14.034 – WhatsApp – Tiro pela Culatra Contra os Spans


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Mandou pra mais de 5, dançou… 

O aplicativo censura sua mensagem sem nem mesmo saber o conteúdo

Mensalmente são mais de 2 milhões de contas banidas que supostamente estariam propagando spans.
Dessa forma, comportamentos não permitidos, como o envio de mensagens automatizadas e em grandes quantidades – o famoso “spam” – podem ser detectados sem invadir a privacidade das conversas. Vale lembrar que o novo limite de encaminhamento de mensagens só permite enviar o mesmo conteúdo para apenas cinco contatos por vez.
Ainda de acordo com o material oficial divulgado pela companhia, 75% das contas removidas por ações inadequadas são identificadas por meio do algoritmo de aprendizado de máquina do app.
Para banir usuários sem ler o conteúdo das conversas privadas, o WhatsApp usa metadados do registro no aplicativo e a taxa de envio de mensagens. Por meio dessas informações, não é preciso decriptar o bate-papo. Tudo ocorre por meio do sistema de Machine Learning, um campo de Ciência da Computação que combina inteligência artificial e reconhecimento de modelos. Desse modo, a detecção de abusos se dá em três estágios. Primeiramente, no próprio momento de registro da conta. Em seguida, durante a escrita e envio de mensagens. Finalmente, as reações negativas, por meio de denúncias e bloqueios, também ajudam no combate às contas abusivas.
No momento de registro, os dados do aparelho em que a conta é criada permitem ao WhatsApp verificar suas coordenadas. O número de telefone, o endereço IP do celular e outros detalhes podem ser utilizados para detectar a origem de um problema. O mensageiro consegue verificar se a conta está sendo criada de um mesmo telefone ou de uma mesma rede que mostrou atividade suspeita. Nesse caso, é provável que o aplicativo remova a conta quando o usuário tentar registrá-la. Só nos últimos três meses, o WhatsApp revelou que 20% de contas foram banidas no momento em que eram registradas.
A avaliação de mensagens em tempo real é o segundo estágio. Aqui, é a intensidade de uso que faz a diferença. É relativamente fácil identificar abusos nesse momento – afinal de contas, usuários bem intencionados usam o aplicativo com moderação ao encaminhar conteúdo apenas ocasionalmente. Por outro lado, se uma pessoa envia 400 mensagens por minuto, por exemplo, é bem provável que a conta esteja relacionada a um esquema de uso abusivo do mensageiro.
As reações negativas a uma conta são, enfim, outra ferramenta que permite banir usuários sem que as mensagens sejam lidas. As denúncias enviadas são categorizadas pelo WhatsApp e permitem compreender as motivações das contas que enviam mensagens indesejadas, como espalhar informação falsa (fake news) ou mesmo vender um produto. O software também estimula a proteção contra o envio de mensagens impróprias ao oferecer a opção de bloqueio de informações para números desconhecidos.
Para aprimorar a identificação de reações negativas, o app também filtra bloqueios injustos. Assim, do mesmo modo que o WhatsApp se esforça para identificar o envio excessivo de mensagens, um grande número de denúncias direcionadas a um mesmo usuário também pode ser investigado. Uma das formas de fazer isso é verificar se os números de telefone que efetuaram as denúncias interagiram de fato com a pessoa denunciada.
Inicialmente, o app permitia o envio de um mesmo conteúdo para mais de 200 pessoas simultaneamente.
O WhatsApp foi cenário para diferentes polêmicas em 2018. Golpes envolvendo marcas famosas, como Burger King e Cacau Show, tentaram roubar dados pessoais dos usuários, e o fenômeno Momo perturbou crianças e adolescentes utilizando o chat. Além disso, uma falha envolvendo o emoji de esquilo travava o mensageiro e até os celulares.
As fake news também se tornaram assunto recorrente envolvendo o aplicativo, após uma série de boatos espalhados pela plataforma ocasionar o linchamento e morte de várias pessoas na Índia. A fatalidade fez com que a empresa mudasse sua política de compartilhamento. Aqui no Brasil, as notícias falsas movimentaram as eleições presidenciais. Confira a seguir as maiores polêmicas relacionadas ao WhatsApp em 2018.
Mega Opinião
Colocar no mesmo rol indivíduos que divulgam fake news e profissionais de vendas é um erro grosseiro do aplicativo ou é mesmo feito com intenções obscuras, cercear o direito de trabalhar num mundo com frágil economia é um deserviço à sociedade.

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