13.952 – Transexuais Fazem Transplante de útero para terem os próprios Filhos (?)


Para o um dr inglês, o procedimento brasileiro, que envolveu uma doadora falecida, é essencialmente idêntico ao que poderá ser realizado em transgêneros. “Esse parto pioneiro é extremamente importante para qualquer mulher trans que queira dar à luz seu próprio filho”, disse ele entrevista ao jornal Mirror.
“Uma vez que a comunidade médica aceita isso como um tratamento para mulheres com infertilidade uterina, como a ausência congênita de um útero, seria ilegal negá-lo a uma mulher transexual que completou sua transição”, disse.
Na Europa, atualmente, não existem regulamentações que impeçam mulheres trans passarem por tratamentos de fertilização in vitro. Segundo o médico, o problema está em coletar o útero do doador, porque se trata de um procedimento complicado e que veias e artérias do útero podem ser facilmente danificadas no processo.
No entanto, ele diz que o procedimento cirúrgico é como um “encanamento” direto, uma vez que os vasos estão conectados, tudo ocorrerá bem, já que homens e mulheres têm as mesmas veias e artérias que possibilitam o transplante.
Embora as transexuais tenham a pelves mais estreita que a das mulheres, ainda assim há espaço suficiente para carregar uma criança. Além disso, as transplantadas poderiam tomar suplementos para replicar os hormônios que ocorrem naturalmente durante a gravidez. O nascimento teria de ocorrer via cesariana, para que a vida da criança não seja colocada em risco.
ara o Dr. Richard Paulson, ex-presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, não há razão óbvia para que as mulheres transexuais não recebam um implante de útero. “Eu pessoalmente suspeito que haverá mulheres trans que vão querer ter um útero e provavelmente receberão o transplante”, acrescentou.
O caso do bebê brasileiro que nasceu de um útero transplantado, descrito na revista científica The Lancet, uma das mais famosas e respeitadas do mundo, ocorreu em setembro de 2016 no Hospital das Clínicas de São Paulo. O procedimento, segundo o jornal Correio Braziliense, durou cerca de 10 horas e o órgão foi coletado de uma mulher de 45 anos que teve morte cerebral causada por AVC.
As veias e artérias do útero foram cuidadosamente ligadas para preservar o endométrio (camada interna do órgão), onde o embrião se fixa para dar início a uma gravidez. A criança, que nasceu saudável, já completou um ano de vida e pesa 7,2 kg.

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