13.254 – Anvisa registra primeiro teste de farmácia para detecção do HIV


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.
De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos já existentes para medição de glicose por diabéticos.
O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.
O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da exposição.
O período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.
Se o resultado for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. De acordo com a regra, esse tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde 136.
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar esse valor. O teste de farmácia para Aids não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos. O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.

12.972 – Música – Sylvester uma lenda da Disco, vítima da AIDS


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Sylvester James (Los Angeles, 6 de setembro de 1947 – São Francisco, 16 de Dezembro de 1988) foi um cantor estadunidense. Ele é o responsável pelo grande sucesso “You Make Me Feel (Mighty Real)” gravado em 1978, faixa do álbum “Step II” (pela Fantasy Records), e que foi número 1 da Billboard club hits. Outro sucesso seu, “Dance (Disco Heat)”. Embora o barítono fosse a tessitura natural de sua voz, ficou famoso por dominar excepcionalmente a técnica do falsete, com a qual gravou seus maiores sucessos.

Gay assumido, fazia performances como drag queen, por vezes sendo chamado de “Rainha da discoteca”. No início de 1987, revelou que era portador do HIV. Tendo sido criado em uma Igreja evangélica quando criança, respondeu, quando questionado se pensava que a doença era algum castigo de Deus por sua vida homossexual, afirmou :

“ Eu não acredito que a AIDS seja ira de Deus. As pessoas tem a tendência de culpar Deus por tudo. ”
Ficou aos cuidados da amiga de longa data Jeanie Tracy até o fim da vida. Faleceu em 16 de dezembro de 1988, aos 41 anos, em decorrência da AIDS

12.819 – Mega Polêmica Comportamento – Resistência ao uso da Camisinha


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Meras Hipóteses

Pesquisa a que a revista Saúde teve acesso com exclusividade conclui que mais da metade dos brasileiros não veste a camisinha.
52% dos brasileiros nunca ou raramente usam camisinha
O curioso é que esses números evidenciam um enorme paradoxo: o Ministério da Saúde aponta que mais de 95% da população sabe que a camisinha é o modo mais eficiente de não contrair o vírus da aids. Então, o que estaria levando jovens e adultos a ignorarem uma maneira tão prática de se defender do HIV e de outras doenças?
Enquanto os adolescentes não parecem dar a devida importância ao preservativo, chegando inclusive a pensar que as DSTs são facilmente remediáveis, os mais velhos pecam pela falta do hábito de colocá-lo.
A distribuição gratuita de camisinhas masculinas só começou no país em 1994, junto com os programas de combate à aids. Isso explicaria por que aqueles que não foram bombardeados com essas informações na sua juventude não lhe dão tanto valor hoje em dia. Ainda nos anos 1990, a chegada de remédios que garantem a ereção deu um gás, sem querer, para que o sexo descuidado acontecesse ainda mais. “Quando não havia acesso a esses medicamentos, os homens tinham menos relações ou faziam sexo sem penetração, diminuindo o risco de contrair doenças”.
Mas não é apenas a ala masculina que faz vista grossa ao método. Segundo a pesquisa da Gentis Panel, 51,8% das mulheres abrem mão do contraceptivo na hora do rala e rola. “Muitas vezes, elas não se protegem devido a uma resistência do parceiro, que deixa de usar o preservativo por que ele vai diminuir o prazer ou interferir na ereção”.
Outro fator que acabou depondo contra a camisinha foi a popularização da pílula anticoncepcional, que desde a década de 1960 permite às mulheres transar sem se preocupar em engravidar. É aí que está o perigo: muitas delas tomam o comprimido e não usam outros métodos.
Teste de HIV: ele também foi esquecido

O levantamento com a população brasileira constatou que, em 52% dos casos, pelo menos um dos parceiros não se submeteu a esse exame, e 61,5% dos casais só o fizeram após transar sem preservativo. Entre os solteiros, 70% raramente exigem o teste antes de irem para a cama sem proteção. “As pessoas davam mais atenção ao método quando não havia promessa de tratamento para aids”.

Opinião do Mega
Camisinha diminui o prazer e prejudica a ereção
Alguns autores de matérias espalhadas pela internet afirmam o contrário, mas tais afirmações são falsas. A anatomia humana é perfeita e quando de coloca alguma barreira artificial ela tende sim a alterar a sensibilidade.
Chega a ser ridiculo afirmar que a camisinha não tira ou diminui o prazer para o homem.

10.872 – Saúde – Por que algumas mulheres não contraem o HIV?


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A composição biológica da vagina de uma mulher poderia ajudá-la a se proteger do HIV, descobriram os especialistas.
Partículas de HIV são efetivamente capturadas pelo muco vaginal em mulheres que abrigam uma espécie particular de bactérias. As vaginas com Lactobacillus crispatus parecem ter uma maior capacidade de se proteger contra o vírus da AIDS. Os cientistas esperam que a descoberta abra caminho para novos tratamentos para bloquear a transmissão vaginal da doença, e outras DSTs.
De acordo com o Dr. Sam Lai, professor assistente de farmácia na Universidade da Carolina do Norte, e autor sênior do estudo, as superfícies mucosas, como o pulmão, o trato gastrointestinal, ou trato reprodutivo feminino, são onde a maioria das infecções ocorrem. “Nossos corpos secretam mais de seis litros de muco todos os dias, como uma primeira linha de defesa”, relatou. Ele disse que o muco genital (CVM) pode atuar como uma barreira para evitar que os agentes patogênicos atinjam as células da parede vaginal subjacentes. Porém, as propriedades de barreira variam muito de mulher para mulher, e podem até variar em diferentes momentos da vida da mulher.
Para descobrir o responsável por essas diferenças, a equipe coletou amostras de CVM frescos de 31 mulheres, em idade reprodutiva, medindo várias propriedades do muco. Utilizando a microscopia de lapso de tempo de alta resolução, testaram se as partículas de HIV fluorescente ficaram presas no muco ou se ficaram livres. Seus resultados revelaram duas populações distintas de amostras CVM, com os resultados opostos.
Os pesquisadores observaram que a capacidade do CVM de uma mulher para prender o vírus não foi relacionada ao seu pH, ácido láctico total ou pontuação Nugent (uma medida aproximada da saúde vaginal, o que reflete o número de bactérias de lactobacilos presentes em comparação com outros micróbios). Mas, eles encontraram uma diferença entre os dois grupos de CVM, com níveis mais elevados de ácido D-láctico no grupo que bloqueou o HIV. A descoberta foi significativa, pois os seres humanos não podem produzir o ácido D-láctico.
A equipe suspeita de que diferentes bactérias que vivem dentro da camada de muco foram responsáveis ​​por essas diferenças de ácido D-láctico. Para comprovar a sua teoria, os cientistas testaram as amostras para identificar as estirpes individuais de bactérias. Seus resultados revelaram dois grupos distintos, mais uma vez. Nas amostras que prendiam HIV, eles descobriram o domínio de bactérias L. crispatus. Em contraste, as amostras que falharam em CVM na interceptação do vírus, possuíam uma espécie diferente de lactobacilos, a L. iners, ou tinham múltiplas espécies de bactérias presentes, incluindo Gardnerella vaginalis, ambas associadas com vaginose bacteriana.
Lai acrescentou que, agora, os profissionais de saúde devem estar cientes de que as mulheres que abrigam L. iners, podem ter um risco substancialmente maior de contrair uma DST. Em contraste, aquelas que abrigam L. crispatus podem estar mais protegidas contra o HIV e outras DSTs. A função de barreira não foi exclusiva para partículas de HIV, e, provavelmente, iria interceptar outros vírus. Lai acredita que CVM pode ser um “preservativo biológico”, que poderia, potencialmente, ser reforçado através da alteração da microflora vaginal de uma mulher. “Se pudéssemos encontrar uma maneira de inclinar a batalha em favor de L. crispatus em mulheres, então estaríamos aumentando as propriedades de barreira de sua CVM, e melhorando a proteção contra DSTs”, disse ele.
Richard Cone, um biofísico da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, e outro autor do estudo, está trabalhando em soluções que possam proporcionar uma libertação prolongada de ácido láctico para a vagina, o que encorajaria o desenvolvimento de L. crispatus. O estudo foi publicado na mBio, uma revista online da Sociedade Americana de Microbiologia.

11.756 – Gel extraído de sementes modificadas de arroz e soja pode combater o vírus HIV


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De acordo com dados da UNAIDS, acredita-se que mais de 35 milhões de pessoas no mundo estavam infectadas pelo HIV até o final de 2013, mostrando que além de programas de prevenção da doença, era preciso desenvolver auxiliadores no combate ao vírus.
Os cientistas, utilizando a biobalística, conseguiram produzir o anticorpo 2G12 (normalmente produzido em células de mamíferos, cultivadas em tanques de fermentação) em sementes de arroz, capaz de deixar o vírus HIV mais vulnerável para o nosso sistema imunológico combatê-lo. O processo de alteração de DNA do arroz consiste na aplicação de microprojéteis de ouro ou tungstênio a 1.500 km/h.
A extração dos anticorpos de dentro da semente ocorre com o que se chama de “cromatografia de imunoafinidade”, obtendo assim um gel a ser utilizado antes das relações sexuais.
O método utilizando plantas e cereais pode reduzir o custo da produção dos anticorpos em quase 96%, podendo produzir o 2G12 em massa, com a criação em estufas.
Os brasileiros Rech e Murad também realizaram outro estudo este ano, utilizando a soja para produzir uma proteína neutralizadora do HIV, chamada cianovirina. Ela desativa o vírus antes que ele chegue às células do corpo.
“O gel criado também é pensado para mulheres, porque muitas africanas não têm opção da utilização de preservativos pelos parceiros. Com isto, elas decidiriam pela própria proteção”, contou Rech, de acordo com publicação no site Gizmodo.
De acordo com a Embrapa, países em desenvolvimento com altos índices de AIDS, a grande maioria na África, não precisaria pagar royalties ao produzirem a cianovirina por esse método, facilitando o acesso à população.
Infelizmente, ainda há obstáculos para que esses métodos virem realidade. Por utilizarem o conceito de biofábricas – união da biotecnologia com a indústria farmacêutica -, esses produtos representam apenas 10% dos mais novos presentes no mercado. O problema é o efeito colateral que essas práticas podem causar no meio ambiente.
Os OGMs (organismos geneticamente modificados), quando não controlados, além de causarem danos ambientais, podem oferecer riscos à saúde. Tanto que a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) exige que cada transgênico seja avaliado cientificamente, de forma individual, para determinar os benefícios e riscos de cada um.

11.548 – Cuba consegue eliminar a transmissão do HIV da mãe para o filho


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“Esta é uma das maiores conquistas possíveis de saúde pública”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. E a melhor parte é que ela foi provocada por estratégias relativamente simples: conhecimento das causas, testes aprofundados e acesso de informações aos pais, fornecendo opções para as mães com HIV e sífilis positivos protegerem seus bebês, incluindo a amamentação com mamadeira e parto por cesáreas.
O que Cuba tem feito de diferente é integrar estes tratamentos e cuidados de saúde universais, acessíveis e disponíveis à população, os tornando um tratamento básico normal para todas as mulheres grávidas.
“Esta é uma grande vitória em nossa longa luta contra o HIV e doenças sexualmente transmissíveis; é um passo importante no sentido de ter uma geração livre da Aids”, disse Chan. “Isso mostra que o fim da epidemia de Aids é possível.”
Anualmente, em todo o mundo, cerca de 1,4 milhões de mulheres HIV-positivas engravidam. Sem qualquer intervenção, elas têm uma chance de 15 a 45% de passar o vírus para seus filhos enquanto eles ainda estão no útero, bem como durante o parto e na amamentação. Mas esse risco cai para apenas 1 por cento se a mãe e a criança recebem medicamento antirretrovirais. A taxa de sífilis não fica muito atrás, com cerca de 1 milhão de gestantes em todo o mundo infectadas anualmente. Da mesma forma, o risco de transmissão é reduzido drasticamente com o tratamento envolvendo penicilina durante a gravidez.
Na verdade, o progresso do tratamento em Cuba, consiste apenas em dar às mulheres o acesso ao tratamento. A contagem que determina se as transmissões de HIV ou sífilis de mães para bebês no país foi tão baixa que “já não constitui mais um problema de saúde pública”.
Basicamente, isso significa que um país precisa ter menos de 50 casos de HIV e sífilis por 100.000 bebês mantidos vivos por pelo menos um ano, bem como, pelo menos, 95% das mulheres grávidas que estão sendo analisadas, e 95% HIV-positivos recebendo tratamento adequado. A OMS relata que Cuba já reuniu essas metas, e apenas dois bebês nasceram com HIV, em 2013, e cinco com sífilis congênita.
Chan espera que os outros países sigam o exemplo de Cuba e busquem a validação do fim da transmissão de HIV da mãe para o bebê. No mundo inteiro, as taxas de infecção estão caindo, com apenas 240.000 crianças nascidas com HIV em 2014 – quase metade do montante de 2009.
Ainda assim, há um longo caminho a ser percorrido antes que o objetivo global de apenas 40.000 novas infecções em crianças por ano seja alcançado, e Cuba tem demonstrado que melhores cuidados de saúde podem ajudar a alcançar esta meta.
“O sucesso de Cuba demonstra que o acesso e cobertura universal de saúde são viáveis ​​e, de fato, são a chave para o sucesso, mesmo contra desafios assustadores como o HIV”, disse Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde.

11.465 – É desenvolvido tratamento igualmente eficaz, porém mais barato, contra o HIV


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Um novo tratamento com dois fármacos anti-retrovirais, um deles genérico, se mostrou igualmente eficaz ao tratamento triplo habitual contra o HIV. Essa nova opção tem a mesma tolerância nos pacientes e é mais barata, segundo um estudo.
A pesquisa, que foi publicada nesta segunda-feira pela revista “Lancet Infectious Diseases”, confirma que é possível simplificar o tratamento do HIV com a mesma eficácia que os fármacos atuais, afirma chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e HIV do Hospital Clínic de Barcelona, Josep María Gatell.
Como a infecção pelo vírus do HIV se transformou em uma doença crônica graças aos fármacos, que impedem sua replicação, os médicos estão buscando estratégias terapêuticas que simplifiquem o tratamento para melhorar a aderência dos pacientes e o custo-benefício.
Assim, o estudo coordenado pelo diretor científico do grupo de Aids e Doenças Infecciosas do Hospital La Paz de Madri, José R. Arribas, e pelo doutor Josep María Gatell, demonstra que o tratamento com dois fármacos anti-retrovirais tem a mesma eficácia e o mesmo grau de tolerância que o tratamento triplo padrão.
Gatell lembra que as pessoas infectadas pelo vírus do HIV têm que seguir com um tratamento anti-retroviral, que, embora não cura a infecção, consegue diminuir a carga viral até níveis indetectáveis. Diminui também o risco de transmissão do vírus, com o qual as pessoas infectadas possam levar uma vida sã.
No entanto, os guias clínicos atuais ainda recomendam seguir com um regime anti-retroviral padrão com três fármacos quando os pacientes conseguiram controlar a carga viral.
O estudo, em que participaram 250 pacientes de 32 hospitais da Espanha e França, compara um tratamento dual com o tratamento padrão com três fármacos.
Os pesquisadores administraram o tratamento dual com um inibidor da protease, ‘lopinavir-ritonavir’, e um inibidor da transcriptase inversa -enzima necessária para que o vírus se replique-, a ‘lamivudina’, ou continuaram com o tratamento triplo que já estava sendo ministrado nos pacientes com estes dois fármacos, mais outro inibidor da transcriptase inversa.
Os resultados demonstraram que a combinação de dois fármacos permite manter a carga viral baixa com a mesma eficácia e melhor tolerância que com três.
Gatell avança, além disso, que “o estudo abre as portas para testar outras combinações duplas em paciente selecionados com carga viral já indetetável”.
Por sua lado, o doutor Arribas considera que graças aos resultado do estudo “dispomos de uma estratégia de tratamento contra o HIV que vai evitar aos pacientes alguns efeitos tóxicos. Além disso, representa uma economia, já que são utilizados só dois remédios e um deles já é genérico”.
No estudo, financiado por Abbvie Pharmaceutical, participaram também pesquisadores de outros hospitais espanhóis e vários franceses.

11.464 – Cientistas alteram células-tronco para resistirem ao HIV


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Um grupo de hematologistas acaba de dar mais um passo na luta contra o HIV. A partir do uso de células-tronco, os pesquisadores projetaram um glóbulo branco especial, resistente ao vírus. Os resultados foram divulgados na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences.
A equipe de cientistas é liderada por Yuet Wai Kan, da Universidade da Califórnia, ex-presidente da Sociedade Americana de Hematologia. Segundo a Wired, o glóbulo branco que eles tinham a intenção de transformar era o T — uma célula responsável pelo envio de sinais para outras do sistema imune, muito atingida pelo HIV.
Ao contar células desse tipo em um milímetro cúbico de sangue, médicos identificam em pacientes sadios entre 500 e 1.500 células/mm3 (que é a faixa normal). Se elas caem abaixo de 250, é sinal de que o HIV se apoderou do sistema e está utilizando as células como um ponto de entrada.
O vírus promove a invasão se anexando a uma proteína na superfície das células T, conhecida como CCR5. Se essa proteína é alterada, possui chances de bloquear a entrada do HIV. Um número pequeno da população tem essa alteração naturalmente e são imunes ao HIV.
Pesquisadores já tentaram reproduzir a resistência a partir do transplante de células-tronco de indivíduos com a mutação. Mas o processo é difícil. Até hoje, Timothy Ray Brown, que ficou conhecido como “o paciente de Berlim”, foi o único curado pelo tratamento.
O que a equipe californiana esperava era ir direto ao cerne do problema e replicar artificialmente a mutação da CCR5. E Kan, que tem trabalhado há anos com informação genética, diz que o procedimento é possível. Ele e sua equipe alteraram células-tronco para introduzir uma ruptura no genoma, que imita a mutação humano.
Os cientistas acabaram criando glóbulos brancos resistentes ao HIV, mas que não eram células T. Louis Picker, do Vaccine and Gene Therapy Institute da Oregon Health and Science University, mostrou-se cautelosamente esperançoso em relação à descoberta. “É uma ideia antiga, com uma extensa bibliografia, que está sendo atualizada neste trabalho com o uso de uma nova tecnologia, que o torna muito mais fácil modificar os genes humanos”.

11.400 – Conheça a nova classe de remédios que pode retardar dramaticamente o envelhecimento


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Os senolíticos parecem ser a nova sensação do momento no processo contra o envelhecimento, o que inclui um coração livre de doenças por mais tempo e também uma maior qualidade de vida para esta etapa da vida. Estudos conduzidos por pesquisadores do The Scripps Research Institute (TSRI), laboratório de biomedicina dos EUA, e diversas instituições norte-americanas indicam que este tipo de substância poderia retardar ou prevenir doenças relacionadas com o envelhecimento.
Essa nova substância, que está sendo testada em camundongos, age nas células que pararam de se dividir por conta do nosso envelhecimento. Os pesquisadores agora tentam encontrar maneiras de aplicar o tratamento em humanos.
No momento existem dois tipo de senolíticos no mercado: o dasatinib (para o cancro) e a quercetina, um composto natural. De acordo com o estudo, foi realizada uma combinação destes dois compostos em cobaias, e o resultado deixou os pesquisadores animados, provocando um retardamento no processo de envelhecimento dos camundongos, com melhoras no sistema cardiovascular. O mais notável é que o efeito durou pelo menos sete meses após o tratamento com as drogas. Vale lembrar que ainda precisam ser realizados mais testes antes da aplicação dessa substância em humanos, por conta dos efeitos colaterais.

11.174 – Descoberta a Origem da AIDS


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O cientista norte-americano David Quammen afirma ter descoberto o momento exato em que o vírus do HIV começou a se espalhar por todo o planeta. Ele desenvolve sua teoria no livro “The Chimp and the River”, no qual remonta ao ano de 1908 para fixar o instante em que um animal contaminou um ser humano com o HIV pela primeira vez. De acordo com Quammen, foi um chimpanzé que infectou um caçador em uma selva tropical localizada ao sudeste de Camarões. E foi esse caçador que, sem saber, depois de ter matado o animal, teria iniciado a propagação do vírus em escala mundial, ao transmiti-lo para várias pessoas através de relações sexuais.
Segundo essa cronologia, baseada em estudos genéticos detalhados, a linhagem primitiva do HIV chegou, inicialmente, na cidade de Leopolville (hoje Kinshasa), no Congo. Depois, teria se expandido para outros lugares com a utilização médica de seringas hipodérmicas reutilizáveis. Foram essas seringas que causaram a massificação do vírus, o qual se propagou com a transmissão sexual. O HIV saiu da África e chegou ao Haiti em 1969, para, em seguida, entrar nos EUA, conforme afirma polemicamente Quammen, por culpa de um mordomo homossexual chamado Gaëtan Dugas, que teria infectado, aproximadamente, 40 pessoas.
Entenda como um vírus pode se proliferar e dizimas populações rapidamente. Assim como a AIDS, o Ebola também vem causando medo no mundo nos últimos meses e o mistério de como este mal ressurgiu ainda persiste.

10.392 – Novas infecções por HIV crescem 11% no Brasil e caem 27,6% no mundo


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Um relatório anual divulgado nesta quarta-feira (16) pela Unaids, a agência da ONU dedicada à luta contra a Aids, aponta que o Brasil enfrenta um recrudescimento da epidemia da doença.
Segundo o texto, o país registrou aumento de 11% do número de infecções por HIV de 2005 a 20013, enquanto no mundo houve uma queda de 27,6% nesse mesmo período.
Na América Latina, a tendência também é de diminuição, ainda que lenta –em cinco anos, o número de novos casos caiu 3% na região.
Os dados do relatório, de acordo com Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, são estimativas coerentes com os registros nacionais.
Segundo ele, a epidemia no país está concentrada em populações vulneráveis, como gays, prostitutas e usuários de drogas. “Países de epidemia concentrada têm um desafio maior, porque o número [de infectados] não é grande, mas essas populações têm barreiras de acesso aos serviços de saúde”, diz.
Hoje, 0,4% da população brasileira tem HIV.
A situação brasileira, afirma ele, é semelhante à de países da Europa e dos EUA e diferente da de locais com epidemia generalizada, como em alguns países da África, onde a maior diminuição foi registrada.
Ele afirma que políticas de saúde, como oferta de tratamento, surtem um efeito mais rápido nesses países que têm maior disseminação do vírus.
Dado isso, Barbosa afirma que uma possibilidade em análise para explicar o aumento apontado pelo relatório da Unaids é o maior número de casos de HIV entre homens jovens gays. “Como a gente sabe que na população gay [a transmissão] é maior, muito provavelmente quem sustenta esse crescimento é esse grupo.”
A Unaids também aponta para o aumento da circulação do vírus entre jovens gays e cita falhas em políticas de prevenção em grupos de maior risco no país.
“Agora, é preciso que campanhas específicas voltem, principalmente para homens que fazem sexo com homens”.
O relatório também registrou alta de 7% no número de mortes pela Aids no Brasil. Também houve aumento no México (9%) e na Guatemala (95%). Em toda a América Latina, porém, o número de mortes caiu 31%.
O ministério, no entanto, aponta para uma diminuição. No último boletim, com dados coletados até junho de 2013, o governo indica redução de 14% na taxa de mortalidade nos últimos dez anos.
A discrepância entre os dados se explica porque a Unaids considera números absolutos, enquanto o ministério realiza os cálculos levando em conta o tamanho e o crescimento da população.
De qualquer modo, para a Unaids e o Ministério da Saúde, a situação é preocupante. “Não estamos confortáveis de maneira nenhuma. Por isso temos nos preocupado, principalmente de 2013 para cá, em responder melhor a essa situação”.
A expectativa é de que os próximos dados reflitam as novas iniciativas. Em junho, o governo passou a oferecer a dose tripla combinada, que pode aumentar a adesão ao tratamento. Os pacientes também passaram a receber o medicamento no momento da infecção por HIV, independentemente da carga viral.

9854 – Novo remédio contra a aids chega ao SUS em março


O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no país.
Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez.
A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. Atualmente, dos 310 000 soropositivos em tratamento na rede pública de saúde, 73 000 usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.
Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. De acordo com o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a empresa fez o pedido de registro do medicamento na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.
“Já há condições para produção e entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirma Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.
O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.

9851 – Saúde – Outra rasteira no HIV


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Em poucas semanas um vírus da Aids (HIV) espalha milhares de cópias. O corpo reage mas, sem as drogas, o HIV ganha a batalha. No Brasil não falta munição para combatê-lo.
O governo atende 70 000 doentes – todos os que procuram ajuda, em um universo estimado em 400 000 infectados. A maioria ou não sabe que está contaminada ou não quer fazer o tratamento. Mesmo assim, segundo Chequer, os remédios fizeram o número de mortos cair pela metade desde 1997. A redução foi da ordem de 6 000 para 3 000, por ano.
Isso confirma a eficiência do coquetel, que impede a reprodução do vírus. É verdade que o número de infectados cresce: houve 7 564 novos casos no ano passado. E parte carrega micróbios resistentes às drogas. Mas o HIV está sendo derrotado. “Quem se trata não morre mais de Aids”, arrisca o infectologista Guido Levi, diretor do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.
A tática que derrubou o inimigo
Em 1996, a paciente Rosana, então com 34 anos, chegou ao consultório de Guido Levi com as defesas em frangalhos e um número enorme de vírus circulando no corpo. Estava magra e fraca. Em 1997 ela começou a ser tratada com uma combinação de três remédios. Desde então, Rosana ganhou peso e a quantidade de células CD4, uma das defensoras do organismo, aumentou muito, passando de apenas quinze por mililitro de sangue para 276. Hoje a paciente recebe mensalmente os medicamentos do Ministério da Saúde e mantém a Aids sob controle.
O milk-shake de poções que devolveu o ânimo a Rosana e ajuda milhares de outros cidadãos é composto de cerca de vinte drogas, divididas em dois grupos: os inibidores de transcriptase e de protease. Todas servem para bloquear a reprodução do vírus.
Os remédios têm pequenas diferenças químicas entre si e são mais eficientes se combinados dois a dois ou de três em três. O médico escolhe a fórmula adequada para cada paciente. Mas não toma a decisão sozinho. Ele segue recomendações feitas por um conselho dos principais especialistas em Aids do país.
Enquanto os médicos tentam atrapalhar o contra-ataque do HIV, os laboratórios procuram reduzir um aspecto incômodo dos remédios. Os pacientes se queixam porque têm de engolir de quinze a vinte comprimidos por dia. “Muitos até deixam de tomar a dose completa”, conta o infectologista Davi Uip, da Universidade de São Paulo. Para reduzir o desconforto, versões recentes de algumas drogas estão vindo em concentração mais alta. Com isso, o número de comprimidos cai para somente dois ou três ao dia. O que nenhum esforço conseguiu, até hoje, foi eliminar os efeitos colaterais, que começam com dores de cabeça, náuseas e diarréia. Mais tarde vem o aumento excessivo de peso e dos níveis de colesterol. Mesmo assim, o sucesso do tratamento compensa, com folga, todos os inconvenientes.
Ressarce até as despesas que o governo faz com o coquetel. Cada paciente custa cerca de 1 000 reais por mês e já foram gastos 500 milhões de dólares para garantir o fornecimento deste ano.
O HIV é feito de apenas nove genes e faz parte de um grupo de vírus, chamado retrovírus, muito primitivo. Para construir seus sucessores precisa seqüestrar substâncias das células que invade. E, mesmo sendo tão rudimentar, consegue muitas vezes driblar as drogas ao sofrer mutações durante a sua replicação.
Esse é o principal motivo pelo qual não se pode ficar acomodado com a eficiência do coquetel que vem derrubando a Aids. Em 1998, a infectologista Susan Little, da Universidade da Califórnia, avaliou 69 pacientes em cinco cidades americanas e concluiu que 25% deles já tinham vírus imunes a pelo menos um dos medicamentos. Um estudo semelhante, com 100 pacientes contaminados há três anos, está sendo feito no Brasil pelo Instituto de Medicina Tropical, da Universidade de São Paulo, e pelo laboratório Bristol-Meyers.
O azar do HIV é que as pesquisas não param. Agora mesmo o infectologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, procura um jeito de expulsar o vírus de sua toca. Sua arma é uma substância que o corpo produz para estimular as células a crescer, a interleucina-II.

O número de células de defesa e de vírus determina a combinação das drogas.
O médico pede dois exames ao paciente. O primeiro revela quantas cópias de HIV ele tem no sangue, para saber o tamanho do exército inimigo. O segundo faz uma contagem das células de defesa chamadas CD4, que são as primeiras a ser invadidas e destruídas. Se elas são poucas, significa que o corpo está perdendo a batalha. A partir dessas duas informações, é feita a receita.
As grávidas usam apenas um tipo de droga. Elas representam 3,6% da população de infectados e tomam AZT, que é um inibidor de transcriptase reversa (veja à direita como funciona). O objetivo é proteger o feto, que também tomará AZT infantil após o nascimento.
Para 33,7% dos pacientes, são necessários dois inibidores de transcriptase. Assim, se um não der conta, o outro vem ajudar. Esse grupo é composto dos que carregam muitos vírus, mas contam com um número razoável de células de defesa.
A maior parte, 63,7% dos aidéticos, recebe a terapia tríplice. Além dos inibidores de transcriptase, ela inclui um inibidor de protease que ataca o vírus na sua última fase de reprodução. A dose extra entra em cena quando as defesas ficam muito fracas e há sintomas.

O HIV usa duas estratégias para sobreviver aos ataques.
A primeira é pura sorte…

Entre vários filhotes, surge um especial.

1. O vírus invade a célula, ordenando que ela produza cópias dele. Mas não é habilidoso e comete erros durante a replicação. O resultado é que um HIV nunca é igual a outro. Aparecem alterações na sua capa ou na parte interna. As falhas muito grandes são prejudiciais e matam o micróbio.
2. Outras mudanças não são tão importantes e o vírus continua funcionando do mesmo jeito, sendo destruído pelas drogas.
3. Contudo, algumas modificações no seu recheio acabam por beneficiá-lo. Eles passam a ser resistentes, ou seja, os remédios não fazem mais efeito.

… E a segunda, camuflagem
Escondido dentro da célula, o linfócito sobrevive.

1. Um vírus invade o linfócitos T, uma das células de defesa do organismo. Mas, em vez de replicar, cria uma cópia do seu material genético no núcleo da célula, que pode ficar anos adormecida. Enquanto isso, o vírus também fica inativo.
2. Uma infecção qualquer, como uma gripe, põe o linfócito em atividade novamente. Os genes do HIV também voltam à atividade e dão a ordem para a célula produzir mais e mais HIVs, reiniciando a infecção.

9614 – Medicina – O SARCOMA DE KAPOSI


Sarcoma

É um tipo de câncer que acomete as camadas mais internas dos vasos sanguíneos. Além das lesões na pele, podem surgir outras semelhantes nos gânglios, no fígado, nos pulmões e por toda a extensão da mucosa intestinal (provocando sangramentos digestivos) e dos brônquios. É comum também elas se instalarem na parte interna das bochechas, gengivas, lábios, língua, amídalas, olhos e pálpebras.
A doença é rara em pessoas com o sistema imunológico íntegro, mas é uma complicação comum na AIDS. O herpesvírus 8 humano parece estar implicado na manifestação da doença.

Existem três tipos de sarcoma de Kaposi:

a) Clássico: raro, de evolução lenta, atinge homens idosos sem comprometimento do sistema imunológico;

b) Endêmico ou africano: forma mais agressiva, acomete mais os negros jovens da África Equatorial;

c) Relacionado com o sistema imunológico deprimido, como
ocorre com os HIV-positivos, os transplantados e os que tomam
imunossupressores.

Sintomas
Na pele branca, surgem lesões em forma de manchas vermelhadas, róseas ou violáceas, que se espalham pelo corpo e na região da boca e faringe. Na pele negra, elas adquirem a coloração marrom ou escura.

Outros sintomas do sarcoma de Kaposi são inchaço principalmente nos membros inferiores por causa da retenção de líquido, e, nos casos mais graves, sangramentos digestivos e insuficiência respiratória.

Diagnóstico
Além das características das lesões, endoscopia e biópsia são exames importantes para fechar o diagnóstico.

Tratamento
O tratamento do sarcoma de Kaposi inclui quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e drogas para inibir a formação de novos vasos sanguíneos. Medicamentos antirretrovirais contra o HIV diminuem o risco da doença nos portadores desse
vírus e ajudam a promover a regressão das lesões.

Recomendação

* Não se automedique. Procure assistência médica se notar o aparecimento de manchas sem explicação aparente pelo corpo ou na boca.

Escola Paulista de Medicina

9193 – AIDS – Descoberto o segredo dos “herois da resistência”


Superanticorpos’ contra HIV controlam infecção em macacos

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Nem todo mundo se defende contra o HIV da mesma forma: algumas pessoas produzem tipos raros de “superanticorpos” contra o vírus. A eficácia de uma terapia que usa esses anticorpos para controlar um vírus similar ao HIV em macacos é relatada em dois estudos publicados hoje na “Nature”.
Infusões dos “superanticorpos” clonados a partir do material colhido de humanos conseguiram reduzir, em uma semana, a carga de HIV a níveis indetectáveis em um grupo de macacos resos.
Esse controle da carga viral, no entanto, não foi duradouro na maioria deles: dois meses após a aplicação da terapia, em média, o número de vírus em circulação voltou a crescer na maioria dos macacos. O controle só permaneceu nos que já tinham uma carga viral mais baixa desde o início do estudo, o que sugere uma ação conjunta do sistema imune dos animais e dos “superanticorpos”.
A existência desses anticorpos poderosos já é conhecida há anos pelos pesquisadores. Eles se tornaram o objeto de estudo do brasileiro especialista em imunologia.

9191 – AIDS – Cientistas traçam mapa da resistência humana ao HIV


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Um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao HIV, vírus causador da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença. O avanço poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados.
Quando uma pessoa é infectada pelo HIV, seu sistema imunológico devolve estratégias de defesa. Em alguns casos, elas são tão bem sucedidas que permitem controlá-lo sem o uso de medicamentos, como é o caso dos chamados “controladores de elite”, indivíduos que possuem o vírus HIV, mas não desenvolvem a aids.
Infelizmente, isso não acontece na maioria dos casos, pois o genoma do vírus também se modifica rapidamente, a fim de driblar as estratégias do sistema imunológico. Mesmo assim, o esforço do organismo em combater o invasor deixa suas marcas no próprio vírus: mutações genéticas que indicam como ele reagiu aos ataques.
Analisando cepas do vírus que viveram em hospedeiros humanos, cientistas da Escola Politécnica de Lausanne e do Hospital Universitário de Vaud, ambos na Suíça, e diversas instituições de outros seis países, identificaram as mutações genéticas que ocorreram em resposta aos ataques do organismo. Dessa forma, reconstituíram toda a cadeia de eventos, criando o mapa da resistência ao HIV.
Para isso, foram estudados vírus de 1 071 pacientes soropositivos. Os pesquisadores cruzaram mais de 3 000 mutações potenciais no genoma viral com mais de 6 milhões de variações no DNA dos pacientes. Com uso de supercomputadores, eles estudaram todas as combinações possíveis e identificaram correspondências entre os pacientes.
“Tínhamos de estudar as cepas virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum”, explicou o pesquisador Jacques Fellay, um dos autores do estudo, em um comunicado divulgado pela Escola Politécnica. Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.
Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e sua resistência ao HIV. Isso permite não só entender melhor como o organismo se defende, mas também como o vírus se adapta a esses mecanismos de defesa. “Agora nós temos uma base de dados que vai nos indicar qual variação genética humana vai provocar que tipo de mutação no vírus”, explicou Amalio Telenti, integrante da equipe.
As descobertas podem ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o HIV e tratamentos individualizados, que levem em consideração as virtudes e desvantagens genéticas do paciente.

8980 – Relatório da ONU Confirmou: Novos casos de Aids caem 33% desde 2001


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Relatório divulgado nesta segunda-feira (23 de setembro) pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostra uma redução de 33% de novos infectados pela Aids em todo o mundo entre 2001 e 2012, incluindo crianças e adultos.
O resultado mantém a tendência de queda que vem ocorrendo desde 1997, conforme relatórios divulgados pela ONU neste período.
Em 2011, por exemplo, o órgão estimava em 2,5 milhões de novos infectados. O relatório liberado hoje diz que esse número caiu para 2,3 milhões pessoas infectadas em 2012. A ONU ressalta que em pelo menos 26 países o percentual caiu mais de 50%.
A Unaids, órgão da ONU que cuida do combate à Aids, celebra a redução de novos infectados entre crianças. Ao todo, 260 mil crianças contraíram Aids no ano passado, uma queda de 52% desde 2001.
De acordo com o relatório, hoje cerca de 35 milhões de pessoas vivem com Aids no mundo.
O documento ressalta que o aumento do acesso ao tratamento têm dado mais sobrevida aos infectados, o que faz crescer o número de pessoas registradas com Aids. Segundo a ONU, a expectativa é que em 2015 ao menos 15 milhões estejam recebendo tratamento. Até o fim de 2012, o número era de 9,7 milhões.
A ONU comemora também a redução no número de mortes, em torno de 30% em relação a 2005. Em 2012, 1,6 milhão de pessoas morreram por causa da Aids, ante 2,1 milhões sete anos antes.

8968 – Por que não é possível contrair HIV com picada de pernilongo?


Primeiro, porque precisa haver uma compatibilidade entre o hospedeiro e o parasita (como na malária, em que o Plasmodium ocupa o organismo de um mosquito do gênero Anopheles). O HIV não consegue sobreviver dentro do mosquito e acaba sendo digerido.
Além disso, o mosquito não seria capaz de inocular vírus suficientes de HIV para contaminar uma pessoa. Caso o vírus já não fosse digerido pelo mosquito, estima-se que seriam necessárias 10 milhões de picadas para iniciar uma infecção. Por fim, um pernilongo não funciona como uma seringa suja de sangue. Antes de se alimentar, ele regurgita saliva na vítima (no caso da malária, com o Plasmodium), enquanto o fluxo de sangue, que entra por outro canal, é sempre unidirecional.

8717 – Vacina brasileira contra Aids testada em macacos


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Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5-de agosto-2013).
A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.
O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores – Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.
Vantagens
A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.
Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.
A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.
“Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células”, disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.
“Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV”, completou Cunha Neto.
O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.
O projeto teve início a partir da análise do sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que mantinham o vírus sob controle por mais tempo que o normal e apresentavam demora para adoecer.
Nestes pacientes, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), tipo de glóbulo branco que é alvo do vírus HIV, permaneciam em níveis mais elevados do que o normal.
Naquela época, os pesquisadores isolaram peptídeos (pequenos pedaços de proteínas) do vírus HIV entre os mais estáveis (que se mantém presentes em quase todas as cepas) e testaram com a ajuda de um programa de computador.
A ideia foi selecionar os peptídeos com mais chances de serem reconhecidos pelas células TCD4 do sistema imunológico dos pacientes infectados com o HIV. Foram escolhidos 18 entre os peptídeos testados.
Os 18 peptídeos foram recriados em laboratório e codificados em uma molécula circular de DNA, chamada de plasmídeo. Os resultados foram publicados em 2006 na revista científica “Aids”.
Testes em laboratório feitos com amostras de sangue de 32 pessoas com HIV com diferentes condições imunológicas e genéticas mostraram que, em mais de 90% dos casos, ao menos um dos peptídeos era reconhecido pelas células imunológicas.
Os processos foram aperfeiçoados e novos testes foram feitos, inclusive um novo experimento com camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano, cujas conclusões saíram na revista científica “PLoS One”, em 2010.
Para pesquisas recentes, o grupo desenvolveu uma nova versão da vacina, com elementos conservados de todos os subtipos do grupo principal do HIV, chamado de grupo M. A vacina foi capaz de induzir respostas do sistema imunológico contra fragmentos de todos os subtipos testados do vírus até o momento.

8716 – Estudo da USP sobre vacina antiaids sai em revista científica internacional


A PLoS ONE é uma publicação eletrônica com revisão por pares (peer review) e de acesso aberto, muito influente.
De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira “regiões conservadas” do vírus – trechos que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam hoje pelo crivo dos ensaios clínicos.
A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007.
O trunfo do HIV é que o vírus é um fujão profissional porque passa por muitas mutações. E ninguém até agora havia conseguido identificar e alvejar seu calcanhar de Aquiles. Com isso, os cientistas acabavam se deparando com a situação inglória de gastar anos de estudo e muito dinheiro para criar um arsenal que só funciona em um alvo e, na hora H, perceber que o alvo já virou outra coisa, na qual o míssil não faz nem cócegas. Assim, as vacinas já testadas fracassaram porque foram tapeadas pelo agente causador da Aids. Funcionaram em alguns casos, mas não foram reconhecidas em outros tantos.
As “velhas estratégias” para lidar com esse pesadelo obedecem a duas premissas clássicas: elas usam proteínas inteiras do HIV e se concentram em gerar linfócitos T do tipo CD8 citotóxico, o pelotão de fuzilamento de células infectadas. Os pesquisadores da USP, sob coordenação de Cunha-Neto, resolveram identificar os trechos permanentes ou “fixos” do HIV por meio de um software – acharam e testaram 18 fragmentos – e embuti-las artificialmente em uma “vacina de DNA”.
Um algoritmo identificou, a partir de uma base de dados, regiões conservadas que se ligam à maioria dos tipos de HLA de classe 2 (os antígenos leucocitários humanos, moléculas capazes de estimular uma resposta imune que variam muito de pessoa para pessoa). Esses segmentos protéicos foram então fabricados. Foram produzidos 18 peptídeos que, no conjunto, pegavam todos os HLA mais comuns na população.
Testada com 30 pacientes soropositivos, 91% reconheceram as iscas. O objetivo buscado aqui foi, teoricamente, melhorar a cobertura vacinal em populações geneticamente heterogêneas, ou seja, fazer com que mais pessoas desenvolvessem respostas imunes contra o HIV após receber a vacina.
Linfócito T CD4
Além disso, a equipe decidiu investir em outro linfócito T, o do tipo CD4. Não adianta muito ativar o CD8 e só, porque ele é inapelavelmente dependente do CD4 para ser gerado e subsistir com capacidade destruidora. Sem o CD4, o CD8 tem curta duração. O CD4 não era alvo nos conceitos tradicionais de vacina, segundo Cunha-Neto.
Com a incorporção da pesquisadora Daniela Rosa, a pesquisa ganhou novo impulso. Foi então que as 18 sequências foram colocadas em um plasmídeo, um anel de DNA. Na verificação de magnitude após a injeção, os testes indicaram uma alta proliferação e produção de citocinas, as proteínas que funcionam como mensageiros para ajudar na regulação de uma resposta imune. Já na checagem de amplitude em camundongos transgênicos parcialmente “humanizados”, 16 das 18 sequências foram reconhecidas.
Os oito anos, até agora, da jornada para viabilizar a HIVBr demandaram financiamento da Fapesp, do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, do CNPq através do INCT-Instituto de Investigação em Imunologia, e do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (Itália).