10.004 – Sexologia – Sabendo mais sobre Andropausa


Andropausa é a versão masculina da menopausa feminina. É caracterizada pelos problemas físicos e disfunções sexuais causadas pela queda na produção do hormônio sexual masculino, a testosterona.
A testosterona é produzida pelos testículos, sendo esse hormônio o responsável pelo crescimento da barba e dos pêlos, agindo inclusive no desempenho sexual do homem.

Essa diminuição dos níveis de testosterona, por mais acentuada que seja, não tem comparação com a queda dos hormônios femininos nas mulheres na época da menopausa. Outra diferença com relação à menopausa, é que a andropausa não acontece com todos os homens e, quando ocorre, os sintomas são mais variados do que os sintomas da menopausa.

A andropausa normalmente atinge os homens a partir dos 50 anos, sendo que a queda nos níveis hormonais ocorre lentamente. Os sintomas mais freqüentes são:

– Queda da libido (apetite sexual)
– Alterações do desempenho sexual (dificuldade de ereção)
– Impotência sexual
– Ejaculação precoce
– Dificuldade de concentração
– Alterações no humor
– Perda de memória
– Apatia e depressão
– Perda de cabelo
– Nervosismo
– Insônia
– Diminuição da massa muscular
– Aumento da proporção de gordura corporal
– Tendência à osteoporose
– Tendência à anemia
– Doenças cardiovasculares
– Câncer na próstata

O diagnóstico pode ser feito a partir de exames como a dosagem da testosterona, do Hormônio Folículo Estimulante (FSH), do Hormônio Luteinizante (LH) e do espermograma.

Hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas e diminuição de fatores de risco como fumo, álcool, drogas, sedentarismo, excesso de gordura, sal e açúcar podem melhorar as condições gerais do homem, inclusive as condições sexuais.

A reposição hormonal pode ser necessária, em alguns casos. Essa reposição pode ser feita através de injeção intramuscular, adesivos, comprimidos por via oral e pelo gel de testosterona. A reposição hormonal, em excesso, pode causar o crescimento das mamas, lesões no fígado, aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue e retenção de líquidos.

Em alguns casos, pode ser necessário o tratamento para impotência sexual.

9373 – Reposição de testosterona em forma de desodorante chega ao país


testo graf

Uma nova droga para repor testosterona em homens com baixos níveis do hormônio deve chegar ao Brasil no próximo mês. A novidade é o formato: o medicamento é aplicado nas axilas, como se fosse um desodorante.
Hoje, existem três remédios de reposição hormonal masculina no país, todos injetáveis. Dois deles são aplicados a cada três semanas e o outro, a cada três meses.
Já o novo medicamento, de uso tópico, deve ser usado diariamente pela manhã, depois do desodorante comum.
Dessa forma, a droga tenta imitar a produção natural da testosterona –que tem níveis mais altos no começo do dia. Com os remédios injetáveis de longa duração, podem ocorrer picos do hormônio logo após as aplicações e níveis baixos no fim do período.
O remédio é colocado em um aplicador usado diretamente nas axilas, o que evita que o produto entre em contato com as mãos e diminui os riscos de contaminar outras pessoas com o hormônio. A dose pode variar de acordo com a recomendação médica. Cada “bombeada” do produto tem 30 mg, e a dose máxima diária, segundo a bula, é de 120 mg. Uma unidade com 110 ml custará R$ 283,93, o que é suficiente para um mês, em média, a depender da dose indicada.
Mas não são todos os homens que precisam do medicamento. O urologista afirma que a reposição hormonal só é indicada para homens com níveis baixos de testosterona –os valores normais vão de 300 a mil nanogramas por decilitro– e queixa de sintomas.
De acordo com estudos, de 3% a 30% dos homens podem ter níveis baixos de testosterona. Desses, só um terço tem sintomas relacionados a essa queda e, portanto, seria candidato ao uso da reposição hormonal.
“Há só três problemas que a reposição pode melhorar: perda de libido, perda de massa muscular e osteoporose. Há médicos que acreditam que há um ganho na memória, que a pessoa vai ficar mais bem disposta, mas não há evidências disso. É tudo ficção”.
A reposição hormonal masculina tem seus riscos. Em doses exageradas, pode causar o crescimento das mamas, toxicidade para o fígado, aumento de colesterol “ruim”, maior risco de hipertensão e apneia do sono.
O risco de o tratamento causar câncer de próstata foi levantado e já descartado, segundo Srougi, mas, se o paciente já tiver um tumor, a droga fará com que ele cresça mais rapidamente. Por isso, é preciso descartar a hipótese da doença antes de começar o tratamento.
O médico diz ainda que a forma de aplicação do novo medicamento, não injetável, pode aumentar o número de pessoas que farão uso indevido da testosterona, incluindo os adeptos da medicina “antiaging” (que usa hormônios para tentar atrasar o envelhecimento, sem evidências científicas).

8151 – Medicina – Reposição Hormonal Masculina


reposição hormonal

As mulheres estão muito à frente dos homens no conhecimento dos benefícios e riscos da reposição hormonal. Ainda não existe um grande estudo, de vários anos, comparável à Iniciativa de Saúde da Mulher, sobre a segurança e eficácia da terapia hormonal para homens mais velhos que têm sinais e sintomas de deficiência de testosterona.
Apesar de crenças baseadas em evidências observadas de que a terapia com estrógeno aumentou a saúde e o bem-estar de mulheres na menopausa, quando um estudo definitivo foi finalmente realizado, os médicos e pesquisadores ficaram chocados ao descobrir que os riscos da reposição hormonal a longo prazo podem superar seus benefícios.
Pode um estudo semelhante da terapia com testosterona para homens que experimentam a “andropausa” também revelar mais perigos que auxílio? A resposta seria bem recebida por um número estimado de 4 milhões de homens nos Estados Unidos que apresentam níveis subnormais desse importante hormônio, um resultado comum quando a idade avança.
Mas esses homens, bem como aqueles que já receberam a terapia com testosterona e os que em breve poderão desenvolver sintomas de baixos níveis do hormônio, poderão jamais saber se a reposição hormonal irá melhorar ou prejudicar a qualidade e a duração de suas vidas. Em vez disso, terão de se basear em provas confusas e contraditórias.
No final do ano passado, por exemplo, um estudo de seis meses, financiado pelo governo federal, sobre um gel de testosterona trouxe uma surpreendente dificuldade nos esforços para melhorar a vida de homens idosos que sofrem com queda de energia, humor, vitalidade e sexualidade como consequência dos baixos níveis de hormônio. O estudo, com a participação de 209 homens com mais de 65 anos que tinham dificuldade para andar, foi interrompido quando contatou-se que entre os que recebiam o tratamento houve um inesperado aumento das taxas de problemas cardíacos.
Os pesquisadores, que publicaram o estudo no New England Journal of Medicine, observaram que os participantes, especialmente o grupo que recebeu testosterona, tinham altos índices de pressão alta, diabetes, obesidade e lipídios elevados no sangue.
Um estudo de 45 milhões de dólares financiado pelo Instituto Nacional de Envelhecimento está em andamento em doze centros médicos para avaliar se um ano de tratamento com testosterona pode ajudar 800 homens com mais de 65 anos com baixo nível de hormônio e problemas físicos, de fadiga, sexuais e cognitivos. O estudo, em que os homens foram distribuídos aleatoriamente para receber o hormônio ou um placebo, também irá avaliar os efeitos do hormônio sobre fatores de risco cardíaco.
Ainda assim, o estudo não irá responder à questão sobre se é seguro usar o hormônio durante anos, ou décadas, algo necessário para manter determinados benefícios. Uma grande preocupação é saber se o uso a longo prazo poderia contribuir para o aumento do câncer de próstata, presente, mas escondido, em algo como metade dos homens mais velhos.
“Não existem muitos bons estudos de testosterona em homens mais velhos”, disse William Bremner, urologista da Universidade de Washington, em Seattle. “Os estudos são pequenos e o mais longo deles abrange apenas três anos. Precisamos de estudos para testosterona equivalentes ao da Iniciativa da Saúde da Mulher – milhares de homens seguidos por talvez dez anos. Atualmente, estamos no limbo sobre como orientar os pacientes.”
Um grande estudo europeu, publicado na mesma edição da revista, buscou determinar quem, entre homens de meia-idade e idosos, poderia se candidatar à reposição de testosterona. Em uma amostra de 3 369 homens entre 40 e 79 anos, pesquisadores de oito centros médicos europeus descobriram que o “vigor físico limitado” e três sintomas sexuais – diminuição de pensamentos sexuais, ereção matinal e disfunção erétil – foram mais estritamente ligadas a baixos níveis de testosterona.
Embora baixos níveis de hormônio estejam associados ao aumento do risco de depressão, os pesquisadores descobriram que os “sintomas psicológicos tinham pouca ou nenhuma associação com o nível de testosterona”.
Há quatro abordagens principais para as terapias com testosterona disponíveis nos Estados Unidos: injeções intramusculares a cada uma a três semanas, aplicações na pele por meio de gel ou patch, e implantes subcutâneos que duram meses. O patch pode causar irritação na pele, e o gel pode se transferir para outras pessoas por contato, a menos que se tenha o cuidado de cobrir a área onde é aplicado. A administração oral raramente é utilizada por causa dos efeitos tóxicos no fígado.
A razão mais comum para homens procurarem a terapia com testosterona é a diminuição do desejo ou desempenho sexual, embora a capacidade do hormônio para aliviar os sintomas seja imprevisível. Mais de um quarto dos homens com níveis normais de testosterona têm os sintomas e muitos homens com níveis subnormais, não.

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