11.018 – Auto Ajuda – Maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida


Todos nós experimentamos picos emocionais ao longo de nossas vidas – com uma promoção no trabalho, no dia do nosso casamento, com o nascimento de um filho etc. Mas esses momentos produzem sentimentos temporários de euforia, e especialistas dizem que não são suficientes para alcançar a verdadeira felicidade.
A felicidade não é apenas um estado emocional. Décadas de pesquisa provam que é algo muito mais profundo. Na verdade, a ciência mostra que as pessoas felizes vivem vidas mais longas e saudáveis.
A boa notícia é que possível ser feliz tomando pequenas atitudes, independentemente do nosso meio ambiente ou genética.
Confira sete maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida:

Seja positivo

Um estudo da Universidade de Harvard (EUA) descobriu que os otimistas não só são mais felizes, como são 50% menos propensos a ter doença cardíaca, um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.
A conclusão é que manter uma perspectiva positiva oferece proteção contra doenças cardiovasculares. Já os pessimistas têm níveis mais baixos de felicidade em comparação com os otimistas e têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde à medida que envelhecem.
Aprenda com as pessoas que já são felizes
A Dinamarca vira e mexe ganha o primeiro lugar em qualquer índice que mede o bem-estar e a felicidade dos países de todo o mundo. O que faz dessa a nação a mais feliz do mundo?
Claro, coisas como a expectativa de vida, produto interno bruto e baixa corrupção ajudam – e muito. Mas o nível geral de felicidade na Dinamarca tem mais a ver com a generosidade que é comum entre os cidadãos, a liberdade que eles têm para fazer escolhas de vida e um sistema de apoio social forte, de acordo com a Organização das Nações Unidas.
Trabalhe menos

Os dinamarqueses parecem ter um grande equilíbrio entre vida e trabalho, o que aumenta seu nível de felicidade. Simplificando: eles não trabalham em excesso. Na verdade, a semana de trabalho média na Dinamarca é de 33 horas – apenas 2% dos dinamarqueses trabalham mais de 40 horas por semana.
Quase 80% das mães na Dinamarca voltam ao trabalho depois de ter um filho, mas equilibram o seu tempo livre entre a família, amigos e programas na sua comunidade.
Concentre-se em experiências

Dinamarqueses também dão menos atenção a dispositivos eletrônicos e coisas, e mais atenção para a construção de memórias. Estudos mostram que pessoas que se concentram em experiências ao invés de se focar em “ter coisas” têm níveis mais elevados de satisfação, mesmo muito tempo depois que a experiência passou.
Comprar muitas vezes leva a dívidas, para não mencionar o tempo e o estresse associado com a manutenção de todos os dispositivos, carros, propriedades, roupas, etc.
Os pesquisadores dizem que quando as pessoas se concentram em experiências, elas sentem uma maior sensação de vitalidade ou “de estar vivo” tanto durante o momento quanto depois.
As experiências também unem mais as pessoas, o que pode contribuir para a sua felicidade.
Construa uma rede social
Ao simplesmente ser social, você poderia viver mais tempo. A pesquisa mostra que um sistema de apoio social forte pode aumentar nossa expectativa de vida.
Os telômeros são as pequenas tampas em nossos cromossomos do DNA que indicam a nossa idade celular. De acordo com especialistas, não ter amigos pode ser igual a telômeros mais curtos e, por sua vez, uma vida mais curta.
Outros estudos mostraram que a solidão leva a maiores taxas de depressão, problemas de saúde e estresse. Ou seja, vale a pena ter pelo menos um amigo próximo para aumentar seu nível de felicidade e saúde.
Se voluntarie
Pessoas que se voluntariam são mais felizes, concluíram dezenas de estudos. A ONU credita o voluntariado como uma das razões para a Dinamarca ser o país mais feliz do mundo – 43% dos dinamarqueses regularmente doam seu tempo para boas ações em sua comunidade.
A alegria de ajudar os outros começa cedo. Um estudo de 2012 descobriu que crianças preferem dar do que receber. Os pesquisadores deram a dois grupos de crianças lanches e, em seguida, pediram que um dos grupos oferecesse esses lanches a outras pessoas. As crianças que entregaram os seus lanches mostraram maior felicidade sobre a partilha de seus bens, o que sugere que o ato de sacrifício pessoal é emocionalmente gratificante.
O sacrifício não tem que ser grande – pesquisas já sugeriram que doar tão pouco quanto US$ 5 gera benefícios emocionais.
Realizar atos de bondade, se voluntariar e doar dinheiro aumentam a felicidade, melhorando o seu senso de comunidade, propósito e autoimagem.

Comece a rir
Estudos mostram que rir não apenas sinaliza felicidade, mas sim a produz. Quando rimos, nossos hormônios do estresse diminuem e nossas endorfinas aumentam. Endorfinas são as mesmas substâncias químicas que o cérebro associa com aquele “impulso” que as pessoas recebem do exercício físico.
Rir também faz bem para o coração. Um estudo descobriu que apenas 8% dos pacientes cardíacos que riram diariamente tiveram um segundo ataque cardíaco dentro de um ano, em comparação com 42% dos que não riram.
Estudos ainda mostram que nosso corpo não consegue diferenciar entre o riso falso e o real – as pessoas recebem benefícios de saúde de qualquer maneira. Sendo assim, você pode forçar-se a rir mais, pelo menos um pouco todos os dias, até que você tenha verdadeiros motivos para sorrir.

9638 – Cardiologia – Infarto do miocárdio


No sistema cardiovascular, as artérias coronárias são responsáveis pela irrigação sanguínea do músculo cardíaco, abastecendo-o de oxigênio e nutrientes. Quando, por algum motivo, uma ou mais artérias coronárias são obstruídas, há a interrupção do fornecimento de sangue para o músculo cardíaco, provocando o infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco.
O bloqueio do fluxo sanguíneo pode ser ocasionado pela formação de coágulos no sangue, trombos ou placas de gordura nas paredes das artérias. Sem irrigação, as células musculares do coração necrosam (morrem) dentro de poucos minutos, devido à falta de oxigênio.
Se uma pequena região do coração for afetada pelo infarto, a lesão é cicatrizada com a substituição de células mortas por tecido conjuntivo, permitindo que o coração continue sua atividade. Porém, se uma grande parte do coração for atingida pelo infarto, a emissão de sinais elétricos produzida pelo marca-passo (um aglomerado de células musculares) pode ser interrompida e os batimentos cardíacos deixam de acontecer.
A principal característica do infarto é o aparecimento de sinas e sintomas repentinos. O indivíduo sente dores agudas e súbitas no lado esquerdo do peito, sintoma mais predominante dessa doença carciovascular. Além disso, pode ocorrer dormência e formigamento no ombro esquerdo, sensação de azia, náuseas, tonturas, cansaço, dor de cabeça, palidez do rosto e sudorese excessiva.
Ao serem identificados os primeiros sinais de um quadro de infarto, é preciso buscar atendimento médico imediatamente. A pessoa que está sofrendo o ataque cardíaco deve se sentar, procurar manter a calma, evitar esforços físicos mínimos, como andar e dirigir um veículo, suas roupas e acessórios precisam ser afrouxados e seu corpo deve ser aquecido. Caso ela desmaie, é preciso que alguém verifique a pulsação e a respiração e, na ausência desses sinais vitais, deve-se começar imediatamente a fazer massagem cardíaca e ventilação (respiração boca a boca) até que a pessoa seja atendida por profissionais.
O infarto é uma doença multifatorial, isto é, causada por vários fatores. Fumo, obesidade, altos níveis de colesterol no sangue, sedentarismo, estresse, depressão, hipertensão arterial, menopausa, idade e a predisposição genética são os principais fatores de risco associados à doença. Assim, tanto o infarto quanto outras doenças cardiovasculares podem ser prevenidas com a manutenção de hábitos saudáveis de vida:
Seguir uma dieta balanceada, livre de gorduras, alimentos industrializados, condimentos, fast-foods.
Praticar exercícios físicos moderada e regularmente.
Banir o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.
Manter o peso corporal compatível com a altura.
Evitar situações de estresse.
Checar a pressão arterial e fazer exames médicos de rotina, em especial, após os 40 anos de idade.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que, hoje, aproximadamente 300 mil pessoas sejam acometidas pelo infarto no Brasil por ano. E deste número, cerca de 80 mil pessoas morrem por infarto anualmente.