13.804 – Nasa lança satélite para medir mudanças no gelo da Terra


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Um satélite da Nasa projetado para medir com precisão as placas de gelo, geleiras, bancos de gelo marinho e vegetação foi lançado neste sábado, da Califórnia, nos Estados Unidos. Um foguete transportando o ICESat-2 decolou da Base Aérea de Vandenberg em direção à órbita polar.
O diretor da Nasa na Divisão de Ciências da Terra, Michael Freilich, disse que a missão vai avançar no conhecimento, principalmente, de como as camadas de gelo da Groenlândia e Antártida contribuem para o aumento do nível do mar.
O ICESat-2 carrega um único instrumento, um altímetro a laser que mede a altura determinando quanto tempo fótons levam para viajar da espaçonave para a Terra e voltar. A missão sucede a original ICESat, que funcionou de 2003 a 2009. As medições continuaram desde então com instrumentos aerotransportados na Operação IceBridge.

11.279 – Planeta Terra – Confirmada existência de vida sob o gelo da Antártida


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Foi documentada a existência de micro-organismos vivendo muito abaixo do gelo da Antártida.
Técnicas especiais de perfuração e extração permitiram que cientistas explorassem um ecossistema ativo de cerca de 800 metros abaixo da superfície do manto de gelo da Antártida Ocidental, onde vida foi encontrada em um lago intocado pela luz do sol ou do vento durante milhões de anos. A descoberta levanta a questão óbvias de quais outros ambientes extremos podem ser capazes de abrigar vida, tanto no nosso planeta como além dele.
Uma equipe liderada pelo professor John Priscu, da Universidade Estadual de Montana (EUA), trouxe amostras colhidas abaixo do gelo que continham micróbios unicelulares chamados Archaea, que convertem amônia e metano em energia para sobreviver e crescer. “Fomos capazes de provar de forma inequívoca para o mundo que a Antártida não é um continente morto”.
Expedições semelhantes nos últimos anos descobriram ambientes sub-gelo cheios de bactérias, mas questões têm sido levantadas sobre a possível contaminação no processo de perfuração. O principal autor do artigo, Brent Christner, afirma que, com este último estudo, =há uma prova clara. “É a primeira evidência definitiva de que não há apenas vida, mas ecossistemas ativos debaixo da camada de gelo da Antártida, algo que temos nos questionado há décadas. Com este trabalho, podemos bater na mesa e dizer: ‘Sim, nós estávamos certos’”, comemora.
As condições abaixo desse manto de gelo da Antártida têm certas características em comum com lugares conhecidos em outros mundos de nosso sistema solar, o que leva muitos a se perguntarem se a vida pode ser ainda mais inevitável naqueles locais distantes do que se pensava anteriormente.
A lua de Saturno Titã, por exemplo, é muito mais fria do que a Terra, mas é palco de grandes lagos de metano líquido que poderiam ser uma festa potencial de micróbios saudáveis ​​semelhantes aos que vivem sob o manto de gelo da Antártida. Também acredita-se que existam oceanos líquidos aquecidos por marés abaixo da camada de gelo da lua Europa, de Júpiter, e em outros objetos de nosso sistema solar.
A NASA pode lançar uma missão para explorar Europa em algum momento na década de 2020.

10.182 – Planeta Terra – Derretimento de geleiras na Antártida é Irreversível


Placas de gelo
Placas de gelo

O derretimento das geleiras da Antártida Ocidental está avançando de forma gradual e “irrefreável”, afirmaram dois novos estudos científicos. De acordo com os levantamentos, o derretimento que já começou não deve ter efeitos imediatos nos oceanos, mas poderá adicionar até 3,6 metros ao nível do mar nos próximos séculos, um ritmo de elevação mais rápido do que o previsto anteriormente.
Os resultados dos estudos foram divulgados em uma entrevista coletiva convocada pela Nasa nesta segunda-feira. Os pesquisadores afirmaram que é provável que o derretimento ocorra por causa do aquecimento global provocado pelo homem e pelo buraco na camada de ozônio, que mudaram os ventos da Antártida e aqueceram a água que corrói as bases do gelo. Fatores naturais, no entanto, também podem estar entre as causas, acrescentaram os cientistas.
Em um dos estudos, a agência espacial americana analisou 40 anos de dados de solo, aviões e de satélite sobre o que os pesquisadores chamam de “o ponto fraco da Antártida Ocidental” que mostram que o colapso das geleiras da região está sendo provocado pela água morna do oceano que se infiltra por baixo da camada de gelo, acelerando o seu derretimento. “Parece estar acontecendo rapidamente”, disse o glaciologista da Universidade de Washington Ian Joughin, autor de um dos levantamentos.
Outro cientista envolvido nas pesquisas classificou o processo como “irrefreável” e explicou que nenhuma ação humana ou mudança climática poderá deter o derretimento, embora ele possa ser reduzido. “O sistema está em uma espécie de reação em cadeia que é irrefreável”, disse o glaciologista da Nasa Eric Rignot, principal autor de um dos estudos. “Cada processo nesta reação está alimentando o próximo.” Segundo ele, limitar as emissões de combustíveis fósseis para reduzir a mudança climática provavelmente não irá parar o derretimento, mas pode diminuir a velocidade do problema.

9875 – Geografia – Uma Longa Marcha Gelada


navio endurance

Em 1914, o capitão irlandês Ernest Shackleton e 27 homens zarparam de Buenos Aires a bordo do Endurance. Sonhavam em ser os 1°s a atravessar a Antártida a pé; do Mar de Wedell ao Mar de Ross. Mas, antes de chegar ao ponto de partida da expedição terrestre, o barco encalhou e ficou à deriva, até o gelo se partir e ele afundar. Durante 9 meses a tripulação procurou socorro. Navegou em barcos salva-vidas e caminhou, enfrentando temperaturas de -30°C. Não conseguiram atingir o objetivo inicial, mas todos sobreviveram. Em agosto de 1916, um navio chileno os resgatou de uma ilha, a do Elefante, e graças a um fotógrafo australiano que manteve filmes em latas seladas, a aventura inteira foi preservada.
O ano era 1914 e os ingleses recentemente haviam perdido uma corrida contra os noruegueses para ver quem chegava primeiro ao ponto mais extremo do Pólo Sul, fincando pé na maior latitude desse hemisfério. Restava, porém, o desafio de conseguir atravessar de um extremo a outro o continente Antártico. A pé, lógico*.
Longe de ser um calouro na região, Sir Ernest Shackleton já havia chefiado duas missões ao Pólo Sul, onde reuniu experiência e reputação necessárias para sua terceira e derradeira epopéia.
Nessa nova empreitada, Shackleton reuniu uma equipe de 27 homens com as mais diversas habilidades, formações, caráteres, temperamentos, ambições. Uma equipe que partira com um objetivo de fazer história com seu pioneirismo, mas que ficou conhecida para sempre por sua bravura, coragem, tenacidade, companheirismo e uma incrível vontade de sobreviver.
Desenhado por Ole Aanderud Larsen, o Endurance foi construído das docas de Framnæs em Sandefjord, Noruega acabado de construir em 17 de Dezembro de 1912. Foi construído com a supervisão do mestre Christian Jacobsen, conhecido por exigir que os seus homens tivessem conhecimentos navais e experiência em pesca de baleias ou focas. Cada detalhe da sua construção foi planeado para assegurar a máxima durabilidade.

Foi lançado ao mar em 17 de Dezembro de 1912 com o nome original de Polaris (de Estrela Polar). Tinha 44 m de comprimento e 7,6 m de Boca, e 320 toneladas. Embora o seu casco parecesse ser idêntico ao de outros navios, tal não correspondia à realidade. Foi construído a pensar nas extremas condições encontradas nas regiões polares. A sua quilha era constituída por quatro sólidas placas de madeira de carvalho, sobrepostas, adicionando uma espessura de 2.200 mm, enquanto os seus lados tinham entre 760 mm e 460 mm de espessura, o dobro de um vulgar navio. Foi construído com tábuas de carvalho e abeto norueguês com 760 mm de espessura, revestidas a Chlorocardium, uma madeira muito forte e resistente. A sua proa, que ficaria em contacto com o gelo, teve especial atenção. Cada pedaço de madeira foi feita com a madeira de uma árvore escolhida pela sua forma curva. Quando estavam todas juntas tinham uma espessura de 1.300 mm.
O Endurance estava equipado com um motor a vapor alimentado a carvão, com uma potência de 350 hp, capaz de atingir os 10,2 nós (18,9 km/h).
Quando foi lançado ao mar, o Endurance era um dos barcos em madeira mais fortes da época, à excepção do Fram utilizado por Fridtjof Nansen e Roald Amundsen. No entanto, haviam diferenças: o Fram tinha um fundo arredondado o que permitia resistir melhor ao esmagamento feito pelo gelo. O Endurance, por seu lado, foi desenhado para operar em gelo solto, não estando preparado para grandes pressões.

Endurance encalhado
Endurance encalhado

9643 – Planeta Gelado – O Oceano Antártico


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Também conhecido como Oceano Glacial Antártico é o conjunto das águas que banham o Continente Antártico, mas que em realidade constituem o prolongamento meridional do oceano Atlântico, oceano Pacífico e oceano Índico. Muitos cientistas, oceanógrafos e geógrafos, não reconhecem a existência do oceano Antártico, considerando-o como uma junção de partes dos outros oceanos.
O oceano Antártico se estende desde a costa antártica até à latitude de os 60° S; limite convencional com o Oceano Atlântico, o Oceano Pacífico e o Oceano Índico. É o penúltimo oceano em extensão (só o oceano Ártico é menor). Formalmente, sua extensão foi definida pela Organização Hidrográfica Internacional no ano 2000 e coincide com os limites fixados pelo tratado Antártico.
O Oceano Antártico é o único a rodear o globo de forma completa, e circula completamente a Antártida. Tem uma superfície de 20.327.000 km², uma cifra que compreende aos mares periféricos: o mar de Amundsen, o mar de Bellingshausen, parte da passagem de Drake, o mar de Ross e o mar de Weddell. A terra firme que borda o oceano tem 17.968 km de costa.
Juridicamente, pelo tratado da Antártica, assinado dia 1 de janeiro de 1956, o oceano Antártico e o continente Antártico seriam de responsabilidade dos seguintes países, para usos pacíficos e científicos; Chile, Argentina, Austrália, Bélgica, Estados Unidos, Brasil, França, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido, África do Sul e Rússia (como herdeira da União Soviética).
No projeto da 4.ª edição foram consultados em 1972 os países membros da OHI. Até 1976 haviam respondido 32 países expressando a maioria sua preferência pelo nome Antarctic Ocean. Somente Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido se pronunciaram a favor do nome Southern Ocean e o Chile preferiu Antarctic Glacial Ocean. O Brasil e os Estados Unidos se opuseram à definição de um novo oceano. Sobre o limite norte existiram divergências com projetos apresentados pelo Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Noruega e por vários países que propuseram a linha da convergência antártica. Em 1986 foi decidido não incluir o oceano Antártico no projeto da 4° edição, que foi reprovado em 1998.4
Um novo projeto foi posto em consideração aos 68 países membros da OHI, sendo que até 1999 28 responderam favoravelmente à definição de um novo oceano rodeando a Antártida e a Argentina respondeu negativamente.5 18 países aceitaram que o nome em inglês do novo oceano fosse Southern Ocean, enquanto que o restante preferiu Antarctic Ocean. Com relação ao limite norte, 14 votos foram para que fosse o paralelo 60° Sul, 7 para que fosse o paralelo 50° Sul, 5 aceitaram a proposta australiana e 3 prefeririam o paralelo 35° Sul.
A temperatura do mar varia de +10 °C a -2 °C. Tempestades ciclônicas se movem do leste girando ao redor do continente antártico e são frequentemente de forte intensidade, e são a causa da diferença de temperatura entre os gelos e o oceano aberto.
A superfície oceânica está entre os 40° de latitude sul e a Corrente Circumpolar Antártica que tem os ventos mais fortes do planeta. No inverno o oceano se estende até os 65° S em direção ao Pacífico e até os 55° S em direção ao Atlântico, deixando a temperatura superficial abaixo de zero. Em algumas costas, os fortes e constantes ventos provenientes do interior mantém a costa livre de gelo também no inverno.
A camada que se forma ao redor do continente antártico, é de aproximadamente 1 m de profundidade, possui pelo menos 2,6 milhões de km² em março e chega ao máximo de 18,8 milhões de km² em setembro, um aumento de mais de sete vezes. A Corrente Circumpolar Antártica, de 21.000 km de largura, se move eternamente para leste. É a maior corrente do mundo, e transporta 130 milhões de m³/s, 100 vezes mais que todos os rios da Terra juntos. As ondas podem ser muito altas. Os icebergs antárticos podem possuir dimensões imponentes, estendendo-se por quilômetros e constituem um perigo para a navegação.
O ponto mais profundo do oceano se encontra no extremo meridional da Fossa Sandwich do Sul e alcança 7.235 m de profundidade.
Os glaciares e mantos de gelo antárticos que se estenderam e flutuam sobre a superfície do oceano formam um amplo sistema de plataformas de gelo. Pedaços dessas plataformas que estão ligadas aos glaciares em terra firme se rompem e formam campos de gelo e icebergues (ou iceberg). Devido ao aquecimento global algumas dessas grandes plataformas estão derretendo, contribuindo para o aumento do nível do mar.

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O Oceano Antártico, com uma profundidade geralmente compreendida entre os 4.000 e 5.000 metros, é um oceano profundo com poucas zonas estreitas de águas pouco profundas. A plataforma continental antártica é estreita e relativamente profunda em relação às outras: dos 400 aos 800 metros, contra uma média mundial de 133 metros.
Os recursos naturais do Oceano Antártico ainda não têm sido explorados, mas existem grandes jazidas de petróleo e gás natural nas proximidades do continente antártico.
O Oceano Antártico tem uma biodiversidade imensa e ainda muito pouco explorada. Sua fauna varia de pinguins, pinípedes e cetáceos, até cianobactérias, fitoplâncton e krill, que apesar de pequenos servem de alimento para os animais maiores. A Antártida não tem flora terrestre, sendo a sua única composição vegetal feita por algas marinhas e outros organismos autótrofos.
Dentre os principais portos operacionais estão a Base Rothera, a Base Palmer, a Villa Las Estrellas, a Base Esperanza, a Base Mawson, a Estação McMurdo, e os ancoradouros no mar na Antártida.
Poucos portos existem na costa sul (Antártida) do Oceano Antártico, uma vez que as condições do gelo restringem o uso da maioria das praias para curtos períodos, em pleno verão. E mesmo no verão alguns requerem escolta de navios quebra-gelo para o acesso. A maioria dos portos da Antártida são operados por estações de pesquisa governamentais e, exceto em caso de emergência, permanecem fechados aos navios comerciais ou particulares; navios em qualquer porto ao sul de 60 graus de latitude sul estão sujeitas a inspeção por observadores do Tratado da Antártida.

8627 – Planeta Verde – Degelo Acelerado na Antártida


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Foi documentado pela primeira vez a aceleração do derretimento do solo da Antártida, em uma região onde o gelo era considerado estável. Segundo os pesquisadores, os níveis de degelo são comparáveis aos do Ártico, onde o derretimento acelerado do permafrost (solo permanentemente congelado) se tornou um fenômeno regular.
A análise do Vale Garwood, na região McMurdo Dry Valleys, na Antártida, mostrou que o derretimento acelerou consideravelmente de 2001 para 2012, chegando a dez vezes a média. A região de Dry Valleys contém um dos maiores trechos de gelo de solo do continente.
O local anteriormente havia sido considerado em equilíbrio pelos pesquisadores, que acreditavam que o derretimento e o congelamento sazonais não eram responsáveis por diminuir a camada de gelo no solo. Porém, Joseph Levy, pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, utilizou um Lidar (aparelho que emite lasers e analisa a luz refletida para “escanear” o ambiente) e fotografias para documentar uma rápida redução do gelo na região. Os resultados foram publicados no periódico Scientific Reports.
“A grande questão é que o gelo está desaparecendo. Está derretendo mais rápido a cada vez que medimos”, afirma Levy. Não há sinais de registros geológicos que indiquem que o gelo do vale já tenha diminuído tanto no passado.
O aumento do degelo, porém, não se deve a uma elevação de temperatura na região. Foi documentada no local uma queda de temperatura de 1986 até o ano 2000, e desde então ela se mantém estável. Os autores do estudo atribuem o degelo ao aumento da radiação vinda do Sol, decorrente de uma mudança no padrão climático que fez com que uma quantidade maior de luz solar conseguisse chegar ao chão.

O solo de gelo é mais comum no Ártico do que na Antártida, cuja paisagem é dominada por geleiras e lençóis de gelo. A principal diferença entre essas formações é que o gelo do solo pode estar misturado a solo congelado ou enterrado sob camadas de sedimento. Os raios solares são refletidos por superfícies brancas, como geleiras e lençóis, enquanto superfícies escuras absorvem os raios. Assim, embora camadas grossas de sedimento isolem o gelo da luz do sol, reduzindo o derretimento, camadas mais finas provocam o efeito contrário, aquecendo o gelo próximo a elas e acelerando seu derretimento.
Segundo os pesquisadores, se a Antártida sofrer o aquecimento esperado durante o próximo século, a combinação entre o aumento da temperatura do ar e o derretimento causado pelos raios solares pode fazer com que o gelo do solo derreta de forma ainda mais rápida.

7997 – Deu a louca no torpedo…


Torpedo computadorizado se perde e faz feio no frio

Pesquisadores da Tasmânia tentaram usar um torpedo equipado com um computador para saber com precisão a espessura do gelo nos mares antárticos. Como a temperatura era muito baixa, os pesquisadores perderam o rumo do torpedo.

A ideia até que era boa: aproveitar um torpedo aposentado em um missa científica. Foi o que tentaram os pesquisadores do Instituto de Estudos Antárticos da Tasmânia. A arma foi comprada da Marinha australiana por irrisórios 115 dólares. E recheada com computador e um sonar. A intenção era medir a espessura do gelo nos mates antárticos, o que normalmente requer várias viagens de navios quebra-gelo a diversos pontos da calota.
Eles só não esperavam que o torpedo enlouquecesse ao entrar em contato com águas gelada: o sistema de correção de curso falhou e as ondas acabaram por levá-lo para o lado errado. Como se isso não bastasse, o frio de 20º graus C negativos fez parar de funcionar o rastreador do navio oceanográfico Aurora Australis e os cientistas perderam o rumo do torpedo. Apesar do prejuízo de 25.000 dólares (esse foi o preço do equipamento acoplado ao torpedo) o diretor do Instituto, Garth Paltridge, comentou: “Um dos objetivos era testar se funcionaria em um ambiente tão hostil. Nesse ponto, o exercício foi perfeito”.

7778 – Antártida – O Monte Erebus


Mega Arquivo – 25° Ano

MountErebus

Altitude 3.794 m (12.448 pés)
Proeminência 3.794 m
Coordenadas 77° 32′ S 167° 17′ E
Localização Antártida
Cordilheira Nenhuma
Primeira ascensão 1908 por T.W.E. David e equipe
Rota mais fácil escalada pelo gelo

É um estratovulcão que se localiza na Antártida, na ilha de Ross. Tem quase 3800 metros de altitude e continua ativo continuamente desde 1972 (é o vulcão activo mais meridional da Terra). Liberta vários jatos de vapor. Já foram encontrados vestígios de lava no gelo da ilha de Ross. É presentemente um dos mais ativos vulcões do mundo, em conjunto com o Kīlauea (no Arquipélago Havaiano) (Oceano Pacífico), o Stromboli e o Etna (Itália) e o Piton de la Fournaise (Reunião).
Foi descoberto em 1841 pelo explorador polar Sir James Clark Ross que lhe deu o nome, bem como ao Monte Terror. Erebus e Terror eram os nomes dos navios que Ross levou para os mares austrais. Erebus era um deus grego primordial, filho de Caos.
O Monte Erebus é atualmente o mais ativo vulcão da Antárctica. O cume contém um lago de lava permanente que regista diariamente erupções strombolianas. Em 2005, pequenas erupções de cinza e um pequeno fluxo de lava foram observados escorrendo do lago de lava.
No dia 28 de novembro de 1979 o Voo Air New Zealand 901, fretado para observação aérea na Antártica, saído do Aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia, terminou quando o avião colidiu com o monte, matando todas as 257 pessoas a bordo, sendo 237 passageiros e 20 tripulantes.

7594 – Cientistas acham bactérias em lago subterrâneo na Antártida


Pela primeira vez, foram encontradas bactérias vivendo em um lago subterrâneo na Antártida. A descoberta pode trazer avanços para o conhecimento sobre vida em outros planetas ou luas.
Depois de perfurar 800 m de gelo sobre o lago Whillans, o grupo recolheu água e amostras de sedimentos que mostravam sinais de vida, segundo afirmou Priscu, por telefone, da estação de pesquisa McMurdo, na Antártida.
Ele viu as células no microscópio e fez testes químicos que mostraram que elas estavam vivas e metabolizando energia.
Ainda é preciso realizar mais estudos, incluindo uma análise de DNA, para determinar que tipo de bactéria foi encontrada e como ela vive.
Não há luz solar no lago, então as bactérias devem precisar de material orgânico que entra ali por outras fontes, como do derretimento de geleiras, ou de minerais das rochas do continente.
Chris McKay, cientista da Nasa, afirmou que essa análise pode dizer se as bactérias do lago vão ajudar a descobrir vida extraterrestre.
Há registros de locais no Sistema Solar onde pode haver água líquida embaixo de camadas de gelo. Nessas condições, só poderia haver vida que usasse os minerais locais para se manter.
No ano passado, uma expedição russa penetrou o lago Vostok, embaixo de quase 4 km de gelo. Eles acharam sinais de vida, mas havia a possibilidade de contaminação do material. Neste ano, eles recolheram novas amostras que serão analisadas.
O esforço americano se concentrou no lago Whillans, que é bem diferente. Ele está embaixo de só 800 m de gelo e sua água é renovada a cada década pelo degelo.
O Vostok é mais isolado. Acredita-se que leve 10 mil anos para que sua água seja renovada.
Mesmo assim, os americanos acreditam que o material recolhido agora dê uma pista de um ecossistema até agora desconhecido.

7592 – Módulos que formarão a base temporária chegam à Antártida


A área destruída pelo incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz, em fevereiro de 2012, deve voltar a receber pesquisadores e militares de forma efetiva em breve.
Chegaram ontem ao local os chamados Módulos Antárticos Emergenciais, estruturas pré-fabricadas que vão formar uma estação temporária.
Segundo a Marinha, a montagem dos módulos deve começar em breve. Espera-se que o trabalho acabe até o fim de março, quando uma equipe de 15 militares deve retomar as operações básicas da estação.
De fabricação canadense, os módulos custaram cerca de R$ 14 milhões. Eles já são usados com sucesso em operações no Ártico, onde também há condições climáticas extremas.
A estação provisória terá capacidade para receber cerca de 60 pessoas, entre cientistas e militares –quase o mesmo número comportado pela antiga base.
montagem
Os módulos serão instalados na área que atualmente é destinada ao pouso de helicópteros. O local é mais elevado e ligeiramente afastado da área destruída pelo fogo.
Essa opção foi feita para não prejudicar o andamento da reconstrução definitiva do complexo.
A remoção dos destroços já acabou. O material está sendo embarcado em um navio contratado pela Marinha para esse fim e deve chegar ao Rio de Janeiro em abril.
Uma empresa especializada na destinação ambientalmente correta dos resíduos fará o descarte final.
De acordo com o chamado Pacto de Madri, que rege a exploração da Antártida, todo país deve se responsabilizar integralmente pela remoção e destinação correta de qualquer resíduo de sua atividade no continente gelado.
Agora, com a limpeza finalizada, começa a mobilização para a reconstrução.
A Marinha está realizando um concurso para escolher o novo projeto da base. Espera-se que o resultado saia em abril de 2013.

7409 – Antártida – Mata quente em terra gelada


Quinze árvores mineralizadas, exatamente como eram quando ainda vivas – em posição vertical – estão lançando novas luzes sobre o clima da Antártida. Descobertos recentemente por uma equipe de pesquisadores americanos e argentinos junto à cadeia de montanhas que corta o continente gelado, os troncos são vestígios de uma floresta extremamente densa que existiu há cerca de 200 milhões de anos.
O mais impressionante é que o estudo dos fósseis demonstra que a estrutura de seu cerne é composta de anéis próximos uns dos outros. Ou seja, na época em que cresceram, as árvores, com características típicas de florestas temperadas, encontraram estações bem demarcadas, principalmente primavera e verão. Para os descobridores, a densa mata deve ter se adaptado a uma espécie de bolha climática, com temperatura bem mais moderada que os – 30°C ou – 40°C que as simulações estimam para a época.

6893 – Biologia – O Pinguim


Antigamente os continentes não estavam separados e sim agrupados em um imenso bloco de terra. Há 175 milhões de anos ocorreu a separação e o mapa como é hoje. Com isso, a população de aves aquáticas que vivia mais ou menos unida, também se dividiu.
No início, as aves que habitavam os 2 polos eram parecidas. Mas, com o passar do tempo, foram se adaptendo melhor a região. Sem muita utilidade no polo sul, as asas do pinguim servem de remo, que aumentam sua agilidade na água, facilitando a pesca. No polo norte, porém, as asas são extremamente necessárias porque as alcas precisam se deslocar no ar para encontrar locais para construir o ninho.

Os pingüins provavelmente evoluíram de aves que voavam mas que perderam essa capacidade. Em compensação, ganharam diversas adaptações próprias à vida no mar e no frio das regiões próximas à Antártica (você sabia que não existem pingüins no Pólo Norte?). Suas penas retêm uma camada de ar que protege do frio até mesmo debaixo da água. Para nadar, utilizam as asas para ganhar impulso e a cauda como leme.
O pingüim-rei põe apenas dois ovos a cada três anos e, portanto, precisa proteger cada um dos seus filhos. O macho e a fêmea se revezam para chocá-lo e o mantêm entre as pernas mesmo depois de nascido. Qualquer animal que chegue perto é afastado com gritos e bicos de ameaça.
A ilha Georgia do Sul abriga centenas de milhares de pingüins no verão, época em que eles se reproduzem. Também aparecem nesta reportagem as ilhas Malvinas e a Antártida.
Os filhotes com algumas semanas de vida se reúnem em creches, onde dezenas deles são supervisionados por poucos adultos. Enquanto isso, os pais saem em busca de comida. Ao voltar, entoam um canto no meio da multidão para identificar o seu filho, que é o único capaz de acompanhar a música. Depois de horas de cantoria, o adulto reconhece o filho e regurgita uma sopa de crustáceos e peixes para alimentá-lo.
As pernas curtas dos pingüins não impedem que eles caminhem com rapidez. Saltam sobre os icebergs, utilizando as asas para equilibrar-se. Ou deitam de barriga e escorregam no gelo. Apesar de não passarem de 1,15 metro, são exímios escaladores e, apoiados na cauda e nas asas, alcançam locais de difícil acesso para fazer seus ninhos.

5486 – Visitantes ameaçam Antártida ao carregar espécies invasoras


Cientistas e turistas ameaçam a Antártida sem saber. Ao chegarem à região para realizar pesquisas ou turismo, eles podem ter a “companhia” de sementes de espécies invasoras que colocam as plantas nativas em risco e, por consequência, o ecossistema.
Um levantamento internacional que envolveu instituições de cinco países fundamenta o estudo, publicado na revista científica “PNAS”.
Cientistas procuraram sinais de sementes e/ou propágulos (células que se desprendem das plantas para dar origem a outras) em 853 sacos, malas, bolsas, roupas e sapatos.
O resultado da busca: eles encontraram mais de 2.600 indícios. Destes, 43% eram de espécies reconhecidamente invasoras.
A pesquisa, a primeira que tenta quantificar a ameaça de espécies invasivas na Antártida, estima que uma única pessoa inadvertidamente carrega cerca de 9,5 sementes, em média, para a Antártida.
Faça os cálculos: hoje há cerca de 7.000 cientistas trabalhando no local, somados aos 33 mil turistas que viajam para lá.
As áreas de maior risco são a península Antártica, a costa não congelada que se encontra perto do mar de Ross e no Leste Antártico, aponta o estudo.
Conduzido entre 2007 e 2008, durante a estação de verão, a pesquisa envolveu a Universidade Stellenbosch (África do Sul), Pesquisa Antártida Britânica, Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência, Instituto de Ecologia da Holnda e Instituto Polar Francês.

4389 – Geografia – A Antártida


Superfície – Com uma área calculada de cerca de 14 milhões de Km² no verão, a superfície da Antártida cresce no inverno e é coberta de gelo durante o ano todo. As exceções a Península Antártida, onde fica boa parte das estações científicas internacionais, e os vales secos da Terra Vitória, onde não chove há no mínimo 2 milhões de anos.
Camada de Gelo – Contém 70% da água doce e 90% das geleiras do planeta.
Espessura Média – 2 Km
Volume de água – 30 milhões de Km³
Clima – É o lugar mais frio do mundo. Mesmo no verão, as temperaturas máximas costumam ficar abaixo de 0ºC. A mínima registrada foi de -126°C. O Polo Sul é mais frio que o norte devido àsgrandes altitudes e as tempestades de neve.
Roald Amundsen – (1872-1928)

Em 14 de dezembro de 1911, junto com uma equipe de 4 experientes expedicionários, ele foi o primeiro homem a atingir o Pólo Sul. Norueguês, ele sempre sonhou com a conquista do Pólo Norte. Mas depois que Robert Perary declarou ter realizado o feito, Amundsen decidiu partir para o Pólo Sul. Foi ele também quem provou que o Pólo Magnético não é um ponto fixo, além de participar da 1ª expedição que passou um inverno na Antártida.
Robert Scott (1868-1912)

Era um oficial da Marinha britânica e que comandou a 2ª expedição a atingir o Pólo Sul, em 17 de janeiro de 1912. Ele e sua equipe não sabiam do sucesso de Almundsen e foram surpreendidos pela bandeira do norueguês fincada no Pólo. No volta, os 5 homens foram castigados pelo tempo ruim e com o fim dos suprimentos, morreram de fome e frio. Deixaram relatos que foram descobertos no verão seguinte.
Sir Ernest Shackieton – (1874-1922)


Ele não foi o 1º a conquistar o Pólo Sul, mas chegou bem perto. Sua expedição que durou de 1907 a 1909, esteve a 156 Km do local, mas teve que retornar. Em 1914, ele comandou uma nova expedição com a intenção de ser o 1º a cruzar o território antártico, mas em 1917 seu barco afundou e ele remou mais de 800 milhas pelo mais tempestuoso mar da Terra até a Geórgia do Sul, em busca de socorro para seus homens.
4 Pólos – O Pólo Sul é o extremo final do eixo de rotação da Terra. O Pólo Magnético é para onde convergem as linhas de força magnética do planeta. Ele se move cerca de 5 Km por ano.
O Pólo Geomagnético é teórico e marca o ponto mais austral do campo geomagnético da Terra; ele também se move.
O Pólo de Relativa Inacessibilidade é o que está mais distante da costa em todas as direções.
Depois de várias disputas de terra geladas, em 1961, o Tratado da Antártida internacionalizou o continente e estabeleceu que somente poderiam ser feitas pesquisas com fins pacíficos na região. Atualmente 27 países mantêm bases de estudos lá. A doBrasil, chamada Comandante Ferraz, fica na Ilha Rei George, nas Ilhas Shetland do Sul. Os Estados Unidos mantêm desde 1956 a base Amundsen-Scott no Pólo Sul, no centro do continente.

3904 – Geografia – Expedição à Antártida


5 Homens à bordo de um barco por meses. Frio intenso no meio do gelo. Um desafio maior do que enfrentar ummar em fúria. A circunavegação foi para a National Geografic que preparou 4 documentários de 30 minutos. O veleiro foi apelidado de Big Brother pelos tripulantes. Foram 10 anos para construir o veleiro feito sob medida. A região tem ventos de 150 km por hora, que levantam ondas de 25 metros de altura. O nevoeiro é constante e há enorme concentração de icebergs. Para resistir às pancadas de gelo, o casco foi feito de alumínio de até 20 mm de espessura. Não se sabe ao certo quem foi o 1° a visitar a Antártida, mas algumas hipóteses apontam para historiadores famosos como o estoniano Von Bellings Hausen, o britânico Bransfield e o americano Palmer.Tão pouco se tem certeza de quem foi o 1° a pisar lá.Um forte candidato é o caçador de focas americano John Davis, que aportou na península em 7 de fevereiro de 1821.

3505 – Vulcões na Antártida


A gélida ilha de Ross na Antártida

Na Baía de Ross fica o Vulcão Erebus, o maior do continente. Mas é no arquipélago das Shetlands do sul que se concentra o maior número de vulcões e estão em plena atividade nas Ilhas Deception, Pinguim e Rei George. No total existem perto de 20 vulcões historicamente ativos, mas estudos geológicos comprovaram que há dezenas de estruturas vulcânicas inativasem todo o arquipélago. Eles se formam em consequência do choque das placas tectônicas, ,que são estruturas da crosta terrestre que se movimentam em sentido contrário, colidindo entre si. Daí elas vêm a superfície sob a forma de vulcões e cujo material expelido forma as montanhas. Foi descoberto na calota de Ross, um vulcão em atividade por baixo de uma camada de gelo, com espessura entre 1 e 2 quilômetros. Para chegar ao estado de lava, a rocha se funde numa temperatura próxima a 1200°C.
O Monte Erebus é um estratovulcão que se localiza na Antártida, na ilha de Ross. Tem quase 3800 metros de altitude e continua ativo continuamente desde 1972 (é o vulcão activo mais meridional da Terra). Liberta vários jatos de vapor. Já foram encontrados vestígios de lava no gelo da ilha de Ross. É presentemente um dos mais ativos vulcões do mundo, em conjunto com o Kīlauea (no Arquipélago Havaiano) (Oceano Pacífico), o Stromboli e o Etna (Itália) e o Piton de la Fournaise (Reunião).
O Monte Erebus foi descoberto em 1841 pelo explorador polar Sir James Clark Ross que lhe deu o nome, bem como ao Monte Terror. Erebus e Terror eram os nomes dos navios que Ross levou para os mares austrais. Erebus era um deus grego primordial, filho de Caos.
O Monte Erebus é actualmente o mais activo vulcão da Antárctica. O cume contém um lago de lava permanente que regista diariamente erupções strombolianas. Em 2005, pequenas erupções de cinza e um pequeno fluxo de lava foram observados.

Monte Erebus, muito calor debaixo desse gelo