14.251 – Morcegos estão sendo mortos no Peru por medo do novo coronavírus


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Algumas pessoas no Peru estão matando morcegos com o intuito de controlar a pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Segundo as autoridades do país, os cidadãos estão preocupados com a possibilidade do animal transmitir a doença.
A preocupação dos peruanos se baseia na crença dos especialistas de que o novo coronavírus seja a mutação de um vírus que atinge outra espécie animal. Dentre os principais suspeitos de ser o hospedeiro original do Sars-CoV-2 estão pangolins, serpentes e morcegos — espécies comumente consumidas em Wuhan, na China, onde a doença surgiu.
As autoridades peruanas alertam para o fato de que o vírus que afeta os humanos é uma mutação do que atingia os animais, ou seja, outras espécies provavelmente não são vetores da doença. “Não devemos distorcer a situação devido à pandemia. Os morcegos não são nossos inimigos”, disse o Serviço Nacional de Florestas e Fauna Silvestre (SERFOR) do Peru em comunicado.
Agora, o SERFOR está resgatando os morcegos ameaçados: mais de 200 animais já foram removidos de regiões onde estavam expostos aos humanos e transferidos para uma caverna. Além disso, os especialistas tentam informar a população sobre a importância dessa espécie para os seres humanos. “Setenta por cento das espécies no mundo se alimentam de insetos, muitos dos quais são prejudiciais à agricultura e à nossa saúde, como mosquitos que espalham a dengue e outras doenças”, afirmam as autoridades.

14.250 – Genoma do Coronavírus


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No último dia 28 de fevereiro, uma equipe de pesquisadores brasileiros de maioria feminina anunciou ter completado o sequenciamento do genoma do novo coronavírus, o Covid-19. O grupo, coordenado pela médica Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, revelou o feito apenas 48 horas depois da detecção do primeiro caso da doença no Brasil.
Perguntas e Respostas
Quanto tempo levou para realizar o sequenciamento do genoma do Covid-19?
Foram 24 horas. O tempo reduzido é resultado da ajuda de novas tecnologias, que otimizam os processos do sequenciamento.

Qual a utilidade prática desse sequenciamento?
Ele nos fornece diversos dados sobre o vírus, os quais podem ser utilizados na produção de vacinas, no desenvolvimento de tratamentos ou até mesmo nos diagnósticos.

Por que o Brasil foi o primeiro país a fazer esse sequenciamento?
Desde que o país passou por epidemias de zika e dengue, o nosso grupo estava trabalhando em aprimorar os testes de sequenciamento, em uma tentativa de entender mais sobre essas doenças. Estávamos envolvidos com o sequenciamento genético há muito tempo. O resultado desses esforços é que fomos mais rápidos, porque já estávamos prontos.

Trata-se de um vírus novo?
No mundo, não, mas, para os humanos, sim. Acreditamos que o vírus afetasse algum animal, provavelmente o morcego, até sofrer mutações e passar a infectar pessoas também. É importante lembrar que há, no total, sete tipos de coronavírus que nos adoecem.

Quão perigoso é o Covid-19?
O novo vírus mata menos do que outras epidemias recentes, como a gripe suína, mas é muito mais fácil de transmitir. Devemos nos preocupar, porém não em excesso. A doença é grave apenas em algumas pessoas, que desenvolvem pneumonia. Em outras, é como uma simples gripe.