9154 – Mitologia – A Espada Excalibur


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Chamada em galês de “Caledfwlch”, Excalibur é a lendária espada do Rei Artur. Segundo as histórias medievais e os romances britânicos, o monarca teria defendido a Grã-Bretanha contra invasores saxões no início do século 6. Há mais de uma versão para a história que explica como a poderosa espada teria chegado às mãos do rei. Segundo o poema Merlin, escrito por Robert de Boron no século 13, Artur teria conquistado o trono da Inglaterra ao retirar a famosa espada da pedra onde estava cravada, provando ser digno da coroa – este episódio da história do lendário rei pode ser visto em A Espada era a Lei, animação da Disney de 1963. Outros escritos apontam, no entanto, que Excalibur teria sido ofertada a Artur, quando já era rei, pela Dama do Lago – poderosa sacerdotisa de Avalon.

9153 – Mitologia – A Caixa de Pandora


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O mito de Pandora apareceu pela primeira vez no poema épico As obras e os dias, escrito por Hesíodo no ano 700 a.C. Mais de dois milênios se passaram desde então, mas a história não perde seu charme: segundo a mitologia grega, Pandora recebeu de Zeus um lindo recipiente com instruções simples: nunca abri-lo. Não é preciso ser um Deus do Olimpo para prever que esta história acabaria mal. Tomada pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa e de lá escaparam todos os males do mundo. Ops. Ao perceber o problema que havia causado, Pandora rapidamente fecha a caixa, mas tudo que restou nela é Elpis, o espírito da esperança. Apesar da conclusão do mito ser até hoje alvo de debate, a “moral” da história não envelhece: controlem sua curiosidade, crianças.

9033 – Mitologia Nórdica – Odin


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Se houvesse que dar valor ao mesmo tempo à força, à beleza e à originalidade nos nomes, o prêmio seria de Odin (furor). É a grande divindade escandinava, origem do mundo, dos deuses e dos homens. De belíssima sonoridade (nas línguas latinas lembra ode, canto solene de louvor) suas origens se perdem nas brumas nórdicas do tempo. Dizem os que sabem, que procede da raiz od do verbo vada, e que encerra a ideia de “espírito do mundo em que tudo flutua, e que desencadeia com sua ação a vida universal”. É uma espécie de deus total. O ideal panteísta elevado a sua mais alta perfeição.
Odin é o deus que organiza o mundo retirando-o do caos (feito o deus de Israel) e cria o primeiro homem e a primeira mulher (Ask e Embla) dotados da mesma alma de deus. É o deus da guerra, mas também da poesia, das ciências, das artes. Odin inunda tudo com seu espírito, governa tudo o que existe, até os outros deuses, que lhe devem obediência. Ele ajuda os heróis, lhes ensina a arte das armas, a sabedoria e a prudência. Ele os acompanha durante o combate e os protege de seus inimigos e, quando tais heróis chegam à velhice, Odin lhes concede a graça de não deixá-los morrer na cama, mas lutando. Protege a organização social, vinga o assassinato, vela pelo cumprimento dos juramentos e dos pactos, afugenta o ódio, os maus pensamentos e o tédio.
Odin é representado como um venerável ancião de farta barba branca, com somente um olho, coberto por um chapéu que representa o céu, e um manto que representa a atmosfera com a qual se veste. Odin é assistido por dois corvos que representam a reflexão e a memória que o mantêm informado de tudo que acontece no mundo. O anel de Odin simboliza a benção da terra e sua fecundidade para a felicidade dos homens, além de representar a fecundidade do espírito. A lança de Odin simboliza a força e o vigor, seu cavalo (sleipnir), como o pégaso grego, os ventos cardinais.
Odin vivia em Asgard, no palácio de Valaskjálf, local que construiu para governar desde seu trono (Hlidskjálf) e, assim, poder observar os nove mundos. Era filho de Bor e Bestla e irmão de Vili e Vê. Odin era casado com Frigg (simbolizava a terra cultivada), Jörd (simbolizava a terra desabitada) e Ring (simbolizava a terra gelada). Dentre seus muitos filhos podemos citar Thor e as Valquírias (encarregadas de recolher os guerreiros mortos durante as batalhas).

8972 – Coisa de duendes… De onde veio a lenda do pote de ouro no final do arco-íris?


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Alguns mitos dizem que Duendes tomam conta de um pote de ouro no final do arco-íris; caso capturado, o duende poderia comprar sua liberdade com esse ouro. Outras lendas dizem que para enganar os homens, ele fabrica uma substância parecida com ouro, que desaparece algum tempo depois (ouro de tolo). Neste caso são chamados Leprechauns. Na cultura atual, geralmente os duendes são representados por seres verdes, dos quais o simbolo é o trevo, relacionado à boa sorte. Geralmente as estórias infantis trazem tais relatos. Contudo, é temerário ter uma visualização estritamente romântica e lúdica de seres que são considerados como demônios e seres inferiores por outras culturas.
Geralmente são descritos como tendo entre 15 e 30 cm de altura, tendo como característica notável a cabeça em formato cônico (muitas vezes independentemente de possuir chapéu), personalidade extremamente volátil (seres primários, também denominados ‘elementais’) e atributos encantados como a capacidade de atravessar paredes, mudar de forma e cor, e alta velocidade. São criaturas que não guardam qualquer receio com o ambiente urbano e, curiosamente, há muitos relatos de aparições em construções inacabadas. Gostam de espreitar pelos cantos, observando os habitantes da casa e pregando-lhes peças, como o sumiço de objetos, abertura de portas, produção de ruídos, dentre outras perturbações – sendo capazes até de matar animais de estimação.
Apesar de muitos acreditarem que são seres amigáveis, há relatos de diversas aparições ameaçadoras, inclusive com o emprego de violência. Nestas ocasiões os relatos são quase que unânimes em descrever que tais seres surgem de repente, em situações normais do cotidiano (enquanto crianças brincam em construções, pessoas observam árvores no quintal, embaixo de camas, dentro de guarda-roupas, etc) portando pequenas facas, dando gargalhadas em tom de sarcasmo e deboche para com a testemunha, acuando-a e sumindo de repente. Estranho o fato de não ser possível identificar uma motivação para tais atitudes – por isso talvez que se diga que a personalidade destes seres é volátil. Estranho também que muitas narrativas descrevem este ser como possuindo o pequeno rosto como que dilacerado, arranhado.

8950 – Mitologia – As Lendas Urbanas


Alguns mitos ficam gravados para sempre no imaginário popular. Quem nunca teve medo de bebericar um drink desconhecido e acabar sem um dos rins numa banheira com gelo? Quando pequenos, apertávamos a descarga do banheiro diversas vezes gritando palavrões, simplesmente para poder conhecer nossa musa: a loira do banheiro com seu algodão no nariz. Ainda existem lendas urbanas midiáticas, estas ficam no limite entre a verdade e a mentira, criando cultos e seguidores. E.T. de Varginha, Chupa-Cabras e aparições de Nossa Senhora são algumas delas.

Na verdade, estas lendas urbanas, mitos e histórias fantásticas ganham fama por serem divulgadas no boca-a-boca, e, após a revolução digital, por e-mails, sites, entre outros. Frequentemente são contadas com a premissa de terem acontecido com “um amigo da gente” e são enviadas com uma série de alardes do tipo “cuidado, isso pode acontecer com você”.

Elas ultrapassam décadas sendo espalhadas com pequenas alterações, como diz a sabedoria popular: “quem conta um conto aumenta um ponto”. Algumas foram traduzidas e fazem parte da cultura de vários países, como no caso da loira do banheiro, lenda que causa arrepios em pessoas de todas as idades até hoje. A história é sobre uma doce garota que teria se suicidado ou sido assassinada dentro de um banheiro, então, com sua alma presa ao sanitário, às vezes resolve aparecer e assustar quem está fazendo suas necessidades.

A maioria destas lendas urbanas são baseadas em fatos reais, mas acabam sendo distorcidas ao longo do tempo. As características principais deste tipo de literatura são:

História sempre pequena, buscando o máximo de leitores com uma estrutura de fácil entendimento.
Busca autenticidade por meio de fatos, locais reais, personagens conhecidos e provas.
Todos que as contam geralmente dizem ter ouvido de alguém conhecido e procuram dar veracidade ao fato como se tivesse realmente vivido.
Entre as lendas urbanas famosas no Brasil destacam-se:

A loira do banheiro
A loira da estrada
Passageira fantasma
O roubo do rim
Bonecos assassinos
Os babás
O canavial

8710 – Mitologia – A Lenda das Amazonas


Na Antiga Grécia, bem antes da vinda de Cristo a Terra, eram narradas histórias sobre mulheres que andavam a cavalo, manipulavam o arco e a flecha com rara habilidade e se recusavam a viver com os homens em seus territórios. Estas exímias guerreiras eram conhecidas como Amazonas, das quais nem os mais destemidos soldados poderiam fugir com vida.
Em 1540, o aventureiro hispânico Francisco Orellana, escrivão da armada espanhola, participou de uma jornada exploratória na América do Sul, atravessando, portanto, o extenso e misterioso rio que cruzava uma das mais temidas florestas. Segundo A Lenda das Amazonas, ele teria avistado, no pretenso reino das Pedras Verdes, mulheres semelhantes às acima descritas, conhecidas pelos indígenas como Icamiabas, expressão que tinha o sentido de ‘mulheres sem marido’.
Contam os índios que estas guerreiras teriam atacado a esquadra hispânica. Elas eram bem altas, brancas, cabelos compridos dispostos em tranças dobradas no topo da cabeça – descrição feita pelo Frei Gaspar de Carnival, também escrivão da frota.
O confronto entre os espanhóis e as Amazonas foi supostamente uma luta feroz, a qual teve como cenário a foz do rio Nhamundá – localizada na fronteira entre o Pará e o Amazonas. Os europeus foram surpreendidos pelo ataque de inúmeras e belas combatentes desnudas, conduzindo tão somente em suas mãos arcos e flechas. Eles foram assim prontamente derrotados pelas mulheres, pondo-se rapidamente em fuga.
No caminho os espanhóis encontraram um indígena, que lhes contou a história das guerreiras. Segundo o relato do nativo, havia pelo menos setenta tribos de Icamiabas só naquele território. Suas aldeias eram edificadas com pedras, conectadas aos povoados por caminhos que elas cercavam de ponta a ponta, cobrando uma espécie de pedágio dos que atravessavam estas estradas. Elas eram lideradas por uma cunhã virgem, sem contato com o sexo masculino.
Quando, porém, chegava o período de reprodução, as Amazonas capturavam índios de tribos por elas subjugadas. Ao engravidar, sinalizavam seus parceiros e, se nascia um curumim ou menino, elas entregavam a criança aos pais; do contrário, elas ficavam com as meninas e presenteavam o genitor com um talismã verde conhecido como Muiraquitã, similar ao sapo utilizado nos rituais lunares.
Ao ouvirem esta narrativa, os espanhóis, cientes da existência das Amazonas descritas pelos antigos gregos, confundem ambas e batizam o rio onde as encontraram, até então intitulado Mar Dulce, de Rio de Las Amazonas.
Certamente os espanhóis, ao se depararem com selvagens guerreiros de longos cabelos, acreditaram ter encontrado finalmente as tão famosas Amazonas. Deste pequeno equívoco nasceram e permaneceram os nomes do Rio, da Floresta e do maior Estado brasileiro, que abriga o idílico cenário desta miragem hispânica. Embora esta história tenha se desenrolado em terras brasileiras, estas lendas são mais disseminadas em outros países, talvez pela associação com narrativas que envolvem ícones adornados com ouro e prata, o que certamente despertava a cobiça dos europeus.

8709 – A Lenda das Sereias


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Sereia é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe (ou pássaro, segundo vários escritores e poetas antigos). É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daquela que, mais tarde foram classificados como sirénios.
Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem.
Odisseu ( Ulisses ), personagem da Odisséia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem correr o risco de atirar-se ao mar seguindo-as.
Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.

As primeiras sereias
Os relatos mais conhecidos vem da antigüidade clássica, sendo o episódio mais famoso aquele na Odisséia, de Homero, onde Ulisses exausto depois de tantos anos tentando retornar à Ítaca, tem que atravessar a região onde ficavam as sereias. Graças aos conselhos da feiticeira Circe, Ulisses instrui sua tripulação para que o amarrem com força junto ao mastro de seu barco enquanto seus marinheiros deveriam fechar os ouvidos com cera. Dessa maneira Ulisses passa incólume e por fim volta para casa. Dessa experiência fica-lhe o sofrimento e o desespero vividos enquanto estava preso ao mastro, escutando e sentindo o canto e os encantos daquelas mulheres.
Outro episódio importante é o de Orfeu que embarca com a expedição dos Argonautas e no encontro com as sereias se põe a cantar de tal forma e com tal encanto que consegue superar o fascínio do Canto das Sereias. Nessa passagem apenas um dos tripulantes, Butes, não resiste e se lança ao mar para uma morte certa, sendo no entanto salvo por Afrodite e alcançando assim um destino mais feliz.

Apesar de haver variações, três são consideradas as sereias da antigüidade clássica: Leucotea (a deusa branca), Ligia ( a de voz clara) e Parténope (a virgem). A questão da paternidade das sereias não é muito questionada e em geral considera-se que Aqueloo, a mais antiga divindade fluvial do Ocidente, seria o pai das sereias. Já sua maternidade é bastante controvertida. Segundo uma das versões, Aqueloo tem um corno arrancado por Hércules na disputa por Dejanira. Das gotas do sangue derramado teriam nascido as sereias. Fato curioso este, pois esta narrativa se aproxima muito daquela que descreve o surgimento de outras figuras femininas importantes como Atená e Afrodite, cujos nascimentos também ocorrem sem intermediação materna. Em outras versões elas seriam filhas de Aqueloo e da Musa Melpômene, Estérope, ou Terpsícore.
Acompanhando o estudo de Meri Lao (Las Sirenas, 1985), encontramos referências sobre a morfogênese das sereias em três versões que expressam bem a ligação entre elas e o mundo feminino arcaico, nas seguintes passagens: a primeira conta que as sereias haviam se atrevido a competir em canto com as Musas, as quais lhes arrancam as penas sem piedade para utilizá-las como coroas. Em outra passagem Afrodite as teria castigado dando-lhes forma de pássaros devido à sua recusa em unir-se com mortais ou com divinos. Em outra versão as asas das sereias estão associadas ao mito de Deméter e sua filha Kore-Perséfone. Como ninfas do séquito de Kore, Deméter as teria transformado em aves como punição por não terem evitado o rapto de sua filha por Hades. Além disso, as sereias são frequentemente descritas como fiéis a Perséfone, intercedendo junto a ela em favor dos mortos através de cantos fúnebres. Nesse sentido podemos entendê-las como seres que conhecem e participam dos Mistérios e dos ritos sagrados de morte e renascimento.
Nesse percurso as sereias ganharam dois acessórios importantes que passaram a formar parte de sua representação simbólica: o espelho e o pente. Os pelos e os cabelos sempre estiveram associados à sexualidade e indicam atributos de natureza sexual. Cabeleiras hirsutas ou desgrenhadas são atributos de personagens tidos como indomáveis, loucos, lunáticos ou geniais e, assim como os pentes são utilizados para cardar a lã dos animais tornando-os mais atraentes, íntimos e convidativos, também são usados para “domesticar” os cabelos e domar a sensualidade animal.
Já o espelho nos fala da vaidade e da beleza, mas antes é instrumento que revela, ilude ou engana. Separa o virtual do real, e nos assombra mostrando mundos paralelos, infinitos, mágicos. O espelho é armadilha para aprisionar almas e sua ambigüidade é a mesma das sereias, que surgem no espelho d’água nos convidando a cruzar a fronteira entre dois mundos. Assim vemos que, onde quer que apareçam, Sereias, Iaras ou Iemanjás, carregam seus pentes e espelhos como parte dessa simbólica.

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Sereias no Continente Americano

É surpreendente a quantidade de histórias e lendas sobre sereias em continente americano, e vamos encontrá-las em lendas esquimós no Canadá, México, Brasil, Argentina e Chile, através de Iemanjá no candomblé, e nas lendas amazônicas sob a figura de Iara.
Entre os esquimós, Sedna é uma mistura de mulher e foca e é objeto de adoração entre eles através de cerimoniais de transe coletivo.
O mesmo aspecto de uma divindade importante no mito de criação de um povo, cultuada com rituais de transe e representada como sereias, vamos encontrar especialmente no Brasil nos rituais do Candomblé, na figura de Iemanjá.
Princesinha do Mar, Rainha do Mar, Rainha das Águas ou Dona Janaína, são alguns dentre os quase 30 nomes pelos quais é conhecida no Brasil. Seu nome deriva do iorubá Yèyé omo ejá, que significa “Mãe cujos filhos são peixes” (Verger, 1981, 190)
Camara Cascudo faz referência a sereias africanas como a Kianda, dos kimbundos e a Kiximbi, dos mbakas (Cascudo,L.C.,1948), mas é no Brasil que Iemanjá será identificada como Sereia, provavelmente por influência das lendas indígenas sobre a Iara. Existem muitas versões do mito de Iemanjá e as variações no culto se devem aos diferentes grupos étnicos de negros trazidos ao Brasil como escravos e aos modos de aculturação. O sincretismo com o cristianismo acabou por associar Iemanjá e a Virgem Maria nas figuras de NS da Conceição, NS das Candeias e NS dos Navegantes, principalmente nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nas procissões Iemanjá é representada por uma linda sereia toda colorida e cuidadosamente adornada.
Na Bahia comemora-se a Festa de Iemanjá no dia dois de fevereiro com uma grande procissão marítima que começa de manhã bem cedo com a presença de milhares de fiéis, visitantes e curiosos. As “baianas” estão todas arrumadas, vestidas de branco, os barcos decorados e um clima de grande animação. Os barcos saem para o mar ao som de tambores, carregando seus fiéis e, principalmente, cestos de palha com oferendas para Iemanjá. A ela são oferecidos pentes, espelhos, perfumes, flores e bilhetes com pedidos que serão lançados em alto mar. Nesse momento as filhas-de-santo que estão no barco caem em transe. Finalmente os barcos regressam e no dia seguinte, se os presentes voltarem, acredita-se que o ano será ruim para a pesca, mas se Iemanjá aceitá-los então esse será um ano bom.

8708 – Mitologia – Lobisomens e vampirismo


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O lobisomem é um entre vários monstros associados ao vampiro na mente popular. Esse relacionamento foi em grande parte estabelecido nos anos 30 com a produção de dois filmes de lobisomem pela Universal Pictures, e a inclusão do lobisomem e do vampiro juntos em três filmes durante os anos 40. Por definição, o lobisomem é um ser humano que em várias ocasiões (geralmente na lua cheia), voluntária ou involuntariamente se transforma num lobo ou numa criatura parecida com um lobo, assumindo suas características, especialmente sua ferocidade. Intimamente ligada aos lobisomens havia uma doença, a licantropia, na qual as pessoas acreditavam estar se transformando em um lobisomem, quando na realidade isso não ocorria.
Lobisomens e vampiros têm sido relacionados como existindo lado a lado nas mitologias em muitas culturas, porém têm um relacionamento especial com a área dos Bálcãs do sul, de onde provém muita da mitologia vampírica. Esse relacionamento estava particularmente evidente no uso do termo vrykolokas (termo usado em muitas línguas eslavas) para descrever vampiros nos recentes séculos na Grécia. Em relatos de vrykolokas no sul dos países balcânicos havia uma certa confusão sobre o significado da palavra. No início do século 20 o pesquisador pioneiro Freidrich Krauss, trabalhando na Bósnia, concluiu que o vrykolokas (vukudlak, na Bósnia) era um lobisomem (isto é, um homem ou uma mulher que se transformava num lobo e atacava o gado).

Pesquisadores mais recentes como Harry Senn e Jan L. Perkowski têm argumentado que a palavra vrykolokas derivava de uma antiga palavra eslava relativa ao ritual de se usar peles de lobo entre as tribos eslavas durante o primeiro milênio da era cristã. Anteriormente, Mircea Eliade tinha observado que os dacianos, os povos que habitavam a região hoje conhecida como Romênia, e cujo nome significa “lobo”, transformavam ritualmente seus jovens guerreiros vestindo-os com pele de lobo e fazendo a mímica adequada. O historiador Heródoto descreveu esse comportamento entre os primitivos povos dos Bálcãs do sul. Na época o lobo era admirado como um animal guerreiro. Senn observou que durante os primeiros séculos do segundo milênio o papel do lobo mudava de um de admiração para outro de medo. O lobo tornou-se uma ameaça à comunidade porque atacava as pessoas e o gado.
No decorrer dos primeiros séculos do segundo milênio, o uso do termo vrykolokas perdeu seu significado ritual (como a imagem do lobo mudou e o próprio ritual desapareceu). De acordo com Senn, o ponto de referência dos vrykolokas foi transferido para o vampiro. Nos Bálcãs do sul (Romênia, Sérvia, Croácia, Grécia, etc…), ele substituiu o velho termo pelo vampiro. Perkowski enfatizou que havia um passo intermediário no qual o termo assumia uma referência mitológica para um ser que perseguia as nuvens e devorava a lua (Agnes Murgoci, trabalhando na Romênia durante os anos 20, descobriu referências contínuas a esse significado de vrykolokas). Uma transição adicional foi feita no século 16, na época em que vrykolokas estava passando a se referir a vampiros. Esse significado espalhou-se então pelos Bálcãs até a Grécia. Perkowski argumentou ainda ainda que o termo nunca se referiu ao lobisomem, conforme Krauss e outros têm sugerido. Entre os modernos romenos existe uma criatura parecida com o lobo, o tricolici (ou pricolici) um homem que pode assumir a forma de um porco, um cachorro ou menos freqüentemente a de um lobo.
A crença nos lobisomens aparentemente teve seu auge na Europa durante a Idade Média. Embora muitos se recusassem a acreditar que os lobisomens existiam, muitos acreditavam que a licantropia era causada pelo diabo. Os primeiros caçadores de bruxas, James Sprenger e Heinrich Kramer, autores em 1486 do livro Malleus Maleficarum, “O Martelo das Bruxas”, que iniciaria a grande caçada nos dois séculos seguintes, declararam que a transformação do homem num lobo era impossível. Acreditavam que bruxas e feiticeiras poderiam fazer com que a pessoa acreditasse que tinha se transformado num lobo. Houve no entanto, diversos julgamentos contra pessoas acusadas de “lobisominismo”.
O vampiro e o lobisomem parecem ter sido reunidos na tela pela primeira vez em The Return of the Vampire (1943), o filme de Bela Lugosi feito para a Columbia Pictures. A Universal juntou o vampiro (Drácula) e Wolf Man (personagem interpretado por Lon Chaney Jr.) em três filmes na década de 40: House of Frankenstein (1944), House of Dracula (1945) e Abbot and Costello Meet Frankenstein (1948). No primeiro filme Chaney procura uma cura para sua condição, que finalmente encontrou no segundo filme. No terceiro filem, de brincadeira, o Wolf Man juntou-se à equipe de comédia para evitar que Drácula (Lugosi) transplantasse o cérebro de Costello no monstro de Frankenstein. Seguiram-se outros filmes de lobisomens, em 1961 a Hammer Films fez o filme The Curse of the Werewolf, dirigido por Terence Fischer, que tinha feito The Horror of Dracula alguns anos antes. A Hammer, como a Universal, nunca tentou juntar Drácula e o lobisomem no mesmo filme.

Na televisão. duas criaturas foram reunidas na série Dark Shadows com um novo personagem de nome Quentin. No decorrer da história, foi amaldiçoado a se tornar um lobisomem, a primeira tranformaçao tendo ocorrido no Capítulo 752. A princípio Quentin e Barnabas Collins, o personagem vampírico, eram inimigos, tentando eliminar um ao outro. Entretanto chegaram ao entendimento de que eram afligidos pelo mesmo mal e ai começaram a trabalhar juntos.

A tentativa seguinte de juntar os dois personagens ocorreu em 1970 com Werewolf vs. Vampire Woman, de uma série que apresentava Paul Naschy como o Conde Waldemar Daninsky (o lobisomem) tendo como oponente a vampira/bruxa Condessa Waldessa. Um vampiro apareceu na quinta seqüência de Howling (série de filmes de lobisomem). Em Howling IV: The Freaks (1990), o vampiro rapta o lobisomem para servir de atração em seu show de excentricidades. O tema lobisomem também estava evidente em Dracula’s Dog (1977), história de um cachorro vampiro à solta em Los Angeles.
O lobisomem era uma figura antiga encontrada no folclore mundial. O relato mais antigo de um homem tendo se transformado em lobo veio da mitologia da Grécia antiga. Lycaon (daí a palavra licantropia) desagradou Zeus, tentando fazê-lo comer carne humana e a divindade o tranformou num lobo. Vários autores antigos, tais como Galeno e Virgílio, forneceram as primeiras descrições de licantropia, entretanto rejeitaram a mitologia e acreditavam que a transformação em animais era o resultado de uma doença provocada pela melancolia ou pelas drogas. Licantropia é uma doença naqual uma pessoa se transforma em um animal; como muitas cultural do mundo creêm. Esta crença vem da antiguidade e, normalmente, o animal mais perigoso de cada povo ( tigre, hiena, leopardo, rato, gato, urso e lobo ) está conectado à esta doença. Nos dias de hoje, a licantropia é discutida como alucinação e não transformação real da pessoa.
Da mesma forma, o “lobisominismo” tinha sido relatado em todo mundo, embora os animais nos quais os humanos se tranformavam eram bem variados, incluindo leões, tigres, tubarões e crocodilos – todos animais grandes e conhecidos por sua ferocidade. Relatórios contemporâneos de licantropia também provêm do mundo inteiro, tanto de áreas rurais como do moderno Ocidente.
A supertição do lobisomem prevaleceu na Europa medieval. Acreditava-se que a licantropia fosse uma maldição passada adiante na família, ou pela mordida de um lobisomem.
Como se tornar um Lobisomem
Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para mágicos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem, mas os Lobisomens retiam suas vozes e vislumbre humanos fazendo com que não fosse possível distingui-los de um animal comum. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas.
De acordo com as lendas, existem quatro formas de alguém se tornar um Lobisomem. Elas vêm a seguir:

1: Pela própria maldição, resulta em o que é chamado de Lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro Lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática e uma completa surpresa.

2: Transmissão hereditária devido ao fato da criança do Lobisomem obter a mesma maldição de seu pai ou mãe. É exatamente o mesmo resultado de ser mordido por um Lobisomem. Se um Lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda. Mas normalmente, o Lobisomem irá considerar muito cruel amaldiçoar alguém dessa forma, então escolherá matar e devorar a vítima.

3: Sobreviver à um ataque: Se alguém for mordido e sobreviver, ele vai dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga por seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir seu novo e maléfico potencial e um incontrolável desejo de sangue (não limitado à humanos).

4: Um método discutível de se tornar um Lobisomem é ser mordido por um Lobo que decide amaldiçoar um homem, por qualquer rasão. O princípio continua então como a maldição por mágica, não significando doença, mas metamorfose na primeira noite de lua cheia.

5: Outro modo contado para virar Lobisomem, é pela auto-indução. Neste caso, em busca de poderes sobre humanos, o homem se dedica a alguma espécie de ritual ou cerimônia ocultista para propositalmente tornar-se um lobisomem. Os casos clássicos incluem um banho de banha de porco sob a lua cheia ou espojar numa encruzilhada onde os animais façam espojadura.

8513 – Mitologia – O que é Antropozoomorfismo


É a atribuição de características a seres metade homem metade animal.
A cultura do Antropomorfismo é antiga na história da humanidade, serviu para embasar argumentos, contos, narrativas e elementos constituintes de diversas sociedades. Da mesma forma, é embasamento recorrente em obras de arte, sobretudo literatura.

Na cultura ocidental, o Antropomorfismo consolidou-se após a influência dos textos filosóficos de São Tomás de Aquino. Seus seguidores encarregaram-se de eternizar a antropomorfização na cultura do cristianismo. Mas muito antes disso, na Grécia Antiga, por exemplo, o Antropomorfismo já estava atrelado ao culto de divindades, favorecendo na disseminação de mensagens através da humanização de seres. Ou seja, a mitologia grega é bastante calcada no Antropomorfismo.
A atribuição de imagem e de comportamento humano do Antropomorfismo não se restringe apenas a animais, engloba também materiais, objetos inanimados, plantas e qualquer outro ser ou elemento tangível ou imaginável. O recurso obteve muito sucesso para transmitir mensagens metafóricas de cunho religioso, moral ou social. Os contos de fada talvez sejam o veículo que melhor exemplifique o uso da antropomorfização. Neles, seus personagens, muitas vezes não humanos, transmites mensagens e ideais ao se recorrer ao estilo humanizado das coisas e dos seres. É importante ressaltar, como já demonstrado antes, que a antropomorfização não é um recurso utilizado apenas em obras infantis, é exemplo em várias sociedades abarcando questões distintas. Porém é de se reconhecer que o Antropomorfismo tem grande visibilidade atualmente em função da notória expansão dos desenhos animados e suas tecnologias. Estas mesmas histórias infantis ganharam muito espaço na TV e no cinema e conquistaram um grande número de admiradores, incluindo adultos.

A antropozoomorfização é uma variante que prescinde do antropomorfismo. Nesse caso, os seres são representados como dotados de características metade humanas e metade animal. É também uma prática cultural de longa data, marcando profundamente a cultura de sociedades antigas. Os egípcios, por exemplo, eram grandes admiradores do Antropozoomorfismo, grande parte de seus deuses possuíam representações com esses traços culturais. Por sinal, os deuses mais importantes que veneravam eram antropozoomorfizados, como Anúbis, um deus com corpo humano e cabeça de chacal; e Hórus, deus com forma humana e cabeça de falcão. A Esfinge de Gizé, por exemplo, um dos símbolos mais cultuados do Egito e um dos pontos turísticos mais frequentados no mundo, é uma representação antrozoomórfica. Trata-se de um corpo de leão com cabeça humana. É a maior representação antropozoomórfica do mundo.
Por sinal, o Antropozoomorfismo é muito recorrente em religiões ao redor do mundo. Não só os egípcios cultuavam divindades que eram metade humanas e metade animais, mas tal característica também era comum na cultura clássica da Grécia, de Roma e de sociedades ameríndias pré-colombianas.

8240 – As Constelações e a Mitologia


Adotado pelos babilônios para marcar o início do ano, pois em 2500 aC, o equinócio da primavera encontrava-se no meio das 3 estrelas que formam a cabeça do carneiro;

A mais antiga e talvez a primeira constelação a ser delimitada pelos babilônicos, que a utilização para marcar o início do ano, pois o equinócio da primavera, há 4 mil anos aC., localizava-se neste asterismo. Povos da antiguidade como os caudeus e hebreus davam ao mês de novembro o nome de Plêiades;

Órion

Muitos foram os mitos gregos para a origem das constelações, elas estavam intimamente ligadas aos seus deuses. Frequentemente os deuses lançavam às estrelas heróis, criaturas e representações de feitos, para imortaliza-los. Algumas das constelações que conhecemos hoje têm seu nome ligado às suas origens mitológicas gregas:
Escorpião
Para os antigos gregos a constelação de Escorpião era uma imagem deste animal e estava relacionada com a morte do caçador Orion. Há várias histórias sobre a morte de Orion, mas de acordo com uma delas em sua ânsia de se tornar um grande caçador, ele queria matar todos os animais selvagens.
Porém a deusa da terra Gaia não estava feliz com as intenções de Orion. Então, ela enviou um escorpião que com seu veneno derrotou o tão famoso caçador. Como recompensa por seus serviços, Gaia colocou sua imagem nos céus noturnos e até os dias de hoje a constelação de escorpião persegue Orion no céu noturno.

Câncer
De acordo com a antiga lenda grega, a imagem deste caranguejo gigante foi colocada nos céus pela deusa Hera formando a constelação Câncer. Hera jurara matar Héracles (ou Hércules para os romanos), o mais famoso herói grego. Ela tentou mata-lo de diversas maneiras, mas toda vez sua incrível força física o permitiu sobrepujar o perigo.
Hera lançou sobre ele um feitiço que o enlouqueceu fazendo com que cometesse um grande crime. Para poder ser perdoado, ele teve de realizar doze árduos trabalhos e um deles era derrotar a terrível serpente aquática de nove cabeças, a Hidra de Lerna.
Durante a batalha entre Hércules e Hidra, a deusa Hera enviou um caranguejo gigante para ajudar a serpente, mas Hércules com sua força sobre-humana matou-o pisando e perfurando sua armadura natural. Como recompensa por seus serviços, Hera colocou a imagem do caranguejo no céu noturno.

Touro
Europa era a bela filha do rei Agenor. Zeus, o rei dos deuses, ao vê-la colher flores próxima ao mar, imediatamente apaixonou-se por ela.
Zeus transformou-se em um magnifico touro branco e apareceu à beira mar aonde Europa passava seu tempo. O grande touro caminhou gentilmente até ela e curvou-se aos seus pés. A aparência e os movimentos do animal eram tão gentis que Europa colocou flores em seu pescoço e ousou monta-lo. Mas então subitamente o touro correu para o mar sequestrando Europa. Somente então ele revelou sua identidade e a carregou para a ilha de Creta, no Mediterrâneo.
Lá Zeus desfez-se do disfarce e de volta a sua forma humana, fez de Europa sua amante sob uma árvore de cipreste. Europa então tornou-se a primeira rainha de Creta e teve três filhos de Zeus. Enfim, Zeus reproduziu a forma do touro branco, usado para seduzir Europa, no céu noturno formando a constelação de Touro.

7410 – A Mitologia Grega


Atlas, a lenda só não diz onde ele se apoiava para sustentar o mundo
Atlas, a lenda só não diz onde ele se apoiava para sustentar o mundo

Imortalizada em obras como Odisséia e Ilíada, a exuberante mitologia grega é inspiração para as artes de todos os tempos. Herdados pela civilização romana, alguns mitos ganharam novos nomes, como Hércules (Héracles), Cupido (Eros) ou Ulisses (Odisseu). O que não mudou – nem mudará – é a enorme quantidade de sexo e sangue produzida por essas divindades olímpicas, fantásticos monstros e fabulosos heróis.

Urano
O primeiro senhor do mundo, o Céu Estrelado. Fecundou a mãe, Gaia (a Terra), dando origem aos titãs, que detestava.
Cronos
Deus do tempo, o titã castrou o pai com uma foice e tomou o poder. Devorava os filhos recém-nascidos. Zeus escapou.
Deméter
A deusa da colheita deixou o mundo passar fome ao perder a filha Perséfone para o infernal Hades. Zeus ordenou que a filha passasse parte do ano com a mãe. É quando chega a primavera
Palas atenas
Nascida da cabeça de Zeus, é a deusa da sabedoria. Ama a paz e a civilização. Mas, quando guerreia, nem mesmo Ares segura a bronca.
Hestia
Pacata irmã de Zeus, nunca se envolve em disputas. Protege lares e famílias e é a mais boazinha das divindades.
Atlas
Após a queda de Cronos, o poderoso titã foi condenado a sustentar o Céu nas costas
Afrodite
Quando os genitais de Cronos caíram no oceano, as espumas do mar deram origem à mais deslumbrante das criaturas, a deusa da beleza e do amor.
Hefestos
Filho de Hera, que o gerou sem ajuda masculina, é o ferreiro do Olimpo. Feio, manco e tímido, casou-se com a bela Afrodite – que o trai em todas as oportunidades.
Ares
Filho de Zeus e Hera, o deus da guerra ama sangue e destruição. Todos o detestam, menos Afrodite (sua amante secreta) e Hades (que se beneficia de suas matanças).
Prometeu
O titã criou os homens a partir de estátuas de barro. Então deu-lhes o fogo, exclusivo dos deuses. Irado, Zeus o acorrentou a um rochedo por 30 anos. De dia, uma águia lhe devora o fígado; de noite, o órgão se regenera.
Eros e Psiquê
Disparando flechas, Eros incendeia de amor deuses e mortais. Mas até ele caiu vítima desse feitiço. E se apaixonou pela princesa Psiquê.
Gigantes
Seres de força descomunal, declararam guerra ao Olimpo. Só foram derrotados quando Héracles entrou no combate.
Dédalo e Ícaro
Aprisionado no Labirinto de Creta, Dédalo fabricou asas com cera e penas para ele e seu filho, Ícaro. Mas na fuga Ícaro se aproximou demais do Sol. Suas penosas derreteram e ele voou para a morte.
Ciclopes
Criaturas imensas, com um olho no meio da testa. Forjaram o tridente de Posêidon, o capacete de Hades e o relâmpago de Zeus.

O protetor dos pastores é preguiçoso, depravado e bem feio. Tem chifres, cauda e pernas de cabra. Passa o tempo nos bosques, perseguindo ninfas.
Zeus
Declarou guerra a Cronos e o derrotou. Tornou-se senhor do mundo, governando do alto do monte Olimpo. Fulmina os insolentes mortais com seu relâmpago.
Hera
Irmã e esposa de Zeus, é famosa pelas intrigas contra o marido e por seus acessos de ciúmes. Com razão: ele tem inúmeras amantes
Ninfas
Jovens, belas e delicadas, elas habitam os bosques, as montanhas e as águas. Despertam grandes paixões entre deuses e mortais.
Musas
As nove são filhas de Zeus e Mnemósine, deusa da memória. Seguidoras de Apolo, cantam e dançam nas festas divinas, inspirando as artes.
Narciso
Mortal de incrível beleza e grande egoísmo, recusou o amor da ninfa Eco. Certo dia, ao olhar seu próprio reflexo nas águas de uma fonte, apaixonou-se perdidamente por si mesmo e ali permaneceu até consumir-se.
Dionísio
Filho de Zeus com a mortal Semele, é o patrono do vinho e espalha a embriaguez entre os homens. Concedeu ao rei Midas o desejo de transformar tudo o que tocasse em ouro.
Posêidon
Irmão de Zeus, o senhor dos mares faz a terra tremer e as águas se agitarem ao brandir seu tridente. Teve caso com a Medusa e filhos como o ciclope Polifemos.
Hermes
Filho de Zeus, demonstrou enorme talento para a trapaça. Sua astúcia e ligeireza fizeram dele o mensageiro favorito dos deuses olímpicos. É o patrono dos ladrões.
Apolo e Artemis
Filhos de Zeus, Apolo é o deus da harmonia e patrono das artes, enquanto sua gêmea, Artemis, é a divinidade da caça. Ela ama bosques e montanhas, mas não os homens, e permanece virgem
Odisseu
Herói da Guerra de Tróia, livra-se das enrascadas usando a cabeça. Perseguido por Posêidon, passou anos perdido nos mares até conseguir voltar para sua amada Penélope.
Jasão
O líder do navio Argos foi buscar o Velo de Ouro (pele de um supercarneiro) em Cólquida e o resgatou com a ajuda da feiticeira Medéia. Casaram-se, mas ela matou os filhos.
Perseu e Medusa
Perseu decepou a cabeça da Medusa, que tinha serpentes no lugar dos cabelos e transformava em pedra quem ousasse encará-la. Com um espelho de bronze, um manto que lhe garantia invisibilidade e botas aladas, o serviço ficou fácil.
Héracles
Fruto de Zeus com uma mortal, é o mais famoso herói da Grécia. Derrotou diversos monstros, como Cérbero, o cão carnívoro de três cabeças que guarda os portões do Inferno
Centauros.
Habitantes das montanhas e florestas, os centauros têm busto de homem e corpo de cavalo. Alguns são selvagens e brutais; outros, como o sábio Quíron, amam as artes e as ciências
Teseu e Minotauro.
O príncipe de Atenas ousou penetrar no Labirinto de Creta, onde vivia o poderoso Minotauro, com cabeça de touro e corpo de homem. Matou-o e conseguiu voltar graças a um novelo de lã com que marcou todo o caminho.
Pégaso e Belerofonte
Montando o cavalo alado Pégaso, Belerofonte tentou voar até os cumes do Olimpo. Irritado pela ousadia, Zeus fez o animal corcovear, derrubando e matando o herói.
Orfeu e Eurídice
O músico Orfeu foi ao Inferno buscar a ninfa Eurídice. Hades deixou-a ir, contanto que Orfeu não olhasse para trás. Ele olhou e, por isso, sua amada está lá até hoje.
Hades e Perséfone
Após ser raptada por Hades, rei do Inferno, Perséfone casou-se com ele e tornou-se a rainha da região.
Sísifo
Trapaceiro que enganou até a Morte, o infeliz foi condenado a empurrar eternamente uma pedra até um cume. Ao chegar lá, ela rola para baixo.
Caronte
Na fronteira do Tártaro, os mortos devem pagar pedágio e subir na barca de Caronte. Assim, atravessam o rio Estiges e chegam ao Inferno. O morto sem dinheiro fica 100 anos chorando na margem do rio.

7246 – Papai Noel ou Papão Noel?


papão noel

O Papai Noel é um dos personagens mais queridos de nosso planeta. Afinal, ele traz os presentes no Natal e vive para alegrar as crianças, certo? Errado. A julgar por um levantamento realizado em Nova York, ou elas perderam a inocência (e não acreditam mais no Bom Velhinho) ou têm alguma desconfiança com relação àquele senhor de barbas brancas. A conclusão é que a última coisa que os pequenos de fato fazem diante da grande figura de roupas vermelhas é sorrir.
Para realizar a pesquisa sobre a relação das crianças com o Papai Noel, Trinkaus recrutou um grupo de voluntários, que ficaram de plantão em dois shopping centers e uma loja de Nova York que contrataram atores fantasiados para esquentar as vendas antes do Natal. O método, bastante simples e eficaz, previa que os observadores anotassem, numa planilha, a reação dos pequenos ao ver o Bom Velhinho. Como em todo bom trabalho estatístico, a planilha indicava seis respostas possíveis, numa escala de “animado” até “aterrorizado”, passando por “feliz”, “indiferente”, “hesitante” e “entristecido”. Os números não deixam margem a dúvidas: nada menos que 98% dos 300 meninos e meninas analisados nos dois shoppings ficaram indiferentes ou hesitantes. Na loja, a porcentagem foi apenas ligeiramente menor: 93% de um total de 30 crianças. Nos dois grupos pesquisados, foi registrada apenas uma reação “animada”

O bom velhinho não é mais aquele
Diante da figura do Papai Noel, as crianças dos shoppings de Nova York ficaram…
SHOPPINGLOJA
Animadas 0%0%
Felizes 1%7%
Indiferentes 82%73%
Hesitantes 16%20%
Entristecidas 0%0%
Aterrorizadas 1%0%

7017 – Mitologia – A Lenda do Minotauro


Na mitologia grega, o Minotauro, era segundo sua representação mais tradicional entre os gregos antigos, uma criatura imaginada com a cabeça de um touro sobre o corpo de um homem O autor romano Ovídio descreveu-o simplesmente como “parte homem e parte touro.” Habitava o centro do Labirinto, uma elaborada construção erguida para o rei Minos de Creta, e projetada pelo arquiteto Dédalo e seu filho, Ícaro especificamente para abrigar a criatura. O sítio histórico de Cnossos, com mais de 1300 compartimentos semelhantes a labirintos, já foi identificado como o local do labirinto do Minotauro, embora não existam provas contundentes que confirmem ou desmintam tal especulação. No mito, o Minotauro eventualmente morre pelas mãos do heroi ateniense Teseu.
O termo Minotauro vem do grego antigo, composto etimologicamente pelo nome Μίνως (Minos) e o substantivo ταύρος (“touro”), e pode ser traduzido como “(o) Touro de Minos”. Em Creta, o Minotauro era conhecido por seu nome próprio, Astérion, um nome que ele compartilhava com o pai adotivo de Minos.
Minotauro, originalmente, era apenas utilizado como nome próprio, referindo-se a esta figura mítica. O uso de minotauro como um substantivo comum que designa os membros de uma raça fictícia e genérica de criaturas antropogênicas com cabeças de touro surgiu bem posteriormente, no gênero de ficção fantástica do século XX.
Após assumir o trono de Creta, Minos passou a combater seus irmãos pelo direito de governar a ilha. Rogou então ao deus do mar, Poseídon que lhe enviasse um touro branco como a neve, como um sinal de aprovação ao seu reinado. Uma vez com o touro, Minos deveria sacrificar o touro em homenagem ao deus, porém decidiu mantê-lo devido a sua imensa beleza. Como forma de punir Minos, a deusa Afrodite fez com que Pasífae, mulher de Minos, se apaixonasse perdidamente pelo touro vindo do mar o Touro Cretense.
A luta entre Teseu e o Minotauro foi representada com frequência na arte grega. Um didracma de Cnossos exibe num lado o labirinto, e no outro o Minotauro cercado por um semicírculo de pequenas bolas, provavelmente representando estrelas; um dos nomes do monstro era Astérion, “estrela” em grego antigo.
As ruínas do palácio de Minos, em Cnossos, foram descobertas, porém nenhum labirinto foi encontrado ali. O número enorme de aposentos, escadas e corredores do palácio fez com que alguns arqueólogos sugerissem que o próprio palácio teria sido a fonte do mito do labirinto, uma ideia que geralmente é desacreditada nos dias de hoje.
Alguns mitólogos modernos vêem o Minotauro como uma personificação solar, uma adaptação minoica do Baal-Moloch dos fenícios. A morte do Minotauro por Teseu, neste caso, indicaria o rompimento das relações tributárias de Atenas com a Creta minoica.

7001 – Como surgiu o Dia das Bruxas?


O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa e pronuncia-se: /hæləʊˈiːn/ ; /hæloʊˈiːn/ ) é um evento tradicional e cultural, que ocorre basicamente em países de língua inglesa, mas com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos (não existem referências de onde surgiram tais celebrações).
O primeiro registos do termo “Halloween” é de cerca 1745. Derivou da contracção do termo escocês “Allhallow-even” (véspera de Todos os Santos) que era a noite das bruxas.
Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening → Hallowe’en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows’ Eve.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”, uma lenda histórica.

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão”).
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem Pagã
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com galinhas presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Católica
Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual “Halloween”.

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.
Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.
Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar.
Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500-1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat (doce ou travessuras).
A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade. Porém, não existe ligação dessa festa com o mal. Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflete a realidade pagã.

Outra tradição diz que Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Críticas

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

Refrescando a Memória: Abóbora já foi nabo

Leio sobre isso aqui no Mega – http://megaarquivo.com/2010/11/01/halloween-a-abobora-ja-foi-nabo/

6929 – Seriam os Deuses Astronautas 2


Seres extraterrestres estiveram na Terra na Antiguidade e estabeleceram comunicação com as sociedades humanas primitivas?
Um dos primeiros a divulgar amplamente a idéia de que podemos ter mantido contato com civilizações extraterrestres na Antiguidade foi curiosamente um dos mais conhecidos céticos. No livro “Vida Inteligente no Universo” (1966) o astrônomo Carl Sagan, em colaboração com o colega soviético Iosif Shklovsky dedica um capítulo inteiro para defender seriamente a possibilidade de um contato em eras passadas.
Já então a dupla indicou um possível deus astronauta: o enigmático personagem da mitologia suméria, Oannes. Quimera metade peixe, diz a lenda que a criatura surgiu no Golfo Pérsico por volta de 4.000AC e ensinou várias artes e ciências aos homens. Seriam os ecos longínquos do contato com um alienígena benevolente?
Talvez, apenas talvez. A dupla de cientistas foi sóbria e cautelosa ao deixar claro que eram apenas especulações sem comprovação. E é aqui que reside a diferença entre especulação e a enganação. Logo depois um hoteleiro suíço venderia exatamente as mesmas idéias como se fossem fatos comprovados, e o resto, como dizem, é história. Ou melhor, ficção vendida como história.
As supostas evidências que permitiriam o pulo de especulação para fato já foram exaustivamente exploradas ao longo das últimas décadas, e seria impossível abordar todas em detalhe neste espaço. Cada uma delas é um caso específico em que traficantes de mistérios nunca contam toda a história. Fiquemos então com a que, segundo o próprio cético Sagan seria uma das melhores evidências concretas de contatos na antiguidade.
São os rituais e lendas do povo Dogon na África. Coincidência ou não, esta tribo distante também fala da chegada de uma quimera peixe-serpente, chamada Nummo, vinda diretamente do sistema estelar de Sírio. Não apenas o mito faz referência astronômica ao sistema estelar, ele inclui alguns detalhes que só foram confirmados pela ciência no século passado. A especulação se torna subitamente sólida quando as “lendas” possuem elementos que apenas grandes telescópios – ou viajantes extraterrestres – poderiam conhecer. Seria este o caso perfeito? Pelo menos é o que enganadores vendem.
O que nunca contam é que a história não pára aí. Há algo muito estranho quando descobrimos que os Dogon acreditam que o Nummo foi crucificado (!) e ressuscitou, e que deve retornar uma segunda vez à Terra. Soa familiar? Demasiadamente familiar. Em verdade as lendas astronômicas Dogon mais extraordinárias têm uma única fonte, o antropólogo Marcel Griaule que manteve contato com a tribo nos anos 1930 e 40. Outros antropólogos em contato com a mesma tribo antes e depois falharam em confirmar as extraordinárias lendas.
Não se suspeita que Griaule inventou as histórias, mas é revelador que os supostos mitos ancestrais espelhem os mitos e conhecimentos do próprio europeu. Os supostos conhecimentos astronômicos Dogon também contêm alguns erros, idênticos aos da astronomia européia no início do século passado. Pelo visto a tribo Dogon não devia estar tão isolada dos europeus, e como Sagan notou, a civilização alienígena com conhecimentos astronômicos sofisticados em contato com os Dogon que o antropólogo descobriu era… sua própria civilização.

6928 – O Ouro dos Deuses – Livro


No livro “The Gold of the Gods” (1973)*, Erich von Däniken anuncia logo no início:

“Para mim esta é a mais incrível e fantástica história do século. Poderia facilmente ter vindo diretamente dos campos da Ficção Científica se eu não tivesse visto e fotografado a verdade pessoalmente. O que eu vi não foi produto de sonhos ou imaginação, era real e tangível. Um sistema gigantesco de túneis, com milhares de quilômetros de comprimento e criado por construtores desconhecidos em uma data desconhecida jaz a grande profundidade no continente sul-americano”.

Tão ou mais incrível que o sistema subterrâneo de milhares de quilômetros sob nossa América do Sul era o conteúdo de algumas das imensas cavernas, “tão grandes quando o hangar de um avião Jumbo”. Descrito em primeira pessoa, o autor suíço descreve suas aventuras adentrando uma delas e a revelação em meio ao escuro de incontáveis estátuas de material desconhecido, formando um magnífico zoológico de figuras de animais, de elefantes a leões, incluindo mesmo dinossauros, adornados por algo ainda mais inacreditável: uma miríade de placas de metal contendo inscrições com “o que é provavelmente um sumário da história de uma civilização perdida … contendo a sinopse da história da humanidade, assim como um relato da origem da humanidade na Terra e informação sobre uma civilização desaparecida”.

O descobridor desta mais incrível e fantástica história do século seria Juan Moricz, guia de Däniken na fabulosa expedição. O leitor empolgado com a descoberta, no entanto, poderá ficar intrigado com o fato de que entrada do sistema de túneis ainda deveria ser mantida secreta, “guardada por índios hostis entre o triângulo formado pelas três cidades de Gualaquiza, San Antonio e Yaupi na privíncia de Morona-Santigago” (no Equador). O livro contém ainda uma foto do que se entende ser o autor adentrando a caverna, com a legenda:
Pouco após a publicação do livro, o próprio Moricz desmentiu Däniken. Em entrevistas aos jornais alemães, Moricz assegurou que Däniken nunca havia visto o que descreveu. “Exceto se ele foi em um disco voador… se ele diz ter visto a biblioteca e as outras coisas por si mesmo então isso é uma mentira”.

No documentário da PBS/BBC, “The Case of the Ancient Astronauts”, que você confere acima, ao redor dos 40 minutos o próprio Erich von Däniken admite a inverdade. Questionado se a história que publicou da visita às cavernas realmente aconteceu, Däniken responde com um cachimbo na boca:

“Não, isso não aconteceu”, admite. “Mas penso que quando alguém escreve livros no meu estilo, que não são livros científicos, … são um tipo de livro popular, mas não são ficção científica. Embora os fatos existam … então um autor pode usar efeitos. Assim, pequenos detalhes como esse não são importantes realmente porque não afetam os fatos, estão apenas estimulando o leitor, e pode-se fazer isso”.
Quanto à foto publicada dentro do sistema de túneis, também se pode ver Däniken explicando que a expedição teria sido feita por Juan Moricz em 1969 e que ele mesmo nunca esteve lá. “Eu estive em uma entrada lateral em um local completamente diferente. Eu nunca estive aí”. Apesar do que a legenda sugere no contexto da história – depois admitida como uma fantasia dramática – a fotografia publicada não mostra o autor suíço, e sim Gastón Fernández, parte da expedição de Moricz na Cueva de los Tayos em 1969.

“Os livros de Däniken são vendidos como factuais. Como o leitor saberá se o autor está usando ‘efeitos dramáticos’ ou se está simplesmente contando mentiras?”, questiona o narrador da BBC.

Eram os Deuses Contadores de Histórias?
Erich von Däniken já foi condenado e cumpriu penas em três ocasiões. A primeira foi já aos dezenove anos, por furto. Um psiquiatra descreveu na ocasião que ele exibia uma “tendência a mentir”. A segunda condenação foi por fraude relacionada a uma negociação de jóias, pela qual cumpriu nove meses de pena. A terceira também foi relacionada a fraudes, através das quais o então hoteleiro havia tomado empréstimos somando uma dívida de $130.000 enquanto viajava pelo mundo coletando material que usaria em “Eram os Deuses Astronautas”. Foi condenado a três anos e meio de prisão, cumprindo um ano antes de ser liberado. No julgamento, foi descrito novamente como um mentiroso e um psicopata criminal pelo psiquiatra que o avaliou.
Tais condenações pouco deveriam afetar a realidade de suas ideias ou evidências, não fosse o fato de que se relacionam com fraudes, falsificações e mesmo avaliações psiquiátricas que, como visto acima, parecem no mínimo parcialmente confirmadas quando o próprio autor admite se valer de “efeitos” dramáticos, ou simples mentiras. Para ele, um autor “pode fazer isso”.

O imbróglio do sistema secreto de túneis sob a América do Sul não é o único engodo do qual Däniken participou na criação ou divulgação. Ainda na América do Sul, outra fraude notória promovida nos livros de Däniken é a história muito similar de “Tatunca Nara”, um suposto índio que seria portador da fantástica “Crônica de Akakor”, estendendo-se por tempos imemoriais de outra (ou a mesma?) civilização avançada e perdida nos subterrâneos da Amazônia. Parte desta fantasia permeou mesmo o último filme de Indiana Jones, onde Akakor foi referido como “Akator” e mesclado com crânios de cristal e extraterrestres.

As evidências apresentadas por Däniken são ou especulação contrariada pela evidência arqueológica, ou simples fraudes evidentes em que o autor escolheu omitir informação ou inclusive, inventá-la para “efeito” [dramático] em seu “estilo” de livros. No mesmo livro com a fantasiosa visita às fantásticas cavernas inexistentes da “história do século”, Däniken especula que bananas são um mistério que talvez seja explicado com uma origem alienígena:

“… a banana é um problema. É encontrada mesmo na mais remota das ilhas do sul. Como essa planta, que é tão vital para a nutrição da humanidade, se originou? Como ela fez o caminho ao redor do mundo, visto que não possui sementes? Será que os ‘Manu’, sobre quem a saga indiana conta, a trouxe consigo de outra estrela – como um alimento completo?”

Em uma cândida e demolidora entrevista concedida, onde mais, na revista Playboy em agosto de 1974 ao então novato jornalista Timothy Ferris – que posteriormente produziria o disco dourado enviado nas sondas Voyager – após expor como mal havia lido e pesquisado boa parte das supostas provas que apresentou, concedendo que várias delas, como o pilar de ferro de Delhi, não seriam realmente um mistério “e podemos esquecer sobre essa coisa”, o clímax chega quando Ferris encerra:

“Ferris: Uma última pergunta vem à mente porque das suas teorias, a nossa favorita é aquela em Gold of the Gods em que você sugere que a banana foi trazida à Terra vinda do espaço. Você estava falando sério?

Von Daniken: Não, e poucas pessoas sacaram isso.
Podemos ter sido visitados por civilizações extraterrestres, uma ideia verdadeiramente fabulosa e fantástica. Ela foi proposta com mais propriedade e parcimônia por diversas figuras anos antes que o hoteleiro suíço condenado e preso por fraudes fizesse fortuna com seu “estilo” repleto de “efeitos” os quais se permite como autor tentando “de outras formas fazer as pessoas rirem”.

As Cavernas Subterrâneas e um Astronauta de Verdade
Além da fantasia publicada por Däniken como realidade, admitida em frente às câmeras como um “efeito” literário, a história das cavernas sul-americanas tem outra reviravolta curiosa: participaria dela ninguém menos que o astronauta Neil Armstrong. Após ler o livro de Däniken, o escocês Stanley Hall ficou fascinado com a história e contatou Juan Moricz. Sua ideia era organizar uma nova expedição ao local, em uma cooperação entre os exércitos britânico e equatoriano. Em um relato a Philip Coppens, Hall conta que

“a expedição precisava de uma figura honorária, e o nome do príncipe Charles, que havia recebido um diploma em arqueologia, foi proposto, mas eu sabia que [o astronauta] Neil Armstrong tinha conexões escocesas. Minha mãe era uma Armstrong e através de outro Armstrong em Langholm, onde Neil Armstrong se tornou um cidadão honorário, eu fiz contato. Meses depois, recebi a resposta de que Neil Armstrong estava bem disposto a se juntar a nós nesta missão. Foi quando a expedição se tornou o desafio de uma vida”.
O primeiro homem a pisar na Lua pisou no sistema de túneis em 3 de agosto de 1976 como parte de uma das mais elaboradas expedições espeleológicas, contando com inúmeros profissionais e militares de apoio. Pode-se conferir as fotos de Neil Armstrong na expedição, incluindo a acima, na galeria de imagens de Hall. A despeito de extensa pesquisa, não se descobriu nenhum sistema de milhares de quilômetros de túneis, não se descobriu nenhum zoológico milenar de animais de metal desconhecido, tampouco o maior tesouro de todos, a biblioteca de plaquetas com a história da humanidade desde seus primórdios em civilizações perdidas.
O que se descobriu foram 400 novas espécies de plantas assim como uma câmara de sepultamento cerimonial na Cueva de los Tayos, com um corpo sentado, datada a 1.500 AC. Para muitos este seria o fim da história e o desmentido, se é que seria necessário após a negação de Moricz e a confissão do próprio Däniken. Para outros, contudo, a crença jamais morreria. Moricz faleceu em 1991 sem jamais revelar onde estaria a “verdadeira” entrada para o sistema de túneis, mas segundo Coppens e ao próprio Stan Hall, que jamais deixaram de acreditar na realidade das cavernas subterrâneas, a figura-chave seria Petronio Jaramillo. De fato Moricz sempre reconheceu que havia sido outra pessoa a lhe indicar a descoberta, e desde o início havia várias conexões entre Moricz e Jaramillo.

6907 – A Lenda da Atlântida


Tal lenda tenta dar uma explicação para a existência do arquipélago. Muito antiga e de origem desconhecida, foi narrada por Platão, sendo já mencionada por este como uma história que lhe contaram.
Na antiguidade teria havido um imenso continente (a Atlântida) no meio do Oceano Atlântico, em frente às Portas de Hércules. Essas portas, segundo mitos antigos, fechavam o mar Mediterrâneo onde atualmente se localiza o Estreito de Gibraltar.
A Atlântida seria um lugar magnífico, com extraordinárias paisagens, um clima suave, grandes florestas de frondosas e gigantescas árvores, extensas planícies férteis, chegando a dar duas ou mais colheitas por ano, e animais mansos, saudáveis e fortes.
Os habitantes desta terra paradisíaca chamavam-se atlantes e eram senhores de uma invejável civilização, considerada perfeita e rica. Tinha palácios e templos cobertos a ouro e outros metais preciosos como a prata e o estanho, e abundava o marfim. Produzia todo o tipo de madeiras tidas como preciosas, tinha minas de todos os metais.
Dispunha de jardins, ginásios, estádios, boas estradas e pontes, e outras infraestruturas importantes para o bem estar dos seus cidadãos. A joalharia usada pelos atlantes seria feita com um material exótico e mais valioso que o ouro, apenas do conhecimento dos povos atlantes, que se chamava oricalco. A economia florescente proporcionava as artes, permitindo a existência de artistas, músicos e grandes sábios.
O império dos atlantes era formado por uma federação de 10 reinos que se encontravam debaixo da protecção de Poséidon. Os seus povos eram tidos como exemplares no seu comportamento, e não se deixavam corromper pelo vício ou pelo luxo mas viviam num pleno e magnifico bem estar que o seu país perfeito lhe permitia.
No entanto, não deixavam de praticar e de se ensaiar nas artes da guerra, visto que vários povos, movidos pela inveja e pela abundância dos atlantes, tentavam invadir a sua terra. Os combates de defesa foram tão bem sucedidos que surgiu o orgulho e a ambição de alargar os domínios do reino.
Assim o poderoso exército atlante preparou-se para a guerra e aos poucos foi conquistando grande parte do mundo conhecido de então, dominando vários povos e várias ilhas em seu redor, uma grande parte da Europa Atlântica e parte do Norte de África. E só não teriam conquistado mais territórios porque os gregos de Atenas teriam resistido. Os seus corações até ali puros foram endurecendo com as suas armas. Nasceu o orgulho, a vaidade, o luxo desnecessário, a corrupção e o desrespeito para com os deuses.
Poséidon convocou então um concílio dos deuses para travar os atlantes. Nele foi decidido aplicar-lhes um castigo exemplar. Como consequência das decisões divinas começaram grandes movimentos tectônicos, acompanhados de enormes tremores de terra. As terras da Atlântida tremeram violentamente, o céu escureceu como se fosse noite, apareceu o fogo que queimou florestas e campos de cultivo. O mar galgou a terra com ondas gigantes e engoliu aldeias e cidades.
Em pouco tempo Atlântida tinha desaparecido para sempre na imensidão do mar. No entanto, como fora possuidora de grandes montanhas, estas não teriam afundado completamente. Os altos cumes teriam ficado acima da superfície das águas e originado as nove ilhas dos Açores.
Alguns dos habitantes da Atlântida teriam, segundo a lenda, sobrevivido à catástrofe e fugido para vários locais do mundo, onde deixaram descendentes.

6639 – Biologia Marinha – O Boto


Eis o boto

Nenhum animal amazônico é objeto de tantas histórias quanto o boto. Acreditam os folcloristas que as lendas não têm origem indígena, ao contrário do que se pensa, mas teriam sido criadas pela imaginação do colono português.
Boto é o personagem mitológico da Amazônia que se transforma de cetáceo em homem para praticar estripulias entre as mulheres ribeirinhas. Seduz as moças que vivem às margens dos cursos d”água amazônicos e é responsável por todos os filhos de paternidade ignorada. Nas primeiras horas da noite, transforma-se num belo rapaz branco, alto e forte, que dança muito bem e gosta de beber. Vai aos bailes e freqüenta reuniões, onde encontra as moças que por ele se apaixonam. Comparece pontualmente aos encontros que marca com elas, mas antes de clarear o dia salta para dentro do rio e volta a assumir a forma de boto. Dizem algumas versões do mito que o boto, quando está transformado em homem, nunca tira o chapéu branco para que não lhe vejam o orifício que tem no alto da cabeça.
Outras histórias misteriosas são atribuídas ao boto. Uma versão, das mais antigas, diz que ele tem o hábito de assumir forma de mulher, de cabelos longos até o joelho, que sai a passear à noite e encaminha os rapazes para o rio, onde os afoga. A associação do boto, ou delfim, aos assuntos amorosos remonta à antiguidade. Grécia e Roma consagraram-no a Afrodite e Vênus, porque os movimentos de seu deslocamento na água, levantando e abaixando o dorso, sugerem movimentos do ato sexual.

6486 – Mitologia – A Lenda do Holandês Voador


Navio fantasma Holandês Voador

Trata-se de um lendário Galeão e navio-fantasma holandês que supostamente vagará pelos mares até o fim dos tempos, que segundo as lendas do mar, “um veleiro que navegava de contra ao vento, uma característica marcante desse navio…” (ou miragem naval, de má sorte …)
Em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.
Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante – general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais “rebeldes” e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu “Lobo do Mar”, que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal – sinistro de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando contra o vento.
A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
O navio foi visto pela última vez em 1632 no Triângulo das Bermudas comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada no filme Piratas do Caribe.

5630 – Mitologia – Encélado


Gigante preso

Na Mitologia Grega é um dos gigantes que são os quatro filhos de Gaia. Foi vencido por Atena. É conhecido como o senhor do gelo. É irmão do mais poderoso gigante da mitologia grega, Tífon. Conhecido como aquele que rosna. Uma das máquinas de guerra construídas para destronar Zeus. Encélado e Tífon lutaram contra Zeus e Atena em uma batalha sangrenta que culminou na queda dos últimos gigantes. Em sua batalha com Atena e Zeus, foi aprisionado no monte Etna juntamente com seu irmão e lá estão presos até hoje lançando sua fúria sobre a Terra.