11.162 – Anvisa veta compras públicas com a EMS, maior farmacêutica do país


EMS

A EMS, maior farmacêutica do país em faturamento, está proibida de vender medicamentos para o poder público. Também não pode pedir registro de novas drogas ou renovação das antigas.
A empresa teve indeferido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. A decisão foi publicada nesta segunda (2 de março) no “Diário Oficial” da União.
O documento é a garantia de que a empresa tem condições técnicas e operacionais para a fabricação de remédios. Sem ele, fica com as atividades limitadas.
A medida foi tomada quase um mês após a Anvisa interditar parte da fábrica da EMS e suspender a fabricação de dois antibióticos genéricos: a amoxicilina + clavulanato de potássio 50 mg/ml + 12 mg/ml pó para suspensão oral e rifamicina 10 mg/ml, solução tópica spray.
A temperatura do almoxarifado da fábrica em Hortolândia (SP) estava em 46°C, quando a determinada pelas normas é entre 15°C e 28°C. Essa condição pode degradar o produto.
No caso da amoxilina, segundo a Anvisa, a empresa estava utilizando uma substância não aprovada e sintetizando outra de forma diferente da que foi informada à agência. Isso pode tornar o remédio ineficaz e com potenciais riscos à população.
Em relação à rifamicina, a Anvisa constatou que o laboratório aumentou o tamanho do lote em dez vezes sem que houvesse aprovação prévia.
Sem o certificado de boas práticas, a EMS não pode participar de licitações, mas isso não a impede de vender remédios para as farmácias.
“É uma idiossincracia, mas amparada pela legislação. Não pode vender para o SUS, mas pode comercializar para o público”, diz Dirceu Raposo de Mello, professor de farmácia da Anhembi Morumbi e ex-presidente da Anvisa.
Outras duas farmacêuticas pertencentes à EMS, Germed e Legrand, também de Hortolândia, tiveram negados pedidos de certificados de boas práticas, mas a Anvisa não informou o motivo. A EMS diz que já tomou providências para resolver o problema.
Figuram ainda na lista publicada no “Diário Oficial” o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e a Hypermarcas.
Segundo diretor-presidente do Lafepe, José Fernando Uchôa, o problema será corrigido em até 120 dias. Já a Hypermarcas informou que a fábrica que consta na lista está fechada desde 2011.
A Hypermarcas informou que o pedido indeferido se referia a uma fábrica desativada em 2011. “A produção foi migrada para subsidiária da companhia em Anápolis, Goiás, que possui os certificados necessários para a fabricação de medicamentos.”

10.425 – Nutrição e Fitness – Anvisa proíbe venda de lote de whey protein


Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos
Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização do lote 003522 2 do suplemento proteico para atletas, sabor baunilha, da marca Super Whey 3W, da empresa Integralmédica. A decisão foi publicada em resolução no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A Anvisa explica que o produto foi proibido após análise laboratorial detectar quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo do produto. O suplemento tem data de validade até abril de 2015. Em 27 de fevereiro de 2014, a agência já havia determinado a proibição deste lote, mas a empresa comprovou ter solicitado perícia de contraprova dentro do prazo previsto em lei. Após essa contraprova, o produto passou por uma terceira análise, a de testemunho.
O laudo, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, comprovou o resultado insatisfatório para a concentração de carboidrato, de acordo com a agência. O suplemento apresentou 3,65 gramas de carboidratos na porção — mais que o valor de 2,2 gramas declarado na rotulagem.
Com a proibição, o lote não deve ser comercializado. Os produtos que ainda estão no mercado serão recolhidos pela Vigilância Sanitária. Os consumidores que adquiriram o produto devem entrar em contato com o fabricante, ressalta a Anvisa.
Liberação — Em outra decisão, a Anvisa liberou a importação, distribuição e comercialização do produto Carnivor Bioengineered Beef Protein Isolate produzidos a partir do lote 0297G3, de julho de 2013. O suplemento proteico é fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda.
A liberação ocorre após o fabricante comprovar a adequação da composição da fórmula e da rotulagem à legislação brasileira. Os lotes do produto anteriores a julho de 2013 permanecem proibidos.

9838 – Anvisa inclui 21 substâncias em lista de drogas proibidas no Brasil


farmacia-color

Um total de 21 substâncias foram incluídas na lista de drogas proibidas no País. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 18, pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“As 21 substâncias são drogas novas, criadas para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo. Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes ao de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações”.

A atualização da lista partiu de solicitações da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), ligada à Organização Mundial de Saúde (ONU), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. De acordo com o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Porto, relator do processo votado nesta terça-feira, as análises começaram a ser feitas no ano passado e apontaram outras proibições necessárias. “Tivemos dois pedidos feitos pela polícia e, após análise criteriosa feita pela Agência, esse número foi aumentado para garantir que formas semelhantes destas drogas também fossem incluídas”.
Com a decisão, é atualizada a Portaria 344/98, que define as regras para substâncias de controle especial e substâncias proscritas (proibidas) no Brasil. Desde 1999, a Anvisa realizou 37 atualizações dessa portaria.

Vejamos então a lista negra:
As substâncias proibidas, com a decisão de hoje, são: 25I-NBOMe, 25C-NBOMe, 25D-NBOMe, 25B-NBOMe, 25E-NBOMe, 25N-NBOMe, 25P-NBOMe, 25T2-NBOMe, 25T2-NBOMe, 25T7-NBOMe, 25H-NBOMe; Metilona; 4-cloro-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-C), 4-metil-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-D), 4-etil-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-E), 4-fluor-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-F), 4-iodo-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-I), 4-etil-tio-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-T-2),2,5-dimetoxi-4-propiltiofeniletilamina (2C-T-7), MXE (metoxetamina) e 5IAI (5-iodo-2-aminoindano).

9732 – Anvisa aponta que preço de remédio para ansiedade varia em até 680%


Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra uma diferença de até 680% no preço de uma classe de medicamentos usada para tratamento de transtornos de ansiedade, os benzodiazepínicos. O trabalho avaliou os valores cobrados em 2013 por 14 remédios, de sete diferentes tipos ativos. Na análise, os preços variavam de R$ 5,92 a R$ 34,62.
Os benzodiazepínicos são considerados como medicamentos de segunda escolha para o tratamento transtornos de ansiedade. “Há ainda incerteza sobre sua eficácia a longo prazo. Eles também trazem risco de dependência”, afirmou Sybele Oliveira Lima, especialista da gerência de avaliação de economia da Anvisa.
Apesar das restrições na indicação, os benzodiazepínicos lideram a lista dos medicamentos controlados mais vendidos no Brasil. Uma das marcas (clonazepam), está em 9.ª posição na lista dos 100 remédios mais comercializados no país. Sybele afirma não haver estudos que indiquem superioridade entre os princípios ativos analisados. “Justamente por isso, o levantamento pode ser usado como um instrumento para que médicos e pacientes decidam qual a melhor estratégia a ser utilizada.”
Na comparação entre produtos com o mesmo princípio ativo, o Clozapan apresentou a menor variação de preços: 20%. A maior diferença foi constatada entre os medicamentos com Alprazolam: 348%.
Os principais transtornos de ansiedade são o de pânico, de ansiedade social, de ansiedade generalizada (TAG) e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). De acordo com o boletim da Anvisa, são considerados como medicamentos de primeira escolha os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.

9624 – Alerta: Remédio para convulsões é usado para emagrecer e causa efeitos colaterais


Pessoas que usam o remédio topiramato, descoberto nos EUA em 1979 para combater convulsões, como emagrecedor relatam efeitos colaterais como adormecimento e formigamento em várias partes do corpo, náuseas, problemas de memória e muitas dificuldades com o reflexo motor, além de sonolência e dificuldade de concentração.
O uso com essa finalidade se tornou mais comum há dois anos, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de emagrecedores à base de anfetaminas e restringiu a venda de sibutramina.
A proibição foi derrubada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, mas essas substâncias ainda não voltaram às farmácias.
Enquanto isso, muitas pessoas com problemas de excesso de peso têm resolvido procurar o topiramato (Topamax). O remédio já tem sites criados por fãs e grupos de discussão.
Os efeitos colaterais relatados por usuários do remédio indicam risco para quem dirige automóveis ou máquinas ou que esteja envolvido em atividades que exijam alto grau de concentração.
Médicos afirmam que, como acontece com todo medicamento, o uso de topiramato requer atenção e cuidados por parte do profissional que o indica, mas também apontam que a droga pode de fato trazer benefícios a pessoas com excesso de peso.
O anticonvulsivante agiria numa área do cérebro que controla a saciedade, mas a substância também tem sido usada como coadjuvante no tratamento de transtornos de humor e até no combate à dependência de álcool e outras drogas.
Na história da medicina, vale dizer que não são incomuns medicamentos descobertos com uma finalidade que passam a ter uso completamente diverso.
Para o médico Henri Bischoff, especialista em controle do metabolismo, a proibição de anfetaminas pela Anvisa deixou os médicos “à mercê de medicamentos que não têm como objetivo o emagrecimento, mas como um de seus efeitos colaterais”.
Para o médico e psiquiatra, a atenção que o topiramato vem recebendo como emagrecedor é justificável, mas faltam registros científicos sobre o abuso dessa medicação.
Baltieri afirma ainda que o mecanismo neurobiológico pelo qual o medicamento leva à perda de peso não é totalmente conhecido.

8257 – O perigo dos inseticidas para a saúde das crianças


Mosquitos e baratas incomodam muita gente. Por isso, produtos “milagrosos” e potentes, que prometem acabar com os bichinhos em uma aplicação, são naturalmente relacionados à proteção. As propagandas ajudam: os insetos vão embora e a família fica bem protegida…
O que a indústria não fala, no entanto, é que a exposição a componentes que fazem parte da fórmula destes venenos têm sido apontados por diversos estudos como a causa de problemas de saúde em crianças e adultos, dentre eles câncer.
De acordo com o livro “Agrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida”, de Flavia Londres, os inseticidas domésticos são fabricados com os mesmos princípios ativos dos agrotóxicos. No entanto, eles não dependem da aprovação dos órgãos de agricultura e meio ambiente. O registro fica por conta apenas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) – motivo pelo qual escapam de ser classificados e fiscalizados como agrotóxicos.
Para Silvia Regina Brandalise, oncohematologista pediátrica, a exposição da população a esse tipo de produto é alarmante. “Não temos noção do tamanho do nosso inimigo”, ponderou a médica sobre os produtos com derivados de benzeno, como os inseticidas.
A médica foi uma das palestrantes do seminário “Os Agrotóxicos, seus Impactos na Saúde e as Alternativas Agroecológicas no Município de São Paulo”, que aconteceu na capital paulista no dia 15 de abril.
Problemas
Existe, segundo Brandalise, uma estreita relação entre diversos tipos de leucemia infantil, que aparecem principalmente nos primeiros anos de vida, e o uso de inseticidas. Quando o produto é aplicado, ele vai para o solo. A criança, que vive no chão e coloca a mão e outros objetos na boca, fica super exposta a substâncias tóxicas.
Um das grandes preocupações de quem estuda o assunto, no entanto, é o contato da criança ainda na barriga da mãe. “Uma quantidade pode ser pequena para um adulto, mas quando chega a um feto ou na criança durante a gestação é uma quantidade enorme, porque ela não consegue metabolizar”.
Pesquisas já detectaram a presença de inseticidas no leite materno e altos níveis de pesticidas (o inseticida é um tipo de pesticida) no mecônio (a primeira evacuação da criança), relacionados com exposição materna a algumas substâncias.
Algumas alterações moleculares decorrentes do contato com esses produtos também são responsáveis pela teratogênese, a má formação. No estado de SP, o óbito no primeiro ano de vida por má formação corresponde a 28% do total. “Nós estamos vivendo em um universo que está conspirando a favor do câncer, conspirando a favor das má-formações”, disse.
Outros fatores que estão ligados ao desenvolvimento de câncer nas crianças são o uso de hormônios na gravidez, contaminação com metais pesados, infecções e alterações genéticas.
Prevenção
Alertar contra o uso de inseticidas passa principalmente pela educação. “Somente por meio de conhecimento e educação as famílias vão tomar maior consciência sobre o risco que elas estão correndo”, defendeu a especialista, que deixou clara a importância de abolir (ou pelo menos diminuir) o uso de pesticidas para finalidades residenciais, escolas e creches.
E concluiu: “As necessidades e aspirações das crianças estão acima de ideologias e culturas, pois são as mesmas em qualquer sociedade. Elas podem ser uma força unificadora que ajuda adversários a respeitar uma ética comum”.
Assista ao vídeo completo da apresentação (11 minutos) abaixo:

8239 – Famacologia – A Sibutramina


sibutramina

É um fármaco utilizado no tratamento da obesidade, com mecanismo de ação diferente da d-fenfluramina e d-anfetamina (Heal et al., 1998). Seu medicamento de referência é o Reductil®.
No Brasil, pode ser encontrada nas dosagens 10 mg (equivalente a 8,37 mg de sibutramina) e 15 mg (equivalente a 12,55 mg de sibutramina), sendo vendida mediante prescrição médica e retenção de receita. Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico anorexígeno), o medicamento agora terá tarja preta e será vendido sob receituário azul numerado. Em julho de 2010 a Diretoria Colegiada da Anvisa aumentou para 60 dias o prazo de validade da prescrição do medicamento, antes era de 30 dias, além de reduzir a quantidade de dosagem máxima diária para 15 mg. Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras para o emagrecedor: as prescrições deverão ser também acompanhadas de um termo de responsabilidade entre o médico e o paciente em três vias, sendo uma para ser arquivada no prontuário do paciente, outra na farmácia que dispensar e outra com o paciente.

ação-de-sibutramina

A sibutramina pode ser encontrada sob duas formas, sal anidro e cloridrato monoidratado de sibutramina, sendo que a sibutramina anidra A não possui estudos clínicos de eficácia e segurança e tem origem desconhecida; portanto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil. Seu mecanismo de ação justifica a inclusão da sibutramina na categoria dos medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e norepinefrina. Desta forma, a sibutramina se diferencia claramente das outras categorias de agentes capazes de reduzir peso.
Foi desenvolvido inicialmente como antidepressivo no final de 1980. Nos ensaios clínicos foi verificado que o medicamento reduzia o apetite. Então, sob o nome Meridia®, foi comercializado nos EUA e Alemanha. Em 1999, ganhou o nome de Reductil®.
Em 2010, a EMEA (European Medicines Agency), recomendou a suspensão da venda de sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cárdio vasculares. No Brasil, o medicamento continua a ser vendido, apesar de algumas orientações da Anvisa sobre 37 notificações ocorridas em 2009 e a possibilidade de ocorrência de aumento de pressão arterial e arritmias cardíacas, que já constam como adversas na bula do medicamento, além de diabetes mellitus tipo 2 + sobrepeso/obesidade + outro fator de risco para problemas cardiovasculares.
Apresenta uma dupla maneira de reduzir o peso: a sibutramina reduz a vontade de comer promovendo o aumento da saciedade; previne a redução do gasto energético que acompanha a perda de peso. Para produzir resultados positivos a administração do medicamento deve ser acompanhada de dieta e atividade física.
A droga e seus metabólicos se ligam fracamente aos receptores de serotonina (5-HT(1), 5-HT(1A), 5-HT(1B), 5-HT(2A) e 5-HT(2C)), dopamina (D(1) e D(2)), norepinefrina (beta, beta(1), beta(3), alfa(1) e alfa(2)), benzodiazepina e glutamato (N-metil-D-aspartato (NMDA)). Não possui qualquer atividade anticolinérgica ou anti-histaminérgica e não estimula a liberação de serotonina, norepinefrina ou dopamina.
As doses usuais de sibutramina que estão sendo utilizadas são de 10 mg/dia ou 15 mg/dia. Alguns estudos indicam que pacientes que receberam 10 mg/dia sentiam fome durante a noite. Assim, o médico faz uma avaliação do tratamento para decidir a dose que o paciente deve receber (iniciando com uma dose de 10 mg) ou se irá descontinuá-lo, de acordo com a perda de peso durante o tratamento.
Sibutramina é indicado para redução do peso, no tratamento da obesidade, e deve ser usado em conjunto com dieta e exercícios, como parte de um programa de controle de peso, desde que a orientação alimentar e a atividade física não sejam suficientes para atingir o objetivo clínico.
É indicada em pacientes com IMC maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2 associado a algum fator de risco como hipertensão.

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Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida a esta substância ou a qualquer outro componente da fórmula;
Bebidas alcoólicas
Antecedentes de anorexia nervosa ou bulimia;
Conhecimento ou suspeita de gravidez;
Durante a lactação.
Pacientes que fazem uso de IMAO.
Pacientes hipertensos.
Obesidade ligada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
Diabetes mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e ligada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares

Perigo:

sibutramina perigo

Em estudos clínicos foram observados os seguintes efeitos adversos: aumento de pressão, taquicardia, palpitações, vasodilatação, constipação, xerostomia, dor de cabeça, insônia, parestesia, lombalgia, náusea, dispepsia, sudorese, alteração do paladar, dismenorreia, alterações visuais (moscas volantes). Houve um número significativamente maior de casos de infecção de ouvido, sinusite e resfriado comum entre pacientes usuários do medicamento em relação a usuários de placebo.

Há relatos que a sibutramina ao ser utilizada com a finasterida (droga para tratamento de calvície e câncer de próstata) desencadeou um surto psicótico num jovem de 30 anos, que estava tendo êxito no tratamento contra a obesidade.

8029 – Saúde Pública – Vigilância Sanitária quer redução do teor de iodo no sal


A redução dos teores de iodo no sal está na pauta de hoje da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Há consenso para que as atuais proporções –de 20 mg a 60 mg de iodo por quilo de sal– sejam reduzidas para o intervalo de 15 mg a 45 mg/kg, segundo Agenor Álvares, um dos diretores da agência.
“A comissão de prevenção e controle de distúrbios de deficiência do iodo, coordenada pelo Ministério da Saúde com a participação de entidades do setor, viu que a população brasileira estava exposta a níveis não condizentes de iodo”.
A Anvisa cita uma pesquisa divulgada em 2007 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que achou teores de iodo na urina do brasileiro bem acima do indicado.
O excesso do nutriente pode desencadear a tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que afeta a tireoide.
Já a falta do iodo pode ter consequências mais graves, como problemas de desenvolvimento neurológico de fetos.
A redução, proposta em consulta pública em 2011 pela Anvisa, será a terceira mudança nos teores da substância nos últimos 15 anos.
A norma deve ser votada hoje pela diretoria da Anvisa e publicada no “Diário Oficial da União” na sequência.
A adição do iodo ao sal segue recomendações internacionais e deve ser calculada com base na média diária de sal consumida no país.

sal

7684 – Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama


Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.
Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo –droga já usada no país para outros fins.
A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.
A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente –característica de até 70% do total dos casos.
O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%.”
O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês. Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça.
Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada. Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação.
Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja
incorporado à rede pública.

7351 – Farmacologia -O Triac


triac

A Unicamp e o Laboratório Aché, após 3 anos conseguiram chegar à sintetização do ácido triodotiroacético, o princípio ativo do medicamento Triac, usado no tratamento da obesidade e de alguns tipos de câncer da glândula tireóide e com isso, se espera reduzir o custo do medicamento em 30%.
Foram criadas 7 etapas para se chegar ao produto final e a Aché investiu cerca de 100 mil dólares no projeto.
O Tiratricol, também conhecido como TRIAC, é um análogo a hormônio da tireóide. Ele é indicado para o controle da síndrome da resistência ao hormônio da tireóide e usado em combinação com levotiroxina para suprimir a produção de hormônio estimulador da tiróide em pacientes com câncer da tireóide.
O tiratricol foi amplamente comercializado como auxiliar de emagrecimento sob vários nomes comerciais, porém em 1999 e 2000 os órgãos que regulam medicamentos dos Estados Unidos e Canadá alertaram o público sobre os perigos dos suplementos e fórmulas de emagrecimento contendo tiratricol. Os efeitos perigosos à saúde provocados pelo tiratricol incluem infarto, derrame cerebral e morte súbita.
Atualmente o tiratricol não é aprovado para venda nos Estados Unidos e Canadá. Tiratricol já foi aprovado no Brasil, porém sua comercialização foi suspensa pela Anvisa em 2003 depois de alerta do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Alerta
O FDA (órgão americano que regula os medicamentos) alerta os consumidores a respeito de produtos comercializados como suplementos alimentares que contêm tiratricol, também conhecido como TRIAC, um potente hormônio tireóide que pode causar sérias conseqüências à saúde, incluindo ataque do coração e derrame. Apesar de todos os recalls nos últimos sete meses, vários produtos contendo tiratricol ainda assim chegaram aos consumidores.

7197 – Há pedaços de inseto na sua comida


É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. “Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida”, informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade – e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber.

7094 – Anvisa proíbe substância utilizada na fabricação de agrotóxico e veneno de rato


O aldicarbe, princípio ativo utilizado na fabricação clandestina do popular “chumbinho”, usado como veneno para matar ratos, foi banido do mercado brasileiro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A substância compõe o Temik 150, agrotóxico fabricado pela Bayer e considerado o mais tóxico já registrado no país – autorizado até o mês passado para culturas de batata, café, cana-de-açúcar e citros.
Considerando que o Brasil caminha a passos lentos na questão dos agrotóxicos, a notícias é boa. Não à toa, o aldicarbe é restrito na Europa desde 2003. Por aqui, antes tarde do que nunca.
O problema da fabricação ilegal de chumbinho acontece a partir de uma rede que desvia venenos agrícolas do campo para os grandes centros, onde são fracionados, diluídos e revendidos no comércio ilegal, inclusive “às escondidas” em casas agrícolas.
Segundo a Anvisa, os agricultores cadastrados para manipular o Temik 150 passavam por um treinamento com técnicos agrônomos e também eram conscientizados sobre os problemas gerados pelo desvio do produto aos centros urbanos.
Intoxicação
Dados da Avisa mostram que o aldicarbe é responsável por quase 60% dos oito mil casos de intoxicação relacionados ao chumbinho no Brasil, todos os anos. Só no RJ, são estimados 900 a 1500 casos de intoxicação anual, com cerca de 100 mortes evitáveis.
Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho ocorrem em menos de uma hora após a ingestão e os principais sinais clínicos são: náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia.
Proibição
Em 2006, a Anvisa já havia reavaliado a toxilogia do aldicarbe em nota técnica em que faz uma série de recomendações e sugere medidas restritivas ao uso do princípio ativo no agrotóxico Temik 150.
A princípio, o produto foi proibido em várias culturas, o número de revendas autorizadas do Temik 150 caiu de 200 para 34 e apenas Bahia, Minas Gerais e São Paulo possuíam autorização para a compra do agrotóxico, que é fabricado nos EUA.
No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no Diário Oficial da União o cancelamento do registro do Temik 150 e a Bayer se comprometeu a recolher qualquer sobra do produto em posse de agricultores.
Com isso, passa a ser proibida a produção, comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe no Brasil.

7093 – Pimentão, morango e pepino são os alimentos mais contaminados por agrotóxico


A Anvisa divulgou ontem os resultados do PARA 2010 (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos). Ao todo, 2.488 amostras foram analisadas durante o ano passado. Destas, 28% (ou seja, 694) foram consideradas insatisfatórias por apresentarem resíduos de produtos não autorizados (em 605 amostras) ou acima do limite permitido.
Segundo o estudo, os alimentos que entram na estatística das amostras com níveis de agrotóxico acima do recomendando deixam evidentes práticas que estão em “desacordo com as determinações dos rótulos”: maior número de aplicações, quantidades excessivas de agrotóxicos aplicados por hectare, por ciclo ou safra da cultura, e não cumprimento do intervalo de segurança (intervalo entre a última aplicação e a colheita).
Os estudados
Dezoito alimentos foram analisados: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate, escolhidos com base em dados do IBGE sobre consumo, na disponibilidade dos alimentos em supermercados de vários estados e no uso intensivo de agrotóxicos para as plantações destes alimentos. As amostras foram recolhidas em todos os estados, exceto SP, que tem um programa próprio de Análise Fiscal de Alimentos.
Top Five
O primeiro lugar da lista é ocupado pelo pimentão. Os números realmente assustam: 91,8% das amostras foram insatisfatórias e quase a totalidade destas (84,9%) foram reprovadas com a presença de agrotóxicos não autorizados (NA).
Depois vem o morango, que teve mais de 60% das amostras insatisfatórias. O pepino ficou em terceiro lugar, com 57,4%. O alface aparece em quatro lugar, com 54,2%. Nos três casos, a porcentagem de amostras com agrotóxicos não autorizados é maior que 50%. Em quinto lugar, a cenoura é a que contém mais agrotóxicos (com 49,6% das amostras).
Além disso, 59,5% do total tem pelo menos um Ingrediente Ativo (IA) em situação irregular. No caso do morango e pimentão, foram encontrados até sete IA diferentes irregulares em uma única amostra.
– Opte por alimentos de origem identificada, o que contribui para a adoção de Boas Práticas Agrícolas.
– Quando possível, dê preferência às opções orgânicas, que não usam agrotóxicos. Ainda é mais caro comer de forma saudável. O benefício, no entanto, pode vir no longo prazo;
– Escolha produtos “da época”, que não precisaram ser conservados por tanto tempo, portanto são mais frescos;

6898 – Farmacologia – Indústria vê demora do governo para aprovar drogas


Um levantamento feito pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) indica que um remédio pode levar até dois anos para conseguir começar a ser vendido no país.
Representantes da indústria farmacêutica reúnem-se hoje com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para abordar esses e outros assuntos que podem estar causando um gargalo no mercado.
A burocracia e a quantidade insuficiente de pessoal da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que concede as autorizações, são apontadas como as principais razões para a espera, segundo o monitoramento, feito com base no sistema da própria agência, o Datavisa.
Por meio de sua assessoria, a Anvisa afirmou que esses números não são oficiais. O órgão informou não poder fornecer o tempo de espera dos medicamentos porque usa uma outra maneira de agrupar esses dados.
Antônio Britto, presidente da Interfarma, que reúne fabricantes de 80% dos medicamentos de referência no país, criticou a burocracia.
“A Anvisa toma decisões muito importantes para a saúde pública, mas há outras que simplesmente não passam de burocracia”, disse.
“A quantidade de funcionários não consegue dar conta de todas as demandas. Mas não basta simplesmente contratar mais gente. Isso precisa de uma mudança de processos, de separar o que é saúde pública da burocracia pura e simples”, completou.
Para Antonio Barbosa, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, a Anvisa deveria estabelecer critérios de prioridade no registro.

“Drogas realmente inovadoras, que vão fazer a diferença para os pacientes, deveriam ter mais prioridade.”
Apelidado de demorômetro, o levantamento da Interfarma foi feito entre agosto de 2011 e de 2012. O tempo médio de espera variou bastante ao longo do período, mas há uma tendência consolidada do aumento da demora.
O problema considerado mais grave foi no caso de novos remédios, em que o tempo de espera passou de sete meses para um ano e quatro meses. Como eles ainda não têm opção de genéricos ou similares, haveria mais chance de deixar pacientes “órfãos”.
Mesmo os medicamentos genéricos, que já têm o princípio ativo em uso, também amargam a lista de espera. Segundo o levantamento, nos últimos 12 meses, o tempo médio não foi em nenhuma ocasião inferior a um ano. Medicamentos similares vão pelo mesmo caminho.
O diretor-presidente da Anvisa disse que a agência está trabalhando com afinco para reduzir os prazos, mas que o rigor é fundamental. “É o preço que se paga pelo rigor sanitário. Para proteger a população”.
A lentidão nas autorizações também prejudica os estudos clínicos –pesquisas que avaliam a eficácia de novas drogas– no país. Várias entidades do setor têm levantamentos semelhantes sobre a situação e, não raro, estudos podem levar mais de oito meses para sair do papel.

6660 – Morte por superbactéria fecha maior emergência hospitalar de SC


A emergência do Hospital Regional de São José, que a maior de Santa Catarina, ficará fechada por três dias, a partir desta terça-feira (4-setembro), após a confirmação de uma morte causada por complicações decorrentes da superbactéria KPC.
O paciente estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital para tratamento de uma pneumonia e morreu no último final de semana.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a emergência passará por uma desinfecção para evitar que a superbactéria se prolifere. “Foi uma decisão rápida, mas é melhor fecharmos agora do que no feriado”, afirma Walter Gomes Filho, superintendente dos Hospitais Públicos de Santa Catarina.
A preocupação com o feriado de 7 de Setembro é porque o hospital é referência no atendimento a vítimas de trânsito na Grande Florianópolis, principalmente das rodovias BR-101 e BR-282.
O Hospital Regional atende por mês cerca de 46 mil pessoas somente na emergência.
A superbactéria surge em razão de uma enzima que torna uma bactéria comum resistente à boa parte dos antibióticos, dificultando o tratamento de pacientes com infecções, principalmente respiratórias.
O primeiro surto da KPC no país ocorreu em 2010 e, desde então, avançou pelos hospitais. Um dos principais focos foi registrado no Distrito Federal, onde, em 2011, foram registrados 715 casos de contaminação –68% a mais do que no ano anterior.

A superbactéria KPC, resistente à maior parte dos antibióticos, avançou nos hospitais desde o surto de 2010.
No Distrito Federal, principal foco das infecções naquele ano, as notificações de casos aumentaram 68% de 2010 (426) para 2011 (715). Segundo a Secretaria de Saúde do DF, 56 pessoas morreram.
No Espírito Santo, eram sete os casos confirmados em 2010. Em 2011, o número subiu para 37, nos três primeiros meses deste ano, 15. Nove pessoas morreram.
Santa Catarina tinha registrado três casos até outubro de 2010, quando, por causa do surto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu aos Estados que enviassem dados sobre KPC. Depois disso, houve 43 casos e três mortes.
Como a KPC normalmente atinge pessoas com doenças graves, não é possível dizer que todas as mortes foram causadas pela superbactéria.
Outros Estados que em 2010 não tinham relatado casos à Anvisa também já têm registros. No Ceará, foram 103 casos suspeitos no ano passado. Neste ano, já há 45. Duas pessoas morreram.
Segundo a Anvisa, o primeiro caso de infecção hospitalar causada por KPC no Brasil foi registrado em 2005.
A superbactéria existe em hospitais porque nesses ambientes há uso frequente de antibióticos, o que favorece o aumento da resistência. Entre as recomendações para evitá-la estão o isolamento de pacientes infectados e o controle da higiene hospitalar.

6581 – Brasil aprova primeiro remédio para endometriose


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a venda no país do primeiro remédio específico para tratar a dor da endometriose, doença que afeta o endométrio (membrana interna do útero) e atinge 6 milhões de brasileiras.
A principal vantagem do novo medicamento (Allurene) é o uso prolongado e por via oral.
Antes, o único tratamento aprovado para a doença eram drogas que interrompem o funcionamento dos ovários, causado uma menopausa temporária (análogos do GNRH). São administradas por injeção ou aerossol nasal.
O problema é que elas não podem ser usadas por mais de seis meses porque tiram o cálcio dos ossos, levando à perda óssea (osteoporose).
Outra opção (off label, ou seja, usada sem indicação oficial para esse fim) é o DIU Mirena, que bloqueia a menstruação e inibe o crescimento do endométrio. Mas muitas mulheres não se sentem confortáveis com ele.
Estudos clínicos demonstraram que o remédio alivia, principalmente, as dores menstruais e as que surgem durante relação sexual.
Petta afirma, porém, que ainda não foram estudados os efeitos do remédio em grupos específicos de mulheres com endometriose, como aquelas em que a doença já se instalou no intestino ou na parede externa dos ovários (endometrioma).
O remédio é um repositor hormonal que inibe a produção do estrógeno no endométrio- o estrógeno é que alimenta a doença.
O medicamento pode causar alteração do sangramento menstrual.
Outros efeitos colaterais são dores de cabeça, desconforto nos seios e depressão.
O preço da droga, em torno de R$ 170 (para cada caixa com 28 comprimidos de 2 mg), é um outro fator limitante para mulheres com poder aquisitivo menor.
Petta e Abrão também alertam que ainda não há cura para a doença e que o tratamento deve ser adaptado para cada paciente. “Não existe uma única abordagem ideal”, diz Petta.
Estudos demonstram que quase metade das mulheres com endometriose pode sofrer de infertilidade.
O diagnóstico costuma ser tardio. A mulher leva, em média, sete anos entre o início dos sintomas e a detecção e tratamento da doença.
Entre as mais jovens (abaixo dos 20 anos), o tempo é ainda maior: 12 anos.
O Ministério da Saúde estuda montar um programa com capacitação de médicos do SUS para um diagnóstico mais rápido e eficaz da doença. Hoje, o tratamento está disponível, principalmente,em centros médicos ligados às universidades públicas.

6024 – Brasil registra droga anti-HIV testada como método de prevenção


Folha Ciência

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou um novo medicamento para tratar e prevenir a infecção pelo HIV em populações de risco.
Após ter passado pelo crivo do órgão regulador, o remédio, chamado de Truvada, também precisa ser avaliado pelo Ministério da Saúde antes de ficar disponível no mercado.
Se a liberação ocorrer, o produto pode ser incluído na lista de opções gratuitas oferecidas aos pacientes do SUS.
Como o custo do tratamento é alto, até mesmo usuários da rede privada acabam recorrendo aos hospitais públicos para receber a medicação.
Segundo o fabricante, a Gilead Sciences, o remédio ajuda a impedir a proliferação do HIV no organismo.
Não se trata de cura, mas há grande expectativa sobre o poder da droga, principalmente depois que estudos mostraram sua eficácia para prevenir o contágio.
Há duas semanas, consultores da FDA, órgão americano que regula alimentos e medicamentos, recomendaram a adoção do remédio. No Brasil, a palavra final será dada por especialistas do governo, que ainda devem se reunir.

5933 – Farmacologia – Cuidado com os anti-inflamatórios


A automedicação é um veneno. A Anvisa proibiu a venda do anti-inflamatório Prexige no Brasil, na versão de 100 ml uso contínuo. Entre julho de 2005 e abril de 2008, foram notificados em vários países 3585 casos de efeitos adversos relacionados ao remédio. Desses, 35% dos casos aconteceram no Brasil. A maior parte das ocorrências foram problemas hepáticos graves, como inflamações no fígado (hepatite). Outros danos estão sendo analisados.tais como hemorragias, inflamação no pâncreas, insuficiência renal e infarto. O Prexige, lançado no Brasil em julho de 2005, jamais conseguiu ser aprovado nos EUA. O órgão americano que controla medicamentos (FDA) não se convenceu da segurança da droga. O Vioxx, outra droga da mesma classe, fora retirado do mercado em 2004 por aumentar o risco de infarto e derrame.