13.991 – Odontologia – A Extração do Siso


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É uma cirurgia para a retirada dos dentes terceiros molares, conhecidos também como dentes do siso ou dentes do juízo. A cirurgia de extração do siso pode ser feita quando os dentes já nasceram ou mesmo para dentes que não vão nascer – é o chamado dente do siso incluso.

Qual médico realiza a cirurgia
Cirurgião dentista ou cirurgião buco-maxilo-facial

Indicações
A extração do siso deve ser feita apenas quando os dentes do siso não nasceram adequadamente na boca. Caso o dente esteja presente na boca e não comprometa a arcada dentária, ele funciona como os demais dentes do fundo, na fase final da mastigação, e não precisa ser retirado. A indicação de extração do siso se relaciona
Incapacidade de higiene adequada dos dentes do siso por falta de acesso com as escovas

– Pressão ou empurramento nos dentes vizinhos que gere riscos de traumas e/ou perdas do alinhamento dos dentes

– Alterações na normalidade da mordida e da fala motivadas pela presença dos sisos

– Dentes inclusos: que não conseguem “nascer” pela falta de espaço ou má posição dentro dos maxilares

– Sisos tomados por infecção recorrente, como cárie ou doença periodontal de tratamento complicado

– Sisos em contato com a raiz dos segundos molares, podendo gerar dor e necessidade de tratamento de canal no futuro

– Caso os sisos estejam gerando dor em outras partes da face, como mandíbula e ouvidos, já tendo sido investigadas outras possíveis causas para as dores.
Quem não pode fazer
Não existem contraindicações muito severas com relação à extração dos sisos. No entanto, pacientes que estejam com a saúde comprometida ou inflamações do local, por exemplo, devem considerar adiar o procedimento. Dependendo da indicação cirúrgica, o paciente também pode optar por outros tratamentos que não a extração dos sisos para resolver seu problema. Tudo dependerá do quadro do paciente e da opinião do especialista.

Saiba mais: Diabetes: quais os cuidados em procedimentos cirúrgicos?
Pré-requisitos
Também não há grandes pré-requisitos para incluir ou excluir um indivíduo da indicação cirúrgica. Mas o momento ideal para extração dos sisos é entre os 16 e 18 anos, quando se formam as primeiras raízes dentárias e o dente ainda não nasceu. Isso porque nessa faixa etária a formação das raízes do dente do siso ainda não está completa, tornando a extração do siso mais simples e com melhor prognóstico. Entretanto, a cirurgia pode ser feita sem riscos em qualquer idade.

Anestesia
A anestesia para extração dos sisos é local, ministrada por injeção. Além desse anestésico, você e seu cirurgião-dentista ou cirurgião buco-maxilo-facial podem decidir que um sedativo é desejado para controlar qualquer ansiedade. Caso seja usado um sedativo, é necessário levar um acompanhante no dia da cirurgia, para orientar o paciente enquanto o sedativo ainda não perdeu o efeito.

Como é realizada
É aplicada uma anestesia local próxima ao dente que será retirado. Após a área estar adormecida, é feita uma incisão na pele da gengiva, que é deslocada, para que o cirurgião possa ver o dente a ser retirado. Caso os dentes ainda não tenham nascido, é feita a remoção do osso que recobre o dente e depois a remoção do dente. Por fim, o cirurgião retira os restos de osso e pedaços de dente que possam ainda estar dentro da cavidade, e completa com uma sutura. Em alguns casos, o dente pode ser quebrado e retirado em partes, em outros será retirado inteiramente. Tudo depende da posição do dente e condições do paciente.

Tempo do procedimento
A duração da extração siso varia conforme a dificuldade da cirurgia e quantidade de dentes que será retirada. Em média, a cirurgia de extração do siso leva menos de 30 minutos para ser feita (por dente), podendo em alguns casos mais fáceis demorar 5 minutos até, mas pode ser que leve mais tempo conforme o quadro do paciente.
ão há necessidade de internação para a extração do siso. Então, o paciente ficará no consultório ou hospital apenas o tempo em que duraram os trâmites da cirurgia.

Cuidados antes do procedimento
No dia de sua extração do siso, o ideal é fazer uma refeição leve e tomar todos os medicamentos que eventualmente forem prescritos, como antibióticos. Evite usar maquiagem ou qualquer acessório volumoso no cabelo, para não causar incômodo ou dificultar o posicionamento de sua cabeça durante a cirurgia de extração do siso. É importante informar ao dentista todo seu histórico de saúde, para que os cuidados sejam tomados previamente caso necessário.

Como é a recuperação do paciente
Depois de remover seus dentes do siso, a velocidade de sua recuperação depende do grau de dificuldade da extração. Em geral, o paciente pode sentir esses sintomas:

A anestesia dura em torno de quatro a cinco horas, salvo em casos de eventual parestesia transitória (sensações como formigamento, frio e calor na área) decorrente dos procedimentos associados à extração do siso. Neste caso, a sensação de anestesia irá perdurar por alguns dias, até cessar por completo

– Pode ser que ocorram sangramentos em uma ou mais aberturas nas primeiras 24 horas. Para controlá-los, coloque um pedaço de gaze limpa sobre a área do dente retirado e tente mordê-la firmemente até sentir que o sangramento foi estancado. Caso seja necessário, troque a gaze por outra limpa. Se persistir um sangramento intenso, comunique o seu dentista

– Edemas faciais na área onde o dente foi extraído são comuns. Para diminuir o inchaço, aplique nas primeiras 2 a 3 horas uma compressa gelada a cada 20 minutos, durante 10 minutos aproximadamente. Repita conforme necessário. Após esse primeiro dia, trate o inchaço com compressas quentes, aplicando uma toalha quente e úmida na área de 20 em 20 minutos, repetindo conforme necessário

– Em alguns casos, pode ser que o paciente tenha dificuldades para abrir ou fechar a boca, em virtude da tensão gerada pela extração do siso. Essa situação é transitória e se recupera juntamente com a cicatrização das áreas de extrações dos sisos.
Complicações possíveis
Entre as complicações mais importantes da extração dos sisos, além dos problemas que podem ser comuns a todas as cirurgias, como infecções. Pode ser que ocorram esses problemas:
Alveolite: ela ocorre quando o coágulo de sangue formado para iniciar o processo de cicatrização se desfaz ou se desloca, deixando a cavidade exposta. A alveolite normalmente ocorre em três ou quatro dias após a extração e é acompanhada de dores muito fortes e odores estranhos na boca. Caso isso aconteça, procure seu dentista.

Parestesia: é causada quando há um dano nos nervos próximos ao dente que foi extraído, gerando uma dormência na língua, lábio ou queixo. Essa ocorrência, embora possível, é muito rara, e no geral dura alguns dias ou semanas. Caso o problema persista, procure seu dentista.

Trismo: o trismo acontece quando o paciente mantém o maxilar muito tenso durante a cirurgia, ou então quando o procedimento de extração do siso foi muito difícil. O paciente com trismo não consegue abrir a boca completamente, impossibilitando a alimentação e mastigação completa, bem como deixando a fala comprometida. Esses sintomas podem ser evitados com medicação prevista no pré-operatório, bem como a competência do médico e qualidade técnica dos procedimentos de extração.

Cuidados após a cirurgia
Alguns cuidados devem ser adotados nos primeiros dias após a cirurgia:
Alveolite: ela ocorre quando o coágulo de sangue formado para iniciar o processo de cicatrização se desfaz ou se desloca, deixando a cavidade exposta. A alveolite normalmente ocorre em três ou quatro dias após a extração e é acompanhada de dores muito fortes e odores estranhos na boca. Caso isso aconteça, procure seu dentista.

Parestesia: é causada quando há um dano nos nervos próximos ao dente que foi extraído, gerando uma dormência na língua, lábio ou queixo. Essa ocorrência, embora possível, é muito rara, e no geral dura alguns dias ou semanas. Caso o problema persista, procure seu dentista.

Trismo: o trismo acontece quando o paciente mantém o maxilar muito tenso durante a cirurgia, ou então quando o procedimento de extração do siso foi muito difícil. O paciente com trismo não consegue abrir a boca completamente, impossibilitando a alimentação e mastigação completa, bem como deixando a fala comprometida. Esses sintomas podem ser evitados com medicação prevista no pré-operatório, bem como a competência do médico e qualidade técnica dos procedimentos de extração.

Cuidados após a cirurgia
Alguns cuidados devem ser adotados nos primeiros dias após a cirurgia:Alveolite: ela ocorre quando o coágulo de sangue formado para iniciar o processo de cicatrização se desfaz ou se desloca, deixando a cavidade exposta. A alveolite normalmente ocorre em três ou quatro dias após a extração e é acompanhada de dores muito fortes e odores estranhos na boca. Caso isso aconteça, procure seu dentista.
Parestesia: é causada quando há um dano nos nervos próximos ao dente que foi extraído, gerando uma dormência na língua, lábio ou queixo. Essa ocorrência, embora possível, é muito rara, e no geral dura alguns dias ou semanas. Caso o problema persista, procure seu dentista.
Trismo: o trismo acontece quando o paciente mantém o maxilar muito tenso durante a cirurgia, ou então quando o procedimento de extração do siso foi muito difícil. O paciente com trismo não consegue abrir a boca completamente, impossibilitando a alimentação e mastigação completa, bem como deixando a fala comprometida. Esses sintomas podem ser evitados com medicação prevista no pré-operatório, bem como a competência do médico e qualidade técnica dos procedimentos de extração.
Cuidados após a cirurgia
Alguns cuidados devem ser adotados nos primeiros dias após a cirurgia:
Deve ser feita uma dieta líquida nos primeiros três dias, evitando comer alimentos quentes. Nos quatro dias seguintes, é recomendada uma dieta pastosa, evitando nos quatros consumir alimentos granulosos, duros ou consistentes. Isso ajuda a diminuir o inchaço e o sangramento, reduzindo o risco de infecções. É importante que tanto a dieta líquida quanto a pastosa sejam nutritivas, mantendo o sistema imunológico fortalecido

– Tome as medicações corretamente. Podem ser usados analgésicos leves, moderados ou fortes, sedativos, anti-inflamatórios esteroides ou não esteroides e antibióticos. O tempo de medicação deve ser estabelecido pelo profissional, mas no geral são três dias para medicação analgésica e de três a 15 dias para os antimicrobianos

– Evite fazer bochechos ou cuspir nas primeiras 24 horas após a extração do siso, bem como fazer movimentos de sucção

– Escove os dentes de forma mais suave que o habitual e evite os dentes vizinhos dos sisos extraídos durante as primeiras 24 horas. No segundo dia, retome a escovação suave dos seus dentes. Não use enxaguantes bucais comerciais, a não ser que tenham sido prescritos pelo médico

– Não fume pelo menos nos primeiros sete dias. O cigarro contém substâncias tóxicas que penetram na mucosa da boca e podem infeccionar a cicatriz
– Não ingira bebidas alcoólicas. Elas podem interagir com a medicação e causar efeitos colaterais
– Sete dias após a extração o paciente deve retornar ao consultório para remover os pontos. Deixar pontos na boca além do previsto pelo dentista pode resultar na retenção de alimentos, bactérias e impurezas que dificultam a cicatrização, arriscando a saúde dos dentes vizinhos e de todo o restante da boca, podendo chegar ao ponto de causar infecção e feridas na região. Os pontos só podem ficar na boca quando eles são do tipo reabsorvíveis, não sendo necessária a visita médica para remoção.

Custo da cirurgia
Em alguns estados do Brasil a cirurgia para extração do siso pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento também possui cobertura em planos de saúde.

Perguntas frequentes
Eu posso tirar os quatro dentes do siso de uma vez?
Sim, tudo depende das condições de cada paciente e da dificuldade prevista na cirurgia, que devem ser avaliadas pelo profissional. Normalmente são feitas duas cirurgias, uma para cada lado da boca, de forma a preservar um lado para mastigação. A retirada dos quatro molares de uma vez é vantajosa porque é um tempo cirúrgico só, exigindo apenas uma recuperação. Mas também pode ser feita a extração de um siso por vez, ou então de três sisos e depois um – essa não é uma ciência exata, e depende exclusivamente da disposição e condição do paciente, bem como da indicação médica. Além disso, a extração de um dente não influencia necessariamente na retirada de todos os outros ? ou seja, a pessoa pode tirar apenas um ou dois dentes e não retirar os outros. Caso seja feita mais de uma cirurgia, é indicado um período entre uma semana e 30 dias entre uma extração e outra, para que o paciente se recupere adequadamente.

Uma pessoa pode nascer sem os dentes do siso?
Muita gente nasce sem, e não há qualquer problema. Assim como algumas pessoas podem ter o dente do siso, mas isso não quer dizer que ele vá nascer. Para que ocorra sua erupção, é necessário que haja estimulação desde a infância, como a mastigação de alimentos que estimulem o uso do dente.

13.830 – A Anestesia na Medicina


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A anestesia, como a conhecemos hoje, é uma aquisição recente na história da humanidade. Sabe-se que, na Antiguidade, eram realizados alguns tipos de cirurgia e prova disso são os instrumentos cirúrgicos egípcios em exposição nos museus. Portanto, as civilizações antigas deviam conhecer fórmulas para driblar a dor e operar as pessoas. Relatos provenientes da Grécia Antiga indicam que Hipócrates utilizava a esponja soporífera embebida em substâncias sedativas e analgésicas extraídas de plantas e que o médico Dioscórides descobriu os efeitos anestésicos da mandrágora, um tubérculo muito parecido com a batata. Já os chineses se valiam dos conhecimentos de acupuntura e os assírios comprimiam a carótida, para impedir que o sangue chegasse ao cérebro.

Gelo ou neve para congelar a região a ser operada, embriagar o paciente, hipnose foram outros recursos usados para aliviar a dor no passado. Quando de nada adiantavam, as cirurgias eram realizadas a frio, com os doentes imobilizados à força.
Esse panorama mudou, e mudou muito. Hoje, a anestesia é um procedimento médico de altíssima segurança que promove analgesia completa enquanto o paciente é operado.
Eles usavam drogas que, hoje, corresponderiam à morfina. Se bem que o conceito antigo de operação era diferente do atual. Ninguém fazia uma gastrectomia, isto é, uma cirurgia de estômago, por exemplo. Em geral, eram amputações e eles quase sempre encontravam uma forma de dopar o doente. Se não conseguiam, operavam a frio mesmo.
O surpreendente é que essa conduta não está tão distante no tempo assim. No fim da Primeira Guerra Mundial, depois que os alemães deixaram de ter disponíveis as drogas com que poderiam sedar os pacientes, as amputações eram feitas a frio.
Diante de tantas restrições, era importante a velocidade com que as cirurgias eram realizadas. Em poucos minutos, amputava-se uma perna ou cuidava-se de um ferimento grave.
É preciso cuidar das vias respiratórias dos pacientes sob anestesia geral. Quando a musculatura relaxa, há risco de obstrução das vias aéreas por perda do tônus da musculatura que suporta a língua. Para evitá-la, são introduzidas cânulas orais que mantêm a língua afastada da parede posterior da traqueia ou passa-se um tubo através da boca até a traqueia para permitir a circulação da mistura anestésica. Para fazer isso, é preciso que seja total o relaxamento não só da boca e da língua, mas também da glote e da laringe. Os relaxantes musculares foram medicamentos que ajudaram muito nesse sentido.

12.283 – Acredite se Quiser – Anestesia mal aplicada transforma paciente em cleptomaníaca


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Os médicos sabiam que algo estava errado quando sua paciente de 40 anos – cujo nome não foi revelado – acordou do procedimento múltiplo de lipoaspiração, implante de silicone e outras reformas gerais. Sentia-se confusa e letárgica e tinha problemas de memória. Fizeram então dois tipos de tomografia, que revelou danos na região do núcleo caudado, relacionado à memória e aprendizado. Esse é um risco da anestesia: o acidente foi causado por má oxigenação durante o procedimento.
Após sua aparente recuperação, ela foi mandada para casa. E, então, uma coisa bizarra aconteceu: ela passou a ter pensamentos recorrentes e compulsivos de roubar coisas. Que só se acalmavam quando ela cedia, estendia suas mãos leves e saía com os pertences alheios.
Um dia, ela estava comprando um presente para o amigo de sua filha numa loja e sentiu a vontade irresistível de pegar um item da prateleira – que ela tinha mais que o suficiente para pagar – e enfiar na sua bolsa. Um segurança viu e ela foi mandada para a delegacia. Acabou liberada quando se provou que o roubo era causado por dano neurológico, não na moral e bons costumes.
Os estranho caso foi publicados no journal BGM Case Reports, onde médicos compartilham suas histórias mais peculiares. O estudo foi comandado pelo brasileiro Fábio A. Nascimento, da Universidade de Toronto (Canadá), que caiu de estar no Brasil no mesmo dia, acompanhando as tomografias. A cirurgia foi em 2013. O dano não era permanente e a mulher se recuperou, não roubando mais nada e curtindo seu novo visual.

12.116 -Medicina – História da Anestesia


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A descoberta da anestesia foi uma das inovações clínicas que revolucionaram a cirurgia. A anestesia com éter foi descoberta em Boston na década de 1840. Anos antes, em 1831, o clorofórmio havia sido elaborado. O médico escocês Sir James Simpson de Edimburgo foi o primeiro a usá-lo como anestésico em 1847, mas só foi largamente aceito na medicina por volta de 1853.
A única anestesia conhecida até o momento era feita à base de álcool e pólvora, aplicada no paciente por via oral. Normalmente ele era segurado pelos assistentes enquanto mordia algo para não gritar, até que a operação terminasse. Geralmente eram feitas desta forma amputações, consideradas na época como “grandes cirurgias”.
Embora os pacientes aguentassem dores extraordinárias, havia uma busca urgente por analgésicos. Para aliviar a dor, eram combinadas várias substâncias, a maior parte delas extraída de plantas “medicinais”. Às vezes, a mistura ficava muito forte e o paciente morria por overdose.
Nos anos 1800, boa parte das pessoas buscava na religião, ou nelas mesma, a força para suportar a dor, que era vista como uma punição de Deus para os perversos e como purificadora da alma para os bons.
A anestesia com éter foi introduzida nos EUA em 1846, e com clorofórmio, no Reino Unido, em 1847. A inalação dos vapores desses compostos não apenas colocava as pessoas para “dormir”, tornando-as insensíveis à dor, mas seu uso significava que os pacientes se “tornaram inconscientes à tortura”. Assistir a um filme antigo de guerra é, de fato, presenciar tortura a sangue frio.
Essa grande invenção na história da medicina não só beneficiou os pacientes, como também tornou mais fácil a vida dos cirurgiões, que não tinham mais que lidar com pacientes desesperados contorcendo-se de dor na mesa de cirurgia durante uma amputação, ou com uma fuga precipitada.

7664 – Mega Mitos – Só Usamos 30% do cérebro?


Segundo a USP,o engano surgiu por causa de experimentos realizados entre 1930 e 1950, durante neurocirurgias. Foi quando pesquisadores aproveitaram operações sem necessidade de anestesia geral, em que o paciente permanecia consciente, para estimular com elétrodos certas áreas do cérebro. Tais estímulos faziam as pessoas mexerem partes do corpo, sentirem cheiros e verem coisas. O erro estava em achar que as áreas agiam sozinhas, quando na verdade, o cérebro funciona em conjunto. Hoje se conhece melhor o cérebro humono e pode-se dizer que atémesmo quando dormimos, ele funciona por inteiro, tanto biologicamente, cuidando da homeostasia, que é o eqilíbrio do corpo, quanto cognitivamente, ou seja, sonhando.

7540 – Mega Mix – Odontologia


Cientistas americanos desenvolveram um chiclete com fosfato de cálcio que ajuda na proteção contra a cárie. A vida e os hábitos alimentares dos animais podem ser registrados através do tratamento dos dentes.
É ultrapassado o conceito de que é mais saudável escovar os dentes com água oxigenada. Para que ela tenha algum efeito sobre as bactérias seria necessário passar o dia inteiro escovando os dentes.

Dentista sem dor:
A Odontologia está se armando até os dentes para aliviar o sofrimento dos pacientes – inclusive o psicológico. O laser, como substituto da broca de alta rotação, é o principal instrumento desse arsenal.
As cáries menores já podem ser tratadas sem anestesia com o laser de érbio – um raio que usa as propriedades concentradoras do elemento químico érbio para penetrar no dente profundamente.
Ele atravessa a estrutura, desintegra as moléculas da cárie e limpa tudo para a restauração – ou obturação.
O raio também pode ser usado em cirurgias e obturações de resina, mas não nas metálicas, que usam limalha de prata e mercúrio, indicadas para as cáries profundas nos dentes de trás. Aí, a broca continua indispensável.
O pesquisador Harvey Wigdor, da Universidade Noroeste de Chicago, nos Estados Unidos, desenvolveu, em 1997, um trabalho para descobrir o que aliviaria os pacientes de dentistas. Depois de entrevistar 100 indivíduos, concluiu que o principal desejo deles não era só se livrar da dor. O trauma, mesmo, era o barulho incômodo do motorzinho.
Para pôr fim a dois temores com uma técnica só, boa parte da indústria odontológica pesquisa formas de aposentar de vez a broca. Além do laser, os outros candidatos a substituto são um gel para dissolver a cárie, que deve chegar ao Brasil no início do próximo ano, e um jato de ar, já disponível em vários consultórios.
Embora silenciosas, as duas técnicas não são totalmente à prova de dor. Se a cárie tiver atingido uma região próxima ao nervo, o incômodo vai aparecer. Neste caso, usa-se a velha e boa anestesia.
As substâncias anestésicas de hoje são bastante seguras e, na última década, a espessura da agulha encolheu três vezes. Ou seja, a picada também já não incomoda tanto.

Passo a passo:
A cárie abre um buraco no esmalte, que é o escudo do dente, e expõe a dentina, a área mais interna. É bem aí que a broca age. Ela é formada por um anel que gira rapidamente, arrancando minúsculos pedaços do tecido cariado.
A dentina é cheia de canais preenchidos com um líquido. Esses dutos conduzem à pulpa, onde está o nervo do dente. Por meio do líquido, o calor provocado pelo atrito e pela trepidação produzida pelo motorzinho chegam rapidamente até ele.
A única função desses nervos é perceber a dor. Eles levam a informação para o cérebro à velocidade de 1 metro por segundo. As terminações nervosas que indicam ao dente que força usar na mastigação ficam do lado de fora.
Laser
Ao contrário da broca, o laser não arranca pedaços. A energia produzida por ele desintegra as moléculas do tecido cariado e ainda mata as bactérias da região, limpando a cavidade que será obturada.
O laser é uma luz emitida por pulsos muito rápidos, com duração de milissegundos. Por isso, ele produz muito menos calor e trepidação, sem alterar o equilíbrio do líquido dentro dos canais da dentina.
Já que o líquido dos dutos é pouco atingido, o nervo nem chega a sentir. Assim, a dor é menos intensa ou até inexistente.
Há fachos de luz com quantidades diferentes de energia. Desse modo, é possível usar cada um deles com fins diferentes e não apenas para retirar a cárie.
O chamado laser de CO2 (gás carbônico), mais antigo, é apropriado para cortar a gengiva. Ele esquenta a água que existe dentro das células e as faz explodir feito milho de pipoca. Assim, abre incisões para a cirurgia na gengiva com a eficiência de um bisturi.
O laser de arseneto de gálio alivia a dor. Ele aumenta o fluxo sanguíneo na região, diminuindo a inflamação e estimulando a produção de endorfina, um analgésico natural. É empregado depois da extração de um dente ou antes da anestesia convencional, para que o paciente não sinta a picada.
O gel é uma mistura de aminoácidos e hipoclorito de sódio (parecido com água sanitária). Em contato com o dente, dissolve a cárie sem afetar a parte sadia. Depois, a mistura é retirada com um pequeno instrumento de metal e a cavidade está pronta para ser obturada.

6593 – Odontologia – A Anestesia Bucal


Os anestésicos são substâncias que, quando em contato com uma fibra nervosa, possuem a propriedade de interromper o influxo nervoso, levando a perda dos sentidos ou sensações. Tais anestésicos não tiram a capacidade motora da pessoa, mas sim a sua sensibilidade.
O homem semnpre tentou descobrir métodos para o controle da dor. Hipócrates (450 aC.) empregava vapores de uma espécie de erva da qual se faz o haxixe, para obter narcose em seus pacientes. Os egípcios usavam a mandrágora para aliviar a dor e na América Latina, os incas mascavam a folha da coca para este mesmo fim.
Antes do advento da anestesia, as cirurgias eram um suplício para o paciente. Enlouquecer, ou mesmo tantativas de suicídio eram comuns às vésperas de um intervenção cirúrgica ou mesmo de uma simples extração de dente. A anestesia foi utilizada pela 1ª vez pelo cirurgião dentista Morac Wells em 1844. Ele próprio se submeteu a extraçãode um molar superior, por seus assistentes, após a administração de óxido nitroso. Após novas demonstrações mal-sucedidas, ele se suicidou sem saber que dias antes, a Sociedade Médica de Paris reconheceu ele como o descobridor da anestesia.

Ficando por Dentro:
Quase todas as operações realizadas na cavidade bucal podem ser praticadas com anestesia. Ela é indicada para as intervenções feitas em consultórios e ambulatórios e não apresenta os inconvenientes e riscos da anestesia geral.
A anestesia local não é indicada para pacientes psicopatas ou infantis em estado de rebeldia. Também não é indicada para pacientes excessivamente nervosos ou que se recusam a realizar a operação.
Os principais efeitos colaterais como alterações cardio-vasculares, elevação da pressão arterial e da taxa de açúcar no sangue , são devido ao uso da adrenalina.
A toxidade da anestesia depende da tolerância individual e da correta dosagem. Uma dose excessivapode resultar nos sintomas de intoxicação como cefalgias, vômitos, convulsões e tremores.
Os anestésicos locais são substâncias amplamente absorvidas pela pele e mucosas. Uma vez injetados, exercem ação junto à membrana nervosa, seguindo para o interior da microcirculação saguínea, de onde são distribuídos para todo o organismo.
Após metabolizados no fígado e na corrente sanguínea, os anestésicos são secretados pelos rins.

6499 – História da Medicina – A 1ª Cirurgia da História


As descobertas mais recentes devem mudar por completo a descrição das comunidades neandertalenses, onde sempre se enfatiza a pobreza de instrumentos e recursos. No entanto, quando se trata de pintar, a tecnologia que o homem moderno desenvolveu para enfrentar o frio, pinta-se aquilo que haveria de mais moderno na época. Mas, em um sítio arqueológico, no Iraque a descoberta fascinou os cientistas. Especialmente porque o morto teria junto de si, arranjos de plantas de vários tipos, sinal de aguçada autoconciência. O sepultamento intencional revela a preocupação com o espírito. Também há uma especulação sobre uma espécie de defeito encontrado num dos braços do esqueleto. Alguns cientistas acreditam que o sinal seria de uma amputação e isso colocaria o neandertal tecnologicamente à frente do sapiens. Se de fato for comprovado, será provavelmente o 1° caso de intervenção cirúrgica da humanidade.

Um Pouco +
Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um osso). No entanto, a cirurgia teve seus primeiros desenvolvimentos científicos no século XVI, com Ambroise Paré – “o pai da cirurgia moderna”, que, além de esclarecer inúmeras questões de anatomia, fisiologia e terapêutica, substituiu a cauterização com ferro em brasa pela ligadura das artérias depois de uma amputação de membro.
Mais tarde, a descoberta da anestesia e a criação da antissepsia marcaram, no final do século XIX, o início da cirurgia moderna, cuja eficácia aumentou com a transfusão de sangue e a neurocirurgia, desenvolvidas entre as duas grandes guerras. Nos anos 50, a descoberta dos antibióticos também garantiu maior eficácia aos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, todos os órgãos são acessíveis à cirurgia e as técnicas recentes (a partir dos anos 60) de transplantes de órgãos são uma vitória da cirurgia, embora ainda haja problemas de rejeição.

6498 – Medicina – Os Anestésicos



Com o advento da anestesia, as intervenções cirúrgicas ficaram mais comuns.
Os Anestésicos locais são um grupo de fármacos utilizados para induzir a anestesia a nível local sem produzir inconsciência.

De acordo com a natureza da cadeia intermediária, os anestésicos locais classificam-se em agentes tipo éster ou amida.
Classificação dos anestésicos locais de acordo com a estrutura química
Ésteres
De ácido benzóico
Cocaína
Benzocaína
Tetracaína
De ácido para-aminobenzóico (PABA)
Procaína
Cloroprocaína
Propoxicaína
Amidas
Agentes derivados da xilidina
Lidocaína
Mepivacaína
Bupivacaína
Ropivacaína
Etidocaína
Agentes derivados da toluidina
Prilocaína
Articaína

A importância clínica dessa divisão está associada à duração do efeito (forma de inativação dos compostos) e, especialmente, ao risco de reações alérgicas. Os ésteres são hidrolisados por enzimas encontradas de forma ampla em plasma e diferentes tecidos. Isso geralmente determina duração de efeito menor. Faz exceção a tetracaína, de efeito mais prologando. Amidas sofrem metabolismo hepático, com conseqüente maior duração de ação. Ésteres determinam maior taxa de reações de hipersensibilidade, enquanto alergias são raras com anestésicos tipo amida.
Anestésicos locais atuam sobre os processos de geração e condução nervosa, reduzindo ou prevenindo o aumento de permeabilidade de membranas excitáveis ao sódio, fenômeno produzido por despolarização celular. Embora vários modelos tenham sido propostos para explicar sua ação sobre fibras nervosas, aceita-se hoje que o principal mecanismo envolve sua interação com um ou mais sítios específicos de ligação em canais de sódio.

Embora inúmeras substâncias de estrutura química diversa sejam capazes de produzir anestesia local, a maioria das drogas de comprovada utilidade clínica (identificadas com o sufixo “caína”) compartilham uma configuração fundamental com o primeiro anestésico local verdadeiro, a cocaína.
Durante séculos, os nativos das montanhas peruanas vêm utilizando folhas de coca para evitar a fome, aliviar a fadiga e elevar o espírito. O interesse pelas propriedades psicotrópicas da Erythroxylon coca levou ao isolamento da cocaína por Albert Niemann, em 1859, e ao estudo de sua farmacologia por Von Anrep, em 1880. Embora ambos tenham descrito a ação anestésica local da cocaína, o crédito para sua introdução na medicina pertence a Carl Koller, um médico vienense. Em 1884, Koller familiarizou-se com os efeitos fisiológicos da cocaína descrito por Sigmund Freud. Koller reconheceu o grande significado clínico da droga e logo demostrou sua ação no alívio da dor em vários procedimentos oftalmológicos.
O conhecimento do potencial de reações adversas da cocaína logo acompanhou sua aceitação geral como anestésico local. No entanto, várias mortes atribuídas à cocainização aguda testemunharam o baixo índice terapêutico da droga. A tendência ao abuso da cocaína foi significativamente ilustrada pela autodependência de William Halsted, um pioneiro no bloqueio nervoso regional.

Os anestésicos locais bloqueiam fisicamente por interacções lipofílicas (ocluindo o poro) os canais de sódio das membranas dos terminais dos neurônios. Como o potencial de ação é dependente do influxo de sódio, ao não ocorrer não há propagação do sinal nervoso.
Os neurônios com axônios com menor diâmetro são mais facilmente bloqueados, o que permite ajustar a dose de forma a não inativar os neurônios motores, mas apenas os sensitivos e os do sistema nervoso autônomo, já que os motores têm diâmetros consideravelmente maiores.
A administração local concomitante de um vasoconstritor reduz os seus efeitos sistêmicos e potencializa e prolonga os seus efeitos locais.
O uso de anestesia local é indicado para operações simples, que envolvem pequenas áreas, como algumas cirurgias plásticas ou para suturar cortes (dar pontos).

Longa duração
Tetracaína – Ropivacaína-Bupivacaína
Está indicada em procedimentos Odontológicos de maior duração ou em que se deseja analgesia pós-operatória mais prolongada (varias horas). Comparada com lidocaína, o início de efeito da bupivacaína é mais tardio, mas a duração é duas vezes maior. Durante seu uso em anestesia, especialmente obstétrica, foram relatadas casos de parada cardíaca de difícil recuperação. No entanto, o uso odontológico em baixas doses torna essa complicação improvável.

Média Duração
Lidocaína
É o anestésico padrão, com o qual os demais são comparados. Usada em diversas técnicas anestésicas, também pode ser administrada por via intravenosa para também tratar de arritmias cardíacas em unidades de cuidados intensivos ou durante cirurgias.
Mepivacaína
É um anestésico local do tipo não amida muito utilizado em odontologia. Tem maior indicação nos casos em que o uso de vasoconstrictores é perigoso para o paciente, pois pode ser usado sem esta substância e sem perda importante da potência e tempo de duração da analgesia. Não é usada topicamente, sendo empregada em anestesias infiltrativas e bloqueios periféricos. Sem vasoconstrictor é usado na concentração de 3%.
Prilocaína
Tem amplo uso em Odontologia, especialmente em casos em que aminas simpaticomiméticas estão contra-indicadas, pois está contida na única preparação comercialmente disponível no Brasil que tem felipressina como vasoconstritor.
Efeitos úteis

Perda completa de sensação local, e em especial da dor, sem perda do controle muscular. O doente pode cooperar, respondendo a pedidos do cirurgião. Não há riscos elevados de efeitos dos anestésicos como para os anestésicos gerais.

5105 – Odontologia – Verdades e Mitos


Bochechos com líquidos enchaguados podem perfumar a boca, mas não substituem a escovação e o uso do fio dental. O sangramento de gengiva ao usar o fio dentalé sinal de inflamação. Deve-se continuar usando o fio, persistindo o problema, deve-se procurar um dentista.
A língua costuma ser o maior responsável pelo mau hálito. É preciso escová-la 3 vezes por dia. A partir dos 3 anos, mesmo as chupetas anatômicas devem ser evitadas, pois podem prejudicar a posição dos dentes. Piercings podem causar inflamações, mau hálito, ferimento e perda na sensibilidade da língua.
Óxido Nitroso – Conhecido como gás hilariante é adotado como anestésico. Uma pequena dose inalada por meio de uma máscara, faz o paciente atingir alto grau de relaxamento sem perder a conciência. Ele melhora a resistência a dor, mas não substitui a anestesia. Só anestesistas podiam aplicá-lo, mas hoje, cerca de 2% dos dentistas estão habilitados a usá-lo. Apesar do nome, o gás raramente desencadeia risos descontrolados.

4496 – Como age o gás hilariante?


O gás hilariante, descoberto em 1722, é formado por oxigênio e nitrogênio. Durante muito tempo foi aproveitado como um tipo de droga leve, que provoca uma sensação parecida com a embriaguez. Nos Estados Unidos, pagava-se 25 centavos para experimentar suas delícias. Só nos meados do século XIX o dentista americano Horace Wells descobriu que ele eliminava a sensação de dor e servia como anestésico.
Como age? Ele afeta uma membrana do revestimento dos neurônios que é envolvida por íons de sódio e potássio. Eles mudam de lugar para deixar o impulso nervoso passar. Sob a ação do gás, esses íons não conseguem transpor a membrana e o impulso fica bloqueado. Os primeiros neurônios a serem afetados são os que controlam o comportamento. Por isso o paciente fica rindo à toa, como se estivesse embriagado.
Conforme a concentração do gás aumenta com a inalação, os neurônios responsáveis pela vigília também são atingidos. Vem, então, o sono e a anestesia geral. Só que o efeito passa alguns minutos depois da inalação. Por isso, para cirurgias, são recomendados outros anestésicos, de ação mais longa.
Como brecar um impulso nervoso
O anestésico atrapalha o movimento dos íons de sódio e potássio através da membrana do neurônio.
1 – Impulsos nervosos chegam ao neurônio …

2 – …e deslocam os íons de sódio e potássio através da membrana. A mensagem é transmitida

1 – Impulsos nervosos chegam ao neurônio…

2 – … e o anestésico paralisa o movimento do sódio e do potássio. A mensagem é brecada

3402 – O Gás Hilariante


Molécula do gás

O óxido nitroso ou protóxido de nitrogênio (pt-Br), ou protóxido de azoto (pt-Pt) apresenta-se na forma de um gás incolor, composto de duas partes de nitrogênio e uma de oxigênio, cuja fórmula química é N2O e sua fórmula estrutural é N—N—O. Por muito tempo foi conhecido como gás hilariante ou gás do riso, pela capacidade que possui de provocar contrações musculares involuntárias na face das pessoas, dando a impressão de que ela está rindo. O Óxido Nitroso é sempre usado na forma gasosa e normalmente manuseado na forma líquida em cilindros de alta pressão ou tanques criogênicos, porém vaporiza facilmente a baixas pressões.
A maior parte do ar atmosférico é constituída por moléculas de nitrogênio, muito estáveis. O processo de decomposição destas moléculas e síntese de moléculas que permitem aproveitar o nitrogênio como nutriente é altamente endoenergético e não é realizado por animais e plantas, o que explica casos de desnutrição por falta de nitrogênio. Só algumas poucas bactérias especializadas do solo e aquáticas são capazes de retirar o nitrogênio do ar. Todas as plantas retiram seu nitrogênio dessas espécies de bactérias simbióticas; todos os animais, inclusive o homem, retiram seu nitrogênio das plantas. Outras espécies de bactérias, as da deterioração, eventualmente devolvem o nitrogênio ao ar. Estes processos constituem o chamado ciclo do nitrogênio ou ciclo do nitrogênio.
Nos tempos recentes, ações antrópicas têm provocado mudanças no ciclo do nitrogênio, que envolvem o óxido nitroso, mediante ajustes globais tão drásticos quanto no ciclo do carbono. Em 1950, no mundo, produziam-se e aplicavam-se anualmente cerca de 3 milhões de toneladas de fertilizantes artificiais de nitrogênio. Hoje, esse total passa de 50 milhões de toneladas. Este e outros progressos da agricultura estão alterando o ciclo do nitrogênio de formas que a ciência ainda não compreende plenamente. Por outro lado, a queima de combustíveis fósseis não produz apenas monóxido de carbono e dióxido de carbono, mas também compostos de nitrogênio e oxigênio. O óxido nítrico (NO) tem um átomo de nitrogênio e um de oxigênio; o oxido nitroso (N2O) tem dois átomos de nitrogênio e um de oxigênio, sendo que este segundo provoca efeito estufa. Uma molécula deste gás equivale ao potencial de efeito estufa de cerca de 250 moléculas de dióxido de carbono e também permanece mais tempo no ar, em média 125 anos. A concentração de N2O na atmosfera tem aumentado na taxa de 0,25 % ao ano, sendo os solos tropicais considerados os maiores responsáveis pela emissão de N2O em ecossistemas terrestres naturais. As florestas tropicais têm maior abundância relativa de nitrogênio em comparação a outros biomas.
Processos de formação de N2O
A desnitrificação e nitrificação são processos biogênicos que produzem N2O e NO. Estes gases são importantes para a química da atmosfera. O N2O contribui para o aquecimento global e para destruição do ozônio na estratosfera. O NO afeta regionalmente a química do ozônio na troposfera. A desnitrificação é um processo heterotrófico pelo qual muitos gêneros de bactérias (principalmente Pseudomonas) utilizam o carbono orgânico como fonte redutora e, na ausência do O2, utilizam os óxidos de nitrogênio como aceptores de elétrons – resultando na produção de N2O,NO e N2(Davidson,1991). A nitrificação é um processo de oxidação biológica das formas redutíveis de nitrogênio (NH4+) resultando em NO2- e NO3-.As bactérias nitrificantes podem obter energia desta oxidação (família Nitribacteriaceae) ou utilizá-la como produto secundário de nitrificação heterotrófica.
A Quimiodesnitrificação é um processo abiogênico de autodecomposição do HNO2, e da reação deste com grupos fenólicos da matéria orgânica do solo, resultando na produção de NO e N2O. A ocorrência de quimiodesnitrificação é significativamente maior quando o pH do solo é menor que 5. O controle da produção de N2O por microrganismos desnitrificadores no solo é determinado pelo suprimento de nitrato, CO de fácil assimilação e status de O2 no solo. Os microrganismos desnitrificadores utilizam o N na forma de nitrato como aceptor final de elétrons sob condições anaeróbias. A conversão de florestas em pastagens aumenta a disponibilidade imediata de N no solo graças à rápida mineralização provocada pelo fogo, por ocasião da queima da biomassa vegetal derrubada, embora parte do N seja perdido sob formas gasosas durante a queima. Aparentemente, pastagens novas liberam quantidades significativas de N2O, dependendo do referido aumento na disponibilidade de N para os microrganismos desnitrificadores.
Sendo um agente inalatório, o Óxido Nitroso tem sua maior aplicação na área médica. Administrado juntamente com o Oxigênio, possui efeito analgésico e sedativo. Em anestesia geral, a adição de Óxido Nitroso ao Oxigênio permite uma redução da quantidade do agente anestésico mais caro, obtendo-se o mesmo efeito. Para fins industriais é utilizado principalmente na fabricação de chantilly e em automóveis.

3401 – História da Medicina


Éter, gás hilariante: dois dentistas e a incrível história da anestesia

Para operar alguém é preciso evitar a dor, certo? Há pouco tempo, porém, isso era um ato heróico e só mudou graças a uma dupla de americanos e suas experiências pioneiras
Abra a boca, relaxe e imagine como seria pouco menos de 200 anos atrás. Imaginou? Pois bem, nós lhe contamos: doía pacas. E isso para uma simples extração de dente. Para abrir a barriga, então, nem perca seu tempo imaginando. Era um tipo de cirurgia raramente praticado até o século 19.
Operar dentro do crânio, do tórax ou mesmo do abdome era praticamente impossível”, conta o médico Moacyr Scliar em seu texto na revista Aventuras na História de setembro. E era impossível simplesmente porque não havia anestesia. Ou melhor, nenhum método anestésico conhecido até então era eficiente o bastante para permitir tal intervenção.
Os pacientes só deixaram de ser amarrados e desmaiar graças a dois dentistas norte-americanos: Horace Wells e William Thomas Green Morton. O primeiro ficou conhecido por utilizar o óxido nitroso – também chamado de gás hilariante – como anestésico. O segundo entrou para a história da medicina por protagonizar a primeira demonstração pública do éter numa cirurgia.
Wells trabalhava em Hartford, Connecticut. Em 11 de dezembro de 1844, aos 29 anos, sentou-se na cadeira de dentista de seu próprio consultório e ordenou a um colega que extraísse um dente siso que o incomodava. O procedimento não doeu nada. “Começou uma nova era na extração dentária!”, exclamou Wells já com um dente a menos na boca. A nova era fora anunciada por conta do gás hilariante que ele inalara. Além de deixá-lo imune à dor, causou-lhe tremenda euforia e bem-estar.
O gás foi descoberto em 1776 pelo cientista e ministro presbiteriano inglês Joseph Priestley, o mesmo que já havia identificado e produzido o oxigênio em laboratório. Cerca de 20 anos depois, Humphry Davy, conterrâneo de Priestley e aprendiz de farmácia, testou em si próprio os efeitos da inalação do óxido nitroso. Teve uma sensação muito agradável. Sua dor de cabeça passou e sentiu um desejo incontido de rir – daí o nome gás hilariante. “Já que o gás hilariante parece possuir a propriedade de acalmar as dores físicas, seria recomendável empregá-lo contra as dores cirúrgicas”, escreveu Davy.
A idéia de Horace Wells de usá-lo em extrações dentárias surgiu na noite anterior ao bem- sucedido 11 de dezembro de 1844. Wells atendia a uma animada palestra sobre os efeitos hilariantes do óxido nitroso quando, a certa altura, um dos alegres convidados – que havia inalado o gás – começou a correr feito doido entre os bancos do auditório. Suas canelas e joelhos ficaram ensangüentados, mas nenhuma dor lhe acometeu. Foi aí, então, que o astuto dentista percebeu a importância do que estava diante de seus olhos e decidiu ser sua própria cobaia na manhã seguinte.
Durante um mês, Wells fez fama e dinheiro na cidade com suas práticas indolores. Dezenas de clientes bateram à sua porta. Depois, rumou para Boston para realizar uma demonstração a um importante grupo de cirurgiões de Harvard. A apresentação fora acertada graças ao seu conhecido William Thomas Green Morton. Mas transformou-se num fracasso grandiloqüente. O dentista deveria extrair o dente de um aluno da universidade. A quantidade aplicada de óxido nitroso, porém, não foi suficiente. O voluntário gritou de dor (deve ter soltado vários impropérios também) e Wells foi posto para fora como charlatão e impostor. De volta a Hartford, quase matou um paciente. Caiu em descrédito, foi humilhado e terminou por abandonar a odontologia.
Já William Morton, seu colega, persistiria na idéia – só que, aconselhado por seu ex-professor de química Charles Thomas Jackson, substituiu o óxido nitroso pelo éter. O elemento era mais poderoso que o anterior e oferecia menos risco de causar asfixia. Morton utilizou-o com sucesso em animais, nos seus aprendizes e, não satisfeito, testou em si mesmo. Chegou também a realizar uma extração de dente.
Em 16 de outubro de 1846, ele protagonizou uma demonstração pública durante uma importante cirurgia de pescoço no mesmo hospital onde Horace Wells fora execrado. Em seu livro A Assustadora História da Medicina, Richard Gordon conta que Morton entrou apressado na sala, “com seu novo inalador, um globo de vidro contendo uma esponja embebida em éter, com válvulas de couro para garantir o fluxo unidirecional para os pulmões do paciente”. Quando o paciente ficou inconsciente, Morton se dirigiu a John Warren, o cirurgião, e disse: “Doutor, o paciente está pronto”. A intervenção transcorreu sem nenhuma reação de dor por parte do enfermo. Ao término do feito histórico, Warren voltou-se para o auditório e afirmou: “Senhores, aqui não há truques”. E mais: “Daqui a muitos séculos, os estudantes virão a este hospital para conhecer o local onde se demonstrou pela primeira vez a mais gloriosa descoberta da ciência.”
Depois desse dia, o dentista assegurou para si a paternidade da anestesia – o termo foi sugerido pelo médico e poeta americano Oliver Holmes, mas já havia sido empregado por volta do ano 50 pelo grego Dioscórides. Sua invenção correu o mundo. Chegou à Europa no fim de 1846 e, no ano seguinte, aportou no Brasil, onde foi utilizada numa cirurgia feita pelo médico Roberto Jorge Haddock Lobo no Hospital Militar do Rio de Janeiro.

2776 -Dr Know-A Anestesia


Os anestésicos são substâncias que, quando em contato com fibra nervosa, possui a propriedade de interromper o influxo, levando a perda dos sentidos ou sensações. Anestésicos não tiram a capacidade motora da pessoa , mas sim sua sensibilidade. O homem sempre tentou descobrir métodos para controlar a dor. Hipócrates (450ac), empregava vapores de bangue , uma espécie de erva na qual se faz o haxixe, para obter narcose em seus pacientes. Os egípcios usavam a mandágora para aliviar a dor e na América Latina, os incas mascavam a folha de coca para esse mesmo fim. Antes do advento da anestesia, as cirurgias eram um suplício para o paciente. Enlouquecer ou mesmo tentativas de suicídio eram comuns as vésperas de um intervenção cirúrgica , ou mesmo uma simples extração de dente. A anestesia foi utilizada pela primeira vez pelo cirurgião dentista Morace Welles em 1844. Ele próprio se submeteu a extração de um molar superior por seus assistentes.

De todas as especialidades médicas aquela que envolve mais mistério é a anestesia. Envolta numa bruma de falsos conceitos e antigos dogmas, o desconhecimento do que se passa quando o paciente é anestesiado é o grande responsável por este medo.A palavra “ANESTESIA” deriva do grego e significa “ausência de sensações”; trata-se de um estado induzido por medicamentos, que torna possível a execução de procedimentos terapêuticos e diagnósticos sem dor. A maioria das pessoas associa a palavra anestesia à anestesia geral, contudo a anestesia pode ser geral, regional, local ou sedação. Muitas vezes, estes tipos de anestesia podem ser combinados entre si.A anestesia é uma das especialidades mais recentes, tendo sido o primeiro anestésico (medicamento usado para anestesiar) administrado em Boston, em 1846 por William Morton. O anestesiologista, correntemente chamado de anestesista, é um médico que, após concluir a sua licenciatura em Medicina e a sua formação geral na prática da Medicina, fez uma especialização durante pelo menos 4 anos. Segundo a definição da União Europeia dos Médicos Especialistas e do ponto de vista técnico, Anestesiologia é uma especialidade em que os seus elementos são peritos nas áreas de anestesia, medicina intensiva, dor aguda, dor crónica e reanimação. Por este motivo, num hospital os anestesistas podem ser encontrados no Bloco Operatório, Cuidados Intensivos, Unidades de Dor Crónica, Enfermarias, Consulta de Anestesia, Equipas de Trauma e Emergência Médica Intra e Extra-Hospitalar.
A anestesia geral (situação em que o paciente permanece inconsciente durante todo o procedimento) processa-se em 3 fases: Indução, Manutenção e Recobro. Envolve a administração de fármacos capazes de produzir inconsciência e analgesia, via inalatória (através dos pulmões) (gases) ou via endovenosa (pelas veias). A respiração é controlada através da colocação de uma máscara sobre a garganta ou de um tubo através das vias respiratórias. Os músculos podem ser paralisados a fim de reduzir a tensão muscular e permitir ao cirurgião melhores condições de trabalho, sendo a ventilação assegurada por uma máquina (o ventilador). Geralmente, realiza-se uma indução endovenosa e utiliza-se a via inalatória para a manutenção da anestesia. No final da intervenção, o anestesista procede à reversão de alguns dos fármacos utilizados, até que o paciente recupere o estado de consciência ainda na sala operatória.
A anestesia regional consiste na administração de um anestésico local num ramo nervoso, insensibilizando a região do corpo que esse nervo é responsável por inervar (essa área fica entorpecida por bloqueio do impulso nervoso), com o paciente acordado ou ligeiramente adormecido, mas facilmente despertável ao chamamento. Esta técnica popularizou-se com a anestesia epidural, mas também podem ser realizadas raquianestesia ou bloqueio de nervo periférico, de acordo com o local onde se injecta o fármaco.
Na anestesia local, um anestésico local é injectado na pele e tecidos moles circundantes à zona que se pretende operar, sendo restrita a área que permanece entorpecida.
A sedação consiste no uso de fármacos anestésicos ou semelhantes em pequenas doses permanecendo o paciente consciente mas descontraido, adormecido e sem dor, mantendo a sua autonomia respiratória e, na maioria das vezes, não recordando nada do procedimento realizado.
Qualquer que seja a técnica anestésica escolhida, o anestesista permanece ao lado do paciente durante toda a intervenção, monitorizando os seus sinais vitais (electrocardiograma, tensão arterial, saturação de oxigénio – corresponde a uma relação percentual entre a quantidade de oxigénio existente no sangue e a capacidade do sangue em transportá-lo, etc.), controlando a dose de anestésico usada na manutenção, bem como a reposição de fluidos (soro e sangue). O anestesista é o guarda-costas do doente no período imediatamente antes, durante e logo após o fim da intervenção, o chamado período peri-operatório, mesmo que o paciente não se aperceba ou lembre de nada.
A anestesia tem a duração necessária para que seja efectuado o procedimento; o anestesista prescreve (receita) ainda a analgesia (ausência de dor) no pós-operatório imediato.
Complicações
O maior número de mitos em relação à anestesia prende-se com as complicações que dai podem resultar. De um modo geral, o risco de sofrer complicações devido à anestesia no período peri-operatório é pequeno, especialmente com o desenvolvimento de equipamentos de monitorização, técnicas e fármacos cada vez mais seguros e estando os anestesistas cada vez mais bem preparados. Estes riscos dependem também do estado pré-operatório do paciente (idade, obesidade, doenças prévias, medicamentos que toma, tabagismo, etc.), do tipo de cirurgia que vai ser efectuada e do carácter do procedimento (urgente ou de rotina). O medo da anestesia assemelha-se muito com o medo de andar de avião: todos os dias são realizados milhares de vôos sem qualquer acidente, contudo quando ocorre um acidente ele é geralmente aparatoso e, logo, amplamente divulgado.
Existem complicações minor (de menor importância) e complicações major (que colocam a vida do paciente em risco). As complicações também podem ser divididas em frequentes e raras. Os problemas mais comuns prendem-se com:
• Náuseas e vómitos pós-operatórios (podem resultar da anestesia ou da cirurgia)
• Dores de garganta (relacionadas com o tubo usado na anestesia geral)
• Dores de costas (pela técnica anestésica ou posição durante o procedimento)
• Cefaleias (dores de cabeça) por anestesia regional, stress ou jejum prolongado
Raramente podem ocorrer:
• Problemas cardíacos e respiratórios
• Lesões nervosas (pela técnica anestésica, posição durante o procedimento, …)
• Acordar intra-operatório (durante a anestesia geral) é uma preocupação frequente, na prática pode variar do recordar uma conversa até ao recordar estar paralisado e sentir dor.
• Lesão dentária (por instrumentos cirúrgicos ou anestésicos)
• Reacções anafilácticas aos fármacos anestésicos (alergias)
Os pacientes também têm um papel activo na prevenção de complicações respeitando o jejum pré-operatório de sólidos (6 horas) e líquidos claros/sem polpa (2-4 horas), válido também para água, referindo qualquer alergia passada, fármacos que tomam (incluindo os de ervanárias), antecedentes anestésicos, retirando todas as próteses dentárias amovíveis e fazendo pausas no consumo tabágico.
O anestesista como guarda-costas do paciente deve estabelecer uma relação de empatia com ele desde o primeiro momento (na visita pré-anestésica). Depositando nele a sua total confiança, o paciente promove o sucesso do procedimento, sem incidentes até ao final, para que, tal como um piloto de aviação, efectue a aterragem perfeita.

1850-Anestesia:Se uma mulher grávida for anestesiada o feto seria atingido?


Só se o anestésico entrar na corrente sanguínea da mãe. São 2 princípios de anestesia, a geral e a regional. A primeira é aplicada diretamente na corrente sanguínea, ou por vias inalatórias, indo também parar no sangue, aí passará para o feto. A criança deve ser retirada em menos de 7 minutos para não ter problemas de oxigenação, caso seja usada no parto.Se aplicada em outro período da gravidez, a criança não corre risco, pois o anestésico será metabolizado em pouco tempo. As formas principais de anestesias regionais são a raquidiana (injetada no líquido que banha a medula do sistema nervoso central) e a peridural (injetada antes da membrana que envolve a medula). Nelas a quantidade de anestésico que chega a corrente sanguínea é desprezível e o feto não é atingido.

A Anestesia


A descoberta de substâncias que inibem dores provocou um grande salto na cirurgia: operações antes só realizadas em último caso, tornaram-se rotina. Somente no século 19 os cientistas americanos descobriram os efeitos anestésicos de substâncias como o éter e o óxido nitroso, este mais conhecido como gás hilariante. Suas propriedades sedativas haviam sido descobertas pelo químico inglês Sir Humphry Davy em 1799. O gás foi usado nas primeiras décadas do século 19, não em medicina, mas em espetáculos públicos, onde os homens perambulavam rindo sob seus efeitos.. Nesta ocasião, um dentista observou que um cidadão havia cheirado o gás e bateu violentamente a perna numa cadeira, sem manifestar dor. No dia seguinte pediu a um aprendiz que lhe arrancasse um dente enquanto estivesse sob a ação do gás. A extração foi indolor. Apesar das divergências e dos acidentes ocorridos nas primeiras experiências a anestesia se desenvolveu a passos largos. Além do éter e do óxido nitroso, já apartir de 1847 o clorofórmio passou a ser empregado. Em 1853 John Snow usou substâncias na rainha vitória, no parto do seu 8° filho. Tempos depois, o clorofórmio foi abandonado por causa de complicações cardíacas e hapáticas que provocava. Até 1991 existiam 2 tipos de anestesia, a geral inalante e a endovenosa. Na primeira, o líquido anestésico era inalado pelo paciente, o vapor ia até o pulmão e a partir daí entrava na corrente sanguínea, sendo distribuído por todo o corpo. Chegando ao cérebro, bloqueava os impulsos nervosos que traziam a sensação dolorida. A anestesia local insensibiliza apenas uma região do corpo, como no caso da raquidiana. A prática milenar da acupuntura passaria a fazer parte das salas de cirurgia da China a partir da década de 1960 e desde então, não cessou de propagar-se pelo mundo. A aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo estimula o cérebro a produzir analgésicos naturais chamados endorfinas que bloqueiam a dor