13.801 – Mega Memória – O Caso da Elefanta Tyke


elef tyke
Tyke, um elefante africano pertencente ao Circo Internacional de Honolulu que no dia 20 de agosto de 1994, após fugir durante uma apresentação no Neal Blaisdell Center, morreu ao ser acertada 86 vezes pela polícia.
O animal conseguiu fugir depois de atacar fatalmente seu treinador e ferir gravemente outro funcionário do circo. Tyke saiu do picadeiro em direção ao centro da cidade de Honolulu, ferindo um jornalista e após 30 minutos de perseguição, a polícia local disparou 86 tiros, matando a elefante.
Com a morte de Tyke, o animal tornou-se símbolo para os direitos dos animais e o episódio transformou-se emblemático, para os casos de tragédias circenses, pois foram constatados inúmeros ferimentos no elefante decorrentes de maus tratos. Nas investigações, constataram que o treinador possuía várias queixas contra abuso de exercícios, além de que, na autópsia do treinador, foram encontrados traços de cocaína e álcool.
Com este incidente, alguns estados americanos, como a Califórnia e o Hawaii, aprovaram leis proibindo o uso de animais em apresentações circenses.
Tyke no Cinema
“Tyke Elephant Outlaw” é o novo documentário que conta a vida de Tyke, a elefante que fez história ao ser brutalmente morta no Havaí, em 1994.
Ela era explorada pelo Circo Internacional de Honolulu, onde realizava performances forçadamente, como todo animal no universo dos circos. No dia 20 de agosto de 1994, Tyke teve um acesso de fúria durante uma apresentação, matando o seu treinador e ferindo gravemente um outro funcionário do circo. Após o incidente, ela saiu do picadeiro em direção à cidade e foi perseguida pela polícia por 30 minutos, até ser derrubada e morta com uma enxurrada de balas.
O filme teve a sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sarasota, na Flórida (EUA), pouco mais de dois anos após Blackfish ter estreado no Festival de Sundance e ter acendido uma luz sobre o tema das orcas em cativeiro, contando a história de sofrimento da orca Tilikum, entre outros animais.
As metas já estão altivamente definidas, e as esperanças são de que Tyke faça para os circos o que Blackfish tem feito para os parques marinhos – que estão perto de seu fim. Como Tilikum, Tyke era explorada para entretenimento humano. Como Tilikum, Tyke rebelou-se, e matou o seu treinador.
O filme fala com ex-treinadores, manipuladores, ativistas e pessoas de dentro da indústria do circo, bem como aqueles que testemunharam a carnificina.
Dirigido e produzido por Stefan Moore e Susan Lambert, Tyke tem uma contraparte ficcional. “Como o clássico animal King Kong, Tyke é a protagonista central do drama trágico, mas redentor, que combina trauma, indignação, percepção e compaixão”, diz o site do filme. “Em última análise, este documentário levanta questões fundamentais sobre a nossa ligação profunda e misteriosa a outras espécies”.
Em 20 de agosto de 1994, a elefanta africana Tyke, usada no Circo Internacional de Honolulu, Havaí, atacou e matou seu treinador durante uma apresentação.
A história começa em 1973, quando Tyke foi capturada ainda bebê em Moçambique, seu habitat natural, no qual vivia com sua família. A partir daí, começou a ser treinada para se apresentar em circos — um treinamento que envolve espancamento com um objeto pontiagudo chamado bullhook. Além do treinamento brutal, Tyke vivia acorrentada no picadeiro.
Em abril de 1993, Tyke tentou escapar do circo; três meses depois, repetiu o ato, mas sem sucesso . Até que em agosto de 1994, após anos de sofrimento e abuso, Tyke conseguiu fugir do circo. Durante uma apresentação no Neal Blaisdell Center, uma arena usada para shows e exposições do Havaí, ela atacou e matou seu treinador Allen Campbell.
Na época, ativistas tentaram proibir o uso de animais em circos no Havaí, mas não conseguiram porque a indústria circense alegou que era possível tratar os animais “humanitariamente” nesse caso, convencendo os senadores a votarem contra o projeto de lei.
A luta contra animais em circos nos Estados Unidos continua. Até hoje, a prática não é proibida no país.
As imagens digulgadas pelos noticiários de TV da época chocaram o mundo

 

“Não é possível tratar humanamente um animal selvagem na indústria do entretenimento.”
– Pam Burns, Hawaiian Humane Society

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s