14.322 – Instituições Científicas – Laboratório Cavendish


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Pertencem ao departamento de física da Universidade de Cambridge. Fazem parte da escola de Ciências Físicas e foram construídos em 1873 como laboratórios de formação de estudantes. No início os laboratórios estavam instalados no centro de Cambridge, porém, por falta de espaço foram deslocados na década de 70 para a zona ocidental de Cambridge.
O departamento recebeu seu nome de Henry Cavendish, um famoso cientista e membro de um ramo da família Cavendish relacionada com os duques de Devonshire. Um dos membros desta família, William Cavendish, 7º Duque de Devonshire, foi reitor da Universidade e, deu o nome do seu parente ao laboratório depois de o fundar e doar fundos para a sua construção, tendo ainda nomeado a James Maxwell como primeiro diretor.
Até agora 28 cientistas dos Laboratórios Cavendish já foram laureados com prêmio Nobel.

Lord Rayleigh (Física, 1904)
Sir J.J. Thomson (Física, 1906)
Lord Ernest Rutherford (Química, 1908)
Sir Lawrence Bragg (Física, 1915)
Charles Barkla (Física, 1917)
Francis Aston (Química, 1922)
Charles Wilson (Física, 1927)
Arthur Compton (Física, 1927)
Sir Owen Richardson (Física, 1928)
Sir James Chadwick (Física, 1935)
Sir George Thomson (Física, 1937)
Sir Edward Appleton (Física, 1947)
Lord Patrick Blackett (Física, 1948)
Sir John Cockcroft (Física, 1951)
Ernest Walton (Física, 1951)
Francis Crick (Medicina, 1962)
James Watson (Medicine, 1962)
Max Perutz (Química, 1962)
Sir John Kendrew (Química, 1962)
Dorothy Hodgkin (Química, 1964)
Brian Josephson (Física, 1973)
Sir Martin Ryle (Física, 1974)
Anthony Hewish (Física, 1974)
Sir Nevill Mott (Física, 1977)
Philip Anderson (Física, 1977)
Pjotr Kapitsa (Física, 1978)
Allan Cormack (Medicina, 1979)
Sir Aaron Klug (Química, 1982)
Norman Ramsey (Física, 1989)
Os Laboratórios Cavendish tem tido uma importante influência no desenvolvimento da Biologia, sobretudo, graças a aplicação da cristalografia de raios X no estudo das estruturas da biomoléculas como, por exemplo, o DNA.
Outras áreas nas quais os laboratórios tem sido influentes desde 1950 são as seguintes:
Supercondutividade ( Brian Pippard );
Microscopia eletrônica de alta voltagem;
Radioastronomia ( Martin Ryle e Antony Hewish) com radiotelescópios

Um Pouco Mais
Endereço: Madingley Road. Cambridge CB3 0HE
Tel.: +44 1223 337200
Museu: www-outreach.phy.cam.ac.uk/camphy – A história do laboratório, suas descobertas e a biografia de cientistas como Rutherford e Thomson. Há um tour virtual do museu, com equipamentos como o tubo de vidro com que Thomson descobriu o elétron e o acelerador de partículas utilizado na primeira divisão artificial completa do átomo.
Biblioteca Rayleigh: http://www.phy.cam.ac.uk/cavendish/library – Um dos principais acervos de física no Reino Unido. Tem 18 mil volumes e livros históricos, como originais de James Clerk Maxwell (1831-1879), o primeiro diretor de Cavendish, famoso por formular leis para o eletromagnetismo e a termodinâmica
Mark Krebs, departamento de Biofísica
Do DNA às Proteínas

Em 1953, Francis Crick entra no Eagle, pub próximo de Cavendish, e grita: “Descobrimos o segredo da vida”. Era o anúncio inédito de uma das maiores conquistas da história da ciência: a descoberta por Crick e James Watson, ambos de Cavendish, da estrutura do DNA, estrutura que guarda a informação genética em todos os seres vivos. Hoje, o químico Mark Krebs vai de bicicleta a Cavendish para pesquisar a mesma área. O desafio agora é descobrir como se formam as proteínas.
Como sua pesquisa pode ajudar a medicina?
R:Tentamos entender por que as proteínas se agregam quando sujeitas a condições como o aumento da temperatura. A insulina, por exemplo, forma uma estrutura comprida, parecida com um espaguete. E proteínas com essa mesma forma são encontradas no cérebro de vítimas do mal da vaca louca e de Alzheimer. Se entendermos como elas se formam, será mais fácil prevenir essas doenças degenerativas. Também estudo uma proteína do leite que dá origem a um gel quando aquecida. Serve para cultivar células que podem recuperar tecidos. Se, por exemplo, alguém quebrar o pescoço, a idéia é, no futuro, injetar essa solução de proteínas para estimular células que regenerem os nervos da região.
O que Cavendish hoje tem em comum com o laboratório de Watson e Crick?
R: Trabalhar aqui continua estimulante porque convivemos com ótimos cientistas. Mas algumas coisas mudaram. Para descobrir a estrutura do DNA, Watson e Crick passaram muito tempo processando dados que obtiveram com imagens de raios X e fazendo cálculos manualmente. Hoje, com os computadores, os cálculos são bem mais rápidos e a análise de imagens dos microscópios eletrônicos é muito mais fácil.
David Munday, departamento de Física de Partículas

Botando para quebrar
Em 1897, o físico J.J. Thomson fez o primeiro grande achado de Cavendish: o elétron. Nos anos seguintes, outras pesquisas levaram à descoberta do nêutron e à primeira divisão de um átomo com um acelerador de partículas. Hoje, Cavendish continua a buscar os ingredientes da matéria. Ele está envolvido na construção do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, um túnel de 27 quilômetros entre a Suíça e a França. É para lá que David Munday viaja duas vezes por mês.
O que o LHC pode revelar?
R: Logo após o Big Bang, partículas se moviam com energia extraordinariamente alta numa área muito pequena, pois o Universo era bem menor. Vamos reproduzir o estado do Universo menos de um bilionésimo de segundo depois do Big Bang no LHC acelerando e colidindo prótons vindos de direções opostas.

Que resultado esperam?
R: Muitas partículas vão surgir da colisão, talvez até algumas desconhecidas. Estamos particularmente interessados no bóson de Higgs, que em teoria seria responsável por agregar massa às outras partículas. A teoria prevê sua existência. Mas, na prática, até agora nunca se viu um deles.

O que mudou no Cavendish desde a descoberta do elétron?
R: Além de contar com novas tecnologias, hoje temos muito mais colaboração internacional. Mas nem tudo mudou por aqui. Até hoje, todo dia, às 11 da manhã, nós do grupo de física de partículas nos encontramos para tomar café. É uma tradição que começou nos tempos em que Thomson descobriu o elétron. A gente aproveita para falar de tudo: do tempo à ciência. É bom porque fortalece o espírito de equipe e também dá um pouco de descanso para o cérebro.
Paul Alexander*, departamento de Astrofísica

Achar o pulsar
Em 1967, a estudante de doutorado em Cavendish Jocelyn Bell e Antony Hewish, seu orientador, acharam por acaso um tipo novo de estrela, sem brilho, mas que pulsava quando vista por radiotelescópios. Foi a descoberta dos pulsares, que rendeu um Prêmio Nobel a Hewish e deu origem à controvérsia de por que Bell não teria sido premiada. Os radiotelescópios hoje são usados no laboratório para descobrir a origem de estrelas, como explica o físico Paul Alexander.
Qual é o objeto de sua pesquisa?
R: Queremos saber como, quando e por que estrelas se formam. Em algumas galáxias, elas surgiram logo nos primeiros estágios do Universo. Em outras, estão aparecendo ainda. Queremos entender o porquê dessas diferenças. Também precisamos saber como a interação entre galáxias contribui para a formação de estrelas. Há pouco tempo, descobrimos aqui que galáxias não muito próximas se influenciam via gravidade e que isso pode desengatilhar o processo de formação de novas estrelas.

Que equipamentos você utiliza?
R: Costumo usar dados de radiotelescópios de Manchester e do Havaí. Com a internet, também temos acesso a informações de outros radiotelescópios pelo mundo. Esse tipo de equipamento é importante porque possibilita observar gases, a matéria-prima para a formação das estrelas.

Quais os planos para o futuro?
R: Estou envolvido no projeto para a construção do SKA, um telescópio internacional 100 vezes maior do que os de hoje, que deverá estar pronto em 2015. Com ele, meu grupo quer estudar a evolução do hidrogênio, o gás mais comum do Universo. Como observaremos enormes distâncias, poderemos ver o que ocorreu com o hidrogênio logo nos primeiros estágios da história do Universo.

14.321 – ☻Mega Personalidades – Barbra Streisand


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Barbara Joan Streisand, (Brooklyn, Nova Iorque, 24 de abril de 1942), conhecida como Barbra Streisand, é uma cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica norte-americana, de origem judaica, vencedora de 2 Oscars, tendo sido indicada para mais três estatuetas.
Ela ganhou dois Oscar, quinze Grammy, seis Prêmios Emmy, um prémio Tony especial, um American Film Institute.
Barbra é uma das artistas mais bem sucedidas, tanto comercialmente como de crítica, na história do entretenimento norte-americano, com mais de 72,5 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos e 152,5 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.
Barbra Streisand é uma das poucas estrelas do show business a conquistar prémios em diversas áreas da arte – Oscar (cinema; 2), Grammy (música; 15), Tony (teatro; 1) e Emmy (televisão; 6). Ela foi também a primeira mulher a, simultaneamente, produzir, dirigir, escrever e atuar em um filme (“Yentl”, de 1983).

Ela iniciou a sua carreira em 1962 com a peça da Broadway “I Can get it For you Wholesale”. O seu primeiro disco, The Barbra Streisand Album, foi lançado em 1963 e premiou-a com dois Prémios Grammy. Barbra possui uma voz poderosa e imprime uma interpretação dramática às músicas que grava, especialmente nas baladas românticas. Fez duetos com artistas como Neil Diamond, Donna Summer, Frank Sinatra, Celine Dion, Bryan Adams, Burt Bacharach e Barry Gibb.
A sua estreia no cinema foi em 1968, com o musical Funny Girl e sua atuação rendeu-lhe o Oscar de melhor atriz. Foi indicada também pelo filme Nosso Amor de Ontem, em 1973. Também ganhou o Oscar de melhor canção original pelo filme Nasce uma Estrela em 1976. Em 1964, casou-se com o ator Elliot Gouldy com quem teve o seu único filho, Jason, mas o divórcio veio logo após conquistar o Oscar de melhor atriz. Depois de vários romances, Barbra casou-se em 1998 com o ator e diretor James Brolin.
A RIAA e a Billboard reconhecem Streisand como detentora do recorde de artista feminina que conquistou mais álbuns Top10 da história: um total de 34 desde 1963.
A Billboard também reconhece Streisand como a maior mulher de todos os tempos em sua tabela Billboard 200 e um dos maiores artistas de todos os tempos em sua tabela Hot 100.
Um pouco mais
Barbara Joan Streisand nasceu em 24 de abril de 1942, em Brooklyn, Nova York, numa família de judeus, filha de Emmanuel e Diana Streisand. É a segunda de dois filhos por parte do pai Emmanuel, um professor de uma escola respeitada. Quinze meses após o nascimento de Streisand, Emmanuel morreu de uma hemorragia cerebral e a família quase foi a falência.
A carreira de Barbra Streisand começou quando ela se tornou uma cantora de boate, durante a sua adolescência. Ela queria ser atriz e apareceu em várias produções teatrais, incluindo Driftwood em 1959, com a então desconhecida Joan Rivers. Driftwood durou apenas seis semanas.
Streisand voltou à Broadway em 1964 com uma atuação aclamada como Fanny Brice em Funny Girl. Por causa do sucesso da peça, ela apareceu na capa da Time, e em 1968 apareceu na adaptação cinematográfica de Funny Girl que lhe deu o Oscar de melhor atriz.
Streisand gravou 35 álbuns de estúdio, quase todos com a Columbia Records. Os seus trabalhos mais conhecidos no início da década de 1960 são The Barbra Streisand Album, People, Stoney End, The Way We Were, Guilty, The Broadway Album e Higher Ground. Os discos de Streisand foram nomeados para mais de 44 prémios Grammy, ganhando 15 desses, incluindo todos os especiais.
Durante os anos 1970, ela também teve grande sucesso nas paradas pop, com músicas Top 10 na Hot100 como The Way We Were (EUA Nº. 1), Evergreen (EUA Nº. 1), No More Tears (Enough Is Enough) (1979, com Donna Summer), que até hoje é considerado o dueto de maior sucesso comercial, (EUA Nº. 1), You Don’t Bring Me Flowers (com Neil Diamond) (EUA Nº. 1), Stoney End (EUA Nº. 5), My Heart Belongs To Me (EUA Nº. 4) e The Main Event (EUA Nº. 3). Como o fim da década de 1970, Streisand foi nomeada o artista mais bem sucedido nos EUA atrás somente de Elvis Presley e The Beatles.
Em 1980, Barbra lançou o seu álbum de maior sucesso comercial: Guilty, tendo vendido até hoje mais de 20 milhões de cópias e foi produzido por Barry Gibb dos Bee Gees junto com a equipa de produção de Albhy Galuten e Karl Richardson.

A faixa-título, um dueto entre Streisand e Gibb, ganhou o Prémio Grammy de Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocal em 1981, e foi o # 3 da Billboard Hot 100 hit. O primeiro single Woman in Love tornou-se uma das canções de maior sucesso da carreira de Streisand. A música passou um total de três semanas na posição # 1 da parada da Billboard. Além desses dois hits, o álbum também trouxe mais dois outros sucessos: What Kind Of Fool, outro dueto entre Streisand e Gibb e Promises. Em 2005, Barry Gibb propôs lançar uma sequência para este álbum, Guilty Pleasures. Não gerou tanto êxito como o álbum de 1980, mas possui músicas notáveis como Stranger In A Stranger Land e Above The Law, dueto entre ambos. Também em 2005 Barbra relançou o álbum remasterizado com novas entrevistas dela com Gibb, duas performances ao vivo de 1986 e uma galeria de fotos.
Depois de anos fora da Broadway, trabalhando apenas em música pop em favor de um material mais contemporâneo, Streisand voltou ao seu teatro-musical com The Broadway, que foi um sucesso inesperado, segurando o cobiçado 1 º lugar da Billboard por três semanas seguidas, e ser certificado quádruplo de platina. O álbum contou com músicas de Rodgers & Hammerstein, George Gershwin, Jerome Kern, e Stephen Sondheim, que foi persuadido a reformular algumas de suas músicas especialmente para esta gravação. The Broadway Album foi recebido com aclamação, incluindo uma indicação ao Grammy de álbum do ano, e finalmente, entregou a Streisand o seu oitavo Grammy de Melhor Cantora. Depois de lançar o álbum ao vivo One Voice em 1986, Streisand criou Great White Way em 1988. No início da década de 1990, Streisand passou a concentrar-se nos esforços como diretora de filmes e se tornou quase inativa no estúdio de gravação. Em 1991, um conjunto de caixa de quatro discos, foi apresentado.
Atualmente Streisand ja vendeu 140 milhões de álbuns mundialmente, e 71.5 milhões de álbuns nos Estados Unidos e é a artista feminina que mais vendeu discos nos Estados Unidos, ocupando a oitava colocação na lista geral.
Seu primeiro filme foi uma reprise do seu sucesso da Broadway, Funny Girl (1968), um sucesso artístico e comercial dirigido pelo veterano William Wyler . Streisand ganhou o Oscar de Melhor Atriz para o papel, compartilhando-o com Katharine Hepburn ( O Leão no Inverno ), foi a única vez que houve um empate nesta categoria do Oscar. Seu próximo filme também foi baseado um musicail, Hello, Dolly! , dirigido por Gene Kelly (1969) e Alan Jay Lerner. E depois On a Clear Day You Can See Forever outro musical dirigido por Vincente Minnelli.
Streisand iniciou seu trabalho como diretora, produtora e roteirista com o filme Yentl pelo qual ela se tornou a primeira mulher da historia a atuar, dirigir, produzir e escrever um filme, e também se tornou a primeira mulher a vencer um Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas apesar de ter vencido o globo de ouro o filme nem sequer foi indicado ao Óscar de melhor filme e Óscar de melhor diretor o que causou muita discussão.
Após 8 anos afastado do cinema, Streisand retornou ao cinema em 2004 com o filme Meet the Fockers (e na sequencia Meet the Parents ), atuando ao lado de Dustin Hoffman , Ben Stiller , Blythe Danner e Robert De Niro . Em 2005 a Barwood Streisand Films, empresa de Streisand, comprou os direitos do livro Anão de Mendel,[25] onde ela futuramente dirigiria e atuaria em uma adaptação do livro para o cinema. Em dezembro de 2008, ela declarou que ela estava pensando em dirigir uma adaptação do livro de Larry Kramer Coração Normal , um projeto que ela tem trabalhado desde os meados da década de 1990.
Streisand pessoalmente reuniu 25 milhões dólares para as organizações através de suas performances ao vivo. A Fundação Streisand, criada em 1986, contribuiu com mais de 16 milhões dólares por cerca de 1.000 bolsas para organizações nacionais que trabalham na preservação do meio ambiente, a proteção das liberdades civis e dos direitos civis, aos direitos da mulher.
Em 2008, Streisand levantou 5 milhões para dólares de Pesquisa Cardiovascular da Barbra Streisand para o Centro do Coração da Mulher.