13.862 – Futebol – Josef Bican, o maior artilheiro de todos os tempos


bican
Josef Bican, também conhecido como Pepi (Viena, 25 de setembro de 1913 — Praga, 12 de dezembro de 2001), foi um futebolista tcheco. Segundo o RSSSF, Bican (pronuncia-se Bítsan) teria sido o maior artilheiro da história do futebol com 1.468 gols marcados incluindo jogos amistosos que disputou, porém, tal informação nunca foi oficialmente comprovada, sabendo que os números de Josef que se tenha conhecimento de documentação sejam insuficientes para chegar a uma conclusão final. Apesar da carência de dados sobre seus números, ele ainda é considerado um dos maiores artilheiros da história do futebol.
Filho de jogador, rápido (corria 100 metros em 10,8 segundos, grande marca na época), bom chutador com as duas pernas, cinco vezes maior artilheiro da Europa, Bican fez parte da grande equipe da Seleção Austríaca dos anos 30, conhecida como Wunderteam (“Time Maravilha”), repleta de austro-tchecos: para a Copa do Mundo de 1934, a Áustria chamou, além dele e da estrela Matthias Sindelar, Franz Cisar, Anton Janda, Mathias Kaburek, Josef Smistik, Johann Urbanek e Karl Zischek. Apenas um dos 7 gols marcados pela equipe no torneio fora de um austríaco germânico, Anton Schall. Bican marcou o seu contra a França, nas oitavas-de-final.
A Áustria chegou às semifinais, onde foi sorteada para enfrentar o país-sede, a Itália, adversário vencido meses antes, em casa, em um amistoso entre as duas equipes. Desta vez, com uma pressão muito maior de Il Duce Benito Mussolini, que usava o mundial como propaganda de seu regime fascista, os italianos venceram por 1 a 0, com o gol de Enrique Guaita marcado em clamoroso impedimento. A Áustria ainda perderia para a Alemanha o terceiro lugar. O Wunderteam seria extinto de vez com a anexação austríaca pela Alemanha Nazista em 1938, no Anschluß, às vésperas da Copa do Mundo daquele ano.
Desde o ano anterior, Bican já estava na terra de suas raízes, onde se transferira para Slavia Praga, após quatro anos liderando o Rapid Viena. No Rapid, Bican marcara 68 gols em 61 jogos oficiais. Antes de chegar ao Slavia, ainda na Áustria, havia passado pelo Admira Viena, onde deixou 21 gols em 31 partidas.
Ficaria no futebol tchecoslovaco até o final da carreira, tendo seu melhor momento os onze anos de sua primeira passagem pelo Slavia, período em que marcou pelo clube incríveis 534 gols em 274 jogos – 54 em 27 em um dos anos. O campeonato nacional, entretanto, fora interrompido em 1938, ano em que a Alemanha, após anexar primeiramente a região dos Sudetos, avançou sobre toda a Tchecoslováquia.
O torneio só retornaria em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, e Bican acabou conquistando apenas uma edição pelo Slavia, saindo do clube uma temporada depois, em 1948. Retornaria em 1952, quando a equipe chamava-se Dínamo Praga, e lá encerrou a carreira, em 1955, aos 42 anos, ainda com gás para marcar 22 gols em 29 jogos.
Começou a defender a Tchecoslováquia, pela qual marcaria 12 vezes em 14 jogos, em 1938, já após a Copa do Mundo daquele ano. Durante a Guerra, quando o país foi desmembrado, jogaria ainda pela “metade tcheca”, uma Seleção do Protetorado da Boêmia e Morávia, marcando 3 gols. Seu sucesso chegou a provocar a inveja de alguns colegas de seleção, que se refeririam a ele como “bastardo austríaco”.
Em seus últimos meses de vida, Bican começou a sofrer problemas cardíacos. Desejava passar o natal de 2001 com a família, mas acabou falecendo duas semanas antes da data.
Data de nasc. 25 de setembro de 1913
Local de nasc. Viena, Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Áustria-Hungria
Falecido em 12 de dezembro de 2001 (88 anos)
Local da morte Praga, República Checa República Tcheca

Reza a lenda que em toda a sua carreira, o jogador fez 5 mil gols. O atacante estreou aos 17 anos no Rapid Viena, em 1931, com um hat-trick contra o grande rival de sua equipe, o Austria Vienna.
Após a passagem pelo Rapid, Bican foi jogar no Admira Vienna, e em 1937 chegou ao Slavia Praga, clube no qual se aposentou em 1955, quando o clube tcheco já havia sido rebatizado como “Dínamo” por conta do regime comunista.
Relatos da época diziam que o jogador corria 100 metros em 10s80, era dotado de uma técnica apurada com ambos os pés e ótima finalização, e só errava uma a cada 20 oportunidades.
Bican era, ao lado do meia Mattias Sindelar, o grande nome da seleção austríaca dos anos 30, uma das melhores do mundo, conhecida por um futebol de passes curtos.
Sindelar, chamado de “Mozart do futebol”, “flutuava” sobre o gramado por conta de sua elegância com a bola.
Os dois levaram a seleção austríaca à semifinal da Copa do Mundo de 1934, mas a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela Itália em partida que contou com muitos lances polêmicos.
Momentos após a eliminação, foi descoberto que o árbitro do jogo havia jantado na noite anterior à partida com o então ditador italiano Benito Mussolini.
Após a anexação da Áustria pelo Terceiro Reich em março de 1938, Bican se negou a jogar pela Alemanha nazista e pediu nacionalidade tchecoslovaca.
Em novembro de 1939, já em plena Segunda Guerra Mundial, um hat-trick seu evitou a vitória da Alemanha contra a seleção do Protetorado de Boêmia e Morávia, em jogo que acabou empatado em 4 a 4.
“Bican era bilíngue e foi educado em duas culturas, não podia propagar os princípios ideológicos do nazismo”.

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