13.341 – Astrobiologia – Por que a vida em Marte pode ser impossível?


Marte 2
A probabilidade de que os astrônomos encontrem vida em Marte pode ter caído consideravelmente com a descoberta de que o planeta é coberto de tóxicos capazes de destruir qualquer organismo vivo. Segundo estudo publicado no periódico Scientific Reports, nesta quinta-feira, a combinação entre as substâncias químicas do solo marciano e a forte radiação ultravioleta que bombardeia a atmosfera seria fatal para microrganismos como as bactérias – ou seja, qualquer vida surgida no passado seria eliminada pelas condições atuais de Marte.
A descoberta, de acordo com os cientistas, deve ser considerada por futuras missões para a busca de vida no planeta, pois apenas organismos enterrados dois ou três metros sob a superfície estariam a salvo da radiação.
O estudo, feito por uma dupla de astrobiólogos da Universidade de Edinburgo, na Escócia, foi baseado na descoberta de percloratos, substâncias com alto conteúdo oxidantes, em solo marciano. Missões como a Viking, da Nasa, que pesquisou o planeta nos anos 1970, já havia encontrado indícios da substância, que teve a existência confirmada pela sonda Phoenix, em 2008, e pelas missões Curiosity e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Até agora os cientistas acreditavam que, apesar de o químico ser altamente tóxico para microrganismos, eventuais bactérias marcianas poderiam ter encontrado uma maneira de utilizá-lo como fonte de energia.
Para verificar essa possibilidade, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell resolveram simular o ambiente marciano em laboratório e submeter a ele bactérias Bacillus subtilis, que são encontradas no solo terrestre e costumam contaminar sondas espaciais. Inicialmente, as bactérias foram expostas a perclorato de magnésio e bombardeadas com radiação ultravioleta em níveis semelhantes aos de Marte. Os pesquisadores perceberam que, com a presença do químico, os microrganismos morriam duas vezes mais rapidamente.
Em uma segunda leva de testes, peróxidos e óxidos de ferro, que também são encontrados no solo marciano, foram adicionados à combinação. Com as novas substâncias, as bactérias desapareciam onze vezes mais rapidamente do que no ambiente compostos apenas de percloratos e radiação.
“Apesar de suspeitarmos dos efeitos tóxicos de oxidantes na superfície marciana há algum tempo, nossas observações mostram que o solo atual de Marte é altamente deletério para as células, resultado de um coquetel tóxico de oxidantes, óxidos de ferro, percloratos e radiação UV”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Há vida em Marte?
O novo estudo, porém, não elimina a possibilidade de vida em Marte, segundo os cientistas. Isso porque ela pode ser encontrada no subsolo – onde estaria protegida das fortes radiações – ou mesmo se aproveitar das baixas temperaturas para se proteger. Quando Wadsworth e Cockell ajustaram a temperatura do experimento de 25°C para 4°C, a morte das bactérias foi sensivelmente reduzida, o que sugere que, em temperaturas amenas, talvez os microrganismos estariam a salvo. Em Marte, a média de temperatura fica em torno de -55°C. Além disso, as concentrações de perclorato não são uniformes na superfície marciana, o que poderia promover a existência de algumas áreas menos nocivas aos microrganismos.
Uma das possibilidades, de acordo com os astrobiólogos, seria encontrar vida no subsolo de Marte. Para confirmar essa hipótese, no entanto, as missões futuras ao planeta deveriam prever perfurações de até três metros na superfície.

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13.272 – Astrobiologia – Cometa explorado pela sonda Rosetta contém ingredientes da vida


cometas vida
No dia 27 de maio de 2016 foi confirmado pelo espectômetro de massa da sonda Rosetta, a presença de substâncias relacionadas à origem da vida na cauda do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko: o aminoácido glicina, o elemento fósforo, além de metilamina, etilamina, sulfeto de hidrogênio e cianeto de hidrogênio.
Tratam-se de ingredientes considerados cruciais para a origem da vida na Terra que foram encontrados pela espaçonave da Agência Espacial Europeia que tem explorado o cometa por quase dois anos – entre 2014 e 2015, por meio de módulo Philae, dotado de instrumentos científicos.
Eles incluem o aminoácido glicina, que é comumente encontrado em proteínas, e fósforo, um componente-chave do DNA e membranas celulares.
Os cientistas há muito debatem a possibilidade de que a água e as moléculas orgânicas foram trazidas pelos asteróides e cometas quando a Terra era jovem e depois esfriou após sua formação, fornecendo alguns dos principais blocos de construção para o surgimento da vida.
Enquanto alguns cometas e asteroides já são conhecidos por ter água em sua composição, assim como os oceanos da Terra, a sonda Rosetta encontrou uma diferença significativa no seu cometa – alimentando o debate sobre seu papel na origem da água da Terra.
Contudo, os novos resultados revelam que os cometas têm o potencial de ingredientes importantes para o surgimento da vida como a conhecemos.

13.256 – Bioastronomia – Sistema Solar reside num pequeno oásis galáctico para a vida


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Segundo um estudo recente, o Sistema Solar está localizado no lugar certo da Via Láctea para permitir a existência de vida — um “oásis” relativamente pequeno em meio a uma galáxia largamente inóspita.
O trabalho, aceito para publicação no periódico “Astrophysical Journal”, foi liderado por Jacques Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, e envolveu a combinação entre dados precisos de posições de estrelas jovens e cálculos detalhados de suas órbitas ao redor do centro galáctico.
A Via Láctea é uma galáxia espiral de porte respeitável, com cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e pelo menos 100 bilhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma. Todas elas estão em órbitas ao redor do núcleo da galáxia, onde reside um enorme buraco negro. Mas nosso astro-rei está bem afastado do centro, localizado a 26 mil anos-luz de lá — mais ou menos a metade do caminho até a periferia galáctica.
Há algumas décadas, ao analisarem as diferenças circunstanciais entre as regiões mais centrais da galáxias (com alta densidade de estrelas) e as partes mais afastadas (em geral povoadas por estrelas com baixo conteúdo de elementos mais pesados, como carbono, oxigênio e ferro), os astrônomos começaram a trabalhar o conceito de “zona habitável galáctica” — uma faixa ao redor da Via Láctea onde a potencial presença de vida seria mais favorecida.
O raciocínio básico é que, nas regiões mais internas, devido à grande concentração de estrelas, não só os sistemas planetários estão mais sujeitos a desestabilização por encontrões entre estrelas vizinhas como também existe maior risco de esterilização por explosões de supernovas próximas.
Em compensação, nas regiões mais externas, o problema é a falta de elementos químicos pesados, que são essenciais à formação de planetas habitáveis e, em última análise, de seus potenciais habitantes.
Restaria portanto apenas um anel a uma distância média do centro galáctico que teria as condições certas para a vida. O Sol, naturalmente, estaria nessa faixa.
Em tempos recentes, inclusive, houve pesquisadores defendendo a hipótese de que se podia estabelecer uma correlação entre as extinções em massa que aconteceram em nosso mundo com as potenciais travessias pelos braços galácticos, embora essa conexão nunca tenha sido estabelecida de forma clara. E agora sabemos o porquê.
O estudo dos pesquisadores da USP mostra que, na verdade, o Sol nunca cruza os braços espirais da Via Láctea. Nunca.
De acordo com os cálculos, nossa estrela está presa num padrão de ressonância que faz com que o período de sua órbita — cerca de 200 milhões de anos — seja o mesmo dos braços espirais. Ou seja, se o Sol avança em seu percurso galáctico no mesmo ritmo que o braço de Sagitário, que vem antes dele, e que o braço de Perseu, que vem depois, eles jamais se encontram.
A descoberta também ajuda a explicar a existência de um braço anômalo na nossa região da Via Láctea, chamado de “Braço Local”, que consiste em essência numa estranha fileira de estrelas. Essas são justamente as estrelas que, a exemplo do Sol, ficaram presas nesse padrão de ressonância e também nunca têm um encontro potencialmente desagradável com os braços galácticos.
Se a travessia dos braços realmente oferece perigo para a vida — algo que não sabemos com certeza –, o trabalho deve levar a uma importante revisão do conceito de “zona habitável galáctica”, restringindo-a somente a essas áreas onde as estrelas são capturadas nesse padrão particular de ressonância. De acordo com os pesquisdores, existe um desses “oásis” entre cada um dos quatro braços espirais da Via Láctea — são quatro, portanto.
Confira a seguir uma pequena entrevista que o Mensageiro Sideral fez com Jacques Lépine, o autor principal do estudo.

13.081 – Descoberta de Vida Extraterrestre pode estar próxima


astrobiologia
Em 1975, o famoso astrofísico Carl Sagan sugeriu que poderia existir vida nas camadas superiores da atmosfera de Júpiter.
Esses organismos se alimentariam diretamente da luz solar e seriam capazes de se locomover pela atmosfera controlando a pressão dos seus corpos. Sua teoria nunca pôde ser comprovada, mas ele trouxe um novo rumo no que diz respeito à procura por vida extraterrestre.
Anos depois, Jill Tarter, pesquisador do projeto SETI, identificou um novo tipo de astro: as anãs marrons frias. Esses corpos celestes possuem a maior parte dos elementos necessários para a vida: carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio. Os cientistas acreditam que diferentes tipos de criaturas poderão habitar suas atmosferas, que têm temperaturas parecidas com as da Terra.
Até o momento, foram encontradas apenas algumas dezenas de anãs marrons frias, mas os especialistas acreditam que poderão existir pelo menos dez em um raio de 30 anos luz da Terra. Se confirmada essa teoria, será possível iniciar a busca por vida terrestre nas proximidades do nosso planeta.
Em 2018, o novo Telescópio Espacial James Webb será colocado em órbita. Suas capacidades técnicas, consideravelmente superiores ao seu antecessor Hubble, tornarão possível a identificação desses astros vizinhos.

12.853 – Sinais de vida: NASA detecta vapor de água em lua de Júpiter


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A NASA, confirmou recentemente que o telescópio Hubble detectou o que parecem ser colunas de vapor d’água irrompendo de Europa, uma das luas do planeta Júpiter.
Geoff Yoder, diretor interino da agência espacial norte-americana, explicou a importância da descoberta: “O oceano de Europa é considerado um dos locais mais promissores do Sistema Solar, onde há grande potencial de existir vida”.
A superfície de Europa é coberta por um oceano maior que todos os oceanos da Terra juntos e está revestida de uma espessa camada de gelo.
Se confirmada a descoberta, os pesquisadores poderão coletar amostras de água e tentar definir o grau de habitabilidade do satélite.
Dadas as limitações tecnológicas, é difícil determinar com exatidão se as imagens registradas pelo Hubble correspondem realmente a uma coluna de vapor d’água emergindo da superfície do satélite – na imagem acima, na parte inferior, à esquerda. No entanto, diante de uma hipótese tão promissora, a NASA planeja enviar uma sonda não tripulada para analisar o território na próxima década.
Em 2018, o James Webb Space Telescope estará pronto para funcionamento. Trata-se de um telescópio de altíssima resolução, projetado especialmente para observar com maior precisão a lua de Júpiter.

12.574 – Encontrado planeta gigante que poderia abrigar vida


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Uma equipe de astrônomos da NASA anunciou a descoberta do maior exoplaneta já encontrado, que gira em torno de dois sóis, localizado na zona habitável.
Achados desse tipo são apelidados de Tatooines por causa do planeta natal de Luke Skywalker, da saga Star Wars. A família do herói é nativa de um sistema solar duplo, ou seja, que é formado por duas estrelas – uma amarela e outra vermelha, de acordo com a ficção.
No caso da descoberta científica, esse “Tatooine” foi encontrado pelo telescópio Kepler, e sua descoberta foi divulgada na última segunda-feira. As conclusões foram apresentadas na conferência da Sociedade Astronômica Americana, em San Diego, nos EUA.
Batizado de Kepler-1647b, este planeta é um gigante gasoso que realiza a maior órbita para este tipo de planeta, orbitando as duas estrelas em 1.107 dias. As estrelas do seu sistema são parecidas com o nosso Sol; uma é pouco maior e a outra um pouco menor, informaram os astrônomos responsáveis pela descoberta que será publicada na revista Astrophysical Journal.

12.573 – Ufologia – Vida alienígena morreria jovem no Universo e por isso seria difícil encontrá-la


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Os planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis são provavelmente comuns e, diante disso, nossa pergunta segue sendo a mesma: estamos sozinhos?
Na verdade, a busca por vida alienígena tornou-se a missão máxima da próxima geração de telescópios e missões espaciais a Marte e além. Mas poderia nossa busca por ETs ser ingenuamente otimista?
Em pesquisa publicada na revista Astrobiology, há um argumento interessante sobre essa questão da vida alienígena. Os pesquisadores acreditam que a extinção precoce poderia ser o padrão cósmico para a vida no Universo. Isto porque as primeiras condições habitáveis podem ser instáveis.

Persistência da vida é rara
No nosso modelo de planeta, chamado Gaian Bottleneck, os planetas precisam ser habitados para que a vida permaneça. Portanto, mesmo se o surgimento da vida é comum, a sua persistência pode ser rara. Marte, Vênus e Terra eram mais semelhantes entre si em seus primeiros bilhões de anos do que são hoje.
Mesmo que apenas um dos planetas viu o surgimento de vida, esta época coincidiu com um pesado bombardeio de asteroides, que poderia ter espalhado a vida entre os eles. Mas cerca de 1,5 bilhão de anos, após a formação, Venus começou a experimentar o aquecimento descontrolado e Marte passou por um resfriamento.

Interações complexas
Embora o Universo seja cheio de estrelas e planetas propícios à vida, a ausência de sinais extraterrestre sugere que, mesmo que o surgimento da vida seja supostamente fácil, a sua persistência pode ser difícil. Isto é em parte porque as complexidades das interações entre comunidades microbianas que mantêm os ecossistemas estáveis não são suficientemente compreendidos.
Uma das hipóteses é que mesmo quando a vida emerge em um planeta, ela raramente evolui com rapidez suficiente para regular gases de efeito estufa, e, assim, manter as temperaturas de superfície compatíveis com água líquida e habitabilidade.

12.540 – Bioastronomia – Cientistas detectam em cometa matérias-primas para a vida


cometas vida
Cientistas conseguiram detectar em um cometa a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina – um aminoácido – e o fósforo, segundo um novo estudo.
O achado foi realizado no 67P/Churyumov-Gerasimenko. O cometa foi descoberto no fim dos anos 1960 por cientistas ucranianos e, em 2014, um módulo que se desprendeu da sonda Rosetta pousou em sua superfície, num feito inédito.
Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, é a primeira vez estes que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares.
Traços de glicina, necessários para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004.
Mas, naquele momento, os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem sido contaminadas de alguma maneira durante a análise feita na Terra.
O achado agora permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas.
Já a origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não foi determinada com exatidão, acrescentou a investigação.

12.501 – Exobiologia – Pesquisa aponta que mamíferos podem se desenvolver no espaço


Uma recente experiência realizada por cientistas chineses aponta para um resultado extraordinário.
Pela primeira vez na história, foi provado que os estágios iniciais de embriões de mamíferos podem se desenvolver completamente no ambiente espacial. A pesquisa foi feita com a ajuda do primeiro satélite de microgravidade do país, o SJ-10.
Fotos de alta-resolução enviada pelo SJ-10 mostram que embriões de camundongos levados em uma cápsula do satélite completaram o processo de desenvolvimento em 96 horas. Essa foi a primeira vez que isso ocorreu no espaço de forma bem-sucedida. Foram levados mais de seis mil embriões de camundongos em uma câmara fechada do tamanho de um micro-ondas.
“A raça humana ainda tem um longo caminho pela frente antes de colonizar o espaço. Mas antes disso, temos que descobrir se é possível sobreviver e se reproduzir em um ambiente fora da Terra”, disse Duan Enkui, cientista que participa das pesquisas. De acordo com ele, agora está provado que o passo mais crucial na reprodução – o desenvolvimento inicial do embrião – é possível no espaço.

12.068 – Cientistas descobrem ‘perto’ da Terra planeta potencialmente habitável


planeta habitavel
Cientistas australianos identificaram um exoplaneta potencialmente habitável a 14 anos-luz da Terra –distância relativamente curta no espaço.
Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul descobriram que o planeta, que tem mais de quatro vezes a massa da Terra, é um dos três que orbitam a estrela-anã Wolf 1061.
“É uma descoberta particularmente animadora pois todos os três planetas têm uma massa baixa o bastante para serem potencialmente rochosos e de superfície sólida. E o planeta do meio, Wolf 1061c, está na zona (chamada de) ‘Cachinhos Dourados’, onde pode ser viável a existência de água em estado líquido –e talvez até vida”, afirmou um dos autores do estudo, Duncan Wright.
A estrela-anã Wolf 1061, que os três planetas descobertos orbitam, é relativamente fria e estável. Os planetas têm orbitas de 5, 18 e 67 dias. As massas são pelo menos 1,4;, 4,3; e 5,2 vezes a da Terra, respectivamente.
O planeta maior fica de fora do limite da área habitável e provavelmente também é rochoso, enquanto que o planeta menor está perto demais da estrela para ser habitável.
Anunciado em fevereiro de 2012, o Gliese 667Cc é outro planeta da classe super-Terra, uma classe de planetas com o tamanho entre os de planetas rochosos como Terra e Marte e os gigantes gasosos Júpiter e Saturno.
O Gliese 667Cc tem cerca de 4,5 vezes a massa da Terra, demora 28 dias para completar a órbita em volta de sua estrela e está a 22 anos-luz.
Pequenos planetas rochosos são abundantes em nossa galáxia, e sistemas com muitos planetas também parecem ser comuns. No entanto, a maioria dos exoplanetas rochosos descobertos até agora estão a centenas –ou até milhares– de anos-luz.

ATMOSFERA
Wittenmyer afirmou que a equipe de cientistas só poderá analisar a atmosfera do planeta quando ele passar em frente à estrela.
“Vamos usar nosso telescópio Minerva para procurar por trânsitos em fevereiro, quando a estrela poderá ser observada de novo. Se (o planeta) transitar (em frente à estrela) será a melhor chance, pois (o sistema) está tão perto (da Terra).”
O cientista afirma que, caso eles consigam observar o planeta em trânsito em frente à estrela Wolf 1061, eles poderão medir seu raio, densidade e atmosfera.
A equipe da Universidade de Nova Gales do Sul conseguiu fazer a descoberta observando a estrela-anã com instrumentos específicos do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.
“Nossa equipe desenvolveu uma nova técnica que melhora a análise de dados deste instrumento preciso, construído para a caça de planetas, e nós estudamos mais de uma década de observações da Wolf 1061”, disse o professor Chris Tinney, chefe do setor de Ciência Exoplanetária da universidade australiana.

10.838 – Então Isso que é ET? Fotografado organismo vivo alienígena


micro et
Um estudo realizado recentemente por meio de imãs superpoderosos descobriu uma partícula completamente viva flutuando entre os pedaços minúsculos de detrito espacial, coletados na estratosfera terrestre.
Milton Wainwright, do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, na Inglaterra, explicou que a imagem obtida mostra um cristal de sal, no qual é possível observar a estranha criatura, cuja forma se assemelha à de um touro, especialmente por causa de espécies de chifres que emergem da superfície. Tanto o estudo quanto suas conclusões alimentam uma teoria de base, a panspermia, que propõe que a origem da vida terrestre é alienígena.
“A imagem ilustra o que acreditamos serem micróbios alienígenas no alto da estratosfera”, afirmou Wainwright. “Nossa equipe causou um grande rebuliço nos últimos dois anos, ao afirmar que esses micróbios chegam continuamente à Terra do espaço”.
A estrutura descoberta é uma entidade amorfa, unida a um grão de sal, e pôde ser notada através da intervenção de elementos raros, como o disprósio, o neodímio, o nióbio e o lutécio, de modo que é possível afirmar que a partícula não tem relação com nenhuma forma de vida existente em nosso planeta.
“Essas massas das partículas são muito grandes para terem sido geradas na Terra e, assim como as formas de vida extraterrestres que encontramos, devem ter entrado na Terra pelo espaço”, concluiu o especialista.
Quer saber mais sobre a relação da origem na vida da terra com alienígenas?
Segundo relatos, os alienígenas cinza lidam com a pessoas abduzidas, porém sob a supervisão de um ser parecido com um louva-deus.

10.826 – Astronomia – Chegaram as águas de Marte


marte
Dados colhidos por uma espaçonave da Nasa confirmam que fluxos de água salobre escorrem pela superfície de Marte todos os verões. O achado aumenta dramaticamente a possibilidade de que exista, ainda hoje, alguma forma de vida no planeta vermelho.
O estudo, liderado por Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, acaba de ser publicado online pela revista científica “Nature Geoscience”. A Nasa também preparou uma entrevista coletiva para anunciar os resultados. Aliás, muita gente passou o fim de semana roendo as unhas depois que a agência espacial americana anunciou que um “grande mistério marciano” seria solucionado nesta segunda-feira.
O tal mistério é conhecido entre os especialistas pela sigla RSL (recurring slope lineae, ou linhas recorrentes de encosta). São faixas estreitas que aparecem na borda de algumas crateras e em algumas montanhas de forma sazonal — crescendo e se aprofundando no verão e depois suavizando e sumindo durante o inverno. (O ano marciano tem 687 dias terrestres, de forma que as estações duram lá praticamente o dobro das nossas aqui.)
Descobertas em 2011 pelas imagens do poderoso satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), essas linhas recorrentes sempre pareceram evocar a presença de água. Que outro mecanismo poderia produzi-las? Tanto o fato de serem sazonais, como sua aparência e a coincidência com os períodos mais quentes (em alguns momentos atingindo temperaturas acima de 0 graus Celsius, o que para Marte é um calorão) pareciam apontar para água.
DE ONDE VEM A ÁGUA?
Esse é o fim de um mistério, mas também é o começo de outro. Se agora já sabemos — tão certamente quanto se pode determinar da órbita marciana — que a água flui todo verão nessas ranhuras, ainda não temos a mais vaga ideia de onde o líquido está indo.
Algumas hipóteses estão na mesa. Pode ser gelo, sob o solo, que derrete no verão. Note-se que a presença de sais na água reduz significativamente o ponto de congelamento, tornando mais fácil sua transição para o estado líquido. Ainda assim, os cientistas acham improvável que o gelo possa estar tão perto da superfície em regiões equatoriais.
Alternativamente, eles evocam a possibilidade de algum aquífero subterrâneo, mas também é uma ideia meio estranha. Por fim, há a perspectiva de que a água se forme a partir da atmosfera — vapor d’água que se condensa em torno dos sais e produz as ranhuras. “É concebível que as RSL estejam se formando em partes diferentes de Marte por mecanismos de formação diferentes”, apontam os cientistas. Em essência, um jeito chique de dizer que eles não sabem ainda como a coisa funciona.

11.676 – Astrobiologia – Somos todos extraterrestres?


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Astrobiologistas estão coletando crescentes evidências que sugerem que a vida pode ter começado em outras partes da galáxia e ter sido trazida para cá por meteoritos ou cometas, em torno de 3,8 a 4 bilhões de anos atrás. Esta teoria é conhecida como panspermia.
Moléculas orgânicas e água, por exemplo, foram encontradas em cometas que atravessaram nosso Sistema Solar, o que sugere que tais materiais, necessários para o desenvolvimento da vida na Terra, vieram do espaço. Alguns vão ainda mais longe e dizem que a vida se formou em outros lugares mas apenas aqui encontrou as condições perfeitas para evoluir.
A panspermia não é uma teoria nova. Ela foi proposta pela primeira vez em 1871, mas recebeu mais apoio atualmente, quando astrônomos descobriram a quantidade de compostos orgânicos no universo.
Embora nenhuma evidência possa provar tal teoria, a ideia da panspermia, que permanece à margem da ciência, não é considerada tão inverossímil como era antes, de acordo com a New Scientist. Peter Ward, biólogo da Universidade de Washington, nos EUA, disse à revista: “Eu acho que o caso de Marte, como a origem da vida na Terra, é muito interessante”. Ele acrescentou que deve ser encontrada uma prova de que a vida na Terra é de origem extraterrestre, causando grande impacto sobre o pensamento científico e religioso atual. “Seria um grande golpe. Para alguns fundamentalistas religiosos, é fato incontestável que há apenas uma vida e é aqui na Terra”, acrescentou.
Chandra Wickramasinghe, astrobiólogo da Universidade de Buckingham, na Inglaterra, e apoiador de longa data da panspermia, acredita que a Terra está em constante troca orgânica e até mesmo de material vivo com planetas ao redor ou com sistemas estelares vizinhos. Ele foi recentemente envolvido na publicação de diversos trabalhos sobre a descoberta do que acredita serem restos de organismos fossilizados em meteoritos e organismos – parecidos com algas – minúsculos que vivem no alto da atmosfera da Terra, trazidos para cá em cometas.
O professor Wickramasinghe e seu colega Miltom Wainwright analisaram os restos de micro-organismos aparentes recolhidos 26 quilometros acima da estratosfera por um balão de alta altitude, durante a chuva de meteoros Perseidas, em 2013. Mais recentemente, eles encontraram uma pequena e estranha esfera de metal titânio, da mesma largura de um cabelo humano, cercado por uma gosma orgânica em suas amostras. Esses cientistas também estudaram o material do meteorito, o qual contém estruturas que foram interpretadas por alguns como micro-organismos fossilizados.
Há algumas décadas, os cientistas consideravam a ideia de vida alienígena improvável, mas agora cientistas da NASA acreditam que é apenas uma questão de tempo antes de a evidência de vida ser descoberta em outro lugar de nosso Sistema Solar. A Agência Espacial Norte-Americana está se concentrando na busca de sinais de vida em Marte, enquanto a Agência Espacial Europeia está olhando para a Lua. Essa agência está planejando uma missão robótica para perfurar a superfície lunar, com o objetivo de procurar meteoritos que possam fornecer pistas de como a vida começou na Terra e se ela veio de outro lugar.
Cientistas da NASA também conduziram experimentos utilizando simuladores de meteoritos disparados para o espaço e autorizados a reentrar na atmosfera. Eles descobriram que DNA e alguns esporos bacterianos podem sobreviver ao calor e pressões ao entrar na atmosfera da Terra. Essa descoberta apoiou algumas das ideias fundamentais que sustentam a panspermia.

11.641 – Solo de cometa é rico em tijolos precursores da vida, revela sonda


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Quase nove meses atrás, o módulo Philae realizou seu pouso num cometa. Agora, os cientistas da épica missão espacial europeia finalmente dão à luz os frutos da expedição, incluindo um relato detalhado da atribulada descida da sonda.
Em 12 de novembro do ano passado, foram duas quicadas e uma passagem de raspão pela borda de uma cratera, antes do pouso final, numa região bem acidentada do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko –”Chury”, para os íntimos.
Aliás, até mesmo esse processo de pouso “com escalas” redundou em acréscimo de dados para a missão. Graças a isso, foi possível estudar as características do solo tanto no ponto da primeira quicada como no local da descida final.
O primeiro terreno a ser tocado pelo Philae era muito mais granulado e fofo –uma camada de cerca de 25 centímetros de espessura, recobrindo um solo mais duro por baixo.
Já no local do pouso final não havia essa camada fofa –o solo era muito duro já na superfície, ajudando um dos pés da sonda a se atarrachar ao chão.
O Philae ficou preso por apenas um dos três pés, e numa inclinação diagonal que deixou apenas um dos cinco painéis solares bem exposto à luz.
Foi essa posição que acabou abreviando o tempo de operação do módulo, encerrado após pouco mais de dois dias, por exaustão das baterias.
AS PRINCIPAIS DESCOBERTAS
SUPERFÍCIE: Os terrenos variam bastante no cometa. No primeiro pouso, a superfície era mais fofa; no pouso final, bem mais dura.A temperatura diurna variava entre -183ºC e -143ºC
ESTRUTURA INTERNA: O interior do cometa parece ser bem homogêneo e pouco diferenciado, além de muito poroso (75% a 85% de vazio), como uma esponja
COMPOSIÇÃO: Muitos compostos orgânicos (que formam base da vida) foram encontrados, quatro deles até então jamais detectados num cometa
DINÂMICA: Imagens do solo revelam muitos sinais de erosão e dão pistas das rochas que compõem os objetos mais primitivos do Sistema Solar
COMPOSIÇÃO
Uma das mais intrigantes revelações dos novos estudos diz respeito à composição do solo. Ela é riquíssima em moléculas orgânicas, a base da vida na Terra, e imagina-se que os cometas possam ter tido um papel trazendo esses compostos para cá, nos primórdios da formação do Sistema Solar.
Os instrumentos Cosac e Ptolemy, instalados no Philae, tinham por objetivo estudar as substâncias presentes na superfície, por meio de coleta de amostras.
O robô não conseguiu perfurar e colher esse material, mas os instrumentos tinham um modo de operação “de garantia”, que envolvia estudar o que quer que entrasse neles passivamente, sem a coleta intencional.
Com isso, foi possível detectar 16 diferentes compostos, quatro dos quais (metil-isocianato, acetona, propionaldeído e acetamido) nunca haviam sido detectados num cometa antes.
Após a descida, o Philae também transmitiu ondas de rádio para baixo, fazendo com que elas atravessassem o interior do cometa.
Esse estudo de radar permitiu estimar a estrutura interna do objeto, que é basicamente como uma esponja –muito porosa e homogênea, com os espaços vazios respondendo por 75% a 85% do volume total.
Também foi possível estimar a proporção entre gelo e rocha presente no cometa –e há cinco vezes mais do primeiro do que do segundo.
Além desses estudos de estrutura e composição, as imagens capturadas pelas câmeras Rolis e Civa ajudaram a investigar os processos que acontecem na superfície, com evidências de erosão –esperadas, considerando o aumento de atividade conforme o cometa se aproxima do Sol, numa órbita com período de 6,5 anos.
E não será a última vez que ouviremos falar do cometa Chury. A orbitadora Rosetta –que levou o Philae até lá– segue estudando o astro, que atingirá o periélio (ponto de máxima aproximação do Sol) em 13 de agosto.
Além disso, com o aumento da radiação solar nos últimos meses, o Philae chegou a recarregar suas baterias e retomou o contato com a Rosetta.
Não está, claro, contudo, se ele poderá fazer ciência no futuro. A comunicação é irregular, dificultada pela distância que a Rosetta precisa guardar do núcleo para evitar problemas com os jatos de partículas que estão emanando do objeto.
Também não está claro que o módulo possa sobreviver à intensa atividade do periélio. De toda forma, os participantes da missão se sentem com o dever cumprido.

11.463 – ☻Mega Bloco – (Astro) Biologia


astrobiologia
Se acaso existirem seres vivos em outras partes do Sistema Solar, serão profundamente diferentes das encontradas na Terra, assim como não é admissível que qualquer forma de vida da Terra, possa subsistir na Lua ou em Marte, exceto por condições artificiais. Juntando ambas a s massas, são muito inferiores a da Terra e a atração gravitacional de tais astros é muito inferior, o mesmo para a pressão atmosférica. O peso de um organismo terrestre seria muito menor. É claro que os pulmões de um animal terrestre não possam respirar em tais ambientes. Por outro lado, um ser organizado para viver na superfície de Marte, transportado para a Terra, morreria esmagado pelo prório peso, assim como uma baleia encalhada.
A vida como conhecemos, parece depender de certos complexos compostos químicos de carbono, azoto, hidrogênio e oxigênio, além de outros elementos secundários, mas tais especulações são limitadas. Poderíamos conceber, ainda que vagamente, outras substâncias em que o silício represente o papel do carbono e o enxofre tome o lugar do oxigênio e assim por diante, numa escala diferente, sob condições de pressão e temperatura fora da experiência terrestre; imaginemos que sob certas condições, tais compostos sejam capazes de movimento e metabolismo, e até mesmo, reprodução com um certo grau de conciência. Seria a vida que vai além dos limites admissíveis.

11.377 – Micróbios encontrados dentro de minúsculos bolsões de água no petróleo, poderiam expandir busca por vida no espaço


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De acordo com os pesquisadores, pequenas criaturas foram descobertas vivendo dentro de gotículas de água presentes no petróleo. A descoberta foi feita estudando o material de um lago, em Trinidad e Tobago.
A revelação sugere que possa existir vida em lagoas semelhantes a essa em luas distantes, como Titan, de Saturno
A descoberta foi feita no Pitch Lake, localizado em La Brea, no sudoeste do país, que é o maior depósito natural de ‘asfalto’ no mundo. O lago é uma fonte de petróleo – que sobe para a superfície, onde se solidifica e forma uma crosta dura.
Os cientistas acreditavam que o petróleo era muito tóxico para armazenar alguma forma de vida, limitando-se até a ‘fronteira’ onde ele se encontra com a água. Mas este último estudo sugere que micróbios possam sobreviver dentro de gotículas de água no próprio petróleo.
“Dentro deles encontramos comunidades microbianas complexas, que desempenham um papel ativo na degradação do petróleo”, disse o professor Rainer Meckenstock do Helmholtz Zentrum München (HMGU).
Estas gotas de água contêm uma grande variedade de espécies microbianas que dividem o petróleo em substâncias orgânicas diferentes.
Dirk Schulze-Makuch, astrobiólogo da Universidade do Estado de Washington, nos EUA, disse em entrevista ao Live Science que Titan foi lembrada após essa descoberta, pois possui lagos de hidrocarbonetos em sua superfície, podendo alimentar a esperança de se encontrar vida extraterrestre.
Recentemente, as medições de um grande mar em Titan revelou que ele continha cerca de 9.000 quilômetros cúbicos de metano, na maior parte do líquido.

11.235 – Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida


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Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água… No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.
Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.
Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.

11.198 – Mares em luas geladas de Júpiter e Saturno podem abrigar vida


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Duas descobertas anunciadas recentemente, numa lua de Júpiter e noutra de Saturno, aumentaram as perspectivas da busca por vida extraterrestre no Sistema Solar.
Usando o Telescópio Espacial Hubble, alemães conseguiram confirmar que Ganimedes, a maior das luas jovianas, tem um vasto oceano sob sua superfície congelada.
á dados da sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004, trouxeram evidências de que há fontes hidrotermais sob o oceano oculto de Encélado, uma modesta lua de apenas 500 km de diâmetro.
A revelação, publicada em estudo na revista “Nature”, é importante porque muitos cientistas creem que foi em fossas hidrotermais que a vida surgiu aqui na Terra.
“A descoberta de ambientes similares em Encélado abre perspectivas novas na busca por vida em outras partes do Sistema Solar”.
O achado foi feito ao analisar a composição de partículas de um dos anéis de Saturno, que é composto por material ejetado de fissuras na superfície de Encélado. A presença de pequenos grãos de silicato (rocha) revelou a existência das fontes hidrotermais no leito do oceano.
Água em estado líquido é tida pelos cientistas como a condição essencial para a existência de vida, por isso também há empolgação pela descoberta em Ganimedes.
Ao medir a interação do campo magnético da lua com o fluxo de partículas do Sol, os cientistas conseguiram inferir a presença de um oceano sob a crosta de gelo.
Estima-se que a camada líquida de água salgada em Ganimedes tenha espessura média de 100 km –dez vezes a dos oceanos terrestres.
Já se sabia que outra lua joviana, Europa, também tem oceano subterrâneo. A sonda Galileo já sugeria que era esse o caso em Ganimedes, mas a confirmação só veio agora.

11.126 – Astrobiologia


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Também conhecida como exobiologia e xenobiologia, é um ramo da Ciência atualmente considerado com muita seriedade. Ela investiga a existência nos planos extraterrestres, como a vida se processa fora da Terra e como ela exerce influência sobre o funcionamento do Universo.
Os profissionais deste campo buscam indícios de qualquer espécie de vida em outros astros e até mesmo em nuvens interestelares, procurando também entender como contextos externos ao Planeta Terra influenciam o desenvolvimento de seres vivos. Esta complexa área de pesquisas une-se a disciplinas como a Astronomia, a Geologia, a Física, a Química e a Biologia para melhor compreender seu objeto de estudo, constituindo-se assim em uma ciência interdisciplinar.
Esta expressão surgiu no começo dos anos 60, elaborada por Joshua Lederberg, médico norte-americano, especialista em biologia molecular. Ele trabalhou para a Nasa em projetos experimentais que envolviam a procura de vida no planeta Marte. A Astrobiologia é uma área de estudos bem recente e deriva da Biologia. Ela se dedica a compreender como a vida é preservada e em que condições ela pode existir no âmbito externo da Terra.
Os especialistas tentam entender melhor o contexto da vida no nosso Planeta, como ela nasceu e se aprimorou na esfera terrena, que princípios a regem, o que possibilita a Terra ser uma dimensão capaz de abrigar uma variada e rica gama de espécies vivas. Assim estes estudiosos vão poder usar estes dados para orientar sua procura de organismos vivos em outras esferas.
A Astrobiologia se preocupa em descobrir, assim, como a existência se tornou possível na Terra; se já houve ou há seres vivos em outras esferas do Sistema Solar; se a vida é algo comum no Universo ou uma exceção; se há uma conexão entre o surgimento do Universo e o aparecimento da vida; se a existência é um resultado compulsório da evolução universal ou uma casualidade que só ocorreu em nosso Planeta – se há aqui a interferência dos planos divinos, então não cabe a esta ciência adotar como alvo de investigação a vida no Universo, pois o Homem não tem como acessar os complexos propósitos de Deus -; se os organismos vivos são regidos por leis gerais; entre outras indagações.
Há atualmente na NASA um vasto projeto de estudos e pesquisas neste campo. Em várias universidades do Planeta há estudiosos atentos a este tema, e já é possível encontrar vários cursos de graduação nesta área. A Astrobiologia tende a crescer nos próximos anos; há previsões inclusive de que ela venha a se converter no ramo mais ativo, estimulante e fascinante da Astronomia.
Recentemente os astrônomos encontraram no Universo a presença de mais de oitenta planetas, exteriores ao Sistema Solar, o que reforça a certeza de que no Cosmos pode haver inúmeros astros e aumenta a possibilidade de se encontrar planetas como o nosso, igualmente habitados. Ou seja, torna-se mais viável a existência de ambientes que preencham os requisitos necessários para o florescimento da vida.

5181 – Bactéria ET dá “Baile” nos cientistas


Folha Ciência

A química da vida em outros planetas pode ser bem diferente.
A bactéria “ET”, que causou polêmica há pouco mais de um ano, voltou ao noticiário científico atual.
Em dezembro de 2010, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa e do Serviço Geológico dos EUA, anunciou ter encontrado uma bactéria inédita em um lago na Califórnia, que teria incorporado arsênico em seu DNA no lugar do fósforo.
O arsênico é um elemento tóxico e não deveria estar lá porque apenas seis elementos são considerados indispensáveis à química básica da vida. São eles: nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, carbono, fósforo e enxofre.
Na época, a divulgação da descoberta causou furor não só pelo elemento tóxico. A Nasa (agência espacial americana) convocou uma conferência para jornalistas anunciando a descoberta pelo nome de bactéria “ET”.
Agora um outro grupo, liderado pela canadense Rosie Redfield, tentou criar o mesmo tipo de bactéria em uma sopa contendo arsênico.
Rosie, que é da Universidade da Colúmbia Britânica, em Vancouver, afirma que não foi possível chegar aos mesmos resultados apregoados por Felisa.
Felisa, por sua vez, defendeu seu trabalho original e afirmou que continua analisando a bactéria no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley.
Segundo Felisa, os dados de sua pesquisa continuam sendo válidos e até o próximo ano ela e seu grupo devem ter mais informações sobre a bactéria “ET”.