9482 – Espiritismo – Biografia de Allan Kardec


Kardec 3D

O novo personagem biografado por Souto Maior, o francês Allan Kardec, que viveu no período que vai de 1804 a 1869, foi o responsável pela codificação da Doutrina Espírita. No que depender do autor e dos investimentos da editora, a Record, este livro promete vender tanto quanto ou talvez até mais que outra obra biográfica dele, As Vidas de Chico Xavier, publicada pela Leya.
Este sucesso de vendas atingiu por volta de 1 milhão de exemplares vendidos e foi convertido em uma produção cinematográfica, Chico Xavier, assistida por mais de 3 milhões de espectadores. Kardec é por si mesmo um bestseller. Suas publicações já alcançaram mais de 11 milhões de cópias vendidas em todo o país. Esses dados foram calculados com base apenas na Federação Espírita Brasileira.
A biografia de Kardec também promete ganhar uma versão nos cinemas; o filme será lançado provavelmente em 2015, sob a batuta do cineasta Wagner de Assis. A história tem como público alvo o leitor que não conhece bem o Espiritismo, e com essa aposta a editora se aproxima de um leitor mais propício ao tema.
Apesar de somente 2%, ou seja, 3,8 milhões de pessoas, se confessarem como seguidores da Doutrina Espírita, de acordo com o Censo de 2010, é possível computar pelo menos 50 milhões de simpatizantes dessa crença, conforme cálculos da Federação Espírita Brasileira.
Essas pessoas apresentam uma educação mais apurada e recursos financeiros consideráveis. Elas costumam adquirir livros e não se importam de pagar um valor mais elevado por eles. Talvez por isso a editora esteja jogando todas as suas fichas neste lançamento.
Os responsáveis pelo marketing criaram uma incrível estratégia publicitária. A imagem de Kardec estará presente, por algum tempo, na televisão, nas rádios, no metrô, no mundo virtual e, claro, nas livrarias. Além disso, a editora distribuirá inicialmente 100 mil exemplares deste livro.
Nesta obra o autor transcende a doutrina espírita para descrever como o professor Hippolyte, a princípio descrente, transformou-se em um apóstolo do Espiritismo, praticamente dando impulso à disseminação desta fé religiosa. Nas suas investigações Souto Maior utilizou textos históricos, tais como jornais e revistas publicados no período em que Kardec codificou sua obra. Ele inclui até mesmo originais da Revista Espírita, a qual, na época, era uma publicação mensal de Kardec. Ela circulou durante 12 anos.
Marcel Souto Maior nasceu no Rio de Janeiro, em 1965 ou em 1966. O escritor é também jornalista e já publicou 10 livros. Ele se tornou célebre por suas obras sobre a Doutrina Espírita e o médium Chico Xavier. O autor diz não acreditar em Deus e seu livro, Chico Xavier, deu origem ao filme de mesmo nome, dirigido por Daniel Filho.

7021 – Religião – A Federação Espírita Brasileira



Constitui-se em uma das principais entidades representativas do espiritismo brasileiro. Autodenomina-se “casa-máter do espiritismo no Brasil”, e se propõe a difundir a Doutrina Espírita no país, além de promover o seu estudo e a sua prática. A FEB é a associação representante do Brasil junto ao Conselho Espírita Internacional (CEI).

A FEB se propõe a:
Art. 1º − A Federação Espírita Brasileira, fundada a 2 janeiro de 1884, na cidade do Rio de Janeiro, é uma sociedade civil religiosa, educacional, cultural e filantrópica com personalidade jurídica e que tem por objeto e fins:
I – O estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da Codificação Allan Kardec e no Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo;
II – A prática da caridade espiritual, moral e material por todos os meios ao seu alcance, dentro dos princípios da Doutrina Espírita;
III – A união solidária das sociedades espíritas do Brasil e a unificação do movimento espírita brasileiro, bem como o seu relacionamento com o movimento espírita internacional.
Parágrafo único – Além das obras básicas a que se refere o inciso I, o estudo e a difusão compreenderão, também, a obra de J.-B. Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita.
A difusão da doutrina é feita principalmente pela publicação de obras espíritas – mais de 39 milhões de livros de 160 autores. A prática é materializada na oferta de serviços assistenciais que visam beneficiar aqueles que buscam conforto espiritual e material. O estudo é promovido atualmente através do programa de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE).
As raízes do órgão federativo nacional remontam à publicação, no Rio de Janeiro, então Capital do Império, a 21 de janeiro de 1883, do periódico “Reformador”, por iniciativa e às expensas de Augusto Elias da Silva, fotógrafo português radicado no Brasil, e cuja direção intelectual ficou a cargo do Major Francisco Raimundo Ewerton Quadros. Recorde-se que, naquele mesmo ano, o mesmo Elias da Silva promoveu um encontro fraternal de líderes espíritas, em virtude das divergências que grassavam entre os integrantes das instituições espíritas na Capital, à época – o Grupo dos Humildes, a Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, o Centro da União Espírita do Brasil e o Grupo Espírita Fraternidade.

Nos seus anos iniciais, a FEB vivenciou diversas dificuldades quer de ordem administrativo-financeira quer ideológica, no plano interno, e as turbulências políticas e sociais da Capital do país, no plano externo. Como exemplo das primeiras, registrava-se uma cisão no movimento, entre os chamados “laicos” ou “científicos”, liderados pelo professor Afonso Angeli Torteroli; e os “místicos”, liderados por Bezerra de Menezes. Como exemplo das segundas, após a Abolição da Escravatura (1888) sucedeu-se a Proclamação da República Brasileira (1889) e as comoções vividas pela República da Espada, entre as quais a Segunda Revolta da Armada (1893). Tais circunstâncias resultaram no abandono da FEB por grande parte dos seus membros iniciais, deixando a sobrevivência da instituição a cargo de alguns poucos colaboradores.
Sucedeu a Ewerton Quadros, em 1889, o médico Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. À frente da instituição, Bezerra instituiu o estudo sistematizado de O Livro dos Espíritos nas reuniões públicas realizadas no salão da Federação. Em 1890 foi instituído o “Serviço de Assistência aos Necessitados”, importante base para a atuação dos médiuns receitistas na instituição. Bezerra foi sucedido no início de 1895 por Júlio César Leal. Vindo este a renunciar após sete meses de gestão, Bezerra aceitou ser reconduzido, reassumindo a Presidência da Federação a 3 de agosto de 1895, cargo que exerceu até à sua morte em 1900. Durante este mandato, foi inaugurada a livraria da FEB (31 de março de 1897), responsável pela edição, distribuição e divulgação da literatura espírita. Até pelo menos 1910, porém, todos os “clássicos do Espiritismo” lançados pela Livraria da Federação foram editados pela empresa editorial H. Garnier, reconhecida pelo esmero na edição de livros.

As décadas de 1930 e de 1940
Em 1932, a FEB publicou o seu primeiro grande sucesso editorial: o “Parnaso de Além-Túmulo”, que alcançou grande repercussão junto à imprensa e à opinião pública brasileira. O formato da obra não era novo: seguia os moldes de outra obra cujos direitos a instituição já possuía – Do País da Luz (4 vol.) -, coletânea de mensagens (textos, cartas e poemas) majoritariamente de autores renomados da literatura portuguesa, desencarnados, recebidos na primeira década do século XX pelo médium português Fernando de Lacerda. A autoria dos textos no Parnaso, recebidos pela mediunidade psicográfica do então jovem Francisco Cândido Xavier era predominantemente de figuras da literatura brasileira.
No ano de 1936 registrou-se a criação do Departamento de Esperanto na FEB.
O Pacto Áureo
O evento que marcou o final da década de 1940 foi a assinatura, a 5 de outubro de 1949, do chamado “Pacto Áureo”, considerado o mais importante documento do Espiritismo no país, por significar a unificação do movimento espírita a nível nacional, sob a coordenação da FEB.
Em decorrência da assinatura do documento, instala-se a 2 de janeiro de 1950, no Rio de Janeiro, o Conselho Federativo Nacional da FEB (CFN), congregando os representantes das Federações Espíritas Estaduais signatárias. Em função desse esforço, parte para a Região Nordeste do Brasil, a chamada “Caravana da Fraternidade”, integrada, entre outros, por Artur Lins de Vasconcelos Lopes, Carlos Jordão da Silva e Leopoldo Machado. Como resultado, ampliou-se o número das federações estaduais adesas.

Lista de presidentes

1884 – 1888 – Francisco Raimundo Ewerton Quadros
1889 – Adolfo Bezerra de Menezes
1890 – 1894 – Francisco de Menezes Dias da Cruz
1895 (Janeiro) – 1895 (Agosto) – Júlio César Leal
1895 (Agosto) – 1900 (Abril) – Adolfo Bezerra de Menezes
1900 – 1913 – Leopoldo Cirne
1914 – Aristides de Souza Spínola
1915 – Manuel Justiniano de Freitas Quintão
1916 – 1917 – Aristides de Souza Spínola
1918 – 1919 – Manuel Justiniano de Freitas Quintão
1920 – 1921 – Luiz Olímpio Guillon Ribeiro
1922 – 1924 – Aristides de Souza Spínola
1925 – 1926 – Luís Barreto Alves Ferreira
1927 – 1928 – Francisco Vieira Paim Pamplona
1929 – Manuel Justiniano de Freitas Quintão
1930 – 1943 – Luiz Olímpio Guillon Ribeiro
1943 – 1970 – Antônio Wantuil de Freitas
1970 – 1975 – Armando de Oliveira Assis
1975 – 1990 – Francisco Thiesen
1990 – 2001 – Juvanir Borges de Souza
2001 – Nestor João Masotti

Curiosidades

A FEB já editou mais de 10 milhões de livros de Allan Kardec. Das obras psicografadas pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier, foram ultrapassados os 15,5 milhões de exemplares. Destes, Nosso Lar (ditado pelo Espírito André Luiz) é o mais lido, tendo superado a marca de 1,5 milhão de exemplares.

6477 – Espiritismo – Cartas inéditas de Allan Kardec


Allan Kardec, o codificador do espiritismo

No mês do bicentenário do nascimento de Allan kardec, o codificador do Espiritismo, a comunidade espírita em todo o mundo celebrou a memória do grande nome da crença. No Brasil, as comemorações fora à altura do tamanho da religião no país, que segundo o Censo 2010 reúne mais de 2 milhões de seguidores.
Em sua sede no RJ, a Federação Espírita Brasileira promoveu a exposição Kardec 200 Anos, com várias raridades em torno do líder. A maior atração foram 7 cartas inéditas escritas por ele para adeptos e personalidades do século 19. Tais correspondências fazem parte de uma vasta documentação trazida da Europa pelo médico Sylvino Canuto Abreu pouco antes de estourar a 2ª Guerra Mundial. Após 6 décadas de sigilo, só agora foram reveladas.

6308 – Espiritismo – Em Brasília, um médium garante incorporar Chico Xavier


Chico Xavier sempre motivou polêmicas proporcionais ao tamanho do mito criado por suas obras espirituais, literárias e sociais. Em vida, alguns seguidores discutiam fervorosamente se ele era a reencarnação de Allan Kardec (fundador da doutrina espírita). O próprio Chico nunca proferiu uma palavra sobre o assunto. Com sua morte, surgiu a expectativa de ele passar a enviar mensagens. Há quem acredite que Chico já esteja se comunicando, mas também existem aqueles que rechaçam a idéia. O debate é acalorado porque antes de morrer Chico teria deixado um código para ser reconhecido por três das pessoas mais próximas a ele: o filho adotivo, Eurípedes Higino dos Reis, a melhor amiga, Kátia Maria, e seu médico, Eurípedes Tahan Vieira. Com base nesses sinais secretos, apenas o trio poderia confirmar quando a espera por um contato do médium chegaria ao fim.
O conteúdo do código é mantido em sigilo absoluto para afastar aproveitadores. “Cada um tem o seu código. Eu não sei o deles, eles não sabem o meu”, afirma Kátia Maria, revelando apenas que reconheceria o espírito do médium por palavras précombinadas em meio a mensagens. Eurípedes dos Reis acertou com o pai o que e como ele falaria para não deixar dúvidas de seu retorno. Já o médico Eurípedes Vieira sugere que o sinal que lhe cabe está relacionado à postura de quem receber o contato. “Você identifica as pessoas pelas atitudes. Como médico dele, sabia muito mais do que os outros.”

Pois há cinco anos o aparecimento de um espírito que se identifica como Chico Xavier vem ocorrendo em Brasília. A primeira comunicação teria acontecido três meses após sua morte. Diante de seis médiuns do centro espírita Monte Alverne, o médium Ariston Teles teria incorporado Chico Xavier, pedindo preces em favor dos amigos de Uberaba. Chorou quando falou do filho adotivo. A partir de então, o espírito passou a retornar com espaços variados de até dois meses. Teles nunca psicografou o religioso mineiro. Geralmente, ele fala de cinco a dez minutos. São preces, mensagens de conforto espiritual ou notícias para conhecidos. O centro espírita já editou um livro de 94 páginas, Notícias de Chico Xavier, com 18 mensagens e uma hora de CD com a voz do espírito incorporado.
Eurípedes dos Reis garante que seu pai nunca mencionou um código para a psicofonia. Nesses cinco anos, ele recebeu mais de 200 mensagens de gente que teria se comunicado com Chico Xavier. “Respeito todas. Infelizmente, não reconheci meu pai em nenhuma.” Kátia e o médico Eurípedes Vieira também dizem não ter identificado os sinais combinados. “Até agora, nada me chamou a atenção”, comenta Vieira.

Amigo de Chico Xavier por quase meio século, o médico Elias Barbosa faz parte do grupo que acredita que ele está se comunicando. Embora não tenha se encontrado com Ariston Teles, acha que pode ser real a incorporação. “Já recebi duas mensagens de Chico, de pessoas diferentes, que diziam para que eu continuasse minha tarefa na literatura espírita”, diz. “Reconheci Chico pela superioridade moral presente nas palavras.” Para o médium baiano Divaldo Franco, um dos maiores nomes do espiritismo, Chico Xavier deve voltar. Mas tem reservas quanto às notícias de que ele já retornou. “Incorporar Chico daria um certo status à pessoa. Por isso, é preciso cautela”, pondera. Ele ainda não viu nenhuma mensagem que se equiparasse ao nível espiritual do médium mineiro. Entre as alardeadas, ao menos. “Tenho a sensação de que Chico já voltou, só que de modo discreto, como foi em vida”.

5857 – Religião – Há 1 século e meio surgia o Espiritismo


O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme “Bezerra de Menezes – Diário de um Espírito”. Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado “Kardec brasileiro”, médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões – de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira – simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?
Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium.
Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.

5103 – Espiritismo – Vida após a Morte


Nos próximos anos, os médicos da AMEBRASIL pretendem intensificar uma série de experimentos para comprovar eventos como campo magnético e experiências de quase morte, até hoje inexplicados pela Ciência tradicional. Sem contar com aval universitário algum, nem ajuda de órgãos que dão apoio a pesquisa, a instituição se equilibra numa corda bamba entre a Ciência e a Fé.
É uma polêmica que promete esquentar os meios médicos e espíritas.
Foi no Brasil que surgiu o maior médium depois de Alan Kardec. Francisco Cândido Xavier (1910 – 2002), franzino e modesto, com saúde abalada desde sempre, encarou ideais de benevolência e austeridade do Espiritismo.
Como Emanuel psicografou nada menos que 400 títulos e vendeu 25 milhões de livros em todo o mundo. Emanuel teria sido o senador romano Publius, depois um escravo cristão dilacerado por leões e finalmente o padre Manuel da Nóbrega, já em terra brasileira. Imbuído do espírito de caridade, Chico destinou toda a renda a entidades sociais e aposentou-se com um modesto salário de funcionário público.
Faleceu em 30 de junho de 2002, quando ironicamente, a Seleção Brasileira comemorava o título de pentacampeão mundial. Deixou seguidores e leitores em todos os cantos do planeta e uma lição de humildade.
A base da religião são as 5 obras de Allan Kardec. Desde o seu nascimento na França no século 19, o Espiritismo reinvidica não só apenas um status de Religião, mas também de Ciência e de Filosofia; ou seja, uma fé e uma doutrina cujas manifestações; contatos com espíritos, regressões a vidas passadas, textos psicografados, poderiam ser comprovadas através do método de dedução herdado da Ciência.
No Espiritismo não existem grandes rituais de passagem como casamento, batismo e enterro. Céu, inferno e diabo virtualmente não existem no horizonte espírita. Isso porque o bem e o mal podem estar dentro de cada um. Houve um tempo que as comunicações eram por meio de batidas na parede, mas atualmente, na maioria dos centros se usa a psicografia e as incorporações. Em sessões chamadas de “desobsessão”, os médiuns incorporam tais entidades e procuram convencê-las da falta de sentido de assombrar a vida dos encarnados. O Espiritismo acredita que os espíritos são criados de uma espécie de ponto zero, onde todos são imperfeitos e devem chegar ao longo de sucessivas encarnações á perfeição. A cada encarnação, o espírito aprende um pouco mais sobre bondade , tolerância e caridade. O livre-arbítrio, que é a capacidade de cada um escolher o seu destino, faz com que haja espíritos deliberadamente maléficos, fadados a intermináveis e sofridas encarnações na Terra.Os espíritos só se tornarão mais iluminados e superiores na medida que eliminando os seus mau hábitos, os aspectos ruins e praticando o bem.
Um fato curioso é a crença dos espíritas em vida em outros planetas. Mas não seriam ETs pilotando discos voadores e sim formas de vida, inclusive mineral, que seriam habitadas por espíritos em diferentes estágios de evolução e em lugares tão inóspitos quanto Saturno ou Plutão.
Kardec fatiou o homem em 3 porções básicas: espírito (essência imortal), corpo (invólucro material) e perispírito; o corpo que reveste o espírito. Quando uma pessoa morre, sua alma e seu perispírito libertam-se do corpo e passam a seguir um trajeto rumo à reencarnação. Um espírito irá reencarnar tantas vezes quantas forem necessárias para atingir a perfeição. O mundo material seria uma espécie de universidade. As dívidas de outras encarnações explicaria o nascimento de uma criança sem cérebro ou a paralisia de um adulto. Aborto, eutanásia e suicídio são condenados. O percurso evolutivo de cada um explicaria as diferenças sociais, de saúde ou de capacidade intelectual. As benesses ou tragédias de cada um fazem parte do carma, que podem ser revertidos em ações meritórias. A caridade é um elemento importante porque ameniza o sofrimento alheio e conta pontos na evolução de quem o pratica.