9224 – Biologia Marinha – Ciência desvenda nado das águas-vivas


agua viva

A medusa-da-lua, um tipo comum de medusa (ou água-viva), costuma ser vista como um invasor ecológico, um estorvo para os nadadores ou algo pior. Uma explosão populacional das medusas-da-lua no mês passado entupiu as entradas de água de uma usina nuclear sueca, levando ao seu desligamento.
A medusa, que pode ter de 5 a 38 cm de diâmetro, causa tanta preocupação que engenheiros na Coreia do Sul desenvolveram robôs marítimos ambulantes para destruí-las.
Mas alguns pesquisadores se interessaram por outro aspecto dessas bolhas altamente bem-sucedidas. Elas podem ser os mais eficientes nadadores do planeta.
Brad Gemmell, do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, em Massachusetts, e outros cientistas analisaram o movimento das medusas como parte de um projeto financiado pela Marinha, examinando aquilo que Gemmell descreveu como “propulsão não tradicional”.
Os cientistas usaram uma nova forma de calcular a energia, chamada “custo de transporte”, que levou em conta o que acontecia durante as duas fases do movimento de natação da água-viva.
Na primeira fase, o animal contrai sua cavidade gastrovascular (o celêntero) e empurra a água sob ele, impulsionando-se para frente. Aí, ele volta à sua forma original e torna a se encher de água.
Estudos anteriores haviam demonstrado que a medusa recebia um segundo impulso durante a fase de descanso e reenchimento, mas não haviam calculado o gasto energético do animal durante esse período. Ocorre que a medusa não estava realmente fazendo nenhuma atividade nessa fase.
Em vez disso, o tecido elástico do celêntero funcionava como uma cinta de borracha, devolvendo sua forma original. Essa ação produzia sob a medusa um movimento de turbilhão, o que a impulsionava para frente.
O estudo mostrou que o empurrão secundário era responsável por cerca de 30% da distância percorrida pela água-viva e funcionava mesmo com águas-vivas anestesiadas que eram empurradas na água. A fase de recuperação e seu “coice” eram puramente mecânicos. “É isso que as torna tão eficientes do ponto de vista energético”.
A descoberta oferece algumas ideias sobre propulsão que poderiam ser úteis para a Marinha.
Esse tipo de propulsão com baixo gasto energético e alta eficiência não alimentaria nenhum tipo de embarcação oceânica veloz e com manobras ágeis, mas poderia ser útil para aparelhos de monitoramento que precisam manter sua posição ou se deslocar lentamente.

9056 – Curiosidades – O que são Cubozoários?


cubozoarios2

São “águas-vivas” com um sino cúbico, corpo transparente e incolor; seus tentáculos são altamente venenosos. A espécie Chironex fleckeri é conhecida como vespa do mar.
São animais do filo Cnidaria e da classe Cubozoa, possui aproximadamente 20 espécies e apenas 4 registradas em costas brasileiras. Geralmente habitam mares tropicais e temperados, predominantemente no Oceano Pacifico, na Grande Barreira de Recifes da Austrália. São considerados bons nadadores, chegam até 30 cm de comprimento (sino, ou o corpo do animal) e 2 metros de tentáculos, sendo um dos animais mais venenosos do mundo.
Sua morfologia é composta por uma umbrela em forma cúbica ou quadrática não recortada (daí o nome cubozoários); os tentáculos (chamados de pedálios) são inseridos em projeções da umbrela. Estes animais apresentam uma estrutura chamada de ropálio, que é equivalente aos olhos – algumas espécies podem apresentar mais de 20 ropálios, que são unidos por um anel nervoso no pólipo. Cada grupo de ropálios pode ter dois tipos de estruturas: uma no qual possuem fossas que detectam a luz (muito semelhante aos outros cnidários) e olhos parecidos com olhos humanos extremamente complexos, dotados de lente, retina e córnea.
Geralmente são solitários, mas sua reprodução é sexuada, sem estrobilização. O macho libera o espermatozoides por meio de um tentáculo, no ventre da fêmea. Então ela produz ovos que são liberados no mar. Os ovos tornam-se plânulas e depois pólipos. Cada pólipo produz uma única medusa por metamorfose completa. Na fase inicial o pólipo que origina a medusa chega a 1 mm de altura, solitário e séssil, a partir daí eles germinam novos pólipos, que se desprendem e se movem lentamente.
A alimentação se inicia no tentáculo quando a presa é segurada pela cnidas, que injetam enzimas proteolíticas na presa. Quando os cubozoários levam a presa para seu interior, começa a digestão através de proteases que digerem até que a presa se torne uma mistura de sucos e fragmentos.
Acidentes com estes animais são extremamente graves, pois o veneno tem poder de matar 60 pessoas adultas em 3 minutos. Os sintomas podem variar, como por exemplo: dermatite, aparição de herpes, náuseas, vômitos convulsivos, pressão arterial extremamente alta, erupções, edemas, etc.
Existem algumas formas de amenizar os efeitos do veneno: lavar com água do mar para retirar os tentáculos aderidos; para desativar os nematocistos é indicado o uso de amoníaco ou bicarbonato diluído que são encontrados no vinagre e na urina; colocar algo muito frio ajuda aliviar a dor. Deve-se evitar esfregar ou colocar gelo no local afetado, bem como lavar com água doce ou álcool.

cubozoarios

8509 – Biologia Marinha – Porque a água viva queima?


Também conhecida como medusa, ela possui células, chamadas cnidócitos, dotadas de filamentos que injetam toxinas na pele das pessoas, produzindo a sensação de queimadura.
“Ao menor contato, a água-viva dispara filamentos como se fossem um tiro à queima-roupa”. As toxinas usadas para defesa e captura de suas presas variam de uma espécie para outra, mas geralmente há combinação de substâncias paralisantes, necrosantes e destruidoras de glóbulos vermelhos. O grau da queimadura também depende da espécie e da região da pele onde ocorre o contato.

A mais perigosa água-viva do planeta está no litoral australiano:
Locais como o dorso da mão, coxas, abdome e a face são muito mais sensíveis. No Brasil não há registro de morte causada por medusas, mas as queimaduras provocadas pela espécie Chironex fleckeri, conhecida como “vespa-do-mar” e comum nas costas da Austrália, podem matar.