14.032 – Mega Básico – Para que serve a Atmosfera?


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A atmosfera terrestre é uma camada de ar que se mantem presa à superfície da Terra pela ação da gravidade. Assim como o Planeta Terra, outros planetas possuem atmosferas, entretanto, a atmosfera terrestre desempenha funções que são vitais para a manutenção da vida no planeta.
A atmosfera é constituída de diversos gases, como dióxido de carbono, oxigênio, nitrogênio e argônio. O gás carbônico ocupa apenas 0,039% do volume total da atmosfera, mas ele é fundamental para a manutenção de toda a cadeia biológica por ser utilizado pelos vegetais no processo de fotossíntese.
Outro importante gás encontrado na atmosfera é o oxigênio, que corresponde a 21% do volume da atmosfera. O oxigênio garante a vida dos seres aeróbicos, desde simples bactérias até seres complexos como os mamíferos.

Filtrar a radiação solar
A atmosfera é responsável por filtrar a maior parte da radiação solar. Cerca de 40% da radiação é refletida para o espaço pelas camadas superiores da atmosfera. A camada de ozônio, por sua vez, é responsável por filtrar cerca de 95% dos raios ultravioletas B (UVB) emitidos pelo sol.
Proteção contra impactos de meteoros
O espaço sideral está cheio de meteoros e outros tipos de fragmentos que constantemente atingem a o Planeta Terra. Os danos causados por esses corpos não são maiores porque a atmosfera atua como um escudo protetor da superfície. Ao entrar em contato com o ar concentrado da atmosfera, sobretudo oxigênio, os meteoros se fragmentam e entram em combustão, o que impede que causem danos a superfície.

Manutenção das temperaturas médias
4% do volume da atmosfera é composto por vapor d’agua. A presença de vapor d’agua garante a manutenção das temperaturas médias na superfície terrestre. Sem a presença de vapor d’agua, tanto o resfriamento quando o ganho de calor da superfície seriam muito mais rápidos, expondo o planeta a amplitudes térmicas extremas.

Efeito Estufa
A presença de dióxido de carbono na atmosfera garante o chamado efeito estufa. Por ser capaz de absorver calor, o dióxido de carbono evita a perda de calor da superfície, mantendo a superfície aquecida o suficiente para a manutenção da vida.

12.932 – Chuva – Os Rios Voadores


Chuva sobre areas de cultivo de cana no interior de Sao Paulo.
A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água, no estado líquido, sobre a Terra. Em quase todos os casos, a chuva se forma nas nuvens, mas em certos lugares, também é possível cair chuva sem a presença de nuvens. E nem toda a chuva que sai das nuvens atinge o solo, pois algumas vezes, ela se evapora na atmosfera bem antes de cair sobre a superfície. Para que a gente possa entender melhor a chuva, vamos examinar o que são as nuvens.
As nuvens podem apresentar diversas formas, que variam dependendo da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que a constituem e das correntes de ventos atmosféricos. Cada nuvem é um conjunto de partículas finas de água (em seu estado líquido) ou de gelo (água em estado sólido) que se encontram em suspensão na atmosfera, uma manifestação visível que resulta da condensação de vapor de água (água invisível, em seu estado gasoso). Uma nuvem pode conter partículas de água líquida ou de gelo em menores ou maiores dimensões, além de partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.

O que é precipitação? É diferente de chuva?
A precipitação é qualquer forma de água, seja líquida ou sólida, que cai do céu. Assim, além da chuva líquida que cai na maior parte do Brasil, inclui também granizo e neve.
A chuva se refere apenas à forma líquida das precipitações.
As gotas de chuva, que podem ter um diâmetro de até 6 mm, não seguem a mesma formação que as gotas de água que caem de uma torneira, por exemplo. As menores, com menos de 1 mm de raio, na verdade, são esféricas. As que crescem mais, começam a se deformar na parte inferior, porque a pressão do ar as puxa para cima durante a queda, momento em que começam a conseguir contrariar a tensão superficial que as mantém esféricas.
Quando o raio excede cerca de 4 mm, o buraco interior cresce tanto que a gota, antes de se partir em gotas menores, fica com uma forma que quase parece um paraquedas: a forma de um saco de paredes finas voltado para baixo, com um anel mais grosso de água em roda da abertura inferior. As gotas de chuva são muito maiores do que as gotículas das nuvens e podem ficar suspensas no ar por muito tempo. Como são muito maiores e mais pesadas, as gotas de chuva não ficam suspensas no ar e dão origem à chuva.
Dependendo da quantidade de água que chove e o tamanho das gotas, podemos descrever a chuva como chuvisco, garoa, aguaceiro, pé-d’água, dilúvio, pancada, etc.
O estado de São Paulo é conhecido como terra da garoa, ou do chuvisco, que é um tipo de precipitação que se caracteriza por ter um tamanho de gota de água pequeno, dando a impressão de que as gotas flutuam no ar em vez de caírem. O chuvisco se origina de nuvens relativamente baixas e de pouco desenvolvimento vertical, como as nuvens estratiformes.
Há dois tipos básicos de precipitação: estratiformes e convectivas. As precipitações podem estar associadas a diferentes fenômenos atmosféricos sob diferentes escalas de desenvolvimento temporal e espacial. Por exemplo:
chuvas frontais são causadas pelo encontro de uma massa fria (e seca) com outra quente (e úmida). Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir na atmosfera. Com a subida da massa de ar quente e úmida, há um resfriamento da mesma que condensa e forma a precipitação.
chuvas de convecção são também chamadas de chuvas de verão na região Sudeste do Brasil e são provocadas pela intensa evapotranspiração de superfícies úmidas e aquecidas (como florestas, cidades e oceanos tropicais). Precipitação convectiva é comum no verão brasileiro, na Floresta Amazônica e no Centro-oeste. Na região Sudeste, particularmente sobre a Região Metropolitana de São Paulo e sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também ocorrem tempestades convectivas associadas à entrada de brisa marítima ao final da tarde com graves consequências sobre as centenas de áreas de risco ambiental. Estas chuvas também são conhecidas popularmente como pancadas de chuva, aguaceiros ou torós.
chuvas orográficas são também chamadas de chuvas de serra, ou ainda, chuvas de relevo e ocorrem quando os ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa, como é normal nas encostas voltadas para o mar. São comuns nos litorais paranaense, catarinense e na Serra do Mar.
A chuva tem papel crucial no ciclo hidrológico. A quantidade de chuva que cai é medida usando um instrumento chamado pluviômetro, de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Normalmente, esse recipiente está marcado com uma escala graduada, de forma que o observador pode medir o volume de água acumulado num determinado período, por exemplo, 25 mm por metro quadrado nas últimas 24 horas.
A manutenção do ciclo da água é fundamental para nossas vidas e para a natureza, pois promove a regularidade da temperatura e a água das chuvas abastece os nossos rios e lagos e penetra no solo para irrigar a vegetação. Ela permite a realização de atividades importantes para a sociedade humana, como a agricultura e a pesca, por exemplo.

10.719 – Atmosfera – A Nuvem Cúmulo Nimbo


Eu acho que vem água por aí...
Eu acho que vem água por aí…

Um cúmulo-nimbo ou, em latim cumulonimbus , é um tipo de nuvem caracterizada por um grande desenvolvimento vertical. Tipicamente, surge a partir do desenvolvimento de cúmulos que, por ação de ventos convectivos ascendentes, ganham massa e volume e passam a ser cumulus congestus e, no auge de sua evolução, torna-se um cúmulo-nimbo, quando atingem mais de quinze quilômetros de altura. Uma de suas principais características é o formato de bigorna que forma-se em seu topo, resultado dos ventos da alta troposfera.
Tipicamente produzem muita chuva, principalmente durante os meses mais quentes do ano. Nuvens isoladas possuem ciclo de vida médio de uma hora. Classificam-se em dois tipos principais, cuja diferença é o seu formato superior, enquanto que características peculiares ganham denominações especiais.
Este tipo de nuvem frequentemente associa-se a eventos meteorológicos extremos, como a ocorrência de tempestades com muitos raios e chuva volumosa, além de granizo e neve. Podem ocorrer isoladas, em conjunto (formando multicélulas) ou associadas à frentes. Um cúmulo-nimbo, ao atingir o extremo de seu desenvolvimento, forma uma supercélula que, por sua vez, é responsável por eventos extremos, como fortes chuvas de granizo, muitos raios e tornados.
Uma nuvem cúmulo-nimbo em seu ápice de desenvolvimento apresenta uma forma primariamente vertical, cuja altura se estende por mais de quinze quilômetros, especialmente nas regiões tropicais, embora possa ocorrer em praticamente todo o mundo. Logo abaixo de sua base, devido a sua grande espessura, manifesta-se grande escuridão pelo bloqueio da luz solar. O que caracteriza um cumulonimbus maduro na maioria das vezes é a formação de uma estrutura em seu topo com textura fibrosa ou estriada, cuja forma lembra a de uma bigorna, enquanto que, em sua base, tipicamente encontram-se nuvens com forma de bulbos ou cúmulos menores.2 Estas nuvens podem manifestar-se isoladamente ou em grupos.
Ocorrem tipicamente nos meses mais quentes do ano, durante o período da tarde ou também associadas a frentes frias. Podem surgir também próximo a cadeias montanhosas em função da formação de ventos orográficos que possibilitam seu desenvolvimento vertical.
Em seu interior, os ventos podem chegar a mais de 150 quilômetros por hora. Sua base é formada por gotículas de água enquanto que, conforme a altitude aumenta, formam-se mais cristais de gelo que, no topo, são o componente principal. Tempestades provocadas por cumulonimbus podem ter várias formas de precipitação, com gotículas de água, neve e granizo.
O cumulonimbus desenvolve-se a partir da nuvem cumulus congestus, oriundos do desenvolvimento dos cúmulo que, por sua vez, têm início a partir de ventos ascendentes ricos em vapor de água. A altitude da base da nuvem está diretamente relacionada com a quantidade de vapor disponível, sendo que em regiões tropicais, onde a umidade é tipicamente maior, as nuvens são mais baixas comparadas com regiões áridas. O desenvolvimento deve-se aos ventos convectivos que levam umidade para cima, impulsionando seu crescimento vertical e ganho de volume.
Os cúmulo-nimbos são a fonte primária da ocorrência de raios na atmosfera. Entretanto, nem todas as nuvens deste tipo produzem descargas elétricas. A atividade elétrica da nuvem deve-se ao processo convectivo que a formou em que, de acordo com o modelo mais aceito, as partículas de gelo com diferentes propriedades intrínsecas chocam-se e, consequentemente, surgem cargas elétricas que distribuem-se por toda sua extensão, criando um campo elétrico e permitindo a ocorrência das descargas. Quando a atividade elétrica é intensa, a nuvem passa a ser conhecida também como trovoada.
Em uma nuvem com desenvolvimento típico, a chuva inicia-se de forma súbita pouco depois de sua transição de cumulus congestus para cumulonimbus. Nota-se que, conforme os ventos deslocam a nuvem, esta deixa um traço de chuva na área sobre a qual passou. Tal traço pode estender-se de alguns quilômetros a até cem quilômetros da origem da tempestade. A chuva proveniente do núcleo da nuvem possui grande intensidade, enquanto que a água proveniente das regiões mais altas da bigorna evapora-se antes mesmo de atingir o solo. O ciclo de vida de um cúmulo-nimbo é de aproximadamente uma hora.
A previsão de chuvas deste tipo é extremamente difícil, pelo fato de serem eventos localizados. Comumente, o volume acumulado de chuva encontra-se entre um e dez milímetros.

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10.672 – Cientistas divulgam primeira fotografia de um organismo extraterrestre e provam a existência de vida fora da Terra


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Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Sheffield e do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, no Reino Unido, revelou para o mundo uma fotografia inquietante de um organismo misterioso. Ele teria sido submetido a várias análises, que o indicaram como o primeiro indício inequívoco da existência de vida extraterrestre. Trata-se de uma pequena estrutura denominada “partícula do dragão”, com um comprimento que não passa de 10 micrometros e que, segundo seus descobridores, representa uma “entidade biológica”, composta por carbono e oxigênio, elementos primordiais para a vida.
Eles chegaram à partícula por meio de um balão aerostático, que foi enviado à estratosfera, a 27 km acima da atmosfera terrestre, com o objetivo de coletar substâncias espaciais durante uma chuva de meteoros. Os especialistas descartam qualquer possibilidade de esta partícula ter chegado ao espaço através de nosso planeta. Eles acreditam que ela tenha surgido em algum outro lugar do universo.
Milton Wainwright, um dos responsáveis pela pesquisa, afirmou que essa descoberta não apenas prova a existência de formas de vida de outros planetas, mas também que organismos alienígenas caem bastante sobre nosso planeta. “A análise científica da estrutura mostra que ela é feita de carbono e oxigênio e não há possibilidades de ser um detrito cósmico ou vulcânico ”, disse Wainwright, que, no entanto, ainda tem dúvidas se este é um organismo singular ou se é parte de outro organismo maior. “Essas descobertas poderiam alterar para sempre nossa percepção da vida e da evolução da Terra. Será necessário reescrever nossos livros de biologia”.

10.590 – Astronomia – Chegando mais uma aurora


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A tempestade solar prevista para atingir a Terra hoje já está interagindo com o campo magnético terrestre e produzindo seu mais belo efeito — auroras.
Tais fenômenos acontecem comumente nas regiões mais próximas dos polos magnéticos da Terra, onde partículas carregadas do vento solar encontram as altas camadas da atmosfera terrestre. Mas num momento de intensificação de atividade solar, elas podem aparecer mais distantes dos círculos polares.
O astrofotógrafo americano Chris Schur já as registrou no Arizona, estado do sudoeste americano, na divisa com o México! “Primeira aurora aqui durante todo o máximo solar”, destacou, ao se referir ao período de maior atividade de nossa estrela-mãe, num ciclo que dura 11 anos. É nessa época que acontecem as maiores tempestades solares.
A tempestade dupla (resultado de duas ejeções de matéria ocorridas na superfície do Sol, uma no dia 9 e outra no dia 10) não foi suficientemente forte para provocar qualquer interferência significativa no cotidiano dos terráqueos. Em casos extremos, eventos como esse podem danificar satélites, perturbar o sistema de GPS e afetar redes elétricas em solo.
A primeira onda de partículas chegou na madrugada de hoje, e a segunda acaba de nos encontrar. A Terra ainda estará nas próximas horas passando pela rabeira da corrente de partículas resultante da segunda ejeção, mas é improvável que o evento produza alguma consequência maior.

10.087 – O eclipse total que deixou a Lua cor de sangue


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Na madrugada deste dia 15 de abril de 2014, um eclipse lunar total deixou a lua cor de sangue.
A cor instigou a curiosidade de pessoas pelo mundo, mas tem uma explicação simples – durante um eclipse total, a Lua passa para a parte mais escura da sombra da Terra, a umbra. Ali, recebe a luz do Sol filtrada pela atmosfera terrestre, o que a torna vermelha.
Pelo mundo todo, pessoas se reuniram para apreciar o fenômeno. Na foto, um grupo de madrugadores de Melbourne, Austrália. No Brasil, o eclipse começou por volta das 3h da manhã.
O eclipse do dia 15 inaugura uma sequência de 4 eclipses totais que segue até setembro de 2015. Os astrônomos chamam o fenômeno de tétrade. Na foto, a Lua vista no céu do Texas, Estados Unidos.
A Lua vermelha ficou no céu por volta de 78 minutos. O próximo eclipse total acontecerá no dia 08 de outubro. Anote no calendário.
Eclipses lunares totais não são comuns. Do total de eclipses, representam meros 28,8%.
Tétrades, como a que começou nesta madrugada, são ainda mais raras. Durante todo o século XXI, ocorrerão 8 dessas sequências. Essa foi a segunda do século.

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9865 – Física – Quando um raio cai no mar, até onde vai a eletricidade?


Estima-se que uma descarga de 50 mil ampères, por exemplo, já seja inofensiva a um banhista a 125 m do ponto de incidência. A intensidade da corrente diminui segundo o inverso do quadrado da distância. Logo, com o dobro da distância, cai para 1/4. Com o triplo, baixa para 1/9. E assim por diante. Por isso que, quando um raio cai em Copacabana, alguém em Ipanema não morre eletrocutado. O raio se comporta da mesma maneira no mar ou na terra. A diferença é que, como a corrente sempre procura se concentrar no meio mais condutor, no mar aberto ela se divide igualmente entre o nosso corpo e a água. Já em terra firme, ela sempre se concentra no nosso corpo – e aí os danos são maiores.

Uma pessoa nadando a até 50 m do ponto de incidência da descarga elétrica sofreria um choque de mais de 300 mA (miliampère). Resultado: um ataque cardíaco fulminante
Entre 50 m e 85 m, a descarga elétrica diminui, podendo variar entre 300 e 100 mA. O nadador sofreria queimaduras, asfixia e, em alguns casos, uma parada cardíaca, mas poderia se salvar.
Entre 85 m e 125 m, a intensidade fica entre 100 e 50 mA. Não é suficiente para matar ninguém, mas apenas porque a descarga elétrica de um raio dura pouco – cerca de um milésimo de segundo. Uma descarga mais duradoura nessa mesma intensidade, como no choque de um chuveiro, poderia, sim, matar.
Acima dos 125 m de onde o raio caiu, uma pessoa no mar receberia uma descarga elétrica de menos de 50 mA. Ela sentiria o formigamento típico, mas sem riscos.

ATENÇÃO!

Esses valores são só representativos. A ME aconselha: durante uma chuva com raios, sempre saia da água e procure um local seguro.

• Raio é a descarga elétrica atmosférica. Relâmpago é a luz e trovão é o som causados pela ionização do ar e o choque com as cargas elétricas das nuvens.

9710 – Planeta Terra – O que está causando a onda de calor das regiões sul e sudeste


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Janeiro é o mês mais quente de São Paulo nos últimos 71 anos. A temperatura média ficou em 31,9 graus Celsius, a mais quente desde que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou a fazer o levantamento, em 1943. A marca superou o antigo recorde de 31,8 graus Celsius, registrada em fevereiro de 1984.
A previsão é que, nos próximos dias, o calor continue e a umidade fique em torno dos 30% entre o início e o meio da tarde. As máximas devem ser de 33 a 35 graus Celsius.
Em Porto Alegre, este é o janeiro mais quente desde 1916, ano em que Inmet passou a fazer seus registros na capital do Rio Grande do Sul. A temperatura média do mês foi de 33 graus Celsius, quatro décimos acima do recorde anterior, de janeiro de 1953. Na última quinta-feira, a sensação térmica foi de 41 graus Celsius.
Enquanto isso, a Zona Oeste do Rio de Janeiro enfrenta o verão mais infernal dos últimos 30 anos, com a temperatura média em janeiro de 36,5 graus Celsius. Em toda a cidade, a temperatura média registrada é de 33,9 graus Celsius, maior que os 33,1 graus Celsius esperados pelos.

Uma das explicações para o calor intenso do mês está no ar quente e seco que se instalou entre o Sudeste e o Sul. Uma região de alta pressão, localizada acima do oceano Atlântico, entre o oeste africano e o leste da América do Sul, expandiu-se para uma área que chega até Brasília e passa por Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Esse fenômeno inibe a formação de nuvens, impedindo as chuvas que reduzem as temperaturas. “Sua abrangência está maior, deixando o ar mais seco e quente. Quanto mais seco, menos nuvens, o que significa também que parte da energia solar que seria refletida por elas está indo direto para a superfície, elevando ainda mais a temperatura”, afirma Augusto Pereira Filho, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP).
De acordo com o Inmet, o forte calor de janeiro está associado também a não formação de uma área de escoamento de vapor d’água com origem na Amazônia, chamada zona de convergência do Atlântico Sul. Ela é responsável por dias mais nublados, úmidos e chuvosos. E também não houve a passagem de frentes frias que provocassem declínio nas temperaturas sobre o Estado.

Além do calor elevado, os Estados sofrem as consequências da distribuição desigual de chuvas no país desde o fim do ano passado. No início do verão houve muitas chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No leste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo não chovia tanto desde 1979. Essa umidade, entretanto, não alcançou São Paulo.
Dezembro foi o terceiro mês menos chuvoso dos últimos 71 anos na capital, só perdendo para os anos de 1999 e 1963, segundo dados do Inmet. As chuvas na capital de São Paulo atingiram o volume de 237,9 milímetros, inferior à média histórica de 265,6 milímetros.
Com isso, o reservatório da Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, está com 22,4% da capacidade total, o menor nível em seus 39 anos de operação, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pela Sabesp, empresa encarregada dos sistemas de água e esgoto no estado. No Rio de Janeiro, a previsão do Inmet é que não haja chuvas até 8 de fevereiro.
Ainda não é possível saber se o calor intenso está ligado a um fenômeno maior relacionado ao clima. “É preciso lembrar que as estações meteorológicas estão em ambientes urbanos que refletem as condições locais das ilhas de calor. A região metropolitana de São Paulo é um caso típico e essas temperaturas exacerbadas não são representativas de uma área maior”, afirma Pereira Filho. “Trata-se de fenômenos locais, com influência muito pequena no balanço de energia global. Além disso, calor e frio intensos são variabilidades climáticas normais, resultado da interação com sistemas maiores no globo. Há muita incerteza sobre estes assuntos, e eles ainda são objetos de investigações para descobrir sua origem.”

Maiores médias de temperatura em São Paulo
POSIÇÃO MÊS / ANO TEMPERATURA
1º jan/2014 31,9°C
2º fev/1984 31,8°C
3º fev/2003 31,6°C
4º jan/1956 30,9°C
5º fev/1999 30,9°C
6º fev/2010 30,9°C
7º jan/1998 30,8°C
8º jan/1999 30,8°C
9º fev/1977 30,7°C
10º mar/2007 30,7°C
11º fev/2012 30,7°C

8769 – Astronomia – É possível prever o futuro?


Nos últimos trezentos anos foram descobertas as leis científicas que governam a matéria em todas as situações normais, mas ainda desconhecemos as que a governam em condições extremas. Tais leis são importantes para compreender como começou o Universo, embora não afetem sua evolução, a não ser que ele retorne a um estado de altíssima densidade. O fato de que tenhamos de gastar enormes somas para construir gigantescos aceleradores de partículas para comprovar a existência dessas leis mostra quão pouco elas afeiam a nossa realidade atual.
Ainda que possamos conhecer as leis mais importantes que governam o Universo, talvez não sejamos capazes de utilizá-las para prever o futuro remoto. Isso porque a solução das equações da Física pode sempre conter uma propriedade chamada caos – e isso significa que as equações podem não ser estáveis. Bastará uma leve alteração, durante brevíssimo período, no modo como um sistema existe para que seu comportamento seguinte se torne completamente diferente. Por exemplo, se o crupiê mudar ligeiramente a maneira de girar a roleta, será outro o número vencedor. E impossível predizer esse número e, se não fosse assim, os físicos fariam fortuna nos cassinos.
Nos sistemas caóticos, há geralmente uma escala de tempo na qual uma pequena mudança num estado inicial crescerá até tornasse duas vezes maior. No caso da atmosfera terrestre, a escala é de cinco dias, aproximadamente o tempo que o vento leva para dar a volta ao planeta. É possível fazer prognósticos meteorológicos razoavelmente precisos para cinco dias, mas previsões além desse prazo exigiriam conhecimento preciso do estado presente da atmosfera e um cálculo impossível, devido à sua complexidade. Não há como prever o tempo para seis meses, a não ser anunciando as médias normais para a estação do período.
O movimento dos planetas ao redor do Sol é definitivamente caótico, mas numa escala muito ampla. Como os erros de qualquer previsão se tornam maiores só depois de transcorrido muito tempo, podemos estar seguros de que por um período muito longo a Terra não corre o risco de chocar com Vênus, embora não se possa descartar a possibilidade de que pequenas perturbações nas suas órbitas provoquem esse choque dentro de, digamos, 1 bilhão de anos. Os movimentos do Sol e das outras estrelas na Galáxia, e desta no grupo galáctico local, são caóticos. Observamos que as outras galáxias se distanciam de nós, e que quanto mais distantes se encontram, mais depressa se afastam. Isso significa que o Universo está se expandindo nessa região e que as distâncias entre as galáxias crescem com o tempo.
Como a expansão do Universo é muito uniforme, é possível descrevê-la com um único número, que represente a distância entre duas galáxias. Essa distância cresce agora, mas devemos esperar que a atração gravitacional esteja freando o ritmo de expansão. Se a densidade do Universo for superior a um certo valor crítico, a atração gravitacional chegará a deter completamente a expansão. O Universo então deverá contrair-se, até acabar no Big Crunch (Grande Colapso). Ele seria muito semelhante ao que foi o Big Bang, uma singularidade, um estado de densidade infinita onde falhariam as leis da Física. Ainda que houvesse acontecimentos depois do Big Crunch, seria impossível prevê-los; sem uma relação entre fenômenos, não há como mostrar que eles acontecerão sucessivamente.

Mas, se a média da densidade do Universo for inferior ao valor crítico, ele prosseguirá expandindo-se indefinidamente. Depois de um certo (longuíssimo) tempo, a densidade será tão baixa que a atração gravitacional não terá mais efeito significativo para frear a expansão. As galáxias continuarão a se separar, a uma velocidade constante. Portanto, a pergunta crucial a ser feita acerca do futuro do Universo é esta: qual é sua densidade média? Creio desfrutar de certas vantagens sobre outros profetas catastrofistas: ainda que o Universo vá se contrair, posso prever que não deixará de se expandir pelos próximos 10 bilhões de anos – e não espero estar aqui para comprovar que me enganei.
Pode-se tentar estimar a densidade média do Universo a partir de observações. Se contarmos as estrelas que conseguimos enxergar e somarmos suas massas, obteremos menos de 1% da densidade crítica. Ainda que juntemos as massas das nuvens de gás que podemos perceber, o resultado será ainda 1 % do valor crítico. Mas sabemos que o Universo contém, também, o que se convencionou chamar matéria escura, que não podemos observar direta-mente. Uma prova da existência dessa matéria escura vem das galáxias em espiral. São enormes coleções de estrelas e gás girando ao redor do seu centro. Mas a velocidade de rotação é tão alta que a galáxia se dissolveria se somente contivesse as estrelas e o gás. Deve haver uma forma invisível de matéria cuja atração gravitacional seja suficiente para manter todos os corpos girando no interior da galáxia.
Outra prova da existência da matéria escura vem dos aglomerados galácticos. Observamos que as galáxias não se distribuem uniformente pelo espaço, mas se congregam em aglomerados que podem ter apenas algumas, ou milhões de galáxias. Presumivelmente, esses aglomerados se formam porque as galáxias se atraem mutuamente. Se medirmos a velocidade a que elas se afastam umas das outras, descobriremos que são tão altas que os aglomerados se dispersariam se não estivessem contidos por uma força gravitacional muito mais forte do que aquela criada pela massa visível. Assim, podemos concluir que além dos corpos que enxergamos, tais galáxias devem possuir uma quantidade de matéria escura indispensável para que se mantenham unidas.
É possível fazer uma estimativa razoável do volume dessa matéria escura existente nas galáxias e nos aglomerados de galáxias. Ela só representa 10% da densidade crítica necessária para que o Universo se contraia. Assim, se nos fiarmos apenas nesses dados, devemos prever que a expansão continuará indefinidamente. Ao fim de uns 5 bilhões de anos o Sol ficará sem combustível nuclear; crescerá até se transformar numa estrela gigante vermelha, e evoluirá para a condição de anã branca, pequena, de grande densidade. Estou anunciando, portanto, o fim do mundo, mas não creio que tal profecia faça baixar os índices da Bolsa de Valores. Há um ou dois problemas mais imediatos para prender nossa atenção e a dos investidores. É provável que quando o Sol crescer dessa maneira, já teremos dominado a técnica das viagens interestelares e poderemos fugir para lugar seguro – se antes não tivermos nos aniquilado a todos, numa guerra insensata.
Dentro de 10 bilhões de anos, a maioria das estrelas terão esgotado seu combustível. Estrelas com massa igual à do Sol se tornarão anãs brancas ou estrelas de nêutrons, ainda menores e mais densas. É possível que as maiores se convertam em buracos negros, muito menores e com campo gravitacional tão intenso que nada deixam escapar, nem a luz. Ainda assim, esses resíduos continuarão descrevendo uma órbita ao redor do centro da galáxia a cada 100 milhões de anos. Choques entre eles determinarão que alguns sejam arremessados para fora da galáxia; os demais continuarão sua viagem, em órbitas cada vez mais próximas do centro e com o tempo formarão um gigantesco buraco negro. É de esperar que a matéria escura da galáxia, seja ela o que for, também seja tragada por ele.

Podemos supor, portanto, que a maior parte da matéria das galáxias e dos aglomerados de galáxias acabará em buracos negros.
Um buraco negro no centro de uma galáxia precisará de 10 90 anos para desintegrar-se e desaparecer completamente; esse número é 1 seguido de 90 zeros. Representa muito mais do que a idade atual do Universo, que é de 10 10, 1 seguido de 10 zeros. Mas passará muito mais tempo se o Universo se expandir indefinidamente. Vamos reconhecer: o futuro de um Universo em expansão permanente será tedioso. De qualquer forma, não é certo que isso aconteça; temos apenas a prova concreta de que não conseguimos detectar mais do que 10% da matéria escura indispensável para a densidade que faria o Universo contrair-se. Mas é possível que existam outros tipos de matéria escura, ainda não descobertos, que poderiam elevar a densidade média até alcançar ou ultrapassar o nível crítico. Essa matéria escura adicional terá de ser encontrada fora das galáxias e dos aglomerados de galáxias, pois de outro modo já a teríamos localizado na rotação desses corpos.

Por que devemos acreditar que pode existir matéria escura suficiente para que o Universo comece a se contrair? Por que não nos limitamos a trabalhar com a matéria que já podemos detectar? A razão é que deve existir um equilíbrio preciso entre a densidade de um determinado momento da evolução do Universo e o ritmo de expansão. Se a densidade apenas 1 segundo depois do Big Bang tivesse sido superior em uma bilionésima parte do que foi, o Universo teria se contraído ao cabo de dez anos; se tivesse sido inferior na mesma quantidade, ele estaria vazio passados os mesmos dez anos.
Como se definiu tão precisamente a densidade do Universo? Talvez haja alguma razão para que ele tenha exatamente essa densidade crítica. Parece haver duas explicações possíveis. Uma é o chamado princípio antrópico, que pode ser resumido assim: o Universo é como é porque se fosse diferente não estaríamos aqui para observá-lo. A idéia é que poderia haver muitos universos diferentes, com diferentes densidades; só aqueles com densidade bem próxima da densidade crítica durariam tempo suficiente para permitir a formação de estrelas e planetas. Logicamente, somente neles poderá haver seres inteligentes que façam a pergunta: por que a densidade é tão próxima da cifra crítica? Se esta é a explicação para a presumida densidade do Universo, não há razão para crer que ele contenha mais matéria do que a já descoberta: uma décima parte da densidade crítica, neste momento, significaria matéria suficiente para que se formassem galáxias e estrelas.
Em resumo: os cientistas acreditam que o Universo é governado por leis bem definidas que, em princípio, permitem predizer o futuro. Mas o movimento assinalado por essas leis é comumente caótico. Isso significa que uma pequena modificação na situação inicial pode levar a uma modificação no passo seguinte, e se transformar rapidamente numa modificação muito grande. Dessa forma, só é possível predizer o futuro num prazo muito curto. Em todo caso, o comportamento do Universo, em grande escala, parece ser simples e não caótico. A possibilidade de que ele se expanda indefinidamente ou, ao contrário, comece a se contrair, depende do cálculo da densidade atual da quantidade de matéria que o compõe. Pelo que podemos observar, essa densidade está bem próxima da cifra crítica que nos colocaria entre a possibilidade da expansão e a possibilidade da contração. O Universo estaria, então, neste momento, sobre o fio da navalha. Pode-se perceber que eu pertenço à inveterada tradição dos profetas que garantem sua retaguarda predizendo tanto uma coisa quanto outra.

8429 – Planeta Verde – A Chuva Ácida


chuva ácida

Trata-se da designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente maior do que a resultante do dióxido de carbono (CO2) atmosférico dissolvido na água precipitada.1 A principal causa daquela acidificação é a presença na atmosfera terrestre de gases e partículas ricos em enxofre e azoto reativo cuja hidrólise no meio atmosférico produz ácidos fortes. Assumem particular importância os compostos azotados (NOx) gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre (SOx) produzidos pela oxidação das impurezas sulfurosas existentes na maior parte dos carvões e petróleos. Quimicamente, chuva ácida não seria uma expressão adequada, porque para a Química toda chuva é ácida devido à presença do ácido carbônico (H2CO3), mas para a Geografia toda chuva com Ph abaixo do N.T (Nível de tolerância(PH igual à aproximadamente 5,5)) é considerada ácida. Ela também pode acarretar sérios danos as trutas por exemplo, uma vez que se cair uma chuva ácida num ambiente lacustre de uma truta, abaixo ou acima do N.T, a truta morrerá. Os efeitos ambientais da precipitação ácida levaram à adoção, pela generalidade dos países, de medidas legais restritivas da queima de combustíveis ricos em enxofre e obrigando à adoção de tecnologias de redução das emissões de azoto reativo para a atmosfera.
As emissões de dióxido de enxofre e de óxidos de azoto têm crescido quase continuamente desde o início da Revolução Industrial.3 4 Robert Angus Smith, num estudo realizado em Manchester, Inglaterra, fez em 1852 a primeira demonstração da relação entre a acidez da chuva e a poluição industrial,5 cunhando em 1872 a designação chuva ácida.
Apesar da relação entre precipitação ácida e poluição do ar ter sido descoberta em 1852, o seu estudo científico sistemático apenas se iniciou nos finais da década de 1960.
Harold Harvey, professor de Ecologia na Universidade de Toronto, publicou em 1972 um dos primeiros trabalhos sobre um lago “morto” em resultado da acidificação das suas águas pela deposição ácida, trazendo a questão da chuva ácida para a ribalta da política ambiental.
O interesse público pelos efeitos da chuva ácida iniciou-se na década de 1970, a partir dos Estados Unidos, quando o New York Times publicou os resultados obtidos em estudos feitos na Hubbard Brook Experimental Forest (HBES), em New Hampshire, que demonstravam os múltiplos danos ambientais que a acidez da precipitação estava a causar.
O problema da precipitação ácida tem crescido com o aumento da população e com a industrialização, abrangendo áreas crescentes do planeta, com destaque para a Índia e o sueste asiático. O uso de altas chaminés industriais para dispersar os gases emitidos tem contribuído para aumentar as áreas afetadas, já que os poluentes são injetados na circulação atmosférica regional, atingindo vastas áreas a sotavento do ponto de emissão.
Em resultado, é comum a deposição ocorrer a considerável distância do ponto de emissão, com as regiões montanhosas a receberem a maior parte da acidez precipitada (simplesmente por serem áreas de maior precipitação devido às chuvas de montanha). Um exemplo destes efeitos é a grande acidez da precipitação na Escandinávia quando comparada com as emissões relativamente baixas ali produzidas.
Na ausência de qualquer contaminante atmosférico, a água precipitada pela chuva é levemente ácida, sendo de esperar um pH de aproximadamente 5,2 a 20ºC, valor inferior ao que resultaria se a solução ocorresse em água destilada (pH = 5,6) devido à presença de outros compostos na atmosfera terrestre não poluída.
Essa acidez natural, apesar de localmente poder ser influenciada pela presença de compostos orgânicos voláteis e de óxidos de azoto gerados por trovoadas, resulta essencialmente da dissociação do dióxido de carbono atmosférico dissolvido na água, formando um ácido fraco, conhecido como ácido carbónico, segundo a reacção:
CO2 (g) + H2O (l) ⇌ H2CO3 (aq)
O ácido carbónico sofre ionização em solução aquosa, formando baixas concentrações acidificantes de iões hidrónio:
2H2O (l) + H2CO3 (aq) ⇌ CO32- (aq) + 2H3O+(aq)
A ionização acima referida ocorre tanto nas gotículas de água atmosférica (nas nuvens, nevoeiros e neblinas), na água existente na superfície de gelos ou cristais de neve e ainda no orvalho e na água absorvida em partículas sólidas em suspensão no ar. É devido a essa multiplicidade de vias de formação que o termo chuva ácida, apesar de muito difundido, deve ser preferencialmente substituído por deposição ácida, já que a acidificação da precipitação, com todas as consequências ambientais resultantes, pode ocorrer na ausência de chuva.
Em resultado dessa acidez natural, o limite para se considerar a precipitação como ácida é em geral um pH inferior a 4,5 (a 20 °C), o que corresponde a precipitação que contém concentrações mensuráveis de um ou mais ácidos fortes e que pela sua acidez causa comprovados efeitos negativos sobre as plantas, os organismos vivos aquáticos e as estruturas construídas e equipamentos com os quais entre em contato.
A acidez acrescida que está na origem da precipitação ácida resulta na sua maior parte da interacção dos componentes naturais da atmosfera terrestre com poluentes primários, entre os quais avultam os óxidos de azoto e os óxidos de enxofre, os quais reagem com a água atmosférica para formar ácidos fortes como sejam o ácido sulfúrico e o ácido nítrico. A principal fonte desses poluente primários é a queima de combustíveis fósseis para produção de energia térmica, energia eléctrica e para a propulsão de veículos.
Embora existam processos naturais que contribuem para a acidificação da precipitação, com destaque para os gases lançados na atmosfera pelos vulcões e os gerados pelos processos biológicos que ocorrem nos solos, pântanos e oceanos, as fontes antrópicas, isto é resultantes da ação humana, são claramente dominantes. A prova dessa predominância foi obtida pela determinação da diferença entre a acidez da precipitação nas zonas industrializadas e em partes remotas do globo, pela comparação da acidez atual com o registo deixado pela captura da precipitação no gelo dos glaciares ao longo de milhões de anos e pelo registo deixado nos fundos de lagos e oceanos pela deposição de restos orgânicos indiciadores das condições de acidez prevalecentes.
A análise das camadas de gelo depositadas em glaciares e nas calotas polares mostram uma rápida diminuição do pH da precipitação a partir do início da Revolução Industrial, passando em média de 5,6 para 4,5 ou mesmo 4,0 nalgumas regiões, mostrando um forte acidificação. Igual conclusão é retirada da análise da prevalência de espécies de diatomáceas em camadas de sedimento recolhidos do fundo de lagos, confirmando a correlação entre a industrialização e a diminuição do pH da precipitação.
As principais fontes humanas dos gases poluentes primários são as indústrias, as centrais termoelétricas e os veículos de transporte motorizado. Os gases libertados podem ser transportados na circulação atmosférica por muitos milhares de quilômetros antes de reagirem com gotículas de água, originando então os compostos que acidificam a precipitação.
A sua natureza transfronteiriça, já que a circulação atmosférica dispersa os efeitos ao longo de grandes áreas da Terra, leva a que também afete as regiões sitas a jusante do seu ponto de emissão no sistema de circulação atmosférica, levando a que áreas onde as emissões não são significativas possam ser severamente prejudicadas pela precipitação de poluentes gerados a montante.

A amônia
Embora a amônia e os compostos orgânicos voláteis, com destaque para o dimetilsulfureto (DMS) de origem oceânica e o ácido fórmico nalgumas regiões de floresta tropical, contribuam para a acidez da precipitação, os dois principais grupos de compostos que geram a acidez da precipitação são os óxidos de azoto e os óxidos de enxofre, com predominância para estes últimos, os quais são esmagadoramente de origem antrópica.
Estudos ecotoxicológicos demonstraram que a precipitação ácida têm impactos adversos sobre as florestas, as massas de água doce e os solos, matando plânctons, insetos, peixes e anfíbios. Também demonstraram efeitos negativos sobre a saúde humana. Para além disso, a precipitação ácida aumenta a corrosividade da atmosfera, causando danos em edifícios e outras estruturas e equipamentos expostos ao ar.
Os lagos são particularmente afetados por receberem e concentrarem a acidez proveniente do escorrimento através de solos acidificados pela precipitação e por concentrarem parte importante da carga dos iões solubilizados.
Nos solos, a alteração do pH altera as suas propriedades biológicas e químicas, levando a alterações na solubilidade de diversos compostos e a alterações na microbiologia do solo, já que alguns micro organismos são incapazes de tolerar as alterações resultantes.

Saúde Humana
Estudos epidemiológicos sugerem uma ligação directa entre a acidez atmosférica e a saúde das populações,28 sendo os iões tóxicos libertados devido à precipitação ácida a maior ameaça.
O cobre mobilizado foi implicado nas epidemias de diarreia em crianças jovens e acredita-se que existem ligações entre o abastecimento de água contaminado com alumínio e o aumento da ocorrência de casos da doença de Alzheimer.
Estudos demonstraram que partículas finas em suspensão no ar, uma grande parte das quais são formadas por sais dos ácidos formados na precipitação ácida (sulfatos e nitratos), estão correlacionadas com o aumento da morbilidade das pessoas e a morte prematura em resultado de doenças como o cancro.

Aumento da corrosão atmosférica
A precipitação ácida pode causar danos nos edifícios e estruturas expostas ao ar, com destaque para os edifícios históricos e monumentos, especialmente os construídos ou revestidos com calcários e mármores. Esse aumento da corrosividade resulta da reacção do ácido sulfúrico contido na precipitação com os compostos de cálcio contidos na pedra, formando gesso que é solubilizado ou se desagrega da estrutura:
CaCO3 (s) + H2SO4 (aq) ⇌ CaSO4 (aq) + CO2 (g) + H2O (l)
A desagregação que se segue é rápida e comum, basta observar elementos escultóricos e lápides localizadas nas grandes cidades, onde é comum elementos epigráficos ficarem ilegíveis em poucas décadas. A precipitação ácida também aumento o ritmo de oxidação das estruturas em ferro, causando um rápido crescimento da ferrugem e dos danos por ela causados.
Outro efeito é a redução da visibilidade devido à presença de aerosóis contendo sulfatos e nitratos, em geral associados à formação de nevoeiros fotoquímicos extremamente ácidos.

Regiões mais afetadas
As regiões particularmente afectadas pela precipitação ácida incluem a maior parte da Europa, particularmente a Escandinávia, onde muitos dos lagos estão tão acidificados que já não têm peixes e com extensas áreas florestais fortemente danificadas, grande parte do nordeste dos Estados Unidos e do sudeste do Canadá. Outras regiões afectadas são sudeste da China e Taiwan.
Regiões potencialmente afectadas nas próximas décadas incluem o sul da Ásia (Indonésia, Malásia e Tailândia), a África do Sul, o subcontinente indiano e o Sri Lanka e partes da África Ocidental (países como o Gana, Togo e Nigéria).
A natureza transfronteiriça da poluição atmosférica leva a que poluição atmosférica cuja origem física está total ou parcialmente compreendida numa zona submetida à jurisdição nacional de um Estado produza os seus efeitos nocivos numa zona submetida à jurisdição de um outro Estado, mas a uma distância tal que não é possível distinguir as contribuições de fontes emissoras individuais ou de grupos de fontes. Esses efeitos transfronteiriços levaram à assinatura de diversos acordos e tratados internacionais tendo como objecto o controlo da poluição do ar e em particular as emissões que levam à acidificação da precipitação. Entre esses instrumentos tem particular importância a Convenção sobre a Poluição Atmosférica Transfronteiriça a Longa Distância, da qual Portugal é signatário. Aquela Convenção tem Protocolos adicionais sobre o controlo das emissões atmosféricas de óxidos de enxofre e de azoto e sobre a acidificação e a eutrofização das massas de água interiores.

Soluções
Nos EUA, muitas usinas de energia que queimam carvão usam o sistema de dessulfuração de gás de fumeiro (FGD) para retirar os gases contendo enxofre de suas chaminés. Um exemplo de FGD é o depurador molhado que geralmente é usado nos EUA e em muitos outros países. Um depurador molhado é basicamente uma torre de reacção equipada com um ventilador que extrai a fumaça de gases quentes da chaminé de uma usina de energia. O calcário ou a pedra calcária em forma de slurry também é injectada na torre para se misturar com os gases da pilha e combinar-se com o dióxido de enxofre presente. O carbonato de cálcio da pedra calcária produz sulfato de cálcio de pH neutro, que é fisicamente retirado do depurador. Ou seja, o depurador transforma a poluição de enxofre em sulfatos industriais.
Em algumas áreas os sulfatos são vendidos a companhias químicas como gesso quando a pureza de sulfato de cálcio é alta. Em outros, eles são colocados num aterro.
Algumas pessoas opõem-se à regulação da geração de energia, acreditando que essa geração de energia e poluição necessitam de caminhar juntas. Isto é falso. Um reactor nuclear gera menos que um milionésimo do lixo tóxico (medido por efeito biológico líquido) por watt gerado, quando os dejectos de ambas as instalações de geração de energia são adequadamente comparados (os Estados Unidos proíbem a reciclagem nuclear, de modo que esse país produz mais lixo que outros países).
Um esquema regulador mais benigno envolve a negociação de emissões. Por este esquema, a cada planta poluidora actual é concedida uma licença de emissões que se torna parte do capital da empresa. Os operadores então podem instalar equipamentos de controlo da poluição e vender partes das suas licenças de emissões. O principal efeito deste procedimento é oferecer incentivos económicos reais para os operadores instalarem controles de poluição. Desde que grupos de interesse público possam aposentar as licenças por compra, o resultado líquido é um decréscimo contínuo e um menor conjunto de fontes poluidoras. Ao mesmo tempo, nenhum operador particular jamais será forçado a gastar dinheiro sem retorno do valor de venda comercial dos ativos.
Entre essas coisas citamos mais algumas que também ajudam:
Conservar energia
Transporte colectivo
Utilização do metrô
Utilizar fontes de energia menos poluentes
Purificação dos escapamentos dos veículos
Utilizar combustíveis com baixo teor de enxofre.

Puluição e Capitalismo Selvagem

8054 – Abra o Guarda-Chuva – Chuva de meteoros nesta madrugada


Prepare seu telescópio, (guarda-chuva, não) pois a madrugada desta segunda-feira (22 abril de 2013) promete ser agitada no céu brasileiro.
De acordo com o Observatório Nacional, instituto de pesquisa do país que trabalha nas áreas de astronomia, geofísica e meteorologia, uma chuva de meteoros está prevista para acontecer nesta madrugada, fenômeno que poderá ser melhor visualizado, até mesmo sem o auxílio de equipamentos, por quem estiver nas regiões Norte e Nordeste.
Essa chuva de meteoros é chamada de Liríadas, pois irradia da constelação de Lira. De acordo com o Observatório Nacional, este fenômeno deve ocorrer até o próximo dia 25, no entanto, atinge seu ápice nesta segunda.
Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcialmente ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente conhecido como “estrela cadente”.
O Observatório Nacional explica que uma chuva de meteoros acontece quando a Terra cruza a órbita de algum cometa, fazendo com que pequenos fragmentos deste corpo celeste saiam de sua rota já traçada e penetrem a atmosfera terrestre.
No caso das Liríadas, o fluxo de entrada de fragmentos é de 10 a 20 meteoros por hora, quantidade que pode chegar até cem por hora.

7989 – Astrofísica – O Enigma dos Raios Cósmicos


Já se sabe desde a década de 30 que a atmosfera terrestre é constantemente bombardeada do espaço por partículas atômicas com imensa energia. Muitas delas são prótons e elétrons ejetados pelo Sol, mas a maior parte tem origem ainda desconhecida. Sabe-se apenas que, ao colidir com os átomos do ar, no topo da atmosfera, essas partículas geram centenas e às vezes milhares de outras – jogando um chuveiro de estilhaços sobre a superfície da Terra. Todas essas novas partículas brotam da energia do minibólido que vem do espaço. O que acontece é uma demonstração eloqüente da fórmula mais famosa de Einstein, segundo a qual energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. Ou seja, a energia do bólido se transforma na massa de outros bólidos.
Na década de 60, descobriu-se que alguns raios têm 10 trilhões de vezes mais energia do que a média. Tanto que o chuveiro de estilhaços de uma única partícula, quando chega ao solo, se espalha por uma superfície de mais de 10 quilômetros quadrados. Para analisá-las um grupo de astrônomos liderados pelo americano James Cronin, da Universidade de Chicago, começou a construir um observatório gigante nos Andes argentinos, 1 500 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires. Seus detectores serão distribuídos por uma área de 3 000 quilômetros quadrados – seis vezes maior que a de um pequeno país como Granada, no Caribe. Com isso se pretende descobrir a natureza exata e a origem dos super-raios cósmicos.

Os jatos de luz não são OVNIs
Robert Roussel-Dupré, do Laboratório Nacional de Los Alamos, Estados Unidos, tem uma nova explicação para os enigmáticos jatos luminosos observados por astronautas e pilotos de avião. Segundo o cientista, tudo é causado por saraivadas de raios cósmicos sobre regiões de temporal carregadas de eletricidade. Raios cósmicos são partículas minúsculas que entram na atmosfera terrestre, quase à velocidade da luz. Segundo Roussel-Dupré, o fenômeno explica outro mistério: como surgem as ondas de rádio e raios gama, a mais violenta forma de radiação, que sobem dessas regiões para o espaço.

7634 – Mega de ☻lho no Asteróide – Um de 45 m de diâmetro passa ‘de raspão’ hoje pela Terra


Os maias quase acertaram!
Viajando a 28.100 km/h, um asteroide com 45 metros de diâmetro passa hoje de raspão pela Terra. Em sua aproximação máxima, ele estará mais perto de nós que os satélites usados para telecomunicações. Mas não há risco de colisão.
Descoberto no ano passado, o pedregulho batizado de 2012 DA14 é o último –e mais contundente– dos alertas de que asteroides oferecem risco real ao futuro da civilização (deixando no chinelo crises hipotecárias americanas).
Em seu sobrevoo da Terra, ele passará a apenas 27.680 km da ilha de Sumatra, na Indonésia, às 17h24 (de Brasília). Apesar da proximidade, ele é tão discreto que não poderá ser visto a olho nu.
No Brasil, à luz do dia, nem com a ajuda de instrumentos será possível vê-lo.
Nunca um asteroide desse porte –capaz de causar estragos– foi monitorado passando tão perto da Terra. Isso dará aos astrônomos uma oportunidade única de estudá-lo.
Para esse fim, o principal instrumento é o radar, que permite um mapeamento de sua superfície durante a fase de maior aproximação do objeto, que tem a largura de meio campo de futebol.

Evento Tunguska
Embora asteroides com esse tamanho sejam incapazes de provocar extinção em nível planetário (o bólido que matou os dinossauros 65 milhões de anos atrás tinha cerca de 10 km de diâmetro), o estrago em caso de colisão pode ser grande.
Um exemplo disso foi o episódio ocorrido em Tunguska, na Sibéria, em 1908. Um fenômeno equivalente à detonação de uma arma nuclear na atmosfera provocou uma onda de choque que achatou 2.000 km2 de floresta.
Acredita-se hoje que tenha sido um asteroide de cerca de 60 metros de diâmetro, que nem chegou a colidir com o chão, mas se quebrou no atrito com a atmosfera terrestre.
Caso o 2012 DA14 estivesse destinado a trombar com o planeta, faria estrago similar. Se a colisão ocorresse numa região habitada, seria uma catástrofe sem precedentes. Mesmo caindo no oceano, seria um problema.
“Nesse caso, só correr para as montanhas”, afirma Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos. Seria a única maneira de fugir do tsunami resultante.
Com sorte, no caso do 2012 DA14, como o objeto foi descoberto há um ano, caso houvesse perigo de colisão, daria para tentar evacuar as regiões ameaçadas. “Mas imagine o caos”, diz Barbosa.
Pesquisadores da Nasa estimam que uma colisão desse tipo aconteça em média a cada 1.200 anos. Como a última foi há pouco mais de cem anos, o risco de outra tão já é baixo. Mas não dá para descartar.
O mais interessante, contudo, é que uma aproximação desse tipo, sem pancada, é bem mais comum –uma a cada 40 anos.
Por isso as empresas que ultimamente andaram revelando seus planos de mineração de asteroides ficaram especialmente animadas com essa passagem.
A companhia Deep Space Industries estimou o valor do pedregulho 2012 DA14 em cerca de US$ 195 bilhões, contando metais preciosos e água (que vale pouco na Terra, mas muito no espaço).
O único problema é que esse asteroide em particular está numa trajetória que dificultaria sua “perseguição” por naves mineradoras.
“Embora o visitante desta semana não esteja na direção certa para que o exploremos, haverá outros que estarão, e queremos estar prontos quando eles chegarem”, disse, em comunicado, Rick Tumlinson, chefe do conselho da empresa.

asteróide

7629 – Atmosfera – A Neblina


Toda vez que o vapor d’água é submetido a um resfriamento, ele tende a se condensar, formando uma névoa parecida com uma nuvem. Quando essa névoa fica próxima ao solo, é chamada de neblina. O mesmo fenômeno é fácil de observar em automóveis durante o inverno, quando a temperatura dentro do carro fica mais quente do que fora. Nesses casos, os vidros – por estarem em contato com o frio externo – permanecem gelados. Quando as gotículas de vapor, suspensas no interior do veículo, entram em contato com o pára-brisa, elas se condensam, deixando-o embaçado. Existem, na natureza, diversas maneiras deformar neblina, dependendo em grande parte da topografia (o relevo do terreno) e da distância das fontes de umidade: rios, lagos e oceanos.
Assim, é muito comum aparecerem nevoeiros noturnos em regiões fluviais: basta esfriar um pouco para que a umidade resultante da evaporação do rio se resfrie e surja a névoa.
Evaporação e condensação dão origem às névoas
A neblina é mais comum onde há rios e lagos. Durante o dia, a água evapora e parte do vapor fica perto da superfície
A evaporação do mar causa neblina: o vapor sobe a serra e se condensa com o resfriamento provocado pela elevação de altitude
À noite, ou na presença de frentes frias, a temperatura cai e a água condensa, formando a nebulosidade.

7440 – Astrofísica – Terra em Perigo


Só a distância imensa que separa a Terra das áreas mais turbulentas do Cosmo nos protege de entrar de cabeça nesta verdadeira roleta russa sideral em que astros nascem e morrem a cada minuto, de modo violento.
Em 1998, por exemplo, a atmosfera terrestre foi chamuscada pela explosão de uma estrela situada a 200 quatrilhões de quilômetros – distância um bilhão de vezes maior do que a que nos separa do Sol.
A simples queda de um cometa fortuito deu fim aos dinossauros, há 65 milhões de anos. Eis a medida da nossa fragilidade.
De todas as possíveis catástrofes cósmicas, a mais temida é a colisão da Terra com um asteróide ou cometa gigante. O impacto de um cometa com 12 quilômetros de diâmetro, como aquele que acabou com os dinossauros há 65 milhões de anos, causaria uma explosão igual à de 100 milhões de megatons de TNT – 10 000 vezes mais forte que o disparo de todas as armas nucleares estocadas no planeta. Mas o trajeto dos asteróides pode ser calculado, e, se houver risco de um deles cair aqui, poderá ser desviado com a ajuda de bombas atômicas.
O Sol, geralmente tranqüilo e inofensivo, também pode ter ataques desagradáveis de mau humor e afetar a Terra. Pesquisas recentes do astrofísico americano John Jirikowic, da Universidade do Arizona, mostram que, de tempos em tempos, o Sol sofre de instabilidade aguda e pode esfriar ou esquentar em excesso. Nesses períodos, lança um número recorde de labaredas para o espaço. Agora mesmo, o Sol está mais agitado do que o normal, mas as labaredas, até onde se pode prever, são relativamente suaves. No máximo, vão queimar alguns circuitos eletrônicos dos satélites.
Enquanto tentam entender a nossa estrela, os astrofísicos olham para longe do Sistema Solar. Certos de que sabiam tudo sobre a violência cósmica, eles foram surpreendidos, em 1995, por explosões 100 vezes maiores do que qualquer outra registrada até então.
Enquanto tentam entender a nossa estrela, os astrofísicos olham para longe do Sistema Solar. Certos de que sabiam tudo sobre a violência cósmica, eles foram surpreendidos, em 1995, por explosões 100 vezes maiores do que qualquer outra registrada até então.
Recentemente, a Nasa registrou a maior labareda solar dos últimos dez anos. Feita de gases tórridos e eletrificados, a língua de fogo provocou tempestades magnéticas na atmosfera terrestre, mas não causou danos na superfície.
O cometa S4-Linear deu um show assustador ao passar pelo Sol: como é feito parcialmente de gelo, parte da sua massa derreteu e dividiu-se em pedaços menores. Não há risco para a Terra porque os estilhaços estão voando para longe daqui.

7119 – Ecologia – Inimigos do Ozônio


A história dos CFCs, a sigla que tornou conhecidos no mundo leigo os clorofluorcarbonos, os gases devoradores de ozônio na alta atmosfera, pode ter, quem diria, um final feliz. Usados em refrigeração, equipamentos de ar condicionado, aerossóis, na fabricação de espumas plásticas para embalagens, na limpeza de circuitos eletrônicos e até para fazer neve artificial em estações de esqui, os CFCs eram tidos como uma daquelas maravilhas tecnológicas de mil e uma utilidades e virtualmente nenhuma contra-indicação. Sem cor nem cheiro, não reativos nem tóxicos, não inflamáveis e ainda por cima de baixo custo, os CFCs ajudaram a popularizar os refrigeradores domésticos, nos quais circulam dentro das serpentinas que envolvem o congelador.Bom demais para ser verdade: há dezessete anos pesquisadores da Universidade da Califórnia verificaram pela primeira vez em laboratório que esses compostos químicos inventados no final da década de 20 formados, como o nome indica, por cloro, flúor e carbono, têm a nefasta propriedade de corroer a camada de ozônio que se concentra cerca de 30 000 metros acima da superfície terrestre. Poluente na troposfera, isto é, do rés-do-chão até 15 000 metros, inimigo das plantas e um dos responsáveis pelo efeito estufa, na estratosfera o ozônio funciona como um colossal filtro que defende o planeta dos raios ultravioleta do Sol, capazes de provocar câncer de pele, destruir microorganismos marinhos e reduzir o aproveitamento das culturas agrícolas. Calcula-se que esse escudo protetor já está 5% menor (e diminuindo mais depressa do que se imaginava) por culpa dos CFCs, um gênero químico que inclui cerca de vinte espécies.
A descoberta, em meados dos anos 80, de que uma verdadeira devastação no ozônio sobre a Antártida vinha ocorrendo ciclicamente, a cada primavera, abrindo ali o que se convencionou chamar “buraco”, um deserto de ozônio do tamanho dos Estados Unidos, foi o que faltava para que se desencadeasse uma ação internacional inédita no combate a desastres ecológicos. Em 1989, mais de cinqüenta países comprometeram-se pelo Protocolo de Montreal, coordenado pela ONU, a ir aposentando o CFC delinqüente até o ano 2000 para as nações industrializadas, até 2010 para as demais.Começou então uma corrida contra o relógio em busca de um gás inofensivo que possa substituir os clorofluorcarbonos na indústria com um mínimo de transtornos nos processos de produção, bem como no modo de operar e no design dos produtos que o empregam. Essa corrida mobiliza centenas de pesquisadores e uma respeitável camada de dólares.
O malfeitor condenado à morte é o cloro. Na alta atmosfera, uma série de reações químicas, desencadeadas pelas peculiares condições ambientais daquelas lonjuras, liberam o cloro que até lá permanece por assim dizer trancafiado dentro do composto. A radiação solar fornece energia suficiente para romper a molécula de CFC e soltar o cloro. Este reage então com o ozônio, um gás azulado de cheiro forte, cuja molécula é formada por três átomos de oxigênio (O3). Dessa mistura resulta um ozônio empobrecido, com dois átomos de oxigênio (O2), incapaz de bloquear o excesso de raios ultravioleta.

6997 – Planeta Terra – A Atmosfera


A camada gasosa que envolve o nosso planeta.
Os gases são atraídos pela gravidade do corpo e são retidos por um longo período de tempo se a gravidade for alta e a temperatura da atmosfera for baixa. Alguns planetas consistem principalmente de vários gases e portanto têm atmosferas muito profundas (um exemplo seria os planetas gasosos).
O termo atmosfera estelar é usada para designar as regiões externas de uma estrela e normalmente inclui a porção entre a fotosfera opaca e o começo do espaço sideral. Estrelas com temperaturas relativamente baixas podem formar compostos moleculares em suas atmosferas externas. A atmosfera terrestre protege os organismos vivos dos raios ultravioleta e também serve como um estoque, fazendo com que o gás oxigênio não escape.
A gravidade de superfície, a força que segura uma atmosfera, difere significativamente conforme o planeta. Por exemplo, a imensa força gravitacional de Júpiter é capaz de reter gases leves tais como o hidrogênio e o hélio, na sua atmosfera, que normalmente escapam de objetos com pouca força gravitacional. A distância entre um corpo celestial e sua estrela mais próxima determina a disponibilidade de energia ao gás atmosférico ao ponto onde o movimento térmico excede a velocidade de escape do planeta, a velocidade no qual as moléculas de gás supera a ação da força gravitacional. Assim, o distante Titã, Tritão e Plutão são capazes de reter suas atmosferas apesar da fraca força gravitacional. Exoplanetas, teoricamente, também podem reter tênues atmosferas.
A composição inicial da atmosfera de um corpo geralmente reflete a composição e a temperatura da nebulosa solar local durante a formação planetária e o subsequente escape dos gases interiores. Estas atmosferas originais sofrem uma evolução com o decorrer do tempo, sendo que a variedade dos planetas se reflete em muitas atmosferas diferentes.
Por exemplo, as atmosferas de Vênus e Marte são compostas primariamente de dióxido de carbono, com pequenas quantidades de nitrogênio, argônio e oxigênio, além de traços de outros gases.
A composição atmosférica terrestre reflete as atividades dos seres vivos. As baixas temperaturas e a alta gravidade dos planetas gasosos permitem a eles reter gases com baixas massas moleculares. Portanto, estes contêm hidrogênio e hélio e subsequentes compostos, formados pelos dois. Titã e Tritão, satélites de Saturno e Netuno, respectivamente, apresentam composições atmosféricas não desprezíveis, primariamente constituídas de nitrogênio. Plutão também apresenta uma atmosfera semelhante, mas esta se congela quanto o planeta-anão se afasta do Sol.

A atmosfera terrestre consiste, da superfície até o espaço, da troposfera, da estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera. Cada uma destas camadas apresentam gradiente adiabático saturado, definindo as mudanças de temperatura conforme a altura. A nossa atmosfera também protege a vida na Terra impedindo que os nocivos raios ultravioletas do Sol cheguem diretamente ao planeta.
Do ponto de vista de um geólogo planetário, a atmosfera é um agente evolucionário essencial na morfologia de um planeta. O vento transporta poeira e outras partículas que degradam a superfície (erosão eólica). Precipitações atmosféricas, tais como a queda de gelo (neve, granizo, etc.) e chuva, que dependem da composição atmosférica, também influenciam o relevo. Mudanças climáticas podem influenciar a história geológica de um planeta. De modo oposto, o estudo da superfície de um planeta, principalmente a Terra, pode levar a um entendimento sobre a história da atmosfera e do clima no planeta.
Para um meteorologista, a composição da atmosfera determina o clima e suas variações.
Para um biólogo a composição atmosférica mantém uma íntima relação com o aparecimento da vida e de sua evolução.

6565 – Astrofísica – Os Raios Cósmicos


Raios Cósmicos, de onde eles vêm?

Originários do espaço interestelar, os raios cósmicos fornecem aos cientistas informações importantes sobre as condições físicas do sistema solar e do universo.
Raios cósmicos são partículas energéticas que se deslocam a velocidades próximas à da luz e invadem a atmosfera terrestre, vindas do espaço interestelar. Existem dois tipos básicos de raios cósmicos: primários e secundários. Os raios cósmicos primários são formados principalmente de prótons (núcleos de hidrogênio) e partículas alfa (núcleos de hélio), além de núcleos de elementos pesados e alguns elétrons. Embora se saiba que alguns raios cósmicos primários têm origem no Sol, um eficiente acelerador, a maioria provém de fontes distantes da Terra (possivelmente de violentas explosões de estrelas, as supernovas), e as de maior energia, do espaço exterior à Via Láctea. Ainda se desconhece, no entanto, o modo como essas partículas ganham energia.
Ao penetrarem na atmosfera terrestre, os raios cósmicos primários colidem com núcleos de oxigênio e nitrogênio e produzem raios cósmicos secundários, compostos de partículas subatômicas, como elétrons, pósitrons, mésons e neutrinos, além de minúsculos “pacotes” de energia eletromagnética chamados fótons. Os raios cósmicos secundários altamente energéticos podem interagir com outros núcleos na atmosfera e gerar mais raios secundários, num efeito conhecido como chuveiro.
Depois que Victor Francis Hess esclareceu, em 1912, que a radiação cósmica provinha do espaço extraterrestre, a busca de uma origem para essa radiação passou a ser a principal questão a ser respondida. Inicialmente, procuraram-se fontes discretas, isto é, bem localizadas e singularizadas no espaço, tal como estrelas, quasares e supernovas (que são fontes de radiação visível), além das emissões de rádio e de raios X.
Inicialmente, os astrônomos acreditavam que todos os raios cósmicos, com exceção daqueles mais energéticos, eram produzidos por explosões de supernovas. A hipótese foi posta em dúvida, porém, por trabalhos posteriores, que questionaram se as partículas poderiam realmente ser aceleradas para atingir tão altas energias unicamente a partir da explosão de uma supernova. Questionou-se também se essas partículas, ainda que aceleradas, conseguiriam se propagar através do meio interestelar para pontos muito distantes da explosão original — objeção válida também para outras possíveis fontes, como os pulsares. Após exaustivas pesquisas, a resposta aceita pela comunidade científica na última década do século XX era a de que não existem fontes discretas de raios cósmicos, exceto o Sol, que contribui ocasionalmente, quer modulando, quer injetando partículas que atingem a Terra.
Após a aceleração, os raios cósmicos se fragmentam em interações com o hidrogênio interestelar. Entre os fragmentos estão núcleos radioativos que permitem determinar que algumas das partículas menos energéticas levam até dez milhões de anos para viajarem de suas fontes até a Terra. A potência dessas fontes pode ser estimada a partir da idade das partículas, sua densidade energética e o volume de espaço no qual estiveram confinadas. Presumindo que esse volume seja nossa galáxia, a Via Láctea, então a energia da fonte de raios cósmicos é comparável à que é produzida por grandes explosões de estrelas, as supernovas. Os raios cósmicos podem ser, no entanto, acelerados por ondas de choque geradas subseqüentemente, no meio interestelar, pela explosão da supernova, e não acelerados pela própria explosão.

O estudo de raios cósmicos começou como uma busca de conhecimento a respeito do universo e de suas origens. A pesquisa, no entanto, levou a descobertas de interesse para outras áreas do conhecimento e chegou a gerar preocupação quanto aos efeitos da radiação cósmica sobre os seres vivos.
Além disso, as altas energias dos raios cósmicos fazem deles um instrumento para o estudo do interior do núcleo atômico e da estrutura das partículas subatômicas. Numa fase anterior à invenção dos aceleradores de partículas, as experiências com raios cósmicos secundários permitiram aos cientistas descobrir muitos tipos de partículas elementares.
Graças ao estudo dos raios secundários, foi possível obter as primeiras evidências da criação de pares de pósitrons e elétrons e ilustrar de várias maneiras o princípio da equivalência entre massa e energia proposto por Einstein. Além disso, as colisões nucleares dos raios cósmicos na atmosfera terrestre deixa em seu rastro um número substancial de átomos radioativos — não o bastante para modificarem de forma significativa a radioatividade natural terrestre, mas suficiente para fornecer uma fonte constante de elementos traçadores, que podem ser utilizados no estudo de vários processos de circulação, mistura e separação que ocorrem na Terra.
A primeira aplicação desses elementos traçadores foi descoberta em 1947 pelo químico americano Willard Libby e seus colaboradores, que utilizaram o isótopo radioativo mais abundante produzido pela radiação cósmica, o carbono 14, para fins de datação arqueológica e geológica.

6101 – Projeto científico ou arma secreta? O que é o Projeto Haarp


O projeto High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) (em português: Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência) é uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alasca com o propósito oficial de “entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância”.
Iniciou-se em 1993 para uma série de experimentos durante vinte anos. É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico com o objetivo de aperfeiçoar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.
Existem especulações de que o projeto HAARP seria uma arma dos Estados Unidos, capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes. Em 1999, o Parlamento Europeu emitiu uma resolução onde afirmava que o Projeto HAARP manipulava o meio ambiente com fins militares, pleiteando uma avaliação do projeto por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA), o órgão da União Europeia responsável por estudo e avaliação de novas tecnologias. Em 2002, o Parlamento Russo apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alega que o Projeto HAARP é uma nova “arma geofísica”, capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre.

O lugar onde se situa HAARP fica próximo de Gakona, Alasca (lat. 62°23’36” N, long 145°08’03” W), a oeste do Parque Nacional Wrangell-San Elias. Depois de realizar um relatório sobre o impacto ambiental, permitiu-se estabelecer ali uma rede de 180 antenas. O HAARP foi construído no mesmo lugar onde se encontravam algumas instalações de radares, as quais abrigam agora o centro do controle do HAARP, uma cozinha e vários escritórios. Outras estruturas menores abrigam diversos instrumentos. O principal componente de HAARP é o Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI), um aquecedor ionosférico. Trata-se de um sistema transmissor de alta frequência (HF) utilizado para modificar temporariamente a ionosfera. O estudo destes dados contribui com informações importantes para entender os processos naturais que se produzem nela.
Durante o processo de investigação ionosférica, o sinal gerado pelo transmissor envia-se ao campo de antenas, as quais a transmitem para o céu. A uma altitude entre 100 e 350 km, o sinal absorve-se parcialmente, concentrando-se numa massa a centenas de metros de altura e várias dezenas de quilômetros de diâmetro sobre o lugar. A intensidade do sinal de alta frequência na ionosfera é de menos de 3 µW/cm2, dezenas de milhares de vezes menor que a radiação eletromagnética natural que chega à Terra procedente do Sol, e centenas de vezes menor que as alterações aleatórias da energia ultravioleta (UV) que mantém a ionosfera. No entanto, os efeitos produzidos pelo HAARP podem ser observados com os instrumentos científicos das instalações mencionadas, e a informação que se obtém é útil para entender a dinâmica do plasma e os processos de interacção entre a Terra e o Sol.

O HAARP pode transmitir numa onda de freqüências entre 2,8 e 10 MHz. Esta intensidade está acima das emissões de rádio AM e por embaixo das freqüências livres. Não obstante, HAARP tem permissões para transmitir unicamente em certas frequências. Quando o emissor está transmitindo, a largura de banda do sinal transmitido é de 100 kHz ou menos. Pode transmitir de forma contínua ou em pulsos de 100 microssegundos. A transmissão contínua é útil para a modificação ionosférica, enquanto a de pulsos serve para usar as instalações como um radar. Os cientistas podem fazer experimentos utilizando ambos métodos, modificando a ionosfera durante um tempo predeterminado e depois medindo a atenuação dos efeitos com as transmissões de pulsos.
O projeto começou a funcionar oficialmente com transmissão de 3.6 MW no verão de 2007, emitindo uma Energia de Radiação Efetiva de 5.1 Gigawatts ou 97.1 dBW de saída. Entretanto, normalmente o complexo opera em uma fração daquele valor devido ao baixo ganho da antena em frequências de operação padrão.
O Parlamento Europeu, em resolução de 28 de janeiro de 1999 versando sobre meio-ambiente, segurança e política externa, assinalava que o Projeto HAARP manipulava o meio-ambiente com fins militares e solicitava que o mesmo fosse objeto de avaliação por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA) sobre as possíveis consequências de seu uso para o meio-ambiente regional, mundial e para a saúde pública em geral. A mesma resolução do Parlamento Europeu pedia a organização de uma convenção internacional com vistas à proibição em escala global do desenvolvimento ou utilização de quaisquer armas que possam permitir a manipulação de seres-humanos.
O HAARP é o protagonista de diversas teorias conspiratórias, nas quais são atribuídos motivos ocultos e capacidades ao projeto. Algumas destas capacidades incluem controle climático e geológico, mapeamento de imagens subterrâneas e controle mental. O jornalista Sharon Weinberger chamou o projeto HAARP de “a Moby Dick das teorias da conspiração” e disse que a popularidade das teorias da conspiração muitas vezes ofusca os benefícios que o projeto HAARP pode trazer para a comunidade científica.

5806 – Mega Notícias Astronomia – Madrugada com chuva de meteoros


Chuva de meteoros, madrugada de 21 para 22 de abril de 2012

Se você estiver sem sono e as condições meteorológicas permitirem a madrugada de sábado para domingo deve ter um bonito espetáculo no céu. Será o ápice da chamada chuva de meteoros Lirídeas, que deve ter até 20 desses corpos aparecendo por hora.
Conhecido também como estrela cadente, esse fenômeno acontece quando fragmentos de poeira entram em contato com a atmosfera terrestre. O encontro acaba produzindo uma faixa de luz, cuja intensidade pode variar.
A distribuição dessas partículas não é uniforme e, vez por outra, nosso planeta passa por regiões onde há maiores concentrações, oriundas de asteroides e cometas.
Como o próprio nome sugere, o fenômeno desta madrugada acontece na constelação de Lira. Para localizá-la no céu, o ideal é encontrar a estrela Vega, que é a mais brilhante.
Embora o espetáculo seja visível durante boa parte da noite, deve ficar mais fácil de identificá-lo já no fim da madrugada, quando a constelação estará alta no céu.
“Vale lembrar que, para ver bem a chuva de meteoros, é preciso estar num lugar escuro. As luzes da cidade atrapalham a visualização”, explica o astrofísico Gustavo Rojas.