7559 – Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a mineração de asteroides


explorA asteróide

A Deep Space Industries, empresa americana focada na mineração espacial, anunciou que vai lançar, a partir de 2015, pequenas sondas espaciais para explorar os minerais e outros recursos encontrados nos asteroides em nosso Sistema Solar situados entre as órbitas de Marte e Júpiter.
A empresa acredita que os humanos estão prontos para começar a colher recursos do espaço para o uso no espaço em missões espaciais e para aumentar a riqueza e prosperidade das pessoas na Terra.
Por tanto sua missão é localizar, explorar, coletar e utilizar o vasto número de asteroides presentes do cinturão de asteroides do Sistema Solar.
A estratégia da Deep Space Industries é ser práticos e criativos, dando passos pequenos mas contínuos. As sondas exploratórias que eles devem enviar serão econômicas e criadas com elementos em miniatura de satélites existentes.
Elas vão ser enviadas ao espaço a um preço acessível, pegando carona em lançadores de missões maiores usados para transportar astronautas ou grandes satélites de comunicação.
Com esses planos a Deep Space Industries está começando a buscar investidores e clientes para suas atuações. E também está trabalhando junto à Nasa e outras entidades para descobrir os primeiros asteroides mais promissores para a exploração de minerais.
Os planos deles são lançar sondas pequenas de até 25 kg em 2015 e a partir de 2016 enviar sondar mais pesadas de 32 kg capazes de contatar os asteroides e iniciar a análise no local.
A recém-lançada Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a prospecção e exploração de minerais presentes em asteroides. A primeira foi a Planetary Resources, criada em abril de 2012 pelo presidente da Google, Larry Page, e pelo cineasta James Cameron.

7529 – Golpe de Mestre – Por que as pirâmides não dão certo?


Um esquema em pirâmide é um modelo comercial previsivelmente não-sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas para o esquema, a níveis insustentáveis.
Nos Estados Unidos, o Federal Trade Commission dá dicas para identificar aqueles que parecem ser esquemas em pirâmide. Esquemas em pirâmide existem há pelo menos um século.
O esquema de pirâmide pode ser mascarado com o nome de outros modelos comerciais que fazem vendas cruzadas tais como o marketing multinível (MMN), que são legais e sustentáveis. A maioria dos esquemas em pirâmide tira vantagem da confusão entre negócios autênticos e golpes complicados, mas convincentes, para fazer dinheiro fácil. A ideia básica por trás do golpe é que o indivíduo faz um único pagamento, mas recebe a promessa de que, de alguma forma, irá receber benefícios exponenciais de outras pessoas como recompensa. Um exemplo comum pode ser a oferta de que, por uma comissão, a vítima poderá fazer a mesma oferta a outras pessoas. Cada venda inclui uma comissão para o vendedor original.
Em geral são fraudulentas. Uma pirâmide financeira, que também pode ser confundida com marketing de rede (apesar de existirem produtos sérios nesse ramo), é um esquema onde você investe um determinado valor para entrar na pirâmide, beneficiando quem já está nela, e receberá uma parte dos futuros integrantes dessa pirâmide, que forem convidados por você.
Em estruturas mais elaboradas, você adquire um produto (que podem ser produtos para emagrecer, cartões de crédito, alimentos) de algum membro dessa estrutura (que fica com uma parte do valor) e está apto a participar do negócio.
Caso você convença outras pessoas a entrar nesse negócio, você ganhará um percentual sobre as aquisições delas. Até existem empresas sérias nesse setor, mas a maioria – o que mancha a imagem e deixa muitas pessoas com pé atrás – é fraudulenta e insustentável.

Um golpe bilionário
E foi justamente isso que o fundo de investimento do Madoff fazia: prometia retornos sobre o investimento bem lucrativo para os padrões americanos (algo em torno de 10% ao ano), mas, na verdade, ele repassava um retorno financeiro aos clientes mais antigos através da entrada de recursos dos clientes mais recentes.
Obviamente isso tudo acontecia sem o conhecimento dos integrantes do fundo. Vale ressaltar que, além de várias pessoas físicas, faziam parte do fundo bancos como o japonês Nomura, o francês BNP Paribas, o HSBC, o Royal Bank of Scotland e os espanhóis Santander e BBVA. Mas por qual motivo esse fundo fez tanto sucesso e atraiu bancos de renome internacional?
Ele foi nada menos do que o presidente da Nasdaq, bolsa americana de tecnologia.
Madoff, de 70 anos, era tão respeitado em Wall Street que a SEC (Securities and Exchange Commission, a autoridade de regulação dos mercados americano) o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava freqüentemente seus conselhos, segundo o “Wall Street Journal”.
O SIPC (Securities Investor Protection Corporation), o organismo encarregado de proteger os interesses dos investidores, destacou que o volume da fraude e a situação das contas da empresa de Madoff tornam o caso particularmente difícil.
A entidade advertiu nesta segunda-feira os investidores para que não tenham ilusões quanto a recuperar seu dinheiro.

Como identificar golpes
A característica distintiva destes esquemas é que o produto vendido tem pouco ou nenhum valor intrínseco ou é vendido por um preço fora da realidade do seu valor de mercado. Entre os exemplos, “produtos” tais como brochuras, fitas cassete ou sistemas que meramente explicam ao comprador como arregimentar novos membros, ou a compra de listas de nomes e endereços de possíveis candidatos. O custo destes “produtos” pode chegar a centenas ou milhares de dólares. Uma versão comum na Internet envolve a venda de documentos intitulados “How to make $1 million on the Internet” (“Como ganhar US$ 1 milhão na Internet”) e coisas do gênero. Outro exemplo é um produto (como um modem dial-up que pretensamente usa alta velocidade e/ou Voip), vendido por um valor acima do preço médio de mercado para produto igual ou similar, em qualquer parte. O resultado é que somente uma pessoa envolvida com o esquema seria capaz de comprá-lo e o único modo de fazer dinheiro é recrutar mais e mais pessoas, que também pagarão mais do que deveriam. Este valor adicional pago é então usado para embasar o esquema da pirâmide. Efetivamente, o esquema é bancado muito mais pelas compras superfaturadas dos novos associados do que pela “taxa de adesão” inicial.
Os principais identificadores de um esquema em pirâmide incluem:
Vendas efetuadas num tom exagerado (e algumas vezes incluem brindes e promoções).
Pouca ou nenhuma informação dada sobre a empresa (a menos que se queira comprar os produtos e tornar-se um participante).
Promessas vagamente enunciadas sobre rendimentos potencialmente ilimitados.
Nenhum produto real ou um produto que é vendido por um preço ridiculamente acima do seu real valor de mercado. A descrição do produto feita pela empresa é bastante vaga.
Um fluxo de renda que depende prioritariamente da comissão recebida pelo recrutamento de novos associados ou produtos adquiridos para uso próprio, em vez de vendas para consumidores que não são participantes do esquema.
A tendência de que só os inventores/primeiros associados tenham alguma renda real.
Garantias de que é perfeitamente legal participar.
A principal distinção entre estes esquemas e negócios legítimos de MMN é que no segundo caso, uma renda palpável pode ser obtida somente das vendas de produtos ou serviços associados aos consumidores que não estão associados ao esquema. Embora alguns destes negócios de MMN também ofereçam comissões pelo recrutamento de novos membros, isto não é essencial para a operação bem-sucedida do negócio por qualquer membro individual. Nem a ausência de pagamento pelo recrutamento de novos membros significa que um MMN não é a fachada para um esquema em pirâmide. A característica primordial é se o dinheiro vem basicamente dos próprios participantes (esquema em pirâmide) no caso de produto.