14.047 – Asteroide a Caminho da Terra?


Fonte: Portal Terra

O setor de rastreamento da Nasa informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megatrons — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quilotrons.
Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela Nasa entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.
O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99.9999908% de chances dele não acertar à Terra.
Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.
Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

asteroide choque

14.046 – Mega Projeções – Ninguém mais vai usar smartphone em cinco anos, diz Samsung


O lançamento do Galaxy Fold tem sido um grande desafio para a Samsung, mas isso não fez que a empresa mudasse sua visão sobre o dispositivo. Para a companhia, o hardware dobrável é uma espécie de ponte para um futuro sem smartphones
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
Para assistir a vídeos, ouvir música, visualizar e responder mensagens, “pode-se ter a mesma experiência em qualquer lugar”. “O dobrável vai durar anos”, estima Cibils. “Uma vez que o 5G e a internet das coisas estejam disponíveis [juntos], em vez de smartphones haverá dispositivos inteligentes. Eles podem diminuir, mas novos aparelhos surgirão.”

14.045 – Arqueologia – Brasileiros descobrem artefatos humanos mais antigos fora da África


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Uma expedição realizada no norte da Jordânia entre 2013 e 2015 por uma equipe de arqueólogos ítalo-brasileira encontrou artefatos de pedra lascada de 2,4 milhões de anos – provavelmente produzidos por hominídeos pertencentes ao gênero Homo.
Isso significa que os primeiros ancestrais humanos a saírem da África rumo ao Oriente Médio começaram essa jornada no mínimo 500 mil anos antes da data tida como consenso pela comunidade científica até então.
A descoberta foi anunciada em uma coletiva de imprensa no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA). O artigo científico que detalha as conclusões do grupo foi publicado na revista Quaternary Science Reviews.
Também participaram da pesquisa o paleoantropólogo Walter Neves, da USP, Giancarlo Scardia, da Unesp de Rio Claro, e Fabio Parenti, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – que explora o vale do rio Zarqa, próximo a Amã, capital da Jordânia, desde a década de 1990.
Para entender por que esses artefatos – os mais antigos já encontrados fora da África – podem virar de ponta cabeça a história da humanidade, primeiro é preciso entender essa história da maneira como ela é contada hoje.
Na biologia, toda espécie é batizada com um nome científico duplo. Quando duas espécies são muito próximas, elas pertencem ao mesmo gênero, e, assim, têm o primeiro nome igual. É o caso do lobo (Canis lupus) e do coiote (Canis latrans).
Hoje, não há nenhum animal aparentado o suficiente com o ser humano para carregar o nome Homo – mas 2 milhões de anos atrás, a situação era bem mais confusa.
O pioneiro de nossa linhagem foi o Homo habilis – que viveu na África entre 2,4 a 1,4 milhões de anos atrás. Ele ainda tinha uma aparência próxima a de um símio, um cérebro 30% maior que o de um chimpanzé e no máximo 1,4 metro de altura. Ele foi o primeiro a fabricar ferramentas. Até onde se sabe, a partir dele se ramificaram espécies como o Homo naledi (que não interessa para nós) e o Homo erectus (que interessa bastante para nós).
O erectus, que surgiu há 1,9 milhões de anos e compartilhou a Terra com o sapiens até bem recentemente, foi o primeiro a sair da África e explorar os demais continentes. Ele já era um bípede de pernas desenvolvidas, e tinha um cérebro com dois terços do volume do de um humano moderno.
Os erectus que se estabeleceram na Ásia e na Europa dariam origem aos homens de Neandertal e de Denisova. Uma parcela dos erectus que ficaram na África, por sua vez, deu origem a nós. No intervalo entre erectus e sapiens é provável que tenha existido uma terceira espécie, o heidelbergensis. Mas não vamos complicar a árvore genealógica sem necessidade.
A moral da história é: houve duas ondas migratórias para fora da África. É por isso que, quando o ser humano moderno (Homo sapiens) deixou seu berço, há meros 70 mil anos, ele encontrou a Ásia já habitada por Neandertais e Denisovanos. Esses humanos diferentões descendiam de erectus que haviam saído do continente muito antes, há 1,9 milhão de anos.

14.044 – Ficção e Animação – Speed Racer e o Match 5


spedy racer
Speed Racer nasceu em 1966 na forma de mangá, e tinha outro nome: Mach Go Go Go. Um ano depois, virou uma série animada na TV japonesa, com 52 episódios.

O nome original do piloto é “Go Mifune” – uma homenagem ao ator japonês Toshiro Mifune, protagonista de Os Sete Samurais (1954). Mifune é, de longe, o ator mais importante da história do cinema japonês.

O nome Speed Racer, que passou a batizar tanto o piloto do Mach 5 quanto o próprio desenho, surgiu quando a produtora americana Trans-Lux comprou os direitos do desenho, ainda em 1967. O projeto foi conduzido pelo ator americano Peter Fernandez, que dublou as vozes de Speed e do Corredor X para o inglês. No Brasil, o desenho estreou na TV Tupi, nos anos 1970.
Era um V12 de 1.700 cavalos que atiçou a imaginação de algumas gerações, e que tem um lugar cativo no pódio de carros mais emblemáticos da ficção.
Vamos começar pelo acessório mais emblemático do Mach 5: as serras frontais, acionadas pelo botão “C”. Elas nunca eram usadas contra competidores. Speed Racer só ativava elas para atravessar florestas – criando a cena clássica das toras voando pelos ares enquanto Speed acelera (socorro, chamem o Ibama!).
O carro tinha seu “drone” antes da invenção dos drones. Ele tinha formato de pombo-correio e saía de uma abertura no capô. O passarinho robótico tinha uma câmera que transmitia imagens aéreas para o painel do carro. Mas sua grande função era como WhatsApp do piloto: ele transportava mensagens.
O carro tinha um botão extra, fora do volante, que ficava entre os assentos e enviava o drone para locais previamente programados (como num GPS). A tecla H (home) mandava o drone para onde ele se dirigia na maioria das vezes: a casa da família Racer.
A carroceria tinha macacos hidráulicos embutidos. Eles acionavam quatro pernas mecânicas que serviam de molas – e, graças às leis da física dos desenhos animados, permitiam ao Mach 5 saltar obstáculos. Dava para ativar cada uma das pernas hidráulicas individualmente.
Os faróis tinham lâmpadas que se movimentam independentemente, como os olhos de um camaleão, e como alguns carros de hoje. Para dar uma força nas corridas noturnas, o capacete de Speed tinha visor infravermelho. Mais tarde na série de desenhos, o botão E passou a ativar asinhas laterais, que davam uma força nos voos do carro (de novo, graças à física da ficção).
Esse botão acionava um vidro blindado, que selava o cockpit. A cúpula de proteção aguentava disparos de armas de fogo, explosões e o escambau. Ah, claro: também vedava o carro para viagens submarinas.
Acionava uma camada superaderente de borracha que colava o Mach 5 em paredes, como uma lagartixa.
Speed pressionava esse botão e o carro virava um submarino. Além do cockpit vedado, havia um tanque de oxigênio embutido atrás do assento com a autonomia de 30 minutos. Um periscópio ligado a um sistema de vídeo permitia que Speed visse tudo o que se passava na superfície.
Para finalizar, um acessório mundano: o porta-malas (que devia abrir só com chave mesmo, já que não há registro de um botão reservado para abrir a tampa, rs). Seja como for, o compartimento tinha uma finalidade dramática: servia de esconderijo para Gorducho, o irmão mais novo de Speed, e para o chimpanzé Zequinha, já que a dupla sempre se infiltrava no compartimento de carga do Mach 5 para participar furtivamente das corridas.

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