12.936 – Brasileiro cria braço mecânico com sucata após ser amputado com choque


A vida de José Arivelton Ribeiro nunca mais foi a mesma depois de 5 de setembro de 2012. Naquele dia, a energia da lojinha de eletrônicos da família, em Fortaleza, foi cortada por falta de pagamento.
Como ninguém sabia quando a luz iria voltar, Arivelton decidiu retirar a antena de TV da loja para usá-la em casa. Pendurou-se na janela, no segundo andar, e cometeu um erro quase fatal.
Por descuido, a antena tocou um fio de alta tensão. A descarga de 18 mil volts arremessou Arivelton para dentro da sala, e chegou a derrubar a iluminação dos postes da região.
O choque feriu o pescoço e a língua de Arivelton, e também comprometeu o braço direito, que precisou ser amputado na altura do antebraço. Seria mais um obstáculo na vida desse cearense de 48 anos, que nasceu surdo e não aprendeu a falar. Mas rendeu uma bela história de dedicação.
Ari, como é conhecido, passa boa parte do dia enfurnado numa oficina de quintal. Em meio a peças recolhidas em depósitos e na cozinha da mãe, colocou na cabeça: irá construir a prótese mais barata existente, para devolver movimentos a si e a qualquer amputado como ele.
Em pouco tempo, ele produziu duas próteses do braço direito, uma mecânica e outra elétrica, e já trabalha na terceira, que deseja ser computadorizada. “Meu sonho é ajudar as pessoas”, diz Ari à BBC Brasil, sempre com ajuda da mãe na tradução.
O inventor autodidata, que se comunica por meio de sinais com a mão remanescente, construiu as próteses com peças descartáveis e partes de utensílios domésticos.
Sua primeira criação tem o antebraço em cano de PVC e tampa de panela; o punho é um bico de secador de cabelo; os dedos são canos de alumínio, acionados por elásticos de prender dinheiro; e a palma da mão exibe uma borracha, para garantir aderência ao segurar objetos.
Bastou um mês de trabalho, ainda no ano do acidente. Ao todo, Ari investiu R$ 400, até 20 vezes menos do que uma prótese similar no mercado. A inspiração veio em vídeos na internet. O braço, porém, não é fixo, como a maioria das próteses mecânicas. O punho é flexível e ele aciona os dedos com movimentos no ombro esquerdo. Era a independência que o inventor buscava.
Na escala evolutiva das próteses de braços, o degrau seguinte de uma mecânica é a elétrica. Nela, o movimento dos dedos é acionado por uma bateria, com comandos feitos com a outra mão ou por meio de eletrodos que captam os impulsos dos nervos na região da amputação.
O inventor leu sobre isso em tutoriais na internet e decidiu fazer sua prótese elétrica. Em oito meses, o dispositivo estava pronto. Bem mais moderno que o primeiro.
O irmão o ensinou a usar serra e solda para moldar peças. Isso possibilitou uma flexibilidade ainda maior no punho e nos dedos da prótese. O inventor, contudo, não gostou do resultado final: os materiais não eram ideais e o braço ficou com 4 kg, o dobro de um modelo com funções similares.
Agora, Ari está trabalhando em uma prótese semelhante à segunda, porém mais leve. Tanto a segunda quanto a terceira deverão custar menos de R$ 2.000, até 15 vezes mais baratas do que uma convencional nesse patamar.
O pai de Ari, José Auri Ribeiro, comandou durante mais de três décadas a Eletrônica O Louro, a cem metros de casa. O mais velho dos cinco filhos começou a trabalhar aos sete anos, e logo herdou a habilidade no conserto de televisores. Até que o pupilo superou o mestre. “Ele ficou muito melhor do que eu”, afirma Auri, eletrônico de 72 anos.
Aquele final da tarde de setembro de 2012, data que a família não esquece, sumiu da memória de Ari. “Eu apaguei. Não me lembro de nada.” Sorte que ele estava acompanhado da mãe, técnica de enfermagem. “Fiz massagem cardíaca e respiração, então o coração voltou a bater”, relembra Socorro.
Ari foi socorrido de carro a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde esperou por cinco horas. A alternativa, conta a mãe, foi atendê-lo numa ambulância, e depois transferi-lo a um hospital no centro da cidade, a 10 km de distância.
Ari mora com a mãe e a filha Sara, numa casa simples no bairro boêmio da Varjota. Conheceu a mulher, Zenaide, também surda, na escola para pessoas com deficiência auditiva. Mas ela partiu cedo, aos 34 anos, em 1998, vítima de câncer de mama.
O cearense nasceu com perda total da audição, limitação constatada quando ainda era bebê. Ao longo da infância e da juventude, aulas de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no Instituto Cearense de Educação de Surdos, minimizaram dificuldades de comunicação com os pais e os irmãos.
Porém, a condição financeira prejudicou o desenvolvimento da fala, o que talvez fosse possível através de fonoaudiologia. “Como nunca ouviu, ele não consegue fazer nenhum som”, explica a filha, Sara Ribeiro, universitária de 24 anos.
Os pais de Ari se separaram pouco antes do acidente –hoje Auri mora em Fortim (a 135 km de Fortaleza). Socorro se divide com a neta, e também com o filho Rusivelton, no suporte ao filho mais velho. Essa atenção é importante, sobretudo para “controlar” o ímpeto criativo de Ari.

12.913 – Perspicácia – Autodidatismo é um dom?


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Autodidata é a pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular, intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.
O termo vem do grego autodídaktos. Que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.
Pessoas autodidatas em sua maioria normalmente enfrentam alguma dificuldade no início de seu processo de aprendizado, por falta de um professor ou mestre.Para se tornar um bem-sucedido autodidata é necessária uma grande carga de leitura e pesquisa sobre o tema estudado, suprindo assim a ausência de um professor ou mestre, o qual traria a resposta de forma mais fácil.
É as vezes confundido um autodidata com uma pessoa que gosta de estudar, mas ao contrário daqueles que tem prazer de estudar, o autodidata tem a preferência de estudar por conta própria. Para o autodidata, o processo de pesquisa tem mais valor que o próprio resultado, pois ao buscar uma informação, acaba se apropriando de vários outros conhecimentos.
O autodidatismo não é completamente um dom nato, ou seja, não necessariamente trata-se de uma capacidade inata; assim como o empreendedorismo qualquer pessoa pode desenvolver esta habilidade, basta conhecer os primeiros passos, a “ponta da linha” do fundamento inicial do conhecimento na área em que deseja. Entretanto, alguns nascem com o qual pode-se dizer “dom” para aprender, fazendo-os quase autodidatas natos. Há casos de pessoas que além de não necessitarem de um mestre, preferem realmente abdicar de ter tal ajuda para aprender sozinho, as vezes encarando-o como algo que não facilita seu meio de aprendizado, e apenas o torna sem tanto valor pois as respostas ficam sempre a mão.

10 Mil + ☻Mega Arquivo Post 10.000


velox mega 10 mil

☻ Nota
Chegamos ao histórico post 10 mil, o ☻ Mega Arquivo entra em uma nova fase, mudamos o nosso layout, mas continuaremos com o mesmo empenho e dedicação pela qualidade dos posts.

Autodidatas Famosos
A cada 100 posts, estaremos falando de autodidatas famosos, aqueles que mesmo fora do ensino formal, não deixaram de brilhar com o seu trabalho e em muito contribuíram para a sociedade, colocando uma semente com suas descobertas e/ou atividades.

O autodidata é, antes de mais nada, um curioso. Ele frequenta bibliotecas de forma sistemática, sempre se pergunta o porquê das coisas e tenta descobrir as respostas por conta própria. “Eles pesquisam em vários livros, até descobrirem o que querem saber”, afirma Marfísia Lancellotti, diretora técnica da Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo.

O ponto de partida são as enciclopédias ou os dicionários, mas eles não param por aí. Logo fazem o levantamento bibliográfico e passam a pesquisar em livros, jornais, arquivos e em publicações específicas. Também se valem da troca de correspondência.

O meio, por vezes, é mais importante do que o fim. Para o autodidata, o processo da busca de informação chega a ser mais gratificante do que a obtenção do dado procurado, acredita Silvia Gasparian Colello, professora da Faculdade de Educação da USP.
Para pessoas com esse perfil, o livro é fonte preferencial de novos conhecimentos. Mesmo a internet, que abriu um vasto campo de pesquisa on-line, não reduziu o interesse pelo livro entre os autodidatas. “Eles sabem que muito da informação da internet vem do livro”, diz Marfísia. Mas a rede é importante aliada na busca por informação. “O autodidata sabe que o livro é soberano, mas não é a sua única fonte de informação”, afirma.

A exigência de diplomas faz com que o autodidata, hoje, canalize seu interesse para um hobby, ao contrário dos antigos, que desenvolviam o seu conhecimento sozinhos e não precisavam de um diploma para filosofar ou criar suas teorias. O hobby traz a vantagem de ser uma pesquisa descompromissada, em que o ritmo de estudo e a sua profundidade é dada pela disponibilidade de tempo da própria pessoa. Em consequência, eles costumam saber do seu hobby até mais do que a própria profissão.
Como alguém se torna autodidata? Um bom começo é não abandonar a curiosidade infantil, na opinião do professor Sérgio Antônio da Silva Leite, da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele acredita que os autodidatas tiveram, entre a infância e a adolescência, uma relação afetiva, com um professor, parente ou amigo, que lhes motivou o gosto pelo conhecimento.

Um autodidata bilionário
Um autodidata bilionário

Paul Allen
Paul Gardner Allen (Seattle, 21 de Janeiro de 1953) é um empresário e filantropo americano. Em parceria com Bill Gates, foi fundador da Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo. Participou da banda de rock Grown Men. Foi, em 2007, a décima nona pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em quatorze bilhões de dólares, segundo a revista Forbes.

Allen afastou-se da Microsoft em 1983, quando lhe foi diagnosticado que sofria de um raro tipo de câncer. Após um tratamento de radioterapia e um transplante de medula óssea venceu a doença e passou a dedicar-se a investimentos nas áreas de esporte (Paul é dono do Portland Trail Blazers e Seattle Seahawks), tecnologia e ciência.
Paul Allen confessou ser um fã devoto do lendário guitarrista Jimi Hendrix, e em 1993 financiou o processo judicial do pai de Jimi, Al Hendrix contra seu ex-advogado que havia lhe roubado os direitos autorais e royalties de seu filho. Al venceu o processo em 1995. Allen já não é muito conhecido pelas pessoas, dado que já se afastou da fama há mais de 25 anos, apesar de ainda continuar a trabalhar.

Em 2009, Allen foi diagnosticado novamente com câncer, desta vez um tumor originado a partir de um linfonodo.

Em 2012 a Revista Forbes classificou Paul Allen como a 48° pessoa mais rica do mundo, com 14,2 bilhões de dólares

4867 – Autodidatas – Quem são eles?


Thomas Alva Edson, o mago, um dos maiores autodidatas de todos os tempos

São pessoas que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular, intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.
O termo vem do grego autodídaktos. Que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.
Pessoas autodidatas em sua maioria normalmente enfrentam alguma dificuldade no início de seu processo de aprendizado, por falta de um professor ou mestre.Para se tornar um bem-sucedido autodidata é necessária uma grande carga de leitura e pesquisa sobre o tema estudado, suprindo assim a ausência de um professor ou mestre, o qual traria a resposta de forma mais fácil.
É as vezes confundido um autodidata com uma pessoa que gosta de estudar, mas ao contrário daqueles que tem prazer de estudar, o autodidata tem a preferência de estudar por conta própria. Para o autodidata, o processo de pesquisa tem mais valor que o próprio resultado, pois ao buscar uma informação, acaba se apropriando de vários outros conhecimentos.
O autodidatismo não é completamente um dom nato, ou seja, não necessariamente trata-se de uma capacidade inata; assim como o empreendedorismo qualquer pessoa pode desenvolver esta habilidade, basta conhecer os primeiros passos, a “ponta da linha” do fundamento inicial do conhecimento na área em que deseja. Entretanto, alguns nascem com o qual pode-se dizer “dom” para aprender, fazendo-os quase autodidatas natos. Há casos de pessoas que além de não necessitarem de um mestre, preferem realmente abdicar de ter tal ajuda para aprender sozinho, as vezes encarando-o como algo que não facilita seu meio de aprendizado, e apenas o torna sem tanto valor pois as respostas ficam sempre a mão.
A propósito, o ☻ Mega Arquivo é escrito por um autodidata