13.681 – Cangambá, o Comedor de Jararacas


O veneno da jararaca pode ser terrível, mas não para o cangambá.

Cangambá
O cangambá é uma animal pertencente ao Filo Chordata, a Classe Mammalia, de ordem Carnívora e da Família Mustelidae . Esse animal é confundido geralmente com o gambá, tanto por expelir odor quando se sente ameaçado e pela semelhança fonética. Ele é encontrado na América do Norte, desde o Canadá até o México. São encontrados geralmente em bosques e campinas. Há espécies similares aqui no Brasil como o zorrilho e a jaratataca que possuem glândulas anais que produzem a substância de mau cheiro.
Possuem uma pelagem brilhante e com tonalidade geralmente escura, algumas espécies vêm acompanhadas por duas listras no dorso, que se estendem desde a cabeça e indo em direção ao rabo ou ainda a terminação da listra ocorre antes mesmo de chegar na cauda. Possui um peso médio de um a quatro quilogramas, medindo de cinquenta e cinco a setenta e cinco centímetros de comprimento. Seu corpo é longo, e possui uma cauda grande e peluda. Sua cabeça e olhos são pequenos e suas orelhas são arredondadas.

Dieta e Reprodução do Cangambá
Sua alimentação é composta por insetos e vermes, também incluem pequenos vertebrados, sendo um animal tipicamente carnívoro. Os machos apenas procuram pelas fêmeas na época do cio. Elas se reproduzem durante o inverno, sendo bem semelhante com seu ‘parente’, o zorrilho. Cada fêmea passa o inverno com apenas um macho da sua espécie. É nessa época que o animal diminui suas atividades, ficando somente na toca. Seu período de gestação é de sessenta e três dias, dando a luz uma vez ao ano, sua cria é de geralmente quatro a cinco filhotes. Vivendo em selva duram de dois a três anos e em cativeiro vive até quinze anos. A sua expectativa de vida é relativamente baixa, pois noventa por cento desses animais não sobrevivem ao primeiro inverno.
Hábitos
O Cangambá vive em tocas, em buracos ou rochas. Por desenvolver atividade noturna, durante o dia ele costuma descansar na toca. Embora haja uma contradição de ideias esse animal é bem limpinho, pois a cada refeição feita, ele costuma limpar a boca. Por ser um animal de pequeno porte costuma ser lento ao andar, então esse animal é bem conhecido pela sua arma de defesa, que realmente é muito fedida. Esse animal tem ótimos métodos de defesa. Quando se sente em perigo, tem uma arma química, uma substancia volátil e com muito mau cheiro. A glândula responsável pela produção do líquido se localiza na parte externa do ânus. Mesmo com esse mecanismo de defesa não garante a proteção contra aves predatórias. Uma curiosidade é que esse animal não é predado por outros mamíferos. Esse líquido não é produzido constantemente, somente há produção em último caso, e além do mau cheiro proporciona ardência nos olhos e narinas.
Jararaca
O gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca) representa o grupo mais importante de serpentes peçonhentas, com mais de 60 espécies encontradas em todo território brasileiro (incluindo os gêneros Bothriopsis e Bothrocophias). As principais espécies são: Bothrops atrox: é o ofídio mais encontrado na Amazônia, principalmente, em beiras de rios e igarapés; Bothrops erythromelas: abundante nas áreas litorâneas e úmidas da região Nordeste; Bothrops jararaca: tem grande capacidade adaptativa, ocupa e coloniza áreas silvestres, agrícolas e periurbanas, sendo a espécie mais comum da região Sudeste; Bothrops jararacussu: é a espécie que pode alcançar maior comprimento (até 1,8m) e a que produz maior quantidade de veneno dentre as serpentes do gênero, predominante no Sul e Sudeste; Bothrops moojeni: principal espécie dos cerrados, capaz de se adaptar aos ambientes modificados, com comportamento agressivo e porte avantajado; e Bothrops alternatus: vive em campos e outras áreas abertas, desde a região Centro-oeste até a Sul.
Imunidade
Alguns animais são imunes ao veneno de serpentes. É o caso do gambá. Com essa proteção fisiológica, ele consegue enriquecer seu cardápio com cobras, como as jararacas (Bothrops sp.), cascavéis (Crotalus spp.) e corais (Micrurus spp.). Mordem a região da cabeça ou da garganta desses animais e começam a ingeri-los pela mesma. Segundo SOERENSEN, B. & et ali – UNIMAR, houve apenas morte aguda, em um experimento com gambás, com uma dosagem de 660 mg de veneno, o que corresponde a uma dose 4.000 vezes superior à suportada por bovinos de 400 kg.
Pelo fato destes animais serem de hábitos noturnos, é muito difícil encontrá-los em jardins zoológicos, pela inatividade durante o dia.

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