12.503 – Biologia – Os Microclimas


Microclima
Tal termo significa a influência que os fatores climáticos atuam sobre os organismos.
A extensão dos microclimas próprios das formas que vivem no solo, fendas, rochas, debaixo das cascas das árvores ou em outros habitats reduzidos, se mede em fração de centímetros.
As plantas terrestres só podem viver em lugares onde haja água suficiente.
As xerófitas são plantas que vivem nos desertos e em zonas áridas e podem passar com quantidades relativamente pequenas de água.
Outras plantas como o cacto, armazenam em seus órgãos suculentos, grande quantidade de água para enfrentar os períodos de seca.
Outros suportam no estado de murchidão, anos a fio e de maneira idêntica alguns musgos podem suportar grandes secas.
Há animais que vivem da água metabólica, a que resulta de compostos químicos dos alimentos. Os bichos da farinha e o cangurú do deserto do Arizona obtem toda a água que necessitam pela decomposição metabólica de seus alimentos.
Os vegetais são atingidos mais diretamente pelo fator água. A água influi sobre a intensidade dos vegetais e sobre seu crescimento. Num ambiente árido as raízes irão longe vertical e horizontalmente. Tal como o cacto que absorve toda a água disponível dentro de sua área e impede qualquer outra planta de crescer em suas proximidades, também o juazeiro das terras secas do nordeste possui raízes que vão buscar a água a muitos metros de profundidade.

Microclima Urbano
Microclima urbano é um termo usado em Climatologia para designar um conjunto de condições climáticas (temperatura, umidade, sensação térmica, pluviosidade) de uma pequena área dentro de uma cidade. Estas áreas apresentam características climáticas diferentes do restante da cidade.

Características principais do microclima urbano:

– Temperaturas mais elevadas ou menores em relação às áreas vizinhas.

– Umidade do ar menor ou maior em relação às regiões ao redor.

– Sensação térmica diferente das regiões próximas.
A ilha de calor é um exemplo de microclima urbano. Ela pode se formar por causas naturais, porém o mais comum são as modificações provocadas pelos seres humanos.
As ilhas de calor apresentam temperaturas mais elevadas do que as regiões ao redor e umidade relativa do ar mais baixa. Formam-se, geralmente, pela intensa presença de prédios e asfalto num bairro ou região, com pouca presença de cobertura vegetal.

12.356 – Água, um recurso muito caro


Gráfico4

Para chegar em nossas torneiras o caminho é bem complicado, um conjunto de poderosas bombas retira a água do manancial e leva até a estação de tratamento e lá recebe uma série de processos até que fique potável e finalmente é distribuída. Mas isso consome tempo e dinheiro, por isso, em países desenvolvidos, o reaproveitamento da água e a proteção dos mananciais tem se tornado uma regra.

 

11.223 – Planeta Água(?) – Por que ainda não utilizamos água salgada?


Ipanema Beach in Rio De Janeiro, Brazil.
A questão do esgotamento dos recursos naturais da Terra já está em discussão há muito tempo, mas aqui no Brasil ganhou contornos dramáticos quando os moradores de São Paulo enfrentaram a falta de água e de chuvas. Muitos problemas foram debatidos, sugestões levantadas e muita gente começou a ter consciência sobre o uso racional da água. Por conta disso, neste domingo, dia 22, Dia Mudial da Água, nós levantamos quais seriam os prós e contras do uso da água salgada para suprir nossa demanda por água doce. Seria uma alternativa viável?
Cientistas estimam que cerca de 70% da superfície terrestre é ocupado por água e apenas 3% desse total é doce. Então, por que não estamos usando esses recursos para resolver o problema da falta de água no mundo?
A resposta está em dois empecilhos básicos. O primeiro é o custo da tecnologia para tirar o sal da água. Apesar dos avanços nas últimas décadas, a dessalinização ainda é uma das duas fontes mais caras de água que existem – a outra é o reúso de água de esgotos. Dessalinizar custa de duas a três vezes mais do que submeter a água doce ao tratamento convencional.
A outra dificuldade é levar a água até regiões distantes do oceano. Depois de dessalinizar a água, seria necessário bombeá-la por longas distâncias para chegar às populações. Imagine a estrutura necessária para levar água do mar para Brasília, que fica a mais de 1200 km do litoral mais próximo e a mais de 1.000 metros de altitude. Mesmo quando o custo da dessalinização baixar, ainda será preciso vencer o custo de construir aquedutos tão grandes, além do gasto enorme com energia para vencer a distância e o desnível, se quisermos abastecer também as regiões não-litorâneas.
Além destes dois fatores limitantes iniciais, também há uma preocupação em relação ao sal retirado da água que seria limpa e utilizada. De acordo com especialistas da The Nature Conservancy, organização ambiental que trabalha em prol da conservação das água e terras, a salmoura concentrada que é produzida como resíduo do processo precisa ser disposta no ambiente e, mesmo quando retornada ao oceano, pode gerar impacto ambiental local, especialmente sobre os plânctons que são a base da vida marinha.
É por isso que, apesar de ser uma possibilidade para o futuro, a dessalinização ainda não pode ser vista como a solução para o problema. Cuidar bem da água doce, evitando o desperdício, a poluição, o assoreamento de rios e a perda de vegetação nas margens dos cursos d’ água, ainda é nossa alternativa mais viável, se quisermos viver sem o drama da falta de água daqui para frente.

11.128 – A Água


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É o componente biológico essencial à manutenção da vida animal e vegetal. No entanto existem organismos que possuem homeostase (equilíbrio interno) submetida às condições sazonais do ecótopo onde estão inseridos, conseguindo sobreviver na ausência de água. A este estado denominamos de anidrobiose, onde todas as reações metabólicas: nutrição, locomoção e reprodução ficam suspensas, em estado latente, aguardando condições propícias para sua expressão.
Esta substância compõe proporção de 75 – 85% da estrutura corpórea dos seres vivos. Sua origem pode ser endógena: quando proveem de reações internas, ou exógenas: através da ingestão direta de água ou alimentos.
Assim, o teor de água em um organismo pode variar segundo três fatores: a atividade funcional do tecido ou órgão, faixa etária do organismo e estudos envolvendo a espécies.
A molécula de água (H2O) é formada pelo grupamento de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. O arranjo destes átomos no espaço, com disposição não linear das ligações (pontes de hidrogênio) estabelece zonas positivas e negativas na molécula que assim forma um ângulo de 104,5°, garantindo propriedades intrínsecas e fundamentais a vida.
Devido esta polaridade, as moléculas de água se organizam através da atração mantida entre polos opostos (+ com –) entre moléculas distintas. Isso permite uma forte atração, denominada coesão molecular, que no estado líquido desta substância promove alta tensão superficial.
A polaridade também garante à molécula de água, desempenhar importantes reações extra e intra-celular, como: a solubilidade de outros compostos (proteínas, carboidratos, lipídios) na presença de água, sendo denominadas hidrofílicas, as que se dissolvem na água e hidrofóbicas, as que não se dissolvem na água; bem como participando de reações metabólicas (catabólicas ou anabólicas), que podem ser sínteses por desidratação (ligação peptídica entre dois aminoácidos gerando uma molécula de água) ou quebra por hidrólise (hidrólise da Adenosina Trifosfato – ATP, para geração de “energia” Celular).
Esta incrível molécula, se não bastasse, também tem grande participação na regulação térmica dos seres vivos. Seu alto calor específico permite a absorção de uma elevada quantidade de calor, com baixa variação de temperatura, ou seja, uma pessoa em estado febril tem sua sudorese aumentada para que a evaporação da água contida no suor absorva o calor corpóreo, para diminuição da temperatura do indivíduo.
Sem estas propriedades físico-químicas, da substância água: insípida, inodora e incolor, provavelmente não existiria vida neste magnífico planeta.

10.991 – Como funcionam os reservatórios de água?


reservatorio-Jaguari-Sistema-Cantareira

Eles fazem parte de sistemas produtores, que captam e tratam a água que chega às nossas casas. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), 14% dos municípios brasileiros são abastecidos por esse sistema integrado, enquanto 86% recebem água de reservatórios isolados.
Este é um cenário bem diferente do que rolava no fim do século 19, quando as pessoas ainda usavam baldes para pegar água de fontes e rios próximos. Com o crescimento das cidades e da população, foi preciso melhorar a distribuição de água. Isso deu origem a represas e a sistemas como o da Cantareira, um dos maiores do mundo, que produz 33 mil litros por segundo e atende mais de 8 milhões de pessoas na grande São Paulo.
Mas até mesmo um gigante como esse pode secar. Com a falta de chuva neste ano, a Cantareira chegou a 8,2% da sua capacidade de armazenamento em maio. Para fugir do racionamento, o governo adotou medidas emergenciais, como retirada de águas mais profundas, enquanto torce para voltar a chover nas cabeceiras dos rios que abastecem o sistema.
São necessários vários quilômetros de dutos e um longo processo de tratamento para a água chegar até a sua torneira.

10.554 – Terra, planeta água? – O fim da era do desperdício


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Grandes regiões metropolitanas do mundo podem enfrentar problemas graves de falta de água. O Brasil não está livre desse risco. Para o economista Gesner Oliveira, Ph.D. pela Universidade da Califórnia em Berkeley e presidente da Sabesp entre 2007 e 2010, há duas medidas urgentes a ser tomadas para evitar que a situação atinja o nível de calamidade. A primeira é combater o desperdício. No Brasil, 37% da água tratada é desperdiçada e nem sequer chega às torneiras. A segunda é ampliar a reutilização da água, prática comum nos países que são modelo em abastecimento.
É inevitável que o mundo sofra com a escassez de água no futuro?
Se medidas urgentes não forem tomadas, é quase certo que tenhamos um problema de saneamento e de abastecimento muito grande já daqui a duas décadas. Não que a água do planeta vá acabar, claro, mas haverá problemas sérios de falta de mananciais utilizáveis nas regiões urbanas. O planeta vive um ritmo de urbanização intenso, em especial na Ásia e na África. Para lidar com isso, é preciso reduzir a perda de água tratada e reutilizá-la cada vez mais. Temos de romper com aquele paradigma da Antiguidade, quando os povos poluíam rios e açudes e iam buscar água cada vez mais longe. Essa prática, que deu origem a lindos aquedutos que ficaram para a história, não é mais viável em um planeta habitado por mais de 7 bilhões de pessoas.
O crescimento da população é a principal ameaça ao abastecimento?
Não. O que ocorre é que, de um lado, vemos uma urbanização crescente, com o surgimento de macrometrópoles formadas sem o devido planejamento. De outro, observamos o aumento da população da classe média nas economias emergentes. Isso significa que quem não consumia passou a consumir, o que aumenta a pressão sobre o sistema energético e de abastecimento. Existe ainda a questão ambiental. Desmatamentos às margens dos rios contribuem para que estes sequem. E há áreas onde os lençóis freáticos foram tão sobrecarregados que elas agora correm o risco de se tornar desérticas. Na Cidade do México, onde a água subterrânea é muito usada, isso já é uma realidade.
Em São Paulo também se vive um temor de racionamento. O governo falhou em seu planejamento? Subestimou a estiagem?
O fenômeno da estiagem tem sido tão intenso que dificilmente estaria no radar de qualquer governo ou empresa de saneamento. Mas, olhando as dificuldades climáticas que vêm ocorrendo na Califórnia e na África, por exemplo, é fundamental que comecemos a pensar numa mudança para valer – e não me refiro aqui a um plano de dois ou três anos. Falo de mudanças profundas, para os próximos vinte ou trinta anos.

Que tipo de mudanças?
O Brasil desperdiça muita água tratada. Nossa perda média é de 37%. Se o país fosse uma padaria, significaria que, de cada dez pãezinhos assados, estaria jogando 3,7 fora. É muita coisa, sobretudo para uma mercadoria tão vital. Há estados com taxas piores. No Amazonas, as perdas chegam a 70%. No Recife, em Manaus e nos municípios paulistas de Cajamar, Caieiras e Francisco Morato, o desperdício é superior a 40%. A perda média da Sabesp é de 26%, bem menor que a média nacional. Para 2019, a meta é reduzir a taxa para 17%. Ainda assim, ficaríamos acima do padrão internacional considerado bom, entre 10% e 15%.

O que causa tanto desperdício?
Há dois motivos principais. Um é físico. Quando ocorre vazamento em uma adutora, ou mesmo na rua, a água até é reabsorvida pelo solo, mas a um custo muito alto, uma vez que já havia sido tratada, transportada e foi perdida. Jogam-se fora os produtos químicos, a mão de obra e a energia que ela consumiu. Vai tudo literalmente pelo ralo. O outro motivo é comercial. O chamado “gato” não é uma prática destinada a furtar só energia elétrica. Existe o “gato” hidráulico também. Vemos com muita frequência uma tubulação batizada de “macarrão”.

9986 – Triângulo das bermudas em guerra por água


sos-mata-atlantica

SP, RJ e MG terão a maior guerra por água na América do Sul, alerta S.O.S. Mata Atlântica.
Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais vão disputar de maneira cada vez mais feroz o “ouro do século 21”: a água. É o que afirma a ambientalista Malu Ribeiro, coordenadora da ONG S.O.S. Mata Atlântica. Com base em dados levantados pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela mostra que a atual crise de água no sistema Cantareira, em São Paulo, é apenas a ponta do iceberg do que pode vir por aí se não houver uma mudança na política de gestão dos recursos hídricos.
A recente proposta do governador de SP, Geraldo Alckmin, de captar água também na Bacia do Rio Paraíba do Sul, que nasce em solo paulista mas também percorre Minas Gerais e Rio de Janeiro, acirrou o debate na última semana. A seguir, a entrevista completa com a coordenadora da ONG S.O.S. Mata Atlântica.
Na Semana Mundial da Água, a necessidade de cuidar melhor dos cursos d’água do Brasil urge. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (19) pela Fundação SOS Mata Atlântica revelou que a maioria dos rios, córregos e lagos brasileiros apresenta baixa qualidade.
O estudo analisou a água de 96 cursos que correm por sete estados do sul e sudeste do Brasil, no bioma Mata Atlântica. O resultado? 40% deles têm qualidade ruim ou péssima, 49% estão em situação regular e, apenas, 11% podem ser considerados de boa qualidade. Não por coincidência, todos os rios e mananciais que foram aprovados no teste estão localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas.

9279 – Ciências Biológicas – O Vapor D’água


Em seu ciclo biogeoquímico, a água (H2O) passa pelos três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. Ao atingir o estado gasoso, essa substância forma o vapor d’água, um dos principais componentes do ar atmosférico, invisível, de forma e volume variáveis.
A água líquida passa para o estado de vapor através de dois processos diferentes: evaporação e ebulição. A primeira consiste numa vaporização lenta, sem agitação do líquido nem surgimentos de bolhas, ocorrendo na superfície do líquido. Já a ebulição, ao contrário, se trata de uma vaporização rápida, com agitação do líquido e surgimento de bolhas. Para iniciar o processo de ebulição, a água deve ser submetida a uma temperatura de 100 °C. Tais mudanças de estado ocorrem porque, ao fornecer energia térmica, aumentam-se o grau de agitação das partículas e a pressão interna, tornando as ligações mais instáveis entras as moléculas de água.
O vapor d’água é fundamental à manutenção das mais diversas formas de vida da Terra. Em primeiro lugar, a substância atua diretamente na regulação da temperatura da atmosfera do planeta, atenuando a incidência de raios infravermelhos na superfície. Além disso, o vapor d’água também é responsável pela precipitação das chuvas: a água dos rios, lagos, geleiras e oceanos evapora através da ação do sol, condensa-se (passa do estado gasoso para o líquido) nas camadas mais altas da atmosfera e dá origem às nuvens, que depois se precipitam em forma de chuva.
A quantidade de vapor d’água presente no ar atmosférico influi diretamente nas condições de saúde humana. A umidade relativa do ar, fator que varia conforme a presença de vapor d’água na atmosfera, atua diretamente na hidratação do aparelho respiratório e dos olhos, logo, baixos valores dessa substância pode causar alergias, ressecamento da pele e mucosas, epistaxe (sangramentos pelo nariz), crises de bronquite, asma, entre outras complicações.
Em contrapartida, quantidades muito elevadas de vapor d’água no ar podem causar mal estar em seres humanos. Isso ocorre porque, o organismo, para regular a sua temperatura, realiza a transpiração, que é um processo de perda de água para a atmosfera. Em dias de altos valores de vapor d’água na atmosfera, o suor produzido pela transpiração não evapora (pois o ar já está saturado), não havendo perda de calor para o ambiente.
Industrialmente, o vapor d’água é muito utilizado como meio de geração de energia. Isso porque, além de ser uma substância abundante e de baixo custo, a água em forma de vapor apresenta um elevado valor de energia por unidade de massa. Estão entre as principais aplicações do vapor d’água: reatores químicos, ferros de passar roupa, trocadores de calor, saunas, secadores industriais, etc.
Atividades que fazem uso de vapor d’água devem ser desenvolvidas com muito cuidado devido à alta suscetibilidade a queimaduras. Isso se deve ao elevado calor latente de vaporização da água, ou seja, a quantidade de calor que uma unidade de massa dessa substância necessita para passar do estado líquido para o estado gasoso. Daí o fato de queimaduras com vapor d’água serem mais danosas do que com a água líquida quente.

6960 – Mega Bloco Ciências Biológicas – Sem água é impossível a vida nos planetas


Como matéria constitutiva do organismo, a água adquire grande importância pelo fato de formar parte do protoplasma
em quantidade respeitável.
O corpo dos vegetais e animais contém uma elevada porcentagem de água, que pode alcançar até 90%.
Sua intervenção é indispensável nas reações fotossintéticas mediante as quais os organismos podem dispor direta ou indiretamente de energia. É necessária também como solvente das substâncias nutritivas e como agente para as transformações químicas das substâncias dentro do corpo. As plantas podem absorver unicamente as substâncias nutritivas minerais do solo em dissolução aquosa e apesar da maioria dos animais comer alimentos sólidos, a comida deve ser dissolvida antes de ser absorvida pelo sangue e tecidos.

A água atua como meio de transporte e de circulação no interior do organismo.
A água atua como agente regulador da temperatura dos vegetais e animais.
É necessária para a realização de importantes funções vitais.
Assim, o homem pode perder até 40% do peso do corpo, mas a perde de 10% de água já provoca graves transtornos e se for de 20% a pessoa sucumbe.

Em mil partes de um litro de água do mar, há 35 partes de sais e assim para os outros 2 tipos.
Na água do mar o cloro e o sódio são os ions mais abundantes.
Na água doce parada, os mais abundantes são os carbonatos e os íons de cálcio. Na água doce corrente são são os íons de cálcio e cloro.
A salinidade varia.

Água em Marte
A água em Marte é muito menos abundante que na Terra, encontrando-se no entanto presente nos três estados da matéria. A maior parte da água encontra-se aprisionada na criosfera (Permafrost e calotas polares), não estando portanto confirmada a existência de massas líquidas capazes de criar uma hidrosfera. Apenas uma pequena quantidade de vapor de água se encontra na atmosfera.
As condições atuais sobre a superfície do planeta não parecem suportar a existência, por grandes períodos, de água em estado líquido. A média da pressão e temperatura é muito baixa, levando ao imediato congelamento e consequente sublimação. Apesar disso, a pesquisa sugere que, no passado teria existido água em estado líquido suficiente para fluir sobre a superfície dando lugar ao aparecimento de grandes áreas semelhantes aos oceanos terrestres. No entanto, a grande questão permanece de saber como e onde a água se terá depositado.

Existem provas diretas da presença de água sobre ou sob a superfície, por exemplo, leitos, calotas polares, bem como as medições de espectroscópica, erosão de crateras ou minerais que apontaram para a existência de água líquida (exemplo, goethita). Conforme um artigo publicado no Journal of Geophysical Research, os cientistas estudaram o Lago Vostok na Antártica, concluindo que os mesmos fenómenos podem contribuir para demonstrar a existência de água líquida em Marte. Através de suas pesquisas, chegaram à formulação da hipótese de que se a existência do Lago Vostok antecedeu a glaciação perene, há uma elevada probabilidade de que este não possa congelar em toda a profundidade. Por tal motivo os cientistas estimam que se a água existia antes da formação das calotas polares de Marte, é provável que ainda se mantenha no estado líquido por baixo. Entretanto a NASA através da revista Science divulgou recentes descobertas de Fluxos de água em encostas quentes marcianas supostamente de alto teor salino, fator que impediria a congelação. Recentemente o robô Curiosity detectou indícios de água em marte.

☻Mega Humor

6797 – O Dia Mundial da Água


Quantas vezes você ouviu dizer que, se houvesse uma terceira Guerra Mundial, ela seria pela disputa por água? O cenário atual ainda não chegou a tal ponto, mas a realidade não é nada animadora. O que não faltam no mundo são locais onde as tensões e os jogos de poder se dão por conta do líquido precioso.
Atualmente, 11 países da África e 9 do Oriente Médio já não dispõem de água potável e precisam comprá-la de fora. O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estima que, em 15 anos, 3 bilhões de pessoas estarão vivendo em regiões que sofrem com falta d’água.
Saneamento básico, ao contrário do que o nome diz, é artigo de luxo: 45% da população mundial não têm acesso à água tratada. Por isso, 8,5 milhões de crianças morrem todo ano com diarréia e outras doenças causadas pela má qualidade da água. No Brasil, pelo menos 19 milhões de pessoas não têm água limpa para beber e metade dos brasileiros não sabe o que é coleta de esgoto em casa.
Mesmo assim, nos últimos 50 anos, o consumo de água por habitante dobrou e o desperdício atual é de cerca de 1,5 milhões de Km³ de água por ano. Veja no infográfico como temos tratado mal esse escasso recurso em uma cidade comum.
Se não mudarmos logo de atitude, talvez nem seja preciso haver uma guerra para que a existência da humanidade seja seriamente ameaçada. Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, faça alguma coisa para preservar esse bem tão precioso.

6239 – A Importância Ecológica da Água


É a substância mais abundante sobre a superfície da Terra pois ocupa 70%.
Por ter os oceanos uma extensão 2,5 maior que a terra firme, e por ser habitável em todas as profundidades, o mar constitui um espaço vital mais de 300 vezes maior que o terrestre.
A água tem um calor específico, calor latente de evaporação mais elevados que qualquer outra substância comum e apresenta um ponto de congelamente relativamente elevado. Oceanos e lagos gelam somente na superfície.
A água possui uma tensão superficial maior que qualquer das substâncias correntes, exceto o mercúrio, propriedade de grande importância ecológica, já que determina sua circulação no interior e através dos organismos. Assim como sua ascensão das camadas inferiores à superfície do solo.

5980 – Nutrição – A água que você “come”


Em média, um adulto perde cerca de 2,5 litros de água por dia, por meio do suor, da urina, das fezes e da respiração. Essa quantidade de água precisa ser reposta – mas não precisa ser apenas pela ingestão de água pura. Cerca de 1/3 da nossa água vem dos alimentos. A conta para saber quanta água ingerir é complexa. Primeiro, veja quanto você precisa tomar na tabela ao lado. Em seguida, multiplique seu peso por 30 ml (assim, se você pesar 60 quilos, por exemplo, deve tomar 1,8 litro de água pura por dia). A diferença que surge, para completar o valor da tabela, vem dos alimentos.
ÁGUA OCULTA
Até mesmo comidas secas, como pão, contêm água. Quando alguém ingere apenas esses alimentos, corre o risco de desidratar. Para saber se esse é o seu caso, observe a sua urina. Se ela exalar um cheiro forte e a coloração estiver amarelo- escuro, significa que está concentrada demais. Ou seja, falta água.
Quando você coloca um pedaço de bife para grelhar, ele solta líquidos e diminui de tamanho. Isso porque a água que havia nele foi evaporada. O mesmo acontece quando você coloca uma fatia de pão na torradeira. Em poucos minutos, ela diminui de tamanho porque a água foi expulsa.
O homem tem de 10% a 15% de água corporal a mais do que a mulher. Isso porque o percentual de gordura delas é maior, e a quantidade de gordura é inversamente proporcional à de água. Já bebês são os que mais carregam água no corpo. Ao nascerem, 80% de seu peso é água.
Quanto devemos ingerir por dia, conforme sexo e idade.

HOMENS

14-18 anos – 3,3 litros

19-70 anos – 3,7 litros

MULHERES

14-18 anos – 2,3 litros

19-70 anos – 2,7 litros
Frutas e verduras são os mais ricos em água (80% a 90%), porque a tiram diretamente do solo. Mas nós não ficamos muito atrás: de 45% a 75% do nosso peso é agua. Algumas partes têm mais do que outras. Pulmões e fígado são 86% água. Já o cérebro e o coração são apenas 75% de água.

5753 – Qual a função da água no corpo humano?


A água, que representa cerca de 70 por cento do peso de um homem, é indispensável à vida, pois exerce uma série de funções. Para citar apenas algumas: transporta alimentos, resíduos e sais minerais; lubrifica tecidos e articulações; conduz glicose e oxigênio para o interior das células; e regula a temperatura. Tudo isso é possível porque “a água é o solvente biológico universal, ou seja, permite que outros elementos reajam entre si, formando novos compostos”, explica um professor de Fisiologia da Santa Casa de São Paulo.

Um pouco +

Água, essência da vida

Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada ao consumo e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres vivos que a consomem, como animais e homens. A água, em condições normais de temperatura e pressão, predomina em estado líquido e aparentemente é incolor, inodora e insípida e indispensável a toda e qualquer forma de vida.
Essa água está disponível para toda a população, seja rural ou urbana, no ambiente rual não há o tratamento antecipado desse recurso, no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios são extremamente poluídos.
A água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos; calotas polares e geleiras representam 2,08%, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%.
Diante desses percentuais, apenas 2,4% da água é doce, porém, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida. Desse restrito percentual, uma grande parcela encontra-se poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.
Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água.
No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não tem acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.
A poluição é um dos maiores problemas da água potável, uma vez que diariamente os mananciais do mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos.
Nessa questão, quem mais sofre tais reflexos são as camadas excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

5615 – Mega Ecologia – Escassez de água potável no planeta


Pela primeira vez uma lei definirá critérios para racionamento de água no Brasil. Segundo o art. 21 do projeto de lei encaminhado ao Congresso, dispondo sobre o sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, nos casos de insuficiência de água para atendimento da demanda outorgada em corpo hídrico (rios, lagos etc.) de domínio da União, inclusive para diluição de efluentes líquidos em concentrações aceitáveis, e para dirimir ou prevenir conflitos entre usuários de água, o governo poderá declarar, em regime de racionamento, o corpo hídrico ou todos os corpos hídricos formadores de uma bacia hidrográfica, tais como rios, riachos, lagoas, lagos etc.
Poderá, igualmente, assegurar os usos prioritários que independem de outorga – atendimento às necessidades de pequenos núcleos populacionais, distribuídos no meio rural, e captações consideradas insignificantes – e restringir a captação de água e o lançamento de efluentes no corpo hídrico.
Segundo o projeto, a aplicação de uma ou mais medidas de racionamento, a cargo dos órgãos federal e estaduais com poder de outorga, deverá adequar-se aos critérios de racionamento instituídos pelo Comitê de Bacia Hidrográfica.
Caso não exista Comitê de Bacia Hidrográfica ou critério de racionamento instituído, o poder outorgante dará compensação financeira aos usuários atingidos pelo racionamento, mediante cobrança a maior dos usuários que ficaram de fora do racionamento.

 

5308 – Planeta Água – A Terra é azul


É azul porque tem 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos de água. Tomando apenas sua extensão de superfície, temos 70% mais água do que terra firme no planeta. O ciclo é perfeito e interminável: o Sol aquece o solo, os rios e os mares; então, o vapor sobe, agrega-se formando nuvens, daí cai em chuva, alimentando rios, lagos, represas e lençóis subterrâneos. É assim desde que o mundo é mundo, o que nos leva a pensar que água é um recurso natural abundante e inesgotável.
Apenas 2,7% desse 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos é de água doce, própria para consumo. Mais: dessa já pequena porcentagem, grande parte está congelada nas regiões polares. Somente 0,7% está escondida no subsolo e mísero 0,007% está na forma de rios e de lagos. Se pegarmos uma garrafa com 1,5 litro de água e a dividirmos proporcionalmente, como a encontramos no planeta, a quantidade de água doce disponível seria equivalente a uma única e insignificante gota. Para complicar as coisas, esse pouco que temos está cada vez mais poluído, especialmente nos grandes aglomerados urbanos. Cerca de dez milhões de pessoas morrem todo ano por causa do consumo de água contaminada.
Há 150 anos a possibilidade de escassez era coisa de malucos. Só que, no século 20, a população mundial triplicou. Mais gente quer dizer mais fábricas, mais desperdício e, principalmente, mais irrigação nas lavouras. Resultado: o consumo de água nesse período acabou aumentando seis vezes! De acordo com o Banco Mundial, cerca de 80 países, hoje, enfrentam problemas de abastecimento. “Mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a fontes de água de qualidade”, acrescenta Kofi Annan, secretário geral das Nações Unidas (ONU).
Nos países desenvolvidos, ocorre contaminação das águas por resíduos industriais e, principalmente, por nitratos de sódio, cálcio e potássio encontrados nos fertilizantes usados na agricultura. Esses nitratos, altamente cancerígenos, infiltram-se na terra e, com a ajuda da chuva, são carregados para rios, lagos e lençóis freáticos. Nos países menos desenvolvidos, a questão da água doce e limpa está relacionada ao desperdício, mas principalmente ao esgoto.
Para evitar a crise da água, serão necessárias doses de bom senso e muito dinheiro. Teremos de evitar o desperdício, interromper os processos poluidores e criar novas maneiras de captação, controle e distribuição. Em alguns países desenvolvidos, a água do esgoto é tratada e depois reaproveitada. No município americano de Orange County, onde fica a Disneylândia, a população bebe água de esgoto reciclada há mais de 20 anos. O mesmo acontece no Estado do Arizona, onde 80% do esgoto vai para as torneiras. De acordo com dados do Departamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional da Terra, o Japão reutiliza cerca de 80% de toda a água destinada à indústria. No noroeste da Índia, lençóis freáticos foram salvos com uma idéia barata – e pra lá de óbvia: poços no quintal para recolher água da chuva!
Na maioria dos países já existe consenso a respeito da cobrança pelo uso da água bruta – aquela que é captada sem tratamento, diretamente de rios, lagos ou represas. Há anos a França implantou essa política, cobrando a água bruta usada em irrigação, uso doméstico e industrial e, assim, tem minimizado seus problemas. O Japão cobra caro por toda a água tirada de seus reservatórios, tornando o reaproveitamento quase uma obrigação. Vale lembrar que na maioria dos países, inclusive no Brasil, paga-se pelo serviço de fornecimento da água, não pela água em si. Os críticos do esquema de cobrança, porém, alegam que os mais pobres são prejudicados com essa medida. Ou seja, podem até acontecer revisões nesse capítulo, mas, em países onde a falta de água potável é crítica, a cobrança está se tornando fundamental.

5214 – Água – Indispensável para a vida é também benéfica para a saúde


O alerta vem de médicos de diversos países, convencidos de que as pessoas não conhecem direito os benefícios desta santa fórmula, o H2O. Ela é simples, eficiente e sem contra-indicações. Basta seguir uma receita trivial – tome pelo menos oito copos de água por dia – e os efeitos aparecem no corpo inteiro, do cérebro aos intestinos e ossos. O difícil é descobrir algo que a água não faça dentro do organismo. Ela transporta nutrientes e oxigênio para as células, dissolve vitaminas e sais minerais dentro delas, ajuda a desintoxicar os rins, dá flexibilidade aos músculos, lubrifica as juntas ósseas e refrigera o corpo ao expulsar pela pele o suor aquecido. Perder apenas 20% dos 40 ou 50 litros do volume total de água do corpo pode ser mortal. A sede já é sinal de desidratação. E, se você não beber água, podem aparecer sintomas mórbidos. Eles surgem no cérebro, que é 74% líquido. Se ele começa a secar, você sente dor de cabeça, moleza e um pouco de confusão mental. Já o sangue, que contêm 83% de H2O, engrossa, elevando a pressão. E o apetite também desaparece. Portanto não perca tempo: encha a cara de água.