14.047 – Asteroide a Caminho da Terra?


Fonte: Portal Terra

O setor de rastreamento da Nasa informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megatrons — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quilotrons.
Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela Nasa entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.
O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99.9999908% de chances dele não acertar à Terra.
Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.
Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

asteroide choque

13.403 – Asteroide gigante passa pela Terra nesta sexta-feira


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O maior asteroide a se aproximar da Terra em mais de um século passará a uma distância de sete milhões de quilômetros do nosso planeta nesta sexta-feira, afirma a Nasa. A distância é considerada próxima, em termos cósmicos, mas não o suficiente para oferecer qualquer risco. Este asteroide, que possui um diâmetro de 4,4 quilômetros e é conhecido pelo apelido Florence, foi descoberto em março de 1981.
“É o maior objeto celeste a passar tão perto do nosso planeta desde a descoberta do primeiro asteroide nas proximidades da Terra, há mais de um século”, afirmou a agência espacial americana, em comunicado. “Embora muitos asteroides conhecidos tenham cruzado a Terra a uma distância mais curta do que fará Florence na sexta-feira, todos eram menores”, disse Paul Chodas, responsável do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra, que pertence à Nasa.
Florence só voltará a se aproximar da Terra em outubro de 2024 e, mesmo assim, não passará tão perto de nosso planeta pelos próximos quinhentos anos, afirmou a agência espacial. Os cientistas aproveitarão esta passagem para estudar mais detalhes do corpo celeste, usando telescópios localizados na Califórnia e em Porto Rico.

“As imagens resultantes devem permitir determinar as dimensões exatas do asteroide e também revelar os detalhes de sua superfície com uma precisão de 10 metros”, estimou a Nasa.

Colisão
As colisões entre grandes asteroides e a Terra não são eventos comuns. “A cada 2.000 anos, aproximadamente, um meteorito do tamanho de um campo de futebol atinge o planeta, devastando a área de impacto e os arredores”, afirmou a agência espacial americana.
Objetos celestes capazes de aniquilar a civilização humana, como o que provocou o fim dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, são ainda mais raros. Estes ameaçam a Terra uma vez a cada alguns milhões de anos, acrescentou a Nasa, que chegou a calcular em 0,01% a probabilidade de um asteroide grande e potencialmente perigoso nos atingir nos próximos cem anos. Mesmo a queda do meteoro que provocou importantes danos e deixou 1.000 feridos em Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013, foi um evento incomum. A rocha tinha um diâmetro de 15 a 17 metros e uma massa entre 7.000 e 10.000 toneladas. Ao atingir o solo, liberou uma energia que foi estimada em 30 vezes a potência da bomba de Hiroshima.
A Nasa afirma que ao menos um asteroide do tamanho de um carro atinge a atmosfera da Terra por ano, mas normalmente eles se desintegram antes de tocar o solo.

13.183 – Empresa pretende construir arranha-céus que fica pendurado de um asteroide


construção aberraçao
Um prédio com centenas de andares que fica flutuando sobre a superfície da Terra. Parece ideia de ficção científica, mas é um projeto real: trata-se da Analemma Tower, um arranha-céus enorme conceitualizado pelo escritório de arquitetura Clouds Architecture Office.
A torre, que seria “a estrutura mais alta do mundo” se fosse construída, exigiria que um asteroide fosse capturado do espaço para servir como “apoio”. O sistema ateroide+torre ficaria em órbita geossíncrona sobre a Terra, descrevendo uma trajetória semelhante a um número 8 entre Nova York (nos EUA) e Quito (no Peru), como pode ser visto na imagem abaixo:

projeto asteroide

“Manipular asteroides não é mais [um conceito] relegado à ficção científica”, alega a empresa, citando recentes acordos da Europa sobre mineração de rochas espaciais e um plano da NASA para recuperar um asteroide. A partir da rocha, a empresa estenderia cabos que sustentariam o topo da estrutura.
O período de deslocamento da torre seria de 24 horas, para que ela passasse no mesmo lugar a cada dia na mesma hora. A empresa já chegou até mesmo a definir onde a construção da megaestrutura seria feita: Dubai. “[A cidade] tem provado ser uma especialista na construção de edifícios altos a um custo de 20% da construção em Nova York”.
A estrutura ainda teria algum grau de autossuficiência – o que seria importante, já que não seria tão fácil assim levar provisões até lá. Ela teria painéis solares em sua parte superior, acima das nuvens, para coletar energia solar, e usaria um circuito semiaberto para gerenciar suas provisões de água.
Além disso, ela também seria capaz de captar água a partir da umidade do ar, e usaria elevadores eletromagnéticos para contornar as restrições impostas por elevadores a cabo.
O edifício também teria, em alguns andares, plataformas para troca de bens e pessoas. Seria por meio delas que os ocupantes do prédio entrariam, usando algum sistema de transporte aéreo. Para sair, por outro lado, a empresa tem um plano mais empolgante: paraquedas. Os ocupantes que precisassem voltar para casa com urgência poderiam simplesmente pular das janelas de alguns andares e descer até a Terra, como ilustrado pela imagem lá de cima.
Vale notar, no entanto, que o projeto por ora é só isso: um projeto. Não é, porém, algo sem fundamento: numa declaração enviada à NBC News, a empresa ressalta que “se a recente explosão em torres residenciais provou que o preço por metro quadrado aumenta com a altura, então a Analemma Tower baterá recordes de preços, justificando seu custo elevado.
Além disso, a Clouds Architecture Office recentemente fez uma parceria com a NASA para construir uma habitação para humanos em Marte, o que sugere que a empresa já tem algum nível de conhecimento sobre projetos de escala espacial.

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12.785 – NASA tentará destruir asteroide que poderá acabar com a Terra


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No dia 8 deste mês, a NASA lançará a missão OSIRIS-REx, com o objetivo de investigar o asteroide Bennu, que poderá colidir e destruir a Terra em 120 anos.
“É o começo de uma viagem de sete anos para trazer amostras cristalinas do asteroide Bennu. A equipe construiu uma nave espacial incrível e estamos bem munidos para investigar Bennu e voltar com nosso tesouro científico”, afirmou o pesquisador principal da missão, Dante Lauretta.
De acordo com pesquisas anteriores, Bennu poderá apresentar precursores moleculares para originar vida. Além disso, o conhecimento sobre sua estrutura e propriedades físicas e químicas permitirá aos especialistas ajudar a diminuir o impacto do asteroide.
Acredita-se que a nave alcançará Bennu em agosto de 2018 para reunir material de sua superfície e regressará em setembro de 2023. Durante a viagem, OSIRIS-REx orbitará por um ano ao redor do Sol e utilizará o campo gravitacional do planeta para se impulsionar até o asteroide.

9669 – Telescópio vê água no asteroide Ceres


Ceres, o asteroide, com órbita entre Marte e Júpiter, possui água em sua superfície, indicam imagens do telescópio espacial Herschel, que enxerga infravermelho. Seria uma descoberta trivial, não fosse pelo fato de que teorias físicas proíbem objetos úmidos de se formarem ali.
O estudo desse pequeno mundo –habitante da zona conhecida como Cinturão de Asteroides– não teria em princípio a capacidade de abalar teorias astronômicas importantes. A nova descoberta sobre Ceres, porém, pode levar até mesmo a uma revisão das teorias de por que a própria Terra possui água.

As moléculas de H2O presentes no planeta-anão estão na forma de vapor, que emana de duas fontes diferentes, afirma estudo sobre a descoberta, publicado na edição de hoje da revista “Nature”. É relativamente pouca água –seis litros sendo liberados por segundo– , mas é o suficiente para estimular astrônomos a rever teorias sobre a formação dos Sistema Solar.
No centro da discussão está a questão da diferença entre um cometa e um asteroide. Um cometa, pela definição clássica, é um corpo celeste de órbita alongada, capaz de viajar para os confins do Sistema Solar, e com um bocado de gelo d’água em sua composição. Já um asteroide é um corpo seco e rochoso, com órbitas confinadas à parte mais interna do Sistema Solar, antes de Júpiter.

Um Estranho no Ninho
Acreditava-se que Ceres, promovido a planeta-anão apenas em razão de seu tamanho (leia quadro à dir.), seria essencialmente um asteroide. Ele habita, aliás, uma região orbital conhecida como cinturão de asteroides.
Nessa região, o calor do Sol é forte demais para que seja possível o acúmulo de gelo na superfície de um corpo pequeno. Objetos retendo H2O, em princípio, só se formam em órbitas mais distantes.
“Ceres, em teoria, deveria ser rochoso e seco”, disse à Folha Michael Küppers, astrônomo da Agência Espacial Europeia que liderou a descoberta anunciada agora. “Talvez Ceres tenha surgido no próprio cinturão de asteroides, mas depois tenha coletado matéria de objetos que vieram do Sistema Solar exterior e se chocaram com ele.”
Outra hipótese é que Ceres tenha se formado longe do Sol e depois sido tragado para perto. Algo capaz de fazer isso seria uma “migração” da órbita de Júpiter, o segundo corpo mais maciço do Sistema Solar, capaz de desestabilizar objetos menores.
“Uma pista inicial de que planetas gigantes do Sistema Solar podem sofrer migração drástica veio em 1995, com a descoberta de alguns planetas extrassolares gigantes orbitando estrelas a uma distância menor do que a do Sol a Mercúrio –distância orbital onde não poderiam ter se formado”, escreve Humberto Campins, da Universidade da Flórida Central, comentando a descoberta de Küppers.
A Terra também formou-se relativamente perto do Sol e, longe de cometas que poderiam “abastecê-la”, não poderia ter água. Nossos oceanos, porém, podem ter sido semeados por asteroides “úmidos” –objeto de existência questionada até agora.
Não se sabe de onde sai o vapor que Ceres exala. Küppers suspeita que sejam ou crostas de gelo evaporando no fundo de crateras ou “criovulcanismo” –vulcões alimentados por gelo em vez de lava. A sonda espacial Dawn, que visitará Ceres em 2015, poderá resolver o mistério.

ceres

8751 – Cientistas escolhem 12 asteroides candidatos a serem rebocados para perto da Terra


asteroide garfico

No último ano, planos de exploração de asteroides voltaram à moda, com duas empresas anunciando interesse em minerar esses objetos e a Nasa estudando rebocar um deles até a Lua. Ninguém havia apontado ainda quais asteroides explorar, mas um trio de cientistas mostra agora quais são os melhores candidatos.
Junto com dois colegas no Laboratório de Conceitos Espaciais Avançados, de Glasgow (Escócia), Yárnoz vasculhou uma base de dados da Nasa que já registrou mais de 10 mil asteroides com órbitas perto da Terra.
A agência espacial americana vem catalogando esses asteroides mais para monitorar o risco de eles colidirem com nosso planeta e causarem algum estrago. O cientista espanhol, porém, procurava corpos celestes com outras características.
A ideia era achar asteroides com órbitas mais ou menos emparelhadas com a Terra e que fossem leves o bastante para poderem ser trazidos até perto do planeta. Não foi uma tarefa fácil, porque não havia uma maneira automatizada de fazer essa busca.
Yárnoz, então, desenvolveu um método de triagem que encontrou os 12 bólidos espaciais mencionados em sua pesquisa. São todos asteroides entre 2 e 60 metros de diâmetro. Para trazê-los à vizinhança da Terra, seria necessário um impulso de menos de 500 metros por segundo em suas trajetórias, um número considerado razoável pelos cientistas.
“Tecnologias existentes podem ser adaptadas para trazer à vizinhança da Terra objetos pequenos, de 2 a 30 metros de diâmetro, para exploração científica e uso de recursos”, escrevem os cientistas em estudo na revista “Celestial Mechanics and Dynamical Astronomy”.
Uma missão dessas, segundo Yárnoz, custaria algo na casa dos bilhões de dólares e levaria de 3,5 a 7 anos só na trajetória de volta (o estudo não calculou ainda a ida). Um foguete francês Ariane 5 seria capaz de levar a espaçonave de 6 toneladas necessária para o serviço.
A melhor oportunidade para uma missão como essas, dizem os cientistas, será em fevereiro de 2021, quando um asteroide com cerca de 5 metros passará numa órbita extremamente similar à da Terra. É possível que esse, ou algum dos outros 11 objetos apontados por Yárnoz, seja escolhido para a missão da Nasa que propõe colocar um asteroide na órbita da Lua.
Um asteroide interessante para mineração, porém, teria de ser bem maior, pois o custo de enviar uma espaçonave para rebocá-lo não pode comprometer o lucro.
A ideia de trazer um objeto desses para perto da Terra, porém, é sedutora por motivos científicos, pois em geral eles são corpos cosmicamente antigos e podem revelar coisas interessantes sobre as origens do Sistema Solar. Além disso, astronautas nunca puseram os pés num asteroide, e a água e os outros recursos que eles contêm podem vir a ser aproveitados no futuro em viagens espaciais longas.

8307 – Astronomia – Um Asteroide com Lua Própria


asteroide com lua
O asteroide 1998 QE2, cujo tamanho é estimado em cerca de 2.7 quilômetros de diâmetro passou nesta sexta-feira (31), de forma segura, a 5.8 milhões de quilômetros da Terra. O astro, que vem sendo estudo por astrônomos em sua aproximação da Terra, revelou uma surpresa: um satélite de 600 metros de diâmetro orbitando ao seu redor.
Segundo cientistas, em nenhum momento o objeto apresentou risco à Terra. Em sua maior aproximação, o 1998 QE2 esteve cerca 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Mas astrônomos estiveram monitorando o astro, uma chance de aprender mais sobre a sua composição, estrutura e órbita.
“É extremamente emocionante ver imagens detalhadas desse asteroide pela primeira vez”, disse Lance Benner, do radar Goldstone, no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena.
Asteroide 1998 QE2 foi descoberto em agosto de 1998. A rocha espacial é um dos 10 mil asteroides próximos da Terra identificados até o momento, mas a população total desses objetos pode ultrapassar 1 milhão.
Muitos objetos menores e perigosos, entretanto, ainda não foram descobertos. Os astrônomos catalogaram menos de 30% dos asteroides de pelo menos 100 metros de diâmetro que possuem algum possibilidade de passar próximo à Terra em algum momento de suas órbitas. Tais objetos poderiam destruir uma área do tamanho de um estado se se chocassem com a Terra.

7900 – Estudo conclui que fim dos dinossauros ‘foi causado por cometa’


A rocha espacial que atingiu a Terra há 65 milhões de anos e que é tida como a causadora da extinção dos dinossauros foi provavelmente um cometa, concluiu um estudo divulgado por cientistas americanos.
Segundo a pesquisa, a cratera Chicxulub, no México – que tem 180 km de diâmetro – foi criada por um objeto menor do que se imaginava anteriormente.
Muitos cientistas consideram que um asteroide grande e relativamente lento teria sido o responsável.
Os detalhes do estudo, feito por uma equipe do Darthmouth College, universidade no Estado americano de New Hampshire (nordeste do país), foram divulgados na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Estado do Texas, no sul dos Estados Unidos.

“O objetivo maior do nosso projeto é caracterizar melhor o que causou o impacto que produziu a cratera na península de Yucatán (no México)”, disse Jason Moore, do Dartmouth College, à BBC News.
No entanto, outros pesquisadores ainda são cautelosos a respeito dos resultados da pesquisa.

Uma química extraterrestre
A colisão da rocha espacial com a Terra criou em todo o planeta uma camada de sedimentos com o elemento químico irídio em concentrações muito mais altas do que ocorre naturalmente.
No entanto, a equipe de pesquisadores sugere que os índices de irídio citados atualmente estão incorretos. Usando uma comparação com outro elemento extraterrestre depositado no impacto – o ósmio – eles conseguiram deduzir que a colisão depositou menos resíduos do que se acreditava.
Os valores recalculados de irídio sugerem que um corpo celeste menor atingiu a Terra. Na segunda parte do trabalho, os pesquisadores tentaram relacionar o novo valor com as propriedades físicas conhecidas da cratera de Chicxulub.

Para que essa rocha espacial menor tenha produzido uma cratera de 180 km de largura, ela deve ter viajado relativamente rápido.
A equipe calculou que um cometa de longo período se ajustava à descrição muito melhor do que outros possíveis candidatos.
Cometas de longo período são corpos celestes de poeira, rocha e gelo que têm órbitas excêntricas ao redor do Sol. Eles podem levar centenas, milhares e em alguns casos até milhões de anos para completar uma órbita.

O evento que causou a extinção há 65 milhões de anos é associado, hoje em dia, à cratera no México. O acontecimento teria matado cerca de 70% das espécies na Terra em um curto período de tempo, especialmente os dinossauros.
A enorme colisão teria gerado incêndios, terremotos e imensos tsunamis. O gás e a poeira lançados na atmosfera teriam contribuído para a queda das temperaturas globais por muitos anos.
Gareth Collins, que pesquisa impactos que produzem crateras na Universidade Imperial College London, na região de Londres, disse que a pesquisa da equipe do Dartmouth College é “provocadora”.
No entanto, ele disse à BBC que não acha “possível determinar precisamente o tamanho do corpo que causou o impacto apenas com a geoquímica”.
“A geoquímica diz – com bastante precisão – somente a massa do material meteorítico que está distribuída globalmente, não a massa total do causador do impacto. Para estimar isso, é preciso saber que fração do corpo celeste estava distribuída na hora do impacto e não foi ejetada para o espaço, nem caiu perto da cratera.”
“Os autores (da pesquisa) sugerem que 75% da massa do causador do impacto estava distribuída globalmente, então chegaram a um corpo relativamente pequeno, mas na verdade essa fração pode ser menor do que 20%.”
A teoria deixaria a porta a aberta para a hipótese de que um asteroide maior e mais lento, que teria perdido massa antes do impacto com o solo, tenha sido o causador da extinção.
Os pesquisadores americanos aceitam a hipótese, mas citam estudos recentes que sugerem que a perda de massa do corpo celeste no impacto de Chicxulub esteve entre 11% e 25%.
Nos últimos anos, diversos corpos celestes surpreenderam os astrônomos, servindo como lembrança de que nossa vizinhança cósmica continua atribulada.
No dia 15 de fevereiro de 2013, o DA14, um asteroide com volume equivalente ao de uma piscina olímpica, passou de raspão pela Terra a uma distância de somente 27,7 mil km. Ele só havia sido descoberto no ano anterior.
No mesmo dia, uma rocha espacial de 17 metros explodiu nas montanhas Urais, da Rússia, com uma energia equivalente a cerca de 440 quilotoneladas de TNT. Cerca de mil pessoas ficaram feridas quando o choque do impacto explodiu janelas e sacudiu edifícios.
Cerca de 95% dos objetos próximos da Terra com mais de 1 km de diâmetro já foram descobertos. No entanto, somente 10% dos 13 a 20 mil asteroides acima de 140 metros de diametro estão sendo monitorados.

7870 – Projeto contra colisão de asteroides na Terra custaria bilhões de dólares


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A boa notícia é que há apenas uma chance em 20 mil que um asteroide entre em colisão com a Terra e acabe com a civilização humana neste ano. A má notícia é que, para prevenir que algo assim aconteça nos próximos anos, serão necessários bilhões de dólares em investimentos. Pelo menos é essa a conclusão apresentada no comitê de Ciência Espaço e Tecnologia dos EUA.
O meteoro que se chocou em território russo em fevereiro deste ano, é considerado um evento consideravelmente pequeno, mas mesmo assim feriu mil pessoas e causou milhões de dólares de prejuízo. E isso teria acontecido porque os astrônomos se concentram em analisar os riscos de uma colisão com uma grande rocha espacial, que poderiam impedir a continuação da civilização humana, e não de pequenos meteoros que, mesmo não comprometendo toda a humanidade, podem ser letais. Apenas 10% dos meteoros com mais de 130 metros foram identificados por cientistas e especialistas acreditam que mais de 10 mil grandes como esses estejam próximos, sem que tenhamos conhecimento de sua localização.
Voltando aos asteroides, se detectássemos uma grande rocha espacial viajando ao nosso encontro, precisaríamos de pelo menos 5 anos para desenvolver uma tecnologia capaz de desviar sua rota ou de destruí-lo. O plano dos EUA, por enquanto, é desenvolver tecnologias de detecção, como um sensor infravermelho capaz de orbitar Vênus (que custaria 500 milhões de dólares), assim como um sistema a laser que poderia afastar as rochas da Terra.
Outro projeto da Nasa envolve mandar um astronauta até um asteroide, para estudar melhor estes corpos celestes. O pouso estaria programado para 2025 e o projeto custaria 2 bilhões de dólares. A exploração da Lua, como dissemos em outra matéria, também ajudaria a estudar o comportamento de asteroides.

7789 – Astronomia – Mais um asteroide passa perto da Terra


Neste fim de semana, mais um asteroide passará “de raspão” pela Terra. Do tamanho de um quarteirão (100 m), o pedregulho só foi descoberto no último domingo.
Batizado de 2013ET, ele passará a 960 mil km de distância do nosso planeta –o equivalente a mais ou menos duas vezes e meia a distância entre a Terra e a Lua.
Embora próxima, a passagem do asteroide não deve render boas imagens para os astrônomos amadores, como bólidos anteriores já fizeram.
Astrônomos que operam telescópios maiores, usados em pesquisa, no entanto, estão empolgados com a visita.
Alguns observatórios, como o Slooh, nas Ilhas Canárias, transmitirão a passagem ao vivo no sábado à tarde.
De acordo com astrônomos de várias partes do mundo, o bólido não oferece risco de se chocar com o planeta.
Apesar disso, a repentina descoberta do asteroide, já tão próximo de chegar à Terra, assustou muita gente.
Nas últimas semanas, a Terra tem assistido a uma série de aproximações de asteroides. O último deles, o 2013 EC, com 10 metros de comprimento, também só foi descoberto dias antes de passar por nossa vizinhança.
O traumático meteoro que explodiu na Rússia e deixou mais de 1.200 feridos, no dia 15 de fevereiro, não chegou sequer a ser detectado.
No mesmo dia, o asteroide 2012 DA14, de 45 m, passou a míseros 27.680 km, bem mais próximo do que a Lua, mas sem causar estragos.
E, além dos asteroides, o fim de semana também será dos cometas. Em um evento raro, há dois deles visíveis do Brasil simultaneamente.
Hoje, no entanto, será a última oportunidade para ver o Pan-STARRs. Já o Lemmon deve ser observável por pelo menos mais uma semana.

7634 – Mega de ☻lho no Asteróide – Um de 45 m de diâmetro passa ‘de raspão’ hoje pela Terra


Os maias quase acertaram!
Viajando a 28.100 km/h, um asteroide com 45 metros de diâmetro passa hoje de raspão pela Terra. Em sua aproximação máxima, ele estará mais perto de nós que os satélites usados para telecomunicações. Mas não há risco de colisão.
Descoberto no ano passado, o pedregulho batizado de 2012 DA14 é o último –e mais contundente– dos alertas de que asteroides oferecem risco real ao futuro da civilização (deixando no chinelo crises hipotecárias americanas).
Em seu sobrevoo da Terra, ele passará a apenas 27.680 km da ilha de Sumatra, na Indonésia, às 17h24 (de Brasília). Apesar da proximidade, ele é tão discreto que não poderá ser visto a olho nu.
No Brasil, à luz do dia, nem com a ajuda de instrumentos será possível vê-lo.
Nunca um asteroide desse porte –capaz de causar estragos– foi monitorado passando tão perto da Terra. Isso dará aos astrônomos uma oportunidade única de estudá-lo.
Para esse fim, o principal instrumento é o radar, que permite um mapeamento de sua superfície durante a fase de maior aproximação do objeto, que tem a largura de meio campo de futebol.

Evento Tunguska
Embora asteroides com esse tamanho sejam incapazes de provocar extinção em nível planetário (o bólido que matou os dinossauros 65 milhões de anos atrás tinha cerca de 10 km de diâmetro), o estrago em caso de colisão pode ser grande.
Um exemplo disso foi o episódio ocorrido em Tunguska, na Sibéria, em 1908. Um fenômeno equivalente à detonação de uma arma nuclear na atmosfera provocou uma onda de choque que achatou 2.000 km2 de floresta.
Acredita-se hoje que tenha sido um asteroide de cerca de 60 metros de diâmetro, que nem chegou a colidir com o chão, mas se quebrou no atrito com a atmosfera terrestre.
Caso o 2012 DA14 estivesse destinado a trombar com o planeta, faria estrago similar. Se a colisão ocorresse numa região habitada, seria uma catástrofe sem precedentes. Mesmo caindo no oceano, seria um problema.
“Nesse caso, só correr para as montanhas”, afirma Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos. Seria a única maneira de fugir do tsunami resultante.
Com sorte, no caso do 2012 DA14, como o objeto foi descoberto há um ano, caso houvesse perigo de colisão, daria para tentar evacuar as regiões ameaçadas. “Mas imagine o caos”, diz Barbosa.
Pesquisadores da Nasa estimam que uma colisão desse tipo aconteça em média a cada 1.200 anos. Como a última foi há pouco mais de cem anos, o risco de outra tão já é baixo. Mas não dá para descartar.
O mais interessante, contudo, é que uma aproximação desse tipo, sem pancada, é bem mais comum –uma a cada 40 anos.
Por isso as empresas que ultimamente andaram revelando seus planos de mineração de asteroides ficaram especialmente animadas com essa passagem.
A companhia Deep Space Industries estimou o valor do pedregulho 2012 DA14 em cerca de US$ 195 bilhões, contando metais preciosos e água (que vale pouco na Terra, mas muito no espaço).
O único problema é que esse asteroide em particular está numa trajetória que dificultaria sua “perseguição” por naves mineradoras.
“Embora o visitante desta semana não esteja na direção certa para que o exploremos, haverá outros que estarão, e queremos estar prontos quando eles chegarem”, disse, em comunicado, Rick Tumlinson, chefe do conselho da empresa.

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6041 – Asteróide tira uma “fina” da Terra


Um asteroide recém-descoberto passou a poucos quilômetros (nas medidas espaciais, claro) da Terra na última terça-feira (29).
O 2012 KT42, de quase cinco metros de comprimento, passou a pouco mais 14 mil quilômetros do planeta. Um laboratório da Nasa disse que ele foi o sexto que mais se aproximou na história.
Esse foi também o segundo asteroide a passar esta semana próximo à Terra. Um outro objeto, medindo 21 metros viajou a 51.500 quilômetros do planeta na segunda-feira (28).
O asteroide “2012 KT42” recentemente descoberto passou nesta terça-feira a 14 mil quilômetros sobre a superfície da Terra, informou o site especializada em astronomia “Spaceweather”.
O pequeno asteroide, de um diâmetro e entre 3 e 10 metros, voa dentro do cinturão Clark de satélites geo-sincrônicos, utilizado para os sistemas de comunicação.
A aproximação do asteroide “2012 KT42” em relação à Terra é a sexta maior registrada. Mas, de acordo com a órbita estimada, os especialistas consideram que não há risco de colisão.
Diante do tamanho reduzido do astro, em caso de ele entrar na atmosfera, seria desintegrado totalmente em diminutos meteoritos.

5180 – O Asteróide 2709-Sagan


Sagan (asteróide 2709) é um asteróide da cintura principal, a 2,0439765 UA. Possui uma excentricidade de 0,0690497 e um período orbital de 1 188,25 dias (3,25 anos).
Sagan tem uma velocidade orbital média de 20,10101786 km/s e uma inclinação de 2,73276º.
Este asteróide foi descoberto em 21 de Março de 1982 por Edward Bowell.
Seu nome é uma homenagem ao astrônomo e divulgador da ciência americano Carl Sagan.
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.
Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).
Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos (que foi transformada em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.
Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, que foi levado para as telas de cinema, posteriormente a sua morte. Sua última obra, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por ele enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan, Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.
Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950.

4534 – Asteroide passa perto da Terra na terça, mas não há risco de colisão


O asteroide 2005 YU55 passará nesta terça-feira bem perto da Terra, às 21h28 (horário de Brasília), a uma distância inferior à da Lua.
Sem representar risco de colidir com o planeta, o asteroide representa uma rara oportunidade para os cientistas de estudar esse tipo de corpo celeste sem gastar tempo e dinheiro com sondas lançadas no espaço.

A rocha cósmica tem cerca de 400 metros de diâmetro, e sua órbita e posição são bem conhecidas, acrescentou o pesquisador Don Yeomans, do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.
Milhares de astrônomos profissionais e amadores irão acompanhar com seus telescópios a passagem do YU 55, que será visível apenas no Hemisfério Norte.
Mas ele estará apagado demais para ser visto a olho nu, e rápido demais para ser acompanhado pelo telescópio espacial Hubble.
Os cientistas suspeitam que há milênios o YU 55 esteja visitando a Terra, mas, devido à atração gravitacional dos planetas, que ocasionalmente altera sua rota, é impossível dizer com certeza há quanto tempo o asteroide percorre a sua órbita atual.
Estudos anteriores mostram que o asteroide, mais preto que carvão, se enquadra entre os asteroides da classe C, possivelmente composto de materiais à base de carbono e algumas rochas de silicato.
Mais informações sobre sua composição e estrutura devem ser fornecidas por imagens de radares e estudos químicos da sua luz quando da passagem rente à Terra.
“Li que seremos capazes de ver detalhes até um tamanho de cerca de 15 pés (4,5 metros) na superfície do asteroide”, disse Fisher.
A Nasa trabalha atualmente em uma missão para recolher em 2020 amostras de um asteroide conhecido como 1999 RQ36 e para enviar uma tripulação a outro asteroide em meados da próxima década.
O Japão também pretende lançar em 2018 uma missão para recolher amostras de um asteroide.
A Nasa monitora de perto o asteroide 2005 YU55 que se aproxima da Terra e, na próxima terça-feira (8), deve passar a uma distância inferior à da Lua. No entanto, segundo a agência espacial americana, não há risco de colisão com o planeta.
O asteroide tem 400 metros de extensão, equivalente ao comprimento de um porta-aviões. Segundo cálculos da Nasa, deve passar a uma distância mínima de 324 mil quilômetros, menos que a distância da Lua, que fica a cerca de 384 mil quilômetros da Terra.
As antenas do centro de vigilância do espaço profundo da Nasa situado em Goldstone (Califórnia) vigiarão a partir desta sexta-feira a trajetória do asteroide, que, segundo os especialistas, está bem definida.
O potente radar do observatório de Arecibo, situado em Porto Rico, se unirá à equipe de vigilância no próximo dia 8, quando se estima que o asteroide chegue ao ponto mais próximo da Terra.
Os cientistas já advertiram que a influência gravitacional do asteroide não terá nenhum efeito detectável na Terra, como marés ou movimentos nas placas tectônicas.
Embora este asteroide costume realizar uma trajetória que o faz se aproximar periodicamente da Terra, bem como de Vênus e Marte, o encontro deste ano será o mais próximo dos últimos 200 anos.
Durante o monitoramento, os cientistas utilizarão as antenas de Goldstone e Arecibo para rebater ondas de rádio no asteroide. Os ecos das ondas servirão para conhecer detalhes da superfície, forma, dimensões e outras propriedades do corpo celeste.
As observações que o radar de Arecibo fez do asteroide em 2010 mostram que sua forma é quase esférica e viaja lentamente, com um período de rotação de aproximadamente 18 horas.
Os astrônomos indicam que a última vez que uma rocha espacial deste tamanho se aproximou tanto da Terra foi em 1976 e que a próxima aproximação conhecida de um asteroide com tais dimensões será no ano 2028.

4483 – Asteróide caiu há 65 milhões de anos


O asteróide que caiu no Golfo do México, extinguindo mais de 40% das espécies animais, há 65 milhões de anos, não teria efeitos tão catastróficos se tivesse batido mais perpendicularmente contra a Terra. Pesquisadores da Universidade Brown, em Rhode Island, reproduziram o choque em laboratório, usando um detonador da Nasa capaz de acelerar um projétil a mais de 18 000 quilômetros por hora. Ao atingir uma superfície de características semelhantes à do Golfo do México, num ângulo menor que 30 graus, bem fechado, o projétil deixou a mesma marca na forma de ferradura da cratera de Chicxulub. E mostrou como a grande nuvem de vapor e poeira avançou sobre a América do Norte. “Isso significa que a devastação não depende só do tamanho do bólido, mas também do ângulo com que ele cai”. “Quanto mais de raspão fôr a queda, mais detritos são lançados na atmosfera.”
Ela pode ter liquidado os dinossauros.
A arma, as vítimas e os sobreviventes do crime
Camadas do subsolo marinho são testemunhas da queda do asteróide.
– Fósseis dos sobreviventes que repovoaram o oceano após o desastre.

– Irídio arrancado do asteróide.

– Areia vitrificada pelo calor gerado no impacto.

– A vida marinha some nesta quebra, de 65,2 milhões de anos.

– Fósseis marinhos de mais de 65,2 milhões de anos.

4413 – Asteroide vai tirar uma “fina” da Terra


Mais um outro asteroide deve passar perto da Terra, mas desta vez o objeto estará a 325 mil km do planeta –uma distância que é menor do que os cerca de 386 mil km que nos separam da Lua nessa época.
Terra tem como ‘vizinhos’ 19.500 asteroides de porte médio
A data será 8 de novembro, às 20h28 (horário de Brasília), pelos cálculos da Nasa (agência espacial americana).
O asteroide 2005 YU55 tem a medida aproximada de quatro campos de futebol e é um acontecimento aguardado pelos astrônomos, que desejam estudá-lo. Já estão a postos todos equipamentos de observação possíveis.
Sete anos atrás, noticia o site Space.com, o 2005 YU55 foi considerado como sendo um “potencialmente perigoso” –ou seja, haveria uma possibilidade de ele atingir a Terra, caso sofresse uma mudança na sua rota por alguma influência externa.
Para os alarmistas, porém, vai o aviso: será difícil o objeto atingir o planeta.
Um evento como esse é raro e não ocorre há 25 anos pelo menos, segundo a Nasa.
A quantidade de asteroides de porte médio que se encontram relativamente perto da Terra é bem menor do que o estipulado anteriormente. São cerca de 19.500 objetos, divulgou nesta quinta-feira a Nasa (agência americana), com base em dados coletados pelo telescópio espacial Wise.
Parece muito, mas é bem menos do que os 35 mil asteroides previstos inicialmente pelos cientistas.
Agora, eles querem saber quantos desses 19.500 representam perigo real para o planeta e quais são apenas objetos flutuando no espaço.
Para se ter uma ideia, a Nasa considera como asteroides de porte médio aqueles com tamanho variável entre cem metros e um quilômetro. O suficiente para destruir uma área metropolitana.
Para chegar a essa quantificação, a Nasa estudou rochas espaciais que se encontram em órbita a partir de 195 milhões de quilômetros do Sol até o entorno da Terra. O “censo espacial” é realizado pelo programa espacial Neowise, do JET (Laboratório de Propulsão a Jato).
A boa notícia é que o número de asteroides de grande porte também diminuiu nessa última revisão de dados, caindo de mil para 981 objetos –a maior parte, ou 911, já foi identificada.
Mas nenhum desses “gigantes espaciais” coloca em perigo a Terra por pelo menos os próximos séculos, afirma a Nasa.

4261 – Asteroide Vesta tem montanha três vezes mais alta que o Everest


Vesta

A Nasa (agência espacial dos EUA) obteve a foto de uma montanha que se ergue no polo sul do asteroide Vesta e que supera em três vezes o tamanho do monte Everest, no Tibete, com 8.848 metros de altura –a maior elevação que se encontra na Terra e acima do nível do mar.
No centro da imagem, divulgada na segunda-feira (10), vê-se a grande escarpa, que termina em um penhasco. Essa elevação pode ter se originado a partir de deslizamentos de terra, especulam os cientistas.
O Vesta é o segundo maior asteroide do Sistema Solar e está no cinturão que se encontra entre Marte e Júpiter.
A sonda Dawn tirou a foto como parte da missão, prevista para durar um ano, de estudo do Vesta. Depois, ela parte para colher dados sobre o planeta-anão Ceres.

Montanhas do Vesta