volume ingerido e ao comprometimento pulmonar. O paciente pode perder a consciência ou não. Quando consciente, dá sinais de agitação.
Náuseas, vômitos, distensão abdominal, dor de cabeça e no peito, hipotermia, espuma rosada na boca e no nariz indicativa de edema pulmonar, sibilos, queda da pressão arterial, apneia e parada cardiorrespiratória são outros sintomas possíveis.
Alguns cuidados são fundamentais para diminuir o risco de afogamentos. O primeiro é evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água. O outro é não perder as crianças de vista nos ambientes em que há água por perto. Especialmente aquelas que não sabem nadar, devem usar boias e coletes salva-vidas o tempo todo. O acesso a piscinas em residências e clubes deve ser dificultado pela colocação de grades.
É indispensável que, tão logo atinjam a idade conveniente, as crianças aprendam a nadar.
Os afogamentos podem ser classificados clinicamente em diferentes graus segundo a condição de insuficiência respiratória e, em geral, exigem internação hospitalar. No entanto, as manobras de recuperação cardiorrespiratória (RCR) ou cardiopulmonar (RCP) para combater a hipoxemia (insuficiência de oxigênio no sangue) devem começar imediatamente no local do acidente, porque são essenciais para a recuperação e sobrevida do paciente. Logo depois do resgate, portanto, é fundamental retirar as roupas molhadas da vítima, elevar sua temperatura corporal se apresentar hipotermia, proteger a coluna cervical quando houver suspeita de lesão e iniciar a respiração boca a boca.
No hospital, as medidas terapêuticas se voltarão para manter em boas condições o sistema respiratório e o suporte cardiovascular, a fim de evitar lesões cerebrais por hipóxia que podem ser irreversíveis.

Precauções
* Seja razoável e valha-se do seu bom senso, mesmo que saiba nadar bem. Não entre na água se tiver exagerado um pouco nas bebidas alcoólicas, não mergulhe em águas cuja profundidade desconhece, nem se aventure em mergulhos solitários e à noite;

* Lembre-se de que crianças exigem cuidados redobrados, mesmo quando estiverem com boias, próximas de pessoas conhecidas e num ambiente que lhes é familiar. É imperativo também que, tão logo atinjam a idade conveniente, sejam ensinadas a nadar;

* Não tente segurar uma pessoa que está se afogando. No desespero, ela pode arrastar você e colocar sua vida em risco. Ofereça-lhe um objeto que possa ajudá-la a flutuar e sair da água. Chame os bombeiros, tão logo seja possível, que têm treinamento especializado nesse tipo de salvamento.

5756 – Medicina – Dor de cabeça não é normal


Não param de aumentar o n° das diferentes formas em que se apresentam a cefaléia, com mais de 200 tipos descritos. Se dividem em primárias e secundárias.
As primeiras são essencialmente cerebrais em que coexistem alterações orgânicas como infecções, febre, hipertensão, hemorragias, crises de abstinência, etc.
Entre as cefaléias primárias, a mais comum e conhecida é a enxaqueca migrânea, que é uma dor com começo fraco, mas que vai aumentando até se tornar insuportável, com duração de até 72 horas, frequentemente é pulsátil, como se o coração estivesse batendo dentro do cérebro e acomete um só lado da cabeça. Acompanhada de náuseas e severa intolerância a luz, barulho e odores, piorando com atividades físicas. As cefaléias que acometem as regiões temporais são consideradas as piores. Ao contrário da enxaqueca, a cefaléia acomete 5 vezes mais homens do que mulheres e dura de minutos a 1 hora.
Dor de cabeça não é normal
Devido ao grende número de cefaléias, é imprescindível a avaliação médica de preferência com um neurologista ou clínico cefaliatra. Não é normal sentir dor de cabeça, que a princípio não é doença, mas é sinal de que algo errado está acontecendo.
Relação da dor de cabeça com o AVC
A dor de cabeça éleve no início, mas o incômodo vai crescendo com a sensação de desconforto progressivo e náuseas; a dor do AVC vem como uma grande martelada na cabeça de forma rempentina e exige socorro rápido.
A literauta médica diz que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça. Mais de 12 mil americanos com o diagnóstico de enxaqueca foram estudados; 80% do sexo feminino. Aqueles que apresentavam mais de 15 crises mensais tinham problemas generalizados como depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite, asma, hipertensão, diabetes, obesidade e maior risco de doença coronariana e derrame.
Fator hereditariedade
Hereditário são os hábitos. Pesquisa feita na Universidade de Stanford, EUA, concluiu que os hábitos de vida tem um pso de 53% ou seja, o triplo do que fatores hereditários.
Algumas dicas de saúde
Se você não trabalha, não estuda e não dá aulas à noite, durma cedo. A noite se destina a recuperação do sistema nervoso. Se programe, para não aniquilar seus neurônios. Mas, se você trabalha à noite, ao chegar em casa, só uma coisa é imprescindível: dormir o quanto antes e se possível sem horário para despertar, mesmo que seja para comer. A refeição pode e deve esperar a recuperação do sistema nervoso.