13.482 – A Arte na Pré-história


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Os povos antigos, antes de conhecerem a escrita, já produziam obras de arte. Os homens das cavernas faziam bonitas figuras em suas paredes, representando os animais e pessoas da época, com cenas de caças e ritos religiosos. Faziam também esculturas em madeira, ossos e pedras; os cientistas estudam esses objetos e pinturas, e conseguem saber como viviam aqueles povos antigos .
Além da arte dos povos pré-históricos, também é considerada arte primitiva aquela produzida pelos índios e outros povos que viviam na América antes da vinda de Colombo. Os maias, os astecas e os incas representavam a arte pré-colombiana. São pinturas, esculturas e templos maravilhosos, feitos de pedras ou materiais preciosos, que nos contam a história desses povos.
Na atualidade e também há arte primitiva: os negros africanos, que produzem máscaras para rituais, esculturas e pinturas; os nativos da Oceania (Polinésia, Melanésia, etc.) também tem arte primitiva com estilo próprio; assim também os índios americanos produzem objetos de arte primitiva muito apreciados entre os povos atuais.

13.481 – Civilizações Antigas – Solucionado mais um Mistério Matemático


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Uma equipe de cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, solucionou recentemente o mistério matemático inscrito em uma tabela milenar pertencente à cultura babilônica, que intriga matemáticos do mundo inteiro há mais de um século.
A tabela de argila, conhecida pelo nome de Plimpton 322, foi descoberta pelo antropólogo Edgar Banks no início do século XX. Desde então, vários especialistas tentaram decifrar o significado das misteriosas séries de números ordenados em quinze filas e quatro colunas.
Os pesquisadores concluíram que as inscrições explicam as diferentes formas de triângulos de ângulo reto, utilizando um novo tipo de trigonometria, com base em relações de ângulos e círculos. A ferramenta pode ter sido de grande utilidade para a topografia de campos e para realizar os cálculos arquitetônicos necessários para construir palácios, templos ou pirâmides.
Daniel Mansfield, um dos responsáveis pela descoberta, acredita que a tabela “é um exemplo de como o mundo antigo pode nos ensinar algo novo”.

13.480 – Genética – Chineses mudam uma única ‘letra’ de DNA – e consertam mutação


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Pesquisadores da Universidade de Sun Yat-sen, na China, curaram parcialmente um embrião com talassemia beta – doença hereditária que tem consequências similares às da anemia – mudando uma única base nitrogenada de seu DNA. As bases são a menor unidade que compõe nosso código genético, representadas pelas letras A, T, G e C. Cada cromossomo contém vários milhões delas, enfileiradas em uma ordem precisa – e várias síndromes são causadas por pequenas alterações nessa ordem.
A técnica de edição de material genético usada desta vez é um pouco diferente do já conhecido CRISPR/Cas9, que também estreou na China, em 2015, e saiu em todos os jornais desde então. Em 2016, os chineses já haviam tentado curar a talassemia usando CRISPR, mas não deu certo – por isso a mudança de estratégia.
Para tornar o experimento possível, o primeiro passo foi pegar células da pele de pessoas que já têm talassemia, retirar o DNA delas e colocá-lo, em laboratório, no lugar do DNA de um óvulo. O óvulo, então, começa a se multiplicar e dá origem a um embrião que, naturalmente, carrega a mutação genética responsável pela doença.
A delicada ‘cirurgia’ no DNA desse embrião é feita com um método similar ao CRISPR/Cas9.
A diferença é que, em vez de cortar fora um pedaço inteiro da sequência e substituí-lo, os chineses alteraram apenas uma letra ‘G’ (a guanina), que em uma pessoa saudável seria um ‘A’ (adenina). Grosso modo, é como a diferença entre copiar e colar uma palavra inteira no Word e corrigir um erro ortográfico mais simples, como ‘Fransa’.
A eficiência da correção de genes, segundo o artigo científico, foi de 23%. Ou seja: na prática, só um quarto do embrião foi curado. Além disso, a técnica às vezes só corrige o ‘erro de digitação’ em uma das duas cópias que temos de cada gene – embriões nessa situação são chamados ‘mosaicos’. Sinal de que o novo método, conhecido pela sigla BE (base editing), ainda precisa ser muito aperfeiçoado.
“É promissor, mas todos os embriões dos quais eles colheram informações eram claramente mosaicos, com algumas células ainda carregando os dois alelos mutantes”, afirmou ao The Guardian o geneticista Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, que não participou do estudo.
É sempre bom lembrar que, além das deficiências técnicas que precisam ser superadas, também há muitas barreiras éticas ao tratamento de embriões de verdade por meio de técnicas de edição de material genético. Afinal, se é possível curar um problema mudando uma única letra do DNA, também é possível causar um problema ainda maior alterando a letra errada por acidente.