7972 – Telescópios – As Janelas para o Céu


Diagrama do Telescópio

Dia 25 de agosto de 1609. No alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelavam-se, curiosos, em torno da última criação de um matemático de Pisa já conhecido por suas invenções e excentricidades: um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Olhando através dele, os edifícios do outro lado da praça, a mais de trinta metros, pareciam estar ao alcance das mãos. Foi assim que Galileu Galilei (1564-1642) apresentou ao mundo “a maravilha do século XVII” — o telescópio. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras. Ele viu mais: “Eu observei a natureza e o material da Via Láctea. Ela não passa de um aglomerado de estrelas, agrupadas em nuvens.”
O Universo conhecido hoje já ultrapassou os limites da Via Láctea. O homem aprendeu a “enxergar” a “luz invisível”, como os raios infravermelho, gama e ultravioleta. Assim, pôde vasculhar regiões cósmicas que estão a bilhões de anos-luz. Os limites continuam se ampliando: nos próximos cinco anos, a capacidade de observação vai quase triplicar, tal é o número de instrumentos novos em construção.
Foi Galileu quem criou o primeiro telescópio, mas não foi só dele a idéia original. Em 1608, o fabricante de óculos alemão Hans Lippershey (1570-1619) trabalhava em sua oficina na Holanda quando um aprendiz mostrou ao mestre o que descobrira: olhando através de duas lentes, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. E mandou um recado ao sábio italiano sobre a invenção. Galileu aprimorou muito a engenhoca holandesa e usou-a para examinar o céu pela primeira vez. Nunca tomou a iniciativa de revelar quem era o seu “ajudante secreto”.
Os primeiros telescópios refratores (que usavam lentes para desviar e concentrar a luz) tinham um problema: os raios que passavam pela borda das lentes deformavam a imagem. Em 1668, o matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) mudou o plano de construção dos instrumentos (veja ilustração ao lado), substituindo suas lentes por espelhos, que concentram a luz sem distorcer a imagem. Nascia assim o primeiro instrumento refletor.
Para “enxergar” longe, um telescópio tem de captar muita luz — ou seja, quanto maior, melhor. A corrida em busca de luz começou ainda no século XVIII, com William Herschel. No século XIX, a vedete era o Leviatã, na Irlanda. No início deste século, com o telescópio de Monte Wilson, esses instrumentos ganharam o status de olhos voltados para o Universo.
A partir da década de 40, o tamanho perdeu terreno para as novas tecnologias eletrônicas na determinação do alcance do instrumento.Captar imagens do Universo distante é sempre um desafio, principalmente daqui da superfície do planeta. É que a atmosfera terrestre funciona como um filtro que atrapalha a passagem de parte dos raios X, gama, ultravioleta e infravermelho. Além disso, a turbulência do ar desvia a luz visível e distorce as imagens. Resumindo: vencido o desafio de captar mais luz, o problema é conseguir a maior resolução, isto é, a maior nitidez possível.
A solução foi lançar telescópios acima da atmosfera — o que só se tornou possível a partir da era espacial, na década de 60. O mais ambicioso de todos os projetos nessa área é o Telescópio Espacial Hubble.
Mas a chegada dos telescópios orbitais não tirou da jogada os instrumentos de superfície. Ao contrário: o aceleradíssimo ritmo da tecnologia eletrônica coloca os telescópios com os pés cada vez mais firmes no chão. Um equipamento dessa classe custa bem menos que os dois bilhões de dólares gastos para colocar o Hubble em órbita. Assim, no mesmo ano de lançamento do Hubble, era inaugurado, no Chile, o primeiro telescópio inteligente, o NTT.
E novas janelas para o Universo já começam a ser abertas, com complexos instrumentos. Como o VLT, com uma resolução de imagem suficiente para distinguir um objeto do tamanho de uma bola de tênis a 36 000 quilômetros de distância. O VLT terá quatro espelhos de oito metros cada um, com capacidade equivalente à de um único espelho de dezesseis metros de diâmetro — um prodígio, já que o maior espelho em uso hoje, o do Keck, tem dez metros.

O Leviatã
O maior telescópio do século XIX foi construído na Irlanda, pelo astrônomo William Parsons Rosse (1800-1867). Com um espelho de 1,80 metro de diâmetro e mais de dezesseis metros de altura, foi apelidado de Leviatã. Levou três anos para ser montado entre duas paredes de pedra, na atual cidade de Parsonstown, e entrou em operação em 1845. Apesar de desajeitado, instalado num local de condições climáticas pouco favoráveis à observação, esse instrumento revelou a estrutura em espiral de alguns objetos cósmicos que, hoje se sabe, são galáxias. O Leviatã foi desmontado em 1908.

Monte Wilson
Com um espelho de mais de 2,50 metros de diâmetro, o grande telescópio refletor Hooker foi construído pelo astrônomo americano George Hale (1868-1938) e entrou em operação em 1917, no Monte Wilson, Califórnia, Estados Unidos. Foi nesse instrumento que outro americano, Edwin Hubble (1889-1953) percebeu que as chamadas nebulosas espirais, descobertas no século XIX, eram, na verdade, outras galáxias fora da Via Láctea. O Hooker manteve a posição de maior refletor do mundo até 1948, quando o próprio Hale construiu o telescópio de Monte Palomar, com um espelho de cinco metros.

7850 – Astronomia – Observatório acha sinal mais antigo de água no Universo


A inauguração do mais poderoso conjunto de radiotelescópios do mundo ontem, no Chile, aconteceu do jeito que os pesquisadores gostam: com resultados científicos espetaculares. Entre eles, a detecção da mais antiga evidência de água no Universo.
O sucesso sem precedentes na observação de 26 galáxias distantes obtido pelo Alma (Conjunto Milimétrico/submilimétrico do Atacama, na sigla em inglês) foi apresentado em um trio de estudos publicados no “Astrophysical Journal” e na “Nature”.
O sinal de água foi encontrado em uma galáxia a 12 bilhões de anos-luz daqui.
Como se sabe, quanto mais longe está um objeto, mais antiga é a luz que detectamos dele. Ou seja, ver um objeto a 12 bilhões de anos-luz daqui implica que estamos vendo o que ele era 12 bilhões de anos atrás –quando o Universo tinha “apenas” 1,7 bilhão de anos.
A descoberta confirma a expectativa de que os elementos necessários à vida –dos quais a água seja talvez o mais importante– já estavam disponíveis em quantidade razoável na época em que o Cosmos era apenas um bebê.
As galáxias observadas são de um tipo especial, particularmente prolífico em converter enormes massas de gás em estrelas centenas de vezes mais rápido do que hoje se vê em nossa própria galáxia, a Via Láctea.
Os 26 objetos, originalmente descobertos pelo SPT (Telescópio do Polo Sul), foram observados em detalhe pelo Alma. Como parte do primeiro conjunto de observações, o trabalho usou apenas 16 das 66 antenas que compõem o observatório.
Graças à resolução do radiotelescópio, mesmo nessa configuração mais modesta, os cientistas, liderados por Joaquin Viera, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), conseguiram determinar com mais precisão a idade dessas galáxias.
Assim, constataram que o chamado “baby boom” cósmico –época na qual as estrelas tiveram seu pico de formação– aconteceu 1 bilhão de anos antes do que se imaginava anteriormente.
Embora o observatório já estivesse fazendo observações desde outubro do ano passado, a inauguração oficial aconteceu ontem, em cerimônia no centro de controle do observatório, no Atacama, a 2.900 m de altitude. As antenas foram instaladas no platô Chajnantor, a 5.000 m.
O Alma é uma parceria entre EUA, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus representados pelo ESO (Observatório Europeu do Sul), ao qual o Brasil quer se associar. Um acordo foi assinado em 2010, mas ainda precisa ser ratificado pelo Congresso.

observatorio

7801 – Astronomia – Conjunto gigante de radiotelescópios foi inaugurado no Chile


Imagine um radiotelescópio com 16 km de diâmetro –o equivalente a 130 campos de futebol enfileirados. Bem, agora não é preciso mais imaginar. Foi inaugurado no Chile o mais ambicioso projeto de astronomia em solo já construído.

Projeto Alma

O Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/submillimiter Array) não é de fato uma parabólica de 16 km, mas é como se fosse. São 66 antenas espalhadas por uma área imensa no platô Chajnantor, que trabalham em concerto para produzir imagens equivalentes às que seriam obtidas com uma única antena gigante.
O custo do projeto é estimado em US$ 1,5 bilhão e bancado pelo ESO (Observatório Europeu do Sul), além de americanos, canadenses e japoneses.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador, as informações de todas as antenas são combinadas em uma única imagem.
A mágica na verdade é ciência e atende pelo nome de interferometria. É uma propriedade ligada ao caráter ondulatório da luz que permite, grosso modo, realizar uma observação com as antenas pequenas que corresponderia a ter um radiotelescópio gigante com o tamanho da distância entre as duas antenas mais distantes.
Claro, vários desafios tecnológicos precisaram ser vencidos antes que o Alma saísse do papel. No caso em questão, eles foram superados com três grandes financiadores. Pelo lado europeu, o ESO (Observatório Europeu do Sul) entrou com 37,5%. Americanos e canadenses bancaram outros 37,5%. Os 25% remanescentes vieram do Japão. Total estimado: US$ 1,5 bilhão.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador projetado especificamente para o Alma e capaz de realizar quatrilhões de operações por segundo, as informações colhidas por todas as antenas são combinadas para produzir uma única imagem.
Embora não tenham 16 km de diâmetro, as antenas individuais são bem respeitáveis, com 7 e 12 metros. Principalmente quando se leva em conta o cuidado com que foram construídas: sua curvatura precisa ser perfeita no nível de 10 mícrons (milésimos de milímetro) para não distorcer as observações.
Das 66 antenas previstas, 57 já estão instaladas. As demais devem estar no local –uma região inóspita a 5.000 metros de altitude, onde praticamente metade da atmosfera terrestre já ficou para trás.
O que é ótimo para os astrônomos, pois corta boa parte da interferência causada pelo ar nas observações, mas é péssimo para quem tem de trabalhar lá, na construção do complexo.
A grande sacada do Alma é que, nas frequências de luz em que ele opera, é possível detectar coisas que normalmente não são observáveis em luz visível, como, por exemplo, estrelas em formação. Abrigadas em casulos de poeira em seu nascimento, elas não podem ser observadas por telescópios convencionais.
Para o Alma, contudo, é moleza. Um exemplo recente, fruto da primeira bateria de pesquisas, é a observação de um disco de poeira ao redor da estrela jovem HD 142527 que, pela configuração, parece estar bem no meio do processo de produção de planetas gigantes gasosos.
O resultado é sem precedentes e ajuda a entender o mistério por trás do nascimento dos planetas _um processo que hoje é compreendido apenas em linhas gerais e pode determinar quão rara ou comum é a Terra no contexto do Universo.
Detalhe: a primeira bateria de observações, feita a partir de outubro do ano passado, usou apenas 16 antenas. Com 66, será possível fazer muito mais e revelar com cada vez mais detalhes os segredos das profundezas do espaço.

7450 – ONG americana quer evitar futura colisão de asteroide


Uma organização não governamental dos EUA quer literalmente salvar o planeta. A Fundação B612- uma homenagem ao asteroide ficcional de “O Pequeno Príncipe”- pretende construir um satélite para identificar asteroides perigosos em rota de colisão com a Terra, dando aos terráqueos tempo suficiente para evitar o pior.
Grandes asteroides são um jeito comprovadamente eficaz para dizimar a vida no planeta, como bem descobriram os dinossauros.
Para dar aos humanos a chance de ter um destino diferente, a B612 tem o ambicioso projeto de conseguir identificar quase todas as pedras potencialmente perigosas para nós.
A ideia de torrar algumas centenas de milhões de dólares para se prevenir contra um pedregulho voador parece coisa de aficionado em ficção científica, mas o projeto envolve astrônomos, físicos e até alguns astronautas.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
O veterano em voos do ônibus espaciais Ed Lu é o presidente da companhia, enquanto Rusty Schweickart, do programa Apollo, é o presidente de honra.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
Mas, uma vez encontrado um asteroide vindo em direção à Terra, o que podemos fazer? A fundação também se dedica a pensar em várias alternativas para essa questão. E, por incrível que pareça, os roteiros dos filmes que abordaram o tema não estavam muito distantes da realidade.
Explosões nucleares para desviar as pedras são uma provável alternativa, mas também há outras tecnologias em discussão.

caçador galático

7160 – Mega Bloco – Astronomia


Hubble vasculha o espaço

Um olhar eletrônico: – Há 4 séculos, Galileu começou a espiar o céu com uma luneta. Agora, nos tempos atuais, com o telescópio Hubble, é possível ler um jornal a uma distância de 350 km ou localizar um vaga-lume a 15 mil km, ou ainda, perceber da Terra, o flash de uma máquina fotográfica na Lua. O nome Hubble foi uma homenagem ao astrônomo Edwin Hubble (1889-1953). Outro grande telescópio é o soviético, com um espelho de 5,9 M, construído em Zelenchukskaya, no Cáucaso. Outro famoso é o de 5 metros do Monte Palomar, Califórnia. Com ambos é possível detectar a luz de uma vela a 25 mil km. Em 1937, Karl Ghute, engenheiro americano, observou que interferências atrapalhavam as ligações da Cia Telefônica. Ao medi-las concluiu que as emissões vinham da constelação der Sagitário, no centro da Via Láctea, a 30 mil anos luz. Os primeiros radiotelescópios eram aparelhos de rádio que captavam as ondas eletromagnéticas e reproduziam os respectivos sinais num alto-falante. Depois, pasaram a ser reproduzidas eletronicamente e armazenadas num computador,permitindo obter representação gráfica.
Desde os anos 60, aparelhos em diferentes países vem sendo ligados entre si, sincronizando suas medições mediante um processo chamado VLBI. Foi revelada então a existência de pulsares ou estrelas de nêutrons, ao captar sua radiação. Sua maior contribuição ao conhecimento do Cosmos ocorreu em 1965, quando os físicos americanos Penzas e Wilson detectaram emissão de rádio uniforme no Universo, o que lhes valeu o Prêmio Nobel de Física de 1978.
A Astromia invisível ganhou o maior impulso com a era espacial. Graças a satélites com telescópios no comprimento de ondas de infravermelho foi possível registrar, a partir da década de 70, locais de formação de estrelas.O telescópio Iras, lançado em 1983, identificou 180 mil fontes de radiação na Via Láctea e outras galáxias.Na faixa dos raios X, o satélite, também americano, lançado em 1978, descobria emissões procedentes de quasares, a 18 bilhões de anos luz.

6848 – Mulher volta a enxergar após implante de um ‘telescópio’ no olho


Uma mulher de 89 anos com uma grave doença ocular deverá voltar a enxergar com definição graças ao implante de um micro-telescópio do tamanho de uma ervilha em seu olho esquerdo.
A operação, feita na Califórnia, nos Estados Unidos, é pioneira e pode se tornar um procedimento de rotina nos próximos anos.
Virginia Bane sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD, na sigla em inglês), uma das principais causas de cegueira. “Já consigo enxergar melhor. As cores são mais vibrantes, bonitas e naturais, e consigo ler letras grandes com meus óculos”.
Pintora de aquarela, ela também espera retomar suas atividades após quase dez anos de problemas de visão. “Não conseguia ler durante os últimos sete anos, e estou animada para pintar novamente”, acrescenta.
A causa exata da degeneração macular ainda é desconhecida, mas o problema se agrava conforme o olhos envelhecem. A mácula é composta de milhões de células fotossensíveis responsáveis pela visão central clara, nítida e detalhada.
Aos 89 anos, Virginia Bane deve voltar a ler e pintar após cirurgia pioneira
Trata-se da parte mais sensível da retina, que está localizada na parte de trás do olho humano e que transforma a luz em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro através dos nervos óticos. O cérebro lê os impulsos e os traduz em imagens.
No caso do olho atingido pela doença, pontos centrais não são vistos com clareza. “A degeneração macular danifica a retina e causa um ponto de cegueira no campo central de visão das pessoas. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens sobre uma parte não danificada da retina, o que torna possível ver os rostos das pessoas e detalhes de objetos localizados diretamente diante delas”, diz Mark Mannis, professor titular de oftalmologia e ciências da visão do Centro de Olhos do hospital da universidade americana US Davis, em Sacramento, na Califórnia.
Virginia Bane é a primeira de uma lista de 50 pessoas que se voluntariaram nos Estados Unidos para receber o implante. “A visão de Virginia vai continuar melhorando com o tempo, conforme ela recondiciona seu cérebro para enxergar”.
Já o médico Richard van Buskirk explica a diferença entre os dois olhos da paciente. “Ela basicamente usa o olho esquerdo com o implante telescópico para enxergar detalhes, tais como usar um teclado de micro-ondas ou ler um livro. Seu olho direito, sem tratamento, proporciona visão periférica, o que ajuda com a mobilidade, incluindo atividades como caminhar ou se localizar dentro de sua casa”.

6301 – O maior telescópio do mundo tenta desvendar origem dos neutrinos


Folha Ciência

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.
O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (em Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.
O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs –o “tijolo” básico do universo.
“Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol”, disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.
O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.
O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.
“Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube”, disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. “Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício.”
Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.
Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.
Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço.

6216 – Telescópio localiza dois novos exoplanetas


Dois novos exoplanetas com constituição semelhante à de Júpiter, que é gasoso, foram identificados pelo telescópio Kelt, do observatório Winer, no Arizona (EUA).
O Kelt tem um custo de fabricação baixo (US$ 75 mil) se comparado a outros cuja cifra costuma chegar à casa dos bilhões. Ele também é considerado pequeno para os padrões por causa de sua lente de 42 milímetros de abertura. Mas deve-se a ele a descoberta dos novos planetas fora do Sistema Solar.
Um deles é o Kelt-1b, que possui 27 vezes a massa de Júpiter e é bem denso e quente (a temperatura gira em torno dos 2.200ºC na superfície). Ele fica a 825 anos-luz da Terra.
Localizado na constelação de Andrômeda, o Kelt-1b está tão perto de sua estrela, que leva apenas 29 horas para completar uma órbita.
Já o segundo, o Kelt-2Ab, tem 50 vezes a massa de Júpiter e é raro por ficar próximo a uma estrela que emite muito brilho, na constelação de Auriga.
Esse brilho justamente fornecerá dados para que os astrônomos identifiquem a composição da atmosfera do Kelt-2Ab, que se localiza a 360 anos-luz do nosso planeta.
“Este é o único modo de compreender de fato o interior e o exterior do Kelt-2Ab”, afirmou o astrônomo da Universidade do Estado de Ohio, Thomas Beatty, que apresentou as recentes descobertas no congresso da Sociedade Americana de Astronomia, em Anchorage, no Alasca, no último dia 13.

6120 – Telescópio captará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble


Telescópio ELT

Folha Ciência

A construção do maior telescópio ótico do mundo foi aprovada pelos países membros do ESO (Observatório Europeu do Sul).
Participação brasileira em megatelescópio deve sair da gaveta.
O E-ELT (European Extremely Large Telescopo) terá um espelho primário equivalente a um campo de futebol e será construído no topo de uma montanha no Chile.
O equipamento vai produzir imagens 15 vezes maiores mais detalhadas do que as atuais.
A expectativa é de que novas imagens estejam disponíveis em dez anos.

6019 – Austrália e África do Sul abrigarão radiotelescópio


Folha Ciência
Uma decisão salomônica estabeleceu que o maior radiotelescópio do mundo será dividido entre a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia, anunciaram astrônomos ontem. Trata-se do SKA, que deverá custar cerca de 2 bilhões de dólares.
O radiotelescópio será formado pela atuação conjunta de milhares de antenas, espalhadas por duas áreas remotas: o Karoo, região semidesértica da África do Sul que também é famosa por seus fósseis; e a Estação Boolardy, a 500 km da cidade de Perth, na Austrália Ocidental.
Ambos os locais, pouco habitados, têm a vantagem de apresentar pouca “poluição de rádio”, sem muitos celulares ou transmissões de TV
O SKA deverá mapear a posição de cerca de 1 bilhão de galáxias e testar a precisão da teoria da relatividade.

6018 – O que é um radiotelescópio?


Consiste num instrumento para deteção e medição da radiação eletromagnética de radiofrequência, que passa através da janela de rádio (permite que ondas de rádio de comprimentos de onda de 5 mm a 30 m passem através dela) na atmosfera terrestre e que atinge a superfície da Terra.Existe uma grande diversidade de fontes de rádio no interior do Universo, e são necessários radiotelescópios para detetar tanto as emissões contínuas como as riscas espetrais específicas.
O radiotelescópio mais simples é constituído por uma antena parabólica orientada juntamente com os amplificadores respetivos. A superfície paraboloide do prato refletor reflete o sinal incidente para o foco principal do refletor. Neste ponto, os sinais de radiofrequência são amplificados mil vezes mais e convertidos numa frequência inferior, intermédia, antes da transmissão pelo cabo ao edifício de controlo. Neste local, a frequência intermédia é amplificada novamente e passa para o detetor e para a unidade de visionamento. Quando as ondas de rádio vão da superfície do refletor ao foco devem estar em fase, e a superfície do prato deve estar rigorosamente construída.
Para melhorar o problema da construção de grandes pratos com uma precisão tão elevada foi desenvolvida a técnica de interferometria de rádio. Nesta técnica é utilizado um conjunto de pequenas antenas ligadas por cabo para simular uma grande antena de prato.
Constrastando com um telescópio óptico, que produz imagens a partir da luz visível, um radiotelescópio observa as ondas de rádio emitidas por fontes de rádio, normalmente através de uma ou um conjunto de antenas parabólicas de grandes dimensões.

O maior radiotelescópio é o RATAN-600 (Rússia) com 576 m de diâmetro da antena circular.
No entanto, o mais conhecido (embora não sendo capaz de ser direccionado) é o Radiotelescópio de Arecibo, localizado em Arecibo, Porto Rico. Outro, também muito conhecido, é o Very Large Array (VLA), em Socorro, Novo México. O maior radiotelescópio na Europa tem uma antena de 100 metros de diâmetro, em Effelsberg, Alemanha, e também foi, durante 30 anos, o maior, com a possibilidade de ser direccionado, até à inauguração do Telescópio Green Bank em 2000. O diâmetro típico de uma antena de um radiotelescópio é de 25 metros, e dezenas de radiotelescópios de tamanho idêntico operam em rádio-observatórios em todos o mundo.

5987 – Novo telescópio solar europeu começa a operar


Gregor é o nome do novo telescópio solar europeu que foi inaugurado nesta segunda-feira no Observatório do Teide, na ilha de Tenerife, que é a maior das ilhas Canárias.
O instrumento é o maior do gênero na Europa e passa a ser o terceiro do mundo. Os fabricantes — um consórcio do qual participa o Instituto Max Planck, outras institulções alemães e europeias– desenvolveram uma tecnologia que faz com que o telescópio faça uma “compensação” das turbulências atmosféricas, que são capazes de interferir na qualidade das imagens finais.
O Gregor foi construído com uma cúpula retrátil para facilitar o esfriamento pelo ar de suas estruturas e espelhos, mantendo-o estável e à margem da ação dos ventos.

Telescópio Solar Europeu

5723 – Como a luneta infravermelha possibilita a visão no escuro?


A radiação infravermelha foi descoberta em 1800, pelo astrônomo alemão naturalizado inglês William Herschel (1738-1822). Todo corpo sólido a uma temperatura acima do zero absoluto (menos 273 graus centígrados) emite radiação infravermelha, invisível ao olho humano. Durante a Segunda Guerra Mundial foi desenvolvido o tubo conversor de imagens infravermelhas, usado em binóculos e lunetas infravermelhos. Esse conversor é composto de um tubo à vácuo que tem um fotocátodo (eletrodo sensível à luz) sensível à radiação infravermelha. O objeto a ser visualizado é aí focalizado. Conforme a radiação recebida, o fotocátodo emite elétrons, que são projetados numa tela, gerando assim uma imagem na outra ponto do tubo. Com o tudo só tem sensibilidade para visualizar objetos incandescentes, é necessária uma lâmpada infravermelha para iluminar a cena. Assim, uma luneta infravermelha permite enxergar, à noite, tudo que esteja num raio de 100 metros.

4217 – Telescópios de € 1,2 bilhão entram em ação


Quem poderia imaginar que o projeto mais caro da história da astronomia em solo não seria para ver o espaço, mas para “escutá-lo”?
Reunindo EUA, Europa e Japão, o Alma, maior conjunto de radiotelescópios já feito, começou a funcionar em configuração provisória.
Orçado em € 1,2 bilhão, o conjunto opera apenas com 16 antenas. Mas, mesmo nessa escala, ele já é o mais potente de sua categoria.
Quando ficar pronto, por volta de 2014, o Alma terá 66 radiotelescópios, distribuídos numa área de cerca de 7.000 m2, quase o tamanho de um campo de futebol.
A disposição dos aparelhos é tal que, grosso modo, o conjunto equivale um radiotelescópio gigante, com o tamanho da distância entre as duas antenas mais afastadas.
Com isso, os pesquisadores esperam ver coisas jamais antes observadas no Cosmos, como a formação de planetas em tempo real, que permitirá estudar seu nascimento.
“O Alma irá investigar a região do espectro eletromagnético entre o infravermelho e o rádio, uma parte até hoje muito pouco explorada. Com isso, estamos literalmente abrindo uma nova janela para o Universo”, diz Wolfgang Wild, pesquisador do ESO (Observatório Europeu do Sul) envolvido com o projeto.
A área do projeto fica a 5.000 metros de altitude no deserto do Atacama (Chile), onde a pressão atmosférica é metade da existente no nível do mar. Graças a isso, há muito menos interferência do ar nas observações.
Em compensação, o ambiente é tão inóspito que não haveria como manter pessoas durante longos períodos lá. Por isso, o centro de controle ficará numa região mais baixa, a 2.900 m de altitude.
Além de poder trabalhar com o Alma por meio da entrada do Brasil no ESO (decisão que ainda pende por aprovação no Congresso), pesquisadores nacionais, em parceria com a Argentina, têm outras ideias ambiciosas para a radioastronomia.
Ees estão tocando o projeto Llama, que consiste na instalação de uma antena similar às que estão sendo usadas no Atacama a 200 km de distância do Alma.
“Isso permitiria fazer experiências usando os dois ao mesmo tempo”, afirma Jacques Lépine, pesquisador do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP que coordena o desenvolvimento do Llama pelo lado brasileiro.
Aém de operar junto com o Alma, o Llama poderia fazer observações individuais. Lépine diz que há boa vontade mútua entre os dois esforços para futura cooperação.

3872 – ESO pode ter supertelescópio capaz de ‘ver’ outras Terras


Folha Ciência

O supertelescópio E-ELT deve receber o aval para o início de sua construção no fim do ano. “Ele será capaz de visualizar planetas do tamanho da Terra em estrelas próximas. Será o único capaz disso”, afirmou Tim de Zeeuw, astrônomo holandês, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), durante a 36a Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindóia (SP).
O E-ELT (sigla inglesa de Telescópio Europeu Extremamente Grande) seria o primeiro do tipo a ter um espelho da ordem de 40 metros.
Atualmente, os maiores telescópios do mundo têm de 8 a 10 metros. Há vários projetos concorrentes, mas a iniciativa europeia tem tudo para ser a primeira a sair do papel.
O supertelescópio E-ELT deve receber o aval para o início de sua construção no fim do ano. “Ele será capaz de visualizar planetas do tamanho da Terra em estrelas próximas. Será o único capaz disso”, afirmou Tim de Zeeuw, astrônomo holandês, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), durante a 36a Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindóia (SP).
O E-ELT (sigla inglesa de Telescópio Europeu Extremamente Grande) seria o primeiro do tipo a ter um espelho da ordem de 40 metros.
Atualmente, os maiores telescópios do mundo têm de 8 a 10 metros. Há vários projetos concorrentes, mas a iniciativa europeia tem tudo para ser a primeira a sair do papel.

Supertelescópio de 1 bilhão de euros

3555 – O que é a Nanotecnologia?


Os nanorobôs

É o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros em ao menos uma dimensão, e incluí o desenvolvimento de materiais ou componentes e está associada a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza). É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Criada no Japão, a nanotecnologia busca inovar invenções, aprimorando-as e proporcionando uma melhor vida ao homem.
Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala é o Microscópio eletrônico de varredura, o MEV.
O objetivo principal não é chegar a um controle preciso e individual dos átomos, mas elaborar estruturas estáveis com eles.
Existe muito debate nas implicações futuras da nanotecnologia,(implications of nanotechnology), pois os desafios são semelhantes aos de desenvolvimentos de novas tecnologias, incluindo questões sobre a toxidade e impactos ambientais dos nanomateriais, e os efeitos potenciais na economia global, assim como a especulação sobre cenários apocalípticos,(doomsday scenarios). Essas questões levaram ao debato entre grupos e governos a respeito de uma regulação sobre nanotecnologia.

3496 – Sucessor do Hubble, telescópio James Webb já tem espelhos prontos


Substituto do Hubble a caminho

Os espelhos do telescópio James Webb, que a Nasa deve lançar ao espaço em 2014 para estudar o universo em frequência infravermelha, já estão prontos para observar as primeiras galáxias, informou a agência espacial americana em comunicado.
Os espelhos são uma parte essencial de um telescópio e a qualidade deles é crucial para o bom uso do objeto. Por isso, a conclusão do processo de elaboração de todos os espelhos que estarão a bordo do telescópio espacial representa um “importante marco”, destacou a Nasa.
O telescópio Webb é composto por quatro tipos de espelhos. O principal tem uma área de aproximadamente 25 metros quadrados, e permitirá aos cientistas capturar a luz mais fraca dos objetos distantes no universo mais rápido que qualquer observatório anterior.
Os espelhos são feitos de berílio (elemento químico metálico utilizado para endurecer ligas de metais) e trabalharão juntos para transmitir as imagens do céu às câmeras do telescópio.
O telescópio James Webb, elaborado para ser o telescópio espacial mais moderno do mundo, será o sucessor do Hubble, lançado ao espaço em 1990. O tamanho de seu espelho principal é nove vezes maior que o do Hubble.
Uma vez construído, será o mais potente do mundo, mas ainda terá de esperar. Mais de 75% de seu hardware ainda está em fase de produção ou de testes.
Os cientistas esperam poder observar os objetos mais distantes no universo e ter imagens das primeiras galáxias formadas, assim como estudar os planetas que rodeiam estrelas distantes.
A Nasa, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Canadense colaboram neste projeto.

3433 – Telescópio: A um passo da eternidade


Hubble vasculha o espaço

Telescópio mais famoso de todos os tempos, o Hubble pode estar próximo de encerrar a carreira de paparazzo do Universo
• Como prolongar a vida útil de um telescópio sem enviar astronautas para consertá-lo? É o que os engenheiros da Nasa se perguntam atualmente. Desde o acidente com o ônibus espacial Columbia as viagens tripuladas para o Hubble estão vetadas. E o futuro do telescópio é incerto
• Sem ajustes, é impossível manter o Hubble em órbita. As baterias do telescópio duram até 2007 ou 2008. Se até lá não for desenvolvido um substituto para o trabalho dos astronautas, o Hubble irá despencar em alguma parte da Terra – sem comando, não será possível nem mesmo dirigi-lo para o oceano
• As mais de 14 mil formações observadas pelo Hubble revolucionaram o que sabemos sobre o Universo. Há quem dê ao telescópio importância maior que os trabalhos de Galileu. Mas falta muito a descobrir: a Omega Centauri (foto) é tão grande que tem apenas um pequeno pedaço no campo de visão do Hubble
• Orbitando a 600 km da Terra, o Hubble tira fotos imunes às distorções provocadas pela atmosfera. São as imagens mais nítidas que o homem já viu do espaço. Graças a essa resolução astrônomos conseguem analisar formações como os glóbulos de Thackeray, que estão constantemente em choque
• 130 milhões de vezes a distância que a luz percorre num ano. É esse o endereço da galáxia NGC 4650A. Achou longe? Pois isso é pouco para o Hubble, que captou fotos a 12,6 bilhões de anos-luz da Terra. Ou seja, o telescópio flagrou imagens quase tão antigas quanto o Universo, um vovô de 13 a 14 bilhões de anos
• Para chegar a imagens coloridas, como essa da galáxia Hoag, filtros são aplicados às fotos enviadas pelo Hubble em branco-e-preto. Assim é possível reproduzir as colorações naturais, capazes de distinguir calor, radiação e gases – algo que o olho humano não faz
• O segredo do Hubble não é aumentar o tamanho das coisas, mas deixá-las mais claras. Comparado com o olho humano, o telescópio absorve 118 mil vezes mais luminosidade. Para tirar uma foto, ele é capaz de passar semanas focalizando e recebendo luz de um único ponto
• Um exemplo da importância científica do Hubble: antigamente, acreditava-se que galáxias eram estáveis e pouco dinâmicas. Nesta imagem, duas delas aparecem interagindo. O Hubble nos fez entender que galáxias são como pessoas: normais à primeira vista, mas surpreendentes e estranhas à medida que nos aproximamos
• Desde o lançamento, em 1990, astronautas faziam atualizações tecnológicas no Hubble. A foto da galáxia NGC 604 foi tirada por câmeras instaladas em 2002. Agora, a Nasa estuda a utilização de robôs para substituir o trabalho dos homens. Parece ser a última chance de manter o telescópio em funcionamento
A Hubble é capaz de absorver 118 mil vezes mais luz do que o olho humano
A Nasa estuda enviar robôs ao espaço para substituir os astronautas

3360 – Telescópio Hubble comemora 21 anos com “rosa galática”


Imagem galática do Hubble

O telescópio espacial Hubble completa aniversário de 21 anos em 2011, e a Nasa (agência espacial americana) comemorou a data com a publicação de imagens de duas galáxias que interagem entre si e criam coloridas imagens que se assemelham a uma “rosa galática”.
O maior das galáxias, que tem forma de espiral e é conhecida como UGC 1810, tem um disco que se distorce em forma de rosa, pela atração de sua companheira, conhecida como UGC 1813.
Para alcançar esse resultado, a Nasa realizou uma composição de imagens tomadas pela câmera de grande angular 3, em 17 de dezembro de 2010, com três filtros diferentes que permitem uma maior amplitude da onda coberta pelo ultravioleta, azul e vermelho do espectro.
Com o lançamento do telescópio em 24 de abril de 1990, a Nasa assegura que o Hubble revolucionou quase todos os âmbitos da pesquisa astronômica, da ciência planetária à cosmologia.
O Hubble proporcionou uma visão das estrelas que até esse momento não tinha sido possível devido à distorção atmosférica da Terra.
Entre suas conquistas está a captação das primeiras imagens da colisão de dois asteroides, estrelas rodeadas de pó cósmico que poderiam se transformar em sistemas planetários e galáxias à beira do Universo.
Os dados apresentados pelo telescópio espacial confirmaram também a teoria da relatividade de Albert Einstein e da expansão acelerada do Universo, que ajudaram a determinar a sua idade em cerca de 13,7 bilhões de anos.
O Hubble viaja em uma órbita concêntrica a 610 quilômetros da Terra e conta com dois tipos essenciais de instrumentos: as câmeras fotográficas e os espectrógrafos, que analisam a luz e a transformam em sinais elétricos.
O Telescópio Espacial Hubble é um projeto internacional com participação da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia) e controlado do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa.

2229-Telescópio


O nome Hubble é uma homenagem ao astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) e esse telescópio deveria ter sido colocado em órbita pelo ônibus espacial Atlantis em setembro de 1986, mas com a explosão da Chalenger, o programa espacial sofreu um retrocesso. O maior telescópio até então era o soviético com um espelho de 5,9 metros, constuído no Cáucaso. O segundo maior é o de 5 metros do monte Palomar. Califórnia. Com ambos é possível detectar a luz de uma vela a 25 mil km. Em 1937, karl Guthe, engenheiro americano observou que interferências atrapalham as ligações da companhia telefônica. Ao medi-las concluiu-se que as emissões vinham da constelação de Sagitário, no centro da Via Láctea a 30 mil anos luz. Ao primeiros radios telescópios eram aparelhos de rádio que captavam as ondas eletromagnéticas e reproduziam os respectivos sinais num alto falante. Atualmente são reproduzidas eletrônicamente e armazenadas num computador permitindo se obter representação gráfica.

Desde os anos 60, aparelhos em diferentes países vem sendo ligados entre si, sincronizando suas medições mediante a um processo chamado VLBI (interferômetro de longa linha de base). Foi revelada a existência de pulsares ou estrelas de neutrons, ao captar sua radiação. Sua maior contribuição ao conhecimento do cosmos ocorreu em 1965, quando os físicos americanos Penzas e Wilson detectaram emissão de rádio uniformr no universo, o que lhes valeu o prêmio Nobel de física em 1978. A astronomia do invisível ganhou maior impulso com a era espacial. Graças a satélites com telescópios no comprimento de ondas de infravermelho, foi possível registrar, a partir da década de 1970, locais de formação de estrelas. O telescópio Iras, lançado em 1983, identificou 180 mil fontes de radiação na Via Láctea e outras galáxias. Na faixa dos raios X, o satélite também americano, lançado em 1978, descobriu emissões procedentes dos quasares, a 18 bilhões de anos luz.