14.019 – Um milhão de espécies estão na linha de fogo da extinção, diz a ONU


EXTINCAO
Cientistas acabam de publicar o relatório mais abrangente já produzido sobre a “saúde” dos ecossistemas e da biodiversidade no planeta. E as coisas não vão nada, mas nada bem. Os resultados são sinistros. Todas as frentes avaliadas pelo documento elaborado por centenas de especialistas apontam: a natureza está se deteriorando rapidamente. E a não ser que mudanças profundas sejam implementadas logo, a humanidade está em perigo.
Entre as descobertas mais preocupantes do extensivo levantamento está o número de espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Nada menos que um milhão delas podem desaparecer, muitas já nas próximas décadas. Ao todo, a biodiversidade dos ambientes terrestres caiu 20%, sobretudo no último século. A pesquisa contou com a participação de 145 autores de 50 países, além da colaboração de outros 310 cientistas.
Foram revisadas sistematicamente 15 mil fontes governamentais e científicas para produzir uma análise baseada em evidências de como o desenvolvimento econômico impactou a natureza nos últimos 50 anos. Esse trabalho colossal divulgado ao mundo nesta segunda (6) foi coordenado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), órgão da ONU criado em 2012 aos moldes do IPCC para o clima.
“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependemos está se deteriorando mais depressa do que nunca”, disse em comunicado Robert Watson, dirigente do IPBES. “Estamos erodindo os próprios alicerces de nossas economias, sobrevivências, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida no mundo todo.” A mensagem aqui é muito clara: a vida na Terra é interconectada como uma rede. Ela está sendo perigosamente rasgada em vários pontos, esticada quase à beira de romper-se por completo.
Segundo a Avaliação Global do IPBES, pelo menos 680 espécies de vertebrados foram extintas desde o século 16, e as maiores culpadas são a agricultura e a pecuária. Mais de um terço das terras do planeta são dedicadas a essas duas atividades, que consomem 75% de toda a água doce disponível. Mas a degradação dos ecossistemas terrestres já derrubou 23% da produtividade das lavouras, e o risco de prejuízo anual decorrente da perda de polinizadores como as abelhas é estimado em US$ 577 bilhões.
Outros fatores responsáveis pela devastação da biodiversidade da Terra são, em ordem de culpa: exploração de organismos, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras. No ar, as emissões de gases estufa dobraram desde 1980, elevando a temperatura global em 0,7°C, impactando os ecossistemas e até a genética dos seres vivos. Nas águas, a situação também é dramática. Mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados.
O lixo plástico aumentou dez vezes desde 1980. Entre 300 e 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, resíduos tóxicos e outras sujeiras industriais vão parar nos mares todos os anos. Ecossistemas costeiros sofrem com os fertilizantes, que já produziram mais de 400 zonas mortas, com área combinada superior à do Reino Unido. Mas ainda há tempo de reverter a iminente catástrofe ecológica que paira sobre a civilização humana.
“O relatório também nos conta que não é tarde demais para fazer a diferença, mas só se começarmos agora em todos os níveis, do local ao global”, disse Watson. O químico e cientista atmosférico afirma que, através de uma “mudança transformadora”, a natureza ainda pode ser conservada, restaurada e usada sustentavelmente. “É uma reorganização fundamental de todo o sistema em fatores tecnológicos, econômicos e sociais, incluindo paradigmas, metas e valores.” Não vai ser fácil, mas é nossa única esperança.

14.018 – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização. Segundo a doutora Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), as abelhas são fundamentais para a humanidade.
Nesta semana, o US Fish and Wildlife Service (FWS), que funciona como o Ibama dos Estados Unidos, incluiu sete espécies de abelha na lista de animais em extinção. Só não dá para cravar um prazo para o desaparecimento completo – nosso e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

Fazendeiras naturais
O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões

O zumbido do apocalipse
Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica

4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos

14.017 – Psiquiatria – Gênios com Transtornos Mentais


v v gogh
Vincent van Gogh, (o homem que pintava o 7) famoso por quadros como A Noite Estrelada e A Cadeira de Van Gogh, sofria de transtornos mentais. Além disso, de tanto beber absinto, ele adquiriu uma lesão no cérebro que causava ataques epilépticos. Certa vez, devido a uma crise, decepou sua própria orelha esquerda. Alguns autores afirmam que ele poderia ter transtorno bipolar, pois tinha variações constantes de humor. Suicidou-se aos 37 anos de idade.

John Nash, o matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante e ganhador do Nobel de Economia, tem esquizofrenia paranoide. Ele já passou por vários hospitais psiquiátricos, sempre contra sua vontade, nos quais recebeu tratamentos com drogas antipsicóticas e injeções de insulina (que provocam períodos de coma). Gradualmente, Nash se recupera e eventualmente dá aulas de matemática na Universidade de Princeton.

O aviador, produtor de filmes e empresário Howard Hughes tinha uma estranha fobia de germes. Por causa do transtorno, ele tornou-se recluso e adquiriu o vício em codeína. Era compulsivo por higienização e obrigava seus empregados a seguirem suas ordens à risca. Para servir comida, por exemplo, eles precisavam usar luvas de papel toalha. Em certa fase, Hughes tirava toda a roupa e ficava deitado por horas em quartos escuros (que chamava de zonas higiênicas); e calçava caixas de lenços nos pés.

De acordo com alguns autores, o escritor Edgar Allan Poe, famoso por suas histórias de terror, sofria de transtorno bipolar. Ele bebia muito e certa vez escreveu uma carta descrevendo seus pensamentos suicidas.

Ernest Hemingway, ganhador de um Nobel de Literatura e um prêmio Pulitzer, tinha depressão e alcoolismo. Sua saúde mental tornou-se debilitada por causa do uso intenso de medicamentos, pelas bebedeiras, e devido a uma terapia baseada em choques elétricos, que causou perda de memória. , Assim como seu pai, seu irmão e sua irmã, Hemingway se suicidou.

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Tennessee Williams, dramaturgo, autor de Um Bonde Chamado Desejo e vencedor do Prêmio Pulitzer, sofria de depressão, alcoolismo e dependência química. Seu quadro se agravou ainda mais quando, sua irmã esquizofrênica passou por uma lobotomia; e seu namorado de longa data morreu de câncer de pulmão.

O famoso compositor Ludwig Van Beethoven tinha transtorno bipolar, de acordo com autores. Quando jovem, sofreu muito com o pai – que o agredia fisicamente e o pressionava a estudar música. As surras constantes contribuíram para que ele perdesse a audição. Beethoven tinha períodos de grande excitação e energia , seguidos de momentos de extrema depressão. Para se ver livre das crises, usava drogas e álcool.

Abraham Lincoln é conhecido por seus grandes feitos como presidente dos Estados Unidos. Mas apesar do sucesso, ele era descrito como um indivíduo de tendências melancólicas. Tinha crises profundas de depressão e ficava debilitado com frequência. Alguns autores afirmam que Lincoln tentou cometer suicídio.

Isaac Newton foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Ele inventou o cálculo, desenvolveu a Lei da Gravidade e construiu o primeiro telescópio refletor. Mas, apesar do brilhantismo, era conhecido por seus transtornos mentais. Newton era uma pessoa de difícil convivência e apresentava mudanças drásticas de humor. Alguns autores sugerem que ele tinha transtorno bipolar e esquizofrenia.