2672-Mega Seriados – Ficção e suspense: Além da Imaginação


Twlight zone,o título original, também virou música em 1980

The Twilight zone, Além da Imaginação no Brasil e Quinta Dimensão em Portugal, é uma série de televisão americana criada por Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentando histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Mediante o sucesso popular da série, ao longo de sua história foram realizadas diversas temporadas e continuações. Além da imaginação (1959), de 1959, da CBS, possui 5 temporadas e 156 episódios, enquanto que na década de 1980 foi lançada, ainda pela pela CBS O Novo Além da imaginação, com 3 temporadas. Essa primeira continuação foi precedida por um filme, No Limite da Realidade que causou polêmica pela morte de um dos atores no set de filmagem. Já no século XXI, houve a produção, pela UPN, de Além da imaginação (2002) com apenas uma temporada, apresentada por Forest Whitaker.
A grande maioria dos episódios abordava histórias com elementos sobrenaturais, ocorrências “Além da Imaginação” e inexplicáveis, tais como viagens no tempo, mundos paralelos, viagens espaciais, alienígenas, fantasmas, vampiros e outras situações misteriosas, ambientadas em um local denominado “Zona do Crepúsculo” ou “Twilight Zone”, que originalmente dava título à série.
Em 1958, a CBS comprou um roteiro para TV que Alfred Hitchcock esperava produzir como o piloto de uma série semanal. “The Time Element” marcou, portanto, a primeira investida de Serling no campo da ficção científica.
A história é sobre uma “viagem no tempo”, envolvendo um homem chamado Peter Jenson (William Bendix) que visita um psicanalista, o Dr. Gillespie (Martin Balsam), com queixas de um sonho recorrente no qual ele imagina acordar em Honolulu um pouco antes do ataque japonês a Pearl Harbor. “Eu acordei num quarto de hotel em Honolulu, e é 1941”, explica ele, concluindo que estes não são meros sonhos, na verdade são viagens no tempo. Entretanto, o Dr. Gillespie insiste em que a viagem no tempo é impossível, devido ao paradoxo temporal. Durante o seu sonho, aproveitando-se da situação, ele aposta em todos os cavalos e times vencedores e, eventualmente, tenta, sem sucesso, avisar os jornais, os militares, que os japoneses estão planejando um ataque surpresa a Pearl Harbor.
Suas advertências são vistas como delírios enlouquecidos, e são ignoradas ou rechaçadas com violência, inclusive ele é atingido pelo engenheiro (Darryl Hickman), que trabalha no “USS Arizona”, depois de insistir que será afundado em 07 de dezembro. O sonho de Jenson sempre termina como os bombardeiros japoneses sobrevoando na manhã de 07 de dezembro, levando-o a gritar “Eu te disse! Por que não ninguém me ouve?”, e Jenson finalmente revela a Dr. Gillespie que ele realmente estava em Honolulu em 07 de dezembro de 1941. Enquanto está no sofá, Jenson adormece novamente, só que desta vez, os aviões japoneses que sobrevoam atiram para dentro das janelas de seu quarto e ele é morto. Quando a câmera mostra o consultório médico, o sofá em que Jenson estava deitado, agora está vazio, e Dr. Gillespie olha em volta, confuso. Ele olha em sua agenda e descobre que na verdade não tinha compromissos agendados para este dia. Gillespie vai a um bar e encontra a foto de Jenson na parede. O garçom lhe diz que Jenson atendia aquele bar, mas foi morto em Pearl Harbor.
A série original foi produzida de 1959 a 1964. Alfred Hitchcock havia se firmado como um dos nomes mais reconhecidos da televisão, famoso por seus escritos para dramas televisivos, bem como por suas críticas às limitações apresentadas por esse meio. Suas mais freqüentes queixas eram dirigidas à censura praticada pelos patrocinadores e redes. quando, em 1958, a CBS comprou o roteiro para TV que Alfred Hitchcock esperava produzir como o piloto de uma série semanal, “The Time Element”, o fato se tornou a marca da primeira investida de Rod Serling no campo da ficção científica, iniciando a ideia da produção da série.
Os episódios eram produzidos em preto e branco e valorizavam o enredo; os roteiristas de Twilight Zone frequentemente usavam a ficção científica como um veículo para expor o comportamento social e político da época, como uma forma de iludir a censura. Episódios tais como “The Shelter” ou “The Monsters Are Due on Maple Street” ofereciam comentários e análises de eventos da época, enquanto outros, como “The Masks” ou “The Howling Man”, usavam alegorias, parábolas ou fábulas para caracterizar assuntos filosóficos e morais.
O espetáculo utilizava a ficção científica como metáfora para explicar situações sociais. Como as emissoras e os patrocinadores não permitiam situações potencialmente críticas da realidade do país naquela época, os redatores se valiam da ficção para expor diversos assuntos, que acabavam sendo ignorados pelos censores, que pensavam que o programa era de fantasias inócuas. Alguns temas recorrentes foram a guerra nuclear, as doutrinas de Joseph McCarthy e outros assuntos proibidos pelo cinema e televisão. Certos episódios ofereciam comentários de eventos da atualidade, e usavam parábolas ou alegorias para analisar a moral ou decisões filosóficas dos personagens.