14.121 – INVENTORES – Guglielmo Marconi


Marconi
(Bolonha, 25 de abril de 1874 — Roma, 20 de julho de 1937) foi um físico e inventor italiano. Em língua portuguesa, é por vezes referido por Guilherme Marconi.
Inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios (TSF), em 1896. Marconi se baseou em estudos apresentados em 1897 por Nikola Tesla para em 1899 realizar a primeira transmissão através do Canal da Mancha. A teoria de que as ondas electromagnéticas poderiam propagar-se no espaço, formulada por James Clerk Maxwell, e comprovada pelas experiências de Heinrich Hertz, em 1888, foi utilizada por Marconi entre 1894 e 1895. Tinha apenas vinte anos, em 1894, quando transformou o celeiro da casa onde morava em laboratório e estudou os princípios elementares de uma transmissão radiotelegráfica, uma bateria para fornecer eletricidade, uma bobina de indução para aumentar a força, uma faísca elétrica emitida entre duas bolas de metal gerando uma oscilação semelhante as estudadas por Heinrich Hertz, um Coesor, como o inventado por Édouard Branly, situado a alguns metros de distância, ao ser atingido pelas ondas, acionava uma bateria e fazia uma campainha tocar.
Em 1896, foi para a Inglaterra, depois de verificar que não havia nenhum interesse por suas experiências na Itália. Em 1899, teve sucesso na transmissão sem fios do código Morse através do Canal da Mancha. Dois anos mais tarde, conseguiu que sinais radiotelegráficos (a letra S do código morse) emitidos de Inglaterra, fossem escutados claramente em St. John’s (Terra Nova, hoje parte do Canadá), atravessando o Atlântico Norte. A partir daí, fez muitas descobertas básicas na técnica rádio.
Em 1909, 1700 pessoas são salvas de um naufrágio graças ao sistema de radiotelegrafia de Marconi. Em 1912 a companhia de Marconi já produzia aparelhos de rádio em larga escala, particularmente para navios. Em 1915, durante e depois da Primeira Guerra Mundial assumiu várias missões diplomáticas em nome da Itália e em 1919 foi o delegado italiano na Conferência de Paz de Paris.
Em sua infância, passava muito tempo viajando com a sua mãe Anna, que adorava a região do porto de Livorno, na costa oeste da Itália, onde vivia sua irmã, dessas viagens a Livorno, surge o amor de Marconi pelo mar. Em Livorno estava instalada uma academia da marinha real italiana, a Regia Marina, Marconi tinha o incentivo do pai (Giuseppe) para entrar na academia naval, mas não conseguiu, no entanto, seu amor pelo mar o acompanhou durante toda a vida. Em 1920, partiu para a sua primeira viagem no “Elettra”, um navio de 61 metros que comprou e equipou para ser seu laboratório no estudo de ondas curtas e também seu lar. Além de sua família, as cabines do Elettra recebiam visitantes ilustres, entre eles os reis da Itália, da Espanha e Jorge V e a rainha Maria de Teck. As festas no Elettra tornaram-se célebres pelas músicas transmitidas pelo rádio diretamente de Londres. A empresa de Marconi montou o novo Imperial Wireless Scheme, destinado a montar estações de ondas curtas em todo o território britânico. Em 1929, em reconhecimento por seu trabalho, recebeu do rei Vítor Emanuel III da Itália o título de marquês. Em 12 de outubro de 1931 acendeu, apertando um botão em Roma, as luzes do Cristo Redentor na noite de inauguração da estátua.
Em outubro de 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ser falsa a reclamação de Marconi que afirmava nunca ter lido as patentes de Nikola Tesla e determinou que não havia nada no trabalho de Marconi que não tivesse sido anteriormente descoberto por Tesla. Infelizmente, Tesla tinha morrido nove meses antes.
No entanto, muito embora Marconi não tenha sido o inventor de nenhum dispositivo em particular (ao usar a bobina de Ruhmkorff e um faiscador, como antes o haviam feito De Forest e Tesla na emissão, repetiria Hertz, gerando as ondas hertzianas (Experimento de Hertz com um “Ressoador de Hertz”) e usou o radiocondutor-detector Coesor de Branly na recepção, acrescentando a antena de Popov a ambos os casos) parece ser possível afirmar que Marconi é, na verdade, o inventor da rádio, (na forma da Radiotelegrafia e Radiotelefonia, Telefonia sem fio) visto que ninguém, antes dele, tivera a ideia de usar as ondas hertzianas com os objectivos de forma prática ou rotineira, de comunicação (exceto Landell de Moura).
Lee de Forest o havia feito, mas apenas para testar a sua válvula eletrônica.
Tendo seu valor reconhecido, Marconi foi agraciado em 1909, recebendo juntamente com o alemão Karl Ferdinand Braun o Nobel de Física. Braun é o descobridor dos semicondutores, dentre eles o sulfeto de chumbo natural, um mineral conhecido como galena, base do histórico rádio de galena.

13.245 – Audiotecnologia – A invenção do k7


Depois do vinil, derivado do gramofone, foi a tecnologia de gravação que mais tempo demorou no mercado.
A fita cassete (também conhecida como K7 ou compact cassette) reproduz áudios. É formada por dois carretéis e uma fita magnética coberta por substância à base de ferro ou de cromo. Nela, há milhões de imãs bem pequenos que formam um campo magnético. Ao gravar uma música, as partículas se ordenam de modo que conseguem captar o som.
Todo esse mecanismo é revestido por plástico para facilitar o manuseio e a utilização. Diferentemente do CD e MP3, se quiser escutar a mesma música é preciso rebobinar, ou seja, apertar o botão que faz a fita voltar e dar stop no ponto que deseja ouvir.
O K7 foi lançado oficialmente em 1963 pela empresa holandesa Philips. Tinha cerca de 10 cm e caixa plástica que permitia maior economia de espaço e excelente manuseio comparado às fitas tradicionais da época, que eram de rolo (uma forma ainda mais antiga de gravar áudios).
No início, era possível gravar apenas 30 minutos em cada lado da fita, totalizando uma hora de gravação. Se usasse mais tempo, a qualidade do som ficava ruim. Ao longo do tempo, foram acrescentados recursos tecnológicos e as fitas passaram a armazenar conteúdo por 45, 60, 90 e até 120 minutos. A invenção representava uma revolução na época, pois ampliava as possibilidades de reproduzir música.
Lógico que há muito mais pra se falar dessa tecnologia, pois surgiram depois as fitas de cromo e metal para alta fidelidade, mas isso pode ser visto em outro artigo do ☻ Mega.

O walkman, primeiro leitor de áudio portátil, ajudou a aumentar o número de usuários das fitas. Assim como o MP3, fez muito sucesso entre pessoas que adoravam ouvir música em todo lugar. No entanto, era bem maior do que os aparelhos que temos hoje e precisava de pilhas.

Do vinil ao CD player
Atualmente é difícil ver alguém usar fita cassete para ouvir a música preferida ou para gravar um som. Há anos esse mecanismo não é mais utilizado. O mercado de cassetes entrou em decadência no fim da década de 1980 devido ao aparecimento do CD player, que tem maior espaço para armazenamento de dados e músicas e qualidade de áudio superior. Também permite mudar as faixas rapidamente e pode durar por mais tempo. Afinal, as fitas magnéticas são facilmente danificadas pelo calor.
Desde os anos 2000, a forma de armanezar músicas e dados é feita por meio da mídia digital. Chamada MP3, a nova tecnologia pode vir em um CD, cartão de memória ou DVD. Tem qualidade de som superior e maior duração.

MAIS ANTIGO
O CD é a versão moderna do disco de vinil, que toca na vitrola. É feito de resina plástica derivada do petróleo, chamada policloreto de vinila ou PVC (mesmo material dos tubos e conexões usados em construções). O vinil surgiu em 1948, mas só começou a ser produzido em grandes quantidades na década de 1970. Ele era chamado de Long-Play (LP).

 

Fita Gradiente

som3fitas

12.928 – Novo programa da Adobe consegue imitar qualquer voz


A Adobe anunciou um aplicativo que permite alterar gravações de áudio para incluir frases e palavras não ditas pelo locutor. A ideia, no entanto, despertou preocupações éticas e de segurança, já que permite manipular discursos de maneira que o ouvinte nunca perceba.
A empresa afirma que está tomando medidas para minimizar os riscos. Em uma demonstração a edição foi feita em questão de segundos e precisou apenas de uma transcrição em texto e de um botão. “Nós já revolucionamos a edição de fotos. Agora é hora de fazer o mesmo na edição de áudio”, explicou Zeyu Jin, funcionário da Adobe.
Ele conta que são necessários 20 minutos de amostras de áudio para que o programa consiga “imitar” perfeitamente a voz.

Críticas
Especialistas parecem não ter ficado tão empolgados com o software. “Parece que os programadores da Adobe foram arrastados pela emoção de criar algo tão inovador como um manipulador de voz, e ignoraram os dilemas éticos de mau uso potencial”, comentou à BBC o Dr. Eddy Borges Rey, professor de mídia e tecnologia da Universidade de Stirling.
O professor se diz horrorizado com a invenção e explica o motivo: “Isso complica a vida de advogados, jornalistas e outros profissionais que utilizam meios digitais como prova.”
Em meio às críticas, a Adobe afirmou que está procurando maneiras para detectar o uso de seu software. “Estamos pensando em algo como uma marca d’água de detecção”, explicou Jin. O programa ainda não tem data de lançamento.

12.150 – Velho e Obsoleto – Fones de ouvido de hoje usam tecnologia do século 19


tecnologia-mp3-musica
Desde o começo do ano, rumores apontam que a Apple pode aposentar os fones de ouvido de 3,5 milímetros, com o objetivo de tornar o smartphone ainda mais fino. A novidade desagradou muita gente e gerou até uma petição, assinada por 200 mil pessoas, pedindo que a empresa não aposente os fones tradicionais. O que pouca gente sabe, no entanto, é que os plugues usados nos fones são bem antigos, datados do século 19.
Conhecido como um conector TRS (do inglês Tip, Ring, Sleeve, ou ponta-anel-capa), o plugue conta com três partes: a ponta transfere o áudio para o fone da esquerda de um dispositivo estéreo, o anel transfere para a direita e capa serve para aterramento do circuito.

História
Criados em 1878, os plugues, na verdade, possuíam 6,35 milímetros de espessura e eram usados por operadores em mesas de controle de telefones, estúdios e guitarras. “Precisava ser algo que pudesse ser inserido e removido muito facilmente, mas ainda fizesse uma conexão segura”, conta Charlie Slee, membro da Audio Engineering Society. Com a modernização e popularização dos equipamentos de aúdio, foi preciso desenvolver uma versão menor, com 3,5 milímetros.

Mudanças
Especialistas classificam a reação dos consumidores como uma “tempestade em copo d’água”. “Na geração anterior de celulares, em telefones Nokia, por exemplo, era preciso usar de adaptador. Se você quiser conectar fones de ouvido a equipamento profissional, você também precisá de adaptador”, explica diz Horace Dediu, especialista na tecnologia da Apple.

12.114-Audiotecnologia – História da gravação do som


TDKSA
O homem só recentemente conseguiu dominar a tecnologia de registrar o fenômeno sonoro. Apesar de haverem vários registros na história de estudiosos que se debateram com o problema, só no século XIX, o som seria registrado de maneira satisfatória.
No ano de 1877, o inventor norte-americano Thomas Edison desenvolve o primeiro aparelho prático de gravação sonora, onde o som era registrado por meio de uma agulha que riscava um cilindro de cera. Nesse sistema, os sulcos feitos pela agulha, quando novamente percorridos, revelavam a gravação feita. Tal agulha era ainda ligada a um diafragma que tinha como função amplificar o som gravado, indo este escoar através de uma corneta, que o ampliava ainda mais, fazendo-o audível.
No vídeo abaixo pode-se ouvir a primeira gravação de Thomas Edison (e possívelmente a primeira gravação de som do mundo), descoberta recentemente.

Edison patenteou este sistema pioneiro no ano seguinte ao desenvolvê-lo, sendo que outras companias o seguiram, produzindo cilindros e aparelhos fonográficos gravados ou “virgens”, prontos para receberem uma gravação. A gravação e reprodução sonora por meio dos cilindros de cera permaneceu popular entre os consumidores em geral até cerca de 1910.
Apesar dos cilindros terem uma boa sonoridade, logo surgem os discos de goma-laca (posteriormente conhecidos como discos de 78 rotações ou discos de gramofone), técnica desenvolvida por outro norte-americano, Emile Berliner, em 1889. Seu sistema de discos, cujo som era reproduzido a partir de uma agulha que percorria seus sulcos, teve patente registrada com o nome dado por Berliner, “gramofone”. Os discos de gramofone eram mais simples de se fabricar, mais fáceis de serem estocados, transportados, eram mais duráveis (apesar de serem também frágeis) e possuíam uma qualidade sonora levemente melhor, além do fato de poderem armazenar duas canções, em detrimento do cilindro, que trazia apenas uma. Seu predomínio entre o público consumidor se deu de modo bastante lento, pois a produção regular de discos se iniciou apenas dez anos após a patente de Berliner, e além desse período continuou disputando o mercado consumidor nascente das gravações sonoras com o cilindro de Edison por cerca de uma década ainda.
Os discos nem mesmo possuíam um padrão, levando algum tempo para as empresas definirem-se por um formato que agradava ao consumidor. Haviam várias velocidades, indo de 76 rotações por minuto até 82; as dimensões também variavam, indo de 15 cm de diâmetro até 30 cm, e a duração das gravações também variavam, cerca de 2 a 5 minutos cada face. O mercado acabou por aceitar tacitamente o modelo de disco manufaturado pela empresa Victor (depois RCA Victor, atualmente parte da Universal Music Group), que produzia discos de 25 cm e 30 cm (dedicados a óperas e obras de maior duração), que rodavam a 78 rotações por minuto e armazenavam aproximadamente três minutos de música em cada face. No meio da década de 20, o tradicional sistema mecânico de gravação é substituído pela tecnologia da gravação elétrica, lançado pela gravadora Columbia (atual Sony Music) que aumenta em muito a qualidade das gravações realizadas.
A próxima inovação dentro da tecnologia de gravação viria com o surgimento do LP (Long Playing), em 1948, também obra da Columbia. Executado a 33 1/3 rotações por minuto, feito de vinil flexível, mais resistente que os antigos discos para gramofone, este logo se estabelece como padrão.
Logo depois surge a tecnologia da gravação por fita magnética, que, na década de 60 irá evoluir para a fita cassete. Tal tecnologia permite ao público uma maior distribuição de música livre do controle rígido exercido pelas gravadoras, proliferando a partir daí a prática da “pirataria” musical, até hoje amplamente cultivada.
Em 1978 é desenvolvido o CD, “Compact Disc”, que em pouco tempo substitui a tecnologia do disco executado a partir de um meio físico, no caso, a agulha. Agora, a reprodução sonora se dá por meio da leitura óptica do disco através de emissões a laser. Segue em 1995 o melhoramento desta tecnologia, o DVD, e logo, em 2001, surge o Blu-Ray, que utilizava um espectro de cor azulada do laser para obter resultados superiores aos do CD e do DVD.
Depois viriam as gravações digitais, graças aos recursos da informática, no formato mp3, wave, wma e outros.

11.585 – Mega Memória – Uma nova e revolucionária tecnologia é batizada de “MP3” já com 20 anos de fôlego: 14-07-1995


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Os representantes da Recording Industry Association of America (RIAA) não compareceram, em 1995, ao batismo de uma tecnologia incipiente que iria sacudir o seu modelo de negócios alguns anos depois e de forma definitiva. Com o nome de “MPEG-1 Audio Layer 3”, a tecnologia em questão foi um novo e eficaz formato para encodar áudio digital de alta qualidade, utilizando um algoritmo de compressão de dados altamente eficiente. Em outras palavras, foi um modo de tornar arquivos de música com qualidade de CD pequenos o suficiente para serem armazenados em um computador normal e transferidos de forma manejável pela internet. Lançado ao público uma semana antes, o mais novo formato MP3 recebeu seu nome e sua familiar extensão de arquivo, “.mp3”, em 14 de julho de 1995.
A importância do MP3, ou de qualquer outro arquivo de compressão de dados, foi alcançada através de uma aritmética simples. A música em um disco compacto é encodada de tal maneira que um único segundo corresponde a, aproximadamente, 176 mil bytes de dados, e um uma canção de 3 minutos a, em média, 32 milhões de bytes (32MB). Em meados dos anos 90, quando era comum que um PC tivesse uma capacidade total no HD de apenas 500MB, era impossível armazenar um único álbum de música em um computador doméstico. E dada a velocidade de conexão da época de 56K de linha discada em um modem, um único álbum levaria, literalmente, o dia inteiro para ser transferido. Dessa forma, a natureza do formato do CD e a condição dos computadores de meados dos anos 90 e das tecnologias de telecomunicação ofereciam à indústria da música uma barreira prática em relação à violação dos direitos autorais através da troca de arquivos pela internet. Mas, então, veio o MP3.
Ao longo dos anos 80 e início dos 90, várias equipes de engenheiros de som trabalharam para desenvolver, testar e aperfeiçoar o padrão de arquivos que viria a ganhar o nome de Motion Picture Experts Group (MPEG). A abordagem deles levou em consideração certas características físicas e cognitivas da audição humana, como nossa incapacidade de detectar dois sons silenciosos executados ao mesmo tempo. Utilizando um método de compressão “perceptual”, os engenheiros conseguiram eliminar mais de 90% dos dados em um arquivo padrão de CD de áudio, sem comprometer a qualidade do som como ele é percebido pelo ouvinte normal e tendo como suporte um equipamento standard de áudio.
De repente, a cópia digital de sua canção pop favorita passou a ocupar apenas 2-3 MB em seu HD, em vez de 32MB, o que, junto com o crescimento da capacidade de armazenamento dos drives e o surgimento da internet de banda larga, criou as condições para a violação desenfreada dos direitos autorais através do Winamp e do Napster, em 1999-2000, e para a distribuição comercial e legal de música digital através da internet. Para a RIAA, essas foram as condições que explicaram o declínio de 29% das vendas de CDs entre 2000 e 2006.

11.073 – Tecnologia e Entretenimento – Pirataria x Streaming


Usuários de sites de streaming de música têm 31% menos o hábito de baixar arquivos musicais ilegalmente em relação àqueles que não utilizam esse tipo de serviço. A pesquisa, feita pelo Instituto Opinion Box, mostra que sites como Deezer, Spotify, Rdio, Google Play Music e Napster são conhecidos por 56,5% da população. O levantamento foi divulgado na em rencente pesquisa e o instituto ouviu 1.112 pessoas em todos os brasileiros.
Com cada vez mais opções, os serviços de streaming se consolidam entre as preferências na hora de ouvir música no país. De acordo com o estudo, 28,2% preferem escutar seus artistas favoritos dessa maneira. Porém, ainda hoje, o rádio continua sendo o campeão de popularidade. 76,4% dos questionados o consideram a melhor maneira de ouvir música(?)*. Completando a lista dos sete mais lembrados, plataformas de vídeo online, MP3, CD, televisão e vinil são as demais alternativas prediletas dos brasileiros para ouvir música.
A receita do sucesso do streaming, segundo especialistas, está na combinação de grandes repertórios musicais e um baixo custo para o assinante. O Deezer, por exemplo, conta com 35 milhões de músicas disponibilizadas para seus usuários, que podem ouvir gratuitamente com algumas restrições ou pagar planos a partir de R$ 14,90 para diminuir as barreiras. Já o Spotify, com mais de 30 milhões de músicas, além do plano gratuito, tem pacotes a partir de R$ 19,90.
Ter fácil acesso a tanta coisa, faz o uso ser mais frequente. De acordo com a Opinion Box, mais de 40% dos usuários de streaming de música utilizam o serviço diariamente e 40,6% acessam o serviço, pelo menos, uma vez por semana.
De acordo com o estudo, 78,8% dos entrevistados escutam música em casa, quase metade deles (45,5%) usam o streaming principalmente enquanto fazem faxina (não é só você, afinal!). No trabalho são 33,7%. No trânsito, 33,6%. E na academia, 28,8%. 21,4% ouvem enquanto estudam e preferencialmente em festas são 13,7% dos usuários. A pesquisa foi encomendada pelo Comitê de Desenvolvimento da Música Digital, que reúne representantes brasileiros dos principais serviços de streaming com presença no país.

* ☻ Nota:
Discordamos

10.839 – Audiotecnologia – Como funciona um tweeter piezoelétrico?


Leson, o pioneiro
Leson, o pioneiro

Tweeter é um alto-falante de dimensões reduzidas (variando de 0,5″ a 3″) usado para reproduzir a faixa de alta frequência (5.000 Hz em diante) do espectro audível, ou seja, os sons mais agudos. Normalmente são feitos na forma de um domo de seda ou metal, como o alumínio. Alguns modelos são compostos de uma pastilha de cristal piezoelétrico que tem a propriedade de gerar sons quando alimentado por uma corrente alternada. É bom sempre ter pelo menos um tweeter no seu som.

Faça você mesmo
Para transformar um alto falante em tweeter é fácil, se não for subwoofer você compra um capacitor de 1 micro farad bipolar …… liga o fio negativo direto no falante e o positivo entra numa perninha do capacitor e a outra perninha você liga no conector positivo do falante …. esse capacitor vai cortar as frequências de grave do falante e só vai responder os agudos que é a frequência dos tweeters.
Você pode comprar em casas especializadas em componente para alto falantes e montar vc mesmo seu tweeter, precisa de um pouco de técnica.

O tweeter da Le Son, indústria sediada em Osasco, SP, foi o pioneiro na tecnologia e o mais vendido. Depois surgiram outras marcas.
Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. O termo piezoeletricidade provém do grego (piezein), que significa, apertar/pressionar. Referente a geração de corrente elétrica, juntou-se a designação eletricidade, de modo que piezoeletricidade é interpretado como a produção de energia elétrica devido a compressão sobre determinados materiais.
O cristal piezoelétrico é um cristal que, quando submetido a uma pressão, gera um campo elétrico (em um eixo transversal àquele onde foi aplicado a pressão) que pode ser coletado como tensão elétrica.
Esse é bastante utilizado em circuitos eletrônicos para se gerar o clock de Trigger em certos componentes síncronos do circuito, como contadores, registradores e etc. Os cristais mais utilizados são os de quartzo, embora cristais sintetizados estejam se tornando cada vez mais populares.
O cristal piezoelétrico é utilizado por exemplo, para fazer os relógios de pulso, em que é necessário obter uma alta precisão (até milionésimos de segundo) para exibir as horas, minutos e segundos. Também conhecido por estudantes de Engenharia Eletrônica pelo termo técnico XTAL.

10.699 – Mega Memória – Mini Disc Sony


Tecnologia é no ☻Mega
Tecnologia é no ☻Mega

Não Colou…Normalmente a Sony vai na contramão dos outros fabricantes, talvez seja esse o motivo
Tratava-se um disco baseado em armazenamento de dados. Armazenando, então, algum tipo de informações, normalmente audio. A tecnologia foi anunciada pela Sony em 1991 e introduzida em 12 de Janeiro de 1992. Com o tempo, a Philips e a Matsushita, mais conhecida como Panasonic, também aderiram a tecnologia Digital Compact Cassette (DCC) system. O MiniDisc tinha como objetivo repassar o áudio de analógico, como é armazenado num cassete (tape) para o sistema digital de alta fidelidade.
MD Data, uma versão para armazenar dados de computador foi anunciada pela Sony em 1993, mas isso nunca obteve um grande significado, então, hoje os MDs são usados primariamente para armazenar áudio.
Com a necessidade de se impor no mercado e devido ao fracasso do formato DAT, a Sony lançou o Mini Disk (MD), que não é mais que um mini CD regravável, dentro de uma caixa protectora.
Embora o MiniDisc tenha tido certo sucesso, ele não surpreendeu muito nos EUA e na Europa como a Sony esperava, porém, no Japão era um sucesso absoluto, sendo muito popular. O pouco sucesso também era devido ao alto custo na produção de álbuns em MD, alguns álbuns foram realizados pela própria Sony, mas com o tempo houve uma descontinuidade do processo. O produto (MD) foi licenciado para outras companhias produzirem também, como: JVC, Sharp, Pioneer, Panasonic entre outras.
O disco é permanentemente guardado em um cartucho de 68×72×5 mm com um clip deslizante que só abre quando o disco é inserido no aparelho, sendo similar a um disquete 3″½. O disco é regravável; quando está sendo gravado algo no MD, é usada à forma magnética-óptica. O laser queima um lado do disco para fazê-lo suscetível a forma magnética para então gravar os dados. Uma cabeça magnética do outro lado do MD altera a polaridade da área “queimada”, gravando os dados digitalmente no MD. Quando for feita a leitura dos dados armazenados, a luz do laser identifica o local alterado magneticamente e assim interpreta os dados como 1 ou 0 na linguagem digital. De acordo com a Sony, MDs regraváveis podem ser regravados até 1 milhão de vezes. A partir de Maio de 2005, são lançados MDs de 74 minutos e 80 minutos. Os MDs de 60 minutos, até então populares, tiveram a produção interrompida, tornando-se raro encontrar algum. Os MDs possuem um processo de leitura óptica do qual a qualidade se aproxima aos CDs, sendo o MD fisicamente diferente.
MiniDiscs usam sistema regravável por meio de magnetismo-optico para armazenar os dados. Diferente de Cassete ou analógico Compact Audio Cassette, o MD é acessível aleatoriamente, tornando o acesso às músicas muito rápido. No começo do MD é gravada uma faixa que contém todas as informações sobre as posições de todas as tracks (faixas), pois quando somente algumas músicas são apagadas e outras são gravadas no lugar, será gravado nessa faixa inicial a posição dessas novas músicas, mesmo que tenham sido armazenadas em grupos diferentes.
É importante dizer também que já existe o Hi-MD da Sony, ele pode armazenar até 45 horas de músicas no formato ATRACplus3 em 1 Gb de espaço para armazenamento.
O audio num MD é comprimido no formato ATRAC (Adaptive Transform Acoustic Coding). Um CD tem uma descompressão de 16 bits stereo linear PCM audio. A descompressão do codec ATRAC não terá a mesma qualidade que a música tinha antes de ser comprimida, mesmo que ao ouvir a música pareça igual. A última versão da Sony é o ATRAC3plus, Sharp, Panasonic, Sanyo e Pioneer tem seus próprios formatos, porém eles são interpolados, diferente do princípio do Codec da Sony. Atualmente não são mais fabricados,muitas radios usam para suas gravação de propaganda.

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10.516 – Audiotecnologia – HRA: fim da linha para o mp3?


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Segundo alguns especialistas, A música sofreu com a digitalização.
O decréscimo pode ser medido: nos vinis, as canções alcançam extremos de frequências sonoras quatro vezes maiores do que no MP3. Ouve-se, nas bolachas negras, a respiração do cantor enquanto ele espera o solo de guitarra — já no MP3, as potentes batidas de um baterista perdem relevo, como se toda a gravação estivesse atrelada a uma mesma planície, sem picos.
A exaltação de uma tecnologia de 1894, o vinil, em detrimento de uma de 1995, o MP3, sempre soou como tolo saudosismo. Não é. Na música, o passado vence. Essa discussão ganha amplitude, agora, com um novo padrão de gravação, conhecido por duas nomenclaturas, HRA (áudio em alta resolução, na sigla em inglês, a mais usada) ou HDA (áudio em alta definição), capaz de superar a qualidade de um vinil.
Os arquivos de MP3 surgiram nos anos 90 — e viraram o principal meio de ouvir música nos 2000, com o iTunes e o iPod — como a solução para possibilitar o rápido download de músicas pela internet e também armazenar dezenas de milhares de faixas em tocadores que chegam a ter o tamanho de uma caixa de fósforos. Um disco inteiro em MP3 ocupa apenas 44 megabytes e é baixado em menos de seis minutos por uma conexão on-line mediana, de velocidade de 1 megabit por segundo (o plano regular de internet que se tem hoje no Brasil). A busca de leveza do arquivo, contudo, impõe danos.

Programas que convertem CDs, ou mesmo diretamente o disco master (o primeiro que sai do estúdio), em MP3 identificam e eliminam frequências sonoras extremas da música. Na compressão, o MP3 retira a intensidade dos sons fortes e remove nuances. Além disso, impede que sons distintos sejam transmitidos ao mesmo tempo, separando-os por espaços de 200 milissegundos. Na prática, em um trecho com o barulho de um contrabaixo são descartados sons como as batidas dos dedos do guitarrista no corpo da guitarra. Diz o produtor Zeca Leme, do estúdio BTG, que já gravou a voz de contratenor de Ney Matogrosso: “Com a digitalização passamos a ouvir música de péssima qualidade. Como as pessoas escutam no trânsito, com alguém buzinando ao lado, ou como distração no trabalho, não dão bola, mas, com o equipamento certo, se parar para ouvir com atenção, qualquer leigo vai notar a diferença entre um MP3, um vinil e um arquivo em alta qualidade”.
O processo de gravação consiste em registrar na íntegra o master de estúdio, sem se preocupar com o tamanho final do arquivo, que pode chegar a 2 gigabytes. O tamanho era o impedimento para a popularização: na era da internet discada, demoraria quase quarenta horas para baixar um disco, ou quase quatro horas para cada música. Mesmo na velocidade baixa da rede do fim dos anos 90, o mesmo CD em MP3 demorava menos de duas horas. O que mudou? Seguindo a infalível Lei de Moore, segundo a qual a capacidade de processamento deve dobrar, sem aumento de custo, a cada dezoito meses, a tecnologia avançou a passos largos. Hoje, é o download do disco em alta qualidade que leva duas horas, enquanto a versão em MP3 consome cerca de seis minutos. Ao gravar o arquivo em alta qualidade, escolhe-se o formato do áudio, e existe mais de uma dezena de opções que atuam como evoluções do MP3. O mais popular é o Flac, criado em 2001 por uma fundação sem fins lucrativos e cuja última versão, a mais estável, saiu em 2013. Essa de 2013 serviu, pelo primor do resultado, de ignição para o que pode ser uma nova revolução na indústria fonográfica.
Um Flac mediano consegue preservar 70% do som original, o gravado em estúdio, o que equivale a um vinil da melhor categoria. Já um top de linha chega a 99%. Do que se trata o 1% restante? “Ainda falta captar os efeitos da reverberação da música em um ambiente em três dimensões, o que faz com que o som de cada instrumento chegue de forma distinta aos nossos ouvidos”, diz o produtor e compositor americano David Chesky, pioneiro na tecnologia de gravação em alta qualidade com sua loja on-line HDTracks e a gravadora Chesky Records, pela qual fez discos de artistas do calibre do guitarrista John Pizzarelli. Ele trabalha agora em mais uma inovação, capaz de captar, de forma inédita, o modo como o som se espalha por uma casa de shows, ou um estúdio. Para tanto, saiu do tradicional ambiente de estúdio, passou a gravar em amplos teatros e criou, em parceria com a Universidade de Princeton, um boneco mecanizado, o B&K 4100, dotado de microfones especiais localizados onde seriam os ouvidos. Ele consegue simular com precisão a maneira pela qual o ouvido humano capta as variantes sonoras de um show. Promete Chesky: “Está em estudo ainda, mas acredito que conseguirei lançar um novo padrão de música em cinco anos. Aí, quem fechar os olhos e ouvir nessa qualidade futurista não conseguirá distinguir a reprodução de uma apresentação ao vivo”.
O único fator que ainda pode ser visto como impedimento para que Flacs e arquivos similares substituam de vez o MP3 é o preço. Para ouvir o som de primeira, não basta comprar o disco digital nesse padrão. É necessária uma série de aparelhos capazes de reproduzir as faixas com a qualidade da gra­vação. Para ouvir em ca­sa: computador com internet de velocidade adequada, conversor digital-­analógi­co, ­pré-amplificador (que re­fina o áudio antes de ele ser reproduzido, impedindo distorções), am­plifica­dor e caixas de som de última geração. Todo esse equipamento não sai por menos de 5 000 dólares. Alguns se empolgam mais, e não é tão raro ver quem investe acima de 100 000 dólares. “Gastei o valor de um bom carro esportivo em todo o meu aparato”, afirma o audiófilo paulistano André Borten, engenheiro elétrico, cuja coleção de discos inclui quase 900 gigabytes de música em alta definição. As caixas de som que estão na sala da casa de Borten, por exemplo, são da marca Raidho, que tem modelos que custam até 50 000 dólares. Para ouvir na rua, porém, é preciso bem menos. “Com 700 dólares, consegue-se comprar um bom fone de ouvido e um player adequado”.
Os apreciadores de música muitas vezes usam termos quase esotéricos para definir a qualidade do som, como “sem vida”, “quente”, “sem alma”. Atribui-se esse linguajar à dificuldade de definir por que sentimos tamanha diferença entre o som de um CD e o de um vinil. O CD é gravado em frequências de som entre 20 Hz e 20 000 Hz, registrado nos limites de captação do ouvido humano. O vinil, assim como o Flac, vai muito além disso, e somos incapazes de perceber todas as variações só de ouvido. “Esse som que às vezes ultrapassa a capacidade de identificação mesmo de um ouvido absoluto é que tratamos, de maneira imprecisa, como a alma da música”, afirma o produtor americano Chesky. O novo formato pretende alcançá-la.

10.259 – Mega Techs – O MP3


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É a extensão de um determinado arquivo de áudio, o mais popular em todo o mundo, possível de ser reproduzido por qualquer computador ou equipamento de áudio, em especial os portáteis do tipo iPod.
Embora hoje a palavra MP3 tenha uma figura própria, seja para denominar um dispositivo eletrônico, ou uma peça musical em formato digital reduzido, o nome é um acrônimo de MPEG Audio Layer III, que engloba um subconjunto de algoritmos de áudio, desenvolvidos pelo Moving Pictures Experts Group (MPEG), uma equipe de trabalho da Organização Internacional de Normalização (ISO).
Tecnicamente, a compressão digital através da codificação de MP3 permite reduzir o tamanho de um arquivo de áudio sem perder a qualidade sonora, eliminando as frequências situadas além do limiar perceptível ao ouvido humano.
A história deste formato começou na Alemanha, por volta de 1987, quando conseguiram implementar um algoritmo de compressão, chamado de ISO-MPEG Áudio Layer-3 standard, no Instituto Fraunhofer IIS. Dois anos mais tarde, após o estabelecimento do subcomitê MPEG, foi obtida a primeira patente alemã sobre o MP3, embora a sua implementação não tenha ocorrido até o ano de 1992, quando o algoritmo foi integrado à norma padrão MPEG-1 e, posteriormente, à MPEG-2.
Depois de sete anos de incubação, em fevereiro de 1994, o Instituto Fraunhofer lançou uma versão protótipo do primeiro programa, aberto ao usuário em geral, para a criação de arquivos MP3 através de um computador.
Em 1996, os EUA alargaram a primeira patente americana sobre o MP3, evento que marcou o início de uma carreira revolucionária para o novo codec: a expansão das fronteiras tecnológicas que a Internet proporcionou, a intervenção de múltiplos programadores informais, as plataformas para o intercâmbio de arquivos e alguns setores da indústria musical; tudo junto, colocou o MP3 como o mais conhecido e consumido formato de áudio comprimido.

No formato mp3, um acervo desse caberia num pen drive
No formato mp3, um acervo desse caberia num pen drive

10.194 – Museu do Som – O Walkman


O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso...!
O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso…!

Quando Akio Morita e Masaru Ibuka, fundadores da empresa Sony, tiveram a idéia de um aparelho portátil de cassetes, ninguém acreditou que fosse funcionar: quem poderia sair pelas ruas, com umas orelhas em cima das outras o dia inteiro? questionaram os responsáveis de marketing?
Entretanto, cinco anos mais tarde, a marca japonesa tinha vendido mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, dando um dos primeiros passos em direção da revolução multimedia do século XXI.
Tudo começou com o lançamento do Sony Walkman TPS-L2, no Japão, em 1 de Julho de 1979, quando a música virou portátil de uma vez e para sempre. Além de seu tamanho, o aparelho possuía várias características inovadoras para a época, incluindo saída dupla de audífonos, controles de volume independentes para os canais esquerdo e direito e um diferente botão laranja, na parte superior, que baixava o volume da fita e ativava um microfone, para que o usuário pudesse falar com alguém próximo, sem ter que pausar a música ou tirar o headfone.
O desenho e grande parte da mecânica do primeiro Walkman foi o resultado de uma adaptação realizada num modelo anterior de gravador- cassete, desenhado para jornalistas e repórteres, que tinha no entanto pouca qualidade de áudio na reprodução, já que seu foco era muito mais a função de gravar.
Como estratégia publicitária, o próprio Morita encarregou-se de enviar de presente um Walkman a cada estrela de cinema e televisão, tanto americana como japonesa. No momento do lançamento, o Walkman era vendido em torno de 150.00 dólares e os modelos que se seguiram foram melhorando tanto em estilo como utilização: em 1983 surgiu uma versão esportiva, amarela, a prova d’água e tombos e outra do tamanho de uma fita cassete, que cabia em qualquer bolso.
Em 1984, aparece no mercado o primeiro aparelho de discos compactos, o CD-Walkman, modelo D-50. E a partir de 1992, surge um modelo capaz de reproduzir minidiscos e, posteriormente, versões que podiam reproduzir diferentes formatos de arquivos.
Com a origem da era multimedia digital, o Walkman começou sua saída definitiva do mercado, dando lugar aos dispositivos do tipo Ipod e similares, que centralizam a possibilidade de reproduzir todo e qualquer tipo de arquivo de som, vídeo e inclusive aplicativos de software.
A Sony dedicou o nome Walkman a uma linha de celulares e em 2010 anunciou o término da venda e produção do Walkman de cassete, com 200.020.000 unidades vendidas ao longo de sua existência.

10.165 – Audiotecnologia – O que é Frequência Modulada?


Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso
Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso

Para se ter uma ideia das vantagens da Frequencia Modulada, é preciso saber-se inicialmente o que seja modulação. Quando a voz, tom ou som penetra no microfone de uma estação de radio, as ondas sonoras se transformam em ondas eletricas. Estas viajam através do espaço para o nosso aparelho receptor em uma onda “portadora”, que se poderia comparar a uma “esteira sem fim”. Ao atingir o receptor, a onda “portadora” é abandonada e as ondas eletricas transformam-se novamente em ondas sonoras.
A palavra modulação significa precisamente as modificações sofridas pela onda “portadora” ao conduzir as ondas sonoras. Com o equipamento de “amplitude modulada” ou ” modulação de amplitude”, os varios sons são distinguidos uns dos outros, modificando-se a espessura da onda “portadora”. Com o equipamento FM, base do radio moderno, os diferentes sons se diferenciam, modificando-se a velocidade dos impulsos eletricos, ou para usarmos a nossa comparação, a velocidade da “esteira sem fim” imaginaria.
A diferença no metodo de modulação dá ao FM a vantagem de eliminar virtualmente a estatica, o “fading”, a interferencia de estações, etc., e torna possivel uma tonalidade natural.

Maior Fidelidade de Som
No equipamento FM, as ondas “portadoras” situam-se a 10.000 ciclos, umas das outras. Se conseguissemos uma modulação até 15.000 (ou mesmo acima de 5.000 ciclos, os sinais interfeririam uns com os outros. Cada “esteira sem fim” iria virar mais em espessura do que em distancia entre as “esteiras” adjacentes.
As ondas “portadoras” em “broadcasting” FM, entretanto estão situadas a 200.000 ciclos umas das outras, o que permite uma reprodução completa do alcance total do ouvido humano. As “esteiras sem fim” estão bem espaçadas e a sua velocidade pode ser modificada sem que haja interferencia mutua. Dessa maneira, a onda “portadora” de FM é capaz de levar todos os sons que o nosso ouvido possa captar bem protegidos no meio dessa “esteira”.
Com o equipamento FM todos os sons podem ser ouvidos, tal como são produzidos no estudio, desde o mais profundo baixo à mais delicada nota. Alem disso, com o equipamento FM o controlador de som no estudio tem constantemente que elevar o volume do mesmo nas passagens musicais mais tranquilas e diminuí-los justamente quando a orquestra ou o artista executa uma nota muito alta. Desta forma, nós ouvimos a musica tal como é interpretada pelo sonoplastico e não pelo maestro. Mas, com o FM o controlador do som não precisa “censurar” o volume de um programam. Ouví-lo-emos tal como os artistas o interpretam. Esse fato isolado contribui sobremodo para o realismo da musica transmitida.

10.104 – O que é e para que serve um Crossover?


crossover

Serve para separar (dividir) as frequencias a fim de ajustar a qual frequencia ira cortar. E pra dividir e cortar as frequencias emitadas pelas vias sonoras. Permite um ajuste de acordo com o gosto e a necessidade de cada proprietario.
Você já procurou saber a real importância do uso do CROSSOVER?
O crossover é um equipamento utilizado para filtrar e dividir frequência, entre grave, médio e agudo. Hoje em dia, o mercado do som automotivo tem crescido gradativamente e a busca pela qualidade sonora tem sido cada vez mais rigososa.
Com certeza, a maioria dos amantes do som automotivo, já passaram pela seguinte situação: “toda vez que aumenta o som, ele distorce, e o cabeção já vai metendo a lenha no equipamento de CD player ou nas cornetas”. Adistorção ocorre quando há uma passagem de frequencias indevidas para um determinado equipamento. Ex: quando se passa frequencia baixa (GRAVE) para uma corneta.
Um crossover é um circuito que filtra sinais baseado na frequência.
High Pass
Um crossover do tipo passa alta (“high pass”) é um filtro que permite que frequências acima de um certo valor passem sem serem filtradas, e as abaixo do mesmo ponto continuam a passar pelo filtro, mas são atenuadas de acordo com a curva do crossover.
Low Pass
Um crossover do tipo passa baixa (“low pass”) é justamente o oposto, as baixas frequências passam, mas as altas são atenuadas
Crossover não é apenas um ítem a mais no som, o crossover te proporciona uma qualidade melhor no seu som, em qualquer aparelho, seja ele Pioneer, Hbuster, Sony (claro que existe diferença de qualidade entre eles)…você consegue ter uma boa qualidade de som, e nunca esquecendo o seguinte: o uso do crossover não inutiliza os capacitores das cornetas e tweeters, pois, se ouver um problema ou erro no crossover, os capacitores te proporciona a proteção dos equipamentos, evitando que eles venham a queimar devido a esta falha no crossover.

9972 – Audiotecnologia – O que é um alto-falante full range?


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Há diversos tipos de alto-falante, cada um para uma faixa de frequência, os tweeters são para os agudos, as altas frequências, os woofers e e subwoofers são para os graves, os midi-range são para os médios, a frequência intermediária em que se inclui a da voz humana. Tem também coaxiais, são alto-falantes duplos, woofer com um tweeter no núcleo; os tri-axiais que consiste em um único alto-falante com os 3 sistemas, para todas as frequências, muito usados em pequenos sistemas de som para automóvel.

Já os FullRange : (toda faixa), muito utilizado antigamente, pois era uma solução barata para reproduzir a música do rádio AM, mas é muito fraco em potência e na qualidade, pois não existe falante que consiga reproduzir toda a faixa de frequência audível (20 a 20KHz) ao mesmo tempo. Normalmente composto por cone de papel e borda rígida (não é de espuma emborrachada) Seu tamanho varia de 3″ a 6″. Também existe aqueles com difusor de agudos, um cone menor no centro do falante com o objetivo de reproduzir melhor as altas frequências. Era muito usado nas antigas caixas amplificadas, aquelas que se ligava o radinho de pilha, o gravador de fita “tijolinho” pra dar mais potência.

Tweeter: Para as frequências agudas de 2kHz a 20kHz. Seu material vem evoluindo muito para tornar seu som o mais natural possível (papel, alumínio, cristal, derivados do plástico, niobium, neodímio, titânio, etc) Os feito com neodímio ou com materiais mais novos são os que possuem melhor timbre/som. São pequenos, variando de 0,5″ a 3″ (normalmente tweeters profissionais que aguentam grande potência)

MidBass: Especificamente projetada para reproduzir frequências média-graves, em torno de 100Hz a 5KHz. Possui borda de borracha para melhor reproduzir as frequências graves, parecido com o Subwoofer. Tamanho entre 5″ a 8″.
MidRange: Para frequências médias de 200Hz a 5KHz que pertence a praticamente todos os instrumentos musicais. Geralmente de 3 a 4″.
Coaxial: compostos por dois falantes em uma mesma carcaça. Composto por um cilindro central de ferro que une o woofer com o tweeter que está acima, junto com o tweeter está ligado um capacitor para deixar passar somente as altas frequências. Seu tamanho varia de 3″ a 6×9″. Possui borda de borracha. Atualmente temos coaxiais profissionais de 12″ e 15″ mas ao invés de tweeter temos uma corneta.
Cornetas: Para reprodução de frequência médias a agudas. Composto por cone de plástico ou metal que pode ser separado de seu corpo principal (driver, podemos dizer que este é o ímã e bobina que gera o som na corneta).
Triaxiais e Quadriaixiais: Compostos por 3 e 4 falantes respectivamente numa mesma carcaça para a reprodução de sons graves, médios e agudos. É uma opção barata para substituir um kit composto por falantes separados. Cada falante é produzido para funcionar melhor em cada faixa de frequência, optimizando o conjunto, (woofer para graves, mid-range para médios, tweeter para agudos e super-tweeter para “super” agudos (agudos próximos a 12KHz)) Seu tamanho varia de 5″ a 6×9″.
SubWoofers: Falantes específicos para reproduzir sons muito graves abaixo de 120Hz. Seu tamanho varia de 8″ a 21″. São pesados e por isso é necessário muita potência para fazê-los funcionar, de 100W a 1500W RMS. Por trabalhar em baixa frequência, e comprimento de onda de som muito grande (baixa frequência) é necessário utilizar caixas acústicas para evitar o cancelamento de onda ( o som que sai por trás do sub cancela o som que sai pela frente ) Possui grande borda de borracha para ter grande deslocamento do cone.
Woofer: Muito parecido com o subwoofer sendo a principal diferença a faixa de frequência trabalhada, em torno de 100Hz a 1KHz. Possui borda rígida, seu tamanho varia de 5″ a 18″.

9782 – Mega Techs – Por que o CD convencional tem 74 minutos?


Porque está obsoleto.

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O formato Compact Disc (CD) surgiu em 1980, como uma alternativa aos discos de vinil, com uma portabilidade semelhante à da fita cassete, porém com qualidade de áudio superior Às plataformas físicas já existentes. No entanto, um fato curioso é a duração do CD, de 74 minutos, uma duração fracionada.
A Philips e a Sony começaram a trabalhar no padrão inicial do áudio em compact disc por volta do fim dos anos 1970, período em que o cenário musical mundial vivia o auge do Rock and Roll, com bandas como Rolling Stones, além da popularização da disco music. A Philips apostava no desenvolvimento de um disco de 11,5cm, ao passo que a Sony cogitava um formato de 10cm. Ambos os formatos acomodariam tranquilamente os vinis da época, e o modelo da Sony era capaz de armazenar 60 minutos de música em estéreo em 16 bits com frequência de 44,056 Hz.
Mas Norio Ohga, um cantor de ópera que criticava fortemente a qualidade do áudio da época, enviou à Sony uma carta, na qual reprovava a qualidade do som do gravador de fitas da empresa. Em contrapartida, Ohga recebeu uma oferta de emprego, e sua influência foi tão grande que o levou à presidência da Sony nos anos 1980. No entanto, antes disso, ele supervisionava o projeto do compact disc, e exigiu que o formato do fosse capaz de tocar a Nona Sinfonia de Beethoven inteira. A decisão de Ohga foi uma correspondência à então situação do cenário musical do mundo.
De acordo com a Philips, a “performance mais longa conhecida tem duração de 74 minutos […] uma gravação em mono feita durante a Bayreuther Festpiele em 1951 e conduzida por Wilhelm Furtwängler.” 60 minutos não aguentaria isso, então ficou decidido que o ideal eram 74 minutos, num formato de 12cm.
Há outra versão da história, que afirma que o famoso maestro austríaco Von Karajan teria pedido para que o formato suportasse a Nona Sinfonia inteira. Von Karajan foi responsável por tornar o formato conhecido entre os audiófilos, e teria colocado esta influência em negociação, para conseguir implantar o padrão que desejava.
Porém, o chefe de engenharia da Philips, Kees Immink, afirma que a escolha pelo formato de 12 centímetros foi por conta da neutralidade do tamanho, que não era defendida pela Sony, nem pela Philips.

Lendário CD da Pool de 1995
Lendário CD da Pool de 1995

8929 – Audiotecnologia – A Potência de Áudio


Um rival para o a1 e PM 5000
Um rival para o a1 e PM 5000

O som é uma onda mecânica longitudinal. Por onda mecânica entendemos que ele é produzido a partir do movimento de algum meio material, como o ar, a água, a terra, o aço, etc. As ondas têm a interessante característica de transportar energia sem transportar matéria. Pense em um barco no meio de um lago tranquilo, sem correnteza: as ondas produzem apenas o movimento de sobe-desce no barco, sem com isso arrastá-lo.
Energia e Potência
A energia de uma onda igual é a energia cinética do meio material que se movimenta para transmiti-la. Já a potência é a quantidade de energia transferida por unidade de tempo.
Intensidade
Uma medida um pouco mais intuitiva é a intensidade. Quando dizemos que a música tocando na casa do vizinho está “alta” ou pedimos para o DJ “aumentar” o som da festa na verdade estamos nos referindo a intensidade de áudio. Outra característica importantes é a frequência, medida em Hertz. A frequência está relacionada com as notas musicais: quanto mais alta a nota, maior a frequência e mais aguda a música, quanto mais baixa a nota, menor a frequência e mais grave a música. Por isso não podemos confundir altura com intensidade.

A menor intensidade que um ser humano consegue ouvir é 10-12 W/m². Ao se afastar da fonte sonora, a intensidade (ou nível sonoro) é reduzida logaritmicamente, dessa forma também podemos calcular o nível sonoro (B) através de uma equação chamada fórmula bel.

Potência RMS
Em sistemas eletrônicos de áudio, é comum utilizar como medida a potência RMS. Esta potência é calculada com base na tensão e corrente que atravessam a carga, resultando em um valor médio, visto que o som é produzido correntes com grande variação. Este cálculo pode ser realizado através de:

P = VRMS . IRMS

Potência PMPO
Também chamada ironicamente por especialistas e vendedores de som como “potência máxima para otário”
A maioria dos equipamentos de áudio encontrados no varejo apresentam a potência PMPO (Peak Music Power Output ). Esta medida leva em conta valores máximos instantâneos de potência, que nem sempre são medidas confiáveis para comparar diferentes equipamentos, mas tem a clara vantagem comercial de alcançarem valores numericamente maiores.

8916 – Audiotecnologia – Como é feito um disco de vinil?


As lendárias Techinics SL 1800
As lendárias Techinics SL 1800

As faixas de música são cortadas, com furos microscópicos, em um disco mole de acetato de celulose, uma substância parecida com esmalte. Depois, o disco é metalizado e usado para prensar várias cópias em vinil derretido. A música está dentro daquelas faixas onde a agulha do toca-discos entra. Essas faixas têm irregularidades microscópicas, que fazem a agulha vibrar ao passar sobre elas. Essa vibração é captada e amplificada pelo toca-discos e, voilà: som na caixa! O LP de vinil como conhecemos hoje apareceu em 1948. O vinil dominou a segunda metade do século 20, até ser desbancado pelo CD, em 1982. Hoje, ele é mais usado por alguns DJs teimosos e colecionadores, que juram de pés juntos que a qualidade do som dos bolachões dá de dez em qualquer CD ou arquivo de MP3!
(Eu não apostaria nisso).

Tudo começa com um disco de alumínio lisinho de 35 cm de diâmetro e 2 mm de espessura. Esse disco de alumínio passa por uma esteira e recebe um banho de acetato de celulose, uma substância mole parecida com um esmalte preto. O resultado é um disco de alumínio revestido de acetato
O disco revestido é colocado no torno de gravação. Enquanto ele roda, uma agulha minúscula de diamante vai cortando as faixas em espiral na superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da música já gravada no estúdio em fitas magnéticas ou arquivos digitais, o que o faz vibrar levemente e deixar irregularidades microscópicas no disco
O produto é chamado de disco master de acetato, que já contém as faixas com as músicas gravadas, mas é muito frágil para ser lido por uma agulha normal de toca-discos. Então, o master de acetato é metalizado
O heavy metal começa a rolar quando o disco leva um esguicho de cloreto de estanho, que o torna grudento para outros metais. Em seguida vem um esguicho de prata líquida, depois um mergulho em um banho de níquel, que se funde com a prata e forma uma camada de metal duro. Essa camada é separada do master de acetato, que é descartado
O master de metal formado no processo, como “nasceu” do molde de acetato, contém a música em suas faixas. A diferença é que as faixas estão em alto-relevo, e não na forma de sulcos. Mas ainda não é o produto final: a peça de metal é, em seguida, colocada em um prensa
Embaixo dela, entra a gosma de vinil derretido. A prensa aperta o disco de metal contra o vinil derretido com cerca de 100 toneladas de força e a 193ºC. As faixas em alto-relevo do disco de metal são transpostas para o vinil, que, depois de achatado, seca e vira um disco! Cada peça de metal prensa milhares de cópias. O excesso de vinil das bordas é cortado e a bolacha está pronta.

8277 – Mega memória Áudio – A Revista Som Três de Dezembro de 1980 já antecipava o CD


Apesar de comprovadamente o som digital não ter sido “tudo aquilo que foi alardeado”, e há quem prefira discos de vinil,executados em um bom sistema de áudio; é interessante acompanhar a visão que se tinha desse novíssimo sistema – Tão recente, que fazia menos de um ano que tinha sido “inventado”, e nesta época a industria recém havia saído da fase de “prancheta” e dos protótipos, para lançar os primeiros modelos voltados ao mercado consumidor. No Brasil, o CD ainda levaria mais 7 anos para chegar aos consumidores, de forma tímida.. E pelo menos 14 anos até tornar-se mais “popular” (1994).
O som em formato digital do CD seria um pré-cursor do formato mp3, um sistema revolucionário que viria a desbancar tecnologias que predominavam absolutas há décadas. Mas, como dissemos, pra esquentar essa mega polêmica, há quem prefira o vinil e também quem prefira o som dos amplificadores valvulados.

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8051 – Audiotecnologia – O Rádio a Válvulas


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Eram aparelhos portáteis cujas válvulas funcionavam mediante corrente fornecida por um acumulador e uma bateria de pilhas substituía a fonte e a válvula alimentadora.
Os radio receptores super-heteródinos valvulados estiveram em moda durantes muitos anos, entre 1930 e 1960 aproximadamente, sendo o aparelho principal da maioria dois lares. Naquela época o principal objetivo de todo técnico eletrônico era saber como funcionavam tais receptores pois eles consistiam em 90% do seu trabalho de reparação de oficina. Ainda hoje vemos estes rádios nas mãos de colecionadores, que os recuperam e os apresentam nas suas caixas originais que eram verdadeiras obras de arte.

diagrama

O receptor da figura chamava-se “rabo quente” por que, para alimentar os filamentos das válvulas ligados em série, era preciso ter uma redução de tensão, o que seria conseguido com a ligação de um resistor em série. Pois bem, este resistor era o próprio fio de nicromo do cabo de força. Assim, quando o radio funcionava este fio aquecia levemente, dissipando calor, o que levou ao nome que se popularizou entre os técnicos.
Analisemos então o funcionamento de nosso receptor que, no exemplo foi projetado apenas para receber ondas médias. Se bem que as ondas curtas eram populares e os receptores para elas simplesmente tinham jogos adicionais de bobinas, o FM não existia.
O receptor indicado utiliza uma antena de quadro, ou seja, na parte traseira do rádio, normalmente de madeira, era enrolado uma bobina em forma de quadro, calculada para sintonizar a faixa de onda médias.

Como Funciona:
Os sinais captados pela antena de quadro e sintonizados através de um capacitor variável de duas seções são levados à uma das grades da válvula misturadora – conversora V1. Esta válvula tem uma função dupla, pois ela também tem por função oscilar produzindo uma frequência que depende da estação sintonizada. Assim, a bobina osciladora ligada esta válvula e à outra seção do variável formam um circuito que sempre vai produzir uma frequência cuja diferença em relação a frequência da estação sintonizada seja de 455 kHz.

Assim, não importa qual seja a frequência da estação, o oscilador sempre produz um sinal cuja diferença resulte em 455 kHz. Por que isso? A idéia é que combinando os sinais das estações desta forma, obtendo-se sempre 455 kHz, podemos usar um circuito de frequência fixa para fazer a amplificador daqui para frente. Isso chama-se heterodinagem e a frequência diferença, 455 kHz é denominada Frequência Intermediária ou FI.
Assim, conforme podemos ver pelo diagrama no anodo da válvula ligamos um transformador sintonizado em 455 kHz, o transformador de FI, onde os sinais de qualquer estação, agora convertidos para esta frequência, podem passar para a etapa seguinte.
A etapa seguinte é a primeira amplificadora de FI, tendo por elemento principal a válvula V2. Esta válvula amplifica então estes sinais e os joga no segundo transformador de FI de onde eles passam para uma etapa seguinte.
A etapa seguinte tem função dupla. Ela serve como detetora e ao mesmo tempo pré-amplificadora de áudio. É utilizada uma válvula triodo com dois dinodos (pequenos eletrodos auxiliares); Aplicando o sinal de FI, que é um sinal modulado de 455 kHz, a válvula detecta estes sinais, separando a componente de alta frequência (455 kHz) do sinal de áudio, que desejamos reproduzir.
O sinal de alta frequência é desviado para a terra, mas o sinal de áudio é aplicado à grade da válvula recebendo então uma amplificação. Este é o ponto do rádio em que deixamos de ter sinais de altas frequências e passamos a ter apenas sinais de áudio de baixas frequências.
No anodo da válvula V3 está ligado o potenciômetro de controle de volume que nos permite determinar quanto de áudio passa para a válvula seguinte que é a de saída (V4).
Para amplificação de potência de áudio normalmente eram utilizadas válvulas pentodo de potência como a 50L6. Esta válvula fornece uma potência de aproximadamente 2 W de saída o que é mais do que suficiente para um pequeno rádio de mesa, como este.
No entanto, observe que o alto-falante não pode ser ligado diretamente à válvula, pois o alto-falante é de baixa impedâncias e as válvulas são dispositivos de altas impedâncias de saída. Para casar as impedâncias é então utilizado um pequeno transformador e a saída onde é ligado o alto-falante.
Elementos adicionais das etapas são os resistores de polarização e os capacitores de acoplamento e desacoplamento.
Os receptores transistorizados seguem o mesmo esquema de funcionamento com a única diferença que, em lugar de cada válvula é utilizado um transistor.
Para completar a alimentação de corrente contínua para este circuito vem de uma fonte especial. O circuito deve funcionar com uma tensão da ordem de 150 V contínuos, o que é obtido retificando-se e filtrando-se a tensão da rede. Esta função é feita pela válvula V5, uma 35Z5, retificadora de meia onda. Na entrada aplicamos a corrente alternada diretamente da rede e na saída obtemos corrente contínua que é filtrada por um grande eletrolítico duplo.
Observe que este rádio não é isolado da rede, representando pois, perigo de choque para qualquer pessoa que tocar em suas partes;
Para os técnicos a maior parte do trabalho depois da reparação consistia em se fazer o ajuste, levando os circuitos a operar na frequência correta. Observe a quantidade de trimmers que tinham de ser ajustado cuidadosamente para se obter o funcionamento do circuito.