13.471 – Novo supercomputador funciona com “pó mágico” composto de luz e matéria


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Durante anos, os supercomputadores trouxeram a esperança de resolver alguns dos problemas mais misteriosos e aparentemente insolucionáveis da ciência. O avanço contínuo da computação quântica renovou a expectativa dos cientistas, mas um estudo recente de pesquisadores do Reino Unido e da Rússia leva esse potencial um passo adiante, combinando luz e matéria para formar o que é conhecido como “pó mágico”.
Pesquisadores de universidades em Cambridge, Southampton e Cardiff, no Reino Unido, e no Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia, na Rússia, demonstraram que uma combinação mágica poderia potencialmente permitir a superação de capacidades mesmo dos supercomputadores mais avançados. As partículas quânticas conhecidas como polaridades, que são luz e matéria, foram capazes de “iluminar o caminho” para soluções simples quando havia problemas complicados. Os resultados do estudo, conforme relatado na revista Nature Materials, acabariam eventualmente levando os cientistas a resolver o que hoje ainda não tem solução.
Misturando matéria

Ao calcular uma solução matemática para um problema complexo com aplicações do mundo real, é essencial garantir o número mínimo de etapas possíveis. O caminho mais direto para uma resposta mantém um baixo risco de confusão ou erros, mas na abordagem dos problemas mais intrincados do nosso universo conhecido, isso se torna uma tarefa aparentemente impossível. “Este é exatamente o problema a enfrentar quando a função objetiva a ser minimizada representa um problema da vida real com muitas incógnitas, parâmetros e restrições”, disse uma das autoras do artigo, a professora Natalia Berloff, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia.
Berloff, junto com sua equipe, projetou esse uso do “pó mágico” sob um ângulo bastante criativo. Assim como o fogo-fátuo ilumina o caminho para viajantes no folclore escocês, os polaritons atuam como marcadores facilmente detectáveis, orientando cientistas rumo a uma solução. Os átomos selecionados, como o gálio, o arsênico, o índio e o alumínio são dispostos em uma pilha e recebem o direcionamento de um laser. Os elétrons, nessa mistura de matéria leve, absorvem a luz e a emitem em cores diferentes. Dez mil vezes mais leves do que elétrons, os polaritons poderiam atingir densidades que o tornariam um condensado de Bose-Einstein, um novo estado de matéria em que as fases quânticas desses polaritons se sincronizariam e criariam um objeto quântico macroscópico detectável com fotoluminescência. Os cientistas estão, literalmente, criando faróis de luz.
O co-autor do estudo, professor Pavlos Lagoudakis, chefe do laboratório de fotônica híbrida da Universidade de Southampton e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (onde os experimentos foram realizados), expôs: “Estamos apenas no início da exploração do potencial dos gráficos de polaridade para resolver problemas complexos … Atualmente expandimos nosso dispositivo para centenas de nódulos, enquanto testamos o fundamento de seu poder computacional. O objetivo final é um simulador quântico de microchip que opere nas condições ambiente. ”
Não são apenas as profundidades da astrofísica que contêm problemas insolúveis. A biologia, as finanças, as viagens espaciais e outras áreas do saber têm nascentes profundas de questões não respondidas. São perguntas que um supercomputador, usando poeira mágica para iluminar o caminho até uma solução simples, pode ser capaz de responder. [Futurism]

13.470 – O Exterminador Chegou – PELE ARTIFICIAL AUTORREGENERATIVA SÓ SERVE PARA AS MÁQUINAS – POR ENQUANTO!


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O avanço tecnológico é vertiginoso em todas as áreas, e a robótica não é exceção. Hoje, os robôs são capazes de perseguir alvos, disparar, pular, correr e, até mesmo, aprender com suas ações, por meio da chamada Inteligência Artificial.
A última novidade no assunto se deu graças a uma conquista da equipe científica da Universidade Livre de Bruxelas, que desenvolveu uma pele artificial autorregenerativa para revestir diferentes modelos de robô.
Desse modo, os robôs equipados com essa pele seriam capazes de se regenerar em caso de cortes, como os produzidos por esfaqueamentos. Naturalmente, essa descoberta remete a robôs como os do cinema, especialmente o lendário “Exterminador do Futuro”.
“Os polímeros são substâncias formadas por muitos ‘fios’. Quando expostos ao calor, são reorganizados e se ligam entre si sem deixar pontos fracos”, afirmou Bram Vanderborght, responsável pela pesquisa que descobriu esse novo tipo de pele artificial.
Com o objetivo de realizar testes, os especialistas criaram uma pinça, uma mão robótica e, inclusive, um músculo artificial – todos fabricados a partir de polímeros da borracha, parecidos com uma gelatina. Quando eles sofrem algum tipo de corte, utiliza-se um pouco de calor para a regeneração.

13.469 – Especialistas afirmam que é seguro deixar a bateria do celular carregando durante toda a noite


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Embora muitas pessoas o façam de qualquer maneira, o mito sugere que carregar um telefone que já está completamente carregado tem implicações na capacidade da vida útil da bateria. Contudo, segundo Kyle Wiens, chefe da empresa iFixit, com sede na Califórnia e conhecida por criar guias sobre reparação de aparelhos para os consumidores, não é isso que acontece. Com informações da Business Insider.
“Deixar seu telefone conectado à noite não diminui a bateria“, explica. “É tudo sobre uma questão de contagem de ciclos, de como você realmente usa a bateria e o quanto a está fazendo trabalhar”.
A contagem de ciclos é o numero de recargas completas que um smartphone pode ter antes que sua bateria esteja completamente degradada. Por exemplo, se você drena pela metade a bateria de um telefone em carga completa e então recarrega essa capacidade meio vazia, completará meio ciclo.
Segundo Wiens, uma bateria de smartphone comum pode atingir até 400 ciclos de carga, o que provavelmente compreende um ano e meio de uso do dispositivo. Tenha em mente que não é incomum que alguns durem além disso e que as pessoas costumem manter seus aparelhos por mais do que um ano meio.
“Em termos de erosão gradual da vida da bateria, o que se deve ser entendido é que elas estão sempre em declínio”, explica um representante Anker, uma fabricante de acessórios de baterias e carregadores. “Dormir com o telefone carregando durante a noite não fará diferença notável no processo”. Segundo ele, isso ocorre porque os smartphones modernos são projetados para evitar serem carregados para além do que precisam. Em outras palavras, eles sabem a hora de parar.
“Os smartphones, como o nome sugere, são inteligentes”, disse o representante. “Toda unidade possui um chip incorporado que impedirá o carregamento uma vez que a capacidade atinja os 100%. Portanto, desde que o aparelho em questão seja adquirido de um vendedor legítimo, não deve haver perigo em carregá-lo durante toda a noite”.
Wiens acredita que a ideia de que a ação seja prejudicial está relacionada à experiência das pessoas aos celulares mais antigos, com baterias removíveis – que não são mais comuns em aparelhos mais modernos.
Contudo, há um perigo que deve ser considerado durante este carregamento, que é a temperatura. Conforme a própria Apple adverte em seu site, as baterias de lítio utilizadas nos smartphones mais modernos podem ser degradadas pelo calor extremo. No entanto, isto é algo que deve ser observado independentemente do celular estar carregando ou não.