13.330 – Saúde – Mitos e verdades sobre a ansiedade


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas
VERDADE
Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE
Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento
MEIA VERDADE
Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO
Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE
A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO
Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE
Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE
Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE
Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
ADE
De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE
O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade
MEIA VERDADE
A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE
Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE
Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

13.244 – Ansiedade – Mitos e Verdades


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

12.907 – Problemas no fígado aumentam propensão à depressão e ansiedade


Dramas do colegial à parte, a adolescência é uma fase bem desafiadora: é quando começamos a pensar na profissão, quando as paqueras começam a se tornar namoros e, claro, quando o corpo vira uma mistura explosiva de hormônios. Agora, imagine toda essa fase com mais uma preocupação: uma doença no fígado.
Pensando nessa situação, um grupo de cientistas da King’s College, em Londres, resolveu investigar a relação entre estas doenças e dois problemas psicológicos comuns: a depressão e a ansiedade. O objetivo principal, além de tentar entender se havia uma relação entre psicológico e o corpo, era determinar se a existência de doenças mentais influenciaria os tratamentos dos jovens.
Do estudo, participaram 187 pessoas de uma clínica que cuida de pacientes com problemas no fígado. Os jovens, com idades entre 16 e 25 anos, precisavam responder a um questionário online sobre saúde mental, segundo o qual é possível diagnosticar depressão e ansiedade.
Os pacientes foram divididos em três grupos: os que haviam passado por um transplante de fígado, os que tinham uma doença hepática autoimune e aqueles com problemas crônicos no órgão. De acordo com o questionário, os pesquisadores descobriram que 17,7% dos pacientes tinham depressão ou ansiedade. O número quase cinco vezes maior do que o comum para adolescentes – no geral, só 4% dos jovens nessa faixa etária desenvolvem depressão e ansiedade, no Reino Unido.
O interessante é que nenhum dos participantes acreditava que a doença psicológica tinha a ver com a física: assim como qualquer outro adolescente, as causas da ansiedade ou da depressão era, para eles, cansaço, baixa auto-estima, falta de sono, problemas financeiros ou e dificuldades escolares. Os pesquisadores também não encontraram diferenças significativas entre os grupos de pacientes – em todos eles, o número de pessoas com questões psicológicas eram quase os mesmos.
Mesmo assim, a depressão e a ansiedade pareciam influenciar como os pacientes percebiam as doenças: grande parte dos adolescentes achava que, nas fases depressivas ou ansiosas, os sintomas das doenças hepáticas os afetavam mais e em maior número, e também que o impacto das doenças em suas vidas era maior. Faz sentido: com questões psicológicas, fica mais difícil levar uma doença como essas nas costas, ainda mais em uma fase tão importante e estressante da vida.
Mas nem todas as conclusões foram negativas. Entre as más notícias, os pesquisadores notaram que as questões psicológicas, apesar de terem um forte impacto na vida de cada jovem, não pareciam influenciar negativamente o tratamento hepático deles – quer dizer: a depressão e a ansiedade não dificultam a cura das doenças do fígado.

12.905 – Psicologia – A Ansiedade


ansiedade
Trata-se de um estado emocional normal, adaptativo onde há aumento da excitação do sistema nervoso central frente a situações que envolvem riscos reais ou em alguns casos imaginários, essa muitas vezes é confundida com o medo porém neste há fatores que o desencadeiam reais enquanto os fatores que geram ansiedade são em geral subjetivas. Considerando aspectos fisiológicos esse fenômeno são extremamente naturais porém em algumas situações não são desejados pois podem prejudicar o funcionamento mental e corpóreo.
As desordens de ansiedade são problemas comuns na psiquiatria, muitos pacientes se queixam de sintomas relacionados a ansiedade antes de procurar tratamento com profissionais, e apesar da prevalência ser grande alguns problemas clínicos ainda são difíceis de reconhecimento e tratamento. De acordo com o Manual de diagnóstico e estatística de desordens mentais os transtornos de ansiedade incluem características de medo e ansiedade em excesso e algumas perturbações comportamentais relacionadas a essas desordens.
Desordens de ansiedade aparentemente estão relacionadas com fatores biológicos, psíquicos e sociais, incluindo pré disposição genética associada a causas diversas como trauma ou estresse. A ansiedade desencadeia reações mediadas por neurotransmissores no sistema nervoso central e aparentemente os principais relacionados com as desordens de ansiedade são a norepinefrina, serotonina, dopamina e o ácido Gama aminobutírico (GABA). Os sintomas relacionados com o sistema nervoso autônomo em sua maioria estão relacionados com a ativação dos nervos simpáticos onde há liberação periférica de noradrenalina.
Os sintomas da ansiedade são: pensamentos negativos, preocupação ou medo constante, sensação que algo ruim ocorrerá, tensão, respiração ofegante, palpitação, frequência cardíaca aumentada, pressão arterial elevada, insônia, tensão muscular, sudorese, tremores dores de cabeça e aumento da motilidade intestinal.
O transtorno de ansiedade tem cura e se detectada inicialmente há possibilidade de tratamento sem a presença de fármacos, porém se essa não for tratada inicialmente os pacientes tendem a desenvolver outros transtornos que poderão levar a necessidade do tratamento farmacológico.
Alguns especialistas acreditam que controlar a frequência respiratória e focar na respiração pode ser uma boa técnica de relaxamento pois a respiração tem a capacidade de controlar o corpo e a mente reduzindo sua atividade. Técnicas de meditação também podem ser eficientes pois relaxam a mente reduzindo a atividade neural, fazendo com que os sintomas somáticos diminuam. Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo revela também que a prática da meditação e yoga podem melhorar estados do sono diminuindo a necessidade de tratamentos farmacológicos para insônia. Em alguns casos há a necessidade do tratamento farmacológico, que geralmente, nos casos iniciais são facilmente controlados por drogas fitoterápicas como a Valeriana e a Passiflora , esses medicamentos muitas vezes dispensam a prescrição médica, porém é importante o acompanhamento de um profissional de saúde. Em casos onde esses medicamentos não controlam mais a ansiedade é feito o uso dos chamados medicamentos Ansiolíticos, ou seja, fármacos capazes de reduzir ansiedade como o Alprazolam e clonazepam , nesses casos há necessidade de um acompanhamento rigoroso pois esses medicamentos podem causar dependência química.
A grande maioria das pessoas com transtornos da ansiedade relatam melhoras a seguir tratamentos e podem retornar suas atividades normais dentro de algumas semanas, porém é necessário que ao sentir sintomas relacionados a ansiedade o paciente procure logo ajuda especializada, pois o diagnóstico precoce e o tratamento correto levam a rápidas melhoras com redução de prejuízos futuros á saude.

12.864 -Dicas para controlar a ansiedade


Parar de se comparar com os outros
Metade das pessoas que usam as redes sociais com muita frequência sente que o hábito interfere negativamenteno próprio comportamento, segundo um estudo inglês. Um dos motivos é que elas acreditam que a timeline do vizinho é sempre mais azul. Como os usuários tendem a postar fotos de viagens, jantares, festas e outras cenas felizes, a impressão de ter ficado para trás no sofá de casa é grande. Mas a verdade é que, de perto, todo mundo é normal.

Reassumir o controle
A mesma pesquisa inglesa indicou que seis em cada dez participantes se dizem incapazes de ignorar o smartphone, o computador ou o tablet. Eles só conseguem dar um tempo se tomarem uma atitude drástica: desligar os aparelhos. Mas aí, a vontade de saber se estão perdendo algo aumenta – e a tendência é de voltarem ao mundo online. A sensação de impotência é natural, dizem os pesquisadores. Quem é predisposto a ter ansiedade vê a tecnologia como um fator de pressão. O sentimento é de estar mais sobrecarregado e inseguro com tanta informação na cabeça. Para sair dessa, a orientação é assumir o controle da situação e estabelecer limites, mesmo que pequenos. Por exemplo, deixando de acessar e-mails da empresa depois de sair do trabalho.

Cuidar das relações
Outro gatilho de ansiedade apontado pelo estudo é que participar ativamente das redes sociais pode fazer com que você desenvolva uma personalidade combativa, prejudicando relações pessoais e de trabalho. E esses contratempos geram mais ansiedade. Veja se você não entrou no piloto automático do ataque a opiniões diferentes ou tente não comprar cada briga online.

Ouvir música
Cientistas da universidade McGill, no Canadá, relataram que ouvir música aumenta em 9% a produção de dopamina, relacionada ao prazer. O crescimento é comparado a outras experiências que ativam o centro de recompensa do cérebro, como a comida e o dinheiro.

Meditar por 1 minuto
A meditação Mindfulness, que quer dizer “atenção plena”, é uma prática budista que o mundo ocidental transformou em tratamento de saúde. Adotada por psicólogos e psiquiatras, ela não só relaxa como treina o foco para o presente, efeito bem-vindo para ansiosos.
O forte dela é a simplicidade. Um dos exercícios é ficar sentado por um ou dois minutos numa posição confortável – não precisa contorcer as pernas como um praticante avançado de ioga – e prestar atenção apenas na sua respiração. Dá para fazer na cadeira do escritório. Com o tempo, a ideia é que o cérebro aprenda a lidar com o stress e a viver no hoje em vez do amanhã.
Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, encontraram indícios de que práticas meditativas por 30 minutos ao dia, principalmente a Mindfulness, têm efeito semelhante ao de remédios usados para tratar ansiedade e depressão leve e moderada. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar 47 estudos clínicos envolvendo 3.515 pessoas.

Fonte: Tarja Preta, livro

12.045 – Psicologia – Ansiosos são mais bem preparados para o pior (?)


ansiedade-doença
Quem se preocupa demais pode se animar: um novo estudo da revista científica “Emotion”, sobre o gerenciamento do estresse durante a espera por resultados de exames cruciais, é meio que uma validação para aqueles que assumem a ansiedade.
Os pesquisadores descobriram que, durante o período de expectativa, aqueles que tentaram adotar técnicas de relaxamento fracassaram retumbantemente ao tentar reprimir a angústia. No entanto, quando o resultado positivo chegou, os preocupados ficaram mais felizes que os supostamente “calmos”. Quando o resultado era negativo, os preocupados também estavam mais preparados.
“Uma definição de ‘esperar bem’ é não desenvolver emoções negativas, mas não passar por esse processo mental deixa a pessoa menos preparada para receber o resultado. Esse é o paradoxo, a parte contraditória da descoberta”, explica Julie K. Norem, autora de “The Positive Power of Negative Thinking” [A força positiva do pensamento negativo] e professora de Psicologia do Wellesley College de Massachusetts, que não participou do estudo.
A análise de como as pessoas lidam com a incerteza geralmente se concentra na maneira como elas recebem notícias difíceis –o resultado de uma biópsia, passar ou não no vestibular, conseguir ou não um emprego– e seguem em frente.
Esse estudo, porém, concentrou-se no período de espera, durante o qual a pessoa se encontra no limbo, incapaz de alterar um resultado que provavelmente lhe mudará a vida.
Kate Sweeny, professora associada de Psicologia da Universidade da Califórnia em Riverside, ao lado de seus colegas, entrevistou 230 estudantes de direito durante os quatro meses posteriores ao exame da Ordem dos Advogados do Estado, em julho de 2013.
Os estudos mostraram que atividades de imersão, como videogames, ou mesmo tarefas domésticas, como limpar os armários, são distrações mais eficazes do que algo passivo, como ver TV.
Nesse caso, contudo, praticamente nenhuma atividade conseguiu evitar a ansiedade dos formandos durante a espera.
No geral, as estratégias se dividiram em três.
Algumas pessoas preferiram suprimir os temores. “Só que, quanto mais você tenta não prestar atenção, mas consciente você se torna”, diz Sweeny.

Outras procuraram se concentrar no lado positivo. “Elas tentaram antecipar algo bom em um resultado ruim, como: ‘Eu me tornarei uma pessoa melhor se for reprovada no exame da ordem’. Essa é uma postura defensiva. Por que prestaram o exame se já pensam em consolo?”
Já o terceiro grupo preferiu a abordagem mais eficaz: torcer pelo melhor e se preparar para o pior. São as pessoas que se preocuparam de forma construtiva, assumindo o que os pesquisadores chamam de “pessimismo defensivo” ou “enfrentamento proativo”, mergulhando no turbilhão de preocupação para vir à tona com planos de contingência.
Em relação à forma como as pessoas receberam a notícia, “os angustiados se deram bem. Com um resultado ruim, já estavam preparadas para reagir adequadamente; com um resultado bom, ficaram felicíssimas”, conta Sweeny.
Mas ai daqueles que ficaram calmos. “Quem conseguiu levar bem o período de espera, ficou acabado com as más notícias, sem saber o que fazer. Já com as boas sentiram meio que um anticlímax, tipo, ‘Ah, tá!’.”
“O que se apreende disso é que, embora a ansiedade seja uma emoção negativa, porque faz a gente se sentir mal, não é ruim quando se trata de senti-la. Como não ficar ansioso esperando um resultado?”, diz Norem.
O estudo também ressalta a importância da alegria e do entusiasmo pela boa notícia, que se amplia ainda mais quando se está livre da preocupação.

10.106 – Medicina – Crises de Ansiedade


pos parto

Neste momento, uma em cada quatro pessoas no mundo está com uma sensação de aperto no peito, sentindo o coração bater mais rápido, com as mãos suando. Na mente, um medo inexplicável ou preocupação obsessiva com algo que ainda nem aconteceu. Esses são alguns dos sintomas das crises de ansiedade, um dos transtornos mentais mais incidentes da atualidade e, assim como os demais, extremamente cruel. Dependendo do grau, tira o sono do indivíduo, deixa-o mais predisposto a sofrer de enfermidades cardiovasculares e o priva de sair de casa quando o medo atinge níveis incontroláveis.
Estudos mostram que a ansiedade é mais frequente do que transtornos de humor como a depressão. E dados divulgados pelo World Health Mental Survey, ligado à Organização Mundial da Saúde, revelam um triste panorama para o Brasil: 20% das pessoas que vivem em São Paulo convivem com ou tiveram algum transtorno ansioso nos últimos 12 meses. “Foram analisadas cidades de 24 países. Em São Paulo, encontramos o índice mais elevado”, diz Laura Andrade, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). Mas um esforço monumental da medicina para buscar as origens da doença e criar novas opções de tratamento promete dar alívio a quem sofre desse pesadelo.
Atualmente, há catalogados oito tipos da enfermidade.
Como ocorre com a maioria das enfermidades mentais, há dificuldade na detecção do problema. “Um estudo feito em Londres, pelo psiquiatra Paul Bebbington, mostrou que apenas 14% dos pacientes tinham sido diagnosticados e tratados no ano anterior ao trabalho”, contou Márcio Bernik, coordenador do Programa de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria da USP. O diagnóstico é feito por psicólogos ou psiquiatras, que recorrem a perguntas definidas para identificar a alteração, como ela se insere na vida do indivíduo e sua gravidade. “Uma das primeiras perguntas é se a pessoa sente que teve prejuízo em algum campo ou momento da vida por causa da doença”, diz o psiquiatra Bernik.
O tratamento varia de acordo com o transtorno especifico e a intensidade da enfermidade. Nos casos mais leves, indicam-se apenas medicamentos ou sessões de terapia cognitivo-comportamental (TCC), método cujo objetivo é modificar padrões de pensamentos e comportamentos associados. Uma pessoa que tenha receio permanente de perder o emprego, por exemplo, pode ser treinada para evitar esses pensamentos ou substituí-los por outros, mais otimistas e calcados na realidade. Nos casos moderados e mais graves, é recomendada a combinação de remédios com a TCC. Um trabalho da psicóloga Mariângela Savoia, ligada ao Amban, mostrou que essa associação foi mais eficaz do que o uso isolado dos métodos.
A ansiedade fazia parte das reações que nossos ancestrais manifestavam diante de ameaças como a possibilidade de um ataque animal ou a morte por frio extremo. Preocupar-se com esses eventos mantinha o corpo em alerta: mais tenso, pressão elevada, maior bombeamento de sangue. Se o perigo se concretizasse, o corpo estava pronto para reagir. Se não, o sistema era desligado. Esse esquema ficou gravado no cérebro e até hoje entra em ação diante de situações interpretadas como risco. Essas circunstâncias podem ser reais ou fictícias, resultado de mecanismos psíquicos não totalmente esclarecidos. O problema é que, se esse estado de preocupação se torna crônico, caso da ansiedade generalizada, ou leva a crises espontâneas, como os ataques de pânico, deixa de ser uma reação natural. Causa prejuízos à saúde e à vida social, afetiva e profissional. Transforma-se em doença.
Os recursos criados recentemente são utilizados para os casos mais severos e que não respondem ao tratamento padrão. Um dos mais promissores é a aplicação da realidade virtual. A terapia consiste em expor o paciente – de modo virtual – às situações que desencadeiam crises para que, aos poucos, ele aprenda formas de evitar os pensamentos ansiosos. Na Universidade de Washington (EUA), o método está sendo aplicado para tratar fobias, a ansiedade gerada pelo estresse pós-traumático e aquela sentida durante a troca de curativos em pacientes com queimaduras.
Semelhante à realidade virtual, a terapia de modificação cognitiva com auxílio de computador também desponta como alternativa. Um trabalho da Brown University (EUA) mostrou que indivíduos com fobia de falar em público melhoraram depois de se submeter aos exercícios duas vezes por semana, por um mês. Eles consistem em instruir o paciente a evitar expressões faciais hostis – para quem tem fobia social isso detona crises – e a interpretar as reações de interlocutores de forma otimista.
Começa também a ser testada a eficácia da estimulação magnética transcraniana. A técnica submete o paciente a aplicações de ondas eletromagnéticas. O objetivo é regularizar a atividade elétrica nas regiões cerebrais associadas à doença (leia mais no quadro à pág. 82). O médico Marco Marcolin, do Instituto de Psiquiatria da USP, iniciará até o fim do ano testes com 30 pacientes com fobia social. Por enquanto, não há nada conclusivo. Estudos com o método para tratar a ansiedade associada ao estresse pós-traumático deram resultados negativos no Brasil e positivos na Europa.
Ganhando espaço na prática clínica está o neurofeedback, método que se propõe a imprimir no cérebro um novo padrão de funcionamento, igual ao de uma pessoa sem a doença. “Eletrodos colocados sobre o couro cabeludo fazem a leitura da informação neurológica que está sendo produzida e registrada por eletroencefalografia”, explica o psicólogo Leonardo Mascaro, mestre em neurociências pelo Núcleo de Neurociências e Comportamento da USP e autor do livro “Para Que Medicação?”. Segundo ele, na presença de enfermidades como a ansiedade, os dados revelam padrões eletroencefalográficos anormais e específicos que possibilitam o reconhecimento da doença ou de outros comprometimentos neurológicos.
Ainda na USP, cientistas investigam a relação da enfermidade com o sistema serotonérgico do cérebro. Recentemente, o psiquiatra Felipe Corchs, em estudo feito no Amban com universidades da Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália, observou que as diferenças na quantidade de serotonina (substância que faz a comunicação entre neurônios) interferem na sensibilidade aos estímulos que iniciam crises. Para chegar a essa conclusão, os cientistas deixaram sem comer proteínas um dia inteiro voluntários que já haviam sido tratados de transtornos ansiosos. Não ingerir proteína prejudica o aporte de triptofano, aminoácido essencial para a formação da serotonina.
O resultado foi surpreendente: pacientes com pânico, estresse pós-traumático e fobia social ficaram mais sensíveis aos gatilhos de crise, sugerindo que a serotonina tem papel na modulação dessa resposta.
ansiedade

9306 – Psicologia – A Ansiedade


A ansiedade é um grande mal da civilização contemporânea. Ela decorre normalmente da excitação constante em que vivemos, das situações de stress e de pressão, principalmente no âmbito profissional. A vida agitada, a velocidade dos acontecimentos, o excesso de informações, a aceleração do tempo, tudo isso estimula excessivamente o Sistema Nervoso Central, que geralmente é incitado diante de situações de perigo. Esta emoção é da mesma família do medo, distinguindo-se dele pelas motivações – no caso do medo, as causas são concretas, evidentes, enquanto no da ansiedade, todos os sintomas são gerados pela expectativa, por motivos vagos e abstratos, mais subjetivos.
Fruto de uma conexão entre sintomas orgânicos e psíquicos, a ansiedade é inerente ao sistema biológico do homem, precedendo eventos que envolvem tensão, perigo ou apreensão. Seus sintomas são patentes e inegáveis, mas não necessitam de tratamento, pois são passageiros. Eles são desencadeados a partir de uma descarga da Noradrenalina, um neurotransmissor produzido nas glândulas supra-renais, nos lócus cerúleos e no núcleo amigdalóide. A ansiedade provoca então sinais físicos de que algo está errado, tais como taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções urinárias e fecais, aumento da mobilidade intestinal, cefaléia, fadiga, insônia, falta de ar, sensação de desmaio, dores no peito, boca seca, dificuldades de engolir e de relaxar, um nó na garganta, entre outros.
Um estado agudo da ansiedade pode provocar um transtorno conhecido como Síndrome do Pânico, que exige tratamento específico. A ansiedade tem-se tornado companheira assídua na vida de grande parte das pessoas, dependendo da vida que elas levam, quase sempre de baixa qualidade. Infelizmente, ela pode causar um rebaixamento da auto-estima, pois o indivíduo começa a acreditar que é incapaz de realizar determinadas tarefas. A partir deste momento, ele passa a conviver também com o medo, principalmente o de errar, o que às vezes provoca uma paralisia nas ações e atitudes, impedindo-o até mesmo de tentar executar um trabalho.
Acredita-se também que acontecimentos traumáticos do passado – algo dito por alguém, uma ofensa, uma calúnia, uma ação negativa que, a partir de um dado momento, repercute na vida da pessoa atingida – podem estar nos bastidores das histórias que desencadeiam a ansiedade, representando o papel de fatores invisíveis destes distúrbios emocionais. Muitas vezes é necessário recorrer a uma terapia, aliada a um bom tratamento psiquiátrico e a outras terapêuticas complementares, para se libertar desse mal psíquico, encontrando assim um meio de superação deste desafio, e uma existência imbuída de melhor qualidade e de um constante amadurecimento mental.
Toda emoção tem na nossa vida um papel positivo e um negativo. O aspecto positivo da ansiedade é que ela exerce também a função de sinal de alerta em nosso organismo, contribuindo para a sua auto-preservação. Não deve ser considerada um estado normal, mas de certa forma é uma resistência saudável, que assim indica algo negativo ocorrendo no sistema emocional do indivíduo. Curioso observar, nesse aspecto, os animais, que também passam por esta experiência, ao se prepararem para fugir ou para lutar, meios próprios de se preservarem. O homem ainda tem lembranças impressas, na mente e no corpo, dos seus tempos de habitante das cavernas, quando vivia em estado de alerta, lutando pela sobrevivência. Desde esses tempos nem tão remotos, o Sistema Nervoso Central vivia estimulado para enfrentar os perigos, que não eram poucos.
Os riscos da sociedade atual, porém, são interpretados como preponderantes aos fatores biológicos dos antigos primatas. A ameaça de perder o status, o poder, os amores, os amigos, as possibilidades de concretizar determinados planos, a proximidade do desconhecido, do novo, e outros tantos perigos modernos, são fatores desencadeantes deste desequilíbrio emocional.
A ansiedade só não pode se tornar patológica, porque a partir deste estágio ela impede o crescimento, o desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, restando ao paciente uma paralisia emocional que dificulta sua vida e bloqueia os mecanismos psíquicos de adaptação às novas situações e contextos existenciais.

8620 – Exame de sangue poderá detectar a fibriomalgia de maneira mais rápida


Um novo teste que detecta a fibriomalgia por exame de sangue foi desenvolvido por pesquisadores de Ohio, nos Estados Unidos. O método proposto pela equipe consiste na identificação do comportamento de determinadas moléculas presentes no sangue, que indicam a presença da doença. Ainda no começo do processo de desenvolvimento, o exame precisa ser testado com um número mais abrangente de voluntários para verificar sua eficácia. Os primeiros resultados, no entanto, foram promissores e, caso venha a se tornar disponível para uso clínico, o exame poderá reduzir o tempo de espera para o diagnóstico em até cinco anos.
Segundo o Instituto Nacional de Artrites e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele (NIAMS, sigla em inglês), cerca de cinco milhões de americanos (país onde foi realizado o estudo) são acometidos pela fibromialgia, cujos principais sintomas são a fadiga e as dores em todo o corpo. Por serem sintomas que se assemelham aos de outras doenças — como a artrite reumatoide, por exemplo — os médicos costumam descartar essas doenças antes de identificar a fibromialgia, tornando o processo de diagnóstico lento e cansativo.

“Chegar a um diagnóstico mais rápido é de extrema importância, porque os pacientes passam por um grande stress durante o processo de diagnóstico”, explica Kevin Hackshaw, um dos autores da pesquisa, divulgada na versão on-line do periódico Analyst. “Só o fato de serem diagnosticados já faz com que eles se sintam melhores. Reduz a ansiedade.”

A base do exame proposto pelos cientistas é o reconhecimento de moléculas indicadoras da fibromialgia, por meio de uma microespectroscopia infravermelha — tecnologia que identifica particularidades das moléculas presentes em amostras de sangue seco. Apenas algumas gotas de sangue retiradas do dedo dos pacientes são suficientes para o exame. A técnica se mostrou tão eficaz que pode distinguir casos de fibromialgia, artrite reumatoide e osteoartrite, três doenças que causam sintomas similares.
De acordo com Tony Buffington, integrante da equipe responsável pelo trabalho, apesar de um microscópio infravermelho ser caro, o exame poderia se tornar acessível se existisse um laboratório central para checar as amostras de sangue, que poderiam ser enviadas pelo correio.

7873 – Medicina – Como o cérebro age na ansiedade


Um estudo feito pela Universidade da Carolina do Norte explica como duas regiões do cérebro interagem para produzir comportamentos relacionados à sentimentos – como ansiedade. As descobertas podem levar ao desenvolvimento de melhores tratamentos para distúrbios como depressão e ansiedade.
A interação acontece quando neurônios de uma parte do cêrebro, conhecida como amídala, ficam hiperativos, estimulados por situações estressantes. Estes neurônios, que controlam emoções como o medo, estimulam a ação de uma outra área do cérebro, a Área Tegumentar Ventral, associada à compensação. Ou seja, uma área associada à ansiedade está diretamente ligada a outra associada a recompensas.
Se for possível entender corretamente a dinâmica dessa interação, poderá se fazer com que pessoas não se sintam motivadas pelo seu próprio cérebro a ter atitudes que não lhe fazem bem, como vícios em drogas e o comportamento depressivo por exemplo.

7557 – Por que temos a impressão que o tempo passa mais devagar?


Quando estamos entretidos, o tempo passa rápido. Se estamos entediados, ele fica devagar. Mas por que isso ocorre? Parte do problema está no sistema límbico, área do cérebro responsável pelas emoções. Quando alcançamos um desejo, ele libera dopamina, neurotransmissor que causa sensação de bem-estar. E são os níveis de dopamina no organismo que influenciam nossa percepção de tempo. Geralmente, quando ela está elevada, o tempo passa mais rápido. Já um cérebro entediado tenta se entreter prestando atenção em tudo. É aquela história de que se ficar olhando a panela, a água não ferve.
Quando algo é muito esperado, ocorre a chamada ansiedade ativa. “Seu organismo entra em estado de alerta, com liberação de adrenalina e cortisol”, explica um neurocirurgião.
A pressão sanguínea e o nível de açúcar no sangue aumentam, assim como a dopamina, fazendo o tempo voar.
Outro fator envolvido é a memória. Você acha que, em uma viagem, a ida é mais longa do que a volta? “Quando o caminho já é conhecido, a menos que você queira, o cérebro não presta tanta atenção”.
Na ida, tudo é novidade, e a expectativa pela chegada é grande. Já no caminho de volta é o oposto. Paisagem e tudo mais são conhecidos. E o tempo vai rápido.
O tempo demora também na cadeira do dentista.