13.917 – Meio Ambiente – As cidades mais poluídas do mundo


poluição
Porto Príncipe (Haiti)
Dakar (Bangladesh)
Baku (Azerbaijão)
Kolkata (Índia)
Antananarivo (Madasgascar)
Cidade do México (México)
Mumbai (Índia)
Bagdá (Iraque)
Nova Deli (Índia)
Lagos (Nigéria)
Os critérios utilizados nessa pesquisa são oferta de água doce presente nas cidades pesquisadas, volume de água potável, medidas adotadas para a remoção de resíduos, condição dos esgotos, poluição do ar e até o nível dos congestionamentos é levado em conta.
Em fevereiro de 2012, Lifen, na China, foi considerada a cidade mais poluída do mundo, não sendo considerados todos os aspectos supra citados, mas pelo nível de contaminação por carvão mineral presente na cidade.
Outros locais espalhados por diversas áreas do mundo e estudados pela organização ambientalista internacional, possuem altas taxas de poluição e contaminação por agentes específicos.
Na República Dominicana, na Cidade de HAINA, o ar é bastante poluído por partículas de chumbo. Tal contaminação pode causar sérios danos como problemas oculares, neurológicos, deformidades no nascimento e morte.
Em KABWE, na Zâmbia, a fundição pesada e a mineração espalharam resíduos de chumbo e de outros metais em uma área que atinge aproximadamente 255.00 habitantes. Um rio utilizado para destino do material poluente também é usado por populares para atividades como banho, dentre outras.
Em SUKINDA, na Índia, mais de 30 toneladas de resíduos de cromo e outros metais são lançados em zonas vizinhas e às margens do Rio Brahmani, que é a única fonte de água potável dos moradores da região. Sangramento gastrointestinal, tuberculose, asma, infertilidade, defeitos congênitos e abortos são alguns dos malefícios causados por esse tipo de poluição.
Segundo a consultoria Mercer, as cidades brasileiras mais limpas são Brasília e Rio de Janeiro. Enquanto São Paulo foi considerada a mais poluída. E a cidade do mundo mais livre da poluição, foi, ainda segundo a pesquisa, Calgary, no Canadá.

13.916 – Zoologia – O Voo das Aves


albatroz
Só para de voar para reproduzir

A capacidade de voar das aves é totalmente dependente de uma série de adaptações que permitiram a conquista do ambiente aéreo. No sistema respiratório pulmões alveolares são combinados com sacos aéreos que não participam das trocas gasosas, mas criam um fluxo de ar contínuo e em uma única direção nos pulmões. Esses sacos aéreos possuem aproximadamente nove vezes o volume dos pulmões, ocupam a maior parte da cavidade dorsal do corpo e se estendem por cavidades internas dos ossos, formando os ossos pneumáticos que são leves e resistentes. Além disso, o fluxo de ar de sentido único maximiza a eficiência das trocas gasosas, permitindo o voo em altas altitudes, e dissipam o calor produzido pelos altos níveis de atividade muscular durante o voo através dos fluxos de corrente cruzada de ar e sangue nos pulmões.
Além dos ossos pneumáticos, algumas características dos órgãos internos das aves também reduzem sua massa corpórea. Elas não têm bexiga urinária e a maioria das espécies tem somente um ovário. As gônadas, tanto de machos quanto de fêmeas, são geralmente pequenas e regridem ainda mais quando a época de reprodução termina. Por outro lado, os corações são grandes e a velocidade de fluxo sanguíneo é alta para garantir a demanda de oxigênio durante o voo.
As penas também são estruturas protagonistas do voo, em especial as rêmiges (penas da asa) e as rectrizes (penas da cauda). Ao contrário de um avião, nas aves as asas não só promovem estabilidade durante o voo, mas também fazem a propulsão do animal. As rêmiges primárias, inseridas nos ossos da mão, são responsáveis pela maior parte da propulsão quando a ave bate suas asas, e as secundárias, inseridas no antebraço, fornecem a força de ascensão. Com a mudança da forma e da área das asas, assim como sua disposição em relação ao corpo, a ave consegue controlar a velocidade e a força de ascensão, o que permite a realização de manobras, mudança de direção, aterrissagem e decolagem. Aves que levantam vôo rapidamente têm asas largas e arredondadas, que lhes dão aceleração. Já as aves que voam por um longo período têm asas longas. Aquelas que voam em alta velocidade (aves de rapina, por exemplo) possuem asas longas e curvas com extremidades pontiagudas, para reduzir o atrito com o ar, e as aves que realizam muitas manobras de mudança de direção terão, por sua vez, caudas profundamente bifurcadas.
Obviamente, a capacidade de voo desenvolvida pelas aves é muito vantajosa evolutivamente, pois se mantém até hoje. Porém, como toda atividade desenvolvida por qualquer organismo vivo, gera um custo energético, o qual neste caso é muito alto. Por esse motivo, é tão comum vermos as aves que voam longas distâncias voarem em grupos, geralmente em uma formação específica. Pelicanos, por exemplo, quando voam em formação, alternam entre si o batimento das asas e planeio em uma sucessão regular. Dessa forma, esses animais aumentam seu tempo planando e, consequentemente, diminuem sua frequência cardíaca e seu gasto energético em comparação com o voo individual.