14.203 – Os Satélites do Sistema Solar


luas sistema solar
Os planetas e os planetas anões oficiais do Sistema Solar são, até onde se sabe, orbitados por 214 satélites naturais ou luas. 19 satélites do Sistema Solar são grandes o suficiente para serem arredondados devido ao efeito de sua gravidade e, portanto, seriam considerados planetas ou planetas anões se estivessem em órbita direta ao redor do Sol.
Terra – 1 Lua
Marte – 2 Fobos, Deimos
Júpiter – 79 = Principais IO, Europa, Ganimedes e Calisto. Os satélites irregulares de Júpiter são substancialmente menores do que os satélites regulares, possuindo órbitas mais distantes e excêntricas. Estes satélites formam famílias que possuem parâmetros orbitais similares (tais como eixo semi-maior, inclinação e excentricidade) e composição. Acredita-se que estes grupos sejam, ao menos parcialmente, famílias dinâmicas que foram criados quando os corpos maiores (embora ainda relativamente pequenos) originais foram despedaçados em pedaços menores via impactos de asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Estas famílias possuem os nomes de seus maiores membros.
Saturno – 82 Principais = Mimas, Encelado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Japeto. O sistema de satélites de Saturno é muito desequilibrado: uma lua, Titã, compreende mais de 96% da massa em órbita ao redor do planeta. As outras seis luas planômicas (elipsoidais) constituem aproximadamente 4% da massa, e as restantes 55 pequenas luas, juntamente com os anéis, compreendem apenas 0,04%.
Urano – 27 – Principais = Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia, Oberon. O sistema de satélites uraniano é o menos massivo entre o dos gigantes gasosos; a massa combinada dos cinco maiores satélite equivale a menos da metade da massa de Tritão (a sétima maior lua do Sistema Solar).
Netuno – 14 Principais = Tritão, Nereida, Halimede, Sao, Laomedeia, Psámata, Neso. Satélites de Netuno recebem nomes de personagens da mitologia grega ou romana associados com o oceano ou com Netuno (Poseidon). Tritão recebeu o nome do deus marinho Tritão, filho de Poseidon. Ele não recebeu um nome oficial até o século XX.
Planetas Anões
Ceres – 0
Plutão – 5 Caronte, Cérbero, Nix, Hidra, Estige. Plutão e Caronte são considerados um planeta duplo porque Plutão e Caronte (que tem metade do diâmetro de Plutão) orbitam um ponto que está acima da superfície de Plutão, ou seja, o baricentro do sistema está em um ponto entre as superfícies de ambos.
Quando descoberto, Hidra era um pouco mais brilhante que Nix, e por isso pensava-se que Hidra era 20% maior que a outra lua, mas outras observações revelaram que as duas luas são praticamente do mesmo tamanho. É provável que a mudança no brilho se deva à curva de luz de Hidra, mas não se sabe se isso acontece devido à forma irregular ou a variações no brilho da superfície (albedo). O diâmetro dos objetos pode ser estimado a partir de seus albedos assumidos, que é de 35% assim como Caronte, mas as luas podem ter 130 km se elas tiverem o albedo 4% dos objetos do cinturão de Kuiper mais escuros. No entanto, dadas sua cor e similaridades química a Caronte, é provável que seus albedos sejam similares ao de Caronte e que seus diâmetros sejam próximos às estimativas mínimas.
Haumea – 2 Namaka, Hiʻiaka. Os satélites de Haumea parecem ser um sistema colisional (derivados de um grande impacto em Haumea). Aparentemente, o planeta está composto quase totalmente de rocha e conta com uma superfície de gelo; acredita-se que a maior parte do manto gelado originário se desprendeu com o impacto. Portanto, poderiam existir um grande quantidade de satélites menores que Namaka, os quais se encontrariam embaixo da capacidade de detecção terrestre atual. Hiʻiaka parece ser composto de água congelada.
Makemake – 1= S/2015. Atualmente, a órbita de S/2015 (136472) 1 ao redor de Makemake ainda não é conhecida com precisão, os pesquisadores vão necessitar de novas observações do Hubble para fazer medições precisas, a fim de determinar se sua órbita é elíptica ou circular, o que também deve lançar uma luz sobre sua origem. Uma órbita circular apertada significaria que o objeto provavelmente se formou a a partir de uma colisão entre Makemake e um outro objeto do cinturão de Kuiper.
Eris – 1 = Disnomia é o satélite natural de Éris. O nome significa “desordem” em grego (no original, Δυσνομία dysnomia), uma referência à entidade mitológica que, segundo Hesíodo, era filha de Éris, a Discórdia.

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