13.711 – Copa de 2018 – Seleção da Suíça


Seleção Suiça
Em 2006, a Suíça conseguiu um recorde na história das Copas do Mundo, ao ser eliminada da competição sem sofrer nenhum gol, perdendo para a Ucrânia nos pênaltis, sem converter sequer um único pênalti – tornando-se a primeira seleção na história das Copas a registrar tal feito. Eles não sofreram gols até a segunda partida da fase de grupos da Copa do Mundo 2010 (incluindo a vitória por 1×0 na primeira partida da competição contra a eventual campeã Espanha), quando sofreram gol aos 29 minutos do segundo tempo contra o Chile, estabelecendo um recorde em Copas do Mundo de minutos consecutivos sem sofrer gols.
A Suíça sediou a Eurocopa 2008 juntamente com a Áustria, participando pela terceira vez da competição. Tal como aconteceu nas duas exibições anteriores, o país não passou da fase de grupos.
O maior artilheiro da seleção é o ex-atacante Alexander Frei.
A 5ª edição da Copa do Mundo, em 1954, foi sediada pela Suíça, e foi vencida pela Alemanha Ocidental por 3-2 contra a Hungria. Na disputa pelo 3º lugar, a Áustria superou o Uruguai por 3-1. A Suíça foi eliminada pelos austríacos nas quartas-de-final, por 7×5.
O melhor resultado da Suíça em Copas do Mundo foi um 6º lugar no mundial de 1950.
Nas Olimpíadas, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1924.
Classificação: A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foi o primeiro mundial para a Suíça desde a sua participação em 1994. Depois de terminar em segundo lugar no grupo 4, atrás da França na fase de classificação, derrotou a Turquia nas rodadas decisivas por 2-0 e por 4-2 para se classificar para o mundial.
Fase de grupos: Na fase de grupos, eles jogaram novamente contra a França. A partida, disputada em Stuttgart, terminou com um empate sem gols. Após derrotar o Togo por 2-0 em Dortmund e a Coreia do Sul por 2-0 em Hanôver, terminou em primeiro lugar no grupo G, com atuações marcantes do goleiro Zuberbühler, a seleção suíça acabou obtendo a classificação para a fase eliminatória.
Oitavas-de-final: Na segunda fase do torneio, a Suíça enfrentou a Ucrânia em Colônia. A partida teve que ser decidida nos pênaltis, já que nenhum gol foi marcado no tempo normal e na prorrogação. A Ucrânia venceu por 3-0.
Curiosidade: A Suíça é a única equipe da história das Copas a não sofrer nenhum gol durante o tempo regulamentar das suas partidas durante uma primeira fase de uma Copa. O artilheiro suíço na competição foi Alexander Frei, com 2 gols.
Curiosidade: A Suíça se tornou em 2010 a seleção recordista com o maior tempo sem sofrer gols em Copas, com mais de 551 minutos, tendo a invencibilidade quebrada com um gol de Mark González na derrota para o Chile.
2014
Classificação: A Suíça jogou no grupo 5 das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Terminou invicta com 7 Vitória e 3 Empates, num grupo que tinha Islândia, Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre. Ainda foi escolhida para ser cabeça de chave do Grupo E da copa de 2014.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Equador, França e Honduras. Sua primeira partida foi contra o Equador no dia 15 de Junho no Estádio Nacional de Brasília, (também conhecido como Estádio Mané Garrincha), quando venceu pelo placar de 2-1. No dia 20 perdeu para a França de 5 a 2 no Estádio Octávio Mangabeira (também conhecido como Estádio Fonte Nova). No dia 25 venceu Honduras por 3 a 0, todos eles feitos por Xherdan Shaqiri.
Oitavas De Final: A Suíça enfrentou a Argentina nas oitavas de final e segurou o placar em 0-0 até os 118 minutos, quando a Argentina abriu o placar com um gol de Ángel Di María e eliminou a Suíça.

Copa do Mundo 2018
Classificação: A Suíça jogou no grupo B das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Terminou com a grande campanha de 9 vitórias e somente uma única derrota. O grupo contou com Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra. Acabou ficando em 2ª colocada, empatada em pontos com a seleção portuguesa, mas perdendo no saldo de gols. Pela repescagem enfrentou a Irlanda do Norte, vencendo o primeiro jogo por 1×0 e mantendo o 0x0 no 2º jogo.
Fase de Grupos: Está no grupo E da copa, juntamente com Brasil, Costa Rica e Sérvia. A estreia é contra a Seleção Brasileira, no dia 17/06/18.
Uma das grandes dificuldades da torcida suíça está em elaborar cantos para apoiar a seleção nacional, já que no país existem quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. A maior parte da população tem como idioma primário o suíço-alemão (variante não-oficial do alemão, com inúmeros dialetos diferentes espalhados pelo pequeno país) ou o francês. E com base nisso, o grito mais tradicional nos estádios é o “Hopp Schwiiz/Hop Suisse”[4], que pode ser traduzido como “vai, Suíça”, soando semelhante quando falado nos dois idiomas. Em alemão, o nome do país é Schweiz, mas os cantos utilizam o nome do país em suíço-alemão, Schwiiz (pronuncia-se “Schvíts”). Antes do início das partidas disputadas em território suíço pode-se ouvir os torcedores gritando em coro a referida frase.
É também bastante comum ouvir os torcedores tocando sinos de vacas durante as partidas (e não é raro vê-los vestidos com fantasias de vacas, também), uma maneira bem-humorada de brincar com a tradição do país em produzir laticínios e chocolates apreciados no mundo todo (alguns chapéus em formato de queijo também costumam ser vistos no meio da torcida durante os jogos).
Os torcedores costumam se orgulhar do forte sistema defensivo característico da equipe, que já garantiu inclusive quebra de recorde durante Copas do Mundo, mas ao mesmo tempo fazem piadas com a grande dificuldade da equipe em vencer partidas que seguem para prorrogações e/ou decisões por pênaltis, situações que culminaram em recentes fracassos (inclusive em uma eliminação sem converter um pênalti sequer).
lgo que chama a atenção sobre a seleção suíça é a grande quantidade de jogadores nascidos em outros países, ou então com descendência direta de outros países (principalmente nações dos Bálcãs e nações africanas). O grande número de imigrantes e filhos de imigrantes atuando pela equipe teve influência positiva e trouxe um novo status para os helvéticos, que passaram a figurar em posições elevadas no Ranking da FIFA. Grandes nomes da seleção suíça e que já não atuam mais pelo time nacional, como Philippe Senderos (pai espanhol, mãe sérvia), os irmãos Hakan Yakin e Murat Yakin (ambos filhos de pais turcos), Ciriaco Sforza (filho de italianos) e Kubilay Türkyılmaz (filho de turcos que, inclusive, pediu para não enfrentar a Turquia por medo de ser chamado de traidor), se incluíam nessa estatística.
Há também o inverso: jogadores nascidos na Suíça, mas que optaram por defender outras nações (geralmente, filhos de imigrantes que optam por defender a nação de seus pais), com um grande número de jogadores optando por jogar em seleções dos Bálcãs (muitos dos nomes chegaram a defender as cores suíças nas categorias de base, mas acabaram aceitando convites de outras seleções na categoria adulta). O nome de maior peso na lista talvez seja o de Ivan Rakitić, craque da seleção croata, que apesar de ter nascido na Suíça e ter atuado nas categorias de base dos helvéticos, optou por defender a seleção principal da nação de seus pais. Zdravko Kuzmanović e Taulant Xhaka também são nomes de destaque.
uriosidades
Quando a FIFA reconheceu a Seleção Kosovar de Futebol e a autorizou a disputar competições oficiais (como as eliminatórias para a Eurocopa e Copa do Mundo), uma certa apreensão se instalou nos bastidores da seleção da Suíça. Como a equipe do Kosovo era recém-criada, lhes foi permitido convocar jogadores lá nascidos ou que tivessem origem kosovar, mesmo que já tivessem atuado por outras seleções. Então a Suíça se viu ameaçada de perder alguns de seus maiores talentos, como Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valon Behrami, Blerim Džemaili e Shani Tarashaj. Mas mesmo após o convite, todos os jogadores citados optaram por continuar a defender a Suíça, apesar de suas raízes kosovares.
Durante a Eurocopa de 2016, quis o destino que Suíça e Albânia caíssem no mesmo grupo e se enfrentassem, acontecendo assim pela primeira vez na história da Eurocopa uma partida com irmãos defendendo equipes rivais, com Granit Xhaka atuando pela Suíça e Taulant Xhaka em campo pela Albânia. Além dos dois irmãos se enfrentando, tivemos muitos jogadores com descendência albanesa atuando pela seleção suíça e também jogadores nascidos na Suíça vestindo as cores da Albânia. A partida foi vencida pela Suíça por 1×0, com gol de Schär (que não tem raízes albanesas).
Muitos suíços encaram a Alemanha como um rival, mesmo com toda a disparidade técnica e de tradição entre as equipes. Os alemães são vistos pelos suíços como um rival muito superior a ser batido, algo como “Davi vs. Golias”, e qualquer resultado diferente de uma derrota contra é visto com bons olhos, especialmente quando levado em conta o retrospecto amplamente favorável para os alemães. Também não é incomum ver a torcida suíça se alegrar com derrotas ou tropeços dos vizinhos da Alemanha. Os alemães se sagraram campeões na Copa do Mundo FIFA de 1954, sediada pela Suíça.
Os suíços descrevem a rivalidade com a Áustria como um adversário do mesmo patamar, que pode ser encarado de igual para igual. Alguns, inclusive se referem aos jogos contra os austríacos como se fosse uma “briga entre irmãos” (algo semelhante aos brasileiros, que chamam os argentinos de “hermanos”). Parte da rivalidade vem das disputas históricas entre os países vizinhos. Áustria e Suíça sediaram em conjunto a Euro 2008, mas ambas acabaram eliminadas ainda na 1ª fase da competição. A Suíça sediou a Copa do Mundo FIFA de 1954 e foi eliminada nas quartas-de-final exatamente pelos austríacos por 7×5 (que foram eliminados na rodada seguinte pelos alemães). Os últimos 3 confrontos foram vencidos pelos suíços (o último disputado em 2015).
A rivalidade com os turcos se intensificou bastante após recentes embates, principalmente após a briga generalizada que aconteceu em 2005[5], ao fim da partida válida pela repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, em Istambul. Os turcos chegaram perto de conseguir a vaga, mas inconformados com a derrota partiram para cima dos suíços (juntamente com policiais e agentes de seguranças turcos). Uma imagem que veiculou bastante foi do chute desferido por Benjamin Huggel no assistente-técnico turco Mehmet Özdilek e um soco em Alpay Özalan (que acabara de chutar Marco Streller), que foi tratado pela imprensa turca como uma “covardia”. O fato, porém, é que a imprensa turca omitiu a parte da imagem onde Özdilek agride um suíço primeiro, causando assim o revide de Huggel (que foi suspenso por 6 jogos por conta do chute), fato amplamente condenado pelos suíços (tanto o vídeo editado quanto o vídeo completo podem ser encontrados na internet). O incidente provocou a suspensão de alguns jogadores turcos e em hospitalização do zagueiro suíço Stéphane Grichting[6], além de acender uma grande rivalidade entre as duas seleções. A equipe da Suíça conta com alguns jogadores de descendência turca e já aconteceu de um de seus jogadores (Kubilay Türkyılmaz, filho de turcos) pedir para não entrar em campo contra a Turquia por receio de ser chamado de traidor.

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