10.599 – Mega Paradoxo – Pobreza X Inovação


Drones

Lançado na Índia e não nos EUA o drone que entrega pacotes da Amazon foi uma decisão precisa. A Agência Civil de Aviação Americana barrou os vôos de pequenos aparelhos não tripulados a serviço da distribuição da empresa de Jeff Bezos.
A Amazon investiu 2 bilhões de dólares na Índia, facilitando a transferência de produtos do ocidente para o oriente, com menos de 2 quilos e numa travessia que não ultrapassam 2 a 3 horas. As economias emergentes seriam o caldo de cultura para a adoção de novíssimas tecnologias. Pelo menos é o que pensam os executivos do Vale do Silício.
Estudos do Banco Mundial, contudo, tem indicado que a expansão dos inventos precisa ser rápida, pois as dificuldades poderiam esmagar o tom de novidade.
O Google tem acelerado seu projeto Loon, de distribuição de internet por meio de balões, em regiões do planeta desconectadas, oferecendo redes mais velozes que o precário 3G. Um de tais balões passou recentemente pelo Piauí, um estado onde apenas 27% das residências têm acesso a internet. Numa experiência que produziu ondas de interesse no agreste paupérrimo, os alunos de uma escola municipal de Campo Maior puderam assistir a sua primeira aula conectada a WEB.

6355 – Como saber se uma marca é ecologicamente correta?


Greenpeace

A Adidas faz uso de couro de canguru na fabricação de algumas chuteiras de futebol – e não esconde isso.
Por meio da sua assessoria de imprensa no Brasil, o Grupo Adidas declarou, no entanto, que é contra o abate dos cangurus de maneira “desumana e cruel” e diz só trabalhar com fornecedores que respeitam as leis e as regras estipuladas pelo governo australiano.
Ainda não existe um selo ou site com informações que identifiquem marcas ecologicamente corretas – aliás, o instituto recomenda utilizar a expressão “desenvolvimento sustentável”.
Para conseguir informações sobre empresas mais, ou menos, sustentáveis, o Akatu recomenda pesquisar notícias na internet e em jornais. Outra forma é conferir os relatórios de sustentabilidade divulgados pelas empresas.
Respeitar as leis trabalhistas, ser ambientalmente correta no seu modo de produção e trabalhar com fornecedores legalizados já é um bom caminho para ser sustentável.
O Greenpeace tem suas listas.
A ONG ranqueia empresas de tecnologia de acordo com os seus ambientes virtuais, responsáveis pelo arquivamento e transmissão de conteúdo (a tal nuvem). Segundo a última análise, Apple, Amazon e Microsoft são decepcionantes, pois usam muita energia suja (basicamente carvão, esse highlander da revolução industrial) no serviço.
Do outro lado, Yahoo! e Google tem priorizado a energia limpa, seguidos pelo Facebook, que está correndo atrás após ser listado como uma empresa que não está ligando muito para esse papo de sustentabilidade.
Outro ranking do Greenpeace é o Guia de Eletrônicos Verdes, em que a ONG avalia as empresas de acordo com uso de materiais tóxicos, reciclagem e gasto de energia. Na última edição, a HP ganhou com folga, seguida de Dell e Nokia. Na lanterna, estão RIM, fabricante do Blackberry, LG e Toshiba.
Ou seja, seu celular realmente diz muito sobre você.

6002 – Mega Byte – A Amazon vira gigante


O mundo da tecnologia é dominado atualmente por 3 empresas: a Apple, o Google e o Facebook. Mas a Amazon está decidida a ser o novo integrante desse grupo. E acaba de apresentar sua principal arma: um tablet conectado à melhor oferta de conteúdo digital na internet. Se você achava que a empresa era apenas uma vendedora de livros na internet, pense novamente.
Desligado, o Kindle Fire é só um pretinho básico sem qualquer toque de design que impressione. Tão básico que custa US$ 199 – um preço muito abaixo do dos concorrentes. Mas, ao apertar o único botão do aparelho, você não só se conecta à internet, mas a todo o conteúdo da Amazon.
O tablet é integrado ao sistema baseado na nuvem (cloud based) da empresa, o que significa acesso à gigantesca oferta de livros, filmes, programas de TV e músicas que a Amazon oferece. Acessar conteúdos é a primeira parte da experiência. A segunda é armazená-los de graça – o limite é de 5 GB.
O tablet roda um sistema operacional Android totalmente customizado pela Amazon – o que inclui a loja de aplicativos. Continuará valendo para os usuários desta seção o que funciona para todos os cadastrados na loja virtual: diariamente, um app pago será disponibilizado gratuitamente.
O aparelho em si tem configuração inferior à de outros tablets do mercado. Sem câmera, microfone ou 3G, ele depende de wi-fi para acessar a internet. Sem ela, esqueça dos vídeos e das músicas – só vai sobrar sua biblioteca de livros.

5856 – ☻ Mega Byte – Bytes, muitos bytes


Tráfego mensal médio de quem usa a Internet:
24,8 gigabytes – Para enviar tal quantidade de informação por escrito seria necessário 1 milhão de cartas de uma página cada uma ou 10 toneladas de papel.
1 kilobyte = mil bytes
1 megabyte = 1 milhão de bytes, cabe em 1 disquete de 3,5 polegadas, já em desuso.
Cada gigabyte tem 1 bilhão de bytes, um DVD simples tem alguns gigabytes.
Cada terabyte tem 1 trilhão de bytes, já existem HDs com capacidade de 1 ou mais terabytes.
Cada pentabyte tem 1 quadrilhão de bytes. Depois vem o exabyte com 1 quintilhão e o zettabyte com 1 sextilhão de bytes, equivalente a toda a informação digitalizada hoje no mundo.
Se cada byte fosse 1 grão de arroz, 1 zettabyte equivaleria a 20 quadrilhões de quilos de arroz, ou o suficiente para alimentar a humanidadepor 30 mil anos.
Para oferecer serviços em nuvem, as empresas usam recursos com alicerces bem sólidos na terra. São enormes data centers, conhecidos como fazendas se servidores, mantidos permanentemente a temperatura de 21°C. O maior da Amazon ocupa um terreno de 65 mil metros quadrados, o equivalente ao terminal de passageirosdo Aeroporto de Congonhas.
A idéia de nuvem ainda em formato rudimentar data de 1961. O especialista em inteligência artificial Mc Carthy, então professor do Instituto de Tecnologia de Massachussets, descreveu o modelo em que as centrais fornrciam processamento e o armazenamento de dados para residências e empresas. A 1ª vez que se falou de computação em nuvem foi em 1997. Em termos práticos, a nuvem é a capacidade ociosa de servidores gigantes, como o Google e a Microsoft, que pode ser emprestadaou vendida a quem quiser usá-la para guardar ou processar seus arquivos digitais e programas de computador. Para empresas isto significa economia pois não é preciso manter uma bateria de servidores, cuja manutenção custa caro. Também não é preciso comprar licenças que apenas uma parte dos funcionários irá usar. Outro ponto positivo é que é possível ter uma velocidade de processamento alta a um custo baixo.
“Eu acho que há no mundo mercado para talvez 5 computadores” Essa frase atribuída a Thomas Watson, fundador e presidente da IBM, supostamente dita em 1943, tem lugar de destaque em qualquer antologia de palpites infelizes, ainda que a empresa insista em desmentir que ele alguma vez tenha pronunciado tal asneira. Quatro décadas mais tarde, a IBM desenvolveu o Personal Computer,o PC, transformando o computador em um produto de massa. Mas as vendas dos PCs tipo desktop estão em queda por causa da multiplicação dos dispositivos móveis que, embora com limitações tem capacidade de processamento e armazenamento suficiente para suprir as necessidades da maioria das pessoas. A computação em nuvem seria o golpe final?