9170 – Armas Químicas – Cronologia do uso


1675
A aversão ao emprego de agentes químicos nos campos de batalha atravessa os séculos. Já na Antiguidade, gregos e romanos consideravam o uso de veneno indigno. O primeiro tratado conhecido para bani-los dos campos de batalha é de 1675. Foi assinado em Strasbourg, na Alsácia, por franceses e alemães, vetando o uso de balas envenenadas.

1874
Declaração de Bruxelas, assinada por 14 estados europeus mas nunca ratificada, bane o uso de venenos, gases tóxicos e armas que causem sofrimento desnecessário.

1899
Conferência de Haia veta o uso de arsenal tóxico – especificamente, projéteis que liberem gases asfixiantes.

1914
Em agosto, primeiro mês da Guerra Mundial I, a França usa granadas de gás lacrimogêneo. Em outubro, a Alemanha lança contra os britânicos 3 mil bombas com gás clorídrico, agente químico que ataca as vias respiratórias, causando asfixia.

1915
O químico Fritz Haber, que ganharia o Nobel em 1919 por sintetizar amônia, sugere aos alemães o uso de gás clorídrico, não por meio de bombas, mas em cilindros pressurizados, que deveriam ser abertos conforme o vento se mostrasse favorável. A proposta é colocada em ação em Ypres, Bélgica. O ataque é desfechado após uma espera de três semanas por condições atmosféricas favoráveis. As 168 toneladas do agente químico formam um nuvem sobre as linhas inimigas, queimando os olhos, a garganta e os pulmões, causando cegueira, tosse, náusea, dor de cabeça e dor no peito. Mais de 600 soldados franceses e argelinos agonizam até a morte. A mulher de Haber, que também era química, se revolta com o ataque, confronta o químico e acaba se matando com a arma dele. Ainda em 1915, os britânicos tentam a mesma estratégia, mas o vento muda de duração na hora do ataque, que acaba matando mais britânicos que alemães.

1917
Os alemães, de novo na Bélgica, começam a usar o gás mostarda, que havia sido sintetizado pela primeira vez em 1860. Além dos pulmões, este agente ataca também a pele, causando severas queimaduras e bolhas, seguidas de infecções. Em 1918, os aliados começam a retaliar os alemães com ataques do mesmo gás.

1918
Balanço da Guerra Mundial I: mais de 124 mil toneladas de 21 agentes tóxicos diferentes fizeram 1 milhão de baixas, com 90 mil mortes.

1925
Protocolo de Genebra: a Liga das Nações proíbe o emprego de gases venenosos ou asfixiantes e armas bacteriológicas. Nos dez anos seguintes, o tratado seria ratificado por 40 países, incluindo todas as potências, menos Estados Unidos e Japão.

1935
A Itália de Benito Mussolini ataca a Abissínia (atual Etiópia) com gás mostarda.

1936
O químico Gerhard Schrader, do departamento de inseticidas da alemã IG Farben, então a maior corporação do mundo, descobre acidentalmente um agente químico muito mais letal e difícil de detectar que o gás mostarda – porque não irritava os olhos ou os pulmões, e sim o sistema nervoso. Seu efeito é tão poderoso que ele é batizado Tabun, de tabu. Começava então a era dos agentes químicos nervosos.

1938
O gás Sarin é descoberto na Alemanha.

1941
Apesar dos estoques de Sarin e Tabun, a Alemanha não chega a usá-los nos campos de batalha da Guerra Mundial II, por superestimar o arsenal inimigo e temer uma reação na mesma moeda. Mas os nazistas usam em larga escala o infame Zyklon B, nos campos de concentração, para o extermínio de judeus. A primeira carga de Zyklon B chegou a Auschwitz em 1941.

1957
Nos anos 1950, uma nova geração de gases dos nervos é desenvolvida: cerca de 50 agentes da chamada família V, dos quais o VX é selecionado para abastecer o arsenal americano. O VX é três vezes mais forte que o Sarin quando inalado e 1000 vezes mais quando em contato com a pele. Um litro de VX, teoricamente, pode matar 1 milhão de pessoas.

1963
Os russos produzem o R33, uma variante do VX.

1963
O Egito de Gamal Nasser inicia ataques químicos com gás mostarda e fosgênio em intervenção militar após um golpe militar no Iêmen. Em 1967, derrotado no front israelense, o Egito se retira do Iêmen.

1983
Na guerra contra o Irã, o Iraque de Saddam Hussein inicia ataques com gás mostarda.

1988
Saddam Hussein perpetra contra a população curda de seu próprio território o mais devastador ataque químico. Uma única operação com gás Sarin mata de 2 a 5 mil pessoas.

1991
Na Guerra do Golfo, o Iraque é alertado pelos EUA que o país daria a ‘mais forte resposta’ em caso de um ataque químico. Saddam interpreta o recado como uma ameaça de bomba atômica e não usa seu arsenal de agentes tóxicos. A coalizão liderada pelos americanos destrói fábricas de armas químicas. Cinco anos depois, descobre-se que os bombardeios liberaram plumas tóxicas que o vento carregou por mais de 500 quilômetros.

1993
Em Paris, a Convenção de Armas Químicas amplia o escopo do Protocolo de Genebra, proibindo, além do emprego de arsenal tóxico, seu desenvolvimento, estocagem e transferência. O acordo já foi ratificado por 189 países (o Brasil aderiu em 1970). A Síria de Bashar Assad é uma das poucas exceções, assim como a Coreia do Norte e o Egito.

1995
Um ataque com gás Sarin ao metrô de Tóquio, empreendido pelos fanáticos da seita Aum Shinrikyo, mata 12 pessoas.

2002
Forças de segurança russas usam gás narcótico contra rebeldes chechenos que mantinham havia três dias centenas de reféns em um teatro em Moscou. Morrem 129 reféns, dos quais 127 por efeito do gás. Nem em face da agonia das vítimas a Rússia revela o agente químico usado no ataque aos rebeldes.

2003
Os Estados Unidos invadem o Iraque, alegando que o país tinha reerguido seu complexo de armas químicas, possuindo de 100 a 500 toneladas de agentes tóxicos, o que se mostraria falso.

2004
A Líbia de Muamar Kadafi renuncia a seu arsenal químico e obtém incentivo para transformar sua fábrica de Rabta em um complexo farmacêutico.

2013
Morreram mais de 1.400 pessoas na Síria sob aparente efeito de gases tóxicos, provavelmente Sarin. O governo americano responsabiliza o ditador Bashar Assad pelo ataque, e Barack Obama se diz decidido a lançar uma ofensiva contra o regime de Damasco.

8643 – Arma Química – O Vinagre e o Gás Lacrimogênio


Durante os protestos pelo Brasil em junho de 2013, se disseminou pela mídia a utilização de gases de ação lacrimogênea como um meio dispersante da multidão, assim como possíveis propriedades que o vinagre teria em anular os seus efeitos. Esse texto tem por objetivo trazer alguns esclarecimentos sobre o tema.
Ainda em relação ao gás lacrimogêneo, abordou-se questões que apontavam o vinagre como uma substância que poderia anular os efeitos desse gás. Entretanto, como o vinagre trata-se de uma solução de ácido acético (CH3COOH) à concentração de aproximadamente 5%, e este ácido não possui nenhuma atuação neutralizante sobre os gases lacrimogêneos, geralmente compostos clorados ou bromados, esta questão está mais para um mito popular do que para uma fundamentada teoria científica. Dessa forma, apresentou-se midiaticamente títulos como “A Revolta do Vinagre”, ou “A Resistência do Vinagre”, os quais podem melhor serem apontados como simbologia de uma movimentação social do que por apresentarem algum embasamento científico no que poderia se referir a uma reação orgânica de neutralização.
Referindo-se novamente ao vinagre, “esse ingrediente, porém, contém ácido acético e pode ajudar a aliviar os casos mais graves de contato com o gás: as queimaduras alcalinas na pele. Mas esse tipo de ferimento só ocorre em casos extremos, quando policiais atiram muitas cápsulas de pó lacrimogêneo numa área pequena (algo que são treinados para não fazer). Manifestantes que demoram a sair das nuvens de pó lacrimogêneo também podem ter essa queimadura, sobretudo se estiverem com roupas úmidas, que facilitam a absorção do gás pelo tecido”.
Tais gases lacrimogêneos podem ter seus efeitos minimizados aos se utilizar, por exemplo, uma máscara de carvão ativado, o qual é responsável pela adsorção das moléculas gasosas. Mas, com relação ao vinagre, a irritação cutânea poderá se dar inclusive pela ação deste ácido, uma vez que é irritante em concentrações maiores do que a apresentada na solução de vinagre. Temos aqui mais um caso de repercussão desorientada, motivada, provavelmente, por um efeito visual de repercussão iniciada casualmente.
Algumas recomendações são interessantes e fundamentadas ao se ter contato com um gás lacrimogêneo, como “tirar a roupa o quanto antes puder e sair do local para inalar o mínimo possível, pois em longos períodos o gás pode provocar, além da irritação, bronquite, pneumonia e lesões definitivas nos olhos”2. De modo caseiro, o carvão que resta nas churrasqueiras, enrolado por um tecido, poderia ser utilizado para cobrir as vias respiratórias, atuando similarmente ao carvão ativado e adsorvendo parte das moléculas gasosas irritantes.

8040 – Arma Química – Como o sarin envenena o organismo?


O gás venenoso que matou onze pessoas e intoxicou outras 5 500 num atentado terrorista ao metrô de Tóquio, Japão, no final de março, é uma das mais poderosas armas químicas conhecidas.
Bastam dez milionésimos do peso de um homem para matá-lo. Inalado, ou absorvido pela pele, o gás ataca a acetilcolinesterase, uma proteína associada ao envio de ordens entre os nervos e os músculos. Com a linha de transmissão de mensagens bloqueada, os músculos começam a trabalhar desordenadamente, até a paralisia de órgãos vitais, como o pulmão e o coração.
Descoberto pouco antes da II Guerra Mundial pelo químico alemão Gerhard Schrader, o sarin está entre os três gases mais letais que atacam os nervos. E tem outro aspecto ameaçador: sua estrutura é tão simples que ele pode ser fabricado até por um estudante de química.

5832 – Gás Lacrimogêneo – Como se usa


Os gases lacrimogêneos são classificados como agentes irritantes não-letais pela Convenção de Armas Químicas, acordo firmado por 178 países. Como seus efeitos são temporários, forças policiais podem usá-los para dispersar multidões. No entanto, a mesma convenção proíbe seu uso como arma de guerra, dizendo que, em alta concentração, o gás pode matar o inimigo. Mas isso nem sempre foi assim…
Arma de guerra
Nas guerras da Antiguidade, era comum atacar os inimigos com fumaças tóxicas. Por aqui, faziam o mesmo: índios tupinambás queimavam pimenta e usavam a fumaça para forçar os inimigos a abandonar suas barricadas. E o hábito chegou ao século 20: na Guerra do Vietnã, americanos foram acusados de usar lacrimogêneos para expulsar os vietcongues de seus esconderijos.
Assim se faz gás
O 2-Clorobenzilideno malononitrila (CS) é o gás mais usado e foi sintetizado em 1928 pelos americanos Ben Corson e Roger Stoughton (a sigla CS vem dos sobrenomes). Eles trabalhavam em um novo lacrimogêneo quando uma crise de espirro mostrou que estavam no caminho certo. Os sintomas físicos do gás são lacrimejamento, irritação na pele e queimação na boca. Já os efeitos psicológicos vão desde desorientação até pânico.
Se o gás pegar você
Num dia sem vento, uma granada de CS pode formar uma nuvem de até 10 metros de diâmetro, que fica 15 minutos no ar. Se você entrar em contato com a substância, fuja o mais rápido possível (apesar de ser agente não-letal, já houve casos de morte com o gás) e depois caminhe de braços abertos por um local ventilado, para eliminar o químico das roupas. Se possível, mantenha os olhos abertos – mas sem esfregá-los. Importante: só lave o rosto com água fria e sabão neutro depois de não ter mais sintomas. O CS pode reagir com a água e provocar queimaduras no rosto.
No Brasil, as Forças Armadas e de segurança pública (Polícia Militar, Civil e Federal) podem usar gás lacrimogêneo. Quem controla a venda é o Exército. No momento de um confronto, o oficial responsável, geralmente o mais antigo, avalia como proceder. Antes de usar o gás, ele pode usar outros recursos (de acordo com a ameaça): vai da presença ostensiva da tropa até as armas de efeito moral – como bala de borracha, armas de choque e jatos d¿água. O gás lacrimogêneo só é recomendado em situações extremas, como briga de torcida, tumulto generalizado e rebelião em presídio, entre outras.

3659 – Arma Química – O Gás Lacrimogênio


Este gás orgânico começou a ser utilizado na Primeira Guerra Mundial, ele pertence à classe dos Haletos que são compostos que apresentam pelo menos um átomo do grupo dos Halogênios (F, Cl, Br, I), ligado a um grupo derivado de hidrocarboneto.
Nas manifestações de rua os policiais não podem acalmar a euforia da multidão com armas de fogo, sendo assim, o uso do gás é uma opção válida já que este apresenta baixa toxicidade, e faz com que as vítimas soltem lágrimas incessantes e se afastem. A palavra “Lacrimogêneo” vem do Latim “lacrima” que significa lágrima.
É também reconhecido pela sigla CS, cuja composição é gás (o-Clorobenzilideno malononitrilo). É um agente incapacitante, ou seja, os efeitos resultantes do contato com tais substâncias atrapalham qualquer indivíduo de realizar tarefas, já que vai estar muito ocupado tentando respirar ou esfregando os olhos (inutilmente). Além de lágrimas, o gás ainda pode causar: tosse, irritação da pele e vômitos. A queda do líquido irritante na pele causa sensação de queimadura. Os efeitos levam entre 20 a 45 minutos para passar.
Esses gases podem ser dispersos por meio de sprays (aerosol) ou na forma de granadas de mão como projéteis a serem lançados.
é um nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, olhos (pode causar cegueira temporária) e vias respiratórias, tais como o brometo de benzilo, ou o gás CS (o-clorobenzilideno malononitrilo). O uso crescente do gás lacrimogêneo, pela polícia e exército, como arma de “controle de multidões” deveu-se ao fato de, supostamente, ser capaz de dispersar multidões sem causar efeitos letais (mortes). Os primeiros estudos clínicos mostravam que o gás causava irritação e mal-estar e em concentração controlada era incapaz de deixar marcas ou causar óbitos. Por isso era chamado de arma “não letal”. Porém, em crianças de colo o efeito pode ser consideravelmente perigoso.
Gases lacrimogênios populares são os irritantes oculares CS, CN e CR, e o irritante respiratório aerossol de pimenta.
A forma mais comum de gás lacrimogêneo, o CS (chlorobenzylidenemalononitrile), foi desenvolvido nos anos 50, na Inglaterra, pelo laboratório CBW (no polêmico centro de pesquisas de armas químicas de Porton Down). Depois, nos anos 60, foi utilizado em larga escala pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnam.
Suas fórmulas variam. Podem ser, por exemplo, cloro-acetona (CH3–CO–CH2–Cl), bromo-acetona (CH3–CO–CH2–Br) ou acroleína (CH2=CH–COH). O CS é mais forte que o CN, porém desvanece mais rápido.
Qualquer composto químico que produza estes efeitos pode ser chamado lacrimogêneo, mas “agente de controle antidistúrbio” ou “gás lacrimogêneo” implica um produto químico lacrimogêneo escolhido por sua baixa toxicidade e por não ser letal. Estes gases podem ser dispersos por meio de sprays (aerossol) de mão por meio de recipientes que emitem gás a um ritmo fixo ou de forma explosiva. Tais recipientes são tanto construídos na forma de granadas de mão como projéteis a serem lançados tanto de armas adequadas portáteis como fixas em veículos ou mesmo por morteiros. Podem ainda ser construídas conjuntamente com bombas de efeito moral, liberando o gás conjuntamente com explosão de ruído extremamente intenso.
Os efeitos da exposição ao gás lacrimogêneo são reações involuntárias de lacrimação com uma forte sensação de queimadura nas terminações nervosas da pele. Coceiras, inflamações, dor de cabeça, leve vertigem, sensação de insuficiência respiratória são os efeitos mais comuns.
Atualmente, os gases lacrimogêneos, bem como os sprays de pimenta são legalizados em alguns países, sendo valido como arma apenas para auto-defesa, porém tais “armas” – disponíveis em portáteis como latas de spray – necessitam de licença e treinamento para seu porte e uso (restrito).

2168-Armas Químicas, a tecnologia a serviço do mal


Efeitos das armas químicas - Clic para ampliar

Existe algo mais cruel do que os gases venenosos, as armas biológicas, bactéria para matar o inimigo de doença. As mais citadas provocam males como a dengue, botulismo, antraz, e peste. Aperfeiçoados pela engenharia genética, mesmo os vírus e bactérias não mortais podem se tornar resistentes a qualquer tipo de antibiótico, vitimando populações inteiras. Na Segunda guerra mundial, o Japão atacou 11 cidades chinesas com bomba bacteriológica. Além disso, japoneses e alemães usaram prisioneiros como cobaias em experiências com agentes infecciosos. Os gases dos nervos matam em minutos. Atuam inibindo uma enzima chamada acetilcolinesterase, necessária ao controle dos movimentos musculares. Tal enzima bloqueia os impulsos nervosos que ativam os músculos. Quando o gás neurotóxico é absorvido por inalação e contato com a pele, a produção da enzima cessa imediatamente. Todos os músculos se contraem sem parar e acabam estrangulando os pulmões e o coração. É mais ou menos assim que morrem os insetos atacados por inseticida. Ao todo, as mortes causadas por gases venenosos na primeira guerra mundial somaram perto de 100 mil, os feridos em torno de 1,3 milhão.
Guerra química – é um tipo de guerra não convencional, baseada no uso de propriedades tóxicas de substâncias químicas para fins de destruição em massa – seja com finalidades táticas (limitadas ao campo de batalha), seja com fins estratégicos (incluindo a retaguarda e vias de suprimento do inimigo).
As armas químicas diferem de armas convencionais ou nucleares porque seus efeitos destrutivos não são principalmente decorrentes da força explosiva. A categoria de armas químicas pode incluir, além das armas químicas propriamente ditas, também aquelas que utilizam prevalentemente venenos de origem biológica. Quanto a isto, há controvérsias. De todo modo, o uso ofensivo de organismos vivos (como o antrax) é em geral considerado como guerra biológica, para efeito dos acordos internacionais sobre armamentos.
Armas químicas são baseadas na toxicidade de substâncias químicas, capazes de matar ou causar danos a pessoas e ao meio ambiente – tais como o gás mostarda, o cloro (Cl2), o ácido cianídrico (HCN), o gás sarim, o agente laranja ou o Napalm. Têm sido utilizadas tanto para reprimir manifestações civis – como é o caso do gás lacrimogêneo – quanto em grandes conflitos.
A guerra química moderna surge na I Guerra Mundial, para superar a luta nas trincheiras, derrotando o inimigo com gases venenosos. No conflito, as armas químicas mataram ou feriram cerca de 800 mil pessoas. A substância mais conhecida era o gás mostarda (de cor amarelada), capaz de queimar a pele e produzir danos graves ao pulmão, quando aspirado.
Durante a Segunda Guerra Mundial, também foi utilizada. O professor Yoshiaki Yoshimi publicou uma série de estudos sobre o uso de armas químicas, pelo exército japonês, contra prisioneiros de guerra australianos. O exército imperial japonês mantinha uma unidade secreta que realizava experiências com armas químicas e biológicas, denominada Unidade 731.