13.957 – Mega Byte – Uber acumulou prejuízo de quase US$ 2 bilhões em 2018


Uber
A Uber continua sendo um buraco negro de dinheiro. A empresa continua perdendo quantias bilionárias ano após ano, como revela o relatório financeiro mais recente divulgado pela companhia de transporte. Em 2018, o prejuízo acumulado foi de US$ 1,8 bilhão.
Apesar de o valor parecer assustador, a notícia não é exatamente ruim. A Uber conseguiu reduzir o prejuízo anual na comparação com 2017, quando havia perdido US$ 2,2 bilhões. Da mesma forma, as receitas anuais chegaram à casa dos US$ 11,3 bilhões, o que representa uma alta considerável de 43% na comparação com o aferido em 2017.
Os números da empresa são importantes porque a empresa está se preparando para a abertura de capital. Espera-se que o processo de IPO, que foi aberto confidencialmente (mas que já vazou), seja um dos maiores da história, movimentando quantias gigantescas. A empresa precisa provar a investidores que seu modelo de negócios é viável a longo prazo para isso se concretizar.
Um dos desafios enfrentados pela Uber é a concorrência pesada em múltiplos mercados. Nos EUA, a Lyft é um exemplo; no próprio Brasil, a 99, que pertence à gigante chinesa Didi Chuxing, se estabeleceu como um desafiante à altura. Outros países e regiões veem situações similares, o que força a Uber a reduzir preços de corridas, reduzir margens de lucro para pagar mais a motoristas e investir pesado em marketing e recrutamento.
Os números anunciados pela Uber mostram que a empresa ainda está em franca expansão, o que são boas notícias. No entanto, a empresa ainda precisa provar que pode transformar esse crescimento em lucro em algum momento. Até então, a Uber tem se sustentado graças a investimentos bilionários feitos por empresas interessadas em ter uma participação na companhia.

13.652 – Uber passa a usar algoritmo de inteligência artificial para proteger motoristas


Uber
A Uber anunciou que começou a usar algoritmos de inteligência artificial para proteger motoristas em sua plataforma de carros particulares sob demanda. O objetivo é evitar que parceiros sejam atraídos para emboscadas.
“A Uber tem adotado a tecnologia de machine learning para identificar riscos com base na análise, em tempo real, dos dados das milhões de viagens realizadas diariamente por meio do aplicativo”, explicou a empresa por meio de uma nota oficial.
Machine learning é uma forma de ensinar sistemas informatizados a “decorar” comportamentos a partir de repetição, aprendendo, no caminho, a improvisar em certas situações. É uma das muitas formas práticas da inteligência artificial.

Esses algoritmos da Uber cruzam informações a respeito do passageiro – como quantas viagens ele já fez, sua nota como cliente, sua localização e modo de pagamento – para tentar “adivinhar” se a corrida pode ser uma emboscada.
Se o sistema concluir que há sinais de que esse cliente pode ser um criminoso à espera de um motorista para assaltar, por exemplo, o aplicativo da Uber vai esconder a corrida do mapa. Todo o processo é feito automática e remotamente.
A asessoria de imprensa da Uber confirmou que a tecnologia têm sido empregada de maneira experimental já há algum tempo. Mas agora, dados suficientes já foram coletados para que a Uber possa confiar nesse sistema automatizado.
“Ess tecnologia foi desenvolvida por uma equipe de cientistas de dados, engenheiros e especialistas para ajudar a antecipar e reduzir a probabilidade de incidentes de segurança”, afirma a Uber em nota. “A nova ferramenta se junta a outras tecnologias e processos de segurança que o aplicativo já oferece para serem usados antes, durante e depois de cada viagem.”

13.534 – Novo golpe de WhatsApp promete maquiagem de O Boticário de graça


golpe whats4
O novo golpe do WhatsApp com a falsa promoção de O Boticário está se espalhando rapidamente entre os internautas brasileiros. Prometendo um lápis de maquiagem da linha Make B, a mensagem leva os usuários a se cadastrar em serviços de SMS pagos e a baixar aplicativos maliciosos para o smartphone. De acordo com a PSafe, mais de meio milhão de pessoas teriam sido alvo da armadilha.
Na suposta página promocional, o usuário se depara com as perguntas “Você já fez compras no Boticário?”, “Gosta de produtos da O Boticário?” e “Você recomendaria O Boticário a um amigo ou membro da família?”. Em seguida, independentemente das respostas dadas, o internauta é encaminhado para uma página onde deve encaminhar a mensagem da promoção para 10 amigos no WhatsApp para ter acesso ao prêmio.
Após encaminhar a mensagem, o internauta é redirecionado para uma página onde deve se cadastrar em um serviço de SMS pago ou baixar aplicativos falsos. Essas ameaças podem deixar o celular da vítima infectado ou vulneráveis a outros tipos de ameaças, como crimes e prejuízos financeiros, de acordo com o DFNDR Lab.

Golpe simula promoção já encerrada
O golpe que circula entre os usuários brasileiros trata-se de uma versão falsa da promoção “Desejos de Make” de O Boticário, que já foi encerrada pela empresa. O link encaminhado junto à mensagem, inclusive, simula a página oficial da ação. No entanto, a farsa pode ser facilmente desmascarada por conta da má construção do site e por causa de o domínio do link ser “makesx” ao invés da marca “Make B.” ou o do próprio O Boticário, por exemplo. Outro ponto é a propaganda de uma empresa concorrente à marca.

golpe botica

13.526 – App falso se passando pelo WhatsApp teve mais de 1 milhão de downloads


whats falso
Um aplicativo chamado “Update WhatsApp” publicado por um desenvolvedor chamado “WhatsApp Inc.” enganou pelo menos 1 milhão de pessoas.
Como você deveria suspeitar, não se trata do aplicativo verdadeiro do WhatsApp, mas algo que tenta enganar os usuários na loja do Google replicando tanto o nome do app quanto do desenvolvedor. Vale notar também que os criadores do app falso mascararam o título da “empresa” como “WhatsApp Inc.”, mas incluíram um símbolo unicode invisível após o nome para diferenciar da empresa original sem permitir que o usuário percebesse.
O app falso foi alvo de uma campanha de denúncias por parte de usuários do Reddit, que fizeram o caso ganhar notoriedade, o que forçou o desenvolvedor a se mexer e mudar o nome do aplicativo. O aplicativo passou de “Update WhatsApp Messenger” para “Dual Whatsweb Update”; o nome do desenvolvedor mudou para “Live Update Apps”. No entanto, o Google parece ter agido e agora o app está inacessível.
Depois de instalado, o aplicativo tenta se esconder no celular sem apresentar um título e ostentando um ícone em branco. Ele também é capaz de baixar um segundo APK, chamado “whatsapp.apk”, que provavelmente é um aplicativo funcional para o usuário conseguir acessar o serviço e não perceber seu engano.
Isso dito, o estrago que o app causa poderia ser maior. O aplicativo falso tinha como objetivo gerar receita para seus desenvolvedores por meio de publicidade, e não parece tentar roubar informações para desfalcar suas vítimas. Normalmente as pessoas que caem nesse tipo de golpe acabam tendo um destino muito mais complicado.

13.048 – Novo golpe no WhatsApp pode roubar dados bancários dos usuários


aplicativo-whatsapp-20121220-01-1-original
É preciso sempre estar alerta com possíveis ataques criados por hackers em serviços de mensagens como o WhatsApp. Um novo golpe, por exemplo, está roubando dados pessoais de usuários do aplicativo usando um vírus que é enviado em mensagens no app.
Além de dados pessoais, o ataque também pode deixar vulneráveis dados bancários, códigos PIN e credenciais de acesso dos internautas.
Os primeiros incidentes foram registrados na Índia. Por lá, os usuários recebem mensagens que usam nomes de organizações governamentais do país asiático como a National Defense Academy (NDA) e a National Investigation Agency (NIA). Os arquivos chamam-se “8th-toughest-College-in-the-world-to-get-into.xls” e “NIA-selection-order-.xls” e se passam por planilhas de Excel.
Por enquanto ainda não há registros de ataques em solo brasileiro, mas é preciso ficar ligado já que hackers podem trocar os nomes dos arquivos para tentar infectar smartphones por aqui.

12.928 – Novo programa da Adobe consegue imitar qualquer voz


A Adobe anunciou um aplicativo que permite alterar gravações de áudio para incluir frases e palavras não ditas pelo locutor. A ideia, no entanto, despertou preocupações éticas e de segurança, já que permite manipular discursos de maneira que o ouvinte nunca perceba.
A empresa afirma que está tomando medidas para minimizar os riscos. Em uma demonstração a edição foi feita em questão de segundos e precisou apenas de uma transcrição em texto e de um botão. “Nós já revolucionamos a edição de fotos. Agora é hora de fazer o mesmo na edição de áudio”, explicou Zeyu Jin, funcionário da Adobe.
Ele conta que são necessários 20 minutos de amostras de áudio para que o programa consiga “imitar” perfeitamente a voz.

Críticas
Especialistas parecem não ter ficado tão empolgados com o software. “Parece que os programadores da Adobe foram arrastados pela emoção de criar algo tão inovador como um manipulador de voz, e ignoraram os dilemas éticos de mau uso potencial”, comentou à BBC o Dr. Eddy Borges Rey, professor de mídia e tecnologia da Universidade de Stirling.
O professor se diz horrorizado com a invenção e explica o motivo: “Isso complica a vida de advogados, jornalistas e outros profissionais que utilizam meios digitais como prova.”
Em meio às críticas, a Adobe afirmou que está procurando maneiras para detectar o uso de seu software. “Estamos pensando em algo como uma marca d’água de detecção”, explicou Jin. O programa ainda não tem data de lançamento.

12.770 – Saiba como impedir que o WhatsApp compartilhe seus dados com o Facebook


O WhatsApp deixou muitos usuários decepcionados ao revelar que vai começar a compartilhar seus dados com o Facebook. No entanto, ainda é possível impedir esse “vazamento” mesmo que você já tenha aceitado a atualização nos termos de uso.
Se você ainda não recebeu a atualização, fique atento. Quando receber, você verá a imagem abaixo assim que abrir o aplicativo. Não clique no botão “Aceitar”, mas, em vez disso, toque na seta para cima na parte debaixo da tela, ao lado de “leia mais sobre atualizações importantes”.

whats face2

whats face3
Pronto. Seus dados não serão mais usados pelo Facebook para te direcionar propaganda ou sugestão de amigos. Se você já havia aceitado os termos antes, sem passar por essas etapas, porém, saiba que ainda há como interromper o compartilhamento de dados.
Vá até Configurações > Conta e desmarque a opção, no fim da tela, descrita como “Compart. dados da conta”, como mostra a imagem abaixo. Mas seja rápido, porque essa opção tem prazo para acabar: 30 dias a partir do momento em que o usuário tem acesso aos novos termos de uso e os aceita.

12.538 – Aplicativos prometem economizar bateria e não cumprem o que dizem


Uma pesquisa da PROTESTE Associação de Consumidores testou 16 aplicativos que clamam ajudar na economia de bateria de smartphones. Sete deles, no entanto, foram reprovados nos testes do órgão que atua na defesa dos consumidores.

Entre os apps testados e reprovados, três falharam na missão de economizar bateria de celulares com sistema operacional iOS e outros quatro não conseguiram cumprir o que prometiam no Windows Phone. Os programas para Android em geral tiveram um desempenho melhor.

Entre eles, o conhecido Battery Doctor conseguiu economizar até 52,6% da carga no sistema operacional do Google e 35,8% no iOS, com o Battery Doctor Must-have. No Windows Phone, o melhor programa foi o Lumia Battery que conseguiu otimizar a bateria em apenas 15,7%.

As avaliações também mostraram que nenhum dos aplicativos para iOS e Windows Phone reconhece quais softwares instalados estão consumindo carga da bateria. Já para Android, entre os programas testados, o Battery Defender, Battery Widget Reborn, Juice Defender e Battery Saver também contam com a falha.

A falta de atualizações dos apps também foi outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores. O Battery Life, para iOS, por exemplo, foi atualizado há três anos. Já o Battery Defedner, do Android, teve sua última atualização ocorrida em 2012.
Legenda: apenas os aplicativos em azul foram considerados de boa qualidade.

app bateria

12.519 – App de teclado hexagonal promete digitação até 70% mais rápida


teclado2
Uma startup suíça lançou recentemente o aplicativo WRIO Keyboard, disponível para Android e iOS. O teclado chama a atenção por seu design curioso: em vez ter as teclas organizadas da maneira tradicional, os botões correspondentes a cada letra são hexágonos.
A aparência incomum, no entanto, deve ser benéfica aos usuários. Segundo a empresa, testes feitos com usuários mostraram um aumento de 20% a 70% na velocidade de digitação das pessoas que usavam o teclado, comparada à sua velocidade de digitação usando outros aplicativos com layout de teclas tradicional.
O posicionamento das teclas, embora seja diferente, é ainda baseado no padrão QWERTY da enorme maioria dos teclados do mundo. O Wrio ainda tem outras funcionalidades curiosas: para acrescentar letras maiúsculas, o usuário digita na letra e desliza o dedo para cima. Para apagar, basta deslizar para a esquerda em qualquer local do teclado; deslizar para a direita, por sua vez, traz de volta o texto apagado.
Ele também tem recursos mais comuns em outros teclados, como corretor de ortografia, sugestão de palavras e emojis, segundo o Ubergizmo. Mesmo estando disponível tanto para iPhones quanto para smartphones Android, no entanto, o WRIO ainda exige um pouco de confiança de potenciais usuários, pois não é gratuito. O aplicativo custa US$ 3 na App Store e R$ 10,99 na Play Store.
Não é o único aplicativo de teclado que chama a atenção no mercado. Recentemente, o Google também lançou um teclado especial para iOS chamado de Gboard. Seu principal destaque é permitir o uso do buscador da empresa em qualquer aplicativo, além de permitir a postagem de gifs e sugerir emojis durante a digitação. O Google informou que pretende trazer os recursos para Android também.

12.484- WhatsApp pode voltar a ser bloqueado no Brasil


aplicativo-whatsapp-20121220-01-1-original
Ainda não acabou a briga entre o WhatsApp e a Justiça brasileira. Embora o aplicativo tenha sido liberado para operar no país após um bloqueio que durou mais de um dia, o serviço ainda corre o risco de enfrentar outro período de inatividade.
O UOL conversou com juristas e eles lembraram que, como o caso ainda está correndo em segunda instância, no Tribunal de Justiça de Sergipe, há a possibilidade de que a briga continue uma esfera acima.
Caso os autores da ação contra o WhatsApp insistam, o caso deve parar nas mãos do Superior Tribunal de Justiça. Lá, se o pedido do juiz Marcel Montalvão for acatado integralmente, a decisão de bloquear o serviço.
Conforme explica a reportagem, a Justiça de Lagarto (SE) já usou todas as sanções previstas em lei para forçar o WhatsApp a fornecer dados de pessoas envolvidas com uma investigação de tráfico de drogas. Depois de passar por multas, a prisão de um diretor do Facebook (dono do WhatsApp) e suspensão das atividades da empresa, resta deixar as sanções mais rigorosas, aumentando o valor das multas, por exemplo.
Outro detalhe é que a intervenção do desembargador que contrariou o juiz Montalvão, liberando o aplicativo, também precisa passar pela avaliação do colegiado do TJ-SE. Isso deve acontecer em até um mês e, dependendo do resultado, o serviço pode voltar às escuras.
Especialistas explicaram que toda a questão talvez fosse evitada se o próprio WhatsApp apresentasse um laudo técnico comprovando que não tem como fornecer os dados requeridos pela Justiça. ”Há discussões técnicas baseadas no princípio da informática que debatem a viabilidade de o WhatsApp reverter seu sistema de criptografia e entregar à Justiça brasileira os dados solicitados”, diz o advogado Renato Opice Blum; para ele, talvez a empresa ainda não tenha se mexido por saber que tal reversão é possível.
A advogada Gisele Truzzi acredita que a obtenção do laudo pode gerar outro processo judicial. Em vez de focar na entrega dos dados, este teria intenção de forçar a quebra da criptografia do aplicativo. “Entendo que seria cabível. É uma situação muito nova, só vendo caso a caso para ver o que iria acontecer.”

12.464 -Mega Byte – WhatsApp explica por que não entrega os dados que a polícia brasileira pede


whats

O WhatsApp entrou em rota de colisão com a Justiça brasileira nos últimos tempos. Primeiro, o aplicativo foi ameaçado de suspensão; depois, no fim do ano passado, foi banido por algumas horas no país. Na semana passada, o vice-presidente do Facebook (empresa dona do WhatsApp), Diego Dzodan, foi preso pela Polícia Federal por causa, justamente, da falta de colaboração em investigações policiais. Podem ser casos distintos, envolvendo crimes diferentes, mas o problema entre Justiça e WhatsApp é o mesmo.
O aplicativo não fornece as informações solicitadas pelas autoridades, e isso tem causado atritos, levando a estas atitudes extremas de juízes pelo país. Mas, afinal de contas, por que o WhatsApp não colabora? Para entender o caso, Matt Steinfeld, diretor de comunicação do aplicativo esclareceu a situação.
A alegação da empresa é simples: NENHUMA mensagem é guardada em seus servidores. Não importa quantas vezes a Justiça brasileira (ou de qualquer outro lugar do mundo) pedir, o WhatsApp não pode oferecer o que ele não tem.
O mais interessante de toda esta situação é que, mesmo que armazenasse as mensagens, pouco poderia ser feito para ajudar a Justiça, porque o aplicativo aposta em criptografia end-to-end, que, basicamente, significa que as mensagens saem do celular já criptografadas, fazem todo o trajeto celular-servidor-outro celular e só são desencriptadas quando chegam ao recipiente final, para que ele possa ler o que foi escrito. Ou seja: mesmo que guardasse estas mensagens e fotos, o WhatsApp não teria a chave para poder vê-las, ou para permitir que as autoridades as vejam.
Isso é importante por vários motivos. Para o WhatsApp, é a garantia que pode oferecer aos usuários de que suas mensagens não serão interceptadas, por qualquer motivo, seja para o caso do cibercrime, seja para o caso de ciberespionagem governamental (de qualquer governo que seja).
Matt Steinfeld: No caso recente, nós cooperamos totalmente dentro de nossas capacidades. Há alguns recursos do WhatsApp que limitam a nossa capacidade de fornecer informações nestas investigações.
É importante observar que o WhatsApp não armazena o conteúdo das mensagens. A partir do momento em que entregue entre duas pessoas, ela é apagada dos nossos servidores. Nós só temos nossos servidores com o propósito de entregar as mensagens. Não mantemos registros sobre o que as pessoas conversam nos nossos servidores.
Outra coisa importante é que nos últimos dois anos, nós implantamos um recurso chamado criptografia ‘end-to-end’. Ela basicamente ‘bagunça’ a mensagem enviada, o que inclui texto, fotos, vídeos, clipes de voz para que ela não possa ser acessada por cibercriminosos ou outros agentes maliciosos. Nós fazemos isso porque as pessoas que se comunicam usando o WhatsApp compartilham informações muito pessoais e íntimas com seus amigos e familiares. As pessoas usam o WhatsApp para falar com seus psiquiatras, com seus médicos, seus parceiros de negócios, e eles querem que estas comunicações sejam mantidas em segurança.
O que isso significa é que o próprio WhatsApp não pode acessar o conteúdo das mensagens das pessoas. Se nós vamos proteger as mensagens de cibercriminosos, isso também significa que nós não podemos lê-las. Por causa disso, somos muito limitados nas informações que nós somos capazes de oferecer.
Se você observar o caso desta semana, nós afirmamos muito claramente: não podemos oferecer informações que nós simplesmente não temos.

12.083 – Google prepara sistema de inteligência artificial para apps de mensagem


google-lifi-li-fi-internet
O Google ficou para trás no setor de mensageiros instantâneos, mas resolveu eliminar o tempo perdido atacando uma vertente que começou a se desenvolver agora: a inteligência artificial. O Wall Street Journal reporta que a gigante de buscas prepara uma plataforma que atuará por trás de Hangouts e Messenger com chatbots, softwares programados para responder perguntas.
Cada vez que o usuário tiver uma questão, ele pode apelar para o robô, que usará a internet e o conhecimento que tem sobre a pessoa para responder. Por exemplo, se o sujeito pede indicações de restaurantes, a máquina poderia mostrar uma churrascaria, mas o usuário pode responder que é vegetariano, o que fará com que ele nunca mais receba indicações do tipo.
Ainda não há informações sobre o nome da novidade ou sua data de lançamento, mas o WSJ conversou com várias fontes dentro da empresa que confirmam as informações. Quem lidera o desenvolvimento é Nick Fox, que em outubro tentou comprar a 200 Labs – responsável por desenvolver chatbots que atuam no Telegram.
Além do Telegram, o Messenger do Facebook e o WeChat já começaram a trabalhar com inteligência artificial e, embora o Facebook costume cortar iniciativas com chatbots do WhatsApp, o serviço também se mostra apto a esse tipo de experimento.

12.076 – Mega Byte – Como driblar o bloqueio do WhatsApp


connect
O WhatsApp foi bloqueado no Brasil, mas isso não significa que você não pudesse usá-lo. Há, sim, formas de driblar o bloqueio no país. A principal delas é a VPN (sigla para “rede virtual privada”), que mascara a origem do seu acesso. Assim, seu tráfego é redirecionado para fora do país, onde não há qualquer tipo de bloqueio.
Vale observar, no entanto, que não são todas as VPNs que são seguras, e elas abrem espaço para interceptação das suas informações enquanto elas trafegam online. É bom ter ciência disso antes de se conectar a qualquer serviço do tipo, para evitar fazer transações bancárias ou inserir números de cartão de crédito, ou transferir fotos ou qualquer outra informação comprometedora.
Além disso, não adianta você fazer este processo e os seus contatos não. Se a pessoa ainda estiver no Brasil e não estiver em uma VPN, ela não receberá suas mensagens.
Assim, se você ainda quiser driblar o bloqueio, existem inúmeros aplicativos para isso, mas a nossa sugestão é o aplicativo BetterNet, disponível tanto para Android quanto iOS. Ele é gratuito e vai mascarar o seu acesso para outro país, permitindo que você envie e receba mensagens.

Como usar o BetterNet no Android:

1º) Baixe o aplicativo neste link

https://itunes.apple.com/br/app/unlimited-free-vpn-by-betternet/id946659216?l=en&mt=8

2º) Depois de instalado, execute o app e pule as telas de introdução

3º) Pressione o botão Connect

11.046 – Mega Byte – Veja como funciona o reconhecimento facial do Facebook


Face "falta de assunto"
Face “falta de assunto”

Um bom software e uma câmera são suficientes para identificar uma pessoa por meio do reconhecimento facial. A tecnologia foi desenvolvida principalmente para sistemas de segurança, mas atualmente também está nas redes sociais e dispositivos pessoais.
Primeiro, vale entender como funciona o reconhecimento facial digital. Graficamente, nosso rosto é composto por muitos pontos e medidas, como o comprimento da linha da mandíbula, tamanho do crânio, distância entre os olhos, largura do nariz, entre outros. E mesmo no caso de gêmeos, as diferenças são grandes; se não a olho nu, bastante para um software bem programado.
Logo depois de identificar essas dados por meio da câmera, o software transforma essas medidas e pontos em uma sequência digital. Este número passa a ser o registro daquele indivíduo. Comparado às impressões digitais, o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, e a precisão do reconhecimento facial chega perto dos 100%.
O reconhecimento facial não é tecnologia nova e vem evoluindo bastante ao longo dos anos. Se antes só era possível reconhecer um rosto parado, sem muita informação atrapalhando, hoje os programas estão bem mais sofisticados e precisos.
Mas o que vem chamando cada vez mais a atenção dos usuários de redes sociais é a precisão do reconhecimento facial nas fotos publicadas no Facebook. Toda marcação sugerida não é aleatória; está totalmente ligada a um software bastante inteligente. Como explicamos no início, o programa usado pelo Facebook transforma as fotos em dados computacionais que são analisados e comparados eletronicamente com sua base de dados sempre que um rosto é identificado nas imagens publicadas.
A marcação automática do Facebook, claro, não é infalível. Algumas características das fotos podem atrapalhar. Rostos encobertos ou em posições muito peculiares podem ser um problema. Óculos, chapéus, barba e cabelos diferentes também podem influenciar na precisão do programa.
O Facebook divulgou que está trabalhando em um software de reconhecimento facial chamado DeepFace. Mas, isso é novidade: ainda não está presente no site. De acordo com a empresa, ele é tão bom quanto o desempenho humano, com um índice de 97,25% de acertos. Isso seria possível porque o aplicativo seria capaz de corrigir a posição dos rostos e também os mapearia em 3D, para aumentar a precisão.
Para quem ainda se surpreende com o reconhecimento facial, informações dão conta de que o Google está desenvolvendo um novo sistema de detecção e identificação de objetos. A tecnologia é bastante nova e pode trazer funções como pesquisa através de imagens e deve ser usada até nos carros que se dirigem sozinhos. É um primeiro passo, mas ao que tudo indica, muito em breve, máquinas terão o mesmo poder de percepção e identificação que nós, seres humanos.

10.821 – Mega Byte – App avisa se você está sendo espionado


app espionagem

Após o escândalo da NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos) que revelou que o governo norte-americano espionava não só seus cidadãos, mas outros países e governantes por meio de escutas telefônicas e dados na internet, muitas coisas mudaram. Além das pessoas passarem a se preocupar mais com segurança, agências e organizações começaram a apertar o cerco contra violações do tipo.
Pensando em uma forma dos usuários se protegerem, a Anistia Internacional lançou o Detekt, um serviço que escaneia o computador atrás de spywares e outros softwares que possam estar espionando você.
Segundo o CNET, o aplicativo foi lançado pelo pesquisador de segurança alemão Claudio Guarnieri e é uma parceria da Anistia com organizações de direitos civis e de proteção do consumidor como a Digitale Gesellschaft, da Alemanha; Privacy Internacional, do Reino Unido; e Eletronic Frontier Foundation, dos Estados Unidos.
Disponível para PCs que rodem Windows, o Detekt é destinado principalmente a jornalistas e ativistas que tenham potencial para serem vigiados por governos. A Anistia explica, no entanto, que desenvolvedores de spyware provavelmente mudarão o software após o lançamento do app para evitar sua detecção.
Caso o app encontre algum tipo de vigilância, o recomendado pela Anistia é que o usuário desligue a internet e procure por ajuda especializada de um computador diferente e sem a mesma conexão de internet.

10.234 – Brasileiros criam o “ZapZap” para concorrer com WhatsApp


zappzapp

Desde que o WhatsApp foi vendido para o Facebook,vários outros aplicativos vieram na cola tentando pegar o público desconfiado. Agora, brasileiros criaram o “ZapZap”, um cliente em português do Telegram, app que passou a ganhar popularidade pelo foco em privacidade e criptografia.
A maioria da população sabe de onde vem o nome “ZapZap”: da abreviação do nome “WhatsApp” muito usada na linguagem popular. O aplicativo é uma tentativa óbvia de atrair o público rival e até mesmo sua interface é visivelmente inspirada no concorrente.
Como cliente do Telegram, ele também conta com as funções que diferenciam o aplicativo do WhatsApp, como o envio de mensagens secretas que se autodestroem (ao estilo Snapchat), envio de arquivos sem limite de tamanho, entre outros. O maior diferencial, no entanto, é a possibilidade de usar o serviço pelo PC.
Há, porém, uma desvantagem muito grande do ZapZap em relação ao seu “pai” Telegram. Enquanto o último se vangloria de ser gratuito eternamente e sem publicidade, o primeiro as utiliza livremente na versão web do aplicativo.
Por enquanto, o ZapZap está disponível apenas para Android, mas o site diz que a versão para iOS chega “em breve”.

9541 – Mega de Olho na rede – Dá para saber quem olha o seu Facebook?


O grande objetivo dos usuários das redes sociais é saber quem visita o Facebook de quem. Recentemente, hackers aproveitaram essa curiosidade mórbida em relação aos xeretadores para aplicar um golpe.
Um aplicativo misterioso prometia revelar a identidade de quem entrava no seu perfil, mas, para isso, você precisava clicar em um link. Depois disso, o aplicativo disparava uma mensagem para todos os seus amigos, convidando-os a clicar no mesmo link. De convite em convite, a única coisa que o programa revelava é que você era ingênuo o suficiente para cair nesse tipo de golpe primário __e egocêntrico o suficiente para ficar todo ouriçado com a chance de saber quem te vigia.
Veja que constrangimento: meus professores, gente que mal posta em redes sociais, que parece não ter tempo para essas bobagens, gente adulta e segura de si caiu no golpe.
Acho difícil que o Facebook algum dia revele explicitamente quem entra na sua página. Dedurar os “stalkers” foi o começo do fim para o Orkut.