13.503 – Mega Bomba da Segunda Guerra Mundial


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Recentemente, dois construtores alemães encontraram na cidade de Frankfurt uma bomba lançada pela aviação britânica na Segunda Guerra Mundial. A megabomba, de 1,4 toneladas, não explodiu durante o conflito e representava uma séria ameaça para os habitantes da região, que tiveram que ser evacuados para desativar o artefato com segurança.
Durante a operação, mais de 50 mil cidadãos foram obrigados a deixar seus lares, inclusive 100 pacientes internados em hospitais da região, que tiveram que ser transferidos para outros centros de atendimento. O esquadrão responsável pela desativação advertiu que se a bomba explodisse espontaneamente, ela seria capaz de destruir uma rua inteira.
Calcula-se que na Alemanha ainda existam mais de 350 artefatos explosivos, os quais, depois de serem lançados na guerra, não chegaram a explodir. Os especialistas advertem que as bombas se tornam mais instáveis ao longo do tempo, por isso é imprescindível localizá-las e desativá-las controladamente para evitar mortes.
O país também conta com um corpo especializado nesses procedimentos, o  (KMBD), que, desde 2000, perdeu 11 técnicos em acidentes ocorridos durante a remoção de bombas.

11.485 – Mega Biografia – Anne Frank (12-06-1929 – 12-03-1945)


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Origem: Alemanha, Holanda
Nascida em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha, Anne Frank morou em Amsterdã durante a Segunda Guerra Mundial. Fugindo da perseguição nazista aos judeus, a família se escondeu por dois anos. Durante essa época, Frank escreveu sobre suas experiências e desejos. Ela tinha 15 anos quando sua família foi encontrada e enviada ao campo de concentração, onde ela morreu. Sua obra “O Diário de Anne Frank”, já foi lida por milhões de pessoas.
A vítima do Holocausto Anne Frank nasceu Annelies Marie Frank em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Sua mãe foi Edith Frank e seu pai, Otto Frank, um tenente do exército alemão durante a Primeira Guerra, tornando-se depois um homem de negócios na Alemanha e na Holanda. Frank também teve uma irmã chamada Margot, três anos mais velha.
Os Frank eram uma família de classe média alta que morava em um bairro quieto e religioso de Frankfurt. Porém, Anne nasceu em uma época de mudanças na sociedade alemã, que logo iriam interromper a felicidade e a tranquilidade de sua família e de todos os judeus alemães.
No início dos anos 20, a economia da Alemanha estava em péssimas condições, devido ao Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e impôs muitas sanções ao país. Em 1933, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, antissemita e liderado por Adolph Hitler, tomou o controle do governo.
A família de Anne Frank se mudou para Amsterdã em 1933, e seu pai se tornou o diretor da Dutch Opekta Company. Lá, eles se sentiram novamente livres. Durante o resto da década de 30, Anne viveu uma infância relativamente normal, com muitos amigos, de diversas etnias e religiões.
Mas isso iria mudar em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. Em 10 de maio de 1940, o exército alemão invadiu a Holanda, derrotando as forças holandesas apenas após alguns dias de combate. Os holandeses renderam-se em 15 de maio de 1940, e Anne escreveria em seu diário: “Após maio de 1940, os bons momentos eram raros; primeiro tinha a guerra, depois a rendição e então a chegada dos alemães, que foi quando os problemas começaram para os judeus”.
No começo de outubro de 1940, os ocupantes nazistas impuseram medidas antissemitas na Holanda. Os judeus eram obrigados a usar uma estrela amarela de Davi o tempo todo e obedecer a um toque de recolher. Eles também foram proibidos de serem donos de negócios, por isso Otto deu o controle de sua empresa a dois sócios cristãos. Frank e sua irmã foram transferidas a uma escola judia.
Em 12 de junho de 1942, Anne ganhou um diário pelo seu aniversário de 13 anos, e ela escreveu suas primeiras palavras do texto, endereçadas a uma amiga imaginária chamada Kitty: “Espero que eu possa confiar tudo a você, como eu nuca confiei a ninguém, e eu espero que você seja uma fonte de conforto e apoio”.
Semanas depois, em 5 de julho de 1942, Margot recebeu uma convocação para se reportar a um campo nazista na Alemanha. No dia seguinte, toda a família foi se esconder em quartos improvisados em um espaço vazio atrás da empresa de Otto. Eles foram acompanhados do sócio de Otto Hermann van Pels, sua esposa, Auguste, e seu filho, Peter. Alguns empregados de Otto se encarregavam da comida e de levar informações sobre o mundo exterior.
As famílias passaram dois anos escondidas, sem pisar os pés para fora do local. Para passar o tempo, Anne escrevia textos extensos em seu diário. Em alguns, ela colocava para fora todo o seu desespero de estar confinada. “Cheguei ao ponto no qual eu não me importo em viver ou morrer”, ela escreveu em 3 de fevereiro de 1944. “O mundo irá continuar girando sem mim, e eu não posso fazer nada para mudar os acontecimentos”.
Além do diário, Anne tinha um caderno no qual anotava citações de seus atores favoritos, histórias originais e o começo de um romance sobre o seu tempo na Secret Annex, como chamavam o local do esconderijo.
Ida ao campo de concentração
Em 4 de agosto de 1944, um oficial da polícia secreta alemã acompanhado por quatro nazistas holandeses arrombaram o Secret Annex, prendendo todos que ali estavam escondidos. Eles foram denunciados anonimamente e até hoje a identidade do traidor permanece desconhecida. Todos foram encaminhados ao campo de concentração Westerbork, em 8 de agosto de 1944. Após, foram transferidos para Auschwitz, na Polônia, no meio da noite de 3 de setembro de 1944. Quando chegaram, mulheres e homens foram separados, e foi a última vez que Otto viu sua mulher e filhas.

Morte por tifo
Após meses de trabalho duro, Anne e Margot foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, na Alemanha. Sua mãe não foi autorizada a ir junto e, um tempo depois, adoeceu e morreu, em 6 de janeiro de 1945. No campo, a comida era escassa e a higiene péssima. Tanto Anne quanto sua irmã contraíram tifo e morreram com um dia de diferença, em março de 1945. Ela tinha apenas 15 anos, e foi apenas uma das mais de um milhão de crianças judias que morreram no Holocausto.
Otto Frank foi o único membro da família a sobreviver. Ao final da guerra, ele retornou para sua casa em Amstedã, procurando desesperadamente por notícias de sua família. Em 18 de julho de 1945, ele encontrou duas irmãs que conviveram com Anne e Margot em Bergen-Belsen e que repassaram a trágica notícia.

Diário encontrado
Quando Otto retornou para Amsterdã, ele encontrou o diário de Anne, que foi guardado pela sua amiga Miep Gies. Ele teve forças para lê-lo e ficou surpreso com o que descobriu. “Foi-me revelada uma Anne completamente diferente da filha que eu perdi”, ele escreveu em uma carta para sua mãe. “Eu não tinha ideia da profundidade de seus pensamentos e sentimentos”.
Ele publicou, em 1947, algumas seleções do diário da filha em um livro chamado “The Secret Annex: Diary Letters from June 14, 1942 to August 1, 1944”. “O Diário de Anne Frank”, como foi intitulado depois, já foi publicado em 67 línguas. Incontáveis edições, assim como adaptações para o teatro e o cinema, foram realizadas ao redor do mundo, e o livro permanece um dos mais lidos sobre a experiência dos judeus durante o Holocausto.
Apesar de ser uma história trágica, o livro é também uma história de fé, esperança e amor. Em uma passagem, ela escreve: “Eu vejo o mundo sendo transformado em uma selva; eu ouço a chegada de um trovão que, um dia, irá nos destruir também. Eu sinto o sofrimento de milhões. Ainda assim, quando eu olho para o céu, eu sinto que, de alguma forma, tudo irá mudar para melhor, que essa crueldade irá acabar e que a paz e a tranquilidade irão retornar”.
Em 2009, o Anne Frank Center USA lançou uma iniciativa chamada “Sapling Project”, plantando mudas de uma árvore de castanha de 170 anos que Anne amava, em 11 nações do mundo.

10.736 – Essa não!! Ele voltou…- Alemanha “reconstrói” Muro de Berlim para comemorar 25 anos da unificação do país


Marreta nele
Marreta nele

Durante 30 anos, o muro que dividia Berlim em dois representava a tensão da Guerra Fria. Não era apenas a capital alemã que estava partida em dois. O mundo se dividia entre países socialistas, encabeçados pela União Soviética, e capitalistas, ao lado dos Estados Unidos. Em novembro de 1989, com o fim da Guerra Fria, a separação da União Soviética e a predominância dos EUA, o muro foi derrubado. Mas agora, 25 anos depois, ele será reconstruído.
Mas, calma, isso não significa a volta da Guerra Fria e muito menos a transformação da Alemanha em um país comunista. A reconstrução do muro será simbólica: em vez de arames, concreto e vigilância militar, ele será feito de balões de luz. Isso aí. 8 mil balões vão dividir a capital alemã em dois, seguindo a mesma linha do muro, por 16 km.
A ideia de reerguer a barreira foi do artista Christopher Bauder e do cineasta Marc Bauder. Os balões vão cruzar Berlim do dia 7 ao dia 9 de novembro. Ao longo da linha, serão projetadas imagens que mostram como era a Alemanha na época da Guerra Fria e contam histórias de pessoas que tiveram suas vidas separadas pelo muro.
Voluntários também poderão escrever mensagens nos balões biodegradáveis da Lichtgrenze (alemão para “fronteira de luz”) e depois soltá-los no ar.

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9963 – Hitler – Explicando o Inexplicável


Suástica, símbolo do Nazismo
Suástica, símbolo do Nazismo

A ordem foi a de levar para campos de concentração e exterminar todos os judeus e comunistas encontrados pela Rússia. Pouco tempo depois, a mesma diretiva passou a valer para todos os judeus da Europa. Milhões deles – principalmente mulheres e crianças – encontraram seu fim em câmaras de gás.
Em linhas gerais, a história de como ocorreu o maior genocídio da história é bastante conhecida. Mas mesmo os estudiosos no assunto gaguejam ao tentar explicar por que Adolf Hitler, o homem por trás de toda essa tragédia, tinha objetivos tão vis e como pôde levar uma nação inteira junto com ele.
Há dois aspectos assustadores que logo vêm à cabeça de quem tenta estudar a origem de Hitler. O primeiro é como alguém que foi um completo fracasso até os 30 anos de idade pode ter ascendido até se tornar um homem com poder para matar milhões e deixar a Europa em ruínas. O segundo é descobrir qual a origem de tanto ódio. “Hitler era obcecado pelo anti-semitismo. A questão é saber por quê”, afirma Browning. A tarefa se torna especialmente complicada porque Hitler eliminou vários dos documentos que poderiam jogar alguma luz sobre o assunto. Segundo William Patrick Hitler – filho do meio-irmão do ditador – seu meio-tio teria lhe dito: “Ninguém deve saber de onde venho”.
A história começa antes mesmo do nascimento de Hitler, com a teoria de que ele próprio poderia ter sangue judeu. Seu avô paterno é desconhecido. Segundo Hans Frank, o advogado do Partido Nazista que investigou a história em 1930, Maria Schicklgruber, avó de Hitler, trabalhava como empregada doméstica na casa de uma família judia na época em que ficou grávida do pai do ditador em 1937. A história oficial diz que o avô de Hitler era Johann Georg Hiedler, um dono de moinho com quem Maria se casaria cinco anos depois. Mas Frank teria descoberto um detalhe estranho: os patrões judeus pagaram uma pensão alimentícia à criança até ela completar 14 anos e trocaram cartas com Maria nas quais indicam que o responsável pela gravidez era o filho mais novo da família. Hitler, ao receber o relatório de Frank, teria lhe fornecido outra explicação: seu pai era filho de Georg Hiedler, mas sua avó fez a família judia acreditar que era responsável pela gravidez, só para obter a pensão. Em outras palavras: o líder nazista preferiu acusar sua avó de chantagem sexual a admitir que pudesse ter sangue judeu.
Apesar do alvoroço que a história causou ao vir a público em 1953, não existe nenhum documento que a comprove. É difícil que algum dia ela se confirme: a região da Áustria onde esses fatos teriam ocorrido foi totalmente destruída pela guerra, talvez por ordem do próprio Hitler. “Essa história não comprovada foi usada como pedra angular para explicar a origem do anti-semitismo de Hitler”, afirma o jornalista americano Ron Rosenbaum, autor do livro Para Entender Hitler, uma análise das diversas teorias já feitas sobre o ditador. Muitos propuseram que o ódio contra os judeus fosse a forma de eliminar de dentro de si mesmo a dúvida sobre suas origens, mas essa permanece como apenas uma das muitas possíveis explicações para a obsessão do ditador.
Há quem ressalte, por exemplo, o trauma que Hitler teria sofrido aos 18 anos, em 1907, quando Klara, sua mãe, morreu de câncer. O jovem Adolf teria culpado o médico da família, um judeu, e tentado anos depois eliminar o que chamava de “câncer do sionismo”. Outros atribuem o anti-semitismo aos eventos ocorridos meses depois em Viena, quando Hitler foi rejeitado pela Academia de Artes Gráficas. Ele, um aspirante a pintor sem nenhuma instrução formal em arte, teria ficado revoltado contra os judeus que trabalhavam no setor artístico da cidade. Há até a história, defendida pelo caçador de nazistas criminosos de guerra Simon Wiesenthal, de que a demência de Hitler tivesse origem em uma suposta sífilis, contraída de uma prostituta judia durante seus anos na capital austríaca.
Nenhum terreno rendeu tantas explicações para o ódio de Hitler quanto sua sexualidade. Todos os tipos de deturpações e orientações sexuais já foram atribuídos ao Führer – “líder” em alemão – sem que ninguém saiba ao certo qual era o problema. “É raro encontrar um pesquisador de Hitler que não faça do segredo sexual uma variável oculta da psique de Hitler”, afirma Ron Rosenbaum. A acusação mais recente é a de que Hitler foi um homossexual. Muita gente já suspeitava, mas a hipótese só se tornou séria em 2001, com a publicação de O Segredo de Hitler, do historiador alemão Lothar Machtan.
O ódio de Hitler contra os judeus, apesar de mais radical que a média, não era nada de novo nem de estranho na Europa daquela época. “Hitler assimilou o clima político da Áustria e começou a culpar vários elementos, particularmente os judeus, pela sua própria frustração. Após ir para a Primeira Guerra, ele começou a achar que poderia ter um papel político”, afirma o historiador Richard Breitman, da Universidade Americana, em Wa-shington, Estados Unidos.
Hitler dizia que os anos passados na Primeira Guerra foram os melhores de sua vida. Em 1914, assim que começaram os conflitos, ele se alistou no Exército alemão e, apesar de trabalhar atrás das trincheiras como mensageiro, conseguiu condecorações por bravura raras para o seu posto. Em 1918, um ataque com gás o levou, parcialmente cego, ao hospital, onde recebeu a notícia de que a guerra havia acabado. Uma revolução havia tomado o país no momento em que o Exército alemão sofria derrotas no campo de batalha. Instaurou-se a República de Weimar – em 1918 – e se assinou um misto de armistício e rendição que impunha duras condições à Alemanha. Para Hitler, foi uma traição. Nesse momento, ele afirma ter tido a visão que o fez seguir carreira na política. Deveria tomar como missão vingar a Alemanha contra a “punhalada nas costas” que tinha tomado dos políticos, muitos deles judeus, que proclamaram a república. “Era uma mentira óbvia, mas uma mentira que Hitler usou como veículo para chegar ao poder”, afirma Rosenbaum.

A obsessão do Führer por suas obras
Um orador que se contorcia no palco, cercado de bandeiras gigantescas, músicas e enormes batalhões com movimentos coreografados – basta ver os comícios de Hitler para perceber que havia ali algo mais do que simples política. Não é à toa que o arquiteto nazista Albert Speer, a pessoa mais próxima de Hitler durante seus anos no poder, tenha afirmado que, para entender o Führer, era preciso perceber que ele se via, acima de tudo, como um artista. O costume vinha do berço: Hitler estudou piano e canto quando criança e, aos 18 anos, tentou ingressar na Academia de Artes Gráficas de Viena, Áustria.
Foi recusado duas vezes – segundo os críticos, seus trabalhos não tinham vida nem originalidade. Mesmo assim, sobreviveu por seis anos vendendo na rua suas pinturas, que continuou a fazer mesmo nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
Rejeitado pela academia, resolveu aplicar seu estilo na política. Tomou como símbolo do movimento a cruz suástica – um dos sinais mais fortes e antigos da humanidade, utilizado por centenas de etnias ao redor do mundo. Participou do desenho dos uniformes, insígnias, bandeiras e prédios nazistas. Talvez o único assunto que o obcecasse mais que o ódio aos judeus fosse a arquitetura – e nesse ponto seu estilo era muito particular. Considerava as artes modernas “degeneradas” e tentava retomar a grandiosidade que via nos estilos clássicos, com edifícios tão grandiosos quanto as pirâmides egípcias. Seus prédios deveriam demonstrar a superioridade que atribuía ao povo alemão. Um auditório para seus discursos abrigaria 17 vezes mais pessoas que a Basílica de São Pedro, em Roma. Projetou também um Arco do Triunfo 70 metros mais alto que o de Paris. Caberia a esses edifícios manter viva a imagem de Hitler: os materiais usados deveriam, milênios depois, deixar ruínas tão impressionantes quanto as romanas. Nenhuma dessas obras monumentais saiu do papel, o que, para muitos, é um sinal de que a verdadeira arte de Hitler não estava na construção, mas sim na destruição.

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A trajetória de Hitler, da infância à destruição da Europa
1889 – Adolf Hitler nasce na pequena cidade de Braunau am Inn, na Áustria. Seu fraco desempenho escolar o faz abandonar o colégio com 16 anos e seguir pouco depois para Viena com o intuito de estudar pintura
1914 – O início da Primeira Guerra Mundial o impele a se alistar na infantaria alemã. Mesmo condecorado duas vezes por bravura, é tido como inapto para promoção por não demonstrar liderança. Acaba no hospital depois de sofrer um ataque com gás
1918 – Ainda no Exército, recebe a missão de vigiar grupos extremistas em Munique e acaba se tornando o 55º integrante de um deles. Seus discursos fazem com que, cinco anos depois, o movimento passe a reunir 55 mil membros
1923 – Proclama sem sucesso uma revolução contra o governo e acaba na prisão, onde escreve seu livro Minha Luta. Cumpre apenas dez meses de reclusão e reorganiza o partido, que nove anos depois se torna o maior do Parlamento
1932 – Hitler concorre à presidência, é derrotado por Paul von Hindemburg e começa a perder força política. Mas, dez meses depois, manobras nos bastidores forçam Hindemburg a dar a ele o controle do governo, no cargo de chanceler
1933 – Um atentado incendeia o prédio do Parlamento. Hitler aproveita a oportunidade para suspender direitos civis e prender inimigos políticos. Nos meses seguintes, ganha o direito de promulgar leis e fecha todos os partidos e organizações não-nazistas
1934 – Hindemburg morre, Hitler assume também o cargo de presidente e consolida de vez seu poder. Aproveita o impasse nas relações internacionais para armar seu Exército, reocupar territórios perdidos durante a Primeira Guerra Mundial e anexar a Áustria
1939 – Depois de invadir a Tchecoslováquia, Hitler avança sobre a Polônia e dá início à Segunda Guerra Mundial. Menos de dez meses depois, França, Holanda, Noruega, Dinamarca, Bélgica e Luxemburgo já estão sob domínio alemão
1941 – Hitler ordena o assassinato em massa de judeus e invade a Rússia. O fracasso desse ataque abre espaço para a contra-ofensiva soviética e para que britânicos, americanos e seus aliados comecem a retomar os territórios ocupados
1945 – Mesmo acuado, Hitler se recusa a colocar seu Exército na defensiva, tenta ataques desesperados e perde cada vez mais territórios. Com os russos nas redondezas de Berlim, suicida-se e ordena que seu corpo seja incinerado.

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Os pensamentos que levaram ao genocídio
1 – A história é uma disputa entre raças, na qual as mais fortes tendem a derrotar as mais fracas. Assim como na evolução das espécies, apenas as raças mais “aptas” sobrevivem.
2 – As grandes civilizações da história desapareceram porque deixaram que seu sangue se misturasse ao de outras raças. A miscigenação é a causa da decadência das culturas.
3 – Judeus são a mais inferior das raças, mas com um incrível instinto de autopreservação. São como parasitas: usam o poder do dinheiro e do capital internacional para se espalhar pelo mundo, infectar e destruir as raças puras.
4 – O marxismo é uma estratégia judaica para dominar o mundo. Com ele, os judeus destruíram a Rússia e pretendem “infectar” outros povos, causando sua destruição. Cabe aos arianos, a raça mais superior, eliminar essa ameaça.
5 – Para se desenvolver, os alemães precisam de um grande território. As outras raças da Europa devem ser eliminadas para que os arianos possam prosperar sem risco de miscigenação.
6 – O Estado deve empreender essas missões, mas não de forma democrática. É preciso um líder genial, moldado para essa tarefa, que leve os alemães à expansão e à luta contra os judeus.

Um dos principais fatores para a ascensão de Hitler era a paixão de seus discursos, capaz de levar ouvintes às lágrimas. Uma amostra de sua retórica, de sua capacidade de sofismar, de costurar uma argumentação capciosa a fim de fortalecer seus pontos está no trecho abaixo, retirado de um pronunciamento de 1927, feito em Nuremberg
Se alguém o chamar de imperialista, pergunte a ele: Você não quer ser um? Se disser que não, então nunca poderá ser pai, porque aquele que tem um filho precisa se preocupar com o pão de cada dia. Mas, se você fornece o pão de cada dia, então é um imperialista. O nosso objetivo deve ser formar uma semente que irá crescer constantemente, ganhando energia e força para o grande objetivo. Àquele a quem os céus deram a grandeza de decidir, eles também deram o direito de dominar.